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PF desarticula esquema que usava empresas de fachada para fraudes contra a Caixa e lavagem de dinheiro

25 de março de 20264min
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Pelo menos 14 pessoas foram presas na investigação da Polícia Federal que revelou como o crime organizado em São Paulo se infiltrou no sistema financeiro. O esquema, que nasceu para lavar dinheiro de uma facção criminosa, ganhou estrutura de empresa e passou a atender diversos clientes por meio de uma rede que pode chegar a 400 empresas de fachada.

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Assuntos5
  • Envolvimento de atores criminososCEO Rafael Gois como alvo da operação · Três sócios e um colaborador presos · Participação de cúpula da empresa no núcleo financeiro · Criação de empresas em nome de laranjas por sócios · Intenção anterior de comprar o Banco Master · Investigação de ligação com facção criminosa
  • Operacao FalaxEsquema de fraudes bancárias contra Caixa Econômica Federal · Prejuízo superior a 500 milhões de reais · Estrutura de empresas de fachada (até 400 empresas) · Crimes de estelionato · Rastreamento de fluxo de dinheiro em SP, RJ e BA
  • CorrupçãoOrganização especializada em lavagem de dinheiro · Criação de empresas em nome de laranjas · Dificuldade em rastrear repasse de valores · Movimentação de milhões sem deixar rastros oficiais
  • Recrutamento de laranjasPessoas em situação de vulnerabilidade · Pagamento entre 150 e 200 reais para emprestar nomes · Uso de familiares como intermediários · Criação de estrutura falsa para movimentação de recursos
  • Eleições Rio de Janeiro14 pessoas presas · Mandados de busca e apreensão · Quebra de sigilo bancário e fiscal · 33 pessoas investigadas · Atuação em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia
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A gente volta a falar agora com o Klauson Dutra, que está acompanhando a investigação contra, mais uma vez, o Grupo Victor, uma empresa que você talvez tenha ouvido falar quando estourou aquele escândalo do Banco Master. O Grupo Victor estava envolvido naquelas negociações. Hoje, uma outra investigação envolvendo uma outra suposta irregularidade do Grupo Victor ou do CEO do Grupo Victor.

sobre essa investigação, Clausson. Então, Muniz, 14 pessoas seguem presas na Operação Fálax. Essa investigação da Polícia Federal revelou como o crime organizado, Muniz, aqui em São Paulo, infiltrou o sistema financeiro para lavar dinheiro. Esse esquema nasceu para atender uma facção criminosa. Ganhou estrutura empresarial, passou a servir a diversos clientes por meio de uma rede que pode chegar a 400 empresas de fachada. Essa organização é especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal.

com um prejuízo superior a 500 milhões de reais, além de crimes de esterionato e lavagem de dinheiro. Agora, Muniz, toda essa engrenagem foi criada por uma pessoa, um articulador, que permanece foragido e funcionava como uma prestadora de serviços financeiros ilícitos. É nesse ponto que o Grupo Ficto se conecta ao esquema. A Polícia Federal investiga a participação de figuras da cúpula, sócios da empresa, dentro do núcleo financeiro dessa organização.

Henrique Souza Guimarães, confirmou que três sócios e um colaborador da FICTO foram alvos da operação, incluindo o CEO Rafael Góes, que foi objeto de mandados de busca e apreensão. O delegado da PF explicou, portanto, a conexão dos sócios da FICTO com o esquema. A gente ouve agora. A gente conseguiu identificar que havia contato direto com o nosso alvo principal, com esses sócios diretores. E eles mesmos criaram algumas empresas em nome de laranjas, até colocaram pessoas da própria família para serem interpostas as pessoas,

poder alavancar não só os negócios deles, como também alavancar os negócios das outras empresas do nosso alvo principal. E o que a gente identificou foi o seguinte, que era utilizado tanto para conseguir obter valores, como para conseguir também fazer a lavagem do capital, porque dificilmente ia se conseguir identificar para qual empresa foi repassado determinado valor.

ação criminosa, focando, portanto, na apuração da conduta dos sócios dentro do núcleo financeiro. Esse caso ganhou repercussão nacional, a gente lembra, porque o grupo Fictor havia anunciado recentemente a intenção de comprar o Banco Master. A logística pra manter o crime vivo dependia do recrutamento de laranjas. Pessoas em situação de vulnerabilidade, Muniz, recebiam entre cento e cinquenta e duzentos reais pra emprestarem seus nomes a empresas fantasmas. Essa base falsa

permitia que o comando do esquema movimentasse milhões sem deixar rastros oficiais. Além das catorze prisões mantidas, a justiça determinou a quebra de sigilo bancário e fiscal de centenas de empresas e trinta e três pessoas investigadas para rastrear o fluxo completo do dinheiro aqui em São Paulo, no Rio de Janeiro e também na Bahia. Portanto, essa é a conexão entre o grupo Ficto e esse esquema criminoso de acordo com a Polícia Federal. Muniz.