Número de endividados no Brasil é o maior desde 2010, de acordo com pesquisa
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Míriam Leitão
- Aumento de Passagens AéreasImpostos sobre passagens · Impacto da guerra na economia
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Miriam? Boa tarde, Sardenberg, boa tarde, Guilherme, boa tarde, ouvintes da Rádio CBN. Boa tarde, Miriam. Bom, Miriam, nosso tema hoje é esse esforço do governo, planejamento para medidas para reduzir ou controlar ou amenizar os efeitos do endividamento da população. O endividamento existe, existe e agora a questão é saber como é que o governo pode aliviar essa situação, Miriam.
Pois é, Sardenberg, inclusive eu acabo de pegar lá o pessoal do meu blog, a Luciana pegou um dado muito interessante, que ainda vai ser divulgado, mas eles conseguiram a Pesquisa Nacional de Endividamento e Na Duplência do Consumidor, da Confederação Nacional do Comércio, eles vão divulgar, mas ela pegou dois dados, conseguiu dois dados, que é a seguinte.
O total de endividamento, pessoas endividadas, percentual de pessoas endividadas, é o maior da série. E essa série começou em 2010.
Então, é 80,4% das pessoas que estão endividadas. Agora, inadimplentes estão 29,6%. Não é recorde, porque o recorde foi alcançado em setembro e outubro de 2025, que chegou a 30,5% nessa mesma pesquisa. Então, várias pesquisas mostram a mesma coisa, que é as famílias estão endividadas, os juros são muito altos em todos.
em todos os tipos de modalidades de crédito e nesse momento o governo e as instituições financeiras estão conversando. Começaram na semana passada e é o governo de um lado, do outro lado tem...
cartões de crédito, fintechs e os bancos. E eles estão negociando três modalidades de crédito, como fazer para resolver essa dívida, que é 70% de todo o endividamento que está inadimplente, está nesses três, que é crédito pessoal sem contar o consignado.
rotativo do cartão de crédito e cheque especial. Então, nessas três modalidades, 70% do pessoal que está encrencado está encrencado nessas três modalidades. Então, estão conversando como fazer isso. E o que eu conversei com o ministro...
Dario Durigan, na semana passada, ele falou que as negociações estão indo bem. Eu tenho conversado também com outros integrantes dessa mesa de negociação, pelo lado do setor privado. E todo mundo fala que está indo bem. A negociação, o que eles estão querendo fazer é...
Um outro programa, que não seja como o Desenrola, seja mais simples, ele nem chama de novo o Desenrola, mais simples, direto, de cada endividado com sua instituição, em vez de ser aquela plataforma, que havia um leilão de quem dava mais desconto, vai incluir descontos. Até houve uma confusão, porque ele falou num exemplo hipotético, hipótese. Vamos imaginar que se dê 80% de desconto.
20% vai continuar sendo pago. Então, esse que vai ser pago, vai ser pago com garantia do governo. O governo tem esse fundo de garantia de operações, que ele pode ser ativado para esse fim. Eles estão pedindo, os bancos, estão pedindo que o governo abra mão do IOF nas dívidas de pessoas até 3 salários mínimos de renda familiar.
Mas o governo, segundo o Dario Durigan, não vê isso com bons olhos. Mas certamente haverá desconto por parte das instituições financeiras. Elas se baseiam no fato de que, na verdade, para muitas dessas dívidas, dependendo do tempo do atraso, da inadimplência, eles já fizeram provisões. Então, eles usam parte dessas provisões.
Eles estão pedindo também, tem pedidos na área de crédito tributário, enfim, eles estão conversando e o que eu ouço dos dois lados é que está, primeiro, andando rápido e tendo boa vontade nessa negociação. Então, é bom saber disso do ponto de vista das pessoas e das famílias endividadas Sardenberg.
Quer dizer, ter esse ponto do IOF é uma proposta dos bancos que o governo não gostou muito. Não, não gostou muito. Será por quê?
arrecadação, né? Arrecadação, não quer abrir mão de arrecadação, mas realmente, se ele tá num programa pra reduzir o endividamento, em que ele vai entrar com garantias, em que ele vai ter algum tipo de ajuda pra que pague, né? Pra que pague essa conta. Os bancos vão dar descontos na dívida atrasada.
Então, isso podia ajudar um pouco ali, pelo menos nessa faixa, o pedido das instituições financeiras é que seja na faixa dos mais pobres. Por outro lado, a nossa colega Rani Veloso, de Brasília, ela estava fazendo uma reportagem sobre planos do governo para barrar o aumento do preço das passagens aéreas. Preços que vão subir, já estão subindo, por conta do aumento decretado pela Petrobras na gasolina de aviação.
E a Rani Veloso dizia que uma das medidas de estudo pelo governo é a eliminação dos impostos, o Pisco Fis.
Pois é, imposto fisico-fins de passagem de querosene na passagem aérea não faz sentido nenhum. Passagem aérea está aumentando daqui no mundo, por causa dessa guerra. Mas é um produto, é mais, é um produto mais caro, de mais difícil acesso. Então, eles estão com essa... o diesel faz muito mais sentido, porque ele impacta a economia como toda, a economia popular. Mas no querosene de aviação já é bem duvidoso. É um produto, né? É.
De todo modo, passagem aérea entra no IPCA, né? É, entra no IPCA, mas a gente, se querem fazer uma coisa que seja progressiva e não regressiva, tem que atender o que é consumo popular, nessa hora de aflição, né? Porque o mundo inteiro está adotando algumas medidas para atenuar o impacto do petróleo. E parece que não tem a ver que a gente saiu de um assunto para outro, mas não saiu. Porque, na verdade, a guerra...
de Donald Trump, ela criou um desordem na economia e que está todo mundo agravando problemas que já existiam e nesse momento, por exemplo, o preço das mercadorias, o preço do combustível o preço de tudo vai piorando a situação de uma família que já está endividada voltando para o nosso assunto original na economia as coisas são todas vasos comunicantes tá certo, Mílian Leitão obrigado Mílian, até mais até mais
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