Alckmin afirma que governo federal avalia acionar Lei da Reciprocidade em resposta ao tarifaço dos EUA
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Alckmin
Tarcísio de Freitas
- Tarifas EUALei da Reciprocidade · Guerra comercial · Negociações comerciais · Estados Unidos
- Posição oficial do Brasil e EspanhaInformações equivocadas · Flávio Bolsonaro e Vorcaro
- Gestão Tarcísio e comparativoCréditos de ICMS · Fluxo de caixa · Linhas de crédito
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O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo federal não descarta acionar a lei da reciprocidade em resposta ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos, mas reforçou que a prioridade é manter as negociações e evitar uma guerra comercial. Em agenda na capital paulista, Alckmin disse que novas reuniões com os setores afetados estão previstas e afirmou que o governo continuará negociando enquanto busca novos mercados para as exportações brasileiras.
Segundo o vice-presidente, a tarifa 25% é injusta, já que a alíquota média cobrada pelo Brasil sobre produtos americanos é de 3,1%.
Não tem retaliação, né? A ideia não é fazer retaliação, a ideia é buscar solução, né? A lei de reciprocidade é um instrumento importante que o governo tem para avaliar, adequar. Enfim, tá na mesa, mas esse não é o objetivo. O objetivo não é fazer guerra comercial, o objetivo é resolver o problema. No que depender do Brasil, a expectativa é essa.
Questionado sobre a atuação de Flávio Bolsonaro nas tratativas com autoridades americanas, Alckmin evitou citar o senador, mas afirmou que alguns maus brasileiros levam informações erradas, equivocadas, prejudicando a economia brasileira, as empresas e os empregos. Também presente no evento, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, falou pela primeira vez sobre o novo tarifaço. Como a CBN mostrou, aliado de Flávio Bolsonaro, o governador vinha evitando se manifestar publicamente sobre o assunto desde o anúncio da nova taxação.
Nesta quarta-feira, defendeu que o Brasil mantenha as negociações com os Estados Unidos e descarte uma resposta baseada na lei da reciprocidade.
Para mim, é negociar, continuar negociando. Não faz sentido nenhum aplicação de lei de reciprocidade, porque eu acho que a gente só agrava a situação, não vai ganhar nada com isso. Então é importante que a negociação seja continuada, né, que ela não que ela não pare, que ela não cesse, tem espaço para negociar. Então eu acho que o que o Brasil tem que fazer é continuar negociando.
Tarcísio também afirmou que o Estado de São Paulo pode adotar medidas para reduzir os impactos do tarifaço sobre as empresas exportadoras, como a antecipação da liberação de créditos de ICMS para reforçar o fluxo de caixa das empresas, além de acompanhar as linhas de crédito anunciadas pelo governo federal e avaliar pedidos do setor produtivo, como redução de juros e mudanças nas operações de crédito. De São Paulo, Bruna Barbosa.