Com a possibilidade de alta da inflação por causa da guerra, quais são as melhores aplicações?
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Cassian
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Eduardo
Marcelo d'Agosto
- Inflação e Política MonetáriaGuerra Irã-EUA · Alta do petróleo · Impacto no Brasil · Inflação pós-pandemia · Tesouro Selic · Tesouro IPCA · Crédito privado · Bolsa de valores · Dólar
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Bom dia para você, Marcelo D'Agosto. Bom dia, Milton. Bom dia, Cassian. Bom dia, ouvintes. Bom dia, Marcelo. O Eduardo pergunta aqui, com a possibilidade de alta da inflação por causa da guerra, quais são as melhores aplicações para proteger os investimentos?
Olha, Eduardo, essa guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã desorganizou a economia mundial. O principal efeito, por enquanto, tem sido a alta do petróleo e a interrupção do fluxo do comércio, especialmente para os países da Ásia. Para o Brasil, o principal impacto é o aumento do preço dos combustíveis, que acaba tendo reflexo na inflação, e a gente tem visto isso nos últimos três meses.
Mas esse efeito tem sido menor porque o real valorizou em relação ao dólar. O dólar hoje custa menos de R$ 5,00, já teve em R$ 6,00. Agora, a última vez que a inflação ameaçou os rendimentos das aplicações financeiras por aqui foi depois da pandemia entre 2021 e 2022.
Naquela época, o Brasil reduziu os juros para estimular a economia, mas os estímulos fiscais foram maiores. Daí, teve um período que a inflação ficou muito acima do rendimento das aplicações financeiras. De lá para cá, a gente voltou a ter juros muito acima da inflação. Hoje, a Selic está em 14,5% ao ano e a inflação está rodando ao redor de 4,5%.
As indicações são de que essa diferença vai diminuir um pouco, porque os juros vão continuar caindo. E as projeções são que a inflação vai ficar mais ou menos nessa faixa. Então, em resumo e sendo objetivo aqui, as aplicações no Tesouro Selic e no Tesouro IPCA continuam boas. O Tesouro Selic, porque a diferença dos juros para a inflação vai continuar alta. E o Tesouro IPCA, porque dá para garantir essa taxa alta em relação à inflação por mais tempo.
O crédito privado é mais arriscado, porque as empresas podem pedir recuperação judicial. Isso a gente tem visto acontecendo, impacta especialmente quem tem os títulos dessas empresas ou que investiu em fundos de investimento que carregam aplicações dessas empresas. A Bolsa vai continuar dependendo do interesse dos estrangeiros pelas empresas brasileiras, que tem sido...
alto especialmente naquelas que atuam no setor de materiais básicos, e o dólar que é sempre mais imprevisível, então não dá para fazer nenhuma consideração. Mas, em resumo, as aplicações de renda fixa continuam tendo uma margem considerável em relação à inflação e continuam sendo uma boa opção. Muito obrigado, Marcelo D'Agosto. Bom dia para você. Bom dia, um abraço e até amanhã. Até amanhã.
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