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99Vidas 709 - Aventuras e Perrengues de Viver de Internet 2: Pós Pandemia

02 de março de 20262h8min
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Jurandir Filho, Rogério Montanare e Imaginago batem um papo sobre como viver de internet se tornou algo tão instável. Durante a pandemia, a internet foi o grande palco do mundo. Todo mundo estava online. Consumo de lives explodiu, podcasts cresceram, canais no YouTube bateram recordes, creators surgiram aos montes. Era o momento perfeito: atenção abundante, anunciantes curiosos e público carente de conexão. Parecia que finalmente “viver de internet” tinha deixado de ser um plano B para virar profissão consolidada. Mas o pós-pandemia mudou o jogo...

O crescimento orgânico ficou mais difícil. O alcance que antes vinha quase “naturalmente” passou a depender de cortes, trends, formatos ultrarrápidos e adaptação constante. É aí que entra o TikTok. Ele redefiniu linguagem, ritmo e expectativa do público. Conteúdo longo perdeu espaço para vídeos de 30 segundos. Podcasts passaram a sobreviver muito por causa dos cortes. O mercado publicitário se fragmentou e focou nas famigeradas bets. Quais as tretas de viver de internet hoje em dia?

Esse é mais um podcast da nossa série Aventuras e Perrengues!

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Assuntos3
  • Coincidências e destinoEfeito borboleta e causalidade · Eventos canônicos versus acaso · Histórias de coincidências pessoais · Papel do livre arbítrio na mudança de eventos · Quantidade de pessoas e probabilidade de coincidências
  • Situações de Risco e Tomada de DecisãoParanoia em cinemas · Identificação de ameaças reais versus percebidas · Decisões rápidas em situações perigosas · Experiências traumáticas em espaços públicos
  • Cinema e SériesMagnolia e conceitos de coincidência · Club da Luta e ataque a cinema · Mad Max Fúria de Estrada · Anime Bleach e personagem Aizen
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Amigos, eu tava vendo aqui uma notícia em que dois carros estavam estacionados e simplesmente o chão afundou. E aí, os carros caíram, afundaram no chão. E eu fiquei pensando que se esses carros estivessem estacionados um pouquinho à frente, eles não cairiam nesse buraco. Existem coisas que eram pra acontecer naquele local específico ou existe a possibilidade de o IC, tipo o efeito borboleta, entendeu?

Não vai acontecer. Existe isso. Ou é... Superdição. Você não levou em consideração o fato de que de repente o buraco se abriu porque tinham dois carros em cima dele? Tinham dois carros. Podia ser também. Mas se liga aquela situação. Vocês já tiveram essa parada de vocês iam atravessar a rua. Você estava com um grupo de amigos e tudo mais. Aí você não viu que estava vindo, sei lá, um ônibus. Você olhou para um lado e aí foi atravessar.

Aí um amigo seu botou a mão assim. Você não atravessou. E o ônibus passou assim, ó.

algumas vezes. Então, e aí? E aí, o que é isso aí? Providência divina? É o seu anjo da guarda? Não era pra ser? Porque poderia tudo ter mudado ali nessa fração de segundo, né? Não, mas se fosse pra ser, ninguém poderia me pedir. Uma vez eu fui convidado pra ir num parque temático brasileiro, que eu não vou mencionar o nome, e eu não pude ir pra uma situação médica e tal, não fui. No dia que eu era pra eu estar lá, morreu um cara fazendo uma acrobacia bizarra. O cara morreu. E aí eu fiquei pensando,

pô, até que ponto é feito... Será que não ia mudar nada ou será que a minha presença lá, eu dar bom dia pro porteiro... O cara não fez nada. Não tem... É você achar que você é o culpado de tudo, cara. Isso é muito foda. Mas e se eu desse bom dia pro porteiro? Eu sempre dou bom dia pro porteiro. Muitas vezes o porteiro não recebe bom dia. Aí aquele meu bom dia ia falar, caraca, recebi um bom dia hoje que eu não costumo receber, ele ia ficar feliz e ia dar bom dia pro motorista.

Ah, é paranoia. Isso é paranoia. E aí aquilo ali... Ué, mas efeito borboleta é isso. São micro coisas que no final das contas o cara ia desviar e não ia... Ah, você tá falando daquele parque temático que tem umas corridas de carro. Isso, isso. O rapaz faleceu. E aí teve um acidente entre os carros lá e o cara acabou falecendo. Tem isso assim de... Pequenas coisas fazem o negócio virar um absurdo no final. Efeito borboleta é isso, pô. Isso ficou muito famoso. Essa discussão ficou muito famosa.

época ali do 11 de setembro, né? Lembra que várias pessoas eram pra estar lá no World Trade Center e aí por algum acaso faltaram, ou porque o carro deu problema, ou porque alguém adoeceu e tudo e não tava lá. Mas todo mundo faltou em alguma coisa, não pegou o voo. Sim, eu vou ter que ser o cético aqui, porque quanto maior o acidente ou seja lá o que aconteça, por exemplo, a explosão de um prédio, por exemplo, de dois, uma catástrofe, né? Uma coisa dessa, uma tragédia

essas. Quanto maior, maior o número de pessoas que eram pra instalar e não estavam. Exato. Vai ter sempre uma história assim. Entendeu? Deixa eu te dar um exemplo aqui, Rogério. Eu, ano passado, eu fui pra um... Tinha umas 5 opções de bares pra ir numa sexta-feira-noite. Não, presta atenção, presta atenção aí, ó. 5 bares pra ir numa sexta-feira-noite. Era muito favorável de ir pra qualquer um deles. E aí, por algum acaso, escolhi um.

Nesse um que eu fui, eu estacionei o carro e simplesmente uma Hilux bateu no meu carro.

Ai, caraca. Se eu tivesse ido para outro, teria acontecido esse acidente? Teria tido essa batida? Não, porque você está indo em outro lugar. Você acha que está programado para naquele dia você bater o carro, independente de onde você vá? Mas não é isso. Não foi uma micro mudança? Foi uma pequena escolha. Não, a não ser que os bares sejam, tipo, um do lado do outro. Um bar no bairro, o outro no outro bairro. Nem isso, que se ele tivesse botado o carro para frente ou para trás... Não, o da frente pegou também, né? Mas se ele tivesse colocado...

O carro atrás não teria pego o carro dele. Mas pegou o dele e pegou o carro da frente. Então... Não existe coincidência, não? Eu acredito muito em coincidência. Minha avó ficava furiosa quando eu reclamava que eu perdia um transporte. Ela falava... Sempre que eu falava assim, caramba, perdi o ônibus. Aí eu ficava bolado. Perdi o ônibus, perdi o ônibus. Não acredito. Aí ela me dava uma bronca e falava, não reclama porque você recebeu um livramento. E ia acontecer alguma coisa horrível naquele ônibus.

ônibus lá e você não presenciou. E aí? E aí como é que eu refuto sendo que eu não tava, eu perdi o ônibus, eu não sei o que aconteceu. Se alguém foi assaltado, se aconteceu alguma coisa, eu não sei. Então ela sempre me ganhava nisso. Mas eu posso falar, vou contar um caso que aconteceu comigo. Eu fui no cinema assistir o Mad Max Estrada da Fúria. Olha aí. Aí fui no IMAX, o cara da A4, né? Aí cheguei lá assim, pacientei assim, e aí eu vi um cara entrando com uma mochila,

Sim. Esquisita. Olhando pros lados. Eu achei que tava muito esquisito. Olhando pros lados, tal, não sei o que.

Começou ali os trailers, né? Esse cidadão pega, levanta e deixa mal. Deixou a mochila lá na cadeira. Saiu e deixou a mochila. Saí nos Estados Unidos é cadeia. Aí, meu amigo, na hora, na hora, meu coração parou. Eu falei, é agora. Eu falei, é agora. Rogério, travou o piripaque do Chaves. Não, total. Ele explodiu a sala de Mad Max. Total, eu levantei. Levantei. Aí, o que eu fiquei pensando é o seguinte. Eu levanto, salvo a minha vida. Ou eu levanto, salvo a vida de todo mundo. O que eu faço? Tipo, grito, ó, né?

Levantei Em nada A tua dúvida é Me faço parecer um maluco Se eu fizer errado ou salvo todo mundo Mas cara, era uma mochila Que não tava vazia, mano Sabe quando a mochila tá Pesada Tá gordona assim pra trás, assim, encheona Eu falei assim, mano, quem que sai do cinema E deixa a mochila No filme já tinha começado O cara foi no banheiro, carai

Até porque ele já tinha saído uma vez com o mochilho voltado, né? Já tinha saído. Aí o filme já tinha começado, já tava naquela parte que o Mad Max tá fugindo lá, os caras tão tatuando as costas dele, o caralho aquato. Aí, mano, eu peguei, saí. Falei, foda-se. Eu vou salvar a minha vida. Saí. Aí eu tô saindo, aí o cara tá saindo do banheiro, tá ligado? Meu, eu não tive outra opção. Eu fui na bilheteria e falei, olha, aconteceu alguma coisa aqui, eu preciso ir embora, vocês podem trocar o ingresso pra outro dia e tal.

Ela falou assim, infelizmente não posso trocar. Meu, peguei e fui embora. E, cara, fiquei no celular esperando vir a notícia. A notícia. Terrível de que tinha acontecido um negócio no cinema, entendeu? Não aconteceu absolutamente nada. Ou seja, o que que isso quer dizer? Foi só uma paranoia de tanto que a gente consome coisa americana, é isso. Mas não é isso, cara. Aqui em São Paulo já teve um ataque desses negros.

num cinema. Sim, sim, aquele do Estudante de Medicina, que vai de lá. Isso, que era o Clube da Luta e tudo mais. Eu, por exemplo, lá poderia muito bem, apesar de ser um cinema muito longe da minha casa, mas por ser aquele filme que não estava passando em tantas salas assim, não era... Ele não chegou aqui no Brasil como um blockbuster. Eu lembro que nos Estados Unidos ele já saiu meio conturbado e tal. Ele foi ficando cult com o tempo.

Sim. Mas aqui no Brasil, eu poderia fatalmente ter ido assistir aquele filme no cinema, entendeu? E poderia ter sido ir lá.

Porque naquela época eu não me preocupava muito com... Se era longo, se era perto. Mas aí seria coincidência? Porque tem milhão de cinemas em São Paulo. Aí tu ia exatamente no cinema do cara. Explodiram uma sala de clube da luta? Não, o cara entrou armado e atirou. E ele fez a mesma coisa. Ficou na sala do cinema. Ficou lá de boa. Aí ele levantou, foi no banheiro e voltou com uma... Entrou com uma metralhadora na sala. Foi no banheiro, pegou.

Às vezes pegou a pistola atrás da... Nossa, não fiquei sabendo. Você não lembra disso?

Eu não. É, cara, matou um monte de gente. Aí, você fica, pô. Mas só que isso fazia muito tempo. Eu nunca fiquei aí, tanto que quando eu fui assistir o Clube da Luta... Ah, tu achou que ia rolar ali... Não, quando eu fui assistir o Clube da Luta, que eu assisti depois desse rolê, sabe quando você assiste o filme assim, meio com medo? Você fica meio com medo. Mas beleza, eu fui lá assistir o filme. Aí, pô, passa, sei lá, meu, 20 anos já, o Clube da Luta é de 99, o Mad Max acho que é 2016, sei lá, um negócio assim. Pô, tinha passado muito tempo já.

Cara, o cara tava muito esquisito, aquele cara. Muito esquisito. Mas às vezes ele queria... No fim, não era nada. Às vezes ele queria explodir você. Então você, sem querer, salvou a vida das pessoas saindo de lá. Porque ele falou, ah, já que ele saiu... Já que ele saiu, dane-se, eu não vou mais fazer o negócio. Cara, eu não sei. Aquele cara, eu acho, assim, depois pensando bem e tal, ele devia estar fazendo alguma coisa errada, mas que não tinha nada a ver com isso, entendeu?

Tinha coisa naquela mochila, às vezes ele tava esperando alguém... Tava com a caganeira, mano. É, queria entregar alguém, alguma coisa pra alguém, né? Exatamente. Às vezes o cara... Mas eu só achei estranho, o cara indo

banheiro e deixar a mochila, entendeu? Ele tava deixando lá um... uma encomenda pra alguém. Exato. Que uma outra pessoa podia pegar, entendeu? É. Eu depois fiquei pensando, podia ser isso, assim. Por isso que ele tava tão impaciente, olhando no relógio e tudo mais. Porque aqui no Brasil a gente não tem tecnologia pra um cara, né? A gente não tem muitos acessos a... Sim. A ferramenta de explosão pra um cara largar isso, assim. A gente não tem muitos casos disso.

Mano, é só você ter YouTube. É, mas você tá assistindo muito filme americano. Tá assistindo muito filme americano, Rogério. Não teria muitos casos. A gente... quase a gente...

Dificilmente tem isso aqui, então... Eu acho que ele tava entregando alguma coisa pra alguém. Imagina, tu já assistiu o filme Magnolia? Já. Que tem três historinhas sobre coincidências no começo do filme, né? E aí, uma dessas historinhas é um cara que ele tá muito triste, ele quer se matar, não sei o quê, porque ele tá brigando muito com a família, e tal, e aí ele sobe no prédio, e aí ele pula, e aí ao invés dele morrer por causa de, né, se matou, a família dele, os pais, tão brigando, e aí, não sei se é o pai, a mãe, pegam a arma,

atira. Só que atira pra janela. E no momento que ele tá passando, quando ele pulou lá de cima, o tiro pega nele. Ou seja, ele morreu antes de cair no chão. Ele morreu de um tiro. Não morreu de ter tentado tirar a vida dele. É porque a definição da coincidência é tipo assim, não quer dizer nada. Mas... Claro que é, mano. Todo mundo tem um caso de uma coincidência absurda, né? Por exemplo, tem uma minha, o meu primo,

Ele é a vida inteira, desde que ele era adolescente, ele gostava de um anime chamado Bleach. Não sei se você já ouviu falar. Já. O vilão desse anime se chama Aizen. E ele, desde a adolescência, falava o nome do meu filho vai ser Aizen. E a gente sempre falava, cara, você não vai achar uma mulher que vai aceitar colocar esse nome em uma criança. Impossível, impossível, impossível. E ele muito sem noção, vai ser, vai ser, vai ser.

Resultado, o nome do filho dele hoje se chama Rafael. Naruto. Obviamente. A mulher não deixou. Só que olha o que aconteceu.

Sempre fazendo essa piada, sempre fazendo essa piada. Chegou no dia que ele nasceu. Eu fui lá na maternidade pra ver o filho dele, Rafael. E, cara, tem foto disso. Do lado... A sala do lado de onde nasceu o filho dele tinha uma criança chamada Eisen. Acabou de nascer. Do lado da sala da maternidade. Olha o universo trabalhando. Cara, a gente tirou foto, a gente filmou. Vai, Rogério. Desacredita aí, Rogério. Eu acho que essa foi a maior coincidência

eu já apresentei na minha vida. O universo hoje é... Inacreditável. O universo, ele trabalha, mano. Quanto mais gente tiver no mundo, mais coincidências vão existir, cara. Mas é Aizen, Aizen, Aizen. Não, é uma puta coincidência. É uma puta coincidência, mas é. É só você estudar Jung. Jung fala sobre sincronicidade. Isso foi um bug na Matrix, cara. Tipo assim, era pra ser ele, mas ele... Tô falando, mano. Ele forçou, ele acabou sendo convencido a não colocar.

E aí foi um bug ali que acabou indo pro lado ali, sabe? É o déjà vu, mano. O déjà vu é isso.

da Matrix, né? Não faz sentido. Tipo assim, era pra ser ele, mas ele negou e agora, cara, nossa, o clima é muito esquisito naquele dia. Todo mundo ficou arrepiado. Muita gente chorando. Criança de colo correndo. O cara triste falando pra mulher, tá vendo? Olha, cara, você não, você não quis. E o nome dele é Rafael agora. É, Rafael. Pivete. Desse negócio de nome é engraçado porque eu sempre falava que se eu tivesse um filho homem, eu ficava brincando, né? Que ele ia chamar Luca Brazzi. Por causa do personagem lá

do Poderoso Chacó. Meu Deus. E a Camila falava... Aleatório, cara. Dispensável. Totalmente aleatório, indispensável, mas eu falava, meu filho vai chamar Luca Bratz. E aí, sempre minha esposa falava, porra nenhuma, nunca vai chamar Luca Bratz. E aí, a gente tinha... Luca Bratz e Montanari. É, Luca Bratz e Montanari. Aí, o... Minha esposa falou, nunca que você vai fazer um troço desse, nunca que eu vou deixar fazer um troço desse.

E eu ficava zoando, falando que ia fazer. Aí, a gente pensou sério, né? Pô, se tivesse filho mesmo, como é que chamaria? A gente pensou no nome Dante.

falamos pra ninguém. Ficamos nós dois. Aí chega o meu... O padrinho das minhas filhas, né? Que é meu amigo de infância e tal. Ah, minha esposa tá grávida e tal. Vai ser um menino. Pô, que legal. Ele vai chamar Dante. Cara, isso aí é uma correção do universo. Mano, eu falei... Eu falei, como assim? Olha o universo mais uma vez aí. Aí ele falou, não, vou chamar Dante e tal, não sei o quê. O sonho da esposa dele era ter um filho.

Se tivesse filho, ia chamar Dante. Falei, caralho, não é possível. Esse é o nome que eu ia botar no meu filho. Aí ficou aquela brincadeira. Não, eu vi primeiro. Eu vi primeiro, não sei o quê.

E aí, minha irmã teve filho agora. Como é que chama o novo filho dela? Luca. Luca? Eu chamo ele de Luca Bratz, mas eu não coloco o Bratz. Luca Bratz não é aquele doidão que morre no filme engajado? É ele mesmo. Não, é aquele grandão que... Que chega pra falar com o Don Corleone. Don Corleone. Mas isso aí é o que o Aranha Verso 2 lá chama de evento canônico. Era pra acontecer pelas suas vias. Como você negou,

falou, cara, tem que dar um jeito. Sabe o Life, como é que é? O Life encontra um jeito. A vida encontra um jeito. A vida encontra um meio. A vida encontra um meio. Se não nasceu por você, que era pra ser o genitor, então vai pro do lado. Ali a mesma coisa no Weizen. O Weizen tinha que nascer naquele dia. Como ele negou, ele rejeitou, esse evento tem que acontecer. Então acontece pro lado. Exatamente pro lado. O universo, cara, eu tô falando. E o pior, hein?

padrinho desse moleque do Dante. Olha aí. É, porque tem que ser, mas é porque é o evento canônico, ele tem que estar nessa região aí, nesse contexto. Então, a vida vai dando um jeito de fazer acontecer, mesmo que as pessoas vão negando. Ou seja, nós temos o poder de negar. Nós temos o poder de negar. Negar a coincidência. Não, a gente pode negar que, tipo assim, ah, eu não quero esse fardo, eu não quero que o evento canônico aconteça comigo, então vá acontecer com outra pessoa.

Então, o Luca não veio contigo, mas veio com outra pessoa, entendeu? Mas não pode todo mundo, todo mundo tem histórias. Tem que acompanhar a vida desse Luca aí,

pra ver o que ele vai ser. Todo mundo tem histórias de coincidência e aí ser só o acaso. Não, não. Tu não sabe? Então, uma coincidência e acaso é a mesma coisa. Tem um arquiteto, caralho. Tem um arquiteto escrevendo essas histórias, Rogério. Ah, um arquiteto? Tem uma pessoa. Tem alguém escrevendo. Uma pessoa. Uma pessoa. Se tivesse 10 pessoas no mundo, não ia ter nenhuma coincidência. Entendeu? Não. Mas se não tinha coincidência que ia ter...

Pô, porque assim, se cai um meteoro no planeta Terra e a gente fosse na época, sei lá,

do homem das cavernas, sei lá quanta... Existia, sei lá, 10 mil homens das cavernas aí. Qual a chance de um meteorito cair na cabeça de um homem das cavernas? É muito pouco. Poderia acontecer, mas é muito pouco. Agora cai um meteorito hoje, qual a chance de cair na cabeça de alguém? É muito maior. Um meteorito é muito maior por causa da quantidade de gente. Exatamente, é por isso que eu tô falando. A coincidência, ela depende muito...

Mas e por que aquela pessoa? Não tem alguns lugares que você vai andando assim, e aí do nada cai um tronco? Uma árvore?

Pronto. Sim. E aí você foi um sorteado do universo pra receber aquela troncada. Aí, meu amigo. É foda, não, isso? Tem lá uma cena do Benjamin Button toda sobre isso. Sim, o cara do raio, né? Exato. Cai um monte de raio nele. Cai um monte de raio nele. Não, e também o acidente da menina lá, que ele vai narrando tudo o que acontece. Acontece, tipo... Ah, é verdade. Ele vai falando, se a fulana não tivesse feito isso, se a senhora tivesse saído mais cedo de casa, se aquele carro tivesse estacionado em outro lugar, ela não teria se acidentado.

Então ele vai fazendo, tipo, ele vai voltando, fazendo um mini efeito. É quase um curta-metragem dentro do filme, eu acho muito legal essa parte. É, é verdade, é verdade. Mas é por isso que o documentário, o efeito borboleta, ele é sensacional. Documentário. Porque ele mostra... Claro que é um documentário, né? É um documentário da vida, a gente sabe que é assim que acontece mesmo. Uma pequena mudança, uma pequena mudança quando você...

É por isso que eu falei, que é viável você pensar que por eu não ter ido lá pro negócio, aconteceu aquilo. Aí eu me culpei, fiquei malzão.

em algum tipo de coincidência é fato, mas você não vai saber como, então continua sendo uma coincidência, entendeu? É que assim, eu acho que nem... Somente a coincidência... Existem coincidências e existem eventos canônicos. Então tem coisa que não é coincidência, mas coincidência existe. Tem coisa que simplesmente... Ah, viemos com a mesma blusa hoje. Nossa, coincidência. Por quê? Porque não influenciou no geral. Não influenciou no panorama geral.

Mas quem sabe o que esse Luca vai ser aí? Quem sabe se ele não vai ser um cara que vai desembarcar

Ele vai criar, sei lá, ele vai desencadear a Quarta Guerra Mundial, que a terceira já está, já estamos já. Mas enfim, entendeu? O que esse Eisen aí vai ser? O que será que ele vai trazer para o mundo? Pô, eu fico pensando nesse Eisen, as crianças chamando ele de Eisenberg na escola. Não vou nem saber o que é isso. Say my name. Ele chegando lá, say my name. Não vou nem saber o que é isso. Mas não tem Eisenberg, tem Eisenberg e cerveja, pô.

Tem Eisenbar. Ah, é Eisenbar. Tá sabendo legal. Ah, é porque o cerveja é Eisenbar.

Gente, vambora, araca. Eu sou o Júlio de Filho. Eu sou o Imaginago. E eu sou o Rogério Montanari. E essa é a noite da vida.

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pelo amor de Deus. Caraca. 99, 99 reserva, cara. Chamamos aí Rogério Montanari lá do Rapadura e o nosso queridíssimo Imaginago fazendo sua estreia no 99 Vidas. Opa, estreia no 99. É o 99 de Schrödinger, né? Isso. É e não é. Você não sabe se é o 99, se é o Rapadura, você fica meio perdido. Esquisito, né? Mas aqui estamos juntos. O Evandro, o Felipe, o Evandro e o Bruno. Essa gravação era pra ter acontecido, não esse tema,

algumas horas antes desse momento dessa gravação. Mas, aconteceu um problema. Infelizmente, não consegui chegar a tempo. E eu fui o culpado disso. Olha aí, ó. Eu fui o causador. O Imaginago só tá participando do 99 Vidas porque houve esse problema antes. Não é uma coincidência isso? É verdade. O que ele poderia estar fazendo agora? Se você não tivesse causado a não gravação, eu não estaria aqui, né? Peço perdão aos nobres amigos. Eu poderia estar em outro lugar, por exemplo.

lugar, é verdade. Exato. Ele te chamar para o podcast foi um livramento. É, eu voltei para casa mais cedo para gravar. E ia ficar panguando lá pela rua e tal. E o Rio de Janeiro, se você está em casa, você já se livrou de muita coisa na rua. Então é possível que, de fato, eu tenha me livrado de algum perigo. É, mas nós estamos aqui para a gente fazer um podcast, continuação de um podcast que já existiu aqui no 99 Vidas, que é Edson 482 Aventuras e Perrengues de Viver de Internet.

Daquela vez, estávamos com o time do 99 Vidas completo, né? Eu, Felipe, Evandro e Bruno. E a participação do André, lá do Jogabilidade, né? O Magin. E o Lodi. Dez pessoas no programa. Seis pessoas. Muita gente aqui, mas trazendo perspectivas diferentes sobre viver de internet. Porque é que é interessante a gente ter agora dois participantes que não estavam nesse programa, né? E podem trazer outras visões. E os meninos do 99 Vidas, por exemplo.

em 2021. Não mudou nada. Ele continua sem viver de internet. O Felipe, ele tem um bar agora aí que ele não vive de internet mesmo. E o Evandro saiu de trabalhar com uma empresa de internet. Ele trabalhava no Promobit na época e agora ele não trabalha mais. Então o Evandro vive de renda. Então é outro que o que ele tinha pra falar sobre esse assunto, ou pelo menos da experiência da vivência daquele momento, já foi falado naquele podcast específico. Só que a internet de lá pra cá mudou bizarramente.

Mudou, né? É isso que a gente vai falar aqui hoje, porque aquele podcast foi gravado em setembro de 2021 e a gente pode dizer que ainda era durante a pandemia, porque a pandemia oficialmente só acabou em 22, né? É, só no começo de 22, praticamente. É. Eu lembro que a minha segunda dose da vacina foi em outubro de 21. Já foi um mês depois desse podcast aí. Criar coragem pra sair, etc. É, não tinha coragem de sair não, ainda não. Tinha não. É. Só fui sair 15 dias depois da minha segunda dose.

uma coisa. Vamos primeiro aqui fazer um preâmbulo. Rogério Montanari trabalha no Rapadura comigo, né? Faz os podcasts, as nossas lives e tudo mais sobre cinema, séries, cultura pop e faz também o comercial do Rapadura, né? É responsável pela parte comercial. Rogério trabalhava em escritório, né, Rogério? Muitos anos em escritório. 14 anos. Eu já trabalhei um monte de coisa, né? Pra quem não conhece aqui do... O Rogério já foi... Atendente de locadora. Atendente de locadora de...

de vídeo. De VHS. De VHS. Olha como o Rogério é velho. Eu sou muito velho. Estavam começando os DVDs. A gente tinha duas prateleiras de DVD. O resto era tudo VHS. Mas já trabalhei dando bem cachorro. Já trabalhei daquela antiga profissão de office boy. E para eu desistir, né? Depois que os motoboys apareceram. Chegou a fazer piso? Que nem o teu pai? Não. Eu cheguei a trabalhar com ele rapidinho.

Mas foi no... Entre quando eu saí do escritório e até trabalhar na lavadora, eu fiquei três anos parado, né? Entendi. Três anos parado, assim. Então eu fui fazendo bicos, né? Senão não dava pra sobrever. Tu tentou trabalhar de internet, né? Sempre foi uma vontade tua, né? Trabalhar com internet, né? Produzir conteúdo. Eu sempre gostei de cinema e aí quando eu comecei... Quando começaram a aparecer conteúdos de cinema na internet, que eram os famosos blogs, né?

Eu queria muito trabalhar com isso também. Mas eu não queria trabalhar fazendo filmes ainda disso. Eu queria trabalhar meio com jornalismo de filmes e tudo mais. Entrevistar a galera, né? Fazer essas paradas. Isso, exato. Escrever resenha de filme, crítica, sei lá. Esse tipo de coisa. E aí eu trabalhei 14 anos nessa empresa. Enquanto eu tava lá... Cara, no começo, se eu tivesse... Talvez se eu tivesse tentado... Olha aí a coincidência. Se eu tivesse tentado...

Porque lá em 2001 eu fiz meu blog. Chamava Los Três Perdidos. Fiz meu blog. E aí eu escrevia. É porque era eu e mais dois amigos. Mas os amigos não faziam nada. É o de sempre. E aí eu fazia sozinho tudo. Só que uma hora eu cansei. Porque ninguém entrava para ver lá o negócio. Mas era a época que estava estourando. O Omelete estava estourando. Adoro cinema. Acho que estava estourando também. Aí tinha os podcasts também. Mas eu estava mais nessa parte de... Mais nessa parte de escrita mesmo.

Não estava na parte de podcast, nem de vídeo, nem nada disso. Até porque não existia YouTube direito nessa época e tudo mais. Qual ano aí? Pô, isso aí em 2001, 2002. Não existia nem podcast. O podcast foi criado em 2004. Ah, então. Então não tinha nem isso. Era um blog, de verdade. Eu tinha feito um blog, porque você conseguia fazer lá o... Não lembro o que era lá. Eu sei que eu fiz o blog e escrevia lá, mas ninguém lia. No blogspot.

Acho que foi no blogspot. Aí acho que eu fiquei um ano fazendo isso. Aí eu cansei e aí eu larguei.

Só que aí eu continuei trabalhando no escritório. Só que ali naquela época você não via, ah, eu quero trabalhar com internet, porque nem existia isso direito, né, assim. A galera tava começando a entender como era viver de internet, especificamente, né. Até que tu saiu, né, tu saiu do teu emprego normal, né, o padrão, é quando você responde pra alguém assim, trabalha com o quê? Não, eu trabalho no escritório aí, na parte administrativa do escritório.

É, trabalhei como, porque eu saí da locadora de vídeo pra trabalhar, isso foi em 2000.

trabalhar num escritório... Do hipódromo? Não é hipódromo, é uma hípica. Hipódromo é de corrida de cavalo, hípica é de salto. E aí eu trabalhava no escritório como assistente administrativa e depois fiquei na parte de toda administrativa e fiquei 14 anos lá. Aí, cara, não aguentava mais, mesmo porque eu queria trabalhar muito com o que eu gostava de fato, né? E aí... Aí tu falou pra tua esposa. Falei pra minha esposa. Quero viver, quero investir no trabalho online, acho que vai dar certo. Quero lá.

Ela falou, vai. Vai lá, se arrebenta aí, desgraçado. Não, peraí. Pô, não é assim também, né? Cara, eu tava ficando doente toda hora. Porque é muito ruim quando você já não acredita mais no que você tá fazendo. Sim. Você vai no automático, né? Eu acordava todo dia pensando qual é a desculpa que eu ia dar pra não ir trabalhar, tá ligado? Aí, pô, pra você começar em hospital, pra pegar atestado, você ficar, sei lá, o dia inteiro no hospital, pra pegar um atestado, pra não ir trabalhar, qual é o sentido disso, tá ligado?

Então eu, aí eu comecei a ficar meio desgostoso, aí tem uns problemas lá, né, que... Sim. E aí eu pedi pra fazer um acordo e aí não quiseram fazer um acordo, mas no fim acabaram me demitindo lá, aí eu peguei o dinheiro, falei, agora é a hora. Vou investir na internet, vou trabalhar com internet. Aí eu peguei o dinheiro, que era um bom dinheiro. Fiz uma bariátrica. Não, a bariátrica eu já tinha feito já antes. Já tinha feito? Já tinha feito, a bariátrica eu fiz em 2013. Aí eu... Escutou lá o Jovem Nerd, né, e aí falou assim, quero

fazer também. Ah, é verdade. Tem essa história, né? Eu escutei um Jovem Nerd lá. Caiu no truque do Jovem Nerd, corrida dos ratos, aquela mentirada que eles inventaram ali. E aí, vamos viver do sonho. Não, não vem não, porque... Os primeiros coachs, os coachs originais, Jovem Nerd. Jovem Nerd e o dono da Wizard lá. É, mas você sabe que eu encontrei, a primeira vez que eu encontrei... Wise Up. É, Wise Up, pô. Apesar que depois ele comprou o Wizard, né?

Comprou. Agora, se não me engano, agora ele é dono da Wizard. Sei lá. É, ele é. O...

Caiu no truque do empreendedorismo, que todo mundo falava. Vamos empreender. O futuro é empreendimento. Mas sabe aquela parada de... Mas você sabe aquela parada que falam, por exemplo, que por que os programas religiosos passam de madrugada? Porque normalmente é o momento que as pessoas estão mais vulneráveis. Não conseguem dormir, né? Tá todo mundo insônia. Ela tá triste, ou ela tá... Depressiva, né? Aí ela assiste o programa e ela acaba tendo uma faísca, né?

E aí ela acaba enveredando pra religião, ou seja lá pro que for. E nesse caso, eu acho que eu tava numa vibe também muito assim, e aí eu escutei o programa do cara falando de correr atrás do... É. Que ele correu atrás, contando a história dele, na verdade. Deu certo pra gente, vai dar certo pra todo mundo, risos. Ah, foi isso mesmo, então? Foi, cara, de verdade. Eu tava falando, mas caiu no truque, cara. Mano. Achei que foi esse meme.

Eu caí no truque, mas eu tô aqui no 99 vidas que eu escutava na época, porra. É isso aí, rapaz, olha aí. É, eu tenho que ver.

encontrei esse cara e eu não compartilho das opiniões dele, tá? Gente, antes de mais nada aqui, eu não compartilho das opiniões dele, de algumas coisas que ele fala por aí e tudo mais. Mas é fato que quando ele contou a história dele num episódio do Jovem Nerd lá, ele realmente me deu, eu falei, não, eu preciso voltar. Aí eu voltei com... Aí não era um blog, já era um site. Enquanto ainda tava trabalhando. Aí tentei achar amigos pra fazer, mas aquela coisa, as pessoas vêm e vão com uma rapidez inacreditável, né? Sim, é por isso que a maioria dos projetos

de internet acabam, né? Porque demora pras coisas acontecerem, né? E se acontecer, né? E normalmente não acontece. E as pessoas não querem ter responsabilidade nenhuma. Isso é um fato também. Mas querendo ou não, a gente fica zoando, mas quando você vê uma história que não é uma história zoada, tipo assim, de um cara que claramente é filho de papai e que herdou tudo e tal, quando tu vê uma história de alguém que mesmo dentro de contextos, pô, foi lá, teve uma ideia, conseguiu

executar e tal é uma coisa inspiradora, entendeu? É inspiradora, com certeza. Silvio Santos vendendo canetas. Pô, a história do... Você vai ver a história do cara, você pega esse podcast aí do Jovem Nerd. Depois eles foram fazer uma série lá de podcast e tudo mais. Mas eu ouvi o primeiro. O cara foi lá e ele contou a história da VDD. Um cara fodido, cagado, que ele teve uma ideia de vender o curso por telefone. E aí ele ia perto do aeroporto pra galera escutar avião. E ele falou, ah, é que eu tô aqui no aeroporto. Na verdade, ele tava na porta.

lá no orelhão do aeroporto, sabe? Que era pra pessoa achar que ele tava viajando. Então, assim, tem várias coisas que, cara... E aí o cara fala, pô, quando você faz o que você gosta, tudo faz diferença e tal. Eu falei, pô, é isso, entendeu? Vou trabalhar com internet, vou comprar o melhor equipamento aqui de microfone. Então, o erro é esse. É assim, é você ir direto com muita sede. Já gasta logo tudo que tinha. Eu gastei, cara...

Meteu-lhe um notebook da Positivo já de alta tecnologia. Bicho, eu comprei um... Não, não era da... Era da...

Da HP. Isso foi quando? 2016? Não, isso aí foi em 2014. 2014, tá. 2014. Foi no ano da Copa. Eu fui demitido no mês da Copa. Entendi. De 2014. E aí, fui na Gloriosa Santa Ifigênia, aqui em São Paulo, e fui lá numa loja de computador e falei, cara, eu preciso de um laptop. Laptop? Olha aí a idade. Laptop. Notebook. Preciso de um notebook que faça edição de vídeo. Cara, não seja por isso. Toma aqui. Pá! Aí me deu lá e falei, mas isso aqui faz edição de vídeo.

vídeo mesmo? Pai, isso aqui banca tudo. Ele era tão bom que eu usava ele até pouco tempo atrás. Ele durou 10 anos, né, Júlio? A gente fazia vídeo com o meu laptop. Chegou uma hora que eu não tava aguentando mais. Puxou o laptop da Hot Wheels. Mas aí eu comprei microfone, condensador. Condensador, que eu não ia comprar qualquer um, entendeu? Mesa de som. Mas o que você queria? Você queria fazer o quê? Ah, eu queria fazer podcast. Sozinho? Então, era pra ser com esses caras. Depois foi

Foi lá pro Vitamina. Não, aí... Então, aí eu tinha 50 ouvintes no meu podcast. Tá bom, melhor quiser. Aí eu falei, porra... E aí fiquei tentando, fiquei fazendo vários e dava um trabalho da porra. Ele mesmo deu play 50 vezes no podcast? Não, não era. Tinha 50. Eu acho que era família, amigo, sei lá. Aí o que eu fiz? Fui na BGS. Comprei o ingresso... Qual o nome do podcast? Porra, como é que chamava? Era... É, acho que era L3P Cast.

O cara não lembra a própria história, cara. Era isso, cara. Los Três Perdidos, né?

tem o nome lá de trás. E aí eu fiz canopla do microfone. E aí eu fui na BGS, nos negócios assim. E aí eu encontrei uns caras lá que também tinham canoplas no microfone e tal. E a gente ficou conversando. E eles eram o Vitamina Nerd. E aí um dia eu chamei, ó, vocês querem participar do meu podcast? Aí um dia os caras falaram, ah, participar do meu podcast e tal. E aí chegou uma hora que a Camila falou assim, ó, não dá pra bancar mais. Por que bancar? Eu pagava o Adobe, tá ligado? Pra editar as coisas, né?

A filha do Roger é pai, tenho fome. Pera aí. Pera aí que eu tô editando aqui no Premiere, rapaz. Não, porque eu tive uma ideia que, cara, se eu tivesse mantido, talvez tivesse dado certo. Que a ideia era a seguinte, que depois todo mundo resolveu fazer. Mas naquela época ninguém fazia. Eu ia jogar videogame com as minhas filhas. E elas iam estar vestidas de princesa. E eu ia jogar, então eu ia chamar jogando de princesa. E eu levei minha filha na BGS vestida de princesa, o caralho, a 4. E a gente foi.

fiz vídeo com a Malena, fiz vídeo com o Jovem Nerd, o cacete, com ela vestida de princesa e tudo. Mas acabei nunca colocando no ar, porque eu nunca soube editar direito, eu não sabia editar, então eu gastei muito dinheiro nesse negócio, e com ideias que eu nunca de fato colocava no papel. Aí eu conheci, aí chegou uma hora que a câmera falou, ó, não dá pra bancar mais, porque já tinha acabado meu dinheiro, ela tava bancando tudo, e aí tipo assim, essas coisas de internet, tinha que bancar servidor, esse tipo de coisa. Sim. Aí eu falei, tá bom, então já era, né?

desses caras do Vitamina souberam que eu ia parar e falaram, não, vem pra cá. A gente não pode pagar nem nada, a gente nem ganha dinheiro nenhum aqui, mas aqui... Mas tu vai ter abertura, tu vai participar de cabine de imprensa. Isso, e você pode fazer o podcast aqui, a gente tem um... A gente já paga aí o servidor e tal, não sei o que. Vai virar um hobby. Foi, não. Aí eu fui pra lá, não. Só que eu fui pra lá pra trabalhar, bicho.

Os caras eram hobby. Pra eles era hobby. Pra mim, não. Eu fui trabalhar. Então eu comecei a fazer o podcast, comecei... Notícia, fazer crítica. Notícia, escrevia notícia,

você escrevia não sei o que, escrevia... Aí eu falei assim, pô, como é que será que os caras fazem pra assistir filme antes de todo mundo? Aí eu fui procurar, aí era cabine de imprensa, eu não sabia. Falei, como é que faz pra cabine de imprensa? Aí mandei e-mail pra Sony, mandei e-mail pra Warner, mandei e-mail pra um monte de gente. Quem me respondeu, sabe quem foi? Tipo, a imagem em filmes. Olha aí. É, a menorzinha. Me respondeu, falou, ah, você é do site e tal, ah, tá aqui o convite.

E aí era um filme, cara, aí quando eu fui lá e vi o Rubens Evald, lembra do Rubens Evald Filho, né? Sim.

Cara, número um do cinema no Brasil. Número um do cinema. A hora que eu vi esse cara de frente, assim, eu não acreditava que eu estava no mesmo lugar que ele, tá ligado? Rogério, assim, é isso. Eu estou no mesmo lugar que essa turma. É, porque, porra, eu falei, meu, venci, tá ligado? Quando eu leio a crítica que ele escreveu desse filme, eu estava no dia que ele viu esse filme, rapaz. Exatamente, cara. E aí eu fiquei lá, aí eu fiquei fazendo...

Aí, na cabine, eu conheci outras pessoas. Essas pessoas tinham contato de outras pessoas. E aí eu fui fazendo...

né, o networking, e eu consegui e-mail de todo mundo, aí eu ia pra fazer entrevista, cara, um sitezinho desse tamanhinho tinha entrevista com um ator brasileiro, de filme nacional e tudo mais. Aí vocês iam pra evento também, foi nesse evento que tu me entrevistou? Com BGS, fomos pra BGS porque a gente fechou... 2016? 17? Eu acho que foi 16, hein. 16, 16, 16, 16, 16, é. É, é mais fácil você saber do que eu. Você veio pra São Paulo, né? Eu acho que, eu não lembro. Eu ia muito a São Paulo, eu ia

vezes por ano pra São Paulo, assim, aí nem... Aí eu fui, em 2016, a gente fechou uma parceria com a BGS, a gente colocou um banner no site e eles deram um monte de ingresso pra gente. E aí a gente foi, aí eu conheci o Jurandir, aí... Conheci não, né? Fiz uma entrevista com ele que ele nem lembra. Tremendo, tava tremendo assim, ó. Tipo, fazendo entrevista com o cara. Eu tenho isso gravado. Aí... Jurandir tratou mal, tal. Não, não, ele foi legal, ele foi legal. Aí nisso abriu uma...

um negócio pra colaborar com o Cinema Corrapadura. Aí eu falei, meu, é isso. Aí eu mandei lá a mensagem e tal. A galera me chamou. Exato, fiz um textinho. Aí era assim, ah, faz um texto aí pra ver se é legal. Aí eu fiz o texto. Aí, bom, aí eu entrei. Aí no que eu entrei, eu não... Porque assim, entrava muita gente pra colaborar, mas a galera mais fazia tradução de notícia, colocava no site e tudo. Eu já tinha uma carga de coisa. Então eu falei assim, olha, eu faço isso aqui.

Mas tem uma entrevista aqui que eu... Esse dia, é... Vocês gostariam que eu fizesse pro Rapadura? Gostariam que, tipo, eu fizesse por escrito pro Rapadura? Aí a menina falou, ah, eu vou ver com o Jura. Aí o Jura respondia pra ela, ela falava pra mim, ó, faz. Aí eu, puff, ia lá e fazia. Aí eu botava no ar. Então eu me diferenciei dos outros com o que eu tinha mais, que era esse networking e com essas oportunidades que eu tinha. E aí nisso eu fui crescendo e fui aparecendo. Até o dia do Hugh Jackman,

Eu fui pelo Vitamina, você sabia? Foi? É, foi pelo Vitamina. Não foi pelo Rapadura, foi pelo Vitamina que eu fui. Foi pelo Vitamina, mas entregou uma Rapadura pro Rigo de Ekman, cara. Caraca, velho. O Rigo de Ekman veio promover o Logan no Brasil. Aí o Rogério tem um presente pra você. Aí o Erico Bogo ficou puto. Putasso, porque ele disse assim, gente, tem que ser rápido, tem segurança aqui, não pode ter interferência. É perguntar e sair, não sei o quê. Aí o Rogério,

tem uma rapadura. O cara levou uma caixa enorme, o cara abriu um tijolaço pro Higo Jackman. Ele foi bem simpático. Deu os desenhinhos que a filha fez. As filhas fizeram... O Rogério tinha isso, né? As filhas levavam... Ele mandava assim, vou entrevistar fulana. Faz um desenho da fulana. Aí as filhas faziam um desenhinho e ele entregava. Bom, você sabia que isso, sem querer... Ela tava me contando ontem, a gente tava jantando. O filme favorito da vida dela, sabe qual é? X-Men Dias do Futuro Esquecido, sabia? Olha aí, maneiro.

Eu acho que tem muito... Deve ter muito a ver com essa... Porque não é um filme pra ser um filme favorito de alguém, mas... Sei lá. Deve ser, mas... É um filme legal, mas, né? Pra ser um favorito. Sim. Eu acho que tem muito a ver com isso. Ela fez o desenho do Wolverine. Eu mostrei pra ela o que que era. Aí ela gostava de desenhar. Aí eu fiz o desenho, aí eu levei pra ele. E... Pô, aí... O cara tinha muito protocolo pra não levantar, pra não...

Pra desobedecer o povo. E tinha uma live... E a grande sacada. Tinha uma live ao vivo do Omelete. É.

ao vivo essa live, essa coletiva de imprensa, era ao vivo. Então tinha muita gente assistindo. E aí quando eu fiz a pergunta, eu falei pra ele que o Wolverine ele era que nem uma rapadura. Era doce, mas era dura. Era dura por fora, né? Era dura, mas era doce. E aí ele falou, rapadura? O que é rapadura? Ele me interrompeu em falar isso. Aí eu falei assim, aliás, não foi isso não. Eu falei disso, eu falei, inclusive eu tenho uma rapadura que depois vou entregar pra você. Aí ele falou, não, você tá aí com você? Entrega agora.

Aí eu levantei, fui levar o rapadeiro pro cara e todo mundo. E aí isso deu uma, né? Teve uma repercussão internacional, cara. Eu tenho um jornal da Inglaterra. O Hugh Jackman ganha um doce típico brasileiro. Foi transitado. Aí, porra, aí eu tô saindo do bagulho, eu tô assim, aí no que eu tô saindo do negócio, o Jovem Nerd vem na minha direção, o Alexandre, fala assim, puta que pariu, o Jurandir vai te dar um beijo na boca. Ele falou.

Aí eu falei, puta... E, meu, cara, sei lá, o jovem nerd falando comigo, tá ligado? Aí eu, putz, cara, eu... Caramba, até tem uma foto. Depois eu falei, bom, tira uma foto comigo aí, tirou. Aí ele falou, porra, cara, o que tu fez aí foi muito foda, não sei o que, não sei o que lá. Porque o Hugh Jackman, ele catou o desenho da minha filha e mostrou pra todo mundo. Aí a galera fez, ah, não sei o que. E ele, porra, ganhou presente e tal.

Aí quando eu sentei no meu lugar, o Erico Borg falou assim, bom, próxima pergunta. Aí o Hugh Jackman falou assim, não, não, peraí. Ele não fez a pergunta dele ainda? Faz a pergunta.

Faz a pergunta. Érico Borgo ficou muito puto, caralho, desses negócios. E aí o chat do negócio. Rapadura, rapadura, rapadura, rapadura. Tudo no bagulho do omelete. E aí depois, na saída, eu encontrei o primeiro jovem nerd, e depois encontrei o Érico Borgo. O Érico Borgo me pediu desculpa. Aí eu falei, não, cara, imagina. Eu atropelei tudo lá. Ele falou, é, você fala pra caralho mesmo. Como vocês perceberam, o Érico Borgo tem razão. Ele falou, é que você fala pra caralho mesmo. Eu falei, é.

Aí eu falei, é, cara, mas... Mas depois desse rolê todo, tiveram muitas dessas situações, assim, ele entregou uma máscara pro Tom Holland, aconteceu muita coisa, mas pegou meio ruim, assim, também, né, galera? Ih, lá, vai, entregar. É, porque aí virou isso aí, né? Mas o problema é o seguinte... O cara quer se aparecer, o cara quer atrasar o rolê. É, eu levei um desenho do Homem-Aranha e a máscara do Homem-Aranha e a... A rapadura.

Rapadura pro Tom Holland? E aí eu falei pra assessora de imprensa, eu falei, eu entreguei a caixa pra ela e falei,

depois você entrega pra ele. Tava lá a carta do rapadura e tal, porque a intenção é o seguinte, é o cara ir lá numa rede social, por exemplo, bota a máscara, mostra o desenho. A intenção é isso, tá ligado? Não é eu paralisar o negócio e tal. E aí ela virou pra mim e falou assim, você não quer você mesmo entregar? Aí eu falei assim, mas eu vou poder entregar? Ela falou, não, entrega, você vai fazer pergunta e tal? Eu falei, não, pergunta eu vou fazer.

Ela falou, então, quando você fizer a pergunta, você entrega. Aí eu falei, pô, mas vai dar ruim, a galera vai chiar. Ela falou, não, não, que chiar o quê? Pode entregar. E aí eu fiz, e aí a galera chiou.

Lá vem, lá vem. É, teve um músculo. Quando eu falei, ah, rapaz, aí a galera... Aí depois eu escutei, assim, quando tava passando, escutei, daqui a pouco vão dar um pão de queijo. É. Aí eu falei, pronto, tô na merda. Só que o seu Lorde também entregou uma máscara e ninguém falou nada, né? Pois é. Mas aí, o curioso disso tudo é que o Rogério começou a ter um destaque aí, começou a participar do Rapadura Cast, virou comercial do Rapadura, porque ele era a pessoa que morava em São Paulo,

Então ele tava mais perto das agências. Então ele se tornou comercial sem nunca ter trabalhado com nada de comercial, né? De venda. Teve que aprender do zero com publicidade e ir atrás das coisas e tudo. Ah, foi foda, né? Porque a primeira ação que eu fechei foi com a Fini. Foi. E não foi que a Fini procurou a gente. Porque eu fui correr atrás da Fini, mano. É. A gente teve uma sessão... Vocês estavam... Não. Eu acho que era o PH. Acho que era o PH que tava.

filme que eu não lembro agora. E aí eles iam fazer... Era uma sessão da Finn e tal. E tava até o rapaz lá do One Piece. Como é o nome dele? O Matheus? Sim. Matheus Joy Boy. É, o Joy Boy. Ele tava lá também. E aí eu falei assim, pô, isso aqui é uma oportunidade pra eu conseguir alguma coisa. Pegar um contato, né? E aí eu fui falar com pessoas assim que estavam lá e tal. Aí acabei conseguindo cartãozinho e tal. Sabe aquela coisa assim?

Uhum. E ali eu, pô, mandei e-mail, expliquei tudo o que que era e tal. Aí os caras, não, pô, legal, bacana, vamos conversar.

E aí eu fechei a primeira... Aquela foi pesada. Quando fechou, eu quase chorei. Foi aquela com o Jovem Nerd? Foi difícil. Não, a primeira que a gente fechou foi... Nossa, eu nem lembro mais. Foi de alguns podcasts. Foi de Jovem Nerd. Foi um podcast. Eu acho que foi o Oscar. Pode ter sido, pode ter sido. Porque a gente fez Oscar com finhas e tudo. Um monte de coisa assim. Eu acho que foi um podcast antes. Foi alguma coisa assim. Mas foi muito incrível. Depois a gente fechou BGS.

BGS não. PCXP com eles também. A gente ficou no stand uns 4 dias lá comendo o Fini, gravando podcast lá dentro ao vivo. A gente foi pro Lollapalooza, né? A gente teve uma porrada de ação maneira com o Fini. Fizemos muita coisa com o Fini. Mas isso aí foi muito foda. A primeira ação que eu fechei foi com a Fini. Falei, caramba, acho que pode dar certo, sabe? Aí depois vieram várias coisas. A gente fechou Fanta, fechou... iFood, Subway... iFood. Todos os streamings. Netflix, a gente fez todos os streamings.

nunca fechei, cara. Esse é a minha pedra no sapato. O Rapadura fechou. É, o Rapadura, sim, antes de mim, né? Sim. Mas eu nunca consegui a Netflix. O resto, todas, Paramount. Até as que não existem mais, a gente fechou. Sim, a gente fez vários. Telecine a gente fez meses. Anos. Anos com a Telecine. Foi muito legal trabalhar com isso. Mas aí, você deu a volta toda no tempo aqui e aí chega no momento atual.

A gente vai falar disso já já. Do outro lado aqui a gente tem o Imaginago. O Imaginago postou esses dias uma foto com o presidente da Pixar. Ah, foi. Foi. O Imaginago, que faz esse trabalho na internet dele há quanto tempo, Imaginago? 10 anos? 10 anos certinho esse ano agora. 10 anos, Imaginago. Volta pro ano zero ali. Primeiros passos. Aquele Imaginago ali. O Imaginago tem um dos maiores canais do Brasil de animação.

falar de Disney, DreamWorks e tudo mais, esse assunto. Aquele imaginagulado começo, ele tinha noção de que 10 anos depois ele estaria simplesmente do lado do presidente da Pixar, caralho. Pit Doctor. Tá doido, pô. Impossível. Na verdade, até antes, porque eu já gostava dele até anos antes, porque eu ficava vendo, na época, hoje em dia não tem mais isso, mas no DVD vinha lá os famigerados bônus especiais, sabe? Sim. Você clicava lá e você via os bastidores do...

e tal, eles ignoram. Pelo menos os novos até saem um documentário, dependendo, mas os antigos simplesmente sumiram, assim, tudo virou... Mas você tinha ali os bastidores, né? E eu ficava vendo, depois do filme, tinha filme que eu via mais os bastidores do que o próprio filme, porque eu ficava vendo assim, caraca, não é possível que essa galera trabalhe com isso mesmo. Eles trabalham com isso, eles não ficam batendo laje, porque lá onde eu morava, lá no interior, assim, é bater laje, levantar peso, é trabalho era isso, né? Tipo assim, como é que esse cara trabalha desenhando, cara? Isso é invenção.

E aí eu sempre vi o Pit Doctor lá, e de repente eu dou um salto temporal, eu tô na Pixar, em São Francisco, a convite da Pixar pra visitar lá e fazer um tour. Bizarro, né? Olha aí, ó. Isso é uma coincidência? Olha o efeito borboleta. Ah, aí não é coincidência, né? É trabalho pra caralho, né? Mas aí, não, mas aí... Pô, vai fazer 10 anos certinho agora, em maio. Mas eu era... O Imaginago, no caso, né? Porque eu era bem curioso, assim, com a internet.

Porque eu já peguei uma... Eu já peguei uma geração do YouTube que já tinha saído tudo, já rapadura,

É tudo coisa de véia, assim, Rapadu, Jovem Nerd. É, a gente tinha em podcast e em áudio, né? Não existe canal. Tu entra em 2016, que muita gente já estava falando que era o fim do YouTube. Exato, já estava indo para a segunda geração do YouTube, que a primeira foi ali, Felipe Neto, PC Siqueira, Cauê Moura. Já era YouTuber a parada, né? Só que eu ali na época do... Eu não sei que ano que é isso, cara, mas na época do Orkut... Aí é 2004. É, acho que 2005, talvez, e aí eu...

na internet, assim, que foi a primeira coisa que eu me considero, assim, que eu comecei a produzir alguma coisa, sem ganhar nada, era eu tinha minhas comunidades de o Rei Leão. Essa era a minha pira. Porque o Rei Leão, ele tinha, ele tem os universos expandidos ali dos livros, sempre teve, né? Depois que os filmes foram lançados e tal. Eu nem lembro o nome da comunidade, mas era alguma coisa do tipo, sou fã de Rei Leão e sei lá o quê.

E aí eu ficava ali trocando, tipo assim, fazendo esses posts lá no Orkut sobre o Rei Leão, sobre esse universo expandido e tal, e até

fazia uns vídeos também no YouTube, só que como eu não tinha microfone, não tinha nada, eu só fazia aqueles vídeos que fica aparecendo, tocando música e texto na tela e imagens, né? Eu pegava dos filmes. Não tinha nem microfone, cara. Dormi pouco. E adolescente também e tal, mas que foi a primeira vez que eu me reuni pra poder fazer coisa. E tudo inspirado nessas histórias aí da galera. Até tinha podcast assim, igual o Rogério ouvia, né? Do Jovem Nerd, mas você não tinha muito essa galera do YouTube falando sobre

o trabalho, sabe? Sim. Falando sobre o que elas faziam, né? Dando entrevistas. Você ouvia muito mais isso no Jovem Nerd, de vez em quando no próprio Rapadura. É, o Jovem Nerd sempre fazia isso, né? Mas era muito difícil você ver alguém entrevistando um criador de conteúdo naquela época. Era raro. É. Mas eu lembro que eu vi um programa, assim, que o... O primeiro que eu vi foi o... O do Leon. O... Sabe o Leon Ianilson, né? Sim, do cara, é.

Do Coisa de Nerd. Coisa de Nerd. E, cara, ele tava dando entrevista, assim, numa...

pra um cara, assim, que eu não lembro o nome, mas eu vi, assim, eu falei, caramba, foi a primeira vez que eu tive essa, tipo assim, caramba, os caras, eles têm um processo por trás, e eram pessoas comuns antes e tal, e, sabe, partiram de um lugar, porque meio que os caras sempre estiveram ali e você tá vendo, então dificilmente você, você viu os bastidores, né, e eu fiquei alucinado, assim, a primeira vez que eu vi foi do Leon, aí depois eu, esse mesmo cara entrevistou, sei lá como, tá, mas ele entrevistou do nada o Cauê Moura, aí teve, teve um outro também que eu,

não lembro agora, eu peguei uma sequência de uns quatro youtubers da época, assim, que eu falei, caraca, velho, os caras tão falando o processo, como é que eles começaram, não sei o quê, e como é que eles fazem no dia a dia. Aí eu falei, pô, eu devia tentar isso aí. Aí foi em 2016 que eu... Cara, eu não tinha nem celular. Em 2016, eu não tinha nem celular. Eu tive que... Na época eu fazia... Eu era técnico informático, né? E aí eu meio que...

Enfim, basicamente ficava formatando o computador dos outros e arrumando e tal. E aí eu peguei uma grana ali que eu juntei de um...

de um bico e outro que eu fazia assim, de arrumando o computador dos outros, e aí eu comprei o microfone. Tanto que meus primeiros vídeos, na verdade, eles são em áudio só, né? Eles são só áudio e... Ah, tipo os ensaios, né? Que era tipo, apareceu o videozinho lá do conteúdo, mas você não aparecia, era só a sua voz. Eu sempre tive noção que era importante eu aparecer, então eu botava uma fotinha minha quando eu mencionava meu nome.

Fala, sou imaginário, vai aparecer a minha foto ali, mas eu não tinha câmera, não tinha celular, não tinha isso. Entendi.

Justa. Hoje em dia, se você tem uma ideia, tu puxa o seu celular e você tem uma qualidade extremamente... 4K. Razoável ali, sabe? Sabe? Pega o microfone ali e vai dar tudo certo. Antigamente era, tipo assim, você tinha a ideia, mas não tinha o equipamento, que era caríssimo. Comprei o microfone, que não foi tão caro, mas pra mim foi na época. Foi 120 reais. Foi inacreditável. Foi um dinheiro inacreditável na época. Eu falei, cara, inacreditável que eu tô gastando 120 reais no microfone. Eu não vou... Que se não der certo, eu gastei 100 reais à toa, né? E aí...

E assim, hoje em dia eles chamam esse tipo de canal de Canal Dark. Não tinha esse termo na época. Canal Dark é quando você não aparece. O conteúdo tá ali, mas você não tá. Tipo zangado. É, mas eu não gostava disso. Até porque eu falava, cara, eu preciso que as pessoas me conheçam e tal. Tem que ter meu rosto, porque senão as pessoas vão esquecer. Eu não vou conseguir viver desse negócio. Eu preciso que as pessoas me vejam. E aí era totalmente anti-ideia de podcast. E aí eu fiz esses primeiros vídeos.

bombou muito, obviamente, com o Rei Leão. Que aí foi quando eu comecei a... Eu criei um canal, a minha ideia era fazer um negócio focado no nicho, aí eu escolhi a animação, que era uma coisa que eu já era viciado, e aí, enfim, aí veio o vídeo de Rei Leão. O vídeo de Rei Leão foi logo o segundo ou o terceiro, assim, que era tipo a origem do Scar, né? Como é que ele conseguiu a cicatriz e não sei o quê, e aí baseado em livros oficiais da Disney e tal.

Tô vendo aqui, o verdadeiro passado do Scar, 4.7 milhões de visualizações. Toma,

na primeira vez que eu postei, pegou 10 visualizações. O vídeo anterior, que era de coisas que você nunca reparou nos filmes da Disney também que eu fiz, pegou 75 visualizações. Lembra até hoje? 75 visualizações e ficou travado nisso por semanas, assim. Até que do nada, cara, YouTube, né? Algoritmo aleatório. Começou a entregar. Alguém me linkou com não sei quem e de repente esse primeiro vídeo de coisas que você não reparou, ele do nada, ele explodiu. Ele pegou, sei lá, eu fui olhar o vídeo e aí ele tava com

4 mil visualizações. Aí eu falei, caramba, ele tava com 75 ontem. E aí eu fui mostrar pra minha prima e falei, olha isso aqui, o vídeo tá com 4 mil. Quando eu fui mostrar pra ela, já tava com 10. Em questão de minutos, assim, até eu subir lá na casa dela. E eu falei, ó, tem uma coisa acontecendo aqui. Eu sei que eu terminei aquele final de semana com mais de 100 mil views nesse vídeo. E aí terminou o mês com 1 milhão. E aí juntou um no outro, viu aquele efeito dominó bizarro.

E meu canal começou a engrenar, assim. Aí botou o AdSense, aí começou a entrar uma graninha. Enfim.

Depois disso aí, com seis meses, eu tava fazendo 100 mil inscritos, pô. Bizarro. Foi uma viralização muito alta. Mas aconteceu um perrengue absurdo, porque... Direito autoral. Não, não, direito autoral não, porque eu era meio safo com isso. Mas o ponto é que eu gravava num notebook que eu tinha, e esse notebook simplesmente queimou, assim. A bateria dele queimou. E logo, assim, quando eu tava dando essa escalada, assim,

Eu falei, pô, preciso gravar mais e tal. E nessa de gravar mais a bateria dele pifou. E aí eu falei, legal, acabou, pô. Porque eu não recebi nada até agora. Não sei nem como é que recebe dinheiro disso. E aí eu cheguei a perguntar ao meu pai, pô, será que dá? Ele, pô, impossível. Porque, sei lá, era 300 reais pra arrumar. Pô, impossível. Eu falei, pô, ferrou, não é possível, inacreditável. Foi amaldiçoado, não sei o quê. Eu fiquei frustrado.

Aí eu sei que eu peguei emprestado ali com o meu primo. Falei, cara, me empresta esse computador aí que eu te dei. Eu pago ele, eu compro ele de você.

que há três meses, sei lá. Meio que fiz um acordo assim com ele. Aí ele ficou sem computador e me emprestou, que ele não usava direito. E aí foi isso. Eu peguei a computadora dele e aí segui, entendeu? E aí, realmente, depois de três meses, eu acabei, enfim, conseguindo montar meu primeiro computador. Montei de qualquer jeito ali, né? E aí peguei um celular também que eu não tinha. Foi a primeira coisa que eu gastei. Foi um celular e um computador.

Aí acabou o dinheiro. E aí, enfim. E aí segui a vida. E aí, dez anos depois, tamo aí. Aí, dez anos depois, eu lá na Pixar lá, chorando. Gente, eu estava chorando. Só que aí tu conseguiu...

construiu uma carreira, né? Ah, foi. Mesmo assim, né? Porque todos eles estouraram, e aí o teu canal cresceu, e aí tu virou um cara respeitado na internet, tu conseguiu viver disso, né? Com o AdSense do Google, as publicidades, etc, né? Por muito tempo foi com o AdSense, né? O AdSense, ele era o meu... Era impensável a questão de publicidade pra mim, porque eu fiquei por muito tempo sem fazer zero, assim, zero real, porque eu não tinha noção nenhuma de nada.

E o YouTube já me dava uma licença ali que pra mim era suficiente. Pra mim já era inacreditável, né? Porque, pô... Você ganhar mais de um salário fazendo vídeo pra internet falando de animação, tá de brincadeira. Então eu já tava extremamente satisfeito e eu falava, cara, esse negócio de publicidade é pro Jovem Nerd. Porque o Jovem Nerd... Todo podcast Jovem Nerd... Tinha acesso às marcas, né? É, e eu falava, cara, eu não sabia.

Eu acho que é pra uma galera que conhece e tal. E aí eu fiquei por muito tempo, cara. Fiquei de 2016 até 2000 e...

18. Fiquei dois anos, assim, só de AdSense, sem ninguém aparecer. Apareceu uma parada meio bizarra ou outra, que mandava e-mail de, sabe, e-mail empresas internacionais, assim, que pagavam em dólar. Ah, é, não. Isso tem um monte, né? Tu lembra daquele, não sei se você já ouviu falar dos Amino, Amino, comunidade Amino. Amino, a gente fechou. Esquece, esquece. O Amino, por dois anos, foi a minha única publicidade, assim. Divulgar a comunidade da Amino. É, a gente fez muito isso. Isso aí é, isso aí é,

tranqueira, né? Meio tipo assim, parada internacional. Não, ele pagava, assim, não era um negócio errado. Não, não era errado. Mas ele pagava pouco, de fato, né? É porque eu digo assim, não tá dentro do mercado que a gente conhece hoje, de agências e tal. Não, você falava diretamente com eles. Mas sabe o que é isso? Falava com o cara da empresa mesmo. Lá no primeiro podcast que a gente fez lá, o 99.482, sobre viver de internet, eu falo muito sobre a minha história no Rapadura e do 99 Vidas, e dos perrengues que a gente passou até chegar.

naquele momento ali de 2021, né? Lembrando que a gente tava ali durante a pandemia e tava relatando as dificuldades de viver de internet, sabe? De você sair do emprego formal, né? Que todo mundo conhece. Quando você fala assim pra alguém, ah, você trabalha com o quê? Ah, sou advogado. Pronto, morreu aí o assunto. Acabou, acabou. Agora tu vai no médico, o médico fala, trabalha com o quê? Sou youtuber. Nossa. Nossa, quando eu fui fazer minha bariátrica foi isso. Caraca, aqui ó,

é youtuber, hein? Ó, cuida. Cuida dele aí que ele é youtuber. Falar pra todo mundo, eu falava, meu Deus, cara, se eu falasse advogado, o assunto é morrer. É, ninguém fala nada, ninguém fala de nada. Aí chegava fisioterapeuta depois, ah, você que é um youtuber, né? Falei, sou, moço, sou. Eu cheio de gases, assim, dentro do meu corpo. Falei assim, sou eu, sou eu. É tipo assim, vira um assunto. Aí o cara fala, qual é o teu canal? Não, e o

O cara fala, quatro canal. Você tá lá morrendo de dor, assim. Quatro canal. Hoje, quando eu não quero render assunto, eu falo, eu tenho uma produtora de audiovisual. É boa. É uma produtora de vídeo, né? Exato. É uma produtora. Sou dono de produtora. Bota aí, produtora. Eu falo publicitário, às vezes. Eu até hoje, ó. Eles passaram aqui cinco anos desse podcast e eu falei ali que eu tenho até hoje dificuldade pra dizer com o que eu trabalho.

E aí, eu não sei se mudou alguma coisa em relação a isso, mas eu falo que eu sou criador de conteúdo. Trabalho com internet e tal.

produzo vídeos. Ah, mudou, mudou. Às vezes, eu só digo assim, sou empresário. É, mas às vezes eles pedem pra especificar. De que ramo? Não, tudo na internet, eu trabalho aí com produção de vídeo, com cinema e tal. Ah, é legal, não sei o que. E aí pronto, encerra o assunto. Porque ficar prologando em cima disso, a gente ainda, por mais que seja algo novo, não é mais tão novo assim, né? Eu completo 20 anos de RapaduraCast em 2026, né? Não, as pessoas entendem mais porque hoje,

dia é mais, como eu falei, democratizado. Sim. Você disser que tem podcast, a galera entende, né? Entende. Tem podcast. Bem que o cara vai pensar no MesaCast, mas tudo bem. Com certeza vai pensar no MesaCast. Tanto que quando eu falo do podcast, eu falo, ó, só que o meu podcast é aquele modelo antigo e tal. A gente tem vídeo agora, mas ainda assim não é o MesaCast. Não é uma mesa com a TV no fundo. A gente analisa filmes, a gente conversa. Eu acho que teve uma parada que aconteceu

esses últimos cinco anos, é que mudou muita coisa a internet. A internet cresceu absurdamente. O vertical. Foi ficando muito difícil trabalhar com a internet. Porque ali, até aquela época ali, 2021, ok, porque a gente tava vivendo a pandemia ainda, né? Então foi muito difícil pra todo mundo ali. Mas pega ali 2019 e tudo. Cara, 2019 foi um dos melhores anos da história do rapadura, assim. A gente tava numa franca ascensão, fechando com praticamente todas as marcas grandes, né, Rogério? Era até o que eu queria dizer.

assim, é porque eu falei pra dizer que a gente fechou com a Fini logo de cara, e aí você pensa, e aí depois falando das outras coisas legais que a gente fez, mas aí você pensa o seguinte, putz, o cara já fechou a primeira e depois já saiu, não, a gente fez muito amino, a gente fez muito coisinha pequena, porque assim, veio a Fini com tudo e depois, e agora? E aí eu fui, cara, eu fui, eu ia presencialmente nos lugares, eu fui numa empresa de malas, uma empresa de malas eu fui, e eu criei um projeto, fizemos a Galápagos

jogos de jogo de tabuleiro. Fui lá conversar com ele. Foi uma das coisas que eu fechei também. Foi uma das primeiras. Mas assim, tudo menor. Porque a Fini veio com tudo. Dark Side, né? Só que aí depois com o tempo... Dark Side, fizemos vários. Só que aí com o tempo foi firmando de fato mesmo. A coisa foi ficando boa. E aí 2019 foi nosso ápice. Foi quando a gente fechou Oscar com a Fanta. A gente fechou Halloween com a Fanta. A gente fechou Outback. Tinha todas essas marcas.

iFood fizemos iFood a gente fez 2019 foi um ano absurdo a gente recusava a publicidade entraram na panelinha a gente começou a publicidade a gente começou a pandemia com grana a gente começou a pandemia tranquilo porque a gente tinha recebido uma grana boa de uma ação que a gente tinha fechado com a fanda então assim a gente tava ufa tá acontecendo isso aqui mas eu acho que vai ser de boa de sobreviver um tempinho

Só que meu amigo, quem que ia imaginar que o troço ia durar dois anos e aí as marcas, todo mundo se retraiu. As marcas todas se retraíram, porque era uma insegurança muito grande pra todo mundo. E aí você vai investir... Pensa o seguinte, você investe dinheiro em canais, em sites, podcasts. E você, antigamente, você tinha a televisão. A televisão é o certo. A televisão é o garantido. Mas você tá ali, pô, tá começando essa história...

Sei que 2019, 2018, 2019, é quando a Globo descobriu os podcasts. O que foi excelente pra gente. Porque assim que a Globo mostrou lá no Jornal Nacional o que era podcast... O William Bonnet explicou o que era podcast e todo mundo aprendeu o que era podcast. Aí, de repente, veio uma galera... E eu não tô falando só de audiência, mas veio uma galera de comercial pra cima da gente, de marketing. Vamos fazer... Então a gente começou a fazer muitas coisas.

Mas ele explicou o que era podcast tradicional mesmo, assim, de áudio? Sim, porque a Globo começou a fazer...

o podcast entrou no mundo do podcast. Ah, é, teve uma leva de podcast da Globo, sim, sim. Ah, tanto que tem um podcast deles lá que é um dos primeiros até hoje. Era o da... O Assunto. O Assunto, exatamente. O Assunto, o Assunto. Só que pra pessoa poder acessar, ele tinha que explicar o que era. Então quando ele explicou o que era, as pessoas... Opa, peraí, existe agregador de podcast? Existe? E aí começaram a descobrir... Aí botou lá, cinema, toma, rapaz. Aí falou, pô, cinema. E a gente tá lá, ó, mil anos.

Videogame, 99. Pô, exato. 99 vidas também. Eu comecei a trabalhar com 99 vidas também. No comercial do 99 vidas, uma época também trabalhei. Então, assim, a coisa ficou grande. Mas aí as marcas, quando a coisa apertou por causa da pandemia, eles foram no seguro. E jogar no seguro é jogar onde? Na televisão. Big Brother. É. É aí que o Big Brother sempre teve uma boa... um orçamento gigantesco, tá? Ele sempre teve, na verdade, um faturamento. Orçamento não. Um faturamento gigantesco.

gigantesco. Mas o boom de faturamento do Big Brother é a partir da pandemia. Porque a galera foi todo pra lá. Porque ali é o garantido. A TV sempre é o garantido. Imagina, a gente tinha aqui no 99 Idas uma propaganda do PicPay. Inclusive o PicPay, a gente começou o bônus 99 Idas, nosso podcast aí pra assinantes, por causa do PicPay. Foi a proposta do PicPay. Olha, vocês criam um podcast bônus e a galera assina usando o PicPay. Só que chegou

ali, 21. 2021. PicPay virou patrocinador do Big Brother. Toda a grana deles foi pro Big Brother e acabou patrocindo o 99. Você joga no garantido. É a instabilidade de você estar na internet, né? Porque tem um mito também, que a gente tá falando aqui de publicidade, caraca, não sei o que. É, é mó fácil, então vou entrar nessa. É uma galera, não só que é fácil, tipo assim, vou entrar nessa, mas também que, primeiro, né, a galera tá vendo um monte de gente aí, né, mostrando muita

grana, mas essa é uma das grandes mentiras da internet que é, você, tipo assim, a galera que é milionária é a exceção de criador de conteúdo hoje, pela quantidade de gente que tá fazendo, a galera milionária, assim, que sabe, que tá fazendo por opção praticamente, é a exceção, porque a maioria dos criadores de conteúdo é uma galera que, tipo assim, tá vivendo, cara, todo mês praticamente, é tipo assim, ó, esse mês vai ser assim, no máximo você tem, sei lá, um pagamento garantido de uma publicidade que você fez, que

demora pra cair e tal. Mas, no geral, a gente vive, cara. É um ano de cada vez. Tipo assim, como é que vai ser esse ano aqui? Exatamente. Não dá pra programar o ano que vem, né? Você não sabe. A gente não tem certeza como é que as coisas vão acontecer. Infelizmente, sabe? E agora que a internet tá cada vez maior, porque quando o Rapadura 99 Idas começou, a internet ainda era reduzida. Quando chegou o TikTok, o TikTok ele ampliou a internet de uma forma sobrenatural.

Sobrenatural. Qualquer um vira influenciador do nada. Você vê alguém com 10 milhões de seguidores que você nunca viu na vida. O cara já está há um ano fazendo conteúdo. A loucura. Como é que a agência vai escolher onde colocar uma propaganda? Ok, tem aquela galera que é mais responsável, que tem credibilidade, que está há muitos anos e tudo mais. Só que as agências, elas surfam no que está bombando. Não viu lá aquele cara que foi escalar a montanha com a menina e deu uma polêmica naquilo ali?

foi abandonado, não sei o que, do nada o cara tava fazendo propaganda do Burger King, tava fazendo propaganda do iFood, fazendo propaganda do Reksona, Reksona que não te abandona. Isso. Entendeu? Então assim, tem uma, tem uma, eu acho que tem uma área hoje, né, na, isso aqui é 100%, né, é achijo, mas tem uma área nas agências, tipo assim, isso aqui é pra viral. Procura o que tá bombando. O que viralizar, a gente vai jogar essa grana aqui, sabe?

E obviamente foi tirando da, da, de onde era sendo colocado. Mas, existem vários tipos

tipo assim, tem isso, mas também tem coisa, eu lembro que em 2000 e foi antes da pandemia, o YouTube simplesmente, do nada, do nada não, ele tomou uma série de processos lá nos Estados Unidos, e ele mudou as regras dele, falando assim, olha o seguinte, agora, Rogério falou que, ah, porque se eu fizesse com as minhas filhas, eu ia, não sei o que, o YouTube do nada chegou e falou, agora é o seguinte, criança não monetiza mais. Toma.

Ou seja, se vocês quiserem continuar no YouTube, vocês vão ter que ir pro YouTube Kids que não monetiza. Sim. Então assim, a galera tipo o Lucas Neto,

Galinha Pintadinha e etc. Que já era gigante, que já tava milionária. Na verdade, eles perderam consideravelmente a renda do AdSense. Mas eles já vendiam coisa no shopping. Mochila. Caderno. Já eram grandes, né? Então, tipo assim, a Galinha Pintadinha tinha fralda. Já tem fralda já da Galinha Pintadinha. Então, assim, eles não foram afetados. Uma galera que fazia vídeo, tipo assim, ah, tô aqui fazendo vídeo com meu filho e tal.

Tome. Agora você simplesmente, no dia anterior, você monetizava. Agora você não recebe mais nada por isso.

Entendeu? E aí, como é que fica, né? E eu lembro que eu quase fui afetado com isso, eu tive que fazer uma mobilização, inclusive. É, porque tu fala de animação, né? Exato, só que eu sempre falo de animação, eu não falei aqui, enfim, pra quem não me conhece, eu não fico igual o Lucas Neto, tipo assim, hoje, galerinha, nós vamos... Eu falo pra adolescente pra cima, né? Então tem muito jovem que me assiste, muito adulto. E aí, só que aí o YouTube meio que, nas regras que ele tinha colocado, ele colocou, tipo assim, ó, se a gente vê que é pra criança,

vai desmonetizar. E uma das regras que eles colocaram lá, tipo assim, se tiver animação, quer dizer que é pra criança, então a gente vai tirar. E eu falei, pô, ferrou, pô. Os caras vão ver meu conteúdo e vão tirar. E aí eu me juntei com uma galera, assim, é canal de animação internacional. Fizemos um movimento, aí o YouTube falou assim, tirou isso. Aí agora você vai lá e você mesmo classifica o seu vídeo, e se por um acaso distoar, o YouTube pode te punir.

Então, você classifica o teu vídeo, se é pra criança ou não. Hoje em dia, quando você vai upar o vídeo, você fala, esse conteúdo não é pra criança. Ponto. Aí se você tiver

Então isso fez com que meu canal poderia ter acabado ali. Ele poderia estar ali, tipo assim, valeu, agora eu sou técnico de formagem, quem estiver precisando de computador para formatar, entre em contato comigo, entendeu? É quando você fica refém das plataformas, né? Exato, exato. Quando você fica refém da plataforma, por exemplo, você trabalha com o YouTube, o YouTube é que manda nas regras, não é você. Exato. Não é você que manda nas regras.

Ali que eu comecei, eu sabia disso, todo mundo fala, mas você só sente quando a água bate na famigerada nádega, né?

E é ali que eu falei, cara, caramba, não posso depender só desse negócio aqui. Eu comecei a pensar em expandir mais o meu conteúdo para o Instagram, que eu sempre tive seguidores no Instagram, porque eu sempre divulgava o meu Instagram, mas aí eu comecei a abrir TikTok, aí eu comecei a falar, cara, não dá para depender de um negócio só. Então, de certa forma, apesar de que pulverizou o público, meio que me deu opções de não ficar dependendo.

trabalho no TikTok e no Instagram. Sim. E, na verdade, teve momentos da minha vida, nos últimos dois anos pra cá, que eu ganhei mais com Instagram e vídeo vertical do que com o meu YouTube. Por quê? Por causa de publicidade, que eu fui fazer lá e tal. Então, meio que isso aí foi... Rendeu uma coisa positiva de não ter que ficar dependendo, porque eu vivia 100% do AdSense do YouTube. Eu lembro. Eu falava contigo, acho que quando eu comecei a conversar contigo...

Chegou a falar. Eu falava, imaginago, não fica num lugar só, mano. Porque tu fala assim,

eu tenho um AdSense aqui e tal. Eu falei, mano, tu tem filho, caralho. Tu tem filho. Se der qualquer problema no AdSense, tu se fudeu, mano. E aí eu imaginava, mas eu tô vendo aí, não sei o quê, é difícil. É, eu não fazia. Na época que você falou comigo, eu falava, mano, mas ninguém quer fazer nada, ninguém vem atrás de mim, mano. Eu ficava parado esperando uma marca vir, né? Só via essa galera, Amino e tal. Coitado da Amino, né?

Sou muito grato, Amino. Amino, pô... Muito obrigado, Amino. Muito obrigado, Amino. Muito cara, eles fizeram, velho. Salvaram. Muito obrigado.

A Telecine salvou o Rapadura muitas vezes. Porra, Telecine. A gente fez, pô, anos de Telecine. Uns dois anos. A gente tinha... Não, assim, mas aí Telecine... Mas Telecine era brabo. Telecine é Globo, né? Era Globo, né? É Globo, sim. Amino, que é uma parada, tipo assim, que vem de fora. Um abraço para os amigos da Globo aí. Toma, um abraço para a Globo. Mas é que o Telecine... Faustão, Thiago Leifert. Nossa, durante muito tempo, o Cinema com Rapadura foi o único canal que tinha uma lista de filmes. Como é que é?

O Telecine, né? O Telecine, é isso. Recomendações. Uma lista de recomendações, exatamente. Ah, lá no Telecine. Tinha uma aba cinema com rapadura. Uma aba cinema com rapadura. O único. E aí tinha os filmes que a gente recomendava pra turma assistir. E aí depois eu peguei essa mamata aí. Também tinha lá. Imaginava o recomenda. Toma, várias animações lá do imaginário. Começou com a gente. Eu não lembro qual foi a primeira. Eu sei que, tipo assim, uma vez eu falei assim, cara, quem que vai me pagar? Porque eu falo de animação.

me dar dinheiro. A Disney, eu já falo dela todo filme que sai, eu tô lá falando. Então ela não vai. Só que aí eu me surpreendi, porque uma das primeiras coisas que eu falei, opa, parece que agora eu estou em outro lugar. Que foi a Disney. A Disney chegou e falou, imagina agora, queremos que você divulgue aqui. Aí eu pensei que era algum filme. Não, eu queria que eu divulgasse produtos, licenciados deles. E aí eu falei, caraca, olha que burrice. Mas é, você, né? Que burrice. Como é que eu nunca pensei nisso? É óbvio.

sair um chinelo do Rei Leão, vai divulgar onde? No Imaginago. Porque a galera não necessariamente sabe que tem um chinelo do Rei Leão disponível aí pra você comprar. Mas eu não tinha essa visão. Quer dizer, hoje em dia eu acho que tem até um curso em alguma faculdade de youtuber, alguma coisa do tipo. Mas na época você vê que vai aprendendo. Porque eu não tinha noção nenhuma, cara. Eu tava ali falando de animação, de negócio que eu assistia e ganhando uma grana de AdSense.

E até hoje o AdSense, ele é uma renda considerável pra muita gente. Tem muita gente que deve tá ouvindo aqui e tá falando, caraca, mas eu também só

Vive de AdSense. Mas é... Então... Imaginago tem isso porque Imaginago tem 5 milhões de views por mês, né? Exato, exato. A galera que tem 2 mil views, 3 mil views se fode. Não dá pra viver de AdSense. Não dá pra viver disso de jeito nenhum. Aí tem que puxar ali um... Um membro. E aí foi uma coisa que mudou, né? Eu acho que de 2021 pra cá, o que é que mudou? O que é que eu sinto? Muitos dos criadores de conteúdo que já estão, de certa forma, estabelecidos,

no final das contas, decidiu viver da própria comunidade. A comunidade abraça o criador de conteúdo, e aí você cria um campo de membros, você cria, sei lá, um Patreon, você cria um conteúdo exclusivo pro seu público, e aí a galera paga uma quantia, como é o 99 vídeos. A gente tem aqui o bônus, o bônus ali você paga 15 reais por mês, você tem acesso a um podcast exclusivo, toda semana, já tem quase 400 edições, é um papo bem legal, o Rogério gravou recentemente um de uma hora de duração,

com o Evandro e com o Bruno e o Felipe, né? Não é, Rogério? Foi, foi. Mais quatro. E aí, cara, pensa aí. Ah, não, acho que o Felipe não tava. O Felipe não tava. Esse tipo de rolê é o que tá salvando a maioria dos criadores de conteúdo. Por quê? Publicidade, ela tá se extinguindo pra... Tipo assim, tem muito criador de conteúdo. Exato. A publicidade, ela não consegue abarcar. E, normalmente, a publicidade, a galera tá preferindo ir no menos. Antes, eu lembro de, tipo assim,

atrás, cara, tinha agência que tinha uma conta e ela pegava 100 criadores de conteúdo. E ia distribuindo a grana. Hoje em dia eles pegam 3 ou 4 e acabou. E acabou. É, e é aquela coisa que eu falei de você meio que jogar no certo. Como é que você joga no certo? É você pegando os maiores e aí, e o que tá em voga hoje em dia, principalmente, são influenciadores. É. Então você vai nos influenciadores que tem milhões de seguidores, você sabe, você vai pagar muito caro, mas você sabe que o retorno é,

Um retorno que eu digo de visualização, tá? É garantido. Mas isso não quer dizer que vai vender para somar, exatamente. E é isso que eu tento explicar, por exemplo, quando eu vou conversar com o pessoal de marketing, das empresas, de agências principalmente, é que é o seguinte, o podcast como o nosso, por exemplo, tanto o 99 Vidas quanto o próprio Rapadura, a gente tem um engajamento muito grande. Como é que funciona, na verdade, esse engajamento? A pessoa que escuta o podcast,

Ela tá lavando roupa, ela tá lavando banheiro, ela tá lavando louça. Tá no hospital, tá no hospital, tá na... Ela tá deitada na rede. Isso. Ela tá indo pro trabalho, ela tá voltando. Então ela sente que as pessoas que estão dentro daquele podcast, como é uma conversa, a gente não faz entrevista como os mesacasts normalmente funcionam, né? Que são entrevistas. A gente tá meio que conversando. Então a pessoa, ela sente como se a gente fosse um amigo dela.

Porque, muitas vezes, eu me pego, às vezes, ouvindo podcast e falando, pô, mas caramba, que burro, você não sabe o que é isso? Sabe qual é? Assim, você se pega falando, ou às vezes você fala, putz, é isso mesmo e tal. O Rogério abandonou o emprego por causa de podcast, mano. Exatamente. Olha isso. Que coisa absurda. Então, esse engajamento é muito diferente de um influenciador com, às vezes, tem milhões, mas que a maioria das pessoas, ah, é só uma propaganda, é beleza, passa pro próximo e tal.

muito grandes, eles têm muito, muito, muito engajamento, mas eles também cobram muito, muito, muito, muito caro, entendeu? Sim. Então, o que eu digo para eles é que, às vezes, você faz um investimento menor, mas você tem um engajamento muito grande. A gente consegue ter uma taxa de retorno para o cliente muito grande dele... Ah, ele vem vender um, sei lá, um livro com a gente. A gente consegue... Cara, a gente fez uma ação com uma editora há pouco tempo atrás, que era de uns livros de ficção científica, não sei o quê. A gente fez, cara, na hora que a gente estava fazendo live, isso, assim,

Na live, o quê? Não tinha mil pessoas assistindo a gente. E, cara, começou um acesso absurdo no site dos caras. E a galera falando assim, pô, mas esse livro... Ah, o site tá lento. Lembra o que eles falaram? Exato. O site começou a ficar lento. E era pouca gente. Por isso que eu falo, nem sempre o número... Porque se fosse número, a gente lá no Rapadura, por exemplo, a gente tem quase 400 mil inscritos. 300 e quanto? 320 e pouco. É, então vai.

Quase 350 mil. 320 mil inscritos, certo? Mas a gente não tem esse retorno. Por quê? Porque em algum momento a gente teve que mudar a maneira de fazer os nossos vídeos. É, o nosso canal foi mutante, né? Ele teve várias fases, né? Na época do estúdio, estourou. Estourou, porque teve vídeo lá dos Vingadores. Milhões de acessos. Aí começou a aparecer outros vídeos. Fazia vídeo todo dia e tal. Mas é aquela coisa de estúdio, de tudo mais.

Inclusive, MesaCast antes de existir MesaCast. Era bom. Aquele período ali era bom, hein? Porra, era muito. Era muito bom.

Final explicado de Vingadores. Exatamente. Os caras descrevendo o filme. Toma. 4 milhões de views. Pô, os caras saíram do cinema de madrugada e foram pro estúdio gravar. É. A gente gravou 30 vídeos, eu lembro, que a gente ficou madrugando até 10 da manhã, saindo do cinema. Fazendo vídeo do Vingadores. Fazendo vídeo e a gente soltou 4, 5 vídeos por dia. Mas a pandemia, ela inviabilizou isso porque não podia mais ir pro estúdio.

E aí muitos podcast... Fiquei pagando, Rogério, um ano e meio de contrato de aluguel do estúdio. Energia... Porque mesmo você não utilizando, você tem o mínimo que você paga. E é alto pra caralho o mínimo. Água, existe o mínimo lá que é caro pra caralho. Internet é caro pra caralho também. A internet pagava preço fechado, né? Então eu passei um ano e meio pagando. E, tipo assim, onde a gente estava alugando o espaço,

ouvir, tipo, ai, tá foda pra todo mundo, né? Vamos dar uma batida aqui, não tem ninguém usando os espaços, não sei o quê. Ligaram, foda-se. Vamos cobrar o valor cheio. E aí, meu irmão? Eu mesmo falava pro Juras, Juras, tá na hora de devolver esse negócio aí, porque só via pagando, pagando, pagando, e a gente não... Pouca publicidade, porque é isso que eu falei, a galera migou pro outro lado. Então, e aí a gente teve que mudar o estilo do canal.

A gente foi perdendo elenco também, né? A gente foi perdendo elenco, porque... O elenco foi mudando.

O PH saiu. Saiu um pouco antes, né? Porque 2019 foi um dos melhores anos e ele já tinha saído. Mas... Chegou a pandemia, aí a Marina saiu, depois a Cate saiu. E aí foi todo mundo saindo, né? Do projeto, que eu fui fazer outras coisas. E aí... A equipe de Fortaleza ficou basicamente eu, o Sicas e o Joel, o nosso editor, né? E aí a gente teve que transformar, né? Porque o Rogério começou... Saiu do comercial e ficou fixo no Rapadura. Aí depois chegou a Fernanda e é no Rio.

distante de tudo, né? Mas esse negócio do público, do público hoje em dia tá mais aceito você abrir um tipo de grupo, assim, de membros e tal, do que era antigamente. Porque antigamente você falava, não, porque... E se, galera, e se eu abrisse aqui alguma coisa? Ah, mercenário. É, tem que pagar, é. Caraca, e tal, sendo que você não tá... Tudo já é rico, tudo já é rico, porque tu quer esse dinheiro. Rico? Da onde, caralho? Pelo amor de Deus, essa é a imagem que tu mantém. Se você não tiver excluindo, né, tipo assim,

Assim, você tá, ó, o que eu faço aqui agora, a partir de hoje isso aqui vai ser pago. Aí é uma coisa realmente zoada. Mas hoje em dia a galera entende que, tipo assim... É uma coisa a mais, né? É a mais pra você ter a segurança desse caos que é a criação de conteúdo. De você, tipo assim, não saber se alguma regra vai mudar, se a publicidade vai mudar de rumo, né? Porque apesar de que eu falei, tipo, quando eu comecei a fazer publicidade lá, que eu falei, caramba, realmente, eu posso fazer coisa licenciada. Burger King, McDonald's. Pô, eu quando eu era adolescente, cara,

minha mãe selecionava. Tipo assim, você vai duas vezes por ano e vai pegar dor e brinquedo. Aí hoje eu faço uma propaganda do Burger King e os caras me mandam toda a coleção. Toma aí, ó. Divulga. Bilhões de coisas. Inclusive, eu choro por tudo, né? A última vez que eu chorei foi quando eu fui fazer propaganda pro Burger King. Nem gosto de falar, porque senão eles vão querer cobrar mais barato depois. Mas... Falei, cara, não acredito que eu tô fazendo propaganda do negócio que, tipo assim, eles me mandaram todos os brinquedos, pô.

E, sabe? E me pagaram ainda. Falei, sério que eles me pagaram pra me dar todos os brinquedos? Eu falei, putz,

Eu tenho quase 30 anos já. Mas enfim. É legal esse negócio. Só que mesmo desbloqueando isso na minha cabeça, não veio todo mês, toma, todo mês, duas publicidades absurdas. Nossa, meu sonho. Então a galera, hoje em dia, acho que entende mais que, tipo assim, beleza, um clube de membros, tipo assim, aqui no 99, a galera tá bancando a parada, tá dando uma segurança pra vocês criarem. Quem não participa, tá ali também, importante ali, tá ouvindo até o final, já tá dando engajamento, tá dando like,

episódio, tá comentando. Tá recomendando, né? Ajuda como pode, entendeu? Mas hoje em dia eu, pelo menos eu, sinto, me sinto menos ressachado ali por ter membros. Sabe? A galera fala, beleza. Enquanto você não falar assim, não, gente, agora todos os vídeos só apagando. E não vai acontecer isso, não faz o menor sentido. Mas eu, imagina, eu te digo que o que deu segurança pro Rapadura foi a gente ter criado o Sala VIP, que é o podcast lá exclusivo pra assinantes, que virou, é um cineclube nosso, já tem

Quase 100 edições. E a gente fazer duas lives por semana, toda segunda e toda sexta no YouTube, em que a gente tem lá a parada de Pix, né? Que a própria galera financia os temas. A gente tem 10 temas e aí, se eles forem desbloqueados, a gente fala sobre eles. Obviamente que é uma brincadeira isso, mas o objetivo é a galera fortalecer o nosso trabalho, né? Cada um solta ali 8 reais, 5 reais, né? Isso. Na soma ali toda, é isso, pô. Não, cada tema é 20 reais.

pra liberar. Aí tem 10 temas ali, o cara ajuda e tudo mais. E aí, fazendo toda sexta e toda segunda, isso no final do mês, dá uma garantia pra gente, como criador de conteúdo, de que, olha, vamos continuar. Se vier publicidade, vai somar. Vai ser um a mais. Vai ser uma coisa... Antes a gente dependia exclusivamente da publicidade. E aí, quando não rolava a publicidade, como aconteceu pós-pandemia, foi brabo, mano. Era um desespero. Foi brabo, foi brabo. Eu lembro o Rogério,

Ele já é uma pessoa que tem um monte de problema emocional, né? Eu lembro que teve uma vez, quando o Rogério tava trabalhando na parte comercial, e aí a gente teve um problema, na equipe mesmo assim, que o Rogério teve um ataque de pânico, assim. Ele ficou assim, meu Deus do céu, o que eu vou fazer agora? O que é que vai ser do futuro? E aí foi aí quando ele começou a trabalhar mesmo com... Focando no comercial, né? Enfim, né?

Aquele caso, né, Rogério? Eu sei, eu sei, é o que a gente... Porque foi uma... Esquece.

Não, mas é. Caralho. Aí eu que não entendi nada, fico na merda aqui. E era uma coisa, mano, que é uma parada muito, muito, muito, muito bizarra. Tipo assim, que é meio invisível pras pessoas. Eu sei que também não tem porque a galera se compadecer com essas coisas e tudo. Porque eu sei que faz parte, todo mundo tem seus estresses, suas ansiedades e tudo. Mas esse perrengue do não saber o que vem,

depois, se vai fechar, se vai dar certo. Uma coisa é você trabalhar numa empresa que você sabe, todo dia 5 vai estar caindo dinheiro lá. A não ser que você seja demitido, né? É. Não sei que aconteça alguma coisa absurda. Mas você sabe que você é concursado público, todo meizinho vai estar lá caindo a sua grana. Isso é uma garantia. Concursado esquece, melhor coisa ali. O cara tá ali, pode fazer. Esse mês eu vou zaralhar aqui, não importa, vou receber.

Outra coisa que você sabe, por exemplo, em alguns empregos, é que quando dá 5 horas da tarde,

você tá indo embora. Exato. Alguns trabalhos não. Sabemos disso. Mas, normalmente, você trabalha de 8 às 5. Mas, a gente que trabalha com internet, a gente sempre tem que trabalhar com o desconhecido. Tipo assim, a gente não sabe se mês que vem vai continuar isso. E aí, quando a gente tem uma garantia de que o nosso público... A gente sabe que oscila, às vezes a galera desassina e depois continua, não sei o quê. Mas existe uma média. A gente tem uma média. A gente sabe o que é

que vai vir. E aí isso dá uma certa segurança, sabe? Porque, cara, muitas vezes a gente que trabalha com internet, a gente já pensa em desistir. Porque fala assim, vai passando os anos, o imaginário tem 30 anos, tá jovem ainda. Bom, eu já tenho mais de 40, o Rogério mais de 40 também. A gente fica pensando assim, certo, e o futuro? Como é que vai ser as coisas? É porque fica uma sensação de que é um emprego temporário, né? Exato, mano.

Exato. E se eu falar uma besteira e for cancelado? Isso. É porque assim, a galera,

De novo, não é pra... Ai, que peninha, não sei o que. Exato, a gente só tá compartilhando a experiência aqui. Primeiro que é o seguinte, por exemplo, você sentar e ficar oito horas fazendo live, como a gente já fez pro Oscar, a gente já fez... Outro dia a gente fez uma live de bobeira, a gente tava aí, a galera mandando pics, a gente ficou aí. A gente faz dez horas de live por semana, né, Rogério? É, não. Cinco horas na segunda e cinco horas na sexta.

E aí, muitas vezes, você pode falar, ah, pô, mas é moleça, aí você tá só sentado falando tal, cara. O Júnior de Vivo doente. Eu vivo mesmo.

doente. Previo mesmo. Às vezes eu falto aqui no 99, não é pra sacanagem não, mas porque é foda, mano. É um trabalho... Ah, você tá trabalhando de casa. Graças a Deus. Imagina se eu tivesse que sair pra fazer esse trabalho todos os dias. Eu tava fodido. Eu tinha morrido, mano. Tinha morrido já. É, existe o planejamento antes. Existe a própria postagem de voz que você tem que fazer que é diferente. Não é como se você estivesse só conversando com um amigo.

Não, é emocional. Você tem que estar empolgado. Tem uma postagem diferente. Você tem que estar empolgado pra gravar. Você tem que estar

dando sorrisos, divertido. O público que está acompanhando não tem nada a ver com os teus problemas, não. Tem nada a ver. O cara ouvindo esse podcast aqui, o repositor do supermercado está ouvindo esse podcast igual o cara lá do Parasita. Eles não pegam ônibus. Igual o cara do Parasita lá, sabe com a mulher falando da chuva? Sim. Mas a gente não pode se diminuir, cara. Trabalho de internet é trabalho, cara. A gente mesmo se desmerece, mano. É um trabalho como qualquer outro e é óbvio que vai ter trabalho que dá

que exige um esforço físico muito maior do que o mental, ou às vezes é o mental e o físico ao mesmo tempo, é óbvio, né? Mas não é porque existe uma parada que talvez nem deveria existir, né? Que é uma exploração inacreditável, que a gente tem que falar assim, ah, não, já que tem alguém sofrendo de uma maneira inacreditável, então a gente não sente nada, né? É humanamente impossível você se levar a isso, sabe? Na verdade, você pode falar, na verdade, aquele ali é que tá demais, né? Enfim, é um trabalho como qualquer outro, tem uma carga mental gigantesca,

E física também, porque ficar parado aí oito horas sentado, cara, fazendo live, tá doido? É, essa parada aí de você ficar medindo, comparando os trabalhos, eu acho que é meio injusto, porque são outros momentos, né? Mas sempre tem o cara que cata arroz na... sei lá onde, de cabeça pra baixo, pendurado na corda. Mas essa parada...

Essa parte de você... Esse trabalho é um trabalho que a gente fica sentado nessa cadeira. Essas cadeiras são uma bosta. Não tem uma cadeira boa, mano. Aí fala assim, tem as cadeiras lá de 5 mil reais. Eu não vou gastar 5 mil reais numa cadeira. Ok, passa muito tempo. Deveria gastar assim, mas nem... 5 mil não paga não, tá? É 10 pra cima. 5 mil você não pega top, mano. Não, tem muito mais, né? Tem muito mais. Eu já vi esses youtubers.

Tem uns youtubers aí, mano. A galera com 10, 15 milhões de seguidores. Que tem um monte de publicidade.

de dinheiro. Essa não é a realidade. E outra coisa, eles não compram essas cadeiras. Eles ganham. Eles ganham. Eu vi uma entrevista aí, passou no jornal da Globo aí, da galera perguntando nas escolas o que é que as crianças queriam ser quando crescer. A maioria dizendo influência é YouTube. TikTok é. É claro, pô. Porque isso é o que? Isso é TikTok também. Mas porque se vende uma imagem de que todo mundo que trabalha com internet vive do glamour. Eu queria ter a vida dessa galera que, tipo assim,

tem 30 milhões de seguidores e tá nadando em dinheiro. Real, eu queria. Queria. Queria muito. E não só 30 milhões de seguidores, como mandando um tigrinho pra galera. E ainda tem isso. A publicidade mudou tanto. Mudou tanto que aí as bets e os tigrinhos começaram a dominar o mercado de publicidade. E aí fica esse grande questionamento. A gente pode fazer ou não pode? Porque no fim é publicidade. Tigrinho é brabo. Tigrinho é brabo. Então, então.

Tigrinho porque é um negócio moral, né? Porque fala assim, cara, isso aqui é cassino, é foda divulgar cassino. Mas aí eu imaginava que o Tigrinho é brabo. Aí tu liga a TV e a Ternigalista tá fazendo o Tigrinho lá, mano. É, isso é isso. Tá lá o Betano no Big Brother. Não, ela tem uma propaganda de uma Bet gigantesca que ela não tá fazendo propaganda de... Ela não tá fazendo propaganda de aposta. Ela tá fazendo propaganda porque ela anda no meio dos jogos. Juntos do aviãozinho, jogo e isso aqui. E aí, mano? Bet, Bet não sei o que lá.

Tá rolando à toa. Pois é, pô. E todo time de futebol tem propaganda lá de uma bet específica. E aí, na nossa área, existe o virtuosismo de não pode falar. Nenhum podcast, ninguém que trabalha com entretenimento pode fazer propaganda de bet ou essas outras coisas aí. Porque, ai meu Deus, tem que pensar na galera. E eu entendo totalmente. Eu sou contra. Eu sou contra você fazer propaganda

de tigrinho. Tigrinho eu sou contra pra caralho, porque é cassino e é basicamente roubo. Só serve pra dar golpe. É um golpe. É um sistema que é feito pra você perder. É feito pra você perder. Bet é outra parada. Bet é aposta. Aposta esportiva existe desde que o mundo é mundo. Desde a época dos gladiadores, a galera tava apostando nos gladiadores. Então, desde que o mundo é mundo, desde que a gente nasceu, existe a mega cena. Ah, não é a mesma coisa. Eu sei que não é a mesma coisa,

porque a Mega Sena, ela financia diversas coisas no governo, né? Existem lá as taxas pra ajudar os clubes de futebol, existe lá pra ajudar na educação, na saúde e tudo mais, que é a coisa que a BET também deveria fazer. Deveria fazer, deveria fazer, exatamente. Se você regulamenta a BET, você coloca lá, ah, 30% da grana que entra pra BET vai pra saúde, vai pra educação, vai pras paradas. Aí, meu irmão, aí é outros 500, sabe? Eu concordo com isso, que tem que ter regulamentação. Mas eu vejo, todas as TVs

fazendo propaganda de bet. Todos os times de futebol fazendo propaganda de bet. Eu vejo o Big Brother. Só que não pode ir a gente. O Big Brother fazendo propaganda de bet. E onde tá dinheiro da publicidade hoje em dia é aí. E a gente teve que recusar tudo, mano. A gente recusou tudo. A gente já recusou várias. É, putz. É foda. É ruim quando você recusa metade de um apartamento porque, tipo, ah, não vai ser legal. Se a gente ventilar a ideia da possibilidade de divulgar uma bet, eu lembro do Cauê Moura, divulgava o Sportbet no Desce a Letra.

Todo dia. Todo dia. Até que ele, na pressão, ele teve que parar de fazer. Porque você não consegue cancelar. Como é que você vai cancelar a Ana Maria Braga? Tu vai mandar no superchat da Ana Maria Braga? O programa dela acabou, ela vai embora e ninguém fala nada. Vou parar de torcer pro Corinthians porque ele tá fazendo propaganda do esporte da sorte. Eu vou te falar. O que eu acho, o que eu acho de verdade que deveria ser feito é o seguinte.

Eu acho que se você é contra a lei, você não pode fazer. É isso. Ponto final. No real, no final é isso. Se já existe

lei que está regulamentado isso, então você deveria poder fazer e acabou. Ah, mas aí a consciência é de cada um. Ah, é um problema social? Sim, está sendo um problema social essa parte das apostas. A gente está vendo muitas famílias perdendo. Sim, mas a bebida também. A bebida também. Rapadura já fez bebida? Eu não faço bebida. Eu tenho as minhas limitações. Ah, você tem até porque você é um canal infantil, né? Você não faz fast food, por exemplo.

Já, já. O canal infantil, assim, que pega, desculpa, o canal infantil não, o canal que pega

É, pega, mas pega adolescente. Pega adolescente. Enfim, eu não falo palavrão e tal. Mas assim, eu tenho coisas ali que eu simplesmente falo, cara, eu não quero fazer porque eu não me sinto bem fazendo. A Beth é uma delas também, porque falar pra adolescente é uma parada que não acho que combine. Ou seja, é uma questão moral. É, que eu me limito. Se não tivesse essa polêmica toda, eu não faria de qualquer jeito. Mas eu acho que a galera mais adulta não vejo problema. Mas imagina você, Imaginago,

você é criador de conteúdo, tá aí há um tempo, sei lá, 10 anos fazendo, e aí não tem publicidade, o AdSense tá fraco, surge uma bet dessa oferecendo 50 mil por mês. 50 mil? Eu vou te falar, normalmente o valor que essa galera, que vem, de vez em quando vem, né? Bizarramente vem pra mim coisa. E o valor é sempre inacreditável. É sempre assim, o que você faz de publicidade vai ser 4 vezes no mínimo aquilo que você normalmente faz. Porque tem muito dinheiro, né? E aí é um negócio assim, que é você nega, tipo,

assim, caraca, bizarro. Mesmo que eu já não faria, eu falo, caraca, que doideira. Tomara que um dia eu, sei lá, recupere de algum outro jeito, porque é uma grana que pra gente muda. E a parada que é injusto, né, é porque pra mim mudaria a minha vida. Eu já neguei umas três publicidades, assim, de Bet, que mudaria a minha vida. E que provavelmente eu nem seria cancelado, assim, sabe? Eu teria um chiado, mas a galera ia esquecer.

E eu vejo essa galera gigante, que eu não vou citar nome, com 50 milhões de seguidores, que, tipo assim, o cara faz por ganância e ponto.

É tipo assim, o cara já é milionário. Se ele quiser parar, ele para. Mas ele quer mais. E aí ele faz mais. Então, tipo, cada vez mais eles vão aumentando sem precisar. E uma galera que mudaria a vida... É por isso que eu não julgo a galera que faz. Ah, fiz mesmo, cara. Precisava do dinheiro. Tá doido? Os caras pagaram 200 mil. Tá doido? Isso é um apartamento. Né? Dependendo do lugar. E aí o cara fez e é isso. Fez e acabou. E também...

E ninguém tá apontando... Assim, se o cara tá falando pra adultos, né? Não tem ninguém apontando a arma pra você, né? Falando, tipo assim... É, porque...

Porque, assim, as pessoas não têm nenhum problema. Eu já vi vários canais fazendo de bebida, de cerveja. É. Tranquilo. E bebida é um problema muito maior, inclusive, do que o jogo, diria, hoje em dia. Porque, cara, quantas famílias aí destruídas por conta da bebida e tudo mais. Tem coisas que fazem mal aí e que a galera faz de boa, entendeu? Então, assim, eu tenho um problema de... Inclusive, eu tenho um problema na família de vista em jogo muito antes, mas muito antes dessa história de...

online, era coisa física mesmo, era um negócio de vício em jogo físico. Então assim, eu sei como é, eu sei como é, eu sei como é oficial de justiça batendo na porta, entendeu? Eu sei como é. Eu tenho esse problema com bebida em casa, né? Meu irmão, alcoólatra, e aí tem mais de 20 anos que ele não usa mais nada, mas foi alcoólatra quase a vida toda. Meu pai, alcoólatra também. Eu sei o dano da bebida, sabe? A pessoa

que não consegue controlar do vício. Mas também você sabe das pessoas que simplesmente seguem a vida, bebem socialmente. Exato, é isso que eu acho que tem que ver. Assim, essa parte de quem é responsável por isso, quem é responsável por isso é governo, justiça e quem regulamenta esse negócio. Eu acho, por exemplo, que tigre não deveria ser regulamentado. Eu também acho que não. E acho que aposta também não de alguma forma. Porque cassino não é permitido no Brasil, mano. Não é permitido no cassino. Mas é, né? E o bingo?

não pode, né? Não pode, mas online pode, porque tem jogo de bingo online que pode. É estranho, cara. Quando eu era pequeno, eu jogava bingo. Se está regulamentado, eu acho que vai de cada um, desde que você não engane, né? Porque tinha aquela coisa da conta falsa, fingindo que estava ganhando. Se você não fizer nada disso, se você fizer corretamente, dizendo, que nem a gente vê, por exemplo, no Big Brother, joga com responsabilidade.

Mesma coisa que beba com responsabilidade. Que os órgãos ignoram, né? A galera que fiscaliza

publicidade e ignora. Tanto faz como tanto fez. Mas, por exemplo, podia ter uma lei que dissesse o seguinte, ó, beleza, você pode fazer, mas você vai ter que colocar, você vai ter que usar 10 minutos do seu tempo em algum outro vídeo, em algum outro lugar, falando sobre os malefícios que isso causa. Sei lá, alguma coisa do gênero. Tipo o cigarro, né, que aparece isso aqui, vai te matar de 30 formas no rótulo. É, porque imagina o seguinte, se você fizesse, por exemplo...

A gente não vê propaganda de cigarro, né? Pra cada hora de propaganda, sei lá, pra cada meia hora...

ou hora de propaganda que você faz de apostas você tem que fazer 10 minutos de consequências da aposta beleza porque aí seria legal porque você né mas cara isso não acontece e aí não acontece com os grandes e aí os pequenos acabam não podendo fazer e aí a gente vai ficar nessa corda bamba né é estranho ó Rogério não tem propaganda de cigarro no Brasil porque foi proibida nos anos 2000 proibida tem uma lei né uma lei que proibindo assim como proíbe propaganda infantil né de brinquedos né

Também não pode fazer propaganda. Mas o pessoal sempre acha brechinhas na lei pra poder fazer divulgação de coisas, né? De brinquedos infantis e tudo, né? É, de vez em quando eu recebia muita proposta. Tipo assim, ó, você vai divulgar esses brinquedos aqui. Eu falei, cara, não posso divulgar brinquedos porque é proibido. É. E aí, tipo assim, não, mas aí você vai divulgar para os pais da criança. Vai falar pros pais. Você não vai falar pra criança.

Falei, ah, entendi. Aí eu ia lá e falava, ó, tá aqui pro teu filho, vai ser show.

Aí mostrava um negócio aleatório, assim, um brinquedo claramente pra criança. Acabava que o público-alvo era acertado, porque tinha muita... Tem uma parte... 30% do meu público é adolescente, só que a maioria, na verdade, são jovens adultos, né? Então até que pegava ali uma galera que tinha filho e tal. E ainda mais depois que eu tive filho, eu comecei a falar como pai também. Mas no começo, eles usam essas brechas. Tipo assim, ó, você não pode falar pra criança, você tem que falar pro pai.

mas fazia propaganda. Olha aqui o que eu tenho e você não tem essa tesoura do Mickey aqui. Ou então passava muito e já tem vídeo. Eu tenho, você não tem. Exato. Você precisa agora desse brinquedo na sua casa e aí o brinquedo fazia um monte de pirueta e no final falava movimentos produzidos por computador. Mas aí qual é a saída? Você vê, sei lá, as agências de publicidade todas com contas dessas, das bets, muitos influenciadores recusando fazer, alguns topando fazer e correndo risco. Cara, o cara quando topa,

fazer propaganda de batch, ele sabe que ele vai ser xingado, e aí o que é que normalmente ele faz? Ele fecha os comentários. É, exato, exato. E aí ele segue. Ele vai ganhando a grana dele. O que é duro é você enganar. Ah, tem um limiar aí que, sinceramente, tipo assim, tem muita gente que é muito escrota mesmo, que faz isso aí, e aí mente. É, os cassinos, né? Os cassinos, tem um vídeo pronto que ele recebe pra dizer que é ele que tá jogando. Esses cassinos aí, cara, aí é realmente, a pessoa sabe que tá enganando. É.

Dá golpe. Mas aí tem tanta gente dando um golpe de várias formas, né? Inclusive a galera que muitas das vezes vende coisa falsa, sabe? Sempre teve. Não dá meio que pra fugir, não. Mas aí realmente passa um pouco a sensação que, tipo assim, é o limiar entre tô sendo otário e honesto. Qual que é a linha? A área cinzenta entre ser otário e ser honesto, né? É o que você pensa sempre criando conteúdo. Não, e aí fica difícil a gente acaba tendo que recorrer a outros meios e aí

o fortalecimento das pessoas na internet, os assinantes. Então a gente tem que criar produtos pra gente poder viver da nossa comunidade, que pra mim é a melhor coisa. Se eu pudesse não ter que depender de publicidade, seria a melhor coisa do mundo. Eu quero criar conteúdo. E se eu criar conteúdo, gerar a renda do meu trabalho, pra mim é o melhor dos mundos. Porque se eu, o pessoal fala muito assim, caraca, Júlio, você trabalha muitos anos na internet, mais de duas décadas, já era pra estar multimilionário.

Eu não sou o Felipe Neto, não. São poucos. Nem todo mundo é o Felipe Neto. Aliás, só existe um Felipe Neto. Se eu parar de trabalhar, acabou o dinheiro, brother. É porque tem muita gente que acha que é desordem. Porque também existem exemplos de influenciadores que de fato deveriam ser milionários e o cara sai gastando com tudo. Gasta até para não só a desordem financeira, mas também até para poder parecer que tem mais. Ele gasta com um carro bizarro.

condição de pagar, começa a se atolar em dívida e o cara realmente... Mas não é o caso. O caso é que a gente tem a gente, né? A gente que eu digo assim, o criador de conteúdo médio, né? O cara que consegue viver e sustenta a família e tal. O cara, ele tem uma grana ali que ele vai usar pra guardar pra uma reserva, quem sabe, mas ele tem que pagar editor, aí tem que pagar o thumbmaker, vamos supor, se você estiver falando de vídeo do YouTube.

E aí tem, às vezes, a pessoa que vai atrás de publicidade, que vai pegar a parte dela. Então, você não tem... O que você recebe de bruto não é

que você vai usar. Você tem um milhão de coisas. Roteirista, dependendo do que você estiver fazendo. Então você vai ter vários gastos com o negócio. No caso de você ser servidor pra poder upar o negócio e tal. Então, são vários valores que você normalmente não conta que o cara tá fazendo. E aí parece que é uma desordem financeira, mas não. É só o mercado que é isso aí. Porque tem meses que você faz uma publicidade, mas tem meses que você não faz e você tem que meio que segurar pra quando você não fizer nada. Tem que guardar

naquele mês que não vai acontecer nada. Inclusive, início de ano geralmente é horroroso em relação a tudo. A licença é pior, as marcas ainda não estão fazendo muita publicidade, então você tende a não receber muita coisa no começo do ano. E aí tu tem que fazer essa balança o ano inteiro, fora eventos aleatórios que podem acontecer. É, existem coisas que fogem do nosso controle. Por exemplo, a gente que cria conteúdo, não é simplesmente a gente executar o trabalho e colocar na internet.

disso, também afeta muito a próxima coisa que você vai criar. Porque às vezes uma repercussão negativa de algum conteúdo, você ser atacado, você receber ameaça de morte por causa de um comentário de um filme, de um jogo. Isso tudo mexe com o seu emocional, sabe? Como é que você vai ter disposição pra continuar fazendo esse trabalho? Por isso que eu digo que esse tipo de trabalho de internet, às vezes ele é muito desleal, sabe? Ele é muito desleal. Porque, cara, eu tô só falando sobre um filme.

eu recebi uma ameaça de morte por causa disso, caralho. É desproporcional demais isso, não faz nem sentido. É, por causa de uma galera que às vezes tá farmando em cima de polêmica, porque tem vários tipos de criadores, né? Tem um tipo específico de criador, que é o cara que se os problemas do mundo acabarem, ele vai passar fome. Então ele precisa criar sempre problemas novos e tá perseguindo, e aí ele vai entrando nessa loucura ao ponto de vincular um filme a um, sei lá, um espectro político,

e uma ação política. Então se você fala daquele filme, você tá definindo uma bandeira política e aí você normalmente estoura a bolha, né? Porque é uma galera, é uma minoria, mas que faz barulho e aí você começa a se estressar. E afeta, afeta, no fim das contas. Aí você fala assim, nossa, vocês dão muita atenção a dois, três comentários, mas é porque, cara, a gente tem que ver o público, né? É uma galerinha e você se afeta porque você é humano e os comentários eles meio que teoricamente refletem.

É claro que depois de um tempo, quando você vai refletir, vai pensar melhor, você pensa, realmente, pô, tem 100 mil visualizações num vídeo, tem mil comentários. 90 mil pessoas viram o vídeo, gostaram e seguiram a vida. Mil comentaram. Desses mil, vamos supor, num momento de hate, 50 de fato foram ali e te atacaram. Aí você se afeta. Só que você, na hora, porque é um ser humano, não tem. Depois você reflete sobre isso. E aí você tem que ficar batendo,

de frente com esse tipo de coisa praticamente o tempo inteiro. Sempre vai ter alguma coisa. Sempre vai ter uma polêmica e geralmente as marcas mesmo, os próprios estúdios criam essas polêmicas porque eles lucram com isso porque você falando mal ou bem você tá falando deles, né? E aí quem se lasca é o criador de conteúdo que tá ali fazendo o conteúdo em cima, né? É tipo assim, a galera hoje comigo me dá uma preguiça live action.

Por quê? Porque o live action ele vai ter sempre aquela velha coisa. O elenco ele vai ser questionável,

Tipo assim, eu lembro de como treinar seu dragão, né? Não tô nem falando de um negócio. Eu recebi mensagem da galera falando, como é que você não vai comentar que eles não usaram dois gêmeos pra fazer os gêmeos da animação, né? Porque na animação eram gêmeos, e aí no live action eles queriam que eles fossem atrás de atores gêmeos, ruivos. Eu falei, gente, era óbvio que ia ser diferente. Então sempre tem polêmica em live action.

Tanto que na existência dele em si, quanto em elenco e tal. E aí eu sempre tenho que...

Ah, lá vai ele falar de live action. Mas caramba, eu falo de coisas relacionadas à animação. É um live action de uma animação. Eu estou falando. Não quer dizer que eu concordo com as... Que eu acho que tem que ter mais e tal. Aí eu tenho que sempre lidar com os mesmos comentários de pessoas que se acham extremamente originais, extremamente críticas da indústria. E por que você não critica? Eu falei, eu já critiquei, mas eu não tenho que criticar em todo vídeo.

Todo vídeo tem que falar que live action é desnecessário e tal. E aí você começa, pô, não quero mais falar desse negócio, cara. Porque eu sei que eu vou receber os mesmos tipos de...

Sabe quando você cria aqui conteúdo? Aqui no 99, no Rapadura? Se você lançar um vídeo sobre um tema específico, você vai receber os mesmos tipos de comentários de pessoas que acham que estão numa originalidade surreal. Tem uma coisa que rola muito aqui no 99. A gente fala abertamente sobre diversos temas e tudo. Às vezes a gente entra em temas políticos também. E tem uma turma que não gosta, sabe? Que a gente fala sobre esses assuntos. E aí fala assim, nossa, eu gostava mais do 99 vídeos antigamente. Cara,

esse podcast tem 16 anos. 16 anos, muita coisa mudou no mundo e na gente. A gente se tornou mais politizado, a gente se tornou mais crítico pra algumas coisas e tudo bem. Eu não quero que você concorde com a minha visão política. E eu não quero que você mude a sua visão política por minha causa também. Você tem que mudar pelos seus princípios, pelas coisas que você acredita e você tem que seguir o que você acredita. O que eu não concordo é com xingamentos. Eu sei xingar

Obrigado, porque eu opinei sobre algo. Você não concordar, você não concordar comigo, tudo bem, tudo bem. Tudo bem, tudo bem, cara. A gente vive isso. Se a gente opina, a gente dá abertura pra galera opinar também, né? Não é assim? Não é assim o jogo? Não é assim que a gente discute as coisas? Ó, você falou uma burrice aqui. Isso. Concordo e tal. Porra, não deveria ter falado sobre isso, porque esse assunto XYZ. Cara, massa. Agora, se você chega me xingando, xingando a galera que participa do podcast,

E aí eu fico puto com isso, cara. Eu fico puto. E aí isso mexe comigo. E aí, normalmente, o que é feito? Às vezes eu tento dialogar. Ainda assim, eu tento dialogar. Mas os participantes do 99x já ficam putos. Aí quer bloquear. E aí a gente tem a moderação no site. Aí cai em cima e tudo. Porque a galera passa do ponto imaginável. Você chegar num momento aqui de... Sei lá. Ah, eu tô falando sobre o jogo do Resident Evil. E a pessoa não concorda e fala assim.

vocês são um banho de escroto porque o Resident Evil 8 é o melhor jogo da franquia. Caramba, louco. Então, é isso que você tá falando. Você deu o exemplo de política, mas não precisa nem ir pra lá. Porque é qualquer coisa, cara. Já tomei hate por causa de Frozen 2. É qualquer coisa. Eu fui ameaçado de morte porque eu falei mal de um filme do Johnny Depp. Tome aí, ó. Loucura, né? Uma loucura isso. É isso. Mas é porque é aquela coisa, a internet blinda muito. Quer dizer, não blinda, mas ela faz a galera achar que tá mascarada.

Até a hora que você explode e... Porque, por exemplo, teve uma época aí que quando eu comecei a fazer muita publicidade, a galera começou a me acusar de vender opinião, né? Ah, tá vendendo opinião e tal. Aí eu tive que dar um balança-caixão em algumas pessoas. Balança-caixão, tipo assim, dar um apavoro. Tipo assim, galera, é o seguinte, isso é uma acusação seríssima, né? É uma corrupção que você tá me acusando de corrupção, né?

Tipo assim, eu tô vendendo a minha opinião fingindo que gosto só porque fui pago. Eu vou começar, tipo assim, vocês vão ter que provar isso.

vocês estão afirmando isso e tal. Aí o cara aí, caramba, esqueci que eu tô vivendo em sociedade. Caramba, não posso sair afirmando coisas, né? Sem provar. E muitas vezes, quando dá um louco, eu lembro que o Felca, uma vez, processou a galera. E aí quando foi ver, cara, uma galera assim, adolescente, que os pais falaram, meu Deus, cara, o que você tá falando na internet, velho? Que loucura é essa, mano? Gente acusando, imputando crime em outras pessoas como se não fosse nada.

Aí vocês falaram isso aqui até, em relação ao podcast lá de games que tem no YouTube, que eles também falaram,

a gente vai processar agora. Porque a galera vai esticando a corda até uma hora estoura e aí já era. Então, internet, você viver produzindo conteúdo é viver meio que nesse negócio infinito. A não ser que você faça um, sei lá, exploda de alguma forma, que você fique milionário e aí você não precisa fazer mais nada e possa se aposentar. A gente ainda não teve o primeiro youtuber a se aposentar, certo? Quer dizer, teve a galera que desistiu. Tem a galera que desistiu, né? Exato.

Mas assim, a gente ainda não teve ainda o primeiro cara que tipo assim, cara, acabei porque já fiz o suficiente e agora eu vou descansar. Ainda não teve. O dia que chegar... Ou seja, a gente... É por isso que a nossa parada a gente fica às vezes meio ansioso. Porque a gente nem sabe... A gente nem tem referência de alguém que já acabou. Então a gente nem sabe como é que a gente vai... Como é que a gente vai estar com 60 anos de idade.

A gente nem sabe porque a gente não viu ninguém parar ainda. A gente não sabe ainda... É um negócio muito novo, né? Se você pensar desse jeito assim, né? Você tá há 20 anos fazendo conteúdo e você ainda não viu...

o final de ninguém. Porque, na verdade, as pessoas vão ver contigo. Quando você se aposentar, o pessoal fala, ah, então é assim que termina. Não tem ninguém há 30 anos trabalhando com internet. Não tem. Exato. Não bateu ainda lá o NSS. O podcast mais antigo é o Jovem Nerd. Rapadura e Jovem Nerd. São os dois mais antigos em atividade no Brasil. Desde o começo, né? Desde quando surgiram em 2006. Então, quando um dos dois pararem ou acabarem, aí sim, a gente vai ter

um teto ali. Que todo mundo achou que ia ser agora, falaram, vão chegar no episódio 1000, vão parar. Cadê? Tome. Mas continua. Vai ter mais sei lá quanto. Porque é isso. E aí eu fico pensando, quando que vai acabar, cara? Eu preciso ter um norte pra saber, tipo assim, ah, beleza. Vai ser assim. Mas até então, aparentemente, a gente vai pra sempre. Vai igual o Hugh Jackman. Até os 90. Sim. Até enquanto tiver fôlego, né, também. Caraca. Porque é cansa, né? Num podcast passado que a gente fez sobre

aventuras e perrengues de viver de internet, a gente falou muito sobre a parte de saúde, né? O quanto a gente debilita a nossa saúde nesse processo, né? Tu é uma pessoa também que tem muitos problemas desses de saúde, né? É, tu tem que arrumar... Física e mental, né? É, tem que arrumar tempo pra resolver tua saúde física, e se você não resolve, você vai piorando tudo, aí piora a mental, aí tu fica, aí tu tem ansiedade, aí o próprio trabalho gera ansiedade, aí tu tem que encontrar o equilíbrio. É óbvio que isso meio que, pelo que eu

sinto é em todas as profissões de maneira geral. O cara, ele nunca tem o tempo pra poder, a não ser que seja um CLT Premium, né? Mas ele nunca tem o tempo pra poder dedicar à saúde mental e física dele. Geralmente é o cara que tem que empurrar tudo com a barriga, que eu acho que é a maioria das pessoas no Brasil. CLT Premium que eu falo é a galera que trabalha em multinacional e, tipo assim, o cara tem o tempo. Esse aqui, gente, vocês podem, se vocês quiserem aqui, tem como fazer a descompreensão aqui. Aí vocês podem ir ali fazer uma academiazinha, pode fazer

fazer uma ginástica, um sei lá o quê, uma meditação, né? Mas não é a realidade, né? A maioria tem que balancear. Então, o ponto final é que é um emprego como qualquer outro. Não é pior, é melhor que vários, assim como tem vários melhores do que o que a gente faz. Sim, tem muitos privilégios, né? Da gente poder, às vezes, trabalhar de casa ou se trabalhar em alguma produtora e tudo mais. Mas, normalmente, a gente consegue trabalhar de casa, a gente cria nossos próprios estúdios e espaços pra gente poder exercer essa função. Então, sim, é um benefício. Mas, ao mesmo tempo,

que tem muita gente pós-pandemia que começou a trabalhar de home office também, né? Que trabalha em diversas empresas de home office. Então, não diferencia dessa forma. Mas a gente sabe que é um trabalho que exige, e aí é por isso que parece muito novo, porque muita gente fala assim, cara, eu tenho que acordar 5 horas da manhã pra pegar o metrô, pra chegar, sei lá, 8 horas no trabalho, e é foda, é difícil, não sei o quê. Com certeza é. E não é disputa de quem é, o qual é mais difícil do que o outro, né?

Só que nessa área, por ser uma área nova, de certa forma a gente acaba desbravando dentro dessa área, né? Vai se vir para as próximas pessoas que vão criar conteúdo por aí, não passarem por alguns perrengues. E esses podcasts aqui, eles servem para mostrar assim, olha, a realidade é essa. Não é o glamour, não é nossa, ai como eles são ricos, nossa como eles conseguem tudo que eles querem. Ai, deve ser maravilhoso trabalhar de casa, fazer um vídeo por semana, que alegria, não sei o que.

existe muita coisa por trás, não é sempre que funciona, não é sempre que a gente faz um podcast que dá certo, não é sempre que a gente projeta um evento ou uma série nova e essa série não dá certo também, a gente quer fechar publicidade e não consegue, a gente deixa de fazer parte daquela turminha que sempre está fazendo publicidade, você tem que estar nos lugares, você tem que conversar com pessoas para mostrar que você está aí ainda, porque as agências mudam toda hora,

trabalhadores. Eu já comecei, imaginava, conversar com uma pessoa negociando uma ação, no meio da negociação mudou a pessoa porque a pessoa foi demitida. Sim, e às vezes você conversa de uma ação que você dá toda a ideia e de repente outro criador fecha ela e espera toda a sua ideia. Fecha ela com a tua ideia, né? E manda pra outra. Ah, como proteger sobre isso? Como é que eu vou proteger se eu tô numa call e a gente tá tendo um brainstorming de ideias e a gente passa as ideias pra agência e a agência usa com outra pessoa. Isso já aconteceu comigo centenas de... 99 vidas e rapazes

dura. Aconteceu muitas vezes, muitas vezes. Então, são coisas que rolam, que talvez seja um pouco invisível pras pessoas, assim, sabe? E a sensação de, assim, a sensação de descarte também que você tem muito, do tipo assim, você faz um, no meu caso do YouTube, você faz um vídeo pro YouTube, aí você lança, você tem maior trabalho pra fazer, e aí você lança, e aí lançou, opa, já tem que pensar no outro. Esquece aquele, segue em frente, aquilo lá que você passou um tempão fazendo, daqui a um tempo, nem vai ter alguém que vai

chegar nele, mas a grande massa já quer o próximo. E cadê o próximo? E qual é o próximo? Por exemplo, pode ter gente que tá escutando esse podcast e tenha falado assim, pô, não gostei muito desse assunto. Semana que vem vai ter outro. Vai ter outro, esquece. A gente vai postar e você já vai estar ouvindo outro e é isso. E esse aqui que deu um trabalho pra fazer, passou. Tanto que eu vejo você fazendo um esforço de falar, vai lá no programa tal, vai lá no programa tal, pra tentar fazer com que o resto ali, o arquivo, ainda

sobreviva, né? Sim, que ele renda, né? A gente sabe que tem muitos ouvintes do 99 que fazem maratonas, né? Dos podcasts e tudo. A gente fica muito feliz quando a galera chega lá comentando dos podcasts antigos e tudo. É, mas não é massa, né? Não é massa. A maioria mesmo vê semanal, tá ali vendo. E às vezes lança um e já fala, cadê o outro? Cadê o outro? Calma, tem um processo. Ou a gente lança toda semana e o cara fala assim, ah, tem cinco podcasts que eu não escuto no 99 vidas. Porque ele pode...

Não ouvir. É, exato. A gente não pode ficar sem lançar. E você fica lidando. Aí no final das contas, o cara que tá ouvindo aqui vai ficar meio traumatizado, né? Vai falar, pô, não quero fazer isso aí não, mano. É aquilo, cara. Seu Madruga, né, cara? Seu Madruga já foi citado várias vezes aqui no 99 de... O ruim é ter que trabalhar. Então assim, toda parada vai ter o perrengue agora. Se você... Eu acho que hoje em dia, ao mesmo tempo que tem muito mais gente fazendo, você tem muito mais facilidade.

Se eu tivesse começado o meu canal hoje, pô, eu não teria passado o perrengue que eu passei pra poder, cara, ter que comprar um microfone. Mas seria muito mais difícil você conseguir o que você tem hoje, porque hoje tu é um pioneiro. Porque quando eu comecei, só tinha eu focado em animação, e hoje você tem 37 milhões de canais de animação. Aliás, quando eu falava canal de animação, antigamente a galera até pensava...

Você faz animações, hoje em dia todo mundo entende. É um canal que fala de animações e tal. Mas não tinha. Então foi um risco. Mas ao mesmo tempo, se você tem uma boa ideia, acha que tem uma boa ideia, não custa nada você tentar e se não deu certo é isso aí, sabe? Segue a vida. Mas hoje em dia dá pra tentar. O próprio 99 vidas aqui, quando a gente começou, tinha quase nenhum podcast de games. Um podcast de games que tinha o Nowload e ele tinha acabado.

E aí a gente começou o 99 vidas e hoje ele é um dos pioneiros. Tem muitos podcasts de games hoje em dia? Com certeza. Retro games? Tem vários. Tem vários.

Mas quem começou lá atrás foi o 99. O Rapadura com Cinema. É o podcast mais antigo de cinema do Brasil. E aí pode acontecer o mundo. Se esse podcast um dia acabar, o RapaduraCast, vai estar escrito. Tem lá na Wikipedia. O primeiro podcast de cinema do Brasil. Um dos mais populares também. Comecei lá atrás. É uma jornada, mano. São 20 anos. É duas décadas de um trabalho novo. Porque a internet, a gente pode dizer que ainda é um trabalho novo. É um trabalho que as pessoas olham meio de canto de olho, assim.

De assim, ah, é. Trabalho com internet, mas o quê? Isso daí não dá dinheiro, né? Você faz alguma coisa além de vídeo? Sim, é foda, é foda. São coisas do cotidiano que, de certa forma, atrapalham, sabe? E aí você fica até pensando, né? Eu já tive minhas crises. Lá em 2021, talvez eu estivesse passando por algumas dessas crises, né? Porque além de 2021, em setembro, eu tava nas vésperas de sair de casa, né? De ter minha casa própria e tudo. E eu tinha muitos medos, muitos receios e tudo.

Hoje em dia eu já não tenho esses medos. Eu estou mais consolidado, eu estou mais seguro. Mas porque hoje o meu trabalho está estável. Ele está estável. Eu consigo ter uma certa segurança. Não consigo ainda dormir bem. Não estou dormindo bem. Mas eu estou bem melhor, sabe? Estou tentando cuidar da minha saúde e tudo mais. Eu dei aquela respirada, com certeza. Por mais que tenha acontecido muitas coisas na minha vida pessoal, de separação e não sei o que e tudo mais, a minha vida deu uma segurada.

Deu uma... Estou conseguindo dar uma respirada nisso. Mas ainda assim, é muito difícil se parar de fazer. Por isso que esse podcast, por exemplo, a gente estava tendo muitos problemas no começo aqui de 2026 para gravar 99 vidas. Porque está tendo muita chuva e está faltando energia. E aí, às vezes, não está doente. Às vezes, o horário não bate. E aí, tem uns compromissos. Tem coisa da vida, não sei o quê. E aí, está atrapalhando a forma que a gente publica 99 vidas. Mas esse podcast, por exemplo,

tá sendo gravado na semana de publicação dele. Por quê? Porque deu problema na gravação por minha causa, e aí a gente teve que dar um jeito. E como a gente tem um grupo lá, que é a galera dos criadores de conteúdo, o Imaginago, ele faz parte do grupo Fofocas da Internet, né? Fofocas da Internet 2. Cuidado, cuidado. Que tem o Rogério, que tem o Pimenta, que tem o Lorde, que tem o Evandro. E todos eles já participaram do 99. Os amigos do 99, né? Exato. Mas a gente tá aqui.

tá aqui, mas ele tá detetizando a casa dele. Então, tipo assim, são coisas que acontecem na vida de todo mundo que não dá pra gente contornar. Mas o podcast tem que acontecer. Tem que acontecer toda semana. O show tem que continuar. O show tem que continuar sempre, né? Porque o ouvinte, no fim das contas, ele tá vendo todo esse desabafo, todas essas coisas que a gente tá falando. No fim, pro ouvinte, é um podcast. Ele vai terminar aqui, ele vai ouvir outra coisa e vai seguir o baile. E semana que vem tem mais, né? Sempre que vai ter mais, né? É isso.

É isso. A gente vai trabalhar também. É. Mas é isso. Valeu pela participação, Imaginaga. As pessoas te encontram aí no YouTube, né? Pode colocar aí no YouTube. Nas redes sociais todas, né? Isso aí. Volta Imaginaga aí que você me acha. Tiago, animações. Achei que eu ia falar de games em algum momento, mas em breve eu volto aí com o injustiçado podcast de Silk Song que nunca aconteceu. Caraca, o Imaginaga é uma das pessoas que mais joga videogame.

Em breve vem aqui pra gente falar. Eu jogo nas escondidas. Tentei fazer acontecer o Silk Song aqui, mas não rolou.

É duro. Mas a gente vai fazer... Ele e o Ark Raiders, né? Que não rolou também. Tristeza, tá doido. Mas em algum momento o Imaginago volta e a gente vai falar sobre esses jogos aí. Principalmente o Silksong. Hollow Knight e o Silksong tem que rolar, né? Tem que rolar. Os dois Metroidvania mais fantásticos já lançados na história do videogame. Faz um bem bolado. Agora que você mudou de opinião sobre o Hollow Knight. Sim. Faz um bem bolado dos dois.

Os dois. É. Dá um podcast maneiro. Vamos tentar fazer aí. Vamos tentar fazer nas próximas semanas aí. Valeu. Valeu Imaginago.

participação. O Rogério teve que sair aí. Olha como é a vida. É isso. Na correria. Vocês não sabem nem que hora que a gente tá gravando isso. É. Mas tamo aí, né? Tá disponível pra todo mundo aí. E semana que vem a gente volta com mais 99 vidas e mais nostalgia. Esse podcast era pra ser um na TV, tá? Porque é a final nove, né? A gente vai fazer uma inversão pra ser o próximo podcast ser o na TV e a gente faz a troca ali. Mas aí a cada final nove é um na TV. Mas a gente volta muito em breve. Valeu!

É isso, nos encontramos na próxima semana, tchau!

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