Episódios de Economia

Conflitos no Oriente Médio pressionam preço do milho

03 de março de 20263min
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Cassiano Ribeiro comenta a influência dos atuais conflitos no Oriente Médio no preço do milho. A questão tem preocupado o agronegócio brasileiro, uma vez que o Irã é o mais comprador do milho do Brasil.
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Assuntos4
  • Conflito EUA-IrãImpacto da guerra iraniana nos preços · Pressão de baixa no mercado · Efeito reduzido até julho · Possível desvalorização do grão
  • Irã como principal cliente do milho brasileiroVolume de compras iranianas · Período de aquisição (julho a janeiro) · 8 milhões de toneladas já adquiridas · Comparação com ano anterior
  • Producao Graos CerradoSegunda safra a mais volumosa · Colheita de milho de inverno · Lentidão na comercialização da safra · Estoque de 25 milhões de toneladas
  • Oferta global de milhoMenor oferta da Rússia e Ucrânia · Impacto na comercialização mundial · Substituição de fornecedores após janeiro
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CBN Agro, com Cassiano Ribeiro, da Globo Rural. O assunto do Cassiano hoje é o preço do milho, que pode ser pressionado por causa do conflito no Oriente Médio. Boa noite, Débora. Boa noite para você ouvinte. O conflito no Oriente Médio tem preocupado todo o agronegócio brasileiro, mas em especial quem produz e exporta milho. Isso porque o Irã é o principal cliente do milho brasileiro

essa guerra pode ter sobre os preços do produto, causando aí uma pressão de baixa ou até diminuição das vendas do grão. Segundo fontes do mercado consultadas pela nossa reportagem, o efeito tende a ser reduzido agora porque o Irã costuma comprar milho do Brasil normalmente a partir de julho, que é quando inicia a colheita da segunda safra, a mais volumosa do país. O período em que os iranianos mais contam com o Brasil vai até janeiro.

diminui porque outros fornecedores passam a vender para o Irã. Até o momento, o país já adquiriu cerca de 8 milhões de toneladas de milho do Brasil, um volume maior que o do ano passado, e esse aumento das compras é reflexo da menor oferta de milho pela Rússia e pela Ucrânia, dois grandes produtores e fornecedores do cereal também ao mercado mundial. O que ainda não se sabe é se o conflito vai levar o Irã a reduzir as suas compras daqui para frente.

até o segundo semestre, quando começa a coleta do milho de inverno no Brasil, pode sim haver uma pressão de baixa sobre os preços internos e o milho se desvalorizar. Outro ponto de atenção é que a comercialização da safra brasileira neste ano está mais lenta e o país colheu cerca de 25 milhões de toneladas a mais. A reportagem de Clarice Couto sobre esse e outros impactos do conflito no agronegócio brasileiro

Vamos continuar acompanhando. Até mais.