Episódios de Salt Peanuts

Salt Peanuts - Episódio 189

03 de maio de 202631min
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Esta semana há um pouco de tudo: canções que nos perseguem na rua, canções que ficam em repeat, canções repletas de contemplação. Seguimos recomendações e deixamos até o ceticismo de lado, afinal somos apenas poeira cósmica, não é?

Playlist:

"Cannock Chase", Labi Siffre

"Poeira Cósmica", Badbadnotgood feat. Tim Bernardes

"I Root", Michael Nau

"Caco", Dora Morelenbaum

Participantes neste episódio1
P

Pedro Negri

Host
Assuntos4
  • Labi Siffre e 'Cannock Chase'A presença constante de Labi Siffre na cultura popular · A natureza pastoral e poética de 'Cannock Chase' · A vida e obra de Labi Siffre · O comeback de Labi Siffre aos 80 anos
  • Poeira Cósmica - BadBadNotGood e Tim BernardesA capacidade de BadBadNotGood e Tim Bernardes de evocar sentimentos · A mistura de jazz e outros géneros musicais em BadBadNotGood · A profundidade lírica das composições de Tim Bernardes · A reflexão sobre a insignificância humana como 'poeira cósmica' · A colaboração com Artur Verucai nos arranjos de cordas
  • Pique - Dora MorelenbaumA experiência de assistir a Dora Morelenbaum ao vivo tocando o álbum 'Pique' · A colaboração de Dora Morelenbaum com outros artistas como Zé Ibarra e Tom Veloso · A produção de Ana Frango Elétrico para o álbum 'Pique' · A descoberta de que 'Pique' é um álbum sobre amor e desamor · A expectativa por um segundo álbum de Dora Morelenbaum
  • I Root - Michael NowA recomendação de José González para ouvir 'I Root' durante o pequeno-almoço · A sonoridade contemplativa e leve de Michael Now · A inspiração mútua entre Michael Now e José González no indie folk · A carreira solo de Michael Now após vocalista de bandas · A aplicabilidade da música para momentos de relaxamento e fim de semana
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Salto Peanuts Salto Peanuts Salto Peanuts Salto Peanuts Olá a todos e sejam muito bem-vindos a mais um episódio do Salto Peanuts. Cá estamos nós com mais quatro canções diretamente das nossas playlists e daquilo que temos andado a ouvir nos últimos tempos. O que é que tu nos trazes para começar aqui o nosso episódio desta semana?

Olha, eu trago uma canção do Lábio e Cifre, isto porque o Lábio e Cifre tem sido tema de conversa, eu acho que até contigo, porque eu sinto que anda a ser, não sei, perseguida pelo Lábio e Cifre. É um bom perseguidor, atenção, stalkers destes.

Tocas sonoros destes. Aceitamos, não é? Sim, eu trago a Canock Chase, que é um clássico do Lab Cifre, deste grande, grande álbum de 72 dele, o Crying, Laughing, Loving, Lying, que é um clássico e tido em conta por muitos músicos e amantes de música também, de vários géneros musicais. Portanto, o Lab Cifre tem andado por aí e eu acho que isso também tem muito a ver com o comeback que ele teve.

E claro que também a presença dele em várias bandas sonoras, etc, acaba por também ajudar um bocadinho esta presença constante. Mas nem é propriamente a rádio, embora também ouça algumas vezes na rádio, é também em sítios, tipo salas de espetáculo, quando estamos à espera e tal, com qualquer coisa a tocar, ou num clube, enfim.

em cafés, há sempre o LabiCifra a tocar algures e é sempre inesperado, é sempre num sítio que eu não diria que fosse buscar o LabiCifra, enfim, hoje em dia pode ser o Spotify ou o Tidal é ir buscar naquelas playlists mas uma pessoa fica sempre agradavelmente surpreendida

e foi um bocadinho com base nisso que eu voltei a explorar um bocadinho e a trazê-lo para as minhas playlists mais recentes para a rodagem mais recente porque ele sempre esteve lá e ceder um bocadinho a esta perseguição

E a Canock Chase é realmente das minhas canções favoritas dele Eu tenho várias, mas Canock Chase Que é esta canção quase pastoral É aquele folk muito pastoral Mas não propriamente aborrecido É mesmo genuíno Esta entrega que ele faz Mesmo liricamente Não é?

O Cannock Chase é uma área na Inglaterra, para quem não sabe, assim no meio do verde, não é? É assim uma zona no meio da natureza muito bonita e toda a letra é um bocadinho uma odd àquele sítio. Ele é muito direto. Eu sentei-me, eu estava na parte de trás do meu carro, com a minha guitarra e fiquei completamente pasmado com o passarinho que passou a voar.

Enfim, acho adorável toda a canção e toda a parte poética acaba sempre por resultar, porque quando há pessoas que têm isto na veia, é impossível soar a qualquer coisa que seja aborrecido ou estranho, que não faça sentido de alguma forma.

Eu acho que toda esta pessoa, todo este músico, todo este poeta é realmente algo fascinante. Eu estive a ler um bocadinho sobre ele e eu já desconfiava, já sabia algumas coisas, mas já desconfiava de outras também. Ele, além de ser homossexual e de ser ateu...

Ele também é muito presente em questões sociais, políticas, etc. Comenta muito esse tipo de situações e sempre foi muito ativo nas suas críticas e tenho lido bastante sobre isso. Eu acho que ele sofreu também na sua carreira. Acabou por sofrer também um bocadinho por causa disso, precisamente.

Ele também escreve e a parte da escrita está muito presente Ele até diz que a escrita para ele às vezes até está primeiro Antes da música E fiquei muito contente por perceber que ele está a fazer este comeback Aos 80 anos de idade está a voltar Enfim, acho que esta é daquelas pedras preciosas inglesas Que devem ser mesmo celebradas em vida Especialmente em vida Complementos preciosos

Acho que ele não é uma pessoa ignorada de todos. Aliás, mesmo nos anos 90 tivemos aquelas situações todas de sampling e mesmo por parte de artistas americanos a descobrirem os álbuns e a trazerem cá para fora. Portanto, não é de todos uma pessoa que tenha sido ignorada.

Mas ainda assim, ele está vivo e ele continua a criar, portanto vamos ouvir e vamos dar um bocadinho de amor ao Ládi Sivre e vamos celebrar também um bocadinho esta carreira incrível e esta pessoa incrível também.

Grazie perbung E aí

Grazie per labung

Transcrição e Legendas por Quintena Coelho

E eu consegui presteribungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbungbung

Com licença prena Grava Eu não sei apenas onde eu estou

I'm a nowhere man, I'm a desperate derri-an But I'll find out Maybe if I shout Give me your hand, I'll give you my mind It's a fair exchange if you're deaf, dumb and blind We're sold out Well, that's what it's all about Da-da-da-da-da-da

Grazie per labung!

Esta é uma daquelas canções, como tu dizias, omnipresentes e que parece que toda a vida estiveram connosco. E estiveram, não é nós? Enfim, e vou tentar ouvir esse novo disco de Labicifre. Estou muito curiosa, aos 80 anos, de facto. E como dizes, ele tem esta personalidade tão carismática. Tenho que descobrir mais, além da música do Labicifre.

Entretanto, vou continuar com um tema que também tem rodado bastante aqui nas minhas playlists e tenho estado um bocadinho viciada, apesar da canção já ser de 2024, por aí, que é o Poeira Cósmica dos Bad, Bad, Not Good, os incríveis Bad, Bad, Not Good, com o incrível, não menos incrível, Tim Bernardes. É uma canção que eu já não ouvi há algum tempo e um dia deste ouvi na rádio e senti aquela música porque...

quer os Bad, Bad, Not Good como Tim Bernardo têm muito esta capacidade de nos fazer sentir coisas e de apaziguar também. Então foi bom voltar a ouvir e depois fiquei com a canção a rodar durante bastante tempo.

Aquela mistura de jazz que a banda faz. Jazz com tudo, aquela coisa... Nem sabes muito bem como catalogar, porque a base vem do jazz, mas depois não se esgota ali. É uma mistura de tudo.

então gostei mesmo muito e dei por mim gostei muito de voltar a ouvir a canção e dei por mim ouvi-la de uma forma diferente e prestar mais atenção à letra as letras do Tim Bernardes são sempre enfim pérolasinhas, são sempre poemas muito bonitos e muito relatable também mas acho que nunca tinha, porque a canção tem uma envolvência tal, não é? que vivebung

vive no seu conjunto então desta vez parece que me foquei ainda mais na letra e nesta ideia para uma pessoa um bocado cética como eu cética não, quer dizer, cética para as coisas espirituais e tal uma pessoa mais racional como eu não deixo de achar muito bonita esta ideia de que não somos só às vezes sentimos assim um bocado insignificantes poeiras cósmicas e aí

se bem que uma poeira cósmica anda pelo sei lá, pelo espaço todo que também é uma ideia bastante agradável de tu viajares assim por montes de sítios mas sim, às vezes sentimos assim um bocadinho mais insignificantes, umas poeirinhas mas na verdade há muito mais para lá disso e é isso que...

que a canção também diz e como é bom também termos estes mistérios à nossa volta e que nós só conseguimos descobrir ou desvendar porque na verdade os mistérios são para serem isso mesmo, não é para serem cá desvendados, mas para podermos permitirmos sentir sem pensar muito e gostei

sei lá, de repente aqueles versos saltaram da canção, não é? E ouvi-os de forma diferente. E pronto, decidi trazer também para vocês que ainda não conhecem, também acho difícil, não é? Que ainda não conhecem este tema e os Bad, Bad, Not Good e o Tim Bernardo, já agora. O Artur Verucai também, que é quem faz os arranjos de cordas incríveis nesta canção. São três incríveis, não é? Numa mesma canção. Só pode ganhar. Só para o Ganjelsk.

Para quem não conhece ou para quem precisa de uma canção capaz de apaziguar, fiquem com poeira cósmica.

Luzesa

das estrelas

Quero mais pensar, não quero entender. Aonde quer que eu vá, eu sinto sem saber. Nunca senti sem algum mistério. E você também já senti.

E aqui não somos só pura cósmica

Gostei muito desta poeira E realmente isto é todo um grupo Um super grupo Por trás desta canção E todos eles são fascinantes Eu trago Eu vou continuar aqui A minha onda de contemplação de hoje Claramente

Estou muito virada para a contemplação E também muito virada para as recomendações Porque esta é outra recomendação que eu segui E neste caso uma recomendação do José González Eu acho que ele fez um post Se calhar nem fez um post Alguém o entrevistou sobre recomendações musicais Já não me lembro

Mas guardei imediatamente aquilo e fui explorar um bocadinho o que ele recomendou. Ele recomendou vários discos. Este foi mais um deles e, na verdade, ele recomendou especificamente esta canção. Ao que ele diz, esta canção é para pôr de manhã enquanto se faz o pequeno almoço.

Ok, na próxima vem com instruções Exatamente, eu acho que isso para mim é logo é imediatamente um I'm hooked, não é? Eu imediatamente vou seguir a instrução e guardei e assim o fiz

E fizeste o pequeno almoço? Fiz o pequeno almoço com esta canção a tocar E, claro, a primeira coisa que eu ouvi foi o José González na canção, não é? Claramente, a canção é I Root, do Michael Now Na verdade ela foi lançada em 2017 E agora ela conseguiu presterbung

E é uma canção brutal, acho que é uma canção lindíssima, contemplativa, com uma paz, um brilho, uma sensação de leveza que me faz lembrar continuamente do José González. E percebi imediatamente porque é que ele também gostou da canção.

provavelmente também se terá inspirado ou até o próprio Michael Now poderá ter-se inspirado no José Gonzales enfim, tudo o que é indie folk, não é? acaba por estar tudo interligado de alguma forma o Michael Now, fiquei a saber que é

um músico, neste caso americano, de Maryland e é muito conhecido precisamente por esta tipologia de música muito introspectiva, muito lo-fi, indie folk, psych pop também

E também acaba por explorar muito este tipo de canções muito esperançosas, muito luminosas, muito gentis de alguma forma. E realmente todas as canções dele acabam por ter sempre aqui alguns pontos de luz e esta identidade muito própria.

Ele já foi vocalista de algumas bandas e decidiu em 2016 começar a sua carreira a solo. Portanto, temos aqui alguns discos e este disco realmente é um dos que me pareceu mais interessante e lá está com o carimbo de qualidade do José Gonzales ainda melhor.

E a I Root, a canção que eu trago, acabou por fazer parte aqui das minhas playlists, não só para o pequeno almoço, mas também para os fins de semana, para aqueles momentos em que queremos também libertar-nos um bocadinho do trabalho e daquela rotina mais chata.

Eu acho que combina muito também com os dias que temos tido de sol. Mais uma vez, eu não sei se este episódio vai sair num dia de sol ou dia de chuva, mas mesmo que seja um dia de chuva, acho que tem toda a luz necessária para nos fazer continuar em frente.

Transcrição e Legendas por Quintena Coelho

Grazie perbungbung

Transcrição e Legendas por Quintena Coelho

Com licença prena prena prena prena

Adoro quando as canções vêm com esse tipo de instruções. Ouvir ao pequeno almoço. Ouvir nesta situação específica. Ainda que depois tu possas... Enquanto se faz o pequeno almoço. É muito específico. E certamente a canção soa outra coisa.

e a experiência é outra embora depois, obviamente, as canções ficam e ficam para vários momentos, não é? Gostei muito também não conhecia aqui o Michael Now e obviamente que vindo do José Gonzales, não é? Só poderia ser uma excelente recomendação

Eu vou terminar aqui o episódio com um tema e com uma artista que, sim, é para todas as horas do dia e da noite. Aliás, tem todo um disco que posso dar de instruções também. Era engraçado dar instruções para cada uma das canções de pique. Esse álbum incrível, o primeiro, da Dora Moreland Baum.

fui vê-la ao vivo e foi incrível ouvir o PIC ao vivo na íntegra, nem sempre temos muito esta oportunidade eu adoro concertos de um disco só, aqueles concertos pronto, a Dora só tem este álbum, portanto foram canções deste álbum e uma ou outra

acho que ela fez uma versão da Sofia Chabau e por aí mas mesmo quando temos músicos que já têm imensa discografia adoro aqueles concertos especiais em que se focam num só disco ou numa era gosto mesmo porque

Há canções que ficam sempre de fora dos concertos, quando temos uma carreira longa. Então é um bocado um privilégio apanharmos o artista neste momento, como apanhei a Dora Moreland Baum.

em que o foco inteiro foi neste disco que eu ouvi de uma ponta à outra durante meses e continuo a ouvir, o disco já é de 2024 e está mesmo no meu top de discos dos últimos tempos. Acho que não ouvi logo em 2024, mas ouvi muito em 2025. Provavelmente foi um dos discos que eu mais ouvi, a par de outros, do Afim, do Zé e Barra e tal.

que também tem aqui um dedo, aliás, nesta música que eu trago hoje, o Caco, foi escrita também em colaboração com ele, e foi um concerto incrível, deu-me mais um motivo para voltar ao disco, eu já esperava um disco, um concerto muito bom, porque...

não esperava outra coisa, não é? Mas ainda assim, surpreendeu-me tudo. Surpreendeu-me muito a coolness da Dora em palco. Isso não esperava, se calhar esperava, sim. Porque lá está, eu não vou muito ao YouTube ver vídeos. Eu gosto de ser surpreendida pela cena. Se calhar se eu tivesse visto algumas coisas, já perceberia. Mas achei que pelas canções, não é? Pelas canções do disco, que fosse ali um bocadinho mais...

mas introspectivo embora também tenhamos coisas mais de festa e tal mas gostei muito, muito dessa coolness e adorei os músicos que estavam com ela, músicos incríveis mesmo, que tocaram para o álbum e que se juntaram a ela em palco e foi mesmo muito bom o concerto

foi também engraçado a interação dela com o público ela explicou que ao fazer este disco ela não escreveu todas as letras do disco aliás a maior parte das letras nem sequer são dela muitas são do Tom Veloso outras são do Zé Ibarra a produção é da Ana Frango Elétrico portanto esta turminha toda que eu tanto gosto e ela contou esta história engraçada de que quando terminou o disco

que terminou de gravar é que se apercebeu que era um disco de amor e é mesmo, quase todas as canções sobre amor ou desamor são sobre esse sentimento e ela diz que não estava à espera mas foi assim que aconteceu e acho que também aqui é um excelente exemplo de canções que não foram escritas por ela mas que encaixam nela de uma forma que enfimbung

Isto sim são grandes parcerias em música. E pronto, este é um excelente exemplo disso. Espero que venha aí também disco novo. 2024 já foi há algum tempo, não é? Adoro o Pique e vou voltar lá. Acho que vai ser um disco daqueles que me vai acompanhar durante muito tempo ainda, mas quero muito, muito ouvir um segundo disco da Dora Morlembão. E vou estar a vê-lo ao vivo, quem sabe também. Se ainda não ouviram nada do Pique.

acho que tem mesmo que ir e façam uma listinha de uma canção para cada coisa ou para o dia inteiro nós voltamos para a próxima semana, para já fiquem então com Caco, da Dora Morlembaum

E não pousar nunca é bom de viver Mas ainda assim não é pior Do que acordar sozinho sem você Andar a pé e se cortar no vidro pelo chão

É que dói, mas dói no pé E o pé fica bem longe do coração Que não se cansa de bater Mesmo sem motivo Porque de longe já se vê Que eu nunca terei chance com você

E não pousar nunca é bom de viver Mas ainda assim não é pior Do que acordar sozinho sem você Andar a pé e se cortar no vidro pelo chão Até que dói, mas dói no pé

Sai de bater, mesmo sem...