GDF busca saída para crise do BRB enquanto pressão por socorro federal expõe impasse político e fiscal
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Cássia
Milton
Míriam Leitão
- Crise política no São PauloBRB · Banco Master · Governo do Distrito Federal · Tesouro Federal · Celina Leão · Paulo Henrique Costa · Daniel Vorcaro · Luiz Fux · Darío Durigan · Ibanez Rocha · Crise financeira · Socorro federal · Impasse político · Impasse fiscal · Uso de dinheiro público · Privatização do banco · Calendário eleitoral
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Bom dia, Milton. Bom dia, Cássia. Bom dia, ouvintes. Bom dia, Miriam. Miriam segue as conversas no sentido de salvar o BRB, o Banco de Brasília, que enfrenta dificuldades financeiras desde que foi usado para as falcatruas com o Banco Master. Aliás, nesse caso, nas investigações ontem, surgiram diálogos entre o ex-presidente do BRB, o Paulo Henrique Costa, e o Daniel Vorcaro, que revelam a promiscuidade nas relações entre os dois, usando o dinheiro público.
Como é que está o plano para salvar o BRB agora, Miriam?
Olha, Milton e Cássia, só tem um plano possível, que é um plano do governo do Distrito Federal salvar o banco que o governo do Distrito Federal arruinou. Não é a governadora atual Celina Leão, mas ela era vice-governadora no período em que o banco foi quebrado pelo seu controlador. E agora é ele que tem que resolver. Essa solução de ir para o Supremo da governadora Celina Leão...
não faz sentido. Primeiro, o seguinte, quer dizer, o que aconteceu? Ele foi ao Supremo pedindo que o Supremo obrigue o Tesouro Federal a socorrer o banco. E aí, simplesmente, o que o ministro Luiz Fux tinha que fazer é falar, olha, não é minha função, não é função do Supremo fazer isso e não está nas nossas prerrogativas.
Aí o que faz o ministro Luiz Fux? Chama para uma reunião de conciliação. O Supremo é Supremo, Supremo Tribunal Federal, uma corte constitucional e, além disso, julga os casos criminais de pessoas com prerrogativo de foro. É isso que é o Supremo. O Supremo não é uma Câmara de conciliação.
E está tentando ser isso. Já teve um precedente do ministro João Mar Mendes na discussão do marco temporal, que ele fez uma mediação, como se fosse possível, e agora tem essa questão que o Supremo assume a posição que não é do Supremo. Ele não tem que fazer isso. E o ministro Luiz Fux deve não dar um passo além disso. Não pode ele fazer alguma determinação de que o Tesouro socorra o BRB.
E aí o ministro da Fazenda, Darío Durigam, fez bem de dizer, tudo que eu posso conceder é permitir que o governo do Distrito Federal se divide além do que ele atualmente pode. Porque como o governo do Distrito Federal tem déficit, tem baixa capacidade de pagamento, dentro do CAPAG, que é capacidade de pagamento, ele está na letra C.
Ou seja, de A a D, ele está na letra C do ponto de vista do risco do crédito, alto risco de crédito. Então, ele pode flexibilizar essas regras para que o governo do estado federal pegue um empréstimo maior. Mas tem que ser um empréstimo no fundo garantidor de crédito com um pool de bancos. Eu tenho acompanhado isso e durante muito tempo...
O governo do Distrito Federal não se articulou com os bancos, achou que o fundo ia dar o empréstimo sem os bancos estarem juntos. E o fundo já disse que não vai dar. Então, eles estão negociando isso. Então, tudo que ele pode fazer é flexibilizar, mas ele não pode dar a garantia do Tesouro. Se der a garantia do Tesouro, se o governo não pagar, quem paga são os contribuintes do país todo, através do Tesouro Nacional. Então, qual é o caminho que pode ser?
Olha, o caminho tem que ser o governo do Distrito Federal pensar nas soluções realmente importantes. Tudo que aparece lá de solução, vamos vender uma parte do banco para capitalizar o banco. Ah, não, mas isso aí, então vamos ver como é que a população, o eleitorado vai aceitar isso. Privatizar o banco, por exemplo, ele pode separar o banco ruim do banco bom e privatizar o banco. Ele tem que pensar nesse tipo de solução.
Mas não, não pensa nesse tipo de solução porque tem medo do eleitorado, tem medo de perder a eleição. Então, o calendário do banco está submetido ao calendário eleitoral e é um erro. Cárcia. Enquanto isso, Miriam, se discute, como você estava explicando para a gente, essa possibilidade do governo do Distrito Federal poder se endividar mais, fazer um empréstimo.
Mas aí quem seria uma espécie de fiador desse empréstimo não seria a União, não seria o governo, mas seria uma espécie de consórcio de bancos.
É, esse consórcio de bancos, junto com o Fundo Garantidor de Crédito, dão um empréstimo. Tudo que o Tesouro fala, eu autorizo ele tomar esse empréstimo, apesar da sua baixa capacidade de pagamento. Mas ele ser o fiador, se ele for o fiador, daqui a alguns meses vai estar o Tesouro pagando a conta.
de um crime que foi cometido no BRB. Tem que entender isso, é crime cometido no BRB. O que aconteceu foi que aceitaram os administradores escolhidos pelo governador, então, Ibanez Rocha, aceitaram comprar uma carteira podre.
e compraram essa carteira podre de 12 bilhões e o banco agora está tentando digerir essa carteira e não consegue. Essa é a dificuldade do banco. Então, ele tem que resolver sozinho esse problema. O governo do Distrito Federal criou o problema. Ele tem que resolver sozinho o problema. Não pode passar essa conta para o distinto público. Muito obrigado, Miriam, e um bom dia para você. Bom dia. Bom dia.
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