Episódios de Economia

Inflação acelera em março sob impacto de combustíveis e alimentos

10 de abril de 20265min
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Miriam Leitão destaca que a inflação de março surpreendeu ao acelerar para 0,88%, contrariando o padrão de desaceleração após fevereiro, e acende um sinal de alerta ao interromper a trajetória de queda no acumulado em 12 meses. O avanço reflete principalmente o impacto da alta dos combustíveis, puxada pela gasolina e pelo diesel, em meio ao cenário internacional, com efeitos em cadeia sobre alimentos e outros produtos, pressionando o custo de vida do brasileiro.

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Participantes neste episódio2
M

Míriam Leitão

HostJornalista
C

Carlos Alberto Sardenberg

Co-hostJornalista
Assuntos1
  • Inflação e Política MonetáriaAumento dos combustíveis · Impacto nos alimentos · Guerra e preços
Transcrição15 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

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Boa tarde, Sardenberg. Boa tarde, Marcela. Boa tarde, ouvintes da Rádio CBN. O Miriam, tivemos aqui a reportagem. O resumo da coisa é a guerra chegou, né?

A guerra chegou nos preços e chegou na inflação na vida do brasileiro. Essa inflação de março, de 0,88%, é completamente fora do padrão, porque normalmente fevereiro é um mês muito alto, aí março cai um pouco. Aí o que aconteceu? O fevereiro foi 0,70%.

e março agora 0,88. E a inflação no acumulado de 12 meses subiu quando ela estava caindo. Estava em 3,81 com fevereiro, apesar do fevereiro alto, é que fevereiro do ano passado tinha sido ainda pior, e aí mais subiu para 4,14, que é no intervalo de flutuação, como disse a Isa Moreno, mas já subindo para o 4,5, que é o teto.

Então, não é uma boa notícia. Mas é o esperado. Tanto que a gente lembra que a gente conversou no outro mês, que em fevereiro a gasolina tinha entrado com um fator negativo.

Quando a gente já sabia que ela teria que subir, ela já estava subindo. Então, ela entrou negativa porque tinha caído em fevereiro, mas já se sabia que ela ia subir. E ela, a gasolina tinha caído 0,61% em março, em fevereiro. E agora, março subiu quase 5%, 4,59%.

Então, foi o item que mais subiu. E o óleo diesel, que teve toda essa política do governo Lula de tentar subsidiar o diesel, e a gente tinha dito aqui, eu tinha dito para você, para todos os nossos ouvintes, que tudo que ia conseguir é reduzir a alta. A alta ser um pouco menor do que seria sem o subsídio e sem a isenção de piscofins.

mas que continuaria subindo de qualquer maneira. Então, o óleo diesel que tinha subido em fevereiro 0,23%, subiu 13,9%. Ou seja, a guerra do Trump batendo diretamente no índice e o primeiro canal de contaminação é pelos preços dos combustíveis. Mas, como estavam dizendo os especialistas ouvidos pela Isa Moreno,

Até coisas que a gente nem sabe que é derivado do petróleo, não se liga ou não tem em mente, sempre como uma embalagem de tetrapaque, o derivado do petróleo também sobe, portanto, todos os outros preços sobem. Então, é um preço que afeta outros preços.

E a inflação de alimentos, que é o que mais é importante, tinha subido em fevereiro de 0,26, subiu agora 1,56%. A alimentação no domicílio foi quase 2%, 1,94%. Então, mesmo quem não quer comer tomate que está pesado ou cebola que também está de chorar...

tem o preço, os preços estão bem altos de alimentos. Sardenberg e Marcela. Nesse alimentação do domicílio, nós tivemos tomate, cebola para chorar, batata, leite e carnes. As carnes, importante, item de carne. Aí pega tudo, né? Tomate, batata, cebola, leite longa vida e carnes. Eu só pensando no prato feito e no cafezinho. Mas você pode se contentar com maçã, né? Maçã caiu.

Como é que é, Marcela? Eu só pensando no prato feito e no café da manhã, está complicado. Está complicado. Olha, o café moído caiu 1,28%. Viu, Marcela? Então, o café pode tomar o cafezinho também. Ah, é. Vai o café a seco, assim. Na verdade, molhado, né? Está certo. Miriam Leitão, obrigado, Miriam.

E bom final de semana, Miriam, e até semana. Bom final de semana para todos, bom final de semana para os ouvintes.

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