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Como países estão agindo para se adaptar à alta do petróleo?

20 de março de 20268min
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Míriam Leitão fala sobre as diferentes estratégias de países para passar pela crise de preços altos do petróleo, gerada pela guerra no Oriente Médio.

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Assuntos4
  • Estratégias de países para lidar com alta do petróleoLimitação de reajustes de preços · Suspensão de exportações · Tetos de margem de lucro · Aumento de fiscalização · Subsídios aos combustíveis · Intervenção estatal em preços
  • Preços de Combustíveis e PetróleoBloqueio do Estreito de Ormuz · Redução do transporte de petróleo · 20% do petróleo mundial afetado · Desvio de suprimentos · Pressão nos preços internacionais
  • Desafios de manter preços congeladosDefasagem de preços insustentável · Dificuldade em manter suprimento · Necessidade de correção administrada · Inflação gerada por congelamento · Trade-off entre preço e oferta
  • Intervenção estatal em economia de mercadoControle de preços em países liberais · Fim de impostos sobre importação · Negociação com estados sobre ICMS · Subvenções governamentais
Transcrição14 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

Emília. Boa tarde, Sardenberg. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvinte da Rádio CBN. Boa tarde, Miriam. A guerra do agente médio está na terceira semana, completa hoje a terceira semana, e já causou, enfim, vários problemas, além dos problemas diretos ali do conflito, nós temos a questão dos combustíveis, a questão dos fertilizantes, atingindo aí diversos

Países da Ásia, por exemplo, já estão racionando o uso, a compra de gasolina, a compra de óleo diesel. Enfim, o mundo está se mexendo com base ali, preocupado com dois fatores. O preço, mais caro, e a possível escassez de alguns produtos. Miriam? Pois é, você tem razão, todo mundo está fazendo alguma coisa. Tem até uma matéria boa no Globo falando sobre isso.

A China, por exemplo, suspendeu exportação, pediu que as revenarias não exportassem mais exatamente para evitar a escassez. A Alemanha está querendo limitar o número de reajustes em um por dia, só pode aumentar uma vez por dia. A Áustria estabeleceu que só pode aumentar três vezes por semana. A Grécia pôs um limite, um teto para a margem de lucro das distribuidoras.

Toda arrecadação extra de impostos com o aumento dos preços vai se transformar em benefícios para os contribuintes. Ela devolve aos contribuintes. A França aumentou a fiscalização nos postos e tem ação contra distribuidoras. A Coreia, olha, é a primeira vez em 30 anos que ela vai limitar preço de combustíveis. A Coreia do Sul.

A Indonésia ampliou os subsídios aos combustíveis. As Filipinas adotaram semana de quatro dias no setor público para reduzir o consumo. Veja que todo mundo está fazendo alguma coisa. Por quê? Eu acho que ficou claro para todo mundo nessas três semanas, como disse você, terceira semana, é que não é um passeio, não é uma coisa simples, é uma coisa de enorme complexidade, pode se prolongar muito além do que se imagina.

um fim mais rápido para o conflito até normalizar todo o abastecimento e todo o comércio e todo o fornecimento de combustíveis vai demorar um pouco. É 20% do petróleo do mundo que passa pelo Estreito de Hormuz. Sempre foi tido como o calcanhar de Aquiles, de quem quisesse enfrentar o Irã. O Irã tinha essa arma.

O americano resolveu pagar o preço, pagar a aposta de que ele não conseguiria fechar o Estreito de Hormuz. E foi uma avaliação errada. Ele conseguiu reduzir bastante o comércio, o transporte por lá. Tem permitido passar alguns navios para determinados clientes dele, como a China. Mas mesmo a China está com preocupação, estabelecendo regras também para evitar essas duas coisas.

para o consumidor e, ao mesmo tempo, tentar garantir o suprimento. O Brasil está no mesmo dilema. O Brasil, como se sabe, eu dei, depois a presidente da Petrobras confirmou isso, que vários navios que estavam chegando no Brasil com diesel foram desviados. Quer dizer, não é uma ilegalidade, é um comércio, é um mercado. Alguém ofereceu mais do que o Brasil e o suprimento foi embora.

que aumentando muito a produção de diesel, diz que está aumentando 15% a produção de diesel. Por quê? Como ela está fazendo um preço artificial, quem tem que importar diesel do setor privado não está importando. Não está importando. Então, tem medo de suprimento. A gente tem falado hoje mesmo, a Ana Carolina Diniz, que trabalha comigo, foi ouvir pessoas que disseram que tem risco, sim, de ter que racionar o diesel, diminuir a oferta do diesel. Enfim,

A situação está difícil e todo mundo está tomando alguma medida, uma melhor, outra pior, uma mais razoável, outra que distorce mais, cria bastante distorção. Mas, enfim, todo mundo está fazendo alguma coisa para garantir suprimento e preço dos combustíveis no fim da terceira semana da guerra de Trump e Netanyahu.

com preço artificial. Você acha que a Petrobras consegue manter isso por muito tempo? Eu acho que não. Eu acho que talvez o melhor seria fazer uma correção mais administrada desse preço do que achar que vai manter. O que eles dizem para mim no governo é que eles não congelaram o preço. Eles deram essas medidas que foi a subvenção, o fim do imposto,

O país adotou o fim do imposto que cai sobre importação. O Pisco Fins e agora estão tentando convencer os estados a abrir mão do CMS. E essa subvenção e o imposto de exportação para cobrir esse buraco fiscal, fizeram essa engenharia, mas que não era para manter congelado o preço do diesel, para atenuar o impacto. Foi isso que me disseram. Então, vamos ver como é que vai continuar.

mais difícil é manter o suprimento. Então, é complicado realmente toda essa situação. Não tem situação fácil. Nenhum país está com situação fácil. Os Estados Unidos tem a política de bater o levou, ou seja, subiu no mercado internacional, sobe na bomba. E isso aí garante o suprimento,

do produto, mas aumenta a inflação. Então, está todo mundo se virando de alguma forma, mas o que é comum nessas medidas é mesmo países que são mais liberais e não querem nenhuma intervenção no sistema de preços, estão fazendo intervenção no sistema de preços, como Coreia do Sul, por exemplo, ou Alemanha. Obrigado, Miriam. Até a semana. Até a semana. Bom fim de semana para todo mundo. Bom fim de semana, Miriam.

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