Episódios de Economia

Com a guerra no Oriente Médio, como ficará a taxa de juros após nova reunião do Copom?

17 de março de 20265min
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Carlos Alberto Sardenberg fala sobre a nova reunião do Copom, marcada para terça (17) e quarta-feira (18). Antes da guerra no Oriente Médio, o Banco Central havia indicado que começaria o processo de redução de juros, possivelmente por 0,5%, com a Selic caindo para 14,5%. Com a guerra, provocou-se uma desorganização geral da economia mundial, diante do aumento do preço do petróleo. Então, o que se pode esperar da nova reunião? Ouça o comentário.

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Assuntos4
  • Reuniões diplomáticas e governamentaisRedução de juros · Taxa Selic · Impacto da guerra · Prudência do Banco Central · Possível corte de 0,25% vs 0,5%
  • Conflito EUA-IrãAumento do preço do petróleo · Bloqueio do Estreito de Hormuz · Desorganização econômica mundial · Efeito cascata nos preços
  • Transmissão Preço PetróleoGasolina · Diesel · Nafta · Produtos transportados · Cadeia de produção · Inflação generalizada
  • Mecanismos de ação e funcionamentoEfeito principal · Efeito secundário · Redução da demanda · Controle de inflação
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aberta. Carlos Alberto Sardenberg. Hoje antecipamos um pouco Carlos Alberto Sardenberg, vamos falar um pouquinho mais tarde com a Malu Gaspar, mas todos estarão conosco aqui nos ajudando a entender as coisas do Brasil. Sardenberg, bom dia pra você. E aí Milton, muito bom dia, bom dia Cássia, bom dia ouvinte. Bom dia Carlos Alberto. Você nos ajudando a entender o que vai acontecer com a taxa de juros a partir da reunião do Copom. Pois é Milton, até antes da guerra, o comitê de Copom,

de política monetária do Banco Central se reúne amanhã, se reúne hoje e amanhã que dá a conclusão sobre qual é a sua decisão a respeito da taxa básica de juros, da chamada Selic. Até antes da guerra estava tudo certinho, tudo certinho, tudo encaminhado. O Banco Central havia dito que havia indicado que ia começar o processo de redução de juros e havia um amplo entendimento nos meios econômicos que essa redução de juros

E aí fica essa dúvida se os bancos, não só o Banco Central brasileiro, mas se os outros bancos centrais podem continuar nesse processo de

redução de juros. Muita gente, eu ouço muita gente dizer que juros, taxa de juros não derruba preço de petróleo. E é verdade, né? A declaração de um líder do Irã, por exemplo, dizendo que vai colocar minas no estreito de Ormuz, tem um efeito direto sobre o preço do petróleo. Então, uma taxa de juros que você levanta aqui ou nos Estados Unidos ou na Europa, não vai derrubar preço de petróleo. Mas petróleo é energia.

é diesel, é nafta, é asfalto, é todo um processo, é gás, né? E é todo um processo, então, de preço de energia que se espalha pela economia e que acaba espalhando por todos os demais preços. Você conduz bananas, a gente estava falando agora há pouco do acidente com o caminhão de bananas, você transporta bananas, grãos,

transforma produtos maquinários, se transporta, enfim, no caso do Brasil, tudo com caminhões que leva diesel, que leva gasolina e tal. Depois tem a nafta, que é importante para a indústria química, que é um item do petróleo que é importante para a indústria química. Então, você veja que, por causa da energia e por causa da nafta, o preço do petróleo acaba se espalhando por toda a economia. E esse espalhamento,

São essas consequências que o Banco Central tem que agir. E pode, então, a taxa de juros, neste caso, ela esfria a atividade econômica e ajuda a derrubar juros. Quer dizer, é um efeito como se fosse um efeito secundário. A taxa de juros visa o efeito secundário. Esse é o ponto. Tudo somado, subtraído, isso quer dizer o seguinte. Se estava certo, combinado, que o Banco Central ia reduzir a taxa básica de juros

percentual amanhã, agora a maioria dos analistas entende que o Banco Central será mais prudente enquanto espera ver se essa confusão diminui, vai reduzir a taxa básica de juros em 0,25. No ponto de vista de longo prazo, médio e longo prazo, não vai fazer grande diferença. O que vai fazer grande diferença é a persistência ou não da guerra que vai continuar influenciando sobre esse sistema de preços que eu comentei.

Então, o resumo da ópera é que se todo mundo achava que a Banco Central ia reduzir a taxa básica de juros em Beria e Porto, vai reduzir em 0,25. Então, ela cai para 14,75. Como eu dizia, não faz grande diferença. Mas é um sinal que a Banco Central diz, olha, há condições para reduzir os juros, poderia até reduzir mais, não fossem os efeitos diretos e indiretos da guerra. Isso vale para o Banco Central brasileiro e para vários outros bancos centrais no resto do mundo.

Muito obrigado, Carlos Alberto Sardenberg. Até logo mais ao meio-dia. Até logo mais. Até.