Episódios de Economia

'Lula vai enfrentar más notícias na área econômica'

19 de maio de 20266min
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Inflação, desaceleração do crescimento econômico, e a guerra que provoca efeitos indesejados ainda trarão 'más notícias' para o presidente Lula em ano eleitoral. Ouça a análise de Míriam Leitão.

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Participantes neste episódio3
C

Carlos Alberto Sardenberg

HostJornalista
C

Cássia

Co-hostJornalista
M

Míriam Leitão

ConvidadoJornalista
Assuntos2
  • Notícias econômicas para LulaInflação · Desaceleração do crescimento econômico · Guerra e seus efeitos · Aumento de custos na agricultura · Queda nos preços de commodities · Fraqueza do dólar · Aumento da arrecadação do governo · Limites para políticas econômicas · Desaprovação do presidente Lula · Patamar elevado de preços
  • Agricultura BrasilMelhor safra da história · Setor que puxou o PIB · Dificuldades futuras para o setor
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Tem coisa melhor do que uma pausa no seu dia para apreciar um café? Passe no Pão de Açúcar mais próximo. Ou acesse o app e descubra uma seleção de aromas, origens e sabores especiais. Tudo de café do clássico ao importado está no Pão. Dia a dia da economia. Com Miriam Leitão.

E aí Miriam?

Boa tarde, Sardenberg. Boa tarde, Cássia. Boa tarde, ouvintes da Rádio CBN. Boa tarde, Miriam. Nosso assunto, Miriam, a gente faz referência à sua coluna, que você escreveu no Jornal Globo de hoje, dizendo que o governo Lula, que é o presidente Lula, que é candidato à reeleição, vai enfrentar dificuldades, más notícias, como você diz, na área econômica. Inflação, desaceleração do crescimento econômico.

A guerra que provoca efeitos indesejados por aqui. Mílian. Pois é, Sardenberg. A gente começou a conversar sobre isso ontem, né? Isso. Retomando aquela conversa de ontem, que a gente falou da prévia do PIB, mostrando desaceleração da economia e tal. Há outras más notícias rondando o governo nesse momento.

E a gente tem falado um pouco dela aqui, aumenta a previsão de crescimento, aumenta a previsão de inflação, cai a previsão de crescimento, a projeção de queda da taxa de juros também, ela foi sendo diminuída, quer dizer, uma queda menor da taxa de juros.

Por causa da guerra, porque a inflação está subindo, os juros não podem cair tanto, isso continua o aperto monetário em cima da economia. Além disso, tem um problema de custos na economia como um todo, a guerra está provocando aumento de custos, principalmente da agricultura, que está numa situação complicada, que é ao mesmo tempo que ela tem uma excelente notícia para dar ao país, que colheu a melhor safra, a maior safra.

E que vai ser o setor que vai puxar, quando for divulgado o dado do PIB, na sexta-feira da semana que vem, vai ser divulgado o dado do PIB. Vai ficar claro que quem puxou a economia no primeiro trimestre foi a agricultura. Mas a agricultura, quando olha para frente, está com muita dificuldade.

Pelo aumento dos custos, de um lado, por causa da guerra, tudo subindo. Fertilizante é só um produto, mas frete subiu, tudo subiu. E os preços caindo no mercado internacional de commodities que o Brasil exporta, principalmente soja e milho. E também o dólar, a própria fraqueza do dólar, reduz a receita do setor agro em reais.

Então, tudo junto e somado, a situação está difícil para o setor, que é mais dinâmico. Mas todos os outros setores estão sendo afetados por essa guerra, pelos efeitos secundários dessa guerra de Donald Trump.

A questão que se coloca é, como é a ANA eleitoral, o governo tenta fazer medidas para neutralizar esses efeitos. Até que ponto ele pode ir? Ele vai ter um aumento da arrecadação por causa do aumento do dólar. A alta do dólar aumenta a receita do governo proveniente do dólar.

porque o Brasil é grande exportador, a Petrobras é grande produtor e tal. Mas acontece que há limites para essas políticas, porque elas podem passar uma... Elas podem ser inflacionárias em determinada medida, elas podem alimentar a própria crise. Então, o presidente Lula tem que saber como lidar nesse momento difícil, porque ele está disputando a reeleição.

Mas ele não pode, e ele está afetado por um evento que ele não controla, que é a guerra. Mas os instrumentos que ele pode usar são limitados, porque, do contrário, ele provoca mais desorganização na economia, Sardenberg. Tá certo. E talvez esses efeitos de inflação, preço de alta de alimento e tal, expliquem a desaprovação elevada do presidente Lula até o momento.

É, eu acho que sim. Tudo é um processo muito complexo hoje, né? Os sociólogos, chamam os sociólogos para eles explicarem, porque mesmo quando a economia está com bons indicadores, a desaprovação fica alta. Aconteceu isso no governo Biden também. Então, tem que...

Tem que analisar por todos os lados. Mas, de fato, também tem, não só a inflação, mas o fato de que os preços estão altos. Parece a mesma coisa, mas não é. Quer dizer, mesmo quando os preços não sobem relativamente ao que era...

ontem, no mês anterior, eles estão num patamar elevado. E isso reduz a capacidade de compra, a capacidade de compra mesmo, que eles chamam de affordability. Então, eu tenho, meu salário melhorou, mas ele compra menos coisas. É um pouco essa sensação de desconforto econômico que está, talvez, afetando essa avaliação do governo Lula.

Miriam Leitão, obrigado Miriam, até amanhã. Até amanhã. Até. Se você é micro, pequena ou média empresa e quer ir ainda mais longe, bora com a Claro Empresas.

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