Episódios de Economia

Durigan afirma que liquidação do BRB poderia gerar rombo de R$17 bilhões no FGC

27 de maio de 20263min
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (27) que a liquidação do Banco de Brasília poderia gerar um rombo de R$17 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Segundo ele, esse prejuízo teria que ser dividido entre os bancos associados ao fundo. Em entrevista ao Valor Econômico, o ministro ainda disse que, por conta do risco, o governo federal propôs uma solução para evitar a quebra do banco estatal do Distrito Federal.

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Participantes neste episódio4
D

Débora

Host
A

Ana Carolina Tomé

ReporterJornalista
C

Celina Leão

ConvidadoGovernadora do DF
D

Dario Durigan

ConvidadoMinistro da Fazenda
Assuntos2
  • Crise no BRBDario Durigan · Fundo Garantidor de Créditos (FGC) · Banco de Brasília (BRB) · Governo do Distrito Federal (GDF) · Celina Leão · STF
  • Impacto nas contas públicasSuperávit nominal · Dívida líquida · Resultado orçamentário · Lei de responsabilidade fiscal
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São 5 horas e 37 minutos. Ana Carolina Tomé tem informações de Brasília sobre a crise no BRB. O que disse o ministro da Fazenda, Ana Carolina? Boa tarde.

Boa tarde, Débora. O ministro Dario Durigan afirmou nesta quarta que a liquidação do Banco de Brasília poderia gerar um rumbo de R$ 17 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos, o FGC. Segundo ele, esse prejuízo teria que ser dividido entre os bancos associados ao fundo.

Em entrevista ao Valor Econômico, o ministro ainda disse que por causa desse risco, o governo federal propôs uma solução para evitar a quebra do Banco Estatal do Distrito Federal. A ideia é que o governo do DF faça um empréstimo de R$ 5 bilhões junto ao FGC para capitalizar o BRB.

Como garantia da operação, seria criada uma fiança do Sindicato de Bancos. E, contra a garantia, o governo do Distrito Federal usaria cotas do Fundo de Participação dos Estados e do Fundo de Participação dos Municípios. Tudo sem aval da União. O acordo ainda não está fechado e uma nova reunião será realizada nesta quinta-feira.

entre o GDF e o governo federal no STF para finalizar os detalhes da negociação. Após o acordo, a União garantiu flexibilizar os critérios que limitam a R$ 900 milhões o crédito que o DF pode tomar atualmente. Nesta quarta-feira, a governadora do DF, Celina Leão, disse que a articulação foi o que evitou a liquidação do banco.

Nós retiramos o BRB de qualquer tipo de risco de liquidação, de intervenção, de qualquer dano ao erário. Nós conseguimos resolver uma crise em menos de 50 dias.

O GDF fechou o primeiro quadrimestre de 2026 com superávit nominal de R$ 862 milhões, indicando melhora nas contas públicas e redução da dívida líquida. Apesar disso, o resultado orçamentário ficou negativo, em R$ 1,9 bilhão, porque o governo empenhou mais despesas do que arrecadou no período.

Mesmo com o déficit no orçamento, o governo local afirma que as contas seguem sob controle, já que os limites da lei de responsabilidade fiscal estão sendo cumpridos. O relatório também aponta que o DF mantém capacidade para contratar novos financiamentos, inclusive diante da crise do BRB. Débora. Se você é micro, pequena ou média empresa e quer ir ainda mais longe, bora com a Claro Empresas.

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