Conheça a vinícola Bojador, que começou com vinhos em ânforas, potes de barros usados desde os romanos
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- Vinícola BojadorHistória e origem · Localização no Alentejo · Tamanho e operações (30 hectares) · Vinhas cultivadas organicamente · Projeto de vinhos em ânfora
- Vinhos e EnologiaTécnica dos romanos · Potes de barro tradicionais · Fermentação em ânfora · Preservação cultural no Alentejo · Qualidade e rusticidade
- Produtor e enólogoExpertise em vinhos de ânfora · Técnicas modernas aplicadas · Promoção no Brasil · Seleção de variedades tradicionais · Inovação mantendo tradição
- Volatilidade de CommoditiesMoreto · Tinta Grossa · Rabo de Ovelha · Preservação de variedades perdidas · Adaptação ao terroir local
- Fermentação e VinificaçãoFermentação tradicional · Abertura no dia de São Martinho (11 de novembro) · Extração de pele antes da fermentação · Qualidade e arredondamento do vinho
- Linha de Produtos BojadorVinho branco · Vinho tinta · Importação pela Grancru · Preço e posicionamento · Qualidade premium
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E aí, Suzana? Sassenberg, Cássio Vintes, boa tarde. Boa tarde, Suzana. Nós vamos falar hoje do bojador. Da bojador, né? Pequena vinícola. Acho que é do bojador. Vinícola bojador. Acho que é masculino, não sei. Preciso fazer essa lição de casa. Mas é uma vinícola portuguesa do enólogo Pedro Ribeiro, que está aqui no Brasil. O que você conta?
Porque o Bojador é um projeto que nasceu elaborando o vinho em ânfora. Elaborando o vinho em ânfora, que é um vinho recívio. Ânfora é aquelas talhas, onde a gente faz. Põe a talha de barro, que você põe a uva e faz lá. Que é como os romanos faziam desde antigamente. E que é uma cultura que foi preservada na Alentejo. E o Bojador é uma vinícola hoje não tão pequena.
ela tem 30 hectares de vinhas, só vinhas velhas, só vinhas cultivadas com a filosofia orgânica. E o Pedro Ribeiro acabou sendo o expert de fazer, ele não faz só vinho em anfra, mas ele faz principalmente vinho em anfra. E o que eu queria chamar a atenção é que ele está aqui divulgando exatamente esses vinhos em anfra, mas que ele faz um vinho, ele foi mostrar como é que você pode, tudo bem, tem a cultura tradicional de fazer anfra,
para fazer um vinho de maior qualidade ou que não seja tão rústico como eram os vinhos em ânfora feitos no Alentejo desde os romanos. Então, por exemplo, ele conta que ele colhe a uva mais fresca na ânfora, ele prefere as variedades, que são variedades que no tempo foram se perdendo, como uma variedade que a gente chama Moreto, que ele gosta muito, uma que chama Tinta Grossa,
ovelha, por exemplo, são nomes que o ouvinte provavelmente pouco assimila, como o vinho português, a gente conhece mais Toriga Nacional, nomes quase mais internacionais, mas são uvas que estão no Alentejo desde sempre, e ele prefere essas uvas, que são uvas tão antigas, são mais adaptadas ao terroir, e aí ele contou que ele tem um truque, por exemplo, o vinho em anfra, teoricamente você põe tudo na anfra, e você pode abrir só no dia de São Martinho,
pode começar a Matinho, que é dia 11 de novembro. Mas o que ele faz? Ele retira um tanto das peles, antes deixa o vinho fermentar, para o vinho ficar mais redondo. Então eu acho que ele, eu estou chamando a atenção dele, porque ele está aqui nesse período de São Paulo, e ele mostra que dá para você fazer anfra com mais qualidade. A única questão de todo esse elogio que eu estou fazendo, esse conhecimento mais de anfra, é assim, o vinho dele está aqui, é importado pela Gran Cru, tem o vinho branco e o vinho tinto, só que não são exatamente baratos.
Os vinhos custam, cada um, 297 a garrafa. Então, eu estou falando para o ouvinte conhecer vinho em ânfora, esse vinho de qualidade, mas tem um preço um tanto quanto mais salgadinho, vamos dizer assim. Tá certo. Não é daqueles mais salgados que você já apresentou aqui, né? Não, não, já apresentei. Amanhã, aliás, eu vou falar de vinhos bem mais caros, mas hoje a gente fala desse ânfora que é um convite para quem quiser provar um ânfora de qualidade,
técnica e com o perfil de vinho, porque é muito legal. Suzana Barelli, muitíssimo, obrigado. Suzana, até amanhã. Até, obrigado. Até amanhã.
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