Soja dispara com possível acordo entre EUA e China
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Fred
Cassiano Ribeiro
Paulo Santos
- Comercio de soja Brasil-ChinaAcordo comercial agrícola · Donald Trump · Xi Jinping · Soja brasileira
- Impacto do preço do petróleoAlta do petróleo · Biocombustíveis
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Está chegando o Cassiano Ribeiro para acordar o ouvinte do campo, destaque do dia do CBN Agro. Diga aí, Cassiano, bom dia para você. Oi, Fred, bom dia, bom dia, ouvinte. Ontem houve mais um efeito do encontro entre Donald Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, na semana passada, desta vez no mercado de grãos.
As cotações da soja dispararam em alta de mais de 3%, bem diferente do fechamento do pregão da semana passada, quando ainda não havia nenhum dado concreto que pudesse fazer o grão se valorizar, como eu disse por aqui. Mas com o anúncio oficial da Casa Branca no fim de semana de que os chineses se comprometeram a comprar pelo menos 17 bilhões de dólares por ano em produtos agrícolas americanos até 2028, pelo menos,
fez o mercado entender que vem mais coisa pela frente. Isso porque esse valor anunciado pela Casa Branca não incluiria a soja, segundo os analistas. Ou seja, se as 25 milhões de toneladas em compras pelos chineses, anunciadas pelos Estados Unidos em outubro do ano passado, se concretizarem,
a cifra seria ainda maior. Importante destacar, porém, que essa formalidade partiu somente da Casa Branca até o momento. Do lado chinês, não houve qualquer manifestação oficial após um encontro entre os dois presidentes, principalmente no que diz respeito ao comércio agrícola.
E apesar desse possível acordo entre as duas potências mundiais, a soja brasileira, por exemplo, ainda está mais barata para o chinês do que a americana, segundo a apuração do nosso repórter Paulo Santos. Claro que também há pressão ainda do conflito no Oriente Médio, pesando sobre essa valorização dos grãos de ontem. A alta do petróleo acabou puxando também as commodities como soja, milho e trigo, que são matérias-primas de biocombustíveis, portanto, acompanham o petróleo.
Eu volto mais tarde com outras informações no CBN Brasil. Então, até depois.
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