Guerra eleva petróleo, pressiona dólar e coloca Petrobras e Bolsa à prova
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- Conflito EUA-IrãEscalação da guerra · Reverberação nos mercados globais · Incerteza geopolítica · Volatilidade esperada
- Energia ElétricaAlta de 14% no Brent · Cotação próxima a US$ 80 o barril · Petróleo como referência global · Impacto nos preços finais
- Preços de Combustíveis e PetróleoTransporte por estradas · Aumento de custos de produção · Repasse ao consumidor final · Cadeia de supply
- PetrobrasParadoxo das ações em alta de petróleo · Impacto negativo se não houver repasse · Perda de receita da empresa · Histórico no governo Bolsonaro
- Fluxo Estrangeiro Mercados EmergentesReposicionamento de investidores globais · Diversificação de portfólios · Atração por descontos em emergentes · Apetite por risco
- Mercado FinanceiroVolta à cotação de R$ 5,20 · Reversão da sequência de quedas · Fluxo estrangeiro · Impacto da incerteza global
- Riscos econômicos domésticosImpacto em economias emergentes · Redução de apetite por risco · Penalização de mercados emergentes · Efeito contagion
- Inflação e Política MonetáriaReação esperada do BC · Impacto da alta de petróleo na inflação · Atratividade da renda fixa · Decisões futuras
- Ouro como ativo de investimentoAlta do ouro em períodos de incerteza · Busca por ativos defensivos
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Antes que a gente ia falar do BRB, a gente fala desse assunto daqui a pouquinho, porque o Gustavo Ferreira, que é editor assistente do Valor Invest, está com a gente aqui no estúdio e tem muita coisa para a gente falar sobre os mercados hoje. Gustavo, boa tarde. Alô, alô, Débora, boa tarde para você, boa tarde, Carol, boa tarde, ouvinte. Olá, boa tarde. Gustavo, conta para a gente o que já reverberou no mercado, o que essa guerra que estourou, que eclodiu nesse fim de semana já reverberou no mercado. O principal impacto é o petróleo, Débora.
o barril do petróleo numa alta hoje de quase 14%, o Brent, que é o petróleo referência global, referência para a formação de preços aqui no Brasil, chegou a operar na casa dos 80 dólares por barril, deu um recuo ali, uma alta de 6% no fim do dia, mas ainda assim uma alta expressiva. E por que importa o petróleo? Importa não só por causa do preço da gasolina, do preço do diesel, mas por causa do preço de quase tudo que a gente consome. O Brasil é um país,
onde o escoamento, o transporte da produção nacional é basicamente feito por estradas. Ou seja, caso essa alta do petróleo seja revertida em alta de combustíveis, esse aumento de custo da produção nacional tende a ser também repassado a consumidores finais. O que nos leva à dúvida de como o Banco Central vai ou não reagir a isso. Mas também, eu acho que aí é um ponto a se ficar atento a depender, é claro, do desenrolar dos conflitos.
Falando que talvez tenhamos aí guerra ainda durante quatro ou cinco semanas. Vamos ver como os preços se comportam. Mas também traz uma dúvida política. De contas, o preço do combustível no Brasil, em sua maioria, é regulado pela Petrobras, que é uma empresa estatal. O governo, caso o petróleo, de fato, mantenha esse pique de alta, vai repassar a preços finais? Essa é a grande pergunta do momento. E isso impacta, claro, as ações da Petrobras,
que caso o governo e a direção da Petrobras evite fazer esse repasse, as ações da Petrobras, na verdade, podem ter um comportamento como já teve em anos recentes, durante o governo Bolsonaro, um comportamento atípico. Quanto mais sobe o petróleo, pior para as ações, eventualmente, da Petrobras, porque a Petrobras estaria queimando dinheiro. Muita água para rolar. Espero que não tantas semanas quanto o Trump tem dito, né, Débora? Agora, Gustavo, o dólar, que vinha em uma sequência de quedas,
hoje em alta, voltou ao patamar ali de 5,20. A gente tem essa disparada em preço de petróleo. O ouro também subido muito, época de incerteza. Isso acontece. Como é que isso afeta os mercados globais? A Bolsa brasileira também vinha de sucessivos recordes. Deve ter alguma mudança nesse cenário? Pois é, foi o combo completo. De novo, a Petrobras. O comportamento da Petrobras hoje foi o que ajudou a mitigar o impacto na Bolsa do Brasil.
A Bolsa do Brasil, nessa reta final, até a Bolsa do Brasil, o Ibovespa, o principal,
de ações aqui do Brasil nessa reta final reagindo com uma leve alta por causa das ações da Petrobras. Quem olha para o Ibovespa não vê a história toda, porque a maior parte das ações do Brasil operou em queda. O Ibovespa com essa queda mitigada, porque as ações da Petrobras nessa reta final do pregrão estão subindo na casa dos 4%, com investidores imaginando que a Petrobras, sim, vai repassar, caso se mantenha esse preço mais alto do petróleo pelos próximos dias, pelas próximas semanas. O investidor imaginando que a Petrobras repassaria isso,
a preços finais e, portanto, lucraria mais. Só que não é positivo para a Bolsa, porque voltando então ao Banco Central, aquela bela história, menos juros caindo, menor perda de atratividade da renda fixa a variável. Mas tem um ponto aqui que vale prestar atenção na Bolsa brasileira, que ela vinha se favorecendo essencialmente do fluxo estrangeiro, que muito pouco olha o gringo para o nível da Selic. O mercado global vinha passando por todo um reposicionamento
com investidores tirando dinheiro das principais bolsas, com destaque a bolsa americana, ou se não tirando, ao invés de apostar na bolsa americana, aumentando a sua diversificação e correndo atrás de descontos em mercados emergentes. E aí é uma outra dúvida que pinta. Normalmente, em momentos de crise global, assim como sobe o ouro, assim como sobe o dólar, as bolsas emergentes, que muito embora não tenham diretamente nada a ver com a história,
que sempre pinta. Bom, o risco de mais juros no mundo, com maior inflação, pinta o risco de recessão global. Em caso de recessão global, os mercados emergentes são os principais prejudicados, porque são economias com menores condições de suportar esse impacto. Agora vamos ver o que vai pesar mais. Se vai continuar tendo essa diversificação, por exemplo, quando teve recentemente aquele caso da Groenland, os mercados emergentes se favoreceram, porque o investidor global ignorou esse risco recessivo e
imaginando que esses países são os menos diretamente envolvidos no conflito, acabaram optando por mercados emergentes. Hoje já fraquejou isso, a gente teve o dólar voltando a subir. Pouco, subiu 0,6, o dólar vinha caindo bastante, tem bastante gordura para queimar. Mas a gente tem que entender agora, pelos próximos dias, o que vai pesar mais. É esse apetite por mercados emergentes ou essa aversão a risco, e aí a todo e qualquer risco, e mercados emergentes naturalmente oferecem mais riscos, o que vai pesar mais sobre o câmbio?
chave, talvez para o desempenho da Bolsa Nacional pese mais essa percepção internacional no momento do que o quanto vai ou não cair a Selic pelos próximos meses do ano. Tá certo, Gustavo, obrigada. E vai contando para a gente aí como é que vai ficar essa situação aí nos próximos dias. Teremos dias de alta volatilidade com toda certeza. Obrigada e boa noite. Eu que agradeço e espero que com melhores notícias pelos próximos dias, como sempre convido
Tchau, tchau. Gustavo Ferreira, editor assistente do Valor Invest. Então, vamos lá. O que é, o que é? Baratinho, com milhares de ofertas. Tem frete grátis. É muito prático, com entrega rapidinha. E ainda tem cupons de desconto todos os dias. Valento! É o app Magalu! E a resposta está certa! Essa tava fácil, vai. Então acerte você também. Clique no banner, baixe o app e aproveite.
Obrigado.