Episódios de Economia

Mudança de hábitos: o impacto das canetas emagrecedoras na economia

07 de abril de 20266min
0:00 / 6:13
Muito além da redução do apetite, as canetas emagrecedoras são medicamentos que reduzem também a compulsão alimentar e o desejo por álcool. A mudança de comportamento no consumo alimentar atinge diretamente na economia. A especialista Rosana Jatobá explica como a febre das canetas está afetando o cenário econômico do país. Ouça.

Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices

Participantes neste episódio1
L

Luiz Gustavo Medina

HostJornalista
Assuntos1
  • Canetas emagrecedorasMudança de hábitos alimentares · Indústria alimentícia · Efeitos econômicos · Tendências de consumo · Companhias aéreas
Transcrição17 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Se você ainda usa toner pra imprimir, tá na hora de você saber que o principal componente é o plástico. Um ano de impressão com toner em todo o mundo equivale a 20 bilhões de sacolas plásticas. É muito plástico, não é? Chegou a hora de reduzir o plástico nas suas impressões e ainda diminuir também o consumo de energia. Mude para uma impressão toner free, escolhendo as impressoras empresariais de jato de tinta Epson Workforce, com a tecnologia Precision Core. Você não vai querer continuar usando impressoras com toner, vai?

Saiba mais em epson.com.br barra toner free. As estimativas da Epson são baseadas em dados internos e de terceiros. CDN Sustentabilidade Com Rosana Jatobar

E aí, Rosana? Oi, Sra. Denberg. Boa tarde para você, para o Muniz e para os nossos ouvintes. Boa tarde, Rosana. Nosso tema é mudança de hábitos e de mudanças, portanto, na economia com o uso das canetas emagrecedoras.

É isso, Sardenberg. Eu só vou explicitar aqui para o nosso ouvinte o que são essas canetas emagrecedoras. Elas são medicamentos que reduzem o apetite, a compulsão alimentar e o desejo por álcool. E elas também aumentam a sensação de saciedade. São remédios como o Zempic, o Igove e Monjaro. Você injeta ali na barriga, isso diminui drasticamente a fome e a pessoa passa a fazer uma dieta mais saudável. Ou seja, é uma mudança no comportamento de consumo alimentar.

E isso impacta diretamente a economia. O primeiro setor que está sentindo essa mudança é o de alimentos e bebidas, especialmente alimentos ultraprocessados. Porque quem usa caneta emagrecedora para de consumir pães, biscoitos, salgadinhos, petiscos, doces, sobremesas, bebidas adoçadas, né? E aí tudo isso que a gente adora, mas que engorda.

E vão para as opções com mais proteína, com suplementos, ingredientes naturais. Tudo isso em porções menores. Um outro setor que está sendo impactado também, restaurantes, cafeterias, redes de fast food e delivery.

Eles já estão sofrendo uma queda de 8% nas vendas nos Estados Unidos. Porque o consumidor que está querendo emagrecer, ele prefere fazer sua comidinha ali em casa mesmo. As pesquisas estão mostrando que quem usa essa caneta passa a consumir 21% menos calorias e a gastar 31% menos com os alimentos. E olha que é muita gente usando as canetas emagrecedoras.

Nos Estados Unidos são cerca de 31 milhões de pessoas, 12% da população adulta e aqui no Brasil já são 3 milhões. Então, o impacto na indústria alimentícia vai ser gigante. Tem pesquisa aqui da consultoria KPMG estimando uma perda de 48 bilhões de dólares por ano na indústria nos próximos 10 anos. É muita coisa, né?

Nossa, um impacto muito significativo, Rosane. Tem toda uma expectativa dessas canetas se popularizarem ainda mais, quem sabe ficarem um pouco mais baratas, porque elas ainda são muito caras. Então, é uma tendência que deve ainda acentuar. Como é que os setores que você mencionou estão reagindo para não perder tanto o mercado assim?

Muniz, a principal estratégia da indústria é lançar produtos em porções menores, com mais proteína, menos açúcar, menos gordura e também trabalhar uma imagem mais associada à saúde, saciedade e equilíbrio. Nos supermercados a gente vai ver mais frutas, verduras, laticínios, carnes magras, produtos mais saudáveis ali em destaque, comida de verdade. A indústria de bebidas alcoólicas já está ampliando o seu portfólio, oferecendo, por exemplo, cerveja sem álcool.

ou então de baixo teor alcoólico. As vinícolas e os fabricantes de destilados, que é o que eles já começaram a fazer, apostando em garrafas menores e também em rótulos mais sofisticados, porque a pessoa bebe menos, só que ela vai degustar uma bebida premium, já que vamos engordar, vamos engordar com bebida que preste.

Inclusive, esse é o meu caso aqui, vou confessar aqui para vocês. Não é qualquer coisa que eu bebo, não. E olha, como você falou, viu, Muniz, não é uma moda passageira. Essas canetas vão invadir o mercado em 2030. Ele será cinco vezes maior, porque a patente da semaglutida...

que é o princípio ativo dessas canetas emagrecedoras, foi quebrada aqui no Brasil. Então, genéricos já estão vindo por aí com preços 35% mais baixos. Inclusive, já existem 14 pedidos na Anvisa. Então, quando o preço cai, o acesso aumenta. Se a indústria e o varejo não se reinventarem, vão perder espaço. Agora, meninos, quem está adorando essa revolução aí das canetas emagrecedoras são as companhias aéreas.

Elas fizeram até um cálculo. Veja bem, se a população reduzir 10% do peso corporal, o avião fica 2% mais leve. E isso significa o quê? Economia de milhões de dólares em combustível. Porque a gente sabe que combustível é um dos maiores custos das companhias aéreas. Então, elas estão adorando essa onda das canetas, torcendo para todo mundo entrar nela. Vocês já usaram?

eu fiquei preocupado que você fosse falar que eles iam cortar o lanchinho que já está menor agora recentemente, Rosana aí é demais você está dando uma boa ideia para eles aproveitar essa onda é porque eles podem agora cortar o lanchinho com a ligação de ser mais saudável tem um pretexto bom espero que eles não nos ouçam obrigado Rosana, até

Um beijo pra vocês e até quinta. Até, um beijo. Chegou a hora de deixar os carros da idade da pedra pra trás. O BYD Dolphin Mini foi o elétrico mais vendido no varejo por dois meses consecutivos. Pela primeira vez, um carro 100% elétrico lidera essa posição no Brasil. E chegou a sua vez de ter um carro mais econômico que moto. BYD Dolphin Mini, a partir de R$ 109.990,00 pra CNPJ.

Vá até uma concessionária BYUG e faça um test drive. Consulte condições em BYUG.com.br. No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.

Anunciantes2

BYD

Carro elétrico BYD Dolphin Mini
external

Epson

Impressoras jato de tinta
external
Mudança de hábitos: o impacto das canetas emagrecedoras na economia | Castnews Index — Castnews Index