Episódios de Economia

Enquanto o conflito no Oriente Médio permanecer, a volatilidade do petróleo continua

20 de julho de 20263min
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Gustavo Ferreira destaca que, enquanto o conflito no Oriente Médio permanecer, a volatilidade do petróleo deve continuar ditando o ritmo dos mercados. Investidores seguem cautelosos diante das incertezas sobre a guerra e seus impactos na inflação e nos juros. Ouça.

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Participantes neste episódio2
D

Débora

Host
G

Gustavo Ferreira

ComentaristaEditor-assistente
Assuntos2
  • Volatilidade do PetróleoConflito no Oriente Médio · Iraque · Estadia nos Estados Unidos
  • Mercado FinanceiroInflação americana · Juros americanos · Selic · Ibovespa
Transcrição6 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro

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DDébora

Gustavo Ferreira, editor assistente do Valor Invest, já tá aqui com a gente. Tudo bem, Gustavo? Boa tarde.

GFGustavo Ferreira

Alô, alô, Débora, Carol e ouvintes, boa tarde a todos.

DDébora

Boa tarde. Gustavo, não tem jeito, enquanto o conflito no Oriente Médio permanecer, também permanece a volatilidade do petróleo, né?

GFGustavo Ferreira

Pois é, teve até uma Copa do Mundo no meio do caminho e seguimos nessa, né, Débora? Maior Copa de todos os tempos e continua ainda o enrosco no Oriente Médio. Nada de paz, já são 9 dias do retorno das hostilidades entre Estados Unidos e Irã, 9 dias em que investidores estão sem saber se vão ou se ficam. Foi bem nesse clima que começou a semana dos mercados, ao sabor volatilidade dos preços do petróleo. Gatilho para troca entre altas e baixas foi apertado lá no Irã.

Governo de Teerã diz que as negociações diplomáticas com os americanos seguem ativas. E ao sabor desses sinais, perdeu força então o preço do barril do petróleo hoje. Barril que chegou a operar acima dos $90 fechou um pouco abaixo disso. A mesma volatilidade foi enfrentada pelos principais ativos do mundo. Isso por causa da forte correlação recente entre os preços do petróleo e juros, juros pagos pela renda fixa americana. No retrovisor do investidor, tá o efeito dos dias de trégua.

Inflação americana aqui no Brasil também veio se mostrando mais fraca, o que talvez torne menos urgente uma alta de juros lá nos Estados Unidos. No horizonte para frente, claro, tem o risco aumentado de uma nova onda inflacionária no embalo dos preços dos combustíveis. Com essa dinâmica no pano de fundo, seguem os investidores globais divididos. Olha, hora entre mergulhar na renda fixa, ora nas bolsas. Hoje prevaleceram os rumores de mais uma trégua se aproximando, mas dá para confiar?

Depende da guerra, maior ou menor pressão nos juros americanos e a reboque aqui na Selic. Próxima super quarta de juros, aliás, tá logo ali na primeira semana de agosto, 3 semanas antes. Hoje o Ibovespa, principal índice da Bolsa do Brasil, refletiu bem essa indecisão de investidores, passou o dia perto da estabilidade, trocando de posição, fechou em queda de 0,2%. O câmbio caiu também 0,4% aos R$5,09, Débora.

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