Petróleo vai ficar instável 'por muito tempo'
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- Preços de Combustíveis e PetróleoVolatilidade do mercado internacional · Impacto da guerra na produção · Projeção de duração do choque de preços · Reação do mercado a notícias · Ataques a infraestrutura de produção
- Controle de Precos GovernamentalIsenção de impostos federais sobre diesel · Negociação com governadores para isentar ICMS · Compensação fiscal aos estados · Limitações e desafios da estratégia
- Transferência de ativos e patrimônioPreocupação do governo em impedir repasse · Impacto no diesel · Impacto no transporte urbano · Impacto no transporte de alimentos e mercadorias
- Resistência à mudançaReação negativa inicial dos governadores · Questões fiscais estaduais · Ambiente de campanha eleitoral · Negociações em andamento
- Política EconômicaPreço atual do barril · Comparação com início do ano · Variação desde o começo da guerra · Patamar elevado sustentado
Bom dia, Sardenberg. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvintes. Boa tarde, Miriam. Bom, hoje houve, de ontem para hoje, houve uma disparada no preço do gás e do petróleo. O petróleo, o barril de petróleo, chegou a encostar em 122 dólares, chegou em 119 dólares. Agora está um pouco mais baixo, está em 104 dólares, 105 dólares. Ainda uma alta bastante expressiva.
O governo aqui no Brasil lutando para impedir, com a preocupação de impedir que essa alta dos preços se transfira para a economia local. E ontem, por exemplo, o governo federal pediu que os estados isentem de impostos a importação de diesel e prometeu até dar uma compensação para os estados por conta disso.
tem uma informação mais assustadora, o petróleo vai subir novamente, como hoje, chegou a 119, vai para 104, mas ele tem ficado num patamar mais alto e já subiu muito desde o começo da guerra, e subiu muito se comparado com o primeiro, no começo do ano, no começo do ano estava 60 dólares, para você ter uma ideia de quanto que subiu, quanto que essa guerra já fez de estrago. E vai permanecer assim, porque a cada nova notícia,
O mercado vai reagir. E a notícia agora assustadora é que está se atacando a infraestrutura de produção e escoamento de petróleo. Já tem um gargalo do Estreito de Hormuz fechado, passa só de vez em quando, passa só quando eles permitem, mas caiu muito o trânsito pelo Estreito de Hormuz, mas, além disso, tem sendo atacado. A gente acabou de dar notícia agora. Campos de gás, campo de petróleo, refinaria,
portos já foram atingidos pelos bombardeios de lado a lado. Então, isso significa que mesmo se acabasse agora o melhor cenário possível, acabasse a guerra hoje, ela por muito tempo ainda ia demorar a reorganizar tudo isso, pelo menos mais um mês para a reorganização. Então, nós estamos diante de um choque de preços que vai se estender no tempo. Isso já se sabe.
Até quanto vai subir, não se sabe, mas é um choque de preços que vai durar. O governo resolveu fazer esse caminho de tentar atenuar. Ele não vai conseguir conter e ele sabe que não vai conseguir conter. Eu tenho conversado com pessoas do governo, sabe? Nós não vamos conseguir evitar. Mas nós temos que fazer alguma coisa para reduzir o impacto disso na vida do brasileiro, de quem usa o diesel, do transporte urbano, do transporte de alimentos, principalmente, mercadorias.
Então, eles fizeram esse plano. O plano, eu já até conversei com vocês sobre isso aqui. Eu acho que subsídio a combustível fóssil é sempre ruim, mas eles estão fazendo o plano de vamos reduzir, vamos isentar o PIS-COFINS e aí pediram aos governadores para também isentar o ICMS, o diesel importado do ICMS. Aí, a primeira reação foi negativa e eles ainda estão conversando para fechar,
alguma coisa. O que eles estão propondo é que o governo federal pague parte dessa renúncia fiscal e os estados arquem com a outra parte da renúncia fiscal. O que o problema é que isso aí pode atenuar muito pouco e custar muito caro. Além disso, distorce os preços. E os estados estão no meio já de um ambiente de campanha eleitoral. Ainda não é campanha,
tem um ambiente de campanha eleitoral e eles acham que concordar com isso pode ser ruim para eles eleitoralmente. É assim que alguns estão vendo. O que o governo diz em seu favor é que do lado da própria renúncia fiscal, o Piscofins, ele encontrou uma forma de compensação. Do lado dos estados, eles não estão impondo aos estados como o governo Bolsonaro impôs aos estados. Mas são programas da mesma linha.
impôs, deu um rombo, quem pagou o rombo foi o governo Lula. O governo Lula não quer impor, está falando que quer a adesão dos estados. Minas, então, obrigado, Miriam, e até amanhã. Até amanhã.