Impactos da guerra no Oriente Médio: 'inflação tem subido toda semana'
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Míriam? Boa tarde, Sardenberg. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvintes da Rádio CBN. Boa tarde, Míriam. Como toda segunda-feira, o Banco Central publicou hoje o relatório, o Boletim Focus, que resume a opinião.
do pensamento econômico fora do governo, e a projeção de inflação subiu mais uma vez, subiu para 5,04, quer dizer, passou de 5, que é o teto da meta.
Não, o teto da meta é 4,5. Isso. 5 já é um estouro bem forte. É um número meio simbólico. 5 é uma alta forte de inflação. Grande parte disso é produzido pela guerra e a guerra é uma incerteza. Quando é que ela vai terminar? Quando é que ela vai dissolver seus efeitos? Esse ano é um ano difícil porque a gente está com a perspectiva de ter o ninho.
Então, tem aumento de custos, é o ninho, uma guerra que a gente não sabe como é que vai terminar. Então, a inflação subindo, é uma preocupação e tem subido toda semana, nas últimas semanas, 11 semanas, creio eu, 11 semanas com sempre previsão.
de cada previsão pior do que a da semana anterior. E isso é porque nem todo mundo faz na mesma hora a revisão das suas projeções, mas quando vem várias semanas sendo elevada, é porque essa é a tendência geral, todo mundo está vendo a tendência. O número, às vezes, há divergências entre uma instituição e outra, entre uma consultoria e outra, mas eles estão prevendo todos uma inflação, uma previsão mais alta de inflação.
mais alta nesse ano. No ano que vem e no outro ano, continuará como a previsão mostra que vai estar dentro do intervalo de flutuação da meta, mas esse ano estouraria. Então, seria 5,04%. Isso pode mudar, o cenário ficar mais benigno. E como é que ele ficaria mais benigno se a guerra terminar?
Está todo mundo olhando para essa negociação, esse vai e vem do Trump com os iranianos. E se eles conseguirem chegar a um acordo e normalizar o comércio, a passagem pelo Estreito de Hormuz demora mais ou menos 30 dias.
a gente tem um segundo semestre mais tranquilo do que o primeiro semestre do ponto de vista das pressões inflacionárias. Tem a sazonalidade, a sazonalidade de alimento e tal, mas haverá uma expectativa melhor se essa guerra for resolvida logo. Então, tem alguns bancos que trabalham com essa hipótese, já estão embutindo aí uma expectativa de que...
A guerra vai acabar até o fim do primeiro semestre e a gente vai ter um segundo semestre de deflacionário, de redução dessas pressões. E mesmo assim, chegando no final do ano com esse estouro do teto da meta. Acho que tem cinco semanas que já estava prevendo acima de 4,5%. E aí
E também vai subindo, Sardenberg, a cada semana, a previsão da Selic, que dessa vez saiu de 13 para 13,25. Lembrando, antes da guerra, a previsão ia chegar no final do ano em 12%. Agora estão prevendo em 13,25. Então, é uma alta muito forte nessa previsão. Por que os juros caem menos? Porque a inflação subindo mais.
E eles estão prevendo para 2027, juros de 11,25 e 2028, 10%. Claro que tudo isso é muito chute, né? Chega assim para os juros no final de 2027, os juros no final de 2028, é chute, é uma projeção. Mas o que eles estão vendo com isso?
É um cenário em que a inflação fica acima do centro da meta, que é 3, e fica, e os juros, portanto, caem muito lentamente com os juros altos todos esses anos. Vamos ver como é que realmente a realidade vai se comportar.
Eles têm errado bastante. No último ano até eles acertaram, por exemplo, sobre crescimento, algumas coisas assim. Mas o importante não é achar que isso aí é um acerto ou erro. Na verdade é assim, como que eles estão vendo agora o cenário? Eles estão vendo um cenário de uma inflação que fica em 5% e juros que caem muito pouco. Sartenberg e Cássia.
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