Episódios de Economia

Banco Central atuará com cautela diante de incertezas externas, diz Galípolo

06 de abril de 20263min
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Presidente da autoridade monetária cita impacto da guerra no Oriente Médio e sinaliza manutenção de política restritiva diante da pressão inflacionária.

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Débora

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Assuntos1
  • Proposta de salvamento ao Banco CentralGabriel Galípolo · guerra no Irã · taxa de juros · inflação
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Se você ainda usa toner pra imprimir, tá na hora de você saber que o principal componente é o plástico. Um ano de impressão com toner em todo o mundo equivale a 20 bilhões de sacolas plásticas. É muito plástico, não é? Chegou a hora de reduzir o plástico nas suas impressões e ainda diminuir também o consumo de energia. Mude para uma impressão toner free, escolhendo as impressoras empresariais de jato de tinta Epson Workforce, com a tecnologia Precision Core. Você não vai querer continuar usando impressoras com toner, vai?

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da instituição diante das incertezas provocadas pela guerra no Irã. Quem tem a informação completa é o Diogo Bugalho. Oi, Diogo, boa noite. Boa noite, Carol. Boa noite, Débora. O presidente do Banco Central afirmou que a instituição vai agir com cautela e serenidade diante das incertezas provocadas pela guerra no Irã.

Galípolo esteve aqui no Rio para participar de um seminário na Fundação Getúlio Vargas. Discursando de improviso, ele citou até o cineasta Woody Allen e afirmou que é muito difícil projetar cenários futuros agora.

Tem um pensador que eu acho que é um grande conselheiro para banqueiros centrais de países emergentes, que chama Woody Allen. Ele diz que confiança é aquilo que a gente tem antes de conhecer o problema. Por isso que a gente sempre, no Banco Central, eu acho que eu usei a palavra cautela desde que eu entrei no Banco Central mais vezes do que eu usei toda a minha vida antes de eu entrar no Banco Central. Mas no Banco Central a palavra cautela, ela vem acompanhada da palavra cautela.

palavra serenidade. Por quê? Porque justamente a ideia de cautela para o Banco Central do Brasil é você poder tomar tempo para conhecer melhor o problema e fazer movimentos mais seguros.

Essa fala vem num contexto em que o Comitê de Política Monetária do Banco Central está baixando a taxa de juros no país diante de um cenário, estava baixando diante de um cenário de convergência da inflação para a meta de 3%. Na última reunião, o corte foi de 0,25 ponto percentual, com a taxa indo de 15% para 14,75%.

No entanto, o próprio comitê demonstrou preocupação com o contexto internacional, com o choque da oferta de petróleo e a pressão generalizada sobre os preços. Depois do início do conflito no Oriente Médio, o mercado passou a projetar inflação se aproximando dos 4,5%, que é o teto da meta. Galípolo sinalizou que o BC deve manter uma política monetária apertada, disse que o Brasil não tolera mais a inflação.

e que os bancos centrais do mundo têm sido criticados até por cortar demais os juros.

Mas talvez esse seja um ponto positivo, que agora os banqueiros centrais não apanham mais por terem sido, somente por terem sido causadores de algum tipo de queda de popularidade ou perda de eleição do presidente, porque eles subiram a taxa de juros demais. Mas também porque cortaram demais e pode ter tido um impacto na inflação. E as pesquisas mostram que esta é uma sociedade que não tolera mais inflação.

Não tem nada melhor para um banqueiro central do que essa incorporação de uma vigilância contra a inflação dentro da sociedade. Essa é a verdadeira disciplina. Falas que dão a entender que esse ritmo do corte dos juros deve ser bem lento e controlado. Atualmente, a gente lembra que o Brasil tem a segunda maior taxa de juros real do ano na faixa dos 9,5%, ficando atrás apenas da Turquia. Carol e Débora.

Valeu, Diogo. Obrigada.

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