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Governo conclui nesta segunda (20) reuniões com setores afetados pelo tarifaço dos EUA

20 de julho de 20264min
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O governo federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), fecha nesta segunda-feira (20) a agenda de uma série de reuniões com representantes dos setores afetados pelo aumento de 25% nas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos.

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Participantes neste episódio1
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Reni Veloso

Reporter
Assuntos3
  • Tarifas EUAAumento de 25% nas tarifas de importação · Setores afetados · Pacote de apoio às empresas · Novas linhas de financiamento · Mercados alternativos · Tarifa adicional de 12,5% · Trabalho forçado · Lei da Reciprocidade Econômica
  • Impacto econômico em setores produtivosEstimativa de queda nas exportações · Risco de empregos
  • Influência dos EUA· InternacionalPráticas comerciais desleais · Pix · Desmatamento · Regulação das Big Techs · Etanol · Falta de medidas contra corrupção
Transcrição6 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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RVReni Veloso

Estamos em contato com a Reni Veloso em Brasília. Reni, agora há pouco, Cássia Godói e eu conversamos aqui no Jornal da CBN com o embaixador Maurício Lírio, que é o principal negociador brasileiro nessa discussão comercial com os Estados Unidos. Ele falou claramente aqui que a taxa de 12,5% vem até o final da semana mesmo. E deixou claro também na sua fala que é um valor cumulativo, quer dizer, são os 25% mais 12,5% e mais o que já tem do próprio produto, na linha que o produto atua, o valor vai se somando ali nas taxações.

O que que você traz mais de informação aí sobre as negociações que estão em andamento ainda?

?Voz C

Exatamente, viu, Milton? O governo federal, através do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, fecha hoje a agenda de uma série de reuniões com representantes dos setores afetados pelo aumento de 25% nas tarifas de importação imposta pelos Estados Unidos. A medida entra em vigor na próxima quarta-feira, ou seja, depois de amanhã, e deve atingir cerca de 3 mil produtos brasileiros, impactando aí 18% das exportações para o mercado americano, ou 7 bilhões e 200 milhões de dólares.

O governo quer identificar os prejuízos reais para elaborar um pacote de apoio às empresas sem comprometer as públicas. Entre as medidas em estudo estão novas linhas de financiamento e a busca por mercados alternativos. Como você bem ressaltou, e o embaixador confirmou aqui ao Jornal da CBN ainda nessa semana, na próxima sexta-feira, a expectativa desse anúncio de outra tarifa adicional de 12,5% que investiga falhas na proibição de produtos feitos a partir do trabalho forçado. 60 nações, 87 países podem ser penalizadas na tentativa de reverter E evitar a nova sobretaxa, que somada a outra que pode chegar a 37,5%, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil, a ANCHAM, defende a continuidade das negociações.

Mas como a gente pôde ver, o governo já vê como inevitável. Enquanto tenta negociar, o Palácio do Planalto não descartou a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica, mas o ministro da Fazenda, Dário Durigal, alertou que isso só seria feito no tempo correto. Em paralelo a isso, a Apex Brasil, que é a agência brasileira de Promoção às Exportações anunciou R$130 milhões a partir de agosto para diversificar mercados. Segundo a agência, os estados de São Paulo e Santa Catarina concentram mais da metade desse impacto, 52% do total.

O setor calçadista é um dos mais prejudicados. A associação do setor estima que a nova tarifa possa dobrar a queda nas exportações deste ano, de 3,6% para 7,1%, colocando em risco milhares de empregos. A gente empregos. A gente lembra, Milton, que a Casa Branca justificou o aumento das tarifas como uma retaliação a práticas comerciais do Brasil consideradas desleais por prejudicarem os interesses americanos. Ao citar o Pix, desmatamento, regulação das Big Techs, etanol e falta de medidas contra a corrupção.

RVReni Veloso

Milton, muito obrigado. Foi Reni Veloso em Brasília.

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