Episódios de Economia

Entenda por que o caso Flávio Bolsonaro e Vorcaro mexeu tanto com o mercado

14 de maio de 20267min
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Investidores reagiram ao aumento das incertezas políticas e fiscais após divulgação de áudio em que o senador cobra valores milionários do dono do Banco Master. Nathalia Larghi conta mais detalhes em 'No Fim das Contas'.

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Participantes neste episódio6
A

Ana Leoni

HostJornalista
F

Fernando

HostJornalista
N

Nayara Bertão

HostJornalista
T

Tati

HostApresentadora
N

Natália

Convidado
N

Nathália Larghi

Convidado
Assuntos5
  • Caso Master e desgaste de Flávio BolsonaroFlávio Bolsonaro · Daniel Vorcaro · Banco Master · Áudios vazados · Incertezas políticas e fiscais
  • Mercado Financeiro e Políticas EconômicasConfiança do investidor · Expectativa de mercado · Cenários eleitorais · Cenários econômicos · Pautas econômicas
  • Relação Haddad-Mercado FinanceiroQueda da Bolsa · Aumento do dólar · Subida dos juros futuros · Redução de risco
  • Impacto EconômicoAumento de preços · Custo de vida · Crédito e financiamento · Desaceleração econômica · Geração de empregos
  • Paisagens e turismo europeuCâmbio Real vs Leke Albanês · Turismo no litoral sul da Europa
Transcrição18 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Tem coisa melhor do que uma pausa no seu dia para apreciar um café? Passe no Pão de Açúcar mais próximo. Ou acesse o app e descubra uma seleção de aromas, origens e sabores especiais. Tudo de café do clássico ao importado está no Pão. No Fim das Contas. Natália, boa tarde.

Olá, pessoal. Boa tarde. Se você me perguntar quantos reais vale um leque, eu já não sei mais te dizer. Natália Larga e tal, o bloco do Eu Sozinho hoje, no fim das contas. Estou. Para olhar para a sua entidade máxima, o mercado.

E nos explicar por que o dólar disparou, por que os juros futuros subiram, por que a bolsa caiu forte depois dos áudios que provam a ligação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Porque um episódio político dessa monta mexe tanto com o mercado, hein, Nath?

Então, Tati, mexe bastante, porque o mercado financeiro, como você sempre fala, essa entidade, esse ser, o mercado financeiro, ele funciona muito na base da expectativa, da confiança. E aí quando surge um fato político que aumenta a incerteza sobre o futuro do país e também sobre o cenário macroeconômico, os investidores reagem quase que imediatamente. Aí nesse caso o mercado não olhou só para o conteúdo jurídico, digamos assim, desses áudios.

mas principalmente para o impacto político deles. Então, assim, parte significativa da Faria Lima estava enxergando Flávio Bolsonaro como um dos principais nomes da oposição, né? E como alguém ali mais alinhado a pautas econômicas que costumam agradar esse ser o mercado, controle de gastos públicos, né? Privatização, uma política fiscal ali um pouco mais rígida. E aí quando aparece um episódio que pode enfraquecer politicamente esse nome, né? Como é uma coisa que inclusive a gente está vendo.

o mercado começa a recalcular a rota dos cenários eleitorais e também econômicos. E aí isso gera aquele movimento clássico que a gente sabe, os investidores reduzem posição nos ativos considerados mais arriscados, ou seja, ações da Bolsa brasileira, e vão para lugares onde eles acham mais proteção, mais segurança.

Então foi por isso que a Bolsa caiu forte ontem, o dólar subiu também, porque muitos investidores estrangeiros acabam tirando o recurso do país ou diminuindo o ritmo de entrada no Brasil e o real acaba perdendo força. Além disso, a gente viu também os juros futuros disparando. O que é isso? O que isso significa? Que o mercado passou a enxergar mais risco fiscal e aí por conta disso ele imagina que a Selic vai ter que ficar alta ali por bastante tempo.

Só que conforme as coisas vão se alinhando, o cenário também vai mudando. Hoje, por exemplo, a Bolsa já está subindo novamente, tentando se recuperar desse baque, porque há quem acredite que um que procode esse não vai necessariamente afastar o investidor estrangeiro, por exemplo, já que o Brasil...

na visão desses investidores continua muito barato, o cenário macroeconômico na visão dos estrangeiros também continua bom. Então pode ser que o estrangeiro que não acompanha diariamente todas essas mudanças eleitorais não se sinta tão afastado, digamos assim. Como é que essa turbulência chega no meu, no seu, no nosso bolso, Natália?

Pois é, Fernando, a gente falando assim, parece que só impacta a pessoa que está investindo na Bolsa de Valores, ou comprando dólar e tudo mais, só que não é bem assim, né? Acaba chegando no nosso bolso e muito mais rápido do que parece, a começar por esse impacto do dólar, né? A gente já falou aqui várias vezes que quando o dólar sobe, vários produtos e custos da economia ficam mais caros, como combustível, aí que impacta passagem aérea, também eletrônicos, remédios, até alimentos, porque boa parte da cadeia produtiva brasileira...

depende de itens que são importados ou de preços internacionais, como o caso dos combustíveis, por exemplo. Então, mesmo quem não investe na Bolsa, acaba sentindo esse movimento no dia a dia no seu Bolso. Outro ponto importante são esses juros futuros, porque o que acontece? Quando eles sobem, é o mercado dizendo, acredito que os juros vão ficar altos.

Por mais tempo. Então, isso afeta diretamente o crédito, o financiamento imobiliário, empréstimos, até a compra parcelada, porque a Selic é a taxa básica de juros da economia. Então, se ela está mais alta, você também está pagando mais alto pelo seu crédito. Então, fica mais caro financiar um carro, um imóvel, usar cartão de crédito, até pegar empréstimo no banco.

E aí quem investe também sente imediatamente, porque uma queda da Bolsa impacta ações, fundos imobiliários, fundos de investimento ligados ao mercado acionário. E existe ainda um efeito maior sobre a economia, porque quando o ambiente fica mais incerto, as empresas tendem a adiar também seus investimentos. Então os consumidores também ficam um pouco mais cautelosos, e isso tudo pode acarretar numa desaceleração do crescimento, da geração de empregos e tudo mais.

Agora, a gente deve ver aí um mercado mais sensível ao noticiário político, que não é necessariamente uma grande novidade esse ano. Isso sempre acontece em anos eleitorais. Então, a gente precisa ficar bem ligado, porque qualquer nova pesquisa eleitoral, qualquer investigação aí nesse âmbito ou declaração importante pode provocar novas oscilações no mercado. Então, é a hora da gente apertar o cinto, porque vai subir e descer.

bom. Muito bem, tá certo. Em maio, um real brasileiro equivale aproximadamente 16,45 lex albaneses, tá Natália? Logo ali, hein Tati? Eu tô aqui dialogando com os ouvintes que ficaram curiosos, eu não sei se é um bom investimento, não posso dizer isso, mas tô aqui dizendo quanto é que vale essa moeda, um real vale zero, quer dizer, um leque vale 0,061.

real brasileira. Tati, eu não sei se é um bom investimento, mas eu acho que é um bom investimento comprar uma passagem e ir logo ali, porque eu ouvi dizer que o mar é maravilhoso. Pronto, acabei de falar da Albânia, fica aí essa dica como um destino mais em conta ali pra você que tá afim de, sei lá, ir pro litoral ali, pro sul da Europa. Vai pra Albânia, bonito demais. Você já foi pra Albânia, Natália?

Ainda não. Ah, faz isso, faz isso. Um beijo, obrigada por hoje. Até terça-feira. Um beijo, pessoal. Até semana que vem. No fim das contas, é isso que vale a vida, minha gente. No fim das contas, toda terça e quinta com a Natália Largue, a Ana Leone e a Nayara Bertão, sempre em duplas aqui no Estúdio CBN. Se você é micro, pequena ou média empresa e quer ir ainda mais longe, bora com a Claro Empresas.

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