Governo quer incluir inadimplentes do Fies no pacote de renegociação de dívidas
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Ana Paula Padrão
Larissa Lopes
- Renegociação de DívidasFIES · Conselhos de Lula · endividamento · Instituto Federal de São Paulo · motoristas de aplicativo · taxistas · Caixa Econômica · FGTS · cartão de crédito
- Críticas ao Governo ZemaCésar Bergo · política de crédito
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Saiba mais em epson.com.br barra toner free. As estimativas da Epson são baseadas em dados internos e de terceiros. Larissa Lopes tem mais informações para a gente. Larissa. Guilherme, olha, o governo pretende incluir no pacote de medidas contra o endividamento os estudantes que estão com pagamentos atrasados no FIES, que é o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior. O anúncio foi feito pelo presidente Lula, que não deu detalhes de como seria esta renegociação.
Dados do Ministério da Educação, de outubro do ano passado, Guilherme, mostram que 160 mil estudantes estão com parcelas em atraso no FIES, o que representa 1,8 bilhão em saldo devedores. O presidente afirmou que a medida está em estudo e pode ser lançada pelo governo nos próximos dias. A declaração foi dada durante a inauguração de uma nova unidade do Instituto Federal de São Paulo, em Sorocaba.
E agora não estamos com problema, viu, meu ministro? Porque está aumentando o endividamento dos meninos do Fies. E nós vamos ter que colocar eles também na nossa negociação de endividamento, porque a gente não pode tirar o sonho de um jovem que está devendo o seu curso universitário. Por que ele está devendo?
Bom, e além do pacote para combater o superendividamento, o Palácio do Planalto está discutindo ainda o lançamento de novas linhas de crédito e financiamento com juros abaixo do mercado para motoristas de aplicativo, taxistas...
Esse estudo pretende analisar formas de conter o endividamento desses públicos sem restringir o acesso a novos bens, como, por exemplo, justamente os veículos. A equipe econômica, no entanto, tem resistência. Pontes do governo afirmaram para a gente, aqui da CBN, que pesquisas internas mostraram que esses públicos precisam de ações específicas. A avaliação é que esses grupos têm grande resistência ao presidente Lula, então o Planalto busca aumentar a aprovação entre eles.
Essas medidas de aceno a esses setores e grupos preocupam o Ministério da Fazenda e também especialistas do ramo econômico. Por exemplo, o economista César Bergo avalia que essas medidas são paliativas e arriscadas.
Parece um contrassenso você trabalhar na questão do endividamento, tentando solucionar esses casos pontuais, e com comitante você oferecer mais crédito. Então é incoerente, o histórico mostra que é uma política bastante arriscada com relação à possibilidade de você aumentar mais o endividamento, sobretudo em um segmento muito importante, que é os motoristas, os transportadores. De qualquer forma, me parece que o governo está fazendo uma caça.
a essas situações para tomar uma solução paliativa, que não resolve o problema, não é estrutural e vai simplesmente postergar o problema para depois da eleição. Segundo os interlocutores, Guilherme, da equipe econômica quer frear novas frentes de incentivos, considerando que o foco da pasta está em viabilizar as medidas de redução do endividamento das famílias.
Outra aposta está na liberação de cerca de R$ 7 bilhões, que a Caixa Econômica reteve a mais do dinheiro do FGTS, como garantia da antecipação do saque aniversário. A Fazenda e o Ministério do Trabalho ainda estudam a liberação de até R$ 10 bilhões para quitação de dívidas altas ou impagáveis, como aquelas acumuladas pelos juros do rotativo do cartão de crédito. Guilherme. Obrigado, Larissa Lopes, pelas informações ao vivo, direto de Brasília.
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