Agro brasileiro muda de rota com guerra no Oriente Médio
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- Guerra no Oriente MédioFechamento do Estreito de Ormuz · Rotas alternativas de navegação · Aumento de custos logísticos · Seguro e frete marítimo · Risco de pirataria
- Exportações BrasilMercado do Oriente Médio · Rotas de escoamento alternativas · Volume de exportações · Estabilidade de preços internos · Principais importadores
- Preços de Combustíveis e PetróleoPressão inflacionária no setor · Custos de operação agrícola · Impacto em fretes e seguros
- Crise de FertilizantesImportação de Ureia · Rotas pelo Golfo Pérsico · Pressão nos preços de insumos · Dependência de fornecimento externo
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CBN Agro, com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. E a notícia de hoje, que vai acordar o ouvinte produtor rural que está no campo, trazida pelo Cassiano Ribeiro, é sobre o agro-brasileiro mudando de rota com essa guerra que está acontecendo no Oriente Médio. Cassiano, bom dia. Bom dia, Fred. Bom dia para você, ouvinte. A gente fecha a semana com uma atualização sobre os impactos da guerra no Oriente Médio sobre o agronegócio brasileiro.
Os principais efeitos do conflito é na logística dos produtos do Brasil, que precisam ou desembarcar em países da região ou cruzar o território para chegar a países da Ásia, por exemplo. Exportadores brasileiros de frango estão buscando rotas alternativas para manter as vendas ao Oriente Médio depois do fechamento do Estreito de Hormuz, provocado pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Ira.
a usar caminhos diferentes, como o estreito de Bab al-Mandab entre o Iêmen e Djibouti, na África. Outra alternativa, desta vez para fazer o produto chegar a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, é o porto de Salala, no sul do vizinho Oman. Até então, o acesso marítimo era feito pelo estreito de Hormuz, agora fechado. De Salala, as cargas poderão ser transportadas por via terrestre até Dubai.
de mais de 10 países da região Oriente Médio compra cerca de 30% do frango exportado pelo Brasil. É muita coisa. Só a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos respondem por uma parcela significativa dessas vendas. Apesar das dificuldades logísticas, a ABPA afirma que, por enquanto, não há redução nos abates de aves nem uma tendência de queda nos preços do frango no mercado brasileiro. Isso porque o consumo interno aqui no Brasil,
ainda absorve a maior parte da produção nacional. A guerra também acende um alerta para o agro-brasileiro por causa dos fertilizantes. Quase metade das exportações globais de ureia, por exemplo, passa por rotas ligadas ao Golfo Pérsico, região estratégica para o fornecimento de adubos. Além disso, a tensão no Oriente Médio já pressiona o preço do petróleo e encarece fretes e seguros marítimos.
a viagem antes do destino e concluído o trajeto por terra. Como eu falei, é o caso também do açúcar, que tudo isso aumenta os custos da operação. Por enquanto, o comércio continua funcionando, mas o conflito já eleva os riscos e, claro, os custos para o agro-brasileiro. A gente continua acompanhando os desdobramentos dessa guerra ao longo do final de semana e noticiando nossos leitores e ouvintes em tempo real no site
volto com outras informações. Bom fim de semana e até lá.
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