Apesar da incerteza, mercado começa a entender quais são os impactos do conflito no Oriente Médio
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- Sistema FinanceiroRedução de exposição ao risco · Aumento de liquidez · Diversificação de ativos · Não fazer movimentos bruscos · Proteção de patrimônio
- Reação do mercado ao conflitoVolatilidade nas bolsas · Movimento de risco · Saída de investidores estrangeiros · Disparada do petróleo · Impacto no dólar
- Psicologia e Comportamento HumanoViés de ação · Tomada de decisão emocional vs estratégica · Evitar movimentos impulsivos · Importância da disciplina · Calma em volatilidade
- Impacto no Setor de TransportesNavios parados no Golfo · Estreito de Ormuz · Suspensão de reservas da Maers · 200 navios em águas abertas · Paralisação do comércio marítimo
- Cenário MacroeconômicoIndefinição sobre duração do conflito · Postura cautelosa das empresas · Necessidade de análise profissional · Esperar clareza antes de agir
- Setores AfetadosCompanhias aéreas · Varejo e consumo · Aviação · Logística · Combustível como fator crítico
- Tecnologia Seguranca PublicaRenda fixa atrelada à inflação · IPCA · Segurança em momentos de volatilidade · Rendimento conservador
- Inflação e Política MonetáriaDisparada do petróleo · Impacto na inflação geral · Custos para consumidor final · Encarecimento da cadeia produtiva
- Investimentos FinanceirosOuro como hedge histórico · Volatilidade recente · Especulação com ouro · Proteção no longo prazo
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Pode isso, meninas! Na CBN, com Ana Leone, Nayara Bertão e Natália Largui. Natália, Ana, boa tarde. Olá, pessoal. Olá, boa tarde. A gente não para de dar a notícia da guerra, porque ela continua acontecendo, e aí, essa entidade suprema, chamada Mercado, parece que ontem sentiu, hein? Sentiu os impactos de uma maneira um pouco mais intensa, e a Natália vai nos explicar
tem que fazer e o que a gente tem que fazer com o nosso dinheiro diante disso, Nath? Pois é, Tati, exige agora uma atenção redobrada, né? A gente até brinca que o mercado demorou um pouco pra sentir ali naquela primeira, na segunda-feira, né, que eu vim aqui e falei que o petróleo tava subindo, as bolsas caindo e tudo mais, mas foi uma reação um pouco mais contida. Depois que o Donald Trump veio dizer que talvez isso dure quatro a cinco semanas, mais do que o mercado esperava, e a gente não sabe, né, se realmente será quatro ou cinco semanas, aí essa reação veio
mais força, né? Ontem a gente viu o petróleo realmente disparando, a bolsa brasileira caindo, num movimento que a gente chama ali no mercado de risk off, né? Ou seja, sair dos ativos de risco. Então, os investidores saem de bolsas, né? Que são ativos mais voláteis, especialmente de países emergentes, né? Como o Brasil. E aí, se o estrangeiro tá saindo do Brasil, tão saindo também os dólares, né? Então, o dólar acaba subindo bastante, as bolsas caindo e foi isso tudo que a gente viu ontem, né? Hoje o clima
que o mercado começa a entender quais são efetivamente os impactos disso, mas é importante destacar que continua tudo muito incerto. E aí, quando a gente tem incerteza, exige sim uma atenção redobrada com o nosso dinheiro. A gente ouviu alguns analistas lá no Valor Invest, que eles falaram que o importante nesse momento é o investidor realmente tentar se proteger. É claro que você não vai fazer nenhum movimento brusco, porque, de novo, o cenário é de muitas incertezas. Então, você não vai movimentar o seu dinheiro contando com esse cenário,
no fim das contas. Mas assim, uma orientação mais geral é tentar reduzir a exposição a risco, né? Não ir pra ativos muito voláteis agora, não aumentar muito posição em bolsa agora, por exemplo, tentar aumentar a liquidez, ou seja, deixar um dinheiro ali parado pra casos de emergência, né? Um dinheiro não necessariamente parado, mas que seja facilmente resgatável. Então, os analistas falaram também pra olhar pra renda fixa, né?
Claro que nesses momentos ajudam a segurar ali um pouco, especialmente a renda fixa atrelada à inflação, né? Porque se a gente tem uma disparada do
petróleo, como a gente falou aqui na segunda, a perspectiva é que a inflação suba também, então esses ativos atrelados à inflação, né, ao IPCA, por exemplo, ajudam a segurar também. Agora, muita gente pergunta do ouro, né, aí o ouro, será que é uma boa agora nesse momento que tá tudo tão volátil? O ouro, historicamente, sim, é um ativo de proteção, né, quando a gente olha no longo prazo, ele tende a ganhar da inflação, só que tem um movimento curioso, nesses últimos dias ele ficou bem volátil, e aí alguns analistas falaram que pode ter que, eh, investidores
ali que estão usando o ouro de forma especulativa, digamos assim, ou seja, comprando e vendendo de acordo com o que eles acham que vai acontecer no mercado. Então, assim, o ouro, de fato, né, ele continua sendo um ativo de proteção, só que ele não é uma garantia de tranquilidade, pelo menos nesse curtíssimo prazo, porque pode ter gente jogando com isso, digamos assim. Nath, só pra ilustrar o que você está falando, eu tô aqui acompanhando as notícias da guerra, nesse momento existem duzentos navios, a gente tá falando de petroleiro, de navio de gás natural,
cargueiros que estão parados em águas abertas ali na costa do Golfo, próximo ao Estreito de Hormuz, que está fechado. Essa é uma estimativa da Reuters, que fez uma análise de uma plataforma chamada Marine Traffic. E uma outra informação, essa é importante, a Maersk, acho que é a maior empresa de, a gente sempre vê no Brasil, né? Containers com a marca Maersk, ela suspendeu a reserva de carga para diversos países do Golfo. Então, não tem como mais fazer reserva
contêiner da Maersk em Emirados Árabes Unidos, Oman, Iraque, Kuwait, Qatar, Bahrein e partes da Arábia Saudita. A situação é a volatilidade que está o Oriente Médio agora. Exatamente, exatamente, é justamente o que a gente estava falando, né? É muita incerteza. O Trump até tentou fazer uma movimentação no sentido de tentar segurar, né? Os navios que passam por ali, né? As embarcações e tudo mais, mas ainda assim o cenário é muito incerto, né?
A gente não sabe o que vai acontecer a partir daí e as empresas estão adotando uma
postura mais cautelosa, que é justamente o que os investidores, o que a gente também deve fazer agora, né? Ana, queria te ouvir sobre bolsa de valores, é um momento pra fugir da bolsa ou não? Então, né? Nunca dá pra saber acertar assim na mosca, né? Acho que a Nath falou bem, você ilustrou aí com dados, que também não é bem assim, a gente sai correndo, né? Em momentos assim como a gente tá vivendo agora, que é de incerteza absoluta, cada dia é uma notícia diferente, qualquer movimento que o investidor
faça, que seja muito abrupto, ele pode ser ainda pior, porque a gente nunca consegue acompanhar todas as ondas da turbulência também. Então, isso a gente tem que ponderar. E, às vezes, a gente é tomado por um viés, que a gente tem vários, e um deles se chama viés da ação, que nada mais é do que aquela nossa tendência de preferir fazer alguma coisa do que não fazer nada, mesmo quando a melhor decisão é esperar a gente ver um pouco as coisas ficarem um pouco mais calmas.
a gente tem que tomar um pouco de cuidado com esses impulsos. É claro que quando coisas assim acontecem, movimentos que são tão rápidos, sem dúvida nenhuma, acho que a gente fica bastante aflito, mas sair totalmente de uma posição, seja lá em Bolsa, em qualquer outro mercado que se esteja investido, no meio de uma turbulência como essa, pode significar cristalizar prejuízos e também perder uma recuperação possível,
vai se ajustar. Pode demorar um pouco mais ou um pouco menos. Então, esses analistas que foram ouvidos pelo Valor Invest, eles recomendam não abandonar nenhum lado nem o outro, sem que se analise melhor o cenário. Então, isso significa que até vale a pena reduzir um pouco a agressividade da carteira, aquelas carteiras que são mais arrojadas, ou seja, aqueles investimentos que as pessoas têm que são mais arrojados e mais
e também olhar alguns mercados especificamente, porque quando a gente está falando do mercado de renda variável, de bolsa, como você me perguntou, Fernando, tem muita coisa lá dentro. A gente tem empresas de diferentes perfis, empresas que podem até se beneficiar do movimento como esse e empresas que podem sofrer bastante com um movimento como esse, que é o caso, por exemplo, dessas empresas que vão sofrer com essa logística. Mas vale lembrar que existem,
muitos setores que são sensíveis a outras variáveis dessa discussão que a gente está tendo aqui, como juros altos, inflação. A gente está falando, por exemplo, de segmentos de varejo, consumo, aviação. Aviação especificamente, seja pela mudança da malha, seja pelo custo elevado do petróleo, que vai encarecer como um todo a cadeia desse negócio, por exemplo. Então, no caso das companhias aéreas, por exemplo,
que é um dos fatores que mais pesa, sem dúvida nenhuma, vai afetar não só o valor dessas empresas, mas também o valor para o consumidor final. Então, acho que ter calma num momento como esse não significa ignorar esses riscos, que são riscos bem reais que a gente está olhando aí, mas a gente fazer alguns ajustes que sejam estratégicos e não sejam respostas a impulsos que a gente tem por receio do que está acontecendo.
que a gente investe e a gente vai percebendo que sempre ciclos como esses acontecem, a gente aprende a separar o que é a emoção da estratégia, porque essas coisas muitas vezes se misturam. A gente aprende que o patrimônio tem que ser conduzido muito mais no ritmo dos nossos objetivos do que de acontecimentos momentâneos, por mais que possam impactar no curto e médio prazo. E aprende também que a disciplina é mais importante que a velocidade. E uma dosinha de calma em momentos de turbulência,
assim, são também muito importantes. E como eu sempre falo por aqui, é bom a gente sempre contar com ajuda profissional para ajudar a gente a analisar melhor essas condições e tomar as decisões que são mais acertadas e muitas vezes é não fazer nada no curto prazo e esperar um pouco essa coisa se decantar um pouco para ver como ela se desenrola ao longo do tempo.
Um beijo para cada uma. Até a semana que vem. Beijo. Beijo. Olá, aqui é a Ana Paula Padrão. E como empreendedora, eu recomendo a Claro Empresas. Se você é micro, pequena ou média empresa e quer ir ainda mais longe, bora com a Claro Empresas. Soluções completas e inovadoras para transformar o seu negócio. Saiba mais em 0800-720-1234 ou acesse claroempresas.com.br. Claro Empresas.
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