A Microsoft encerrou o maior programa de créditos de carbono do mundo?
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- Créditos de CarbonoPressão política sobre a Microsoft · Impacto no mercado de carbono · Emissões de carbono da Microsoft · Reações de ativistas climáticos
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Boa tarde para você, para o Muniz e para os nossos ouvintes. Boa tarde, Rosana. Bom, Rosana, você vai nos comentar a notícia de que a Microsoft e a Microsoft teria encerrado o maior programa de crédito de carbono do mundo.
É importante a gente dizer, Sardenberg, que essa informação não é oficial. Ela veio de uma agência internacional com base em relatos de funcionários da Microsoft. Esses relatos indicam que a empresa chegou para o pessoal que desenvolve projetos de remoção de carbono da atmosfera, projetos que ela já vinha financiando há algum tempo.
e avisou que não iria mais comprar os créditos oriundos desses projetos. Então, por exemplo, um projeto de reforestamento de uma área que foi desmatada na Amazônia, ou então um projeto de produção de um carvão especial que é enterrado e mantém o carbono preso ali no solo.
São projetos que geram créditos, porque retiram CO2 da atmosfera, e a Microsoft comprava esses créditos para compensar as suas próprias emissões de carbono, que são altíssimas, as Big Tech são intensivas em carbono.
E olha, não era pouca coisa. A empresa era de longe a maior investidora global nesse mercado, tinha contratos ligados a dezenas de projetos e diferentes tecnologias de remoção de carbono. Só no ano passado ela bancou 96% dos projetos. E quando uma empresa desse porte sai de cena, o mercado fica meio órfão. E a inovação tecnológica e climática...
Leva um baque, porque muitas startups que trabalham com captura de carbono dependem exatamente desse tipo de contrato para sobreviver. E aí vem a pergunta, quem é que vai bancar a partir de agora toda essa engenharia do mercado de carbono que ajuda a segurar o aquecimento global? Isso aqui fica.
Agora, Rosana, já tem algum indício do que levou a Microsoft a tomar essa decisão? Porque teve ali todo um movimento, uma pressão negacionista de Trump, por exemplo, que pressionou várias empresas a revisarem essa agenda climática. Tem algum indício de que pode ser um reflexo disso?
Muniz, isso ainda é um mistério. Agora é interessante de fato a gente pensar se foi uma decisão motivada por pressão política, porque recentemente a gente lembra que a Microsoft estava entre as big techs que cederam ao governo e acabaram com seus programas de diversidade e inclusão. Demitiram equipes, pararam de divulgar relatórios de sustentabilidade, mas o que se comenta nos bastidores é que a razão foi financeira.
São projetos caros que exigem compromissos de longo prazo. Agora, é muito estranho, gente, porque as emissões de carbono da Microsoft subiram muito nos últimos anos, porque a empresa expandiu data centers e inteligência artificial. E esses projetos que agora ela abandona...
eram justamente, eles iriam ajudar a alcançar essa meta de carbono neutro. E agora, como é que vai ficar? Como é que a empresa vai chegar lá? Tem gente dizendo que foi só um ajuste temporário, que a Microsoft vai voltar a comprar esses créditos mais para frente, mas, de qualquer jeito, acende o alerta entre os ativistas e aí vem a crítica mais dura por parte dos ambientalistas. Será que o compromisso climático resiste quando a conta fica cara?
É isso, gente. Vamos esperar para ver o que vai acontecer. Mas flumbado de água fria é realmente uma grande decepção. Ok, Rosana. Obrigado, Rosana. Até.
Um beijo para vocês dois e até quinta. Um beijo, até. Olá, aqui é a Ana Paula Padrão. E como empreendedora, eu recomendo a Claro Empresas. Se você é micro, pequena ou média empresa e quer ir ainda mais longe, bora com a Claro Empresas. Soluções completas e inovadoras para transformar o seu negócio. Saiba mais em 0800-720-1234 ou acesse claroempresas.com.br. Claro Empresas, bora fazer juntos.
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