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'País entra em 2026 desacelerando'

03 de março de 20267min
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O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% no acumulado de 2025, totalizando R$ 12,7 trilhões. Míriam Leitão analisa os dados, que foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo IBGE.
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Assuntos9
  • Desaceleracao EconomicaTendência de desaceleração marginal · Comparação trimestral · Comparação com ano anterior · Perspectivas para 2026
  • Problemas Estruturais do IBGETaxa de crescimento anual de 2,3% · PIB total de R$ 12,7 trilhões · Desempenho do último trimestre · Comparação com expectativas
  • Componentes do PIB pela ótica da despesaConsumo do governo crescendo · Consumo das famílias estagnado · Queda da formação bruta de capital fixo · Investimento caindo
  • JurosTaxa de juros em 15% · Resistência econômica apesar dos juros altos · Possibilidade de redução de juros · Efeito estímulo do governo
  • Atuação de Lucia na políticaCenário básico provável · Choque temporário vs. permanente · Duração da incerteza geopolítica · Impacto na produção e logística
  • Setor AgropecuárioSafra recorde de soja e milho · Contribuição ao crescimento de 2025 · Não repetição da safra em 2026 · Redução esperada da contribuição agrícola
  • Desempenho EconômicoConflito no Oriente Médio · Impacto recessivo e inflacionário · Pressão nos preços internacionais de combustível · Necessidade de ajuste de preços internos
  • Financas GovernamentaisAumento do consumo do governo · Crescimento consistente dos gastos · Pressão fiscal contínua
  • Setor de máquinas e equipamentosQueda na produção nacional · Impacto negativo no investimento · Preocupação com formação de capital fixo
Transcrição15 segmentoswhisper-cpp/large-v3-turbo

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da economia. Miriam. Boa tarde, Sardenberg. Boa tarde, Cárcia. Boa tarde, ouvintes da Rádio CBN. Boa tarde, Miriam. Veio o PIB do último trimestre do ano passado, bem fraquinho, 0,1% de crescimento no último tri. E 2025 apresentando um crescimento de 2,3%, mais ou menos, conforme o esperado, com forte participação do agro e da indústria extrativa, Miriam.

do PIB, o PIB cresceu e desacelerou. Ele tem duas notícias aí, uma da desaceleração, uma má notícia e outra a notícia de que cresceu. Então, resistiu a uma taxa de juros de 15%, mantendo o ritmo de crescimento, mantendo o crescimento ainda que com ritmo menor. Mas, eu perguntei para os economistas, o que preocupa os economistas nesses indicadores?

O que o Roberto Padovani do BV me disse é o seguinte, se a gente olhar o investimento, ele cresceu no ano como um todo. Mas se você olhar na margem, que seja os dados do último trimestre, tanto em relação ao trimestre anterior quanto ao mesmo trimestre do ano anterior, está com a seguinte informação. O governo aumentando o seu consumo, o consumo do governo aumentando.

a formação bruta de capital fixo, ou seja, o investimento caindo. Então, na primeira forma de olhar, que é nesse PIB estagnado do último trimestre do ano comparado ao terceiro trimestre, pela ótica da despesa, então houve um crescimento do consumo do governo de 1%, o consumo das famílias ficou estagnado, zero, e teve uma queda da formação bruta de capital fixo de 3,5%.

forma de olhar, que é olhar o quarto trimestre comparado ao quarto trimestre do ano anterior, de 2024. O PIB como um todo cresceu 1,8%, ou seja, menos do que 3,5%. Então, na margem, ele continua desacelerando. Isso é uma informação. Uma outra informação é que o consumo das famílias cresceu alguma coisa, 1%, nessa medida do quarto trimestre

contra o quarto trimestre, mas o consumo do governo cresceu 3,6%. E a formação bruta de capital fixo teve uma queda de 3,1%. Então, eles olham esses detalhes. Primeiro, qual é a tendência? Isso que eles chamam de na margem, que é os últimos dados. Qual é a tendência? Então, a tendência é o país estagnado, o governo aumentando o gasto, o consumo e o investimento caindo.

queda da produção de máquinas e equipamentos no Brasil. Então, esse que é a parte mais preocupante desse dado do PIB desse ano, Sardenberg, do ano de 2025, é quando eles olham esses indicadores das tendências, mostrando um país que continua desacelerando, o governo gastando mais e investindo, e o país investindo menos, com queda de investimentos. Sardenberg, Cássia?

Esse investimento é público e privado, né? É, é a formação bruta de capital fixo. Não é investimento do governo, é investimento geral da economia. E o que os números dizem para 2026, Bílian? Os números dizem pouco para 2026. O que esses números dizem é que o país entra em 2026 desacelerando, ainda desacelerando.

grande, então teve uma safra grande de soja e milho, espetacular. Esse ano vai ter manutenção dessa safra, dessa produção, vai ter queda, mas não vai ter mais o crescimento em relação ao ano anterior. Então, não se espera que a agropecuária puxe tanto a economia. Durante o ano, é possível que a taxa de juros vá caindo, que isso dê mais estímulo à economia.

E, no ponto de vista do gasto do governo, em ano eleitoral, o governo sempre gasta mais. Então, esses pontos de preocupação continuam. Então, o ano vai ser ainda de crescimento e isso, quando fala ainda de crescimento, é interessante que, apesar de uma taxa de juros que provocaria recessão em outros países, o Brasil continuou crescendo. Tem mais um dado para agregar. Essa confusão toda do Oriente Médio tem que...

no cenário agora dos economistas para saber o que vai acontecer na economia. É uma crise que tem um impacto recessivo. Segundo os economistas que eu vi, tudo bem para a economia global, porque a economia global está crescendo. Mas esse tem um impacto recessivo e também inflacionário. Então, é mais inflacionário nos Estados Unidos que repassa imediatamente o preço internal

internacional para a bomba, do que no Brasil. Mas, se continuar o petróleo subindo, terá que ter uma correção dos preços de combustíveis internamente. Então, esse ano tem mais esse dado, que é a incerteza em relação ao que vai acontecer. Só a última palavra, a economista que eu ouvi hoje cedo está dizendo o seguinte, depois de vários calls, que eles conversam entre si,

que avalia a guerra. Eles acham que o cenário básico, quer dizer, o que mais provável é que seja um choque temporário. Mesmo assim, eles estão de olho nessa duração da duração da guerra, do impacto na produção e no impacto da logística Sardenberg. Miriam Leitão, obrigado Miriam. E voltamos ao assunto. Obrigado, até amanhã. Até amanhã, Ana Cássia. Até amanhã, Miriam.

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