Episódios de Economia

'Claramente, Trump está improvisando em cena aberta, e o mundo na incerteza'

17 de março de 20267min
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Míriam Leitão fala sobre os efeitos da guerra no Oriente Médio que tem impactado os preços do petróleo, e como o cenário desestabilizou a economia mundial e as taxas de juros, que estavam se encaminhando para uma diminuição. 'Estava tudo indo muito bem, até que entrou o fator Trump'.

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Assuntos5
  • Decisão do Copom sobre taxa de jurosTaxa de juros básica (Selic) · Redução esperada de 0.50 ponto percentual · Mudança de expectativas dos bancos · Decisão do Banco Central · Ciclo de redução de juros
  • Conflito EUA-IrãConflito com Irã · Estreito de Ormuz · Impacto no preço do petróleo · Incerteza geopolítica · Ameaças do Trump
  • Economia GlobalDecisões de bancos centrais simultâneas · Volatilidade do petróleo · Impacto na inflação e crescimento · Cenário desestabilizado · Movimento de mercados em tempo real
  • Volatilidade e comunicação contraditóriaTrump improvisando política externa · Conflito entre Trump e Scott Bessent · Respostas dos países aliados · Falta de clareza nas ameaças
  • Expectativas do MercadoPesquisa de bancos sobre Selic · Mudança de apostas de 0.50 para 0.25 · Bancos como Itaú, Santander, BTG, JP Morgan · Análise de comunicados do Banco Central
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Dia a dia da economia, com Miriam Leitão. Boa tarde, Sardenberg. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvintes da Rádio CBN. Boa tarde, Miriam. Até algo como duas semanas e pouco atrás, estava tudo resolvido. O Banco Central iria se reunir nesta terça e quarta-feira, iria reduzir a taxa básica de juros em meio ponto percentual, iria para 14,50 e continuaria reduzindo a taxa ao longo do ano.

Aí veio a guerra. Veio a guerra, petróleo, energia e as coisas mudaram, Miriam. Mudaram muito. Estão mudando, na verdade. Estão mudando nesse momento. Muitos bancos que estavam apostando em 0,50 de redução de taxa de juros, veio vindo nos últimos tempos, passando para 0,25.

Ricardo Valor estava dando 103 pesquisados, 53 tinha dito que era 0,25 e 49 tinha dito que era 0,50 e 1 pela manutenção. Mas hoje eu já soube lá na conversa com o Tony Ciarreta, lá do editor do Valor, que muitos bancos estão procurando por ele e falam assim, fizemos um novo call,

dar o call. Ou seja, como eles falam entre eles, que é, eu estava apostando em alguma coisa e quero apostar em outra, né? Então, o Itaú, Santander, BTG, JP Morgan, Bank of America, estavam acreditando que seria 0,50 até a última pesquisa do valor que foi feita na sexta-feira. E agora já mudaram para 0,25. E a XP, que achava que era 0,25, está em manutenção. Então, isso está acontecendo e só alguns exemplos

Me deu de mudanças nas últimas horas de fontes que procuravam por eles. Eu estava apostando nisso, mas agora estou com uma visão diferente. Então, esse quase equilíbrio entre quem achava que era 0,50 e quem achava que era 0,25 já está com uma maioria muito maior para o 0,25. E tudo isso, porque como você disse, tudo mudou.

até que entrou o fator Trump e ele começou uma guerra no Oriente Médio, exatamente contra o Irã, que controla o Estreito de Hormuz e não pensou o que fazer sobre o assunto. Claramente ele está improvisando em cena aberta e o país e o mundo na incerteza. Ontem eu até comentei aqui como é que essa incerteza está pegando os bancos centrais numa hora em que grandes bancos centrais do mundo estão tomando decisão. O Banco Central Europeu, o Banco da Inglaterra, o Fed,

que vai tomar a decisão também amanhã, o Banco Central Brasileiro, ao todo 18 bancos centrais. Eu comentei ontem aqui, Sardeguer. Então, nesse momento, está todo mundo mudando as suas previsões. Em relação ao Banco Brasileiro, ele tinha feito essa projeção, ele tinha a última reunião, ele falou, olha, se tudo continuar como está, eu vou reduzir os juros. Porque não ficou como está, né? Nada ficou como está, porque começou uma guerra, exatamente,

perto de um preço aumentando, impactando um preço que é um preço estratégico e impacta em outros trechos. Então, a gente vai para a reunião, a reunião começa hoje, termina amanhã, com o cenário muito aberto. Quando se anunciou que ele anunciou que reduzia taxa de juros, era o começo do ciclo.

próximas horas, analisando, inclusive, a comunicada do Banco Central no primeiro momento, a ata no segundo momento, para saber o seguinte, bom, e além disso, o que mais vai acontecer daqui para diante? Porque é o início de um ciclo que levaria os juros de 15 para talvez 12 ou até menos, alguns já estavam achando que podia ser menos, dada a situação do país de redução da inflação e redução do crescimento. Mas agora tudo ficou muito mais

Essa incerteza de curto prazo contamina também o médio e longo prazo. Então, o Banco Central vai ter que tomar a decisão em cima desse ambiente quente e, contudo, se movendo a cada momento. Sardenberg e Cássia? Exatamente. A decisão sai amanhã, também sai a decisão do Banco Central americano amanhã e o problema é o petróleo, né? O problema é o petróleo, porque o petróleo a cada dia tem um preço diferente e a cada vez...

O Scott Bassett diz uma coisa, o Trump diz outra, no dia de ontem. Hoje já tem também informações da Casa Branca de que está passando navio, mas informação, ameaça do Trump sobre os outros países que não querem ajudá-lo. Ontem teve respostas muito fortes, inclusive da Alemanha, principalmente da Alemanha, que não vai ajudar nesse processo de garantir o Estreito de Hormuz.

Então, quer dizer, tudo em aberto, as informações muito fluídas. Hoje tem a notícia da morte de uma grande liderança lá, uma pessoa que é fundamental em termos da parte de segurança, da parte militar, no Irã. Mas a cada momento tem isso, não sabe até quando vai, de que forma vai se desenvolver isso.

É sobre essa incerteza que os bancos centrais vão tomar a decisão. O Banco Central americano não corta juros. O Banco Central brasileiro acha que corta, acha que corta em 0,25%, mas ele cortaria em 0,50% se não fosse esse cenário. Mas não está descartada a hipótese até de permanecer nos inacreditáveis 15%. E o Banco Central europeu também sem opção de... também nessa indefinição de para onde vai. Mas todos estão...

nessa intensa decisão aí, Sardenberg. Miriam Leitão. Obrigado, Miriam. Até amanhã. Até amanhã. Até.

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