Episódios de Bahiarock

#74 – Lorenight

27 de abril de 202644min
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Está no ar a 74ª edição do Podcast do BahiaRock. Nessa edição, o site entrevistou a cantora Lorenight. Nessa entrevista ela fala sobre shows solo, o futuro trabalho autoral, a banda Herbert & Richard e muito mais. Confiram!

Sobre o Podcast:

Nesse podcast, apresentado por Ramon Prates, iremos conversar, bater um papo e entrevistar artistas, bandas e pessoas ligadas ao rock baiano. E claro, também gente de fora do estado que vem se apresentar na Bahia.

Links comentados no programa:

Instagram Lorenight

POP ROCK NAS ALTURAS: Lorenight e Monarca - dia 09/05/2026

Instagram Banda Herbert & Richard

DANCETERIA 80 - Edição Especial Cinema Anos 80 com RETR80 e HERBERT & RICHARD - Dia 16/05/2026

Herbert & Richard - Dia dos Namorados - 12/06/2026

Playlist no Spotify de músicas tocadas pela banda Herbert & Richard

Participantes neste episódio2
R

Ramon Prates

Host
L

Lorenaite

ConvidadoCantora
Assuntos5
  • Carreira de LorenightInfluência do rock · Trabalho autoral · Shows solo · Banda Herbert & Richard
  • Trilhas sonoras de filmesEscolha de repertório · Impacto cultural
  • Cenário musical em SalvadorEspaços para shows · Cenas autorais
  • Futuro trabalho autoralProcesso de gravação · Lançamento de músicas
  • Militância e presença femininaAssédio na música · Empoderamento feminino
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Olá, meu nome é Ramon Prates e está no ar mais uma edição do podcast do Bahia Rock.

E na edição de número 74...

Quem está aqui comigo é a cantora Lorenaite, que é mais conhecida pelo seu trabalho junto com a banda Herbert Richard, que canta músicas covers de trilhas sonoras de filmes. Ela também faz shows solo, cantando músicas diversas de cantoras, tem muita influência de rock. E agora ela já está planejando o seu primeiro trabalho autoral.

E aqui no podcast ela vai contar um pouquinho da carreira dela, desses projetos, shows, próximos shows. E principalmente desse trabalho autoral, já contar um pouquinho do que está por vir. Então é isso, se ajeite aí que vai começar o podcast.

Começando aqui mais uma edição do podcast do Bahia Rock. Hoje estou aqui com Lorenaite, essa persona aí da Lore. Então, já comece aí dando seu olá e bem-vindo ao podcast.

Oi, gente. Olá, olá a todos. Que alegria enorme, imensa, estar participando do Bahia Rock, que é uma ferramenta que é tão presente, tão importante, tão marcante. Você, Ramon, que é o cara que sempre esteve muito presente dentro dessa cena, desde sempre, ativo, participando, sendo espectador, incentivador. Então, eu fiquei super feliz de ter sido convidada para trazer um pouquinho.

jogar um pouquinho de luz nessa minha trajetória, nessa minha relação com a música, com o rock, com a cena na cidade. Enfim, foi maravilhoso. Então, para todo mundo que está ouvindo a gente agora, um beijo e sejam bem-vindos. Muito bem. Então...

Vamos começar pelo começo, então. Me conte aí como é que você entrou aí nessa vida de música. Seu primeiro projeto já foi lá junto com a Herbert Richard ou antes você já fazia algumas coisas?

Já fazia, na verdade, essa vida rockstar. A minha primeira banda eu montei, eu tinha 16 anos, e aí 15, na verdade. Eu montei uma banda inicialmente para me apresentar.

Meus pais, eles faziam parte de um movimento que tem na Igreja Católica, que chama Encontro de Casais. E o Encontro de Casais montava essas feirinhas que tem hoje na Feira da Vitória, Feira da Graça, Feira da Pituba. Essas feirinhas que reúnam artesanato, culinária e shows. E aí eu montei a minha primeira banda.

na verdade, para participar de uma dessas feiras. E a coisa já foi assim. Na época, eu estava com o Adson Calasans, que é meu primo, guitarrista. Milton Pelegrini, baixista. Olha o peso que a pessoa já conhece, já começa. Todo mundo guri. Daniel Ragone, baterista, que atualmente, acho que Dan está com o Pondé já há muito tempo.

Milton Pelegrini, hoje baixista de Ed Mota. O Adson Calazans, meu primo, que é aí mestre, um guitarrista maravilhoso. Hoje está mais na área acadêmica do que gigando, por assim dizer. Mas assim, venho dessa origem. E aí não parei mais. Depois tive a oportunidade também de ser convidada por Léo Bittencourt.

que é baterista Léo tinha uma banda chamada Chá de Pensamento, era uma banda autoral já, e eu fui uma das vocalistas da Chá de Pensamento a gente fez um show lindo ali no Teatro 18 do Pelourinho por sinal, vou aproveitar pra pegar o recorte e dizer, Léo até hoje eu tô esperando porque Léo tem ainda imagens de VHS desse show, que eu preciso disso pra colocar no meu acervo pessoal assim, divulgar, sabe?

E foi uma experiência linda. Então eu já vinha dessa trajetória, mas muito orbitando ali como espectadora. Me cantei desde quando fui ver Dead Billings num show, num circo, meu Deus, eu não lembro agora o nome do circo. Mas foi... Picolina.

Isso, um show antológico. E eu estava no Calypso o tempo inteiro, e eu estava ali circulando dentro da cena muito, o World Bar e todas essas casas que a gente teve a oportunidade de frequentar. Quando o Salvador tinha uma cena muito incrível, uma cena autoral forte, pulsante.

Era muito bacana porque a gente tinha essa verdade acontecendo e a gente tinha espaços também, muitas casas que recebiam as bandas autorais. Então a gente tinha no final de semana shows só com trabalhos autorais, lotando. E, nossa, muito bom lembrar que agora do tempo da cerveja café, da Matiz, da... Nossa, tanta gente massa rolando fora.

os grandes nomes que eu já falei aí, né, em como as meninas da Lou, que eu era fãzona, assim, carozinha, muita coisa baça, muita coisa incrível. Sim, com certeza. E aí, como foi que surgiu aí essa... Foi então a Herbert Richard e acabou sendo, então, de certa forma sua primeira banda mesmo, de verdade.

A Herbert Richard foi, digamos assim, a primeira oportunidade talvez de fazer um trabalho mais bem estruturado, porque exatamente eu já estava na cena quando o Valdir Andrade montou o projeto a convite de Portela, Portela tinha a ideia de ser um amante de música e de cinema, o Portela Café tinha aquela decoração e aquela atmosfera maravilhosa.

E Portoela deu a Valdir a incumbência de fazer um show, ele queria fazer um evento, onde fossem colocadas, projetadas cenas de filmes e a banda executasse as trilhas. E os primeiros shows, a primeira banda tinha Capitão Parafina, tinha Valdir...

tinha Midwin, que era o baterista da Perigolino Babilac, tinha um trio de metais, enfim. E a edição que eu fui, eu fui como convidada. A ideia era que a banda base convidasse algumas pessoas. Eu fui na primeira edição, mas fui só com o público. Na segunda edição, o Val me convidou para participar.

eu fui uma participação. Mas a coisa deu tão certo, rolou uma sinergia entre a gente e a resposta do público quando eu cheguei, quando eu cantei, que aí eu disse, Lore, quer entrar no esquema, quer fazer parte, eu acho que vai somar muito, a gente tem uma voz feminina, inclusive, por conta das inúmeras, tanto dos duetos e das canções que já são originalmente cantadas por mulheres, e cá estamos.

comemorando inclusive esse ano 15 anos, a gente vai gravar nosso audiovisual, a gente vai fazer alguns eventos ao longo do ano para marcar esses 15 anos. Enfim, eu sou muito grata porque a Herbert Richard me moldou, sabe, enquanto artista. Foi onde eu pude amadurecer e me entender como cantora, entender que aquilo era a minha verdade maior, que eu nasci para isso. Foi onde eu tive a oportunidade de conhecer pessoas incríveis, transitei.

com músicos maravilhosos e a banda foi crescendo, nós fomos crescendo junto. E a cidade abraçou o projeto da Herbert e a gente pôde estar para além da cena alternativa. As pessoas viram a gente como um projeto maduro e a gente começou a transitar por outras portas, né? Que geralmente até é tão mais difícil, bandas que trabalham com rock e tal, você conseguir chegar. E é incrível e a gente segue escrevendo essa história, assim, que eu tenho um orgulho, um prazer, e uma alegria enorme.

Eu ia perguntar justamente isso, como é que estava o status da banda, que eu nunca mais tinha visto anúncios de shows, então como é que estão esses planos aí? Hoje é uma coisa que as pessoas cobram muito. A gente, durante muito tempo, esteve muito forte nos bares da cidade, quando o Groove Bar estava funcionando.

quando o Roncos Pub estava funcionando, que foi a casa da gente durante muito tempo, a gente, pelo menos uma vez no mês, a gente fazia o Roncos, a gente tinha o Groove. Só que aí, essas casas, além de fecharem, a gente, durante um tempo, Salvador ficou muito carente de espaços.

a gente cresceu em termos de se profissionalizar num nível que já não dá mais para a gente tocar em qualquer tipo de estrutura. Quando eu falo isso, não é qualquer tipo de estrutura desmerecendo as casas noturnas, não é isso. Mas é que hoje a banda, de fato, nós somos sócios da banda, eu, Eric e Valdir, Eric Asma e Valdir Andrade, nós somos sócios.

A gente tem um time enorme hoje, além dos outros músicos que compõem a banda, a gente tem hoje o produtor, nosso próprio técnico de som, uma VJ que nos acompanha, porque a gente não faz show sem ter a projeção, holding, é um time muito grande, e a folha de pagamento, por assim dizer, da Herbert, tem uma abelhinha aqui.

A folha de pagamento da Herbert é grande. Então hoje fica complicado para a gente tocar em qualquer lugar, até porque, até fisicamente falando, um palco pequeno já nem comporta a banda que ainda tem ali seis pessoas e a gente se movimentando, enfim. Então a gente acabou entrando muito num circuito.

de eventos particulares, corporativos. Então a gente entrou primeiro, num primeiro momento, para fazer muito casamento, e aí a gente... E depois disso, festas de empresa, muita demanda para festa de empresa, muita demanda pelos hotéis, a gente fazendo muito evento para o Tívoli, e outras bandeiras aí que fazem eventos, que recebem público para festas corporativas. Então a gente começou a ir para alguns festivais fora.

Então as pessoas sentem falta por isso, porque acabou que a gente ficou sem espaço, mas é eventualmente. A gente está sempre que pode se organizando. Por exemplo, agora em maio, a gente vai fazer um evento chamado Danceteria 80, que a gente vai juntar a banda Retro 80, que é de Valdir e Alex Góes.

com a Herbert Richer, então a gente inclusive nessa festa só vamos tocar trilhas sonoras de filmes dos anos 80, e vai acontecendo a Greenhouse, então é bom que a gente já tem esse corte aí para aproveitar e usar para divulgar. Outra festa aberta que a gente vai ter no Palacete Tira Chapéu, o Teatro Rubi que funcionava antigamente no Hotel da Bahia.

o espaço foi transferido e agora o espaço Teatro Rubi funciona dentro do Palacete Tira Chapéu, que foi reformado recentemente. Então, no Dia dos Namorados, a gente vai fazer uma edição que a gente vai ter as nossas pedras fundamentais, aqueles clássicos, mas a gente vai fazer um momento especificamente dedicado às baladas das trilhas sonoras. Então, já estão à venda, inclusive, está quase esgotando.

Mas na véspera, a gente vai divulgar, a gente vai gravar o nosso audiovisual comemorativo dos 15 anos, e vai ser uma festa aberta ao público também. Então vai ser bem legal, sabe? Então, ou seja, a Herbert está coexistindo, firme e forte, porém, por forças de circunstâncias, a gente não tem tido tanta oportunidade de estar nos bares. E tem outra coisa também, a banda hoje, Eric, Valdir, Xande, Cássio Brasil,

a gente se profissionalizou muito para outras áreas. Então, o Eric tem uma carreira autoral que é muito forte, então ele está sempre circulando muito com o trabalho dele. Valdir, que é um cara que a gente brinca assim, Valdir virou quase que um Midas, assim. Valdir é radialista, está na metrópole no Revele. Valdir tem...

a banda Uns Beatles, Valdir tem a Retro 80 com Alex Ghos, tem a Herbert Richard, Valdir é produtor de grandes nomes da música popular brasileira, exemplo aí de Novos Baianos, Baby, Davi Moraes, Maglore, então é um cara de business que tem esse outro lado, agora acabou de trazer para ele a concessão do Largo de Tieta, que a gente tem agora mais uma ferramenta importantíssima funcionando na cidade, uma casa de show bem preparada.

Teve a inauguração, acho que semana passada, com Maglory e... Vivendo do Ócio. Vivendo do Ócio. Então, vai voltar à frente daquele empreendimento. Então, assim, isso também dificulta muito a gente ter tanta disponibilidade para estar fazendo bar. Então, a banda mudou a configuração.

por si própria e pela vida hoje dos seus componentes. Eu também trabalhando, fazendo minhas gigs com o meu trabalho, mesmo ainda não autoral, mas meu trabalho comercial, fazendo covers e meu show que tem uma identidade muito particular, muito forte. Então está todo mundo muito também fazendo suas coisas. Então por isso as pessoas têm sentido talvez um pouco dessa falta da presença da Herbert aberta ao público, mas a Herbert continua funcionando firme e forte.

Você falou que no dia anterior, dia 11 de junho, onde é que vai ser essa apresentação? No Palacete Tira Chapéu também. Exatamente. A gente vai aproveitar aquela atmosfera, porque o espaço está lindo. Onde é que fica esse lugar? Fica na Rua Chile. Na Rua Chile, eles reformaram quase em frente à prefeitura. É um casarão enorme que hoje está funcionando. Restaurantes e vários espaços, cafeterias.

E o Teatro Rubi se mudou para lá, foi feita uma reforma. Então ele está preservando toda aquela identidade histórica, sabe? Rococó, assim, no início do século e tal. Mas é com um palco belíssimo. Tem um telão para a gente fazer projeção. Então vai ser um espetáculo lindo.

E vai ser incrível que as pessoas possam estar lá, prestigiar, e vai ser lindo. Vai ser digno para a gente celebrar essa trajetória tão vitoriosa, de uma banda que vem sem grandes empresários, a gente na cara, na coragem e no talento, firmando o nosso espaço, sabe? E a gente conquistou o coração das pessoas ao longo desses 15 anos, e isso é tão lindo, sabe? É muito bacana.

É, antes da gente partir aí pra sua show solo, sua carreira solo, eu queria também saber como é a sua relação com o cinema e com músicas de filme. Eu sou também muito fã de filmes, adoro músicas de trilha sonora. Queria saber qual é a sua relação com isso e também como é que funciona a escolha do repertório do tipo...

Quanto gosto também de cada um entra na hora de montar esse repertório. Olha, música na minha vida, música e cinema sempre foram algo assim, que é pedra fundamental, sabe? Eu sempre tive muito, muito presente. Foi bacana porque quando os meninos, quando eu fui para o primeiro show da época, eu fiquei encantada porque eu cantava tudo, né? Eu já sabia tudo. A gente vem de uma época em que o cinema foi muito feliz, porque as trilhas sonoras, elas de fato eram um sucesso à parte.

Os filmes, a composição visual dos filmes, elas marcaram a gente, mas igualmente cada música trazida ficou ecoando na nossa existência, faz parte de fato da trilha sonora da vida das pessoas. Uma música como Dirty Dance, como Footloose, como Take My Breath Away, como...

Enfim, tantas outras que a gente poderia citar aqui. Até as instrumentais, né? A gente ouviu, por exemplo, Miserlowe, que é trilha sonora de Pulp Fiction, que é uma canção icônica. E a gente, num primeiro momento, a ideia era escolher aquelas canções que realmente têm aquele start, que no primeiro riff as pessoas ouvem e fazem... Sabe? Tem aquela...

aquela catarse, assim. Então, por exemplo, trilha sonora de um filme como Rock Balboa, que foi uma, né, um conjunto aí de obra massa, mas a gente veio tentando também, assim, à medida que o tempo foi passando, a gente foi vendo um certo enfraquecimento da presença da trilha sonora de uma maneira tão marcante como aconteceu talvez até os anos 2000. Eu acho que...

das coisas mais recentes e que acabou ficando muito marcante, por exemplo, o filme As Branquelas, que é um blockbuster de comédia maravilhoso, que aqui no Brasil é um sucesso incrível, por exemplo, a música A Thousand Miles, que eu canto, que é clássico daquela cena que Terry Crews está no carro.

E de lá pra cá, por exemplo, a gente sente falta de outras, não que não houve. A Marvel, inclusive, veio fazendo um trabalho muito bacana com uma curadoria. Se a gente parar pra pegar, pra gente pegar, por exemplo, Jesus. Todos, assim, de herói, mas, por exemplo, ai, das Galáxias. Menino, me deu um branco aqui agora. Guardiões da Galáxia. Vocês é o nerd que sou.

Então, por exemplo, Guardiões da Galáxia, que tem uma trilha somana maravilhosa, que a gente deve trazer alguma coisa agora. Então, você vê agora, por exemplo, o Diabo Veste Prada, a gente já cantava a versão do Diabo Veste Prada, Sanderly I See, sempre foi muito forte no show, mas a gente vai trazer agora Vogue, que já era uma canção do filme, mas que agora, nesse lançamento do reboot, do 2, Vogue veio com muita força de Madonna. Então, a gente vai trazer Vogue agora, de novo, pro repertório.

Então, todos nós, é muito democrático, quando você perguntou sobre a escolha do repertório. A gente vai no nosso grupo ali, trazendo ideias, olha gente, que tal essa música, que tal essa, o que vocês acham? E a gente aí vai trazendo.

né acrescentando a gente tem nossa nós temos uma lista aberta inclusive no Spotify das trilhas sonoras de tudo que a gente já cantou ao longo da existência tem quase 200 músicas uma forma do link aí é exatamente uma coisa bacana da gente divulgar que tem pessoas que não sabem e a gente vai ter uma coletânea

de canções que a gente, ao longo de tantas edições dos cenas de cinema, festas encomendadas por cá, por exemplo, você vê sábado agora, nós vamos fazer um casamento, casamento inclusive do irmão de Ícaro Brito, maravilhoso o Ícaro, que é guitarrista, casado com Candice Fiais, músicos maravilhosos, e o casamento, e quando a gente vai fazer casamento da galera, geralmente são pessoas muito ligadas à música e ao cinema, e eles vão, a dança dos noivos vai ser...

You love a woman, tell her that she's really wanted. Que é de Don Juan de Marco, né? É trilha sonora de Don Juan de Marco, de Brian Adams. Isso. Exatamente. You really love a woman. Então, enfim. Então, por exemplo, tem canções que às vezes não estão muito presentes no repertório do dia a dia, mas a gente tem na manga.

Então, eventualmente, a gente não nada se olha, vamos puxar tal canção, e aí a gente faz. A gente já tinha feito ela muito tempo atrás no cena de cinema, e tinha muito tempo que a gente não cantava, né? E aí agora ela volta a pedido de noivos, mas com certeza vai ficar no repertório de novo. Então, funciona assim.

É, ultimamente os filmes, principalmente esses blockbusters, às vezes não tem muitos, não investe tanto em canções novas, às vezes tem muito tipo o Guardiões da Galáxia, em pegar músicas pop para... Exatamente, mas é muito raro, né, uma composição, tipo assim, canção original, como tem inclusive uma categoria no Oscar. Isso, sim, sim. Como, por exemplo, Footloose foi uma canção composta para o filme, né? A música de Dirty Dancing, né?

I had the time of my life. Foi uma música composta para o filme. Sim, sim. Então, a gente tem visto, acho que o último grande que marcou foi Skyfall, gravado por Adele. E eu, se salvo engano, eu acho que foi a última grande canção composta como trilha sonora original e que invadiu a rádio e que marcou muito, sabe, a música?

Os filmes 007 sempre tem essa característica marcante. Mas fora isso, acho que furou a bolha, acho que ultimamente mais desenhos, né? Tipo, Disney...

Esse ano teve a Guerreiras do K-pop. Exatamente, Guerreiras do K-pop, que furou uma bolha e a canção virou um fenômeno mesmo, né? Assim, as pessoas amam. E tem exatamente isso. E eu acho que Guerreiras do K-pop, ainda assim, dentro desse viés que você trouxe, de canção original. Porque até as músicas da Pixar, vamos dizer, e outras coisas que a gente tem visto...

também se utilizaram, como você falou, assim como os filmes da Marvel e tal, elas se utilizaram de canções pré-existentes também, né? Eu não me recordo, talvez Frozen teve uma canção original, né? Com Let it Go, Let it Go. Eu cheguei até a cantar algumas vezes. Eu acho que é a que eu me recordo agora, assim, de talvez ter tido uma canção criada em função do filme, né? Mas enfim.

Mas é muito maravilhoso, assim. É um show que a gente se diverte sempre. A gente brinca que a gente já devia estar ganhando os direitos autorais das músicas, né? De tanto que a gente canta. E é impressionante. Outro dia me disseram isso. Eu disse, Lori, eu acompanho vocês desde o Portela Café. E a gente poderia ver vocês na hora que começa a cantar, sei lá.

Ou cantar Pretty Woman e meio que aquela coisa entediada. E a música começa e a gente tá com um sorrisão ali, sabe? Cantando há 15 anos, cantando essas coisas tanto, e a gente nunca...

o saco, digamos, né? Nunca é demais, porque são canções maravilhosas, assim. Eu sou muito feliz fazendo parte da Herber. Tinha um presente, assim, pra minha vida, sobre todos os aspectos. Eu amo. Eu como cinéfila, como boa nerd, como acompanhante aí da Sétima Arte, é maravilhoso.

Ah, bacana. Então, vamos começar a falar agora aí da sua carreira solo, começar a falar desses shows aí com repertórios não autorais, né, assim, de covers. Sim. Como foi que foi alguma coisa natural, tipo, com a...

com essas agendas, começando a ficar mais complexas com a Herbert Richards, essa necessidade de começar a fazer uns shows solos, e o que você diferencia nos seus shows solo, diferente do que o pessoal está acostumado com a Herbert Richards?

O que você coloca de seu gosto pessoal que não cabe lá na Rebettin? Ah, eu acho que assim, esse meu trabalho sozinha, eu fui muito moldada pelo rock e pela música popular brasileira. É uma coisa interessante até de falar, porque é complicado essa coisa de rótulo que as pessoas colocam você, né?

Quando você pensa em construir um repertório, meu repertório sempre, os meus shows, mesmo quando não tinha um trabalho autoral, como eu estou falando lá atrás, quando a minha primeira banda eu montei aos 16 anos para tocar na feirinha, o meu show já trazia muito da MPB, mas com a minha cara, com esse meu espírito elétrico, rock and roll, assim, muito.

E eu nunca trouxe uma canção, você nunca vai ouvir uma música que é da MPB, mas eu canto a Vaca Profana e eu trazer ela para uma vertente massa. Eu canto a Maracatu Atômico e juntar ela com o Quereles de Caetano e ela ser super rock and roll. E ao mesmo tempo que eu faço canções que estão, digamos, na etiqueta do rock de uma maneira mais direta, quando eu canto algo como Tears for Fears, quando eu trago uma lane, quando eu trago...

sabe? Mas eu sempre me considerei, dentro do conceito do que é pop, rock, muito isso, porque eu, inclusive, eu postei hoje até na minha rede social uma foto do lançamento do meu show de 2018, que eu coloquei o nome do show de Sol da Pop, e eu usei muita estética da pop arte de Andy Warhol pra trabalhar a divulgação.

Porque eu penso muito nesse conceito de que essa fusão das coisas que me influenciam na arte, na escrita, nas artes plásticas, na literatura, que eu leio muito. E o que é rock? Quando a gente ouve um cara como Ney cantar sangue latim,

Aquilo é rock e roll pra caralho, sabe? Mas não necessariamente você precisa ter aquele riff tão marcado como no metal, que é incrível, pra você dar um conceito do que é rock. Eu acho que o rock é muito mais atitude. Quando você ouve Ovelha Negra de Rita Lee, que é uma cantora que me influenciou, que durante muito tempo, antes de Rita, depois que Rita faleceu, e ela merece isso, Salvador, Espio, uma série de pessoas fazendo tributos a Rita Lee. Eu faço tributo a Rita Lee.

há mais de 15, 20 anos, sabe? Que eu tenho um trabalho forte. Inclusive, foi bacana que a época quando ela morreu, muitos aparelhos de imprensa me procuraram para eu dar entrevista e falar a respeito. E aí você ouve uma música como Ovelha Negra, e ela é muito rock and roll. E ela não tem uma guitarra tão distorcida.

E ao mesmo tempo a gente pega a Kassia Ehler e você pega a Zé Ramalho. Eu no show agora, meu, eu tô trazendo o Tom, que é meu produtor, Tom Oliveira, que é guitarrista, que é arranjador. Eu tô trazendo Eternas Ondas de Zé Ramalho e ela tá visceral, sabe?

E isso é rock and roll pra caramba, mas a gente pega Zé Ramalho e ele vai estar considerado como MPB. Mas Cassiáela é MPB e é rock and roll, sabe? Mas se a gente pega Arnaldo Antunes, ele é MPB, mas ele é rock and roll, Lenine. Então eu fico um pouco chateada com esse lugar, porque eu acho que eu me coloco dentro da cena.

rock, o que eu vou apresentar para as pessoas é a minha atitude rock and roll, sabe? A minha ousadia no palco, a minha força. Eu sempre fui uma pessoa muito preocupada com o discurso. Eu sempre construí meu repertório pensando muito que aquelas canções tinham que dizer muito do que eu penso.

Eu sempre tive essa militância nesse aspecto, no sentido de que eu acho que eu preciso usar meu lugar no palco, mesmo pequeno, mesmo não sendo uma artista de grandes alcances, mas todo o meu trabalho sempre foi com o discurso para fortalecimento da mulher, para atitude positiva em cima disso, sobre como a nossa voz é ferramenta de transformação social, sabe? E o quanto a gente pode futucar feridas através da nossa música.

E eu acho que não pode deixar de ser assim. Então todos os meus shows vieram carregados disso. Eu fiz um show no ano passado, meu, num projeto chamado Lauren Night Sessions. E todas as canções, elas tinham muito... Desde eu trazer uma versão de Miley Cyrus, quando ela construiu Flowers, que é uma canção autoral dela, que ela fala no momento em que ela foi ferida, mas fala desse momento em que a mulher pode, ela mesma, dar conta da vida dela e ser feliz e realizar.

E que é a resposta da música de Bruno Mars, né? Isso, exatamente, exatamente. E eu faço um meschat dela com a Will Survive, de Gloria Gaynor, que é um grito de socorro de uma mulher que passou por abusos, mas ela tá ali dizendo que ela vai conseguir, sabe? Que ela sobreviveu, então... Isso é rock and roll pra caralho, sabe? Isso é rock and roll potente.

A Will Survive é a música que também pode entrar no repertório da Herbert Richard. Exato. A gente faz. Ela tá no filme. Ela tá no filme que é de Priscila, a rainha do deserto, né? Sim. Exatamente. Ela tá. Eu canto ela na Herbert também. E eu canto ela no meu show, sabe, amor? Então, eu acho que isso é esse lugar. O que é rock?

Se a gente não ouvir... Alguém vai talvez ouvir uma banda como Vivendo do Ócio, como Maglore, como Los Hermanos, que vem cheio de poesia, e porque não tem um riff, talvez, barulhento, porque você não tem uma discussão. Ela é menos rock por isso, entende?

Então, quando a gente ouvia Dolores no Cranberries, cantando talvez baladas e sendo muito potente no que ela dizia, é rock pra caramba. Não é menos rock do que Ed Purple, não é menos rock do que Metallica, não é menos rock do que Foo Fighters, sabe? São apenas expressões diferentes do rock and roll.

E isso me incomoda um pouco dentro da cena rock, porque acho que as pessoas às vezes se incomodam muito em querer lhe colocar dentro de rótulos e de caixinhas. E eu nunca me importei com isso. O meu show é rock and roll, porque o meu show tem atitude, que começa a minha no palco, no olho no olho que eu tenho com as pessoas. A minha entrega de palco é muito voraz, sabe? Eu sou essa criança faladeira, eu sou essa criança eufórica.

com esses braços grandes, eu não consigo passar despercebida, até porque eu sou muito desastrada, desde sempre. Então, assim, e eu me considero uma pessoa muito rock'n'roll. Então, no meu show, agora, mesmo ainda não sendo um show totalmente autoral,

Mas você vai ter a atitude de quem vai cantar uma canção do Guns, mas que vai trazer um Zé Ramalho com potência, sabe? Mas que vai trazer Brown com uma... Desconstruído, com uma versão massa, com uma guitarra potente. Isso, para mim, é rock and roll, porque tudo isso me moldou como artista. Eu sou influenciada por Caetano, eu sou influenciada por Dave Grohl, eu sou influenciada por...

Raul, eu sou influenciada por Baby, por Moraes, do mesmo jeito que eu fui influenciada por Michael Jackson, que eu sou influenciada, sabe? Enfim, então, é tudo isso que me compõe mesmo, sabe? Sim, com certeza, e antes da gente partir aí pra falar dessa seu trabalho novo aí, autoral, você falou aí da questão da militância, eu achei isso importante nesses tempos aí de carreira que você já tem, tocando aí vários lugares.

O que você tem sentido em relação a respeito, em relação ao assédio? Você acha que tem melhorado? E também a presença de mulheres no show também. Na cena, né? É assim, eu...

Eu tenho visto um avanço, não é ainda o avanço que a gente gostaria, nem é o avanço que a gente merecia. Principalmente quando a gente fala do rock, o rock ainda é um estilo onde majoritariamente a gente vê uma presença muito masculina forte. Apesar de ter muitas meninas fazendo um trabalho maravilhoso sobre vários aspectos, mais antigos e agora.

A gente hoje tem como diz, procure saber. Eu gosto muito dessa expressão. Eu brinco muito, inclusive, tem uma entrevista de Gil, que é maravilhoso, que ele está falando, mas ele faz, procure saber. E hoje, mais do que nunca, é procure saber, porque a gente não vai...

A maneira como a gente recebeu o conteúdo que nos forjou, que era através da tela da TV, tudo chegava para a gente na MTV, nos programas de TV. Isso não existe mais. A comunicação de massa unilateral morreu. Então hoje a comunicação vai chegar para você muito nichada.

O próprio algoritmo vai lhe entregar aquilo que está muito dentro das suas buscas, do que você já ouve, do que já está dentro da sua caixinha de conforto. E é muito bacana que a gente entenda que hoje a gente vai precisar pesquisar e procurar saber das coisas que estão acontecendo, né? Então, eu tive agora a última edição do palco do rock aqui em Salvador. Teve um show de umas meninas assim, vieram umas meninas de São Paulo. Meu Deus, eu vou tentar ver se eu lembro o nome delas aqui agora.

É escrota. É escrota. É escrota. Cara, eu fiquei tão apaixonada pelas meninas, a forma como elas se impunham no palco de maneira massa, pensando enquanto instrumentistas, e a letra das músicas e o que elas aproveitaram para dizer naquele cenário ali, naquela praça lotada de homens e elas mandando respeito às minas, sabe? Mas não uma coisa com um jargão decorativo. Todo show meu, seja num show acústico que eu estou fazendo.

seja num trio, seja com a minha banda, eu falo sobre o respeito às mulheres, eu falo sobre o espaço das mulheres, eu falo sobre o crescimento, porque a gente precisa usar esse espaço para isso. E eu gostaria que a coisa fosse ainda maior, mas tem crescido. Eu tenho visto cada vez mais as meninas, de fato, se enveredando a fazer suas canções, trabalhos autorais chegando cada vez mais cedo, uma coisa que eu demorei muito para fazer. Eu acho que, de certa forma, eu entrei num conforto de estar ali circulando.

E tem um pouco de medo também, sabe? A gente, eu confesso a você, eu que sou uma pessoa que eu vi encercada de tantas influências maravilhosas, a gente acha que talvez a nossa poesia, o que a gente vai fazer é meio bobo, não está à altura daqueles artistas maravilhosos que a gente cresceu ouvindo. E eu, recentemente, conversando com Eric Yasma, que é meu irmão, meu ídolo, Eric, um menino que desde novo correu atrás para fazer o trabalho dele com o Blu.

E ele uma vez me disse uma coisa que foi mudar canto. Ele disse, Loló, a gente vai ter quem não goste. E tá tudo bem. Às vezes até a gente mesmo depois vai ouvir e vai dizer, meu Deus, que horror. Mas é a sua verdade naquele momento, sabe? É fruto dessa liquidificador.

que foi colocando ao longo da vida tudo que a gente ouviu, tudo que a gente viu, tudo que tocou a gente, enquanto poesia, enquanto... E moldou minha verdade artística, né? Então eu tenho que colocar isso no mundo. Então eu estou agora me enveredando a escrever também, eu estou compondo. Eu já tenho três músicas escritas. Eu vou gravar coisas... Tom Oliveira, que é meu parceiro, produtor, músico, um anjo da guarda na minha vida, assim, que resolveu...

dar a mão para mim e dizer, Lori, vamos produzir seu trampo. Tom escreve muito bem. E ele me apresentou umas canções dele, que o que eu acho massa é que são canções que eu, quando ouvi, me emocionei. Porque, como eu lhe falei, a coisa de que para mim tem que ter verdade no palco, as coisas que eu vou gravar de Tom são canções que Lori teria escrito. E Lorenaite vai ficar muito feliz em colocar para fora como verdade.

E durante um tempo eu fiquei pensando nisso, de por que eu não escrevia, eu não compunha, o medo de, ah, mas meu trabalho autoral não vai ser tão válido porque eu não estou escrevendo. E aí eu parei para dizer, meu Deus, nem Mato Grosso, sabe? Betânia.

Cassiaela, que você falou também. Cassiaela, exato. Cassia aqui foi um meteoro, um vulcão, a própria Pitty. Pitty escreve muita coisa dela, massa. Mas Pitty também gravou coisas que não eram dela. Isso não desmerece o seu trabalho artístico, né? Não necessariamente você precisa ser um cantautor.

para que o seu trabalho autoral seja mais ou menos importante. Então, eu resolvi ter essa coragem. Eu estou recebendo também algumas composições. Tem pessoas, artistas, que eu admiro muito e que eu pedi. Eu digo, eu quero que você faça uma canção para mim.

Dão Black, que é um cara que eu acompanho o trabalho dele, que é um cara que vem da cena. Nossa, como eu sou fã de Dão, sabe? Eu sou muito do R&B, assim, eu sou muito da Black Music, da Soul. E o trabalho de Dão me encanta. E eu disse, amigo, me dá uma música sua de presente. Ele falou, eu vou compor uma música pra você.

Então, assim, é isso, né? Eu tô com essa coragem, então meu trabalho vai chegar com coisas minhas, com coisas de outros autores, mas que, apesar de ter sido escrita por essas pessoas, elas não são menos minhas, porque na hora que eu li, eu me emocionei, eu fiquei de verdade emocionada, de lágrima no olho, eu digo, caramba, velho, isso sou eu, sabe? Eu estaria dizendo isso, então, tem essa validação. E é isso, eu tô ansiosa.

E como é que você já pulou para essa parte de falar sobre o seu projeto autoral? E como é que anda esse processo de gravações, de composições? Você já tem a previsão de algum lançamento? A ideia é que no segundo semestre a gente já lance. Eu estou em processo de gravação, de arranjo.

colocando voz em algumas coisas, testando os arranjos. Então a gente está nesse processo bem... Não é mais embrião, não. Digamos que é um bebê que já está chegando nesses cinco meses, seis meses de gestação, e a gente vai passar para a etapa final, e aí a ideia é...

criar uma linha de lançamento bacana, né? Porque aí tem também, depois de tudo pronto, tem um trabalho de você validar nas editoras, e aí fazer os registros, subir para as plataformas digitais, e pensar num lançamento bacana, num show aí já pensado e roteirizado com esse conceito de lançar os autorais. É para esse ano, mas para o segundo semestre.

Mas eu quero já nesse show, inclusive, eu vou fazer agora no dia 9 de maio, eu vou lançar esse show meu comercial novo, mas com essa vertente que tem uma assinatura muito autoral, quando eu digo autoral, porque as canções são escolhidas a dedo, porque elas trazem muito da minha verdade artística. Eu vou fazer o show, vou dividir a noite com a banda Monarca, que não é uma banda de trabalho autoral, mas uma banda que está na cena, porque a ideia é ser um projeto dançante, um projeto mais com essa vertente.

Mas tudo indica que a gente já vai trazer uma das autorais nesse show, né? A gente já vai colocar uma cerejinha para os presentes. Então eu tô meio que decidindo qual delas é que a gente vai trazer, mas acho que eu já vou cantar uma das minhas músicas nesse show. E eu tô feliz demais, eu fôrica assim, sabe? Vai ser muito, muito legal. Ah, que bom, então.

E quem mais está... Você já divulgou umas coisas lá no Instagram. Quem mais que faz parte desse projeto junto com você? Quem mais está participando aí? Enfim, né? E se vai ter convidados, talvez, te pedindo vocais com você. É que você já pode contar para a gente.

Nesse primeiro momento, esse show que não é o show, digamos assim, o de lançamento, como eu já vou estar dividindo a noite com uma banda, talvez eu tenha uma participação, eu estou ainda arquitetando alguém para fazer uma participação comigo no show, nesse que eu vou dividir com a Monarca. Com certeza no show do lançamento oficial, que fosse só o meu show mesmo.

que a gente volta a se encontrar para falar disso quando o show estiver todo amadurecido e tal. Com certeza eu vou ter participações, que eu já tenho muita vontade que estejam comigo. Nesse show agora do dia 9, estou pensando, desenhando, tem na cabeça alguma coisa ainda de participação?

Talvez alguém que some. A banda que vai estar me acompanhando, fora Tom Oliveira, na guitarra, eu vou estar com Iago Pedrosa no baixo. Na bateria eu vou ter Fidelis, que é um cara que é mais da vertente, mais acadêmica. Não é um cara que está muito no meio da gig, mas é um músico incrível. Eu tenho o Galindo, que é baterista maravilhoso, que tem sido um músico que está na construção desses arranjos. Ele, no dia do show, não vai poder estar comigo, porque ele hoje toca com o Belmarques.

E aí a agenda de Bel mais estourada, né? Bel roubou a data de mim. E aí Galindo não vai poder estar com a gente. Mas ele tem sido, digamos, um núcleo de concepção, que está gravando e dando vida ao que a gente está pensando de arranjos. Eu tenho o Manu.

que é uma menina super jovem da Uno Produções. E Manu é uma menina muito nova e uma entusiasta da cena, da música. Ela é apaixonada por música, apaixonada pela cena rock. Tudo que ela pode fazer para fomentar e para trazer. Então Manu está junto comigo na parte de produção executiva e ajudando a pensar e a criar esse roteiro todo de como é que a gente vai fazer.

E é isso, os ingressos eles estão à venda, os ingressos deste show do dia 9 já estão à venda e as pessoas já podem garantir. Eu digo a vocês que vai ser uma noite emocionante, vai ser uma noite onde a gente vai ter muita coisa bacana de anos 80, de anos 2000, releituras muito fortes assim, trazendo a minha identidade musical, por assim dizer, e a apresentação de uma das nossas autorais, que vai ser bem bacana.

Que bom, então a gente fica aqui no aguardo de notícias aí, de novidade, quando tiver a previsão certinha do lançamento, para a gente divulgar aqui no Bahia Rock, e agradecer aí sua presença aqui, aproveita aí agora, recado final, tiver mais alguma coisa para falar, aproveita aí para a gente se despedir.

Então, gente, é isso. Mais uma vez, agradecer a você, Ramon, pelo convite, pelo espaço. O Bahia Rock, que é uma ferramenta tão bacana. Você que é um cara que é tão, como eu falei, que é tão presente, assim, desde sempre, nessa cena que parece que vai entrar no respirar por aparelhos, mas a gente está sempre renascendo e sempre chegando coisas boas, né?

E que as pessoas me acompanhem no meu arroba Lorenaite. A gente em breve vai estar... Eu tenho um canal no YouTube, mas ele não está ainda... Ele em breve vai estar sendo alimentado com um trabalho autoral mais bem produzido. Ele nesse momento existe, mas tem três músicas lá que na época da pandemia eu fiz aqueles collabs, assim. Então, eu cantando, mas vale a pena quem quiser ir lá conhecer para já...

se inscrever também, começar a me seguir, porque em breve a gente vai ter uma atuação mais forte no UB. Mas eu tenho o meu Instagram que está firme e forte, sempre divulgando. No Rooftop 27, no dia 9 de maio, eu vou estar dividindo a noite com a banda Monarca, que tem músicos incríveis, Lorena Martins, Bruno Galba, Rafael Zumaeta, Bruno Michel.

Lorena já participou aqui do podcast também. Pois é, eu vi assistir o dia que Lore participou, essa musicista, essa amiga que eu admiro tanto, que faz parte das mulheres da música e do rock, que representam a cena de uma maneira tão potente, tão plural assim.

E vai ser lindo. A gente espera vocês pra uma noite de muita música, de muita verdade, de diversão, de emoção. Que a gente vai trazer canções que vão realmente botar todo mundo pra dançar, pra se emocionar. Vai ser massa. E é isso. Os ingressos já estão à venda. É no Simpla, Lorena. Que artista maravilhosa. A gente coloca o link na descrição, se preocupa.

Deu um branco aqui agora, assim, daqui. Mas é isso, gente. Eu agradeço muito a todo mundo, já que já me acompanha. Esse carinho enorme que eu recebo. Onde eu vou, carinho das pessoas, isso aumenta. E espero que vocês me acompanhem para ver aí esse nascer dessa gestação, desse trabalho autoral que eu finalmente vou colocar para o mundo. Mas eu estou feliz demais com isso. Vocês não têm noção do quanto. Conto com esse apoio, com vocês participando, apoiando, divulgando, estando juntos nos shows. E é isso.

Então é isso, pessoal. Chegamos ao final de mais uma edição do podcast do Bahia Rock. Agradecer a presença de Lorena, como vocês preferirem, Loló, como ela falou aí no podcast. Agradecer a presença dela, foi muito bacana, é sempre bom ter...

mulheres, né, representando de alguma forma o rock aqui baiano, e é isso. Então, aguardem aqui no Bahia Rock notícias sobre o lançamento desse trabalho autoral dela, próximos shows, e é isso. Até o próximo programa, um abraço.

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