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BC pressiona dirigentes do BRB por privatização para sanar crise de liquidez

05 de maio de 20265min
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A informação da comentarista da CBN Malu Gaspar é de que na última sexta-feira houve uma reunião secreta entre diretores do BC e dirigentes do BRB para cobrar uma alternativa rápida.

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Participantes neste episódio5
C

Carlos Alberto Sardenberg

HostJornalista
C

César Bergo

ConvidadoEconomista
D

Dario Durigan

ConvidadoMinistro da Fazenda
F

Felipe Igreja

ConvidadoJornalista
M

Malu Gaspar

ConvidadoJornalista
Assuntos2
  • Soluções para a crise do BRBVenda de ativos · Empréstimo pelo Fundo Garantidor de Crédito · Quadra Capital
  • Avaliação da intervenção no BRBIntervenção do Banco Central · Gestão pública · César Bergo
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O Felipe Igreja tem informações dizendo que o Banco Central já chegou, o cogita da intervenção ou da privatização do Banco Regional do Brasil, do BRB, caso o banco não encontre uma solução rápida para o rombo deixado pelo Banco Master. Quem tem as informações é o Felipe Igreja. Felipe.

Isso mesmo, Sadenberg. Sem essa perspectiva de apoio do governo federal para tirar o BRB da crise, o Banco Central, então, passou a pressionar os dirigentes da instituição financeira para uma solução que pode passar pela intervenção ou até mesmo pela privatização aqui do Banco de Brasília. A informação da comentarista da CBN, Malu Gaspar, é de que na última sexta-feira houve uma reunião secreta entre diretores do Banco Central e dirigentes do BRB.

para cobrar uma alternativa rápida à crise de liquidez do banco aqui de Brasília. E durante esse encontro, falou-se em realizar uma intervenção, mas cogitou-se também fatiar algumas áreas do banco e repassar a concorrentes no que foi interpretado pelos executivos do BRB como uma pressão pela privatização da instituição.

O ministro da Fazenda, Dário Durigan, afirmou ontem em entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura que o rombo financeiro bilionário do Banco de Brasília é um problema do governo do Distrito Federal e não do governo federal. O problema do BRB é um problema do GDF. Eu não estou dizendo que a União em algum momento não pode entrar, mas é um problema do GDF. A gente não pode esquecer disso.

O BRB fez algumas operações que estão nos jornais, que são operações que não quebraram o banco. Então, assim, não é algo o governo federal... Não, assim, a responsabilidade é do GDF, gente. Nós não podemos botar isso em questão. Se não tiver risco sistêmico, se for uma questão, um banco que está com dificuldade, existem os mecanismos para lidar com isso.

E aí não tem que se falar em intervenção especial, ajuda do Tesouro, não tem que se falar nisso. Ainda segundo o ministro, o debate sobre esse caso não pode ser empurrado como pretendido pelo GDF, que tenta envolver o Tesouro Nacional numa garantia para um empréstimo na tentativa de salvar o BRB. Dário Durigan reforçou que não pode pegar dinheiro público para cobrir um rombo.

que foi feito, segundo o ministro, em função de um caso que é, no mínimo, mal explicado. O BRB tem até o final de maio para encontrar essa solução para a crise. A gente lembra que o banco anunciou no mês passado um acordo com a Quadra Capital, uma gestora de fundos para vender R$ 15 bilhões em ativos ligados ao Banco Master. Desse montante...

Cerca de 3 a 4 bilhões de reais devem ser pagos à vista, mas o montante ainda não é suficiente. O BRB tenta também um empréstimo pelo Fundo Garantidor de Crédito, mas está esbarrando nas garantias exigidas. Por economista César Bergo, ao menos uma intervenção pode sim ser avaliada pelo Banco Central nesse momento.

Nesse momento, o que eu vejo é que nós estamos aproximando mais uma intervenção do que a manutenção do BRB nas condições que nós estamos vendo hoje. A gestão atual não está sendo suficientemente competente para fazer essa gestão e me parece também que existe ainda a ingerência pública nessa gestão. Então, tudo isso feito, eu acho que não vai restar outra alternativa que possa ser a intervenção.

A situação é agravada ainda pela impossibilidade de aportes do GDF, que é o acionista controlador, no banco, já que as contas aqui do governo local estão no vermelho. A governadora Selena Leão recentemente, inclusive, editou um decreto para cortar as despesas em até 25% e revisar todos os contratos administrativos. Sardenberg.

Muito obrigado. Olha, o Felipe Igreja, se houver intervenção, é intervenção feita pelo Banco Central, que passa, que indica o administrador e passa esse administrador a administrar o banco, certo? E aí fica cabendo a esse interventor, a essa intervenção, encontrar a solução para o BRB, que seria uma solução de mercado, né? Quer dizer, enfim.

vender alguma parte e tal, ou então uma... tem a liquidação do banco, que é uma coisa que seria meio complicada, e até uma privatização total em parte, né?

Isso, seria essa a expectativa nesse momento, a intervenção, um nome indicado pelo Banco Central, iria fazer a nova gestão do BRB, avaliar medidas que poderiam ser adotadas, corte de despesas, o que poderia ser feito para tentar salvar o banco e, claro, abrindo também essa possibilidade para uma venda de parte do banco, ou até mesmo de todo o banco, uma privatização para que o banco saia dessa crise, já que não há possibilidade de aportes, por exemplo, pelo governo do Distrito Federal nesse momento. Sardenberg.

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