Dados alarmantes: 58% dos brasileiros gastam tudo ou mais do que recebem
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Luiz Gustavo Medina
Sardemberg
Cássia
- Endividamento das famílias brasileiras58% dos brasileiros gastam tudo ou mais do que recebem · Crescimento de inadimplentes · Diferenças entre gêneros no endividamento · Impacto psicológico do endividamento · Projeções de melhora financeira · Falta de renda vs. falta de conhecimento financeiro · Estrutura econômica impedindo melhora
- Impressão Toner FreeImpacto ambiental do toner · Tecnologia Epson Workforce · Redução de consumo de energia
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E aí, Teco? Oi, Sardemberg, boa tarde, boa tarde, Cássia, boa tarde aos ouvintes, tudo bem? Tudo certo, Teco, boa tarde. A gente tem falado aqui bastante do problema do endividamento dos brasileiros e agora nós temos aqui uma pesquisa, está no Globo de hoje, dizendo que 58% dos brasileiros gastam tudo ou mais do que recebem.
É isso, eu acho que conversa bastante com a pauta de ontem. Ontem a gente mostrou como cresceu o número de inadimplentes, de pessoas que estão endividadas no país dos últimos 10 anos. Chegamos ali o número astronômico de um em cada dois adultos.
E acho que o começo dessa história que é ruim começa aqui, nessa pesquisa da Quidditch que soltou, mostrando esse número que você acabou de falar, ou seja, 6 em cada 10 brasileiros ao final do mês não tem dinheiro, ou até gastam mais do que recebem. Acho que tem um monte de coisa que explica isso, evidentemente tem lugares onde a renda é baixa, custo de vida mais alto, a pessoa não consegue se equilibrar.
Deve ter muita gente aqui que tem que pagar juros, tem que pagar conta atrasada e tem uma despesa financeira que complica ainda mais que a pessoa feche o orçamento. Tem, evidentemente, muita gente que deve ter muito carnê acumulado de muita coisa que foi comprando naquele tradicional, a parcela cabe no bolso, mas esquece de somar todas as parcelas para ver se ainda cabe no bolso. E aí, no final das contas, a gente entende um pouco o número de ontem. É uma situação...
Ruim mostra aqui que é pior entre as mulheres do que entre os homens, mas acho que aí tem um papel social das mulheres, que normalmente elas organizam as contas da família. Tem uma outra função ali que normalmente a mulher tem, o homem não tem. A mulher faz, o homem não.
mas mostra que é um problema, de fato é um problema. Curioso que tem aqui, mostra que, uma coisa que a gente já falou aqui várias vezes, o estrago que mostra na vida das pessoas, então o nível de ansiedade, de exaustão, de frustração, altíssimo para quem está passando por isso, e muita gente, a imensa maioria...
Acha que as coisas vão melhorar, acham que a vida financeira vai melhorar, 85% projetam isso. Acho que tem um trabalho maior ali a ser feito, não acontece por acaso, não acontece por osmose, tem um trabalho ali que muita gente às vezes não faz, ou por não saber como fazer, ou porque não quer encarar o problema. Mas é um retrato ruim, né? É.
E aquela tese que a gente sempre defende aqui, né, de que você deve sempre poupar algum dinheiro, né, gastar menos do que ganha, isso aqui na realidade é bem diferente, né.
A gente sabe que é difícil, né, Sra. Lemberg? Por alguma dessas razões que eu falei agora há pouco, a gente sabe que isso não faz muito parte da imensa maioria do povo brasileiro. Deveria, mas não faz. Acho que a gente precisaria saber aqui que é uma coisa que até os governos, até política pública deveria investigar isso aqui.
É porque que isso acontece, né? O quanto isso é falta de renda, o quanto isso é falta de conhecimento, ou falta de apoio, ou falta de alguma coisa que ajudasse a pessoa a pôr a casa em ordem. Porque quando a gente vai pra parte da vida psicológica, do estresse, do desgaste, da falta de energia, da frustração, é um estrago muito grande, né? E assim, as pessoas que passam por isso, convivem com isso, sabem do que está se falando.
mas talvez precisassem de alguma ajuda mais prática ali para reverter essa situação, ou para impedir que essa pessoa entre nessa situação novamente. Porque também outra coisa que a gente já cansou de falar aqui, o que mais me preocupa nesses números todos que a gente fala aqui toda semana é o fato de que, no fim do dia, a economia do Brasil cresce.
Pelo sexto ano seguido, o desemprego está na mínima histórica. Em alguns estados, você tem praticamente pleno emprego. A renda, consequentemente, tem subido. E nem isso tem feito com que esses números de endividamento, de inadimplência, tenham melhorado. Então, tem alguma coisa ali mais estrutural que está impedindo isso e que precisa ser visto. É, está certo. Teco Medina, obrigado. Teco, até amanhã. Até amanhã, tchau, tchau. Até.
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