Inflação em alta e tensão no Oriente Médio derrubam bolsas e pressionam juros
Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
- Conflito EUA-IrãAtaques a navios · Estreito de Hormuz · Conflito EUA-Irã · Impacto geopolítico
- Preços de Combustíveis e PetróleoBarril a US$ 100 · Volatilidade do mercado · Impacto da geopolítica · Risco de elevação a US$ 200
- IbovespaDesempenho negativo · Fatores de pressão · Reação do mercado
- Mercado FinanceiroDólar em alta · Real desvalorizado · Fluxo de capitais
- Inflação e Política MonetáriaTransmissão inflacionária · Efeitos cambiais · Demanda por ativos seguros · Pressão global
www.valorinvest.com Gustavo Ferreira, editor assistente do Valor Invest, já está com a gente. Tudo bem, Gustavo? Boa tarde. Olá, Débora, Carol. Boa tarde a todos. Boa tarde. Gustavo, conta para a gente o que está acontecendo, as bolsas despencando. A bolsa despencando. Pois é, Débora, tem a ver com inflação, tem a ver com juros. Em dia de dados de inflação novos, a porta para a queda de juros pareceu definitivamente mais fechada do Brasil IPCA,
A inflação de fevereiro acelerou em fevereiro, o 0,3 de janeiro se transformou em 0,7 acima do 0,6 que era esperado pelo mercado. A bem da verdade, tivemos uma surpresa sazonal, analistas vinham subestimando, sobretudo, os gastos com educação que foram reajustados nesse começo de ano. De todo modo, a inflação de fevereiro preocupa quando a gente olha para frente, a partir de uma base mais alta do que se pensava que serão,
incorporados os efeitos inflacionários da guerra. Os Estados Unidos abriram a semana falando em derrotar o Irã em breve. Mas já estamos no final da quinta-feira e esse em breve parece distante. Navios petroleiros vão sendo atacados nas proximidades do Estreito de Ormuz e a reboque vão afundando as bolsas de valores. Enquanto o barril do petróleo disparava 10% hoje no mercado internacional,
dólares por barril, o Ibovespa caía 2,6% aqui no Brasil e pudera, duas semanas atrás era praticamente consenso que a Selic cairia meio ponto na quarta-feira da semana que vem. Com a guerra no pano de fundo vai se transformando em consenso uma queda de 0,25 ponto e se antes era dado como certo um mergulho dos atuais 15% ao ano da Selic aos 12% até
está difícil colocar a mão no fogo. Por isso, se o Irã cumprir a profecia, a ameaça de levar o petróleo a 200 dólares por barril, parece muito improvável que os juros no mundo todo não passem a subir e não a cair. Até porque a corrida em busca de proteção nos títulos americanos tem sido grande enquanto dólares migram de volta ao Tesouro Americano, vão ficando mais caros em todo o mundo,
e inflação. Aqui no Brasil, o câmbio saltou hoje 1,6%, mal está forte, aos R$ 5,24. Obrigada, Gustavo, pelas informações. Até amanhã. Até amanhã e, como sempre, convido a acessarem o valorinveste.com.