Trégua no Oriente Médio traz alívio, mas expõe fragilidade dos EUA
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- Oriente Médio e Estreito de OrmuzImpacto no petróleo · Liderança americana · Exigências do Irã · Consequências para Trump
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Muito bom dia para você, Miriam Leitão. Bom dia, Milton. Bom dia, Marcela. Bom dia, ouvintes da Rádio CBN. Bom dia, Miriam. Miriam, eu tenho uma mensagem aqui do João. O João tem oito anos de idade.
E ele diz que escuta você no caminho da escola todos os dias. Mas hoje ele não está apenas escutando. Ele até mandou um áudio, que eu não vou conseguir colocar agora no ar. Mas ele mandou um áudio para dizer assim, parabéns Miriam Leitão pelo seu aniversário. Aniversário que você comemorou ontem, mas não estava aqui com a gente. E o João de 8 anos, filho do César Tiago, manda essa mensagem para você, Miriam. Olha que legal.
Muito legal, muito legal. João, eu agradeço muito você nos ouvir e também me mandar esses parabéns. Té, Tiago, muito obrigada pelo seu filho. Gente, muito obrigada por todos. Todos os parabéns, inclusive, ontem, quando vocês anunciaram que eu estava de aniversário nesse dia do jornalista, que foi ontem.
Sem dúvida, mas vamos lá. E aí explica para o João agora e para todos os nossos ouvintes os impactos agora que se pode esperar a partir dessa situação que se constrói no Oriente Médio, com um cessar-fogo de duas semanas, dentro de uma condição ainda de incerteza, mas o que fica do ponto de vista da economia?
Olha, é um alívio, porque o cessar-fogo e essa indicação de que eles vão negociar um acordo de paz é um alívio, porque significa que tem uma possibilidade de todo esse problema se encerrar.
Mas, ao mesmo tempo, a gente tem que ficar com o pé atrás, porque o Trump é muito imprevisível e a situação é muito instável. As exigências feitas pelo Irã para a negociação são altas demais, como, por exemplo, retirar todas as bases americanas. Enfim, ele fez várias exigências que talvez não consigam ser atendidas. Mas o fato é que hoje mesmo o petróleo já começou a cair.
E já começou o mundo a respirar um pouco melhor, porque até ontem a ameaça que o Trump fez, foi o Trump fez uma ameaça tão absurda que é de destruir, matar toda uma civilização. E a gente sabe que o Irã...
tem herdeira da civilização persa e tem lá relíquias históricas importantes no país. Até o Papa se protestou contra essa declaração do Trump. O que a gente entende de tudo isso é que, até agora, o grande derrotado é o próprio Trump. Ele não conseguiu o que ele queria, que é a mudança de regime.
Ele conseguiu matar muitos líderes, inclusive o maior deles, o Ali Khamenei, mas ele não conseguiu mudar o regime. Mais do que isso, o Irã conseguiu mostrar que o que ele sempre ameaçava fazer, ele consegue fazer, que é fechar o Estreito de Hormuz.
Uma das exigências agora que Trump faz é a abertura do Estreito de Hormuz, e ele não pode ser aberto assim de repente, porque tem muito navio para passar, tem realmente dificuldades técnicas. Mas o que o Irã provou nessa guerra, que ele tem de fato o controle do Estreito de Hormuz. Ele consegue fazer um grande estrago, reduzir bastante a passagem por lá.
E agora o mercado de petróleo vai demorar um pouco a voltar ao normal, mesmo se tudo terminar bem e ao final dessa negociação tiver um acordo, porque foi destruída muita infraestrutura do petróleo. Quer dizer, o que produz, a refinaria, o porto, toda a estrutura de vários países da região, inclusive a Arábia Saudita.
foram atingidas. Então, não é toda a infraestrutura, mas uma parte foi danificada. No Irã, uma parte grande foi danificada. Então, tudo isso gera um efeito permanente, pressionando o preço da gasolina, pressionando o preço de todos os derivados de petróleo. Marcela.
Bom, o que me parece, né, Miriam, é que o Irã, de certa forma, sai fortalecido com esse acordo com o Donald Trump. E Trump sai com uma imagem um pouco machada, até porque não havia nenhum interesse vital americano em jogo no Irã.
Essa fala absurda de Trump que nós noticiamos ontem, enfim, todo esse desenrolar da história, parece muito mais motivado por uma vaidade de Trump do que de fato algo concreto para os Estados Unidos. Pelo menos essa imagem que fica.
Sim, o grande derrotado é o Donald Trump. Primeiro porque ele falou que não ia fazer guerra durante a campanha e fez uma guerra. Segundo porque essa guerra é muito popular nos Estados Unidos. Isso tem efeito eleitoral, tem eleição esse ano nos Estados Unidos. E terceiro porque a gente viu o tempo todo ele fazendo ameaças e depois recuando, fazendo ameaças e recuando. Ele demonstrou na verdade uma fraqueza, apesar do enorme poderio militar dos Estados Unidos.
Ele não foi apoiado pelos aliados da Europa. Ele também... Os aliados do Oriente Médio ali, daquela região, principalmente a Arábia Saudita, ele não foi capaz de defender. Eles foram atingidos, não iniciaram a guerra e foram atingidos. Então, eles saem enfraquecidos em sua liderança. E o Trump...
com uma necessidade de que o preço dos combustíveis volte a cair lá nos Estados Unidos, porque senão ele terá uma derrota nas eleições de meio de mandato. Então é isso. Mas no final das contas o mundo inteiro perdeu, com uma guerra iniciada por vaidade, como diz você, ou qualquer outro sentimento, mas foi uma guerra que não tinha uma ameaça real.
contra os Estados Unidos quando a guerra foi iniciada. Eu talvez não tenha conseguido, João, te explicar, mas a gente vai tentando, tá? E olha, eu tenho livros infantis também, quem sabe você conversa comigo ali nos livros infantis e fica mais agradável para você do que esse mundo cheio de guerras. É verdade. Ouve aí o recado do João para você.
parabéns, meu leitão meu nome é João, tchau tchau muito fofo muito fofo, João, muito obrigada abraço grande pra você, beijo Miriam abraço tchau
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