Petróleo volta a subir, mesmo com esforços de países ricos
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- Preços de Combustíveis e PetróleoAumento de preços apesar de liberação de estoques · Conflito no Golfo Pérsico · Possibilidade de petróleo a $200 por barril · Impacto nos preços dos combustíveis
- Mercado FinanceiroPerformance da Petrobras · Queda do Ibovespa · Volatilidade das bolsas mundiais · Perspectiva de juros mais altos
Gustavo Ferreira, editor assistente do Valor Invest, já está com a gente aqui no estúdio. Tudo bem, Gustavo? Boa tarde. Alô, alô, Débora, Carol e ouvintes. Boa tarde a todos. Olá, boa tarde. E aí, como é que está a situação do petróleo? Todo mundo ligado nisso, né? De olho nessa oscilação por causa do conflito, por causa da guerra. E hoje a gente viu nações liberando as suas reservas para tentar conter o aumento do preço.
quadrilha junina mórbida de terror. Olha a guerra acabando, é mentira. Olha o petróleo caindo, é mentira também. Voltou a subir hoje, subiu 5%. Passou batida essa liberação recorde de estoques de petróleo promovida pelos países mais ricos do mundo. É uma tentativa de suprir a demanda global e conter a alta de preços. No entanto, esse estoque não é infinito. Enquanto navios eram afundados hoje no Golfo, o Irã se dizia disposto a levar os preços do petróleo
aos 200 dólares por barril. Como efeito, bolsas do mundo todo foram pressionadas hoje pela perspectiva de juros mais altos no mundo. Aqui no Brasil, a alta de 4% das ações da Petrobras garantiu ainda o Ibovespa no azul, pouca coisa, mas no azul 0,3% para cima, apesar da maior parte das ações do índice da Bolsa em queda. O risco inflacionário que atrapalha as bolsas já vai se concretizando. São 11 dias de guerra.
E já temos registros de alta de 13% nos preços da gasolina. Isso no caso de Rondônia. O diesel já registra alta de até 17%. Isso no Piauí, esses dados são da Ticket Log. Preocupam porque a Petrobras ainda nem reajustou preços para cima. Acontece que parte dos combustíveis consumidos no Brasil são importados, sobretudo o diesel.
o frete de toda produção nacional, esse aumento de custo tende a ser repassado em alguma medida a produtos finais. O que não for repassado vai se transformar em lucros menores para as empresas, ou seja, em menor crescimento da economia brasileira. O que faz um Banco Central diante disso? Sobe juros para controlar a inflação ou corta juros para estimular a economia? Esse é o dilema que pode vir a ser enfrentado em breve
a ver o que será dito pelo Banco Central do Brasil. Daqui uma semana tem reunião do Banco Central quando se espera pelo início da queda da Selic. O dólar, hoje, pelo menos, se não ajudou, não atrapalhou. No fim do dia, andava de lado pelos R$ 5,17.
depende da segurança regional que vocês desestabilizaram. O mercado trabalha com essa possibilidade? Qual seria o impacto de um barril de petróleo a 200 dólares? É o impacto de um mundo que crescerá menos se não encolherá sob juros mais altos. Ainda, claro, falava aqui desse dilema dos bancos centrais, aquela velha história, juros sendo usados ou para aquecer ou para esfriar economias para tentar controlar a inflação. Mas é muito difícil imaginar que numa escalada inflacionária,
inevitável, com esses eventuais 200 dólares por barril, que os bancos centrais ficassem de braços cruzados. Temos dias tenebrosos pela frente a se confirmar esses 200 dólares por barril, não só na questão humanitária, e essa é a principal no Oriente Médio, mas também na questão econômica para todos os países. Gustavo Ferreira, muito obrigada mais uma vez e até. Como sempre, agradeço. Como sempre, convido a todos a acessarem o valorinveste.com. Tchau, tchau.
E aí