Episódios de Economia

Conflito no Oriente Médio: a instabilidade do mercado a cada declaração em falso

25 de março de 20263min
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Gustavo Ferreira, editor-assistente do Valor Investe, discute os movimentos do mercado financeiro. O foco principal é a relação entre o petróleo, o ouro e a bolsa de valores, especialmente no contexto da tensão geopolítica. Ouça.

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Participantes neste episódio2
C

Carol

HostApresentadora
G

Gustavo Ferreira

ConvidadoEditor-assistente
Transcrição9 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

valorinveste.com Gustavo Ferreira, editor assistente do Valor Invest, já está aqui com a gente no estúdio. Tudo bem, Gustavo? Boa tarde. Boa tarde para você, Débora, Carol e ouvintes. Tudo bem com você, Débora?

Boa tarde. Tudo certo, Gustavo. Então quer dizer que voltamos à gangorra do mercado com o petróleo. O ouro também entrou nessa história? Pois é, a gangorra com o petróleo continua, Débora. Os Estados Unidos teriam proposto esse cessar-fogo ao Irã. O Irã respondeu que não são os americanos quem vão decidir.

Quando a guerra acaba, mas teria enviado uma contraproposta. Enfim, lá se foi o petróleo agora para baixo outra vez, levando consigo os juros previstos por investidores. Ponto negativo para a renda fixa e positivo para a Bolsa. Claro, o Ibovespa, o principal índice brasileiro, subiu hoje 1,6% e o dólar.

cumpriu o script esperado desses dias de alívio, com uma queda de 0,65% aos R$ 5,22. Já o ouro, de novo, roubou a cena. Em situações normais de pressão e temperatura, o ouro cai em momentos de alívio global.

É um porto seguro clássico em momentos de tensão e acaba devolvendo altas quando as coisas parecem mais calmas. Mas é justamente o contrário que tem acontecido nessas já quase quatro semanas de guerra.

E hoje, enquanto o alívio pairava, o ouro subia 3,5%. E por que esse movimento contraintuitivo? Tem tudo a ver com juros. O rali de preços de combustíveis tende a fazer bancos centrais endurecerem o jogo contra a inflação. E assim sendo, a renda fixa acaba não só sendo também o porto seguro.

De sempre oferece algo além da pretensa segurança do ouro. Oferece juros a quem investe. Antes da guerra, o ouro vinha quebrando recordes atrás de recordes. Diante da escalada dos prêmios pagos pela renda fixa, investidores do mundo estão realizando lucros conquistados com ouro e redirecionando dinheiro.

para renda fixa, em especial para títulos americanos, o que ajuda também a explicar a mão trocada com o dólar. Quando um cai, o outro sobe e vice-versa. Apesar da alta de 3,5% do ouro hoje, o metal já acumula uma queda de 12% desde o começo da guerra. Vai sendo quebrada, portanto, uma sequência histórica de sete meses de altas, que foi cravada em fevereiro.

Obrigada, Gustavo. Falamos mais amanhã. Até lá.