Episódios de Economia

Operação da PF: 'total sincronia entre encontros de Castro e aportes no Banco Master'

26 de maio de 20267min
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Míriam Leitão destaca que a nova operação reforça suspeitas de favorecimento ao Banco Master, com bilhões do RioPrevidência aplicados em ativos de risco após encontros entre Cláudio Castro e Daniel Vorcaro.

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Participantes neste episódio4
C

Cássia

HostJornalista
K

Kassian

Host
C

Carlos Alberto Sardenberg

HostJornalista
M

Míriam Leitão

ConvidadoJornalista
Assuntos2
  • Investigação PF Banco MasterCláudio Castro · Banco Master · RioPrevidência · Daniel Vorcaro · Operação Compliance Zero · Operação Sem Refino · Ricardo Magro · Letras financeiras · Fundos de pensão
  • Proposta de Ciro Nogueira sobre FGCRenan Calheiros · Fundo Garantidor de Crédito · Regimes Próprios de Previdência Social
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Tem coisa melhor do que uma pausa no seu dia para apreciar um café? Passe no Pão de Açúcar mais próximo. Ou acesse o app e descubra uma seleção de aromas, origens e sabores especiais. Tudo de café do clássico ao importado está no Pão. Dia a dia da economia. Com Miriam Leitão.

E aí, Miriam? Boa tarde, Sardenberg. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvintes da Rádio CBN. Boa tarde, Miriam.

Em menos de duas semanas, Miriam, o ex-governador Cláudio Castro, foi alvo de uma segunda operação da Polícia Federal. Desta vez, a de hoje, é a oitava fase da operação Compliance Zero. E a suspeita agora da Polícia Federal é que o Fundo de Previdência do governo do Rio...

Aplicou no Master não R$ 900 bilhões, mas R$ 3 bilhões, incluindo letras financeiras e diversos fundos.

Pois é, Sardenberg. Primeiro, a gente tem que entender assim, 11 dias, você falou menos de duas semanas, perfeito. 11 dias, a Polícia Federal visitou duas vezes nesses 11 dias o ex-governador Cláudio Castro. A primeira vez foi uma operação, a operação sem refino, que é, foi a busca e apreensão, foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. E a suspeita era colocar a máquina do Estado, principalmente a máquina...

que deveria cuidar da arrecadação em favor de um grande sonegador, de um dos, talvez, o maior sonegador do Brasil, que é Ricardo Magro. E esse sonegador deve R$ 14 bilhões ao Rio de Janeiro. E ele teria encontrado facilidades na Secretaria de Fazenda, com a participação do governador.

para conseguir renegociar ou não pagar ou jogar para as calendas ou ter um grande desconto nessas suas dívidas tributárias. Agora é uma outra coisa. Agora é o ministro André Mendonça e dentro do Compliance Zero, como você disse, Sardenberg. E aí a suspeita é a relação próxima demais com o Vorcaro e com uma coincidência muito grande entre...

os encontros do Vorcário e Cláudio Castro e os aportes feitos pelo Rio Previdência em papéis do banco. A gente já tinha a informação de que 970 milhões tinham sido investidos pelo Rio Previdência na compra de letras financeiras do Banco Master, que não foram pagas, o banco quebrou sem pagar.

Mas isso aconteceu até entre outubro de 2023 e julho de 2024. E aí começou a ter impedimentos legais para ele continuar fazendo esse mesmo tipo de aporte. Então, diante desses entraves regulatórios...

eles mudaram a modalidade de aplicação entre dezembro de 2024 e outubro de 2025, portanto, um pouco antes do banco ser liquidado, quando já se sabia, o contexto era um contexto de...

de crise aguda, de crescente dificuldade e de crise de liquidez, diz o documento. Nesse contexto, eles investiram mais 2 bilhões. Há um determinado momento, no item 15, que eles falam ao todo em 3 bilhões 690 milhões investidos de dinheiro do...

de dinheiro do Rio Previdência, que foi para o banco de Daniel Vorcaro. E aí eles dizem isso, que é uma relação muito próxima, que assim que eles se encontravam, tinha uma coincidência de data. Eles se encontravam e em seguida tinha uma aplicação do Rio Previdência nesses papéis de altíssimo risco, tanto altíssimo risco que eles não voltaram.

Esse dinheiro não voltou, esse é um rombo no Rio Previdência. De todos os 16 fundos de pensão que estão envolvidos nessas operações danosas feitas com o Banco Master, a maior era, já era...

o do Rio Previdência agora cresceu muito mais, triplicou o tamanho do encontro. Então, eles dizem lá o tamanho do buraco. Eles dizem que entre encontros mantidos entre ambos e os aportes financeiros do Rio Previdência no Banco Master, havia uma total sincronia entre uma coisa e outra.

E, enfim, são duas frentes de explicação que ele tem que dar, dois ministros diferentes do Supremo, duas operações diferentes e o mesmo ex-governador nessa situação, Sardenberg e Kassian. Tá certo. E como você disse, letras e aportes em fundos que foram e não voltaram, dinheiro perdido.

Exatamente, porque as letras financeiras não foram pagas, o banco quebrou. Mas ele fez o quê? Com essa nova, quando isso aí ficou, por razões regulatórias, não podia comprar mais letra financeira, aí eles começaram a fazer investimentos em fundos do Banco Master. Fundos que já foram fechados, fundos que têm muita...

muita fraude dentro deles. Então, fundos desse ecossistema do Banco Master. É para lá que foi o dinheiro do aposentado do Rio de Janeiro, aposentados e pensionistas, foi para esse buraco. Então, é uma situação complicadíssima, esse desequilíbrio atuarial nos fundos de pensão por suspeitas de que tenha sido por corrupção. E então...

Eu sei que meu comentário acabou, mas só para dar uma palavrinha, o senador Renan Calheiros fez uma proposta na semana passada que deixou todo mundo estupefato de usar o Fundo Garantidor de Crédito para cobrir todos os rombos nos regimes próprios de Previdência Social, ou seja, nesses fundos de pensão que deram dinheiro para o Banco Master. Então, ia ser tudo pago pelo Fundo Garantidor de Crédito. Evidentemente que essa proposta é inaceitável, né? E espero que o Congresso não leve adiante uma ideia como essa.

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