Episódios de Economia

Mais de 3,7 mil trades em três meses: operações de Trump no mercado espantam Wall Street

18 de maio de 20266min
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Teco Medina comenta sobre as operações de Trump no mercado financeiro, que somam mais de 3000 trades apenas no primeiro trimestre. A informação é de que os filhos dele tocam os fundos de investimento. Ouça.

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Participantes neste episódio4
C

Caça

Host
C

Carlos Alberto Sardenberg

HostJornalista
L

Luiz Gustavo Medina

ConvidadoJornalista
T

Teco Medina

ConvidadoJornalista
Assuntos3
  • Operações financeiras de TrumpDonald Trump · Wall Street · NVIDIA · Oracle · Boeing · Microsoft · Apple
  • Contratações e conflitos de interesseConflito de interesses · Donald Trump · Filhos de Trump
  • Ética em Posições de PoderServiço público · Donald Trump
Transcrição15 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Tem coisa melhor do que uma pausa no seu dia para apreciar um café? Passe no Pão de Açúcar mais próximo. Ou acesse o app e descubra uma seleção de aromas, origens e sabores especiais. Tudo de café do clássico ao importado está no Pão. O assunto é dinheiro. Com Luiz Gustavo Medina.

E aí, Teco? Oi, Stadenberg. Boa tarde. Boa tarde de caça. Boa tarde aos ouvintes. Tudo bem? Tudo certo, Teco. Boa tarde. Estava falando agora da minha coluna no Jornal O Globo que, no final das contas, trata da ética do serviço público, da moral do serviço público. Coisa que o Trump absolutamente não tem, né?

Olha, não tem, mas é num nível que até espanta, viu? A gente está vendo coisas ali inacreditáveis. Essa matéria feita pela Bloomberg é incrível não ter parado o país para discutir isso, né, Selenberg? A matéria diz, mostra, o Trump tem um dinheiro, tem muito dinheiro num fundo, aliás...

É super comum o presidente eleito, não só presidente do país, mas de bancos centrais, ministros, ele tem um dinheiro, ele tem que pôr num fundo e meio que congelar esse dinheiro enquanto ele está no poder. Ou terceirizar a gestão e de preferência mexer o mínimo possível nele e até ser muito conservador nesses investimentos para também não levantar suspeita.

O Trump tem os dois filhos dele tocando o fundo dele e se descobriu que no primeiro trimestre o fundo dele fez 3.700 operações num trimestre. Dá a média de 40 trades por dia. É uma loucura, até para um fundo, para um hedge fund, para um fundo multimercado da vida real, sem essa especificidade.

Tem operações gigantescas, assim, de comprar milhão, mais de milhão. Por exemplo, comprou mais de um milhão de ações da NVIDIA, da Oracle, da Boeing. Vendeu mais de 5 milhões de dólares em ações da Microsoft, da Apple. É uma quantidade absurda de operações e, de novo, com volumes altíssimos, assim, né? Só para você ter uma ideia.

Tem quase 60 operações que o valor gira entre 1 milhão e 5 milhões de dólares e 4 operações entre 5 milhões e 25 milhões de dólares no período. Num período em que aconteceu um caminhão de coisas, aliás, como quase todo o trimestre do Trump.

É impressionante, né, Sadenberg? A gente fica o mundo sofrendo com essas declarações de vai e vem, de ameaça, volta atrás, tarifa, depois cancela, abre uma guerra para depois negociar. A gente até brinca, né? A quantidade de coisas que estão acontecendo no mercado financeiro e a gente descobre que tem um fundo do Trump operando isso tudo esse tempo todo, né? É. E o fundo é dirigido por dois filhos dele, né? Também não podia, né?

É, tá naquela zona, Saneberi, que é mais não devia do que não podia, né? Talvez sejam aquelas regras não escritas, né? Tá na cara que não pode, tá na cara que não tem cabimento você presidente de um país, seja lá qual for o país, ter os seus filhos gerindo dinheiro e operando diariamente conforme as coisas vão acontecendo, né?

Porque evidentemente tem um conflito de interesse brutal e evidentemente é impossível você não imaginar que não tem algum tipo de informação privilegiada nessa história. Você pega, por exemplo, o caso da Nvidia, que ele andou vendendo ações, você falou, né? E teve um caso que era o momento em que o Trump proibiu a Nvidia de vender chips para a China.

depois desproibiu, depois proibiu de novo quer dizer, cada movimento desses gerava consequências do mercado quer dizer, se a indivídua está proibida de vender chips para a China o valor das ações cai se ela está autorizada, o valor das ações sobe então esse é só um exemplo de como o Trump pode ter operado os filhos dele podem ter operado o fundo

E, por exemplo, essa comitiva que foi para a China agora, né, Sálenberg, estavam todos lá, né? Presidente da NVIDIA, o Elon Musk, que é da Tesla. Assim, não dá nem para chamar de conflito de interesse, que isso é outro patamar de conflito de interesse, né? A quantidade de informação. E o Trump, ele...

A coisa mais absurda dessa história toda é que o Trump não toma decisões convencionais, não toma decisões que já estão um pouco na mesa, que você já pode dizer, olha, isso aqui estava meio endereçado, que a gente ia por esse lado, não é isso.

E a quantidade de vezes que ele vai e desvai e vem e desvém e volta atrás e faz uma coisa absurda é sem precedente. Então, você ter um cara operando o dinheiro dele nesse ambiente, só de preço de petróleo e de decisão de tarifar ou não tarifar alguém, de proibir alguma coisa de ser feita ou não ser feita, assim, é um absurdo.

40 operações por dia, todo dia, é muito grande, 3.700, assim, em outros tempos, né? Você está falando da sua coluna que fala um registro de outros tempos no Brasil, mas em outros tempos nos Estados Unidos, o governo Trump tinha acabado hoje, né? Semana passada, quando saiu essa notícia, ele ia precisar de três anos para explicar e ninguém ia topar a explicação dele, né? Exatamente. Teco Medina, obrigado, Teco, até amanhã. Até amanhã, tchau, tchau. Até.

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