Episódios de Economia

Inflação em alta e tensão no Oriente Médio derrubam bolsas e pressionam juros

12 de março de 20263min
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Gustavo Ferreira, explica que o IPCA de fevereiro surpreendeu ao subir 0,7%, acima da expectativa de 0,6%, puxado principalmente pelos reajustes em educação. O cenário global, marcado por ataques a navios no Estreito de Hormuz e a tensão entre Estados Unidos e Irã, elevou o preço do petróleo para cerca de US$ 100 por barril. No Brasil, o Ibovespa caiu 2,6% e o câmbio subiu 1,6%, a R$ 5,24.
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Assuntos5
  • Conflito EUA-IrãAtaques a navios · Estreito de Hormuz · Conflito EUA-Irã · Impacto geopolítico
  • Preços de Combustíveis e PetróleoBarril a US$ 100 · Volatilidade do mercado · Impacto da geopolítica · Risco de elevação a US$ 200
  • IbovespaDesempenho negativo · Fatores de pressão · Reação do mercado
  • Mercado FinanceiroDólar em alta · Real desvalorizado · Fluxo de capitais
  • Inflação e Política MonetáriaTransmissão inflacionária · Efeitos cambiais · Demanda por ativos seguros · Pressão global
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www.valorinvest.com Gustavo Ferreira, editor assistente do Valor Invest, já está com a gente. Tudo bem, Gustavo? Boa tarde. Olá, Débora, Carol. Boa tarde a todos. Boa tarde. Gustavo, conta para a gente o que está acontecendo, as bolsas despencando. A bolsa despencando. Pois é, Débora, tem a ver com inflação, tem a ver com juros. Em dia de dados de inflação novos, a porta para a queda de juros pareceu definitivamente mais fechada do Brasil IPCA,

A inflação de fevereiro acelerou em fevereiro, o 0,3 de janeiro se transformou em 0,7 acima do 0,6 que era esperado pelo mercado. A bem da verdade, tivemos uma surpresa sazonal, analistas vinham subestimando, sobretudo, os gastos com educação que foram reajustados nesse começo de ano. De todo modo, a inflação de fevereiro preocupa quando a gente olha para frente, a partir de uma base mais alta do que se pensava que serão,

incorporados os efeitos inflacionários da guerra. Os Estados Unidos abriram a semana falando em derrotar o Irã em breve. Mas já estamos no final da quinta-feira e esse em breve parece distante. Navios petroleiros vão sendo atacados nas proximidades do Estreito de Ormuz e a reboque vão afundando as bolsas de valores. Enquanto o barril do petróleo disparava 10% hoje no mercado internacional,

dólares por barril, o Ibovespa caía 2,6% aqui no Brasil e pudera, duas semanas atrás era praticamente consenso que a Selic cairia meio ponto na quarta-feira da semana que vem. Com a guerra no pano de fundo vai se transformando em consenso uma queda de 0,25 ponto e se antes era dado como certo um mergulho dos atuais 15% ao ano da Selic aos 12% até

está difícil colocar a mão no fogo. Por isso, se o Irã cumprir a profecia, a ameaça de levar o petróleo a 200 dólares por barril, parece muito improvável que os juros no mundo todo não passem a subir e não a cair. Até porque a corrida em busca de proteção nos títulos americanos tem sido grande enquanto dólares migram de volta ao Tesouro Americano, vão ficando mais caros em todo o mundo,

e inflação. Aqui no Brasil, o câmbio saltou hoje 1,6%, mal está forte, aos R$ 5,24. Obrigada, Gustavo, pelas informações. Até amanhã. Até amanhã e, como sempre, convido a acessarem o valorinveste.com.