Episódios de 99Vidas - Nostalgia e Videogames

99Vidas 713 - Sony Playstation

27 de março de 20262h49min
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Essa semana, Jurandir Filho, Felipe Mesquita, João Pimenta, Evandro de FreitasBruno Carvalho conversam sobre a história do PlayStation.

Com um início cheio de reviravoltas após parcerias frustradas, a Sony resolve entrar de cabeça no mundo dos games. Relembramos o impacto do primeiro PlayStation na indústria e a revolução dos CDs, além do fenômeno PlayStation 2, o console mais vendido de todos os tempos. Passamos também pela evolução tecnológica (e pelas presepadas) do PS3 até chegarmos ao sucesso do PS4. Além dos consoles, conversamos sobre o impacto de franquias como Gran Turismo, God of War, The Last of Us, Uncharted e muito mais!

Esse é mais um podcast da nossa série Grandes Empresas!

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Participantes neste episódio4
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Evandro de Freitas

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Felipe Mesquita

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Jurandir Filho

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João Pimenta

Convidado
Assuntos5
  • Vendas PlayStationImpacto do PlayStation 1 · Evolução do PlayStation 2 · Desafios do PlayStation 3 · Sucesso do PlayStation 4 · Expectativas para o PlayStation 5
  • Franquias IcônicasGod of War · Gran Turismo · Final Fantasy · The Last of Us
  • Tecnologia e InovacaoUso de CDs e DVDs · Inteligência Artificial nos jogos · Desenvolvimento de jogos
  • Piratearia na MídiaPiratearia no Brasil · Impacto das locadoras
  • Competidores no mercadoComparação com a Nintendo · Impacto do Xbox
Transcrição443 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

DLSS 5 da Nvidia, causando rebuliço, hein? Jogos vão estar diferentes com o uso da inteligência artificial. Filto de Instagram nos seus jogos. Face app. Face app no video game. Caralho, meu irmão, jogar com a cara do Will Smith baiano no Resident Evil, tá ligado?

Porra, meu sonho, velho. Peraí, mas vamos... Desculpa, eu vou falar isso aqui. Peraí, o Pimenta trouxe um assunto importante antes de vocês entrarem. E as grandes corporações estão estragando a diversão da internet.

Porque a primeira vítima, o Pimenta falou do Smith baiano, que é amigo do Harry Potter baiano e do Jack Chan baiano. Isso, inclusive o Harry Potter baiano já está sendo proibido. Porque é Harry bruxo. Porque a Warner Bros. proibiu ele de ser Harry Potter. Só que o plot mais legal dessa história é que ele já aparece com o Harry Potter sem o filtro. E aí ele se fudeu porque ele não tá sabendo o que fazer, tá ligado?

História maravilhosa. E tem o Vin Diesel baiano também, que é da mesma turma. O Marty Lawrence baiano também. O mais bizarro do Harry Bruce aí é a voz do cara, mano. Você olha pra ele e aí você ouve as músicas dele cantando lá os arrochas dele lá do... Inclusive aquela do Nat Rutz, que foi o famoso no arrocha. Isso, isso, isso. A voz do cara é bizarra, não tem nada a ver com a cara dele. Não tem nada a ver, né? É, velho. É, é.

Doideira, velho. Só que você sabe que a gente também escuta muito isso, né? É, também. A gente ouve isso pra caramba também, se é verdade. É mesmo? Ah, o nome dele não é mais Harry o Bruxo, não, viu? Ele colocou o nome verdadeiro dele, que é Enzo o Bruxo. Isso.

E ele tem a cara do Harry Potter, a gente sabe que ele é ele. Ele pode tentar se esconder. É o Clark Kent, tá ligado? Mas Enzo é quase Harry, se você pegar pra sonoridade, né? Enzo, Harry, é quase a mesma coisa. Mano, o cara é igual, cara. O cara é igual ao Harry Potter, cara. Que isso, gente. Jogar Harry Potter com a cara... Jogar Hogwarts Legacy com a cara do Enzo Bruxa aí também.

Vocês acharam maneiro o DLSS? Então, eu vou dizer o seguinte. O gráfico está melhor que nem estavam falando por aí. No primeiro impacto, eu achei assim, caraca, é o uso mais interessante em termos de colocar praticidade para a inteligência artificial, de fazer umas correções, melhorias e tudo mais. Não! E eu acho que é o início da tecnologia. Eu achei bem interessante. É estranho? É estranho pra caralho, né? Porque tem algumas coisas que ficam muito estranhas.

Mas eu acho que o futuro disso daqui é promissor, não? Eu achei uma merda foda. É, eu tenho uma opinião bem conservadora, eu não queria falar isso que a Evandro falou ali, não, mas eu concordo, porque assim... Não pode falar, Pimenta, eu falo por você, eu tomo esse tiro por você.

Eu tenho uma opinião bem conservadora, porque assim, pra mim, o videogame deixar de ter cara de videogame, eu não tô falando nem sobre só questão gráfica, né? Ser muito real, sei lá, perde uma parada aí. Ficou bem genérico também, né? Assim, o que mostraram, pelo menos. Cara, a questão não é ser real. A gente tava falando de câmera no off aí, o Felipe, o Pimenta comprou uma câmera nova, o Felipe trabalha aí com criação de fotos e vídeos e tal. Sombra, contraste, faz parte da... E aí

arte de criação de imagem. Essa porra desse filtro, ele tá com o rig light na cara dos bonecos, porra. O que eles mostraram, né? Pra depois a galera não falar que vocês estão falando de coisa que... Não, eu já falei sobre o que mostraram, né? O que vai ser daqui pra frente...

Olha o do Starfield, Felipe. Felipe Pimenta, olha o do Starfield. Liga e desliga aí pra vocês verem. Eu mandei o link da própria NVIDIA. Claramente, isso não é só luz, né? Eles falam de iluminação, mas não é só isso, tá ligado? Eles estão dando uma mentira, é. Eles falam que não mexeu na textura. Pô, não tem como, cara. Se você olha na cara da Gracie aí do Resident Evil Rec, acabou de sair, pô, o formato de vários traços no rosto dela mudaram.

A boca dela mudou. Exato. O nariz dela mudou. Não é só um... Não é iluminação. A questão de iluminação, tá ligado?

E a galera tem essa premissa de, tipo assim, ver imagens estáticas, né? Vamos ver como é que isso vai se comportar com a fluidez do movimento, né? Não, tem os videozinhos também, tem os videozinhos também. Quando a gente tava... Lembra quando saiu uma versão, uma continuação, não sei se foi versão ou foi uma continuação, do jogo do Homem-Aranha? E o visual do Homem-Aranha também tava diferente? Não, eles mudaram o ator, pô. Mas refizeram, mudaram o ator, mudaram o render. Quando a gente jogou...

Realmente o rosto dele vai mudar Horizon Zero Dawn E aí você vê as Continuações e Remasterização e tudo mais Também não tá diferente o rosto, mas não é isso Vê o vídeo, mandei o vídeo aí Não, eu já vi, eu tô vendo o vídeo aqui Eu não tô achando nada de absurdo e ruim não, mano

Então não tem como você defender isso aí, cara. Não, ruim eu não tô achando, não. O pessoal tá achando como se saísse assim. Nossa, o original era fantástico e virou um cocô, sabe? Porra, vários aí viraram um cocô, sim, mano. Só tá artificial, assim como o jogo é artificial também, cara. Não é verdade, né? Sim, mas o jogo é uma criação original. O artista optou em fazer por aquele jeito. É, porra.

Por isso que o nome é inteligência artificial, não é inteligência orgânica. Quem diria que a inteligência artificial deixaria um resultado artificial? Oh, meu Deus. É porque os personagens, eles parecem que passam por uma harmonização, né? Eu já entendi, na verdade, o que está acontecendo com o Jogandir.

Jurgandir é o número um de cair no golpe daqueles jogos de IA da propaganda do Instagram. Por isso que ele tá achando isso legal. Pode ser. Mano, não tem como. Na verdade, eu sou fã número um dos gatos. Os gatos que ficam dançando e rindo no Instagram. Caraca.

Eu gosto desses vídeos aqui. Eu vou falar uma coisa polêmica aqui. Eu gosto muitas vezes de ver o personagem ali, a mão saindo, o jogo flicando e o olho renderizando antes da boca. E isso vai acabar, entendeu, véi? Vai acabar, vai acabar. Essa coisa vai acabar, vai ficar muito real. Aquele olhar perdido. É fã do olhar perdido. Se eu quiser entrar no videogame para viver, eu vivo, irmão. Entendeu? Eu prefiro viver. Não quero realidade no videogame, não.

Aquele momento no videogame que se lembra que ele foi feito por pessoas, né? Exato. E às vezes dá errado as coisas. E eu não tô falando só dessa parte de tipo, ah, eu gosto de jogo bugado. Não é isso, eu gosto de jogo que parece videogame, sabe? Me assusta muito essa ideia de que tipo, ah, precisa ser real e o jogo é um cocô, sabe? Enfim. E isso também vai servir mais pra esses jogos assim, né? Que tem as pessoas com a cara de pessoa, né?

Em termos de tecnologia, como é que esse sistema vai ser utilizado? É durante o jogo ou é na produção do jogo? Durante. Você tá lá, apertou, quer ativar o DLSS 5. É, porque tem que ter suporte. Entendi. Assim, você tem que dar suporte à tecnologia. O dispositivo tem que ter suporte à tecnologia e tudo mais. Ele é uma tecnologia no device, entendeu?

Ele mexe... Mano, é muito usado. Ele pega o seu jogo, renderiza menor e aí usa IA pra aumentar as cores. Eu tô lendo aqui. E aplicar esse filtro aí em cima. Ele gera quadro que não existe. Isso aí é pegar um... É a mesma coisa que tirar uma foto de um quadro e botar um filtro. Sim.

É a mesma coisa, só que tá em tempo real no seu joguinho lá. É, e tem um negócio, eu não sei se vocês estão identificando bem isso. Quando tem a imagem e você olha assim, nossa, tem uma cara de I.A. isso daqui. Mas é isso que a gente tá falando, Jorandir, desde o começo. Vai ficar todos os jogos desse jeito aí. Vai ficar o Last of Us igual o Resident, igual o Shadow of the Colossus. Todo jogo vai ficar com essa cara aí, da Gris.

E aí, pra mim, tem um agravante muito foda, que é quando o personagem se mexe, irmão.

o corpo não tem uma fluidez, sabe? Tipo assim, a boca se mexe e a cara fica paradona, assim. Parecendo aquele comercial que fizeram com o Messi da batata frita, que ele não foi gravar no dia. E aí é Messi de... na cabeça de Messi em algum ator. E a cabeça de Messi fica parada assim, a boca se mexendo. Parecendo o Paul Walker quando morreu, que botaram lá no Velozes Furiosos pra ele aparecer. É muito estranho, velho.

Mano, isso aí não precisa nem ir longe. Todo mundo aqui já mexeu no próprio nosso R-37 que a gente tem aí, ou no grandioso emulador do ZSNES. Aí nos menus lá tinha lá, filtros. Aí você tá jogando seu Mario World e tem o filtro de anti-alasing do Mario World.

Os caras faz isso nos animes, pô. Tava assistindo Dragon Ball na Crunchyroll e eu tava assistindo Dragon Ball dublado, né? Aí eu falei, pô, eu nunca assisti Dragon Ball legendado. Aí quando eu vou fazer minha bike agora na academia, eu coloco. E ele abre outro arquivo, tipo assim, o Dragon Ball dublado, ele tá renderizado com a taxa mais alta, né, de 4K. E ele tá com um filtro em cima de IA, tá ligado? Aí fica muito estranho mais, bicho. Fica bonito, mas fica muito estranho.

Então, mas é isso, Pimenta. Você pega um jogo... Mandei aí, ó, o Marord. Você pega o jogo Pixel Art bonitona lá, tal, e aí você aplica um filtro em cima. Vira um borrão, mano, porque ele vai juntar os pixels. Isso. Basicamente é uma evolução dessa porra aí. E tipo, aquele negócio que a gente fala do Ankeny Valley lá, o Vale da Estranheza, que às vezes você tem com algumas coisas fotorrealistas, esse negócio do DLSS, ele atinge no máximo, assim, né? Piora muito mais essa...

Você perde todo o interesse no que tá acontecendo e você vai ver que pessoa esquisita é essa, assim, tá ligado? É um bagulho... Até eu não digo nem só pelo fato dessa ideia de a gente vai criar um padrão de visual agora nos jogos, porque todos os jogos vão ter a cara do filtro da New Year. A mesma cara.

É feio também, vários são esquisitos e não é um bagulho agradável. Vai ter xingamento aí nos comentários que vai ter gente que vai gostar e vai dizer assim ainda, você vai ver quando colocar em Red Dead, só que, pô, Red Dead já é, né, o ápice da atualidade, assim, né, nesse sentido gráfico, assim, e a arte do jogo já é bonita, né, tem isso também. E é um jogo de quase 10 anos atrás, né.

Esse filtro meio que mata, sei lá, a arte feita, sabe? Assim. Exatamente. Esse é o meu principal crítico. O estilo artístico daquela pessoa, né? Enfim. Morreu. E esse é um dos fatores mais centrais do desenvolvimento do videogame, é direção de arte, mano. Com certeza. É a primeira coisa, muitas vezes, que vai começar, porque você começa em arte conceito e, dali, você vai criar, de fato, o que vai ser uma renderização.

É que essa tecnologia, ela parece, sabe o que, Felipe? Tipo assim, ó. Sabe esse jogo aí feio que vocês têm? Vou deixar bonito e realista. E aí, é uma ofensa pra galera que fez os jogos, né? E é meio que como mostrar que a tecnologia pode substituir seu trabalho, sabe? Mesmo, de verdade. É meio escancarado isso. Eu acho que tem dois pontos aí, né? A questão é...

Quando você tem o uso da tecnologia, por exemplo, poderia ter um uso inteligente da tecnologia, por exemplo, como em alguns casos já tem hoje. Você vai pegar um jogo antigo para rodar num device mais novo, numa TV mais nova. Você usar, por exemplo, alguns recursos para você fazer a psiqueira de resolução. Não estou falando para modificar o que está acontecendo aqui.

Mas isso é algo positivo Porque você consegue que Sem modificar a direção de arte do jogo Fazer um ajuste Do seu jogo pra tecnologia que ele tá Desempenhando, né? Então assim Quando você pega, ah, eu Vou dar um exemplo aqui, como o Evandro falou, olha, eu vou jogar o Mario Só que eu vou jogar nos monitores modernos Em vez de eu aplicar um filtro desse Que parece que o Mario virou uma aquarela Eu vou aplicar um upscale de resolução Pra tentar preservar a direção Ou digamos assim

o visual original, só que para dispositivos com uma resolução maior o que é diferente disso, então eu acho que existem sim usos inteligentes de tecnologia para você adaptar jogos antigos ou para melhorar a experiência do jogador dos jogos antigos

Nos dispositivos mais recentes. Não é esse o caminho. Esse caminho aqui é diferente. É o que eu falei, é uma coisa que faça upscale de resolução, que faça ajustes, beleza. Agora, isso aqui, na verdade, ele está tirando muito da visão original do que era o jogo. Ele está modificando o jogo.

É que tem um negócio, né, Bruno? Quando a gente... Eu lembro quando a gente começou a usar o Instagram. E aí não tinha nenhum filtro. E era basicamente as fotos que você tirava e colocava lá, né? E aí, no máximo, tinha aquele filtro de borda. Eram umas coisas bem estranhas.

E aí quando as pessoas começaram a ter acesso aos filtros, principalmente porque o Instagram pegou vários lá do TikTok, né? Que começaram a aparecer, do Snapchat, né? O Snapchat começou a aparecer muitos filtros que dava... Colocava uma luzinha diferente, deixava... Trabalhava as cores de forma diferente. E aí teve gente que ficou viciada em postar com filtro, né? Que ele não consegue nem se enxergar mais.

Sem aquele filtro. E aí é a forma disso. Isso é a evolução desse processo. Você chegar no videogame. E colocar esse filtro. Aí vai ter gente que vai estar. Tão viciado nesse filtro. Que não consegue nem mais ver os jogos originais. Eu acho que vai chegar nesse ponto aí. Então. Mas esse é um bom ponto. É uma pergunta. Eu concordo contigo no sentido de que. E aí eu concordo muito até. Mais do que você mesmo concorda.

Por causa que é rede social Sim, porque existe um exagero nesse sentido Nas redes sociais, mas vocês sabem a minha opinião sobre redes sociais Mas voltando pro lado do jogo Foi interessante trazer esse ponto porque eu pergunto pra vocês O seguinte, é meio que consenso Aqui dentro do nosso grupo que Não é o que a gente gostaria da tecnologia Não é essa direção que a gente quer

Mas vocês acham que é válido então que isso seja colocado como opção pro jogador? Ah, aí se foda. Entendeu? O cara habilita... Eu acho assim... É igual, mano. O cara quer postar... Se o João Dixer fazer as lives dele com o filtro, ele faz, mano. Até aí. Sim. Mano, o Brau de cachorro, né? É. Tá moscando, Brau. Exatamente.

Ah, vai ser bom demais, velho. Você tá falando que alguns podem meter obrigatórios? Não, o que eu tô dizendo é justamente isso. Se em vez de ser algo que... Vou dar um exemplo. O próximo PlayStation, ele traz isso por padrão e você não consegue desligar. Então todo jogo que você for jogar antigo, ele vai pegar e fazer isso.

Calma. Com corrente. Mas é exemplo, exemplo. Ai, caramba, infelizmente. Assim como todos eles. A parada pra mim é isso também. Isso vai ser uma tecnologia NVIDIA. Nós vamos ver a AMD abraçar isso também. Isso faz uma diferença do caramba, porque isso é só pra quem tiver placa de vídeo NVIDIA na ideia aqui, né? É, no videogame não vai rolar isso, né? Gente, a pergunta é conceitual. O bagulho não tá aí ainda. É, tanto faz quem tá rodando, porra. É a tecnologia, né?

Sim, é porque a NVIDIA tá fazendo isso, é questão de tempo pras outras fazerem também, né? Não vai demorar muito também. O ponto aqui é o seguinte, é a pergunta, é assim, uma coisa é, lançou o Playstation 6, qualquer coisa, lançou qualquer hardware no futuro que você vai jogar seus joguinhos, isso ser obrigatório. Todo jogo que rodar, antigo, ele vai ter que rodar isso aqui.

Isso é uma coisa. Outra coisa é tá habilitado lá, você pode habilitar no teu hardware, por exemplo. Independente de quem seja, você pegar e habilitar. Isso são duas coisas diferentes. Existir a tecnologia por si só, não é um problema. A tecnologia existir e aí o que eu acho que é ruim é ser obrigatório. Tipo, lançou o hardware, tá o DLS SS5 habilitado, um abraço. Você não pode desligar. Isso é um problema. Agora, tá disponível pra quem quer usar?

Beleza. Por mim, Felca faz um vídeo e proíbe. Entendeu? É mais fácil. Faz um vídeo e proíbe essa tecnologia aí. Entendeu? Bate um zap pro Lula, manda cancelar e já era. Inclusive, o assunto da lei Felca, proibição do LOL e GTA no Brasil é o assunto do bônus. Assina aí, 99vidas.com.br barra bônus, pra você ficar por dentro dessa trita, dessa discussão.

Aliás, eu quero registrar aqui. Vou registrar aqui meu double down. Porque os senhores já estão contando a vitória antes do tempo lá da posta. Não tem contando vitória, é só a realidade. Eu vou te dizer, é que vocês estão esquecendo que essa convocação não é a convocação final ainda. Essa convocação é dos amistosos. E vagabundo lá! Será que cara de gelote vai convocar demais? Não consegue andar em linha reta. Aqui, eu vou te falar o que vai acontecer. É. Eu vou te falar o que vai acontecer.

Você vai comprar dois jogos. Um pra mim e o pé vando. Dois GTA. Já veio dois GTA pra viagem aí, Bruno. Não, compra um jogo pra mim também, velho. Eu quero fazer parte da aposta também. Caraca, do nada. Aí, Bruno, mais um besta pra você pegar. Quanto mais amistosos tem daqui pra frente? Dois. Mais dois. Certo? Certo. Se liga. Você sabe o que basta pro Ancelotti convocar o Neymar? Ele joga a bola.

Não, não é, é isso Não depende do Neymar Se o Brasil perde Ó, escuta Se o Brasil perde esses dois próximos Amistosos Eu tenho certeza absoluta Que pra fazer média esse cara convoca

Fazer médio com quem, mano? Fazer médio com quem? O Fone Kendall, sei lá, que ganhou a porra toda. Tá fazendo beijo triplo no carnaval, velho. Fazer médio com o Bruno Formiga, porra. Quem tá ligando pra isso, porra? É. O mundo vai acabar antes da Copa aí, filho. Mas nem tem planeta mais. É.

Se eu fosse ele, eu ainda convocava Bebeto só de raiva. É o Romário. Que não foi o Rodrigo Gaúcho. Ele veio por velho e jogou o Rodrigo Gaúcho. Eles estão jogando futebol e bem pra caramba aí o Romário, mano. Tá ligado? Ele e o Renato Gaúcho. O Neymar tá tretando com o maluco do Twitter, mano, por causa da casca de parede, pô. É difícil ser eu, Evandro. É. É difícil ser eu. Eles não tão ligando com o que é difícil. Olha o reflexo mental que esse cara tá passando pra todo mundo aí. A cabeça fortíssima que ele tem pra ser o líder do time na Copa do Mundo. Pô.

Vocês conhecem a figura icônica baiana chamada Binha do Bahia? Que é um torcedor bem famoso aqui da região, né? Ele é engajado com as questões do Bahia e ele tem várias frases icônicas. Essa semana ele falou uma frase muito boa que o Bahia não está...

Isso, não está em ritmo de um time que tem dinheiro, né? Ele falou que Rogério Senna é apenas um entregador de colete. Eu achei essa expressão maravilhosa. E aí ele fala, Rogério Senna é bra-bra-bra. Ele queria dizer blá-blá-blá, né? Ele fala blá-bra-bra. E a galera abraçou isso aqui, irmão, de uma forma tão absurda. Ninguém tá falando mais blá-blá-blá. Todo mundo só fala blá-bra-bra agora. Binha é sensacional, tá maluco?

Mas o Bahia tem uma grande chance esse ano de ser o Mirasol, né? De 2026. Porque só restou pra eles o brasileiro, né? Pra eliminar de tudo, né, caralho? Exatamente.

Não sobrou nada para o Bahia. Bahia. Mas vamos acompanhar essa tecnologia, né? DLSS 5. Não é? DLSS 5. E o que é que isso vai mudar, né? O que é que isso vai mudar aí no... É, eu não sei se a NVIDIA em si vai voltar atrás, porque eu acho que não é o...

Não é o mote deles, porque os caras são empresas de um trilhão de dólares. Deep Learning Super Sampling, a Stigley. Já mandei a mensagem pra Felca aqui, viu? Falei a ele que queremos injustiça. Queremos injustiça.

O Felco que me segue no Twitter, hein? Eu nem sabia. E aí eu fui ver... Por que eu não estou usando quase nada no Twitter? Eu estou quase entrando no ritmo do Evandro, assim, naquele negócio de... Imagina se usaste. Não, ué, mas eu mal posto, né? Eu mal posto. Eu vejo coisas. Eu vejo coisas. Antes eu escrevia muito, né?

Quando o posto está reclamando de alguma coisa, igual o Load, puxa uma briga, puxa uma briga que ninguém está falando sobre para poder ter dor de cabeça. A quantidade de vezes que eu já escrevi, já deletei antes de publicar, falei assim, será que eu estou com disposição para comprar essa briga? Se já publica tanto, imagine se esses que não publicam se publicassem. Eu publico nada, cara. Publico nada, eu só acesso para ver as coisas assim.

O Twitter é uma rede social, irmão, que ninguém gosta de nada. É. Você pode botar uma coisa bonita, assim, uma pessoa fazendo um carinho no cachorro e a pessoa falando assim, ah, esse cachorro aí não era pra estar aí nessa temperatura, não. Ninguém tá feliz. Ninguém tá feliz no Twitter. Ou então assim, nossa, faz carinho no cachorro e os gatos.

E as pessoas que perderam os seus cachorros Vai além Ninguém tá feliz no Twitter Ninguém, ninguém, ninguém Não teve um menino que ganhou ovo de páscoa do pai? Eu lembro demais Isso aí é canceladíssimo Loucura Você lavou a mão pra fazer carinho nesse cachorro?

isso é maluco tanta criança com fome, vocês preocuparam com cachorro é loucura, loucura ninguém tá feliz, irmão, você vai postar uma notícia ah, passei no vestibular caralho, irmão mas passou pra medicina só pode comemorar se for pra um vestibular é bom, uma profissão que seja convencionalmente tida como boa, como foda, sabe? não pode se for, sei lá, outro curso

Enfim, que loucura, velho. A galera... Ninguém tá feliz no Twitter. Você tá no Twitter, Pimenta? Você fica lá reclamando também? Eu tô, mas não posto nada no Twitter. Tem muita... A última coisa que eu postei no Twitter foi falando uma coisa justamente bonita. Falando o que eu acho impressionante. Aqui em alguns lugares da Bahia tem criança que chama avô de paiinho, tá ligado? E o pai de pai, normal.

E aí é muito interessante isso, né? Porque ele vê o pai chamando o pai dele de pai, e aí automaticamente ele chama. E aí teve um cara que comentou aqui, ó, na Bahia tem pai que chama o filho de pai. Impressionante. Isso é loucura, irmão.

É aquele negócio que rolou com o Timotei Chalamet, né? Que foi cancelado, né? Não, não, não é isso não. Ele tem que ser cancelado mesmo, ele falou merda. Pera aí, ó. Mas olha o que é que ele falou, ó. Aspas pro Timotei Chalamet, tá? Admiro as pessoas que vão a um talk show e dizem, aspas.

Precisamos manter os cinemas vivos. Precisamos manter esse gênero vivo. Eu mesmo já fiz isso. Mas outra parte de mim pensa. Se as pessoas quiserem ver como aconteceu com Barbie e Oppenheimer, elas vão ao cinema e fazem questão de mostrar isso, que foram ver o filme no cinema. E eu não quero trabalhar em balé ou ópera ou coisas em que a mensagem é mantenha isso vivo. Mesmo que, tipo, ninguém se importe mais com isso.

Ele falou isso depois de já ter falado no programa, foi? Não, não, ele falou... Não, foi na hora, é uma frase só. Essa é a frase dele no programa, entendeu? Ele tava falando assim, que... Ele disse que toda hora ele vê alguém falando assim, você vai ter que manter os cinemas vivos. Ah, é porque o cinema, não sei o quê. Ele fez pior, em vez de postar no Twitter, ele... Ele falou na televisão.

Sabe o que está acontecendo? Porque ele foi cancelado no mundo inteiro, né? Dizendo como se ele odiasse balé, ópera e tudo mais. E aí virou piada no Oscar e tudo. E aí o que é que aconteceu? Nunca se pesquisou tanto sobre balé ou ópera nos últimos anos. Ah, pronto. Aí você vai falar que agora ele salvou... Não, não tiveram...

Ô, Bruno, tá que nem meu pai, que a última vez que ele conversou comigo, ele falou assim, você tem que me agradecer que eu te abandonei, porque senão você não faria tudo que você fez. Felipe Neto falando pro Lucas Neto lá. Mesma coisa, pelo amor de Deus, rapaz. Ele gerou uma consequência.

O que eu tô falando é que um grupo de ópera lá da Austrália disse assim muito obrigado, Chalamet, porque nunca se pesquisou tanto sobre ópera nos últimos anos como se pesquisou Nunca se falou tanto de guerra quanto depois que mata um bocadinho Parabéns, Trampo Não sou eu que tô falando, caralho Aí é o problema das nossas outras, caralho Estou com o Google Trends aberto e é só uma mentira o que falaram aí

Ué, o quê? O pico de pesquisa não foi agora. Foi em abril de 2024. Mas beleza, eu tô falando aqui que a organização falou, não tô dizendo que eu inventei isso não. O Girandir faz qualquer coisa pra defender o Xalá-la-la-la-la, mano. Timotexalame amanhã na Jovem Pan, hein? É. Não teve uma galera que colocou assim, ó? O Salvador do Balé. Que colocou...

Um cupom de desconto, Xalamet, né? Pra você comprar os ingressos. Você compra o ingresso pro... Não sei se era ópera, acho que era ópera. E aí você dava e ganhava um desconto lá na compra do ingresso.

Mas assim, eu entendi o ponto, esses fenômenos assim que não acaba... Agride, mas não agride, assim, uma coisa criminosa, né? Acaba por ajudar, né? É um revés, né? Que dá no assunto, né? Acaba que as pessoas... A Doja Cat, a Doja Cat, ela...

postou um vídeo criticando o Timotei Chalamet, não sei o quê. E aí, dois dias depois, ela deletou e postou um novo vídeo dizendo assim, gente, eu nunca nem fui para um balé, para uma ópera. Eu só queria entrar na trend de falar mal do Xalamet e ganhar view e curtida. Caraca, ela pediu desculpa. Ela pediu desculpa. Foi muito louco, Malu. A Doja Cat, ela... Mas ela pediu mesmo ou alguém que falou e você está acreditando também? É, eu estou achando que não tinha nem foi feito. Você viu o vídeo? Não, não, eu... Não, eu...

Tem, tem. Da Doutor Jaquete. Tem um vídeo, inclusive, longo dela falando isso. Léo Dias postou. É. Recebeu no Zap. Jaquete Chalamet. Eu acho que você acha. Recebeu no Zap. Aqui, ó. Será que a fonte da Globo tá bom? Ou preciso pegar de outro lugar aí? Não, eu preciso que você vá atrás e veja o vídeo. Eu não quero que alguém diga o que você tem que pensar.

Não, eu tô mostrando aqui, mano. Eu tô trazendo aí notícia. Então, mas você falou que ela fez um vídeo e falou que ele nunca foi no balé. Você viu esse vídeo? Vi, eu vi. Eu assisti o vídeo inteiro. Ah, então beleza. Eu assisti o vídeo inteiro e ela fala, tipo assim, eu vou ser sincero em dizer que não sei nada sobre ópera, não sei nada sobre balé. Ontem decidi dar uma lição neles porque existe uma cultura baseada na indignação e a necessidade de conexão seja boa ou ruim.

É um negócio de... O Twitter que a gente tava falando, né? Que vira algo... Ah, é do cachorro. E aí, do nada, tem que se indignar com alguma coisa. Porque isso traz conexão com as outras pessoas. Você se sente reforçado, né? Quando alguém cancela outra e todo mundo... É isso aí. Tem que cancelar mesmo essa pessoa.

E é foda a gente viver nessa cultura mesmo, assim. Independente do grau, porque tem muita gente falando assim, gente, tá acontecendo uma guerra e vocês estão preocupados com o Timothee Chalamet falando sobre balé e ópera. Você não viu não, pô, do cara que tava puto porque não deixaram entrar com os gatos no cinema? E aí um monte de biólogo começou a falar que, tipo assim, porra, gente, você é maluco, caralho. O cinema alto pra caralho, o gato sensível, não sei o quê.

E gerou uma briga dos biólogos com a galera leiga, com um monte de gente maluca entrando no meio, porque o cara queria levar o gato gremista para entrar no cinema. A matéria era muito boa. Gato gremista é impossibilitado de entrar no cinema. O gato nem sabe que ele é gremista, irmão. É isso que eu ia falar. O gato gremista já me pega, já. O gato nem sabe que ele torce para o Grêmio, porra.

O gato pensando assim, caralho, irmão, podendo nascer em tanta família boa, nascer aqui, eu não tô nem sabendo o que é que tá acontecendo, tô me usando como pra fazer vídeo na internet, eu achei sensacional, os biólogos, né? Revoltadíssimos. Os veterinários e os biólogos revoltadíssimos com essa, de levar o gato. Como assim você vai levar o gato pro cinema? Você é maluco? O gato sensível, a audição, não sei o que, o olfato do gato.

Loucura, velho. Você já levou, Jurandir, seus gatos pro cinema? Não, nunca nem saio de casa, assim, mano. Só pra fazer exame mesmo. Tô um gato de apartamento. Um cárcere, né? Vivem cárcere. Pronto. É o Twitter aí, caralho. E cárcere privado.

Tantos animais querendo uma boa vida e você mantendo dois em cárcere privado. O que você acha de você ser basicamente um carcereiro? É. Aí vai uma criança e aperta o rabo do gato, tá ligado? Que vai ver, vai achar bonitinho e vai fazer o quê? Não vai poder reclamar. E os barulhos, né, velho? A treta era os barulhos do cinema, né? Assim, as... Como é que fala? Esqueci a palavra agora. Os estímulos, né, que esse gato vai receber ali no cinema. De iluminação, de som, estresse, né?

O Dolby Atmos nas orelhas ali, amigo. E aí já puxou outra discussão, né? As pessoas falando, ai, parem de tratar os gatos como seres humanos. Aí outra pessoa embaixo, mas meu gato é meu filho. Aí vira aquele caos aí. Eu só faço assistir, eu não participo de nada.

aquele negócio, aquele memesão que o pessoal coloca que é o pinguim dormindo assim, nossa, que problemão. O maior problema das pequenas causas, assim, sabe? O pessoal tá... O que me alegra é que eu fico sabendo disso só uma vez por semana, enquanto a gente vai gravar. Exatamente. É isso. O que me alegra é isso.

Gato gremista. Gato gremista. Meu explorado Instagram é só filhote de animais e boneco. Eu não vejo mais nada. Mas sou impactado ainda pelas notícias de coisas desinteressantes. Muito bem, gente.

Eu vou achar a fonte e vou colocar no link do site aí. Gato gremista. Não, desse não. É da rede lá dizendo que a polêmica do Chalamet teve uma procura muito grande de ingressos lá na rede deles. Vamos embora. Eu sou o Júlio de Filho. Eu sou o Felipe Mesquita. Eu sou o João Pimenta. Eu sou o Evandro de Freitas. E eu sou o Bruno Carvalho. E esse é o 99 vidas.

Lady, go! Pula, pula, pula, pula! Não escondem! Atira na cabeça! Atira, atira, atira! Atira! Atira! Atira! Põe na cabeça! Tô com fome! Ah, já ziguei! Me tira um pouco, rapaz! Tô com o gol, animal! Tô com o gol, animal! Tô com o gol, vai morrer! Oh!

Morreu! Relaxa, a gente tem 99 vidas.

Meninos, estamos aqui juntos mais uma vez para mais uma edição do 99 vidas. E dessa vez estamos de volta com a nossa série Grandes Empresas. Em que a gente faz um raio-x em alguma empresa específica. Já fizemos sobre a Rockstar, sobre a Naury Dog, a Blizzard, a Nintendo, a Tectoy. Aí, várias empresas. Square, Sega, Capcom.

A gente já fez, ó, da da Sega, a história da Sega inteira, do Xbox, já fizemos da Nintendo e tá faltando o que, hein, obviamente? Tá faltando o Playstation, né? E aí chegamos aqui para falarmos sobre a história da Sony Playstation com a participação do Pimenta, hein, que está de volta depois de 412 mil podcast. Tava gravando, pô. Tava trabalhando. Eu vi um podcast que eu fiquei puto com você, que você falou assim e segundo ele...

Segundo, dizendo ele tá gravando, como se eu tivesse mentindo. Tá ligado? Ele não apareceu mais. Porque diz ele que está gravando. Tava trabalhando, tava trabalhando também em outros lugares, tava gravando uma série, um filme aí. Em dezembro eu gravei uma série, em janeiro eu gravei um filme, em fevereiro gravei outra série e tô pra gravar outra, com fé em Deus, aí em maio. Olha aí, hein? Toma essa.

Saindo aí um pouco desse âmbito do stand-up comedy pra vibrar essa energia do audiovisual que já é uma coisa que eu queria fazer muito. 20 anos de carreira, tomar vergonha na cara, né? Tem que tomar vergonha na cara, né? Aproveitar as oportunidades na verdade, né? Demorou um pouco, mas começou a rolar. 20 anos de carreira eu faço em junho.

Inclusive, tem três dias, dia 18, que a gente tá gravando esse podcast. Tem três dias que tem 15 anos que eu publiquei meu primeiro vídeo na internet. Caramba. Caraca, isso sim. 15 anos. Loucura. Mas tamo aí, tamo aí pra quem gosta. Redublagem. Cara, eu... Não, não. O primeiro vídeo foi o personagem que eu tinha, que era o Pé de Pranta, que não tem nem mais esses vídeos no YouTube, porque... Tá cancelado.

Não, eu privei eles porque eu mudei a perspectiva do canal quando eu comecei a falar de nerdice, aí eu tirei. Justamente quando eu comecei a fazer essas redoblades aí, essas paradas, eu fiz de 2011 até 2016, eu acho, esse personagem. Já tem 10 anos que eu não faço ele, praticamente. Muito bem. Mas vamos aqui falar sobre Playstation, hein? Todo mundo aqui teve Playstation 1 na época que saiu ou demorou um pouquinho pra...

Pra ter Playstation. Eu tive Playstation 1 em 98. Eu tive Playstation 1 em 2002. Eu ganhei o Playstation 1 no Penta. No Penta foi. Em 2002. Pertinho do Penta.

Mano, eu não sei quando, mas com certeza não foi exatamente quando saiu, não. Deve ter sido uns dois anos depois. O Play 2 é de 94, né? O Play 1 é de 94, né? É, eu ganhei o meu em 2002. Foi o primeiro videogame novo que eu comprei assim. Minha mãe fez um esforço absurdo. E veio com o Ingeleven, o do Fred Mercury lá, né? Da abertura. O Ingeleven, acho que é o 6, não lembro. Qual é o... O Ingeleven 2002, na verdade. E o Resident Evil 3. Eu escolhi um jogo, meu irmão escolheu outro.

Mas vamos falar um pouquinho sobre a história do Playstation? Só para o meu caso, juro-se, falando do meu caso. O meu também, eu também nem falei o meu. Acabei pulando. Mas o meu caso eu já contei aqui no podcast que eu acabei pegando esse lançamento, mas foi uma das maiores burradas da história dos videogames, né? Ah, é que tu trocou? Que eu dei mais de 60 jogos originais de Playstation e Super Nintendo em troca de um Play 1, cara, na época.

Hoje em dia você compra um Kiwi com essas fitas de Super Nintendo, sei lá. Como é? Foram 60 jogos de quê? De qual? De Mega Drive e Super Nintendo. Mega Drive e Super Nintendo. Da época, jogos originais. É que tu falou Playstation. Ah, eu falei pra você, desculpa. Não. O que eu fiz, eu peguei na época, né? Eu acho que era 30 de um e 40 do outro, alguma coisa assim. Caralho, irmão.

jogos originais de Mega Drive e Super Nintendo, então 60, 70 jogos de Super Nintendo e Mega Drive em troca de um Play 1 na época, porque o cara conseguiu um Play 1 japonês, botou na minha frente e falou assim, ah não mano, não é possível isso isso é muito futuro, e aí eu fiz essa burrada enorme pra poder pegar um Play 1 no lançamento E aí foi a história do começo da loja, a casa do videogame

Eu tive o Playstation 1 em 96, passei quase um ano com o Playstation 1 travado, só com o Tekken 1 jogando, até conseguir destravar e conseguir jogar os trabalhos. Alô, demorou anos pra eu ver um disco mídia preta de... Eu nem sabia que existia também durante muito tempo.

o Bruno rei do trato feito, hein Bruno? o começo do Playstation só tinha demorou pra, assim, até o pessoal demorei pra entender, Bruno porque o meu veio com aquele bom disco demo que eu já falei que maravilhoso do Playstation 2, do Parapaterraper é porque o lançamento do Playstation 1 foi ali no final de 94, mas nos Estados Unidos só foi em 95, né, em setembro de 95 isso

Pra chegar o pirateiro, o pirateiro safado e destravar, foi quando ali? Foi em 96? Isso eu confesso que eu não sei, porque quando eu era criança, a parada já era o pirata, assim. Tipo, as primeiras memórias.

Eu peguei o Playstation quando eu tinha 6 anos, então na verdade foi em 99, né? Então eu era muito novo, então tipo assim, pra mim o jogo de videogame era aquilo, na verdade. Ô Felipe, eu não lembro quando surgiu a pirataria do Playstation 1, mas eu lembro de jogar Final Fantasy VII em 97.

Pirata. Já o pirata. Já o pirata. Aliás, eu lembro de muito jogo que eu joguei pirata. 96 mesmo, acho que 96. Aí onde vocês moram também tinha as categorias original, pirata e prensado. O prensado era um pirata, né? Mas era o pirata de qualidade. Pirata de qualidade, né? Pirata mídia prata. Mídia preta também, às vezes. O prensado da Players é uma instituição. Aquele login que parecia uma bola de basquete.

nunca parava de funcionar o prensado que eu comprava no caso não o prensado jogo só para responder a pergunta do Juras Rapidinho eu achei aqui uma estimativa que os primeiros métodos que esse aqui Juras da pirataria que ele antes do chip ainda que era aquele de ficar trocando CD

Sim, sim. Lembra? Já em 96 já tinha jogo usando esse método já. 96. Aliás, assim, o método já usava em 95 e aí em 96 foi quando, tipo, abriu a porteira. CD de boot. Você colocava o CD de boot e aí depois colocava o disco pirata. É, você fazia o boot, tinha aquele método de trocar rápido o CD, você botava um CD original, ele lia e trocava.

Tinha que deixar a luzinha vermelha E aí botava o Dave My Cry Original, aí depois botava outro jogo Caramba, que doideira Você ligava o jogo, o videogame Aí nesse No momento que tava aquela tela branca lá E aí você simplesmente abria a tampa Ou abria a tampa Pra colocar o jogo e tinha um espaço pra botar uma fita

Era o PoliStation. Aí foda. Aí é pior, né? Porra, aí é muito duro, mano. A criança que achou que ia ganhar um Play e ganhou um PoliStation. Eu tive essa experiência ao vivo, irmão, de ver um amiguinho, caralho. Eu fiquei tão triste, mas ao mesmo tempo tão alegre, sabe? Porque eu também não tinha. Aí eu... Filho da puta, velho. Caralho, ele ficou triste pra caralho.

Mas vamos pra origem do PlayStation, hein? A gente sabe, toda essa história a gente já contou aqui, inclusive, algumas vezes. Nem podcast da história dos videogames, né? Que a gente faz... A gente foi videogame a videogame do PlayStation. Quando foi que a gente fez o primeiro? PlayStation... P... P... P... P...

Em 2013, a edição número 98, a gente estava desesperado porque o 99s ia acabar na edição 99. E aí o penúltimo podcast da história do 99s foi sobre a história do Playstation 1. E aí a gente conta as nossas histórias ali, a edição número 98. E aí está escrito na thumb, Evandro, Nintendo abraços.jpg porque a gente não fez videogames da Nintendo. A gente não conseguiu fazer, né?

Mas também combina com a própria história do PlayStation, né? Exato. Toda essa história. A Sonic já era uma empresa de eletrônicos. Na verdade, eu acho que é por isso. Não é por causa da gente não conseguir fazer o podcast, não é por quê? Pode ser por isso, né? Exatamente, é o PlayStation dando um abraço pra...

Pra Nintendo, né? A Sony já era uma empresa de eletrônicos desde que ela foi fundada lá nos anos 40, e os primeiros sucessos delas foram com os rádios, né? E eventualmente as décadas foram passando e eles foram também acompanhando e aos poucos virando referência no mercado de eletrônico, né? Rádio, televisor, começou a mexer com formatos de mídia na época, com as fitas ainda, tentou rivalizar com o próprio VHS na época que a Sony não conseguiu. Beta Max!

Exato, o Betamax também, que era também um outro que também não deu certo, né, de vídeo. E também tinha as fitinhas menores também, né, daquelas gravadoras de casa. E com o sucesso do próprio Walkman em 79, que a Sony já vira uma empresa bem global, né, tem uma penetração muito forte nos Estados Unidos nessa época, ela meio que dá um boom muito grande, né. Aliás, Felipe, se você me permite, a vida que a gente vive hoje é muito em função...

Dessa criaçãozinha aí, tá? Porque essa ideia de você levar o seu entretenimento, e no caso o Walkman é música, né? Você levar o seu entretenimento para os lugares contigo, levar o teu entretenimento personalizado, a sua fitinha, começou aí essa coisa do mundo moderno, com o Walkman como experiência, né?

Foi algo que revolucionou a questão de entretenimento portátil. E hoje a gente vive com a central de entretenimento no bolso, cara. É o telefone. É muito mais do que isso hoje em dia, né? Exato, exato. E aí tem um paralelo muito importante do Walkman, que é justamente o pai da criação, que é também um dos responsáveis pelo sucesso do Playstation. Pai da criação.

Quando chegou nos anos 80, a Sony já tinha essa posição muito bem estabelecida no mercado de eletrônicos. E naquele momento ela tinha duas revoluções meio que rolando lá dentro. Uma delas é que a Sony passa a expandir também para o ramo de entretenimento e conteúdo. Não só a parte do hardware, mas ela passa também a trabalhar no ramo dos conteúdos.

seriam tocados em vários desses Hardware, né? Ela compra a CBS Records, que era uma gravadora de música, transforma ela depois na Sony Music, e a própria Columbia Pictures, que era o estúdio de filme, e também depois vira uma divisão da Sony Pictures, né? E nessa mesma época, você tinha o Ken Kutaragi, que a gente conhece hoje como o pai do Playstation, e começou a desenvolver em segredo da própria Sony, junto com o time de engenheiros que ele tinha dentro da Sony.

um chip de áudio visando consoles de videogame. Chega na época o potencial desse novo mercado, muito por conta que ele via a filha dele jogando muito o Nintendinho que ela tinha em casa. Então, vendo essa experiência dentro de casa, ele enxergou esse potencial desse mercado, desenvolveu esse chip, meio que em segredo da própria Sony, em algum momento ele foi obrigado a revelar esse projeto.

O projeto, apesar de ter tido umas resistências, seguiu e eventualmente foi o chip escolhido pela Nintendo para o Super Nintendo. E a gente lembra muito desse chip aqui no próprio 99 vidas que quando a gente compara o som do Super Nintendo com o do Mega Drive, por exemplo, o diferencial é exatamente um chip de áudio melhor, que no caso do Super Nintendo era um chip de áudio da Sony. E nessa mesma época, com essa expansão para o mercado do entretenimento, a Sony passa a expandir também para o ramo de videogames, publicação de videogames.

por dentro do selo da Sony Music, né? Então os videogames começam dentro da Sony, dentro da divisão de música. Porque você já tinha meio que uma... um tipo de linha de trabalho que pra eles era meio parecido lidar com artistas de música e lidar com artistas do videogame, com os developers, né? Era meio que contratos parecidos de distribuição também, né? E é ali que você nasce a Sony Image Soft, que inclusive inicialmente Eu já tinha imaginado quando eu tinha

Ela é focada exclusivamente em fazer, em publicar jogos para sistemas Nintendo, né? Primeiro o Super Nintendo e depois o Game Boy também. Eu lembro da logo. Eu lembro da logo da... Da Sony Image Soft, né? O próprio Dragon's Lair é um jogo... Que é um jogo infame, na verdade, né? Mas é muito lembrado até hoje. Era um jogo da Image Soft, né? Também.

Eles chegaram a publicar jogo também, apesar dessa questão do chip estar no Super Nintendo, a publicação da Imagesoft tinha também no Sega CD, né? Sim, a partir de 92 a Sony entra num acordo com a Sega, né? Inclusive ela passa a publicar quase nenhum jogo mais de sistemas Nintendo e publica mais jogos na Sega.

Talvez motivado por alguma coisa que aconteceu no meio aí, porque durante esse período também começaram a ter discussões, ainda nesse final dos anos 80, em uma colaboração da Sony e da Nintendo para trabalhar num add-on que rodasse CDs no Super Nintendo, porque naquela época você já tinha... estava começando a ter consoles...

que rodavam CD, inclusive a Sony foi uma das empresas que criou o CD-ROM junto com a Philips, né? É uma parada que hoje em dia é até meio improvável, né? Você tem que ser as duas maiores concorrentes do mercado colaborando na mídia, né? Mas isso até depois se perpetuou pra outros formatos no futuro e sempre deu muito certo, na verdade, né? Essa ideia de colaborar em formatos aí.

O Felipe, tava olhando aqui, o Mickey Mania, ele aparece lá logo da SEGA e em seguida aparece Sony e Magisoft. Exatamente, e aí tem até outro... O Mickey Mania é um dos jogos que trabalhou o David Jeff, né, que é o criador do God of War. Olha aí. E eventualmente nessa linha do tempo dele aí, ele foi passando dessa Sony e Magisoft e parece ser um dos primeiros developers da própria Sony, né, quando a Sony passa a expandir nos anos 2000, seus estúdios também.

Mas aí, nesse caso da colaboração, é uma história que hoje em dia já é super famosa, né? A Sony passou a fazer, produzir um add-on que seria utilizado no Super Nintendo pra rodar jogos de CD e, inclusive, eles fariam a própria mídia, né? Como eles já eram a empresa que faziam, os CDs também, eles desenvolveriam a mídia especial pra Nintendo, né? A gente sabe que a Nintendo já tem, desde o passado, aí uma parada, tipo, uma proteção muito forte em cima dos seus formatos de cartucho, né?

Então a Sony desenvolveria, na época, também uma mídia específica pra Nintendo pra rodar nesse...

Seadion também. E tem a famosíssima CES de 91, né? Que era a Consumer Electronic Show. Antigamente ainda não existia E3, né? A primeira E3 foi em 94. E na CES de 91, no primeiro dia da feira, a Sony chega a anunciar um acordo com a Nintendo pra os jornalistas que estavam presentes do desenvolvimento desse Seadion. Só que no dia seguinte, durante o briefing da própria Nintendo, que estavam inclusive presentes os representantes da Sony, a Nintendo anunciou que a Philips é uma vez.

Seria a fabricante do add-on do CD do Super Nintendo. Felipes, concorrente da Sony, né? Exatamente, a maior concorrente da Sony da época. Não, mas o pior não é isso, você não entendeu. Eles ficaram sabendo na hora. Não foi o evento, né? Pela imprensa. No evento. Que nem treinador de futebol que descobre que foi demitido pela imprensa. Não foi nem pela imprensa. Eles estavam presentes no auditório, no evento, no briefing da Nintendo sobre os planos futuros, né?

Mas aí é foda porque esse evento é um evento canônico da história dos videogames. Sim. Isso mudou completamente a história dos videogames. E aparentemente a Nintendo na época não seguiu com a Sony porque eles não conseguiram de fato chegar num acordo em relação à divisão das receitas dos jogos que usassem esse Adion. Então provavelmente alguma coisa relacionada a quanto por cento do percentual da venda do jogo que fosse usar essa mídia e usar seu Adion, que cada um ia receber ali.

E aí, sabe uma coisa que é curiosa? Como a história... A Nintendo fez um movimento que mudou a história dos videogames pra sempre. Agora, tem uma parte que pouca gente comenta dessa história. Porque, assim, a Nintendo pegou e armou, entre aspas, essa presepada pra cima da Sony. Mas vocês sabiam que depois disso não foi automaticamente que a Sony pegou o projeto?

ainda houve uma conversa com a Sega. A Sony conversou com a Sega? A Sony conversou com a Sega. Inclusive existia um interesse da Sega da América em fechar essa parceria. Naquele livro lá, o Console Wars, que conta a história da Sega contra a Nintendo, que, aliás, é um livro muito bom. Eu falo muito desse livro aqui porque é um livro muito interessante, porque ele conta a história dos videogames, daquela guerra, da grande guerra dos videogames aí.

Dos anos 80 e 90. Na perspectiva da Sega. E tem um filme né. Tem um documentário disso né. Tem tem. E assim a história é contada da perspectiva do Tom Kalinske. Que era o CEO da Sega da América na época. E ele fala no livro. Que justamente. Ele tinha a intenção de seguir o plano. Depois que a Nintendo dropou a Sony.

Eles tiveram essa conversa, a Sony e a SEGA tiveram essa conversa, e quem barrou foi a SEGA do Japão. Porque a SEGA do Japão não admitia ter uma empresa fora do ramo dos videogames intervindo nos negócios. Ou seja, em alguma linha paralela do tempo, existiu um SEGA Playstation, tá ligado?

Caraca, imagina. Em vez de ser o Sony e o Playstation. Mas tem um pouquinho dessa tradição meio arrogante da galera do Japão também, né, Bruno? Sim, deixa o orgulho. Pô, esses caras não sabem fazer hardware, não sabem fazer software. O que a gente vai querer com eles?

Tanto que a própria ruína da SEGA, esse movimento foi tão crucial que esse novo competidor chegando no mercado foi o que descarrilhou a SEGA. A SEGA já era uma empresa muito fraca internamente, porque existia essa divisão muito forte desde a concepção. A gente já falou aqui na história da SEGA, mas...

Desde a concepção, a história da Sega sempre foi muita coisa assim, é o lado japonês e o lado americano, o lado japonês e o lado americano. E aí isso, nesse período, isso reforçou de um jeito absurdo, porque a Sega do Japão não... O Mega Drive, por exemplo, nunca foi um sucesso no Japão. Só que no começo dos anos 90, o Mega Drive estava indo bem no território americano. A Grande Guerra surgiu justamente nesse período.

em que a SEGA e a Nintendo disputavam forte market share no mercado americano. E aí a SEGA do Japão ficava possessa, porque assim, como que vocês conseguiram algo que a gente não consegue? E aí começou a ficar dificultando o processo. Então quando o Kalinske apresentou esse projeto para a SEGA do Japão, eles falaram assim, não, não vai fazer, não quero saber. A gente vai fazer o hardware aqui, pronto e acabou.

E decidiram fazer o que foi o Sega 7. Então assim, você vê que decisões erradas, entre aspas, da Nintendo e da própria Sega do Japão nesse caso, permitiram a criação do maior inimigo deles. E pro nosso bem também. Porque a entrada do Playstation no mercado de videogames foi algo saudável. Mudou... Sim, pra realidade da época, né? Exato. A gente precisa lembrar, como o Felipe falou, a Nintendo tinha políticas fortíssimas.

Com relação a controle de conteúdo e pressão em cima dos desenvolvedores das publicadoras. A Nintendo chega a fazer... A gente já falou isso. Na época do Nintendinho, ela limitava quantos jogos uma publicadora poderia ter por ano na sua plataforma. Ela negava plataformas de desenvolver jogos para concorrentes. A Nintendo, para as parceiras que queriam ter jogos no Nintendinho na época...

e mais tarde no Super Nintendo, ela falava assim, se você fizer jogos pra gente, você não pode fazer pra Sega, por exemplo. Foi o que aconteceu, por exemplo, nos 8-bits com a Capcom. Foi só depois, justamente, da Sega se provar com o Mega Drive nos Estados Unidos, com o Sega Genesis,

que as empresas começaram a mudar a mentalidade e a Nintendo foi perdendo força. Mas o que tirou essa força dessa negociação da Nintendo na época é justamente essa questão que faz, que viabilizou negociações melhores. E aí vem muito do que o Felipe mencionou também, dessa coisa que a habilidade que a Sony já tinha de negociar no mundo da música, negociar licenciamento, negociar publicação, que foi levado para essa mentalidade para os desenvolvedores de jogos.

E isso atraiu os envolvedores e atraiu as empresas. Tanto que a gente viu no lançamento do PlayStation o barulho que ele fez, as provocações que foram feitas também, mas viu muita gente planejando levar os seus jogos para o console, que até então era o mais improvável de todos. Era o novato que chegava... É, tinha tudo para não dar certo, né?

Tinha muita resistência em relação ao Playstation dentro da própria Sony. Exato. Quando esse acordo com a Nintendo caiu e não conseguiram fechar o mesmo com a Sega, a ideia era simplesmente acabar com o projeto, não vai pra frente. Mas aí o Kenka-Tarag chega e mostra lá pra presidência da Sony um projeto próprio. Ele já tinha, que ele já tava fazendo também, de ter um console próprio que já rodasse CDs direto.

e que fosse focado em gráficos poligonais, né? Na época, que é algo que não era totalmente... Já tinham consoles que tinham essa perspectiva, já usavam desse tipo de tecnologia, né? Mas a ideia da Sony é que a expertise que a gente tem de eletrônicos e esse relacionamento que a gente tem, que a gente vem construindo.

dentro de uma publicadora como a Sony Image Soft, permitisse que fosse ficar algo mais acessível. Mas a Sony foi muito resistente ainda. Inclusive, um dos pontos que ele usou para convencer o Akito Morita na época foi, inclusive, essa parte da honra, que é muito forte para os japoneses que a gente estava mencionando isso. A gente vai deixar os caras fazerem isso com a gente e a gente vai botar o rabo entre as pernas e vai embora?

É, eles foram humilhados, né? Exato, a gente foi humilhado. Sendo que a gente tem a possibilidade de botar um produto no mercado, tá aqui, tá sendo feito, só que a gente precisa desse apoio, dessa frente do grupo todo, né? Da Sony, no caso, pra botar pra frente. Meio que o projeto continua se desenvolvendo e dali, eventualmente, vai nascer a Sony Computer Entertainment, que é o nome, vamos dizer assim, o nome que tá no CNPJ lá, da PlayStation, né? A empresa mãe do PlayStation é o Sony Computer Entertainment. E...

Como é falado na abertura do Crash Bandicoot. Sony Computer Entertainment presents...

Tá maluco. E é uma divisão que foi populada na época por muitas pessoas do hardware, principalmente a galera da equipe do Ken Kutaragi e outras pessoas que foram pinçadas dentro da Sony. E muita gente da Sony Music, né? A Sony passa a ter uma divisão ali de jogos, uma publicadora de jogos.

E muitas dessas pessoas vieram desse meio da música mesmo, pra trabalhar com os videogames, e é o que a gente falou, a filosofia era meio que a mesma, assim. Você tratar os developers da forma que você trata os artistas dos seus selos, assim. Dando apoio de suporte pra publicação, e meio que deixando eles mais livres com a ideia de fazer o produto, né? Fazer os jogos, né? E por isso que o Playstation, inclusive, tem uma quantidade de jogos bizarros, assim. Porque ele tinha tanto a facilidade do próprio DevKit, que era um...

muito simples, e que inclusive depois a própria Synosis, que era uma empresa publicadora antiguíssima de videogame, que a Sony compra ela pela própria ImageSoft no final dos anos 80, começo dos anos 90, eles começaram a fazer inclusive paridades de dev kit em PCs, então virou um ambiente muito mais propício para se desenvolver meio que qualquer ideia no videogame.

E numa época que você tinha muitas vezes equipes minúsculas fazendo jogos, e a Sony na época prometia uma liberdade muito grande pra você botar o seu jogo na plataforma, e eventualmente isso foi o acerto dela, porque a gente tá falando de um console que chegou a 120 milhões de base, né? Lembrando o que é que as empresas tinham que fazer pra publicar coisa na Nintendo, né? Que era cheio de restrição, cheio de burocracias, né?

Cara, nessa época do Play 1 você tem um boom muito grande de estúdios de videogame que eram 4, 5 pessoas e que estão aí até hoje. Porque naquela época os caras vendiam 100 mil cópias e, porra, os caras estão absolutamente milionários, assim. Porque é um jogo feito em 11 meses, vendendo 100 mil cópias. Na época era 40 dólares, se não me engano, os jogos de videogame, o preço base. Então, do nada, você aqueceu a indústria de uma forma bizarra. E que foi o que aconteceu de muitas empresas estarem aí até hoje.

E terem crescido muito além do que talvez seria possível se não tivesse seus produtos dentro do console PlayStation naquela época. Isso que o Felipe falou do preço é muito foda, porque a Sega já tinha feito a puta cagada com o lançamento do Saturno. Na E3 lá, na primeira E3 que teve. E aí a Sega anunciou por R$ 3,99. O vídeo é lendário, mano. Tô vendo aqui de novo, o malandro da Sony sobe, o cara apresenta ele. Ah, vai vir aí, vai falar sobre o nosso novo lançamento, o PlayStation, nossa aposta, blá, blá, blá. O cara só sobe e fala assim, R$ 2,99.

E vai embora.

O preço, né, irmão? Esse vídeo é foda. Esse vídeo é brutal, irmão. Caralho, é o Steve Race, eu tô vendo aqui. Botou o pau na mesa e caiu fora. É, tipo assim, ele sobe e fala 299 e vai embora. E a SEGA tinha lançado no antecipado, feito um monte de coisa, tudo errado no Saturno. Mano, tipo assim, esse 299 é o KO na suposta rivalidade Sony e SEGA que poderia existir aí nessa época de Saturno.

A gente sabe que o mercado de videogames é um mercado extremamente tradicionalista, né? É difícil chegar a uma empresa nova e dominar o mercado, né? A gente vê o quanto o Xbox sofreu. Por isso que botou a Nintendo... Vocês falaram aí, botou a Nintendo pra se movimentar, entendeu? A Nintendo repensou todo o organograma dela em relação a como direcionava os jogos dela.

Se não existisse Playstation, Pimenta, o Nintendo ainda estava com fita até hoje. E olha que está, né? Exatamente. Porque a gente vê o Nintendo Switch. Exatamente. Exatamente. Essa questão de jogos mais familiares, essa parada que eles começaram a pensar diferente, assim, com as outras questões artísticas. Até chegar o Nintendo Switch, que é um videogame perfeito, né? Se você pensar, né? Exatamente.

E só existe o Nintendo Switch por causa do Playstation. É muito louco. Eu acho a história do Playstation 1 uma das maiores histórias dos videogames. Do tanto que a gente chama videogame. Porque ela nasce na base do ódio, da vingança.

E é uma merda falar isso, irmão. As pessoas, elas costumam funcionar muito bem sob pressão, né? Sim. A indústria, ela funciona muito bem sob pressão, né? A criatividade, infelizmente. E querendo provar, né? Que eles são capazes, né? Exato, exatamente. Então, você chegar no final de vida de um PlayStation 1 com mais de 100 milhões de consoles vendidos, quebrando a história, porque nenhum videogame tinha passado de 100 milhões de unidades vendidas, né?

Videogame de mesa, né? Nenhum videogame tinha chegado perto desse número. Então...

E aí você vê... É escrevendo a história, Juras, tá ligado? É, eu pensei nisso agora, escrevendo a história. Eu fico pensando a cara da patotinha que não quis fazer a parceria com o Playstation. Não tinha na época, mas imagina o cara da da Sega América no grupo de WhatsApp, tá ligado? Só mandando o olhinho assim, ó. Aí, ó. Mandando no grupo dos caras do Japão. Ó vocês aí, ó.

E a SEGA também tem rolê nisso, porque não aconteceu, né? A parceria entre a SEGA e a PlayStation, né? Não. Então, mas eles sabendo já que a PlayStation ia lançar, eles correram pra anunciar o Saturno todo cagado, né? Exato. O Saturno meio que surgiu na pressa com a resposta ao anúncio do PlayStation. Assim, a SEGA já estava trabalhando, de novo, a questão da SEGA é, lembra, a SEGA...

Apesar de uma empresa que desde a sua essência Ela sempre teve essa dualidade americana e japonesa As decisões sempre vinham do Japão Sempre vinham do Japão E o Mega Drive, de novo, não foi O Mega Drive no Japão era terceiro colocado Ele perdia pro Turbo Graphics

Você entende isso? Tipo, tinha Nintendo em primeiro, Turbo Graphics e lá por última a Sega com o Mega Drive lá no Japão. Então eles estavam loucos pra sair disso. Por quê? Porque o Mega Drive só era sucesso fora do Japão. E aí eles correram com o projeto do 32X.

correram com o projeto do próprio Sega Saturn porque assim ó, a Sony vai chegar aí com o console e aí, como é que a gente vai fazer? Tanto que o projeto do Sega Saturn, a gente até mencionou isso o hardware deles não era pra ser um hardware pra 3D, era um hardware pra ser e ele é muito bom, por isso que o Sega Saturn é tão bom no 2D, era a evolução do 2D aí eles falam assim, putz mas aí os caras vão trazer gráfico 3D

Vamos adaptar aqui o console pra isso. Então por isso que o Sega Saturn foi essa maluquice toda, sabe? Agora tem uma coisa. Se você quiser saber mais sobre a história da Sega, a gente fez um podcast do Grandes Empresas, edição 518. Tá bem maneiro lá, você tem um detalhado sobre a história da Sega. Mas voltando aqui pro Playstation, o fato deles terem chegado ali com o Playstation 1...

Aqui no Brasil, o Playstation 1 não teve lançamento, né? Não teve... Você só conseguia Playstation 1 pro Paraguai, mercado informal. Você não conseguia comprar em loja. Tipo, ia na Americanas, na Mesbla. E em nenhuma dessas, você não conseguia comprar um Playstation 1. Mas você ia na feira de rolo.

Isso meio que era na maioria dos territórios, assim. Claro que você pegar, por exemplo, os maiores mercados do Japão, América do Norte e Europa, você engloba muitos países, né? Mas você não engloba a maioria dos países do mundo ainda. Então a maioria dos lugares que o PlayStation 1 chegou era meio que nesse mercado cinza, né? Nos mercados periféricos, tipo o nosso, assim. E foi um fenômeno, né? Ele não teve lançamento oficial em nenhum desses mercados.

Fenômeno, absurdo, né? Fenômeno absurdo. A pirataria, né? E o acesso ao PlayStation 1 virou videogame.

de muita gente ali na segunda metade dos anos 90, né? Você ter um Playstation era uma alegria, porque com 10 reais você comprava dois jogos e você conseguia jogar, né? Os jogos novos, que estava todo mundo comentando, falando. Era uma alegria, eu acho que...

O Playstation 1 se torna muito especial Porque ele tem Pra gente do Brasil Trouxe um verdadeiro acesso A videogame, porque O Super Nintendo não era barato Você conseguir fita de Super Nintendo Tanto que a febre das locadoras Por que existia tanta locadora no Brasil E dava tão certo?

porque quase ninguém tinha condição de comprar um videogame. Então, o cara colocava lá, alugava, você jogava lá duas horinhas por dia, dava lá seus centavos, jogava, e era uma forma de você poder jogar os jogos novos, porque comprar mesmo era muito difícil. E alugava muito, né? A galera alugava muito esse esquema de alugar o videogame em si, né? Para entregar na segunda-feira.

Sim, sim, era bem comum. Você comprava lá, você alugava um Playstation com, sei lá, 10 jogos. E aí levava pra casa e ficava jogando o fim de semana inteiro, né? Era uma forma de você ter acesso a esses videogames. Aí com a pirataria do Playstation 1, se tornou muito acessível aqui no Brasil, né? Eu nunca vi a Sony comentando sobre esse mercado de pirataria do videogame dela.

Porque acho que existe uma porcentagem ali de videogames vendidos que são para ser desbloqueados. Será que há uma certa visão em cima disso? Porque o que veio em seguida ao PlayStation 2 é mais que a minha vida, né?

É, eu acho que existe uma visão de pesar pra eles, talvez porque a gente sabe que eles ganham a maioria do dinheiro no software, né? Sim, no hardware. No jogo, né? Sim. Mas isso também fazia com que o nosso mercado meio que fosse ignorado por essa galera durante muito tempo. É, sim. Viam como a... Não adianta lançar aí lá, porque só comprar pirata. É, vão comprar pirata mesmo, né?

Até por não ter representação oficial, esse número de consoles que vêm para esses mercados importados, eles, na verdade, estão contabilizados em outros mercados, né? Sim. A gente não tem, sei lá, o número de quantos Playstation 1 foram vendidos no Brasil, porque eles vieram do Japão, dos Estados Unidos, da Europa, então eles estão aglomerados nesse volume de outros mercados.

Mas isso, pelo menos, dá para ter um número. Se desses 100 milhões de consoles vendidos, você consegue dizer que foram vendidos no mundo inteiro. Mas os jogos... Você não tem a dimensão de quantos Final Fantasy VII foram vendidos? Quantas pessoas jogaram esses jogos? Resident Evil.

O Wing é leve? É impossível você numerar isso. Até porque muitos desses jogos, às vezes a gente recebia a mesma pessoa, a gente comprava uma versão japonesa, uma versão que depois saia em inglês. Aí tinha umas versões que vinham dois jogos no mesmo CD, sem as cutscenes, para caber dois jogos no mesmo CD. É um controle impossível de se ter. Eu tive o Crash, que eram os três jogos num CD só. Bom demais. E não foi lançamento oficial isso?

Não, não foi. Não teve um lançamento desse. O Crash cabia porque ele não tem CGI, né? Ele tem uma apresentaçãozinha e tudo, mas não tem um CGI. Ele até tem, mas é em game. Ele até tem, né? O primeiro tem... Em game, né? Até mais, né? Tem as do começo também. Mas é a menorzinha, né? É, não é igual o Final Fantasy, por exemplo, que você tinha minutos de cutscene ou Metal Gear também, sei lá. É, mas o negócio é que é meio nebuloso, né? Essa área é muito nebulosa pra eles, né?

Porque a gente tinha acesso a esses jogos e tudo. E quando você não... Ah, não tem o Playstation 1, mas na locadora tinha. E aí a febre das locadoras, meu irmão, era isso. A galera não tem acesso aos videogames. Então vamos colocar aqui para alugar. E aí um sucesso, um fenômeno, né?

Playstation 1, no Brasil em si, eu acho que muito, o brasileiro sempre amou muito futebol, né? E a gente tava nos anos 90 ali, a época do pós-tetra, né? 94, ai meu Deus, não sei o que. Quando você entrava nas locadoras, você via um monte de telinhas verdinhas, né? Você olhava assim pra todo lado, tinha um verde, do nada um crash. O Nigel Live comendo solto e atualizado pelos nossos amigos de pet, né? Mano, isso é cada dois. Isso.

Na época das locadoras, muitos donos de locadoras faziam isso na mão, né? Eles tinham um memory card. E aí colocavam os nomes de todos os jogadores, reais, de tudo. E aí falavam assim, ei tio, bota o memory card aí, seu Roberto. Bota o memory card aí. Aí ele lia e aí você tinha lá todos os times atualizados. Eu fazia isso no meu Play 2. Quando eu era moleque, eu ia lá no edit e mudava muitas coisas assim dos jogadores.

E às vezes eu comprava uma outra versão do InEleven, só que o save file era meu ainda, né? Então meio que não mudava nada, era o meu jogo sempre, porque o meu save file estava sempre... Bom demais. Já mudado, tá ligado? Então eu tinha que deletar o meu save file às vezes, ou mudar, tirar o memory card e mudar para outro, para poder jogar a versão atualizada do outro cara, porque eu já tinha mudado no meu próprio vídeo. A nossa evolução como jogador de videogame profissional de locadora era ter o seu próprio memory card, né? É, e levar ele para lá.

Porque você chegava lá e colocava lá essa Valve e tudo, né? Principalmente pra jogar RPG, pô. Caralho, eu lembro como se fosse hoje o... Eu acho que o memory card do PlayStation 1 eram 16 espaços, eu não lembro. E o Diablo 1 ocupava 12, eu era 10, era alguma coisa assim. Não, ele ocupava 15. O carro puto na locadora. Só ficava tipo 1 e seu memory card só por Diablo. Bocura.

E o futebol era dois pro save file e dois pra Master League, né? Aí era uma merda também, porque, sei lá, a pessoa queria gravar um gol, era salve no memory card, queria gravar formação, era um save no memory card. Como o Bruno falou, são 15 blocos. 15 blocos. Não, era 16, mas um era pro sistema. Isso, é. Ele tinha 128kbytes.

de memória ou memória card. É nada. Entre 28kbps. Hoje em dia é foto, é uma doideira. Aí os RPGs, na maioria, ocupavam três espaços, tá ligado? Mas até isso aí, sobre a pirataria, talvez tenha muito a ver com a popularização do drive de gravar CD, né? Que não tinha como a Sony prever isso. Que a gente ia ter o Nero em casa pra fazer cópia de jogo do amiguinho. É. Alcorro 8x, amigo. Um abraço.

Acho que o PS2 sofre mais com isso, né, Wander? Porque já nos anos 2000... O PS2, pô, chegou um ponto que eu baixava o jogo e botava no HD, caralho. A galera já tinha mesmo o drive de gravar CD mesmo, assim, porque nos anos 90 era mais difícil. PS2 eu nunca toquei num CD original, irmão.

Nunca toquei no CD original de Play 2. Nunca, nunca nem vi na minha frente. Também nunca nem não. Um disco original. Nem sei o que é, né, Júlio? Até a memory card original não era tão fácil. Mano, aqueles memory cards que eram transparentes, Felipe. Exato, até porque tinha um pirata que tinha 120 blocos, pô. É, eu tive isso.

Eu tive esse. Tinha até uma telinha. Tinha luzinha e tudo? Isso, ele tinha a telinha pra você escolher. Você tinha, tipo, meio que... Ele era dividido em sessões, assim. Aí cada sessão tinha tantos blocos. Aí você tinha que trocar, né? Ele tinha uma luzinha, assim, uma telinha daquelas... Tipo de rádio, né? É. E que mostrava, assim, o slot que você tava usando na época.

E a depender do Playstation, às vezes parava de funcionar, né? Aquela parte da BIOS que você só dava a load pra deletar os blocos do Memory Card. E aí tinha alguns jogos que você conseguia fazer isso dentro do jogo. Um deles era o Crash. Dentro do Crash você conseguia ver quais eram os outros espaços de jogos pra você apagar, se você quisesse. Aí eu tinha um Playstation que toda vez que eu queria apagar as coisas dele, eu tinha que abrir o jogo do Crash pra poder apagar os espaços do Memory Card.

Caraca, eu tô vendo aqui os memory cards antigos, assim. Pô, era muito foda, porque o memory card não era o ícone relacionado ao jogo, né, mano? Quando você acertava lá pra ver os saves. É. E às vezes até mudava o ícone de acordo com o progresso que você tava no próprio jogo, tá ligado? Tipo assim, o Castlevania, eu lembro que ele ficava mudando o ícone de acordo com o progresso que você tava no jogo. Isso, exatamente. Às vezes era uma caveirinha, às vezes era um mocego, às vezes era a fadinha. Muito louco. Muito louco mesmo.

Eu vou dizer que o... É muito louco o Memory Card. Chamava muita atenção e tudo, né? Você, caraca, Memory Card. Você pode... Diferente do Super Nintendo, quando você jogava. E aí alguém salvava por cima do seu save. E aí você, porra, que merda, não sei o quê. Como é que eu vou jogar esse jogo? Mas...

Fazia parte do jogo, né? Se você quiser zerar, você jogava lá. Ou quando a locadora tinha duas ou três fitas, sei lá, do Super Mario World, porque comprava um Super Nintendo e via o Super Mario World, aí ele ficava com essas fitas e falava assim, guarda essa fita pra mim aí, só pra eu jogar e tudo, pra ficar com meu save. Mas eu acho que o que trouxe uma diferença grande pro Playstation 1 também é o fato de rodar CD.

E aí a tentativa de convencer as pessoas de casa que não era só um videogame, que você podia escutar CD de música no Playstation pra tocar na TV o CD de música, né? E aí você ficava criando umas... Cara, eu tô vendo aqui umas fotinhas de memory card. A nostalgia, né? É absurdo aqui. Meu Deus do céu, mano. E essa fotinha? Do player de música do Playstation. Cara, isso aí é pessoal. Muito foda, velho. É muito clássico isso.

A estética, mano, muito foda. Quando eles atualizaram o firmware, passou a ter um player que tinha aquela visualização também, sabe? Mas, pô, esse aí é o clássico, que é o menu do primeiro mesmo. CD player. É, rapaz. E quando você clicava pra copiar e clicava em deletar sem querer, com o memory card, porque tinha um copy all em cima e embaixo, ele não era muito responsivo, né? Demorava um pouco pra você... Quando você apertava pra baixo e pra cima, ele demorava um pouco pra acertar a opção.

Ô, Pimenta, era o futuro isso daqui. Você copiar do memory card pra outro é uma loucura, gente. É uma revolução. E, tipo, vocês mandaram essas fotos do menu do memory card, mas isso deve ser de hoje em dia, né, emulado, né? Porque ele não era widescreen, assim, pô. Ele era igual o... Ah, ele não era assim, né? O formato era quadrado, né? O cara deve estar rodando ou no Playstation numa TV atual e estar esticando a imagem, ou estar rodando emulador.

Mas ó, vamos fazer exercício rapidinho. Vamos tentar descobrir, vamos analisar o memory card da foto aqui. É. O primeiro tá fácil aqui, até que é em três. É o Panda. Final Fantasy VIII. Final Fantasy VIII ali. Final Fantasy VIII com o Skull aqui. Esse do gatinho verde, mano. Tem um Nemesis aí, embaixo dele tem um Nemesis, né? Sim. Isso, Resident 3.

Aí do lado é o Castlevania. Eu sei que tem Croc e Spyro ali, né? Silent Hill. Tem Silent Hill ali também. Silent Hill, Croc e Spyro, né? Metal Gear pra caramba.

É, tem alguns Metal Guis ali, né? É a cara do Solid Snake ali? Isso, aí tem. Esse simbolozinho da Lápide é o quê? Da Lápide. É o Castelvane. Castelvane, certeza. E, Evandro, será que o nosso amigo aí, o Chet Gepetto, ele consegue identificar? Ah, não, acho que é muito antigo para as bases dele, mano. Será? Eu acho.

Mas eu acho que ele não reconhece não. Tem um Final Fantasy mais antigo ali também, do lado do Resident Evil. É, mas que ele é o primeiro da segunda linha. Ou é Final Fantasy ou é... O nome daquele não é Dragon Quest não, é Final Fantasy mesmo.

Não, ele parece... Deve ser do Final Fantasy Origins, que era um Will 2, eu acho, no Play 1 que eles lançaram. Sim. Inclusive, ele tá copiando, você tá vendo o Croc que tá movendo do ladinho dele pro outro lado. É verdade, ele tá copiando tudo.

Pô, tinha um esquema muito bom pra jogar aquele Yu-Gi-Oh! Forbidden Memories, né? Do Play 1. Se você tivesse três memory cards, ele tinha um sistema de trade, né? Que você conseguia transferir de um perfil pro outro. Só que se você copiasse um save pro outro, pro outro memory card, ele não transferia, né? Que ele dava o nome igual, aí não podia. E aí se você criasse um terceiro save num outro memory card, você transferia as cartas.

De um pra esse terceiro. E transferia a do terceiro pro seu original. Então você, tipo assim, multiplicava, né? As cartas. Tipo, você pegava uma carta rara, você conseguia fazer isso aí. Pelo que eu tô vendo aqui, esse da tumba aí, na verdade, é do Legacy of Kain. O do Mega Drive era só a cruz, tipo, com fundo azul, que tem um parecido. O do Mega Drive? Não, desculpa, o que é seu Veneno. Não sei porque eu falei Mega Drive, não.

Mas será que é do Blood? Do Symphony of the Night. Era o que tinha uma cripta, era só uma cruz com fundo azul, assim, meio de lado.

Eu tô vendo aqui, ó, o chat de GPT, ele mandou assim, ó. A tela é o clássico gerenciador de memoria de Playstation 1 e vários ícones são icônicos mesmo. Pelo que dá pra reconhecer na imagem, dos saves parecem ser Metal Gear Solid, Resident Evil, Resident Evil 1, que é o rosto escuro do zumbi, eu não sei. Tem um rosto escuro do zumbi ali? Tá falando por ordem? Não, não, não, não deu por ordem, não. Ah, aí fodeu. É.

Mas aí ele falou Crash Bandicoot, o rosto do Crash, não tô vendo o rosto do Crash ali. Pô, ali tá inventando, ó. Fica dando trelo pra ia aí, ó. Tekken 3 ali, tem o Tekken lá, ele acertou, do Cachovania, a Cruz Gótica. É o do Cachovania, Bruno? A Cruz Gótica ali? Não. O que eu tenho que é do Legacy of King. Spyro, Apescape, macaco de capacete. Tem um macaco de capacete aí? A Ia é muito doida, ela fala ótima pergunta. Ela inventa.

invento um monte de coisa ótima dúvida, Jurandir, vamos ver esses ícones macaco de capacete deve ser do lado direito do Croc que tá falando que é um macaco de capacete caraca, o Felipe trouxe aí o macaco de capacete é fone a lista

O Chrono Cross também era brutal. Ele tinha inúmeros personagens e aí o save ia de acordo com o que você tinha no time, assim. Foda, foda. Quem tava na frente, eu acho. Eu acho que ele pegava quem tava na frente do grupo e colocava como ícone de salvamento no Memory Card. Puta, olha os guard arms, mano. Caralho!

Será foda. Legend of Dragon também, mesmo esquema. Vários personagens. Legend of Legaya também, vários personagens. Muito foda. Tá maluco. Muito foda mesmo. Você ter o memory card foi algo que mudou muito o nosso jeito de jogar videogame.

Era ostentação, né, irmão? Quem não tinha videogame, mas tinha o Memory Card, era ostentação, assim. O cara era jogador profissional. O cara era jogador profissional. Era mesmo pra se amostrar na locadora, né? O cara chegava assim... Ô, seu Roberto, traz aí o Final Fantasy VII. Aí o cara chegava e tirava do bolso dele o Memory Card e colocava assim. A galera...

Quando um cara chegava com o memory card na locadora assim, o povo parava pra assistir, porque sabia que ia vir alguma coisa dali. É, é. Um progresso de algum jogo, alguma parada. A galera parava pra olhar. E às vezes que você simplesmente tinha um jogo em casa, jogava e depois chegava fudidão na locadora. Pra mostrar que você evoluiu o personagem, que isso tá mais forte.

Essa história do Playstation 1 é muito louca, porque é um videogame revolucionário, um dos maiores videogames da história. Tá maluco. 100 milhões de videogames vendidos, tá maluco. A parada do memory card é absurdo. Fora quando você não tinha o memory card que você alugava o videogame, você ficava, tipo, passava um final de semana tentando zerar o Resident Evil, né? Sem desligar o videogame. Juntava a galera pra... E também tinha um esquema.

Foi o primeiro videogame que eu joguei um controle que... Com um controle que vibrava, né? O DualShock, né? Quando chegou o DualShock, assim. Absurdo. Tinha muito jogo bom em co-op, né, velho? Co-op local, né? Tinha muito essa coisa também. Não só jogos de esporte, né? Sim. Jogo de briga de rua, Fight Force. Jogo de luta. Jogo de luta todos, né? Jogo de luta. Todos saíram pra ele, né?

Tá ligado? Absurdo demais. Do Tekken, do Street Fighter, do Mortal Kombat, King of Fighters, né? Esse co-op local, sem ser um jogo co-op também, era muito forte, cara. De juntar... Os caras tem um controle jogando Resident e ficar aquela cabeçada de moleque na sua casa jogando junto. E geralmente assim, era um lendo a revista, quem tinha a revista, né? E o outro jogando, né?

É muito louco, né? Essa evolução do Playstation assim, né? É muito doido é muito curioso também, que essa semana apareceu pra mim um negócio que hoje em dia já é histórico, mas o review da época do Alien Resurrection, da GameSpot pro Playstation

que foi pós o DualShock e os dois analógicos, né? E aí, no review, o cara uma hora fala assim, o setup de controles do jogo é o elemento mais horrível dele. O analógico esquerdo te move pra frente, pra trás e pros lados, enquanto o analógico direito pode ser usado pra mudar pra onde você vai olhar com a câmera, pra cima e pra baixo. O cara se...

que o padrão eu joguei hoje em dia é isso, tá ligado? Sim, exatamente. Mas é o impacto da mudança, né? Da mudança, coisa diferente. Ele deve ter dado essa opinião, talvez, pô, porque na hora que ele pegou o controle, ele nunca tinha tido essa experiência, né? Nunca! E achou estranhão, né? Não, pô, aquela parada que mudaram anos depois, pô, de ser invertido, sabe? Assim, talvez ele fosse, a cabeça dele funcionasse no invertido e ainda não tinha essa opção.

Mas isso daí é anacronismo, né? A gente fala isso porque é foda. É que nem aquela entrevista do Roda Viva, da galera falando lá que sendo contra a lei do cinto de segurança e sendo contra o fumar dentro de avião. Do Maluf, é uma entrevista lendária.

É sensacional, velho É a mesma coisa Mas sobre o controle Eu tô olhando aqui, antes do DualShock Teve um Dual Analog Controller Isso Ele era côncavo, os botãozinhos E a única versão que vibrava era a versão japonesa O pior que vem da fotinha Eu cheguei a ver E eu achava que ele era pirata, como eu vi ele muito tempo depois Porque as borrachinhas eram pra dentro É, a borrachinha é côncava E eu acho que ele era pirata, como eu vi ele muito tempo

Agora é o seguinte, a Sony ficou gigante, né? Com o Playstation 1. E obviamente que ele existiu uma continuação desse videogame.

Não era muito comum você ver um videogame 2. Ah, não existe. O Nintendo, o Nintendo é sempre um nome novo. Sega já tinha feito lá suas versões, mas era o mesmo videogame, né? Quando saia de um Mega Drive 1, aí Mega Drive 2, Mega Drive 3, né? Era o mesmo videogame. Eram modelos do mesmo hardware. Isso. Mas uma continuação, uma nova geração sendo numerada, a gente não tinha visto muito isso, né?

Tinha a numeração lá do Atari, né? Que era sempre os... Atari 2600, Atari... 5200 e 7800, né? Então. Mas você tem uma continuação direta. Você tem um videogame. E aí o videogame seguinte, C, o 2, a gente não tinha visto e a Sony investiu nisso, né? De ser o Playstation 2, né? Lá nos anos 2000.

Eu acho que o único que a gente tinha visto até então foi o Odyssey, né? Porque o Odyssey teve o primeiro e aí teve o Odyssey 2, né? Odyssey 2, né? E existia dentro da Sony nessa época do Play 2 um receio, exatamente porque não tinha uma outra empresa que tinha feito consoles que tinham ou carregado ou até superado.

o seu predecessor, né? Não tinha exemplos disso no mercado. Principalmente no ponto de vista de liderança, que era o caso que o Playstation tinha tomado com o Playstation 1, né? Então existia um receio e uma pressão muito grande pra fazer algo e a ideia no final das contas, cara, vamos fazer a sequência. A ideia de a gente conseguir manter essa mesma ideia, esse mesmo mercado, esse mesmo público cativado, vamos fazer uma sequência direta do que é o Playstation, né?

E aí foi o Playstation 2 que começou a ser feito também lá, ainda bem no meio da... Quase que no começo da própria vida do primeiro Playstation já era um projeto que o próprio Ken Cutarag já tava trabalhando na época. E é importante mencionar também, Filipe, que a mentalidade pro Playstation 2...

em termos de suporte, o que permitiu também uma transição suave, porque o Play 2 dava suporte aos jogos do Play 1. Então, aquela coisa de que, putz, eu vou jogar minha biblioteca do Play 1 fora? Não, você pode migrar para o novo console, que além de você ter uma tecnologia atualizada, e aí foi um outro ponto forte do Play 2 também, que chegou com DVD como MIDI, para muita gente foi o primeiro leitor de DVD. Sim.

Ele era bem mais barato do que os leitores que tinham na época, né Bruno? Exatamente, era um console que era mais barato que muitos dos leitores de DVD que a gente tinha. Então assim, você tinha um videogame que era, entre aspas, um centro de entretenimento para a família, porque o DVD na época estava pegando forte, né, já, e que também era uma continuação, no sentido literal, do seu play, então assim, migra sem medo.

Porque aqui você vai poder continuar jogando. Você não vai perder sua biblioteca de jogos. Porque tem muito problema disso. E retrocompatibilidade não era... Não, não é só jogo. Pode usar o memory card e o controle também. Isso é muito foda. Retrocompatibilidade não era uma prioridade até então. Você pode ver. O Mega Drive até tenta, mas porque o Mega Drive tinha o Power Base pra você trazer os jogos de Master System. Mas a Nintendo, que era líder do mercado, é assim.

Cara, tem o Nintendinho, tem o Super Nintendo. Você vai poder jogar os jogos do Nintendinho? Não, não vai. É isso. Você quer migrar, migra.

E um outro ponto que o Felipe falou que é muito importante, a empresa que liderava o mercado sempre tinha, até então, queda de um console para o próximo. A Nintendo chegou com o Nintendinho, 60 milhões de unidades. Aí veio o Super Nintendo, o Super Nintendo já caiu para 50. O 64 caiu para 30. Então a leitura que o pessoal estava ali é, putz, a tendência do líder é não replicar o sucesso da primeira plataforma. Mas a estratégia da Sony deu tão certo, tão certo.

Que o Playstation 2 Era até então, né? Isso já não é mais a situação hoje Apesar que tem números Disputados, né? R$660 milhões da Sony aí

Mas ele se tornou o console mais vendido da história dos videogames, cara. Muita gente achando, não é possível você passar de 100 milhões. Ou seja, além da Sony ter sido a primeira empresa com videogame, no caso o primeiro Playstation, a cruzar essa marca, que já era impressionante, de 100 milhões de unidades, ou seja, é o dobro do líder da geração anterior. Lembre-se, o Super Nintendo liderou a geração anterior com 50 milhões. A Sony chegou no mercado com o primeiro console, 100 milhões.

E aí chega no segundo, 160. Tá bom, coisa curiosa. A gente tá gravando aqui, é o nosso queridíssimo Kevin Oliveira aí, o nosso webmaster. Mandou um vídeo com um projeto de um cara que colocou... É muito maneiro esse projeto porque ele faz a livraria dos consoles, né?

E ele fez um do Playstation. Livraria? É, mano. Falso cognato aí. O Bruno também gosta. Não, mas é verdade. É falso cognato isso aí, mano. Livraria é outra coisa, pô. Isso é chato, cara. Que loucura. Aí fudeu. Mas ele colocou aqui 1.278 jogos do Playstation 1.

E é foda porque eu dei play aqui e eu tô colocando pro lado aqui pra passar os cingudinhos, né? Os 5, 10 segundos, assim. Cara, esses jogos são todos muito reconhecíveis na minha memória, sabe? Eu vejo assim, caraca, eu já joguei esse aqui, já joguei esse, já joguei esse. Nossa, esse eu não conheço não. Aí vai o outro, joguei esse. É tudo muito...

O Playstation, como você tinha acesso para ser barato, né, os jogos, esses piratas, você jogava muito jogo, né? Quantos desses jogos você jogou por 15 minutos e passou para... Ou porque você... Muitas das vezes você não sabia o que fazer também. Uma coisa que a gente já falou, que esses jogos às vezes estavam em outros idiomas e tal e tudo mais.

Do nada eu vi aqui o Lomax, bateu a nostalgia do Lomax, que é um jogo que a gente não comenta muito e tudo, e eu joguei bastante. Mas tem uns jogos da Barbie, tem um simulador de cavalo, tem umas coisas aleatórias, tinha muito jogo, de tudo, né? Mas isso aí é o poder da pirataria, né? A gente só teve acesso a essa porra toda, a pirataria mesmo. O Playstation 2, ele trouxe mais ainda, né? Mais ainda esses...

Esses jogos diversos, né? O pessoal via sim, né? Eu acho que a turma via o Playstation 2 como...

um potencial inacreditável, é o videogame a todos dominar, é o videogame que o Playstation 1 derrubou a Nintendo, no cavalo, e aí veio o Playstation 2 com nova proposta e tudo, com ideias novas, com uma evolução gráfica, com novas possibilidades, então era um videogame que todo mundo tava com os olhos, né? E duas coisas importantíssimas, uma é, você já tinha convencido os third parties?

do sucesso da sua plataforma. Então eles dobraram a aposta em cima do seu console. E no Play 2 foi que a Sony passou a ter um... meio que um ecossistema de desenvolvimento first party mais estruturado. Porque na época do Play 1, você tinha, como eu falei, muitos desses times que vinham da divisão da música, contratando jogos, fechando acordos com jogos, first party. E você tinha alguns estúdios que eram remanescentes desses acordos que foram integrados.

Na própria Sony, né? Então você tem, por exemplo, a própria Naughty Dog, que passa a fazer parte da Sony a partir do final da geração do Play 1. A Insomniac também. Você tem os estúdios internos, que foram estabelecidos no começo da vida do Play 1, meio que desabrochando o Santa Mônica Studios. Você tinha na época...

Incognito, que era a galera do Twisted Metal 1989 Studios que tinha um histórico muito forte com jogos de esportes, esportes de ação e inclusive também os responsáveis pelo primeiro Twisted Metal na época

Então você começa e depois vai ser meio que um sucessor do que é o próprio San Diego Studio da Sony hoje, que é o estúdio que faz os jogos de beisebol, que é um dos produtos que mais dá certo pra eles até hoje. Então você passa a ter no PlayStation 2 meio que esse assentamento, primeiro, da ideia de que essa plataforma vai ser muito adotada pelos third parties, porque o antecessor dela foi um baita sucesso pra todo mundo e, como eu disse, elevou muitas publishers e developers a outro status.

Então você tinha developers fazendo muitos mais jogos para esse console. E você tinha os estúdios internos meio que desabrochando e criando uma cultura de desenvolvimento de jogos internos dentro da Sony, né? Você pode ver que até hoje você tem, como eu falei, Naughty Dog, Sucker Punch, Santa Mônica, Polyphony.

Você tem alguns remanescentes de estúdios que eram lá do passado, Japan Studio. Você tem a própria hoje Fire Sprite, que é meio que o antigo estúdio livre, como é que era a Cynossus. Então você tem meio que uma linhagem que começa no Play 1 de desenvolvimento e que tá até hoje, cara. Alguns desses estúdios são os estúdios que mais bem-sucedidos dentro da Sony até hoje.

E que foram, começaram meio que esse processo lá no Playstation 1. E o Playstation 2 foi um passo à frente, né, pra Sony, em termos de produção de jogos também. Você tem Gran Turismo, que foi um puta sucesso no Play 1, atinge no outro patamar. Você tem a Nord Dog, não é mais o Crash, mas...

Vai vir ali o Jack and Dex, é naquela geração, você vai ter o Sly com o Sucker Punch, que aí vai... E esses próprios estudos foram evoluindo junto com as gerações de Playstation e se tornando em várias métricas líderes e referências no mercado do desenvolvimento também, né? Então o Play 2 é meio que uma maturação, é uma maturação muito forte da marca Playstation. Sim. Como...

A líder do mercado que até hoje passou por maus bocados na geração seguinte, mas é uma divisão que, tirando esse tropeço muito grande do Play 3, ela já naquela época já tomava frente dentro da própria divisão da Sony Group. A Nintendo não retomou não essa liderança?

Em termos de receita, de forma alguma, assim. Mas de venda, sim, né? A única empresa no ramo de videogame faz mais dinheiro que a Sony hoje em dia é meio que a Tencent, assim. De vendas também, se você for comprar o Switch com o Play 4, sim, o Switch vendeu mais que o PlayStation 4, né? Disso eu não tô falando nem no número, porque no fim das contas pra empresa, se ela vender 100 milhões de consoles, mas não vender 1 milhão de software, não adianta muito você vender 100 milhões de consoles.

Então pra eles, no final das contas, o que importa é o dinheiro gerado dentro da plataforma, né?

Inclusive, por exemplo, a gente comentou que o PlayStation 2 era um DVD player mais barato que o DVD player. Como isso? Porque a Philips, a Toshiba, não tinham subsídio de software para cortar o preço do seu DVD player. Talvez a Philips sim, porque ela ia ganhar por conta do formato do DVD. Ela também tem esse royalty, como tinha a própria Sony, também com royalty de DVDs de mídia, de filme, por exemplo.

Mas os fabricantes de videogame, e no caso a Sony, conseguia ter um player muito mais barato porque o dinheiro ia ser recuperado com o software. Mas essa foi a mudança, né? Se o Playstation 1 você podia escutar CD de música nele, no Playstation 2 você podia assistir seus filmes, né? Filmes de DVD, né? Que era o negócio em 2000 ali. 2000 ali era a parada, né? Todo mundo tinha suas coleçõezinhas lá de DVDs, né?

Tanto que muita gente começou a considerar o Playstation um bundle, não só para jogo como filme, tanto que a gente teve no próprio Play 2 já, e aí depois isso continuou no Play 3, a questão da associação com um filme da própria Sony, que era o Homem-Aranha 2, né? Os jogos do Homem-Aranha, baseados no filme, saíram no Playstation, e teve uma amarração muito forte. O filme, a fonte do Homem-Aranha era do Playstation, lembra?

Spider-Man 2 escrito. Exatamente, era a mesma fonte. No Playstation 3, ele usou a fonte. Ele usou no 3. Agora, é muito louco, porque se no vídeo anterior do Playstation 1 era 1.200 e poucos jogos, no Playstation 2 aqui tem 4.218 jogos. Caralho!

Além de muita coisa que já tinha saído no Playstation 1, que veio com força no 2, com esse avanço tecnológico, ainda teve um monte de franquia nova que surgiu no Play 2, né? É absurdo, tá maluco?

É, se no Playstation 1 você tem lá Gran Turismo, Crash Bandicoot, Tomb Raider, Resident Evil, Metal Gear, Final Fantasy, os Tekken da vida, etc. No Playstation 2, você viu o nascimento de outras franquias, né? É, você tinha tudo isso e mais uma coisa foda.

Apesar de... Tinha os Final Fantasy, eles continuaram e tudo, Gran Turismo continuou também. O Crash Bandicoot foi um problema no PlayStation 2, né? Não teve ali o... Porque acabou a... O que era o acordo do Crash com a Sony no Play 1? O Crash era uma propriedade da Universal na época. A Universal licenciou o Crash pra Sony. Pra ele ser publicado pela Sony no PlayStation.

E aí, basicamente, a Sony trabalhava com a Naughty Dog direto, inclusive por meio do Mark Cerny, hoje em dia arquiteto tanto do Play 4 quanto do Play 5. E ela meio que pagava a Universal, e a Universal pagava a Naughty Dog, apesar de Universal e Naughty Dog não terem nenhuma relação em relação ao jogo. A produção do jogo era feita diretamente com a Sony, ela pagava a Universal, e a Universal pagava a Naughty Dog pelo licenciamento. E aí acaba esse acordo.

Depois do Crash in Racing, do jogo do kart. Você tem, inclusive, um jogo que é o Crash Bash, que é tipo um Mario Party do Crash, que já não é publicado pela Sony, é uma outra licenciamento. E aí esse licenciamento acaba, né? Só que aí, nessa virada, a Sony compra a Naughty Dog e aí ela passa a fazer uma IP nova, né? Porque a IP, a propriedade intelectual do Crash, ela continua com a Universal.

E aí depois de várias loucuras aí que aconteceram nesses anos entre Universal, Vivendi, Activision, eventualmente a propriedade do Crash fica com a Activision e hoje é da Microsoft, né? E comprou a Activision, mas... Mas aí tinha um Crash no Play 2 que era feito pela Vivendi Games na época, que era uma parada que já não pegou a mesma mágica, né? E dali pra frente, meio que todos os jogos do Crash foram meio que perdendo essa parada, até meio que a gente voltar no Crash 4 aí, que foi em 2020.

É muito louco porque foi no PS2 que se descobriu que o PlayStation virou a cara de GTA, né? Por mais que ele saísse em outros lugares, o GTA, ele tem uma cara de PlayStation, né? Mas saía, inclusive, primeiro no PlayStation. No PlayStation, é.

Era um jogo que era... O jogo mais vendido do PS2 é o GTA San Andreas, né? É, foi onde explodiu, né? 7 milhões de vendas. No Brasa pela pirataria, mas assim, é o que você falou, tem jogos, tem caras, mesmo saindo pra todo mundo, tem hora em GTA e, sei lá, você acaba lembrando de Playstation, não de... Cara, o Play 2, ele é muito icônico por essa força. Uma coisa que a gente já falou aqui, olha essa foto aí, que era o line-up, esse era o comunicado oficial da Sonep, do line-up.

De 2001. Do Fall e Hollywood, mas isso é só o final do ano, isso não é o ano inteiro, isso é só alguns meses, assim. Final Fantasy X, Gran Turismo 3, GTA 3, ICO. Metal Gear Solid 2, Silent Hill 2. Tá maluco. Jack and Dexter, The World's Gate Dark Alliance. E o Waste Combat 4 também. David Mycron... Caraca!

É um massacre, né? Esses 10 jogos foram lançados em alguns meses, cara. Tipo assim, 4 meses de diferença entre eles, assim. E a gente tá falando de um videogame que tem... Na franquia God of War, né? Que ficou muito forte ali. Que morreu ali no Play 2, inclusive, né?

E isso que é um dos grandes benefícios que a gente já falou da Sony, e eu gosto de falar muito disso aqui, que é, existem duas empresas hoje que tem presença muito forte de propriedade intelectual, que os jogos, vamos chamar de jogos first party, eles realmente pesam para o público, uma é a Nintendo, a outra é a Sony. E as duas tem estratégias muito diferentes, né? A Nintendo criou a base de todo, digamos assim, das suas IPs lá nos anos 80.

com Mario, Zelda, o próprio Metroid, numa extensão bem menor, porque não é tão popular igual esses outros dois, o próprio Donkey Kong, até antes, né? E ela continua fazendo sucesso com essa base. Claro que tem IPs novas também, por exemplo, o próprio jogo da Emília, então assim... O cara fala o jogo da Emília. Animal Crossing nem é tão antigo assim, né? O jogo da Emília, é isso! O Júlio Andino tinha entendido, cara, ela...

Sint do Picapá Amarelo, eu pensei assim, né, caraca? Não tem nada. O Animal Crossing, pô. O Animal Crossing tem quase a mesma idade do próprio Play 2 já, não é uma IP tão antiga. Mas você quer que se lê um Splatoon da vida que deu muito certo. A Nintendo tem torneio. Eles são exceção dessa regra em que a gente vê que os títulos de força da Nintendo são os mesmos desde os anos 80, né? O Animal Crossing é exceção, o próprio Splatoon é exceção.

O caso da Sony é uma abordagem diferente. A Sony tem força em propriedade intelectual, jogos first party, mas a Sony arrisca mais, e aí eu vou dizer assim, e ela acerta mais no risco.

Se você parar pra pensar, ela estabeleceu franquias. Em todas as gerações dela, alguma franquia nova surge. E aí acaba pegando. É, o God of War se tornou o mascote da Sony, né? Já que não era mais Crash, né? O Crash foi do PS1, mas o mascote se tornou o Kratos, né?

pra um determinado público, né? Pra outra galera foi Ratchet & Clank, pra outra galera foi Jack and Daxter, pra outra galera... O jogo do Playstation era o Gran Turismo, que vinha desde o Play 1 e no 2, que continuou sendo gigantescos. É, um corte é um gol, é.

Mas que hoje é um gol. Essa parada do mascote foi se perdendo dentro da Sony, porque essa imagem que eu mandei do line-up, ela mostra inclusive uma variedade muito grande de jogos, cara. Essa necessidade do mascote só existe no Jurandir. É ele que acha mascote até hoje. O quê? O Kratos? O Kratos é o mascote da Sony, sim. Até hoje é símbolo da Sony. O mascote é foda. Claro que é, cara. Todo aquele carisma, né? Toda aquela fofice.

Pra você ter ideia, pra Sony, principalmente no Japão até hoje, o mascote é o Touro, né? Que é aquele gatinho que é de um jogo que quase ninguém jogou, assim. Jesus. É, ele é referenciado bem no... Eu não sei nem quem é. No Astrobot, né? Também não sei. É um gatinho branco. No Japão, ele é usado muito até hoje em material de marketing da Sony, mas ele ficou meio que pra lá, assim. É, o mascote da Sony hoje em dia é o Astrobot, né?

Hoje em dia, sim. Não é porque... Não tem... Você não vê ele, sei lá, presente em todo o material de marketing ou... Não vê, não vê.

Essa ideia do mascote, ela é bem que sumida. Talvez você seja do console, então, né? O Astrobot. Talvez, assim. Isso é uma coisa que a gente pode... Até porque o jogo é muito associado ao PlayStation 5. Eu vi em prateleira esses dias tanto pelúcia quanto a figure de vinil do Astrobot mesmo, cara. Olha aí, hein? Aonde? Estados Unidos? Quando você foi de Japão? Estados Unidos. Estados Unidos. E lindinho, é bonitinho, mano. O Joseph GDC tá impossível.

mas aqui, ó, tô olhando Kingdom Hearts nasceu no Playstation 2 um bom Guitar Hero Playstation 2 GTA japonês aí que o Pimenta gosta Yakuza? Yakuza Like a Dragon Yakuza pra mim só presta os Like a Dragon abraços

O pessoal ficou puto porque a gente, no podcast 2005, a gente não falou do Yakuza, hein? A gente deixou passar a batida aí. Yakuza só prestou os novos, rapaz. Só prestou os novos Yakuza. O pessoal ficou com raiva aí. Ela fez sucesso no mundo inteiro. O resto só fez sucesso no Japão. Um abraço.

Muitas críticas ao Pimenta. Muitos nem vieram para o nosso pechado. Só prestou quando virou RPG, rapaz. Bom demais, tá maluco. Agora é muito louco, para a gente aqui do BR, a pirataria do PS2 foi foda, né? Porque eu lembro que o videogame... Pega o Playstation 1, você tinha que abrir a tampa, aí...

né? Você apertava lá o CD lá, empurrava o canhão, dava muito problema, né? A gente sabe disso. Tanto que a gente jogava muito Playstation 1 de cabeça pra baixo. Porque de tanto a gente empurrar, a gente pressionava o canhão. Sim, quando a lente ficava ferrada, tinha que botar de cabeça pra baixo. Quem será que descobriu isso, né, irmão? Quem será que descobriu isso, velho? Tá maluco.

Ué, descobriu tanto que no PS2 não tem esse negócio de levantar a tampa. Você tem que colocar o CD e tirar, né? Você já não vai pressionar o canhão, né? É um problema mesmo. Tem um que tem, pô. Tem um Play 2 que tem o... É, os modelos Slim depois já tinham.

Doideira ainda, doideira. Tá mesmo. Mas, até o Play 3 era assim. Tinha o negócio do Matrix, né? No chip. Só que, peraí, Jirondi, vocês quiserem uma informação importante. Apesar de você não precisar virar o console, o Play 2 vinha, você poderia colocar ele em pé, se você quisesse também. E girar o logo, eu achava muito genial, mano. Inclusive, dava pra mudar, né? O símbolo do Playstation. Já que vai dar problema, ele rodava. Vou fazer ele em pé. Agora o Matrix.

E aliás, desculpa, só mais uma coisa que eu preciso falar Pra mim até hoje Um dos designs mais bonitos De qualquer videogame do Play 2, hein mano Lindo O original? O Fat, o Play 2 Fat O primeiro pra mim é imbatível Eu tenho um Slim aqui até hoje Tô olhando pra ele aqui pro Play 1 Tem um Play 1, Play 2 e um Play 3 aqui no quarto

O primeiro Play 1 Slink, que parecia um discriminha lendário. É, eu tenho o Play 1 Fat, o que a gente chamava de Baby, por causa do Super Nintendo também. Porra, aquele é muito foda, mano, minúsculo. E o PS One, que é aquele... É isso. É isso. É isso aí, é isso.

parece ser um Slim. Eu tive esse aí. Tem miudinho, né? É quase do tamanho do CD, né? É basicamente. É, esse é lindo demais. É um disc e meia, né? Parece um disc todo redondinho. Eu já falei que eu troquei um DC aí pra um Dreamcast, porra. Porque tinha o save do Ingeleve atualizado. Doideira, hein? 100% atualizado. Música Música

Agora, shipar o PS2 pra você poder rodar pirata, né? Era uma loucura, né? O desbloqueio do PS2. Foi talvez o maior fenômeno, né? Do Playstation, foi o 1 ou foi o 2? Matrix Infinity. Vários jogos com patch, GTA, Rio de Janeiro, Bomba Patch. Tinha um monte de CD de boot também, né? Você colocava o CD de boot e aí depois colocava... Pior que tem...

E, Pimenta, tem versão de GTA até hoje saindo com o Goku, tipo, você passa... Pois é. Tem uma feira perto de casa, os caras vêm de CD até hoje, cara, de DVD de Play 2 modificado, cara. Os caras fazem até hoje os pets de futebol pra Unigalev 9, né, que é o mais... 100% atualizado.

Não tem aqueles memes lá do boot do PS1 e do PS2 que você fica torcendo para ele vingar? Porque quando ele sai daquela telinha branquinha do PS1 e entra no 2... Aliás, a tela branca e depois fica escura, é você... Oof!

deu certo. É, porque o PS2 tinha aquela tela vermelha da morte lá, quando isso aqui não rodava. E quando você instalava o Matrix, ele já metia logo, né? No próprio Matrix. No Playstation era o Matrix, foda-se. É essa aí, ó, que eu mandei, ó. É essa clássica. Depois teve outras reações.

O meu ápice da pirata ali do Play 2 foi o HD com o HD Loader. Vai tomar no pôr. HD Loader. O primeiro jogo que eu botei foi um Guitar Hero. Eu não acreditei. A alegria do PS2 era o boot, né? Que aparecia lá, ficava aqueles quadrados ali se aproximando, aqueles, né? Aquelas paradas. Aí ficava a tela escura. Aí, do nada, PS2. Playstation 2. Rump. Aí eu sei. Cadê? Deu certo, boot, filho da puta.

Aí você entrava e conseguia jogar. Foi um fenômeno também do PS2. Eu não vivi tanto o frisson do PS2 como eu vivi o do PS1. Três DVDs por R$10,00, amigo. Só isso que eu te digo. Doideira. Vender jogo na escola. Aquelas disqueteiras, Felipe. Lotada de jogo. Meu pai que era o José, computador, a gente teve um gravador de DVD em casa. Eu vendia de jogo na escola, era loucura.

O cara fazia as cópias do jogo, mano. É. As capinhas, mano. Eu lembro as capinhas dos jogos. Eu fazia coleção. Aquele lendário disco com não sei quantos jogos do Super Nintendo, pô. Do Playstation 2, tá ligado?

Super coleção. Eu esqueci o nome dele, tinha um nome específico dele, me esqueci agora. Foda demais, tá maluco. Jogar Super Nintendo no Play 2. Parecia que a Sony não se importava muito com isso, né? Fazer o videogame, é isso aí, é fácil desbloquear mesmo, no culto especificado. É bem assim não, a história. Mas não era fácil não. 7.700 jogos de Super Nintendo pro Play 2.

Mas ela, mas isso aí, no final do PS2 já tinha distribuição oficial no Brasil. No final da vida do PS2. Os caras viram que tinha mercado, tá ligado? Depois da Thales serviu pra isso. Mas aí, o estrago já tava feito. É, é tanto que chegou o... A gente vai falar já do PS3, mas o PS3, o fato de você não conseguir piratear, deu tudo, né?

Eu lembro o primeiro jogo que eu comprei original, irmão. Foi um Diablo 3 do PC, porque ainda não tinha pro videogame. Eu fiquei puto, porque era muito mais caro, tá ligado? E aí eu tive que comprar um monte de jogo original de Play 3 na época, né? Eu acho que o primeiro foi The Witcher 3, se eu não me engano. E não sei se o Dragon Age Inquisition saiu pro Playstation 3, ou se eu já transicionei pro 4 também.

Não, isso aí é no 4, esses dois são do 4, mano. Não, o Itch E3 não saiu pro Playstation 3? Não, o Itch E3 é do Playstation 4, pô. Então eu viajei. Não, não, não. Foi 4 mesmo. Foi um outro que eu peguei, não lembro. Deve ter sido algum Mortal Kombat, tipo Mortal Kombat 9, algum Mortal Kombat assim.

Antes da gente falar do PS3, a Sony se enveredou aí nos portáteis, né? Glorioso PSP, lançado em 2004, foi uma revolução pra empresa ali também, né? Outro pirateadíssimo. Eu jogava Super Nintendo no PSP, né? Tá ligado?

Até hoje. O PSP 2000, que era o melhor pra piratear. Até aquele Playstation Mini que lançaram, que meio que flopou de vendas aí e começou a vender pra caralho porque a galera achou uma forma de dar um boot nele pra emulação, tá ligado? Eu tenho ele aqui, eu comprei ele só pra emulação. Tava caríssimo quando a galera começou a fazer emulação com ele e o Playstation Mini, né? Tá absurdo.

O PSP é muito marcante na minha memória, porque foi o primeiro videogame que eu comprei com o meu trabalho de internet. Trabalhando com internet, em 2007, 2008, eu comprei um PSP. Aí eu fiquei muito feliz. Caraca, realização. O legal do PSP é que ele chega num momento em que a liderança da Nintendo não era jamais nem liderança nos portáteis. Ela era domínio e hegemonia. Não tinha.

Ninguém. Tinha nem concorrência. Até então. É, assim, portátil era ser o nome de Nintendo desde o Game Boy e todo mundo que tentou não conseguiu. A Atari tentou com Atari Lynx, a Sega tentou com Game Gear, mas ninguém chegava perto. E aí o PSP chega nesse cenário que era uma transição, o momento era da Nintendo, tava...

finalizando o suporte ao Game Boy Advance e chegando o DS e a Sony chega com uma proposta diferente com o PSP que é realmente o nome meio que ditava, é uma experiência Playstation portátil, então a gente não vai fazer jogo primariamente portátil, a gente vai trazer uma experiência parecida de console pra tua mão e naquele momento funcionou, porque era uma proposta bem diferente do que a Nintendo tinha é claro que também eles trouxeram experiências pensadas quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando quando

para um ambiente mais portátil, mas o que chamava atenção é que você tinha um console na tua mão que tinha GTA, que tinha Burnout, então os jogos que você estava acostumado a jogar no seu Playstation de mês, ele tinha alguma versão para o PSP. Isso vinha muito da própria força do que ela teve no Play 1 e no Play 2 para convencer todas essas thirdpacks a suportarem, claro.

um incentivo financeiro que aconteceu, mas pra suportar o PSP dessa forma. Então você tinha muitos jogos das grandes franquias, inclusive da própria Sony, né? Os Gorogor, muito grandes. Teve Gran Turismo, PSP. Então ele foi um portátil que teve uma adoção grande das third parties e tentando replicar experiências parecidas que você tinha no console de mesa, né? Que era um pouco diferente das filosofias que a gente tinha em outros portáteis até, né? Do mercado.

A gente está aqui no chat, eu mandei a foto do Pimenta. Vai tomando com boa foto, pô. Pimenta. Tu estava jogando o quê? Tu sabe, consegue identificar alguma coisa, Pimenta? Cara, provavelmente vai a grande história. Por conta dessa anotação que está aí do lado. Que era um Gamefax que eu tinha impresso em inglês.

Que ele tinha as fusões das armas e dos equipamentos e tal. Aí eu ficava fazendo as coordenadas das fusões. Mas provavelmente foi esse. Tu não pôs um belo papel de parede ali de fundo. Loucura, irmão. Loucura, loucura, viu? Hoje em dia é uma estética, viu? Tem restaurante, tem bar, tem um monte de coisa aí usando a estética. A estética de ser pobre é foda. A galera é foda, irmão.

O chão sem piso, a parede que a gente pintava na nossa própria mão, a farda da escola na cabeceira da cama porque não tinha guarda-roupa. A tinta na parede botava água, Pimenta, pra render. Pois é. E a CCE de 14 aí, ó, pra jogar. É, clássica.

Mas é que tem lugar que é assim. Exatamente. São Paulo está cheio, irmão. O bar do Felipe é essa linha aí, pô. É isso que eu falei. O meu bar é meio assim, mas também foi falta de dinheiro inicialmente. É, eu tenho falta de dinheiro. Mas tem gente que faz essa estética. O cara tem grana e constrói essa estética.

Não, eu vou falar uma coisa que eu já falei, tá? No dia que eu tiver muita grana mesmo, isso eu quero fazer. Eu quero pegar e montar um quarto que seja exatamente a réplica de um quarto dos anos 80, 90, de uma criança. E vai ser só móvel da época, vai ser estética da época, pôster da época, TV, tudo. Eu não quero, não. Tinta da época. Só me lembra dor e sofrimento. Não, pô. Mas tem as memórias boas também. Tudo que não quer voltar pra isso, né? É, é, é, é, é.

Mas era foda. Essa imersão dos games aí é o que foi o que me salvou durante muito tempo, tá maluco? Era muito foda. Anotação pra caralho em cima da mesa, eu pegava essa TV aí no quarto da minha mãe, né? Eu ficava circulando, circulando, circulando até ela perguntar se quer jogar, né? Eu falo, pô, eu quero, aí pegava a TV e botava no meu quarto e jogava.

O PSP foi um projeto fracassado da Sony, né? O PSP? Não senhor, pelo contrário. E o PSM Go? E o Vita? Aí sim. O PSP não, não. É porque são coisas diferentes. A linha de produtos do PSP... O que acontece é o seguinte, o PSP tem uma linha de produtos e o PSP não foi considerado um fracasso, pelo contrário, o PSP como linha foi considerado um produto de sucesso.

Porque foi pela primeira vez qualquer console chegou perto de vender alguma coisa contra a Nintendo. O DS foi e se tornou o portátil. Caraca, 81 milhões de unidades foi vendido de PSP? Isso, pô. Caraca, a Sony queria humilhar a Nintendo em todas as instâncias, né? Mas nesse caso aí não rolou não, né? Não, não. O DS vendeu os 150. Eles queriam, eles queriam. Mas foi considerado o sucesso, velho.

Um sucesso. É um sucesso. Pô, Julio Antib, você tem uma ideia? Isso aí é maior que Nintendo, Super Nintendo, Mega Drive, Dreamcast, Sega... Nintendo 64, Gamecube. Nintendo 64, Gamecube. Pô, se somar todos os consoles da série, talvez fique feio essa comparação pra série aí.

Exato, cara. Então, assim... Tá parecido os números aí de PSP vestidos de jogo que ainda serve. Inclusive, é um número muito próximo do próprio Play 3 do 360, tá? É, que é um mercado... Entendeu? Pra você ver, então, não é... Esse número não é feito. Esse número é um número muito bom.

Tu acha que o problema do PSP é que ele não tinha tanto jogos como os consoles de mesa, assim? Mas não foi um problema com o PSP. Isso não foi um problema com o PSP. Isso foi um problema com o Vita, né? O Vita, você não tá misturando, cara? É, foi o Vita, foi o Vita, sim, sim, sim. O problema do Vita, na verdade, foi o PlayStation 4 também. E foi um sucesso muito maior do que ela esperava e não tinha...

Não tinha por que ela dividir a atenção do mercado dela. Agora, dando continuidade, o PlayStation 3 já é a época da soberba da Sony, né? A Sony falando assim, meu irmão, ninguém para nós, cumpade. PS1, PS2, PS... o PSP bombando aí.

Somos imbatíveis. Ninguém segura a gente. A gente elogiou o lançamento do Play 1, o do 3 é desastre total, cara. Se o Play 1 pro Play 2, a gente viu que existia essa preocupação, chegou no Play 3, eles estavam realmente no nosso búbrio. Porque assim, ah, pô, nosso primeiro console vendeu 100. O segundo, 150.

Ah, mano, as pessoas vão arrumar outro emprego pra poder comprar o meu videogame. É nesse videogame que tem aquele evento de assim, ah, quem quiser o meu videogame que vai procurar outro emprego?

É um evento, é uma entrevista, né? É uma entrevista e ele falou, as pessoas arrumarão outro emprego pra poder comprar um Playstation 3. Isso é doideira, isso é doideira. E eu acho que tem também um erro aí, que não sei se é um erro mas é... acho que é um erro também, mas a própria maturação da mídia que eles escolheram, essa ideia do meio que ter essa sequência do DVD pro Blu-ray e meio que tentar fazer essa mesma transição, as pessoas vão comprar também pra tocar um Blu-ray.

Mas a mídia do Blu-ray não estava tão maturada e foi uma... Meio que uma pressão que a própria Sony, aí no caso Sony Group, e meio que junto com os parceiros, na época não só a Philips, você tinha a Panasonic também, a Pioneer... Queria colocar no mercado, né? Exato, pra botar esse produto no mercado.

Sendo que meio que não tinha necessidade ainda dos jogos rodarem em Blu-ray. E isso também carecia o console e também dificultava a própria natureza de você ter a própria ideia da retrocompatibilidade, né? Os Play 3 que tem retrocompatibilidade meio que eles tem um módulo extra a mais. Tem um Play 2 dentro dele. É, basicamente um Play 2 dentro do Play 3 pra ele rodar retro, né? E isso vem tudo da...

da ideia do próprio projeto, né? O chip do Chip Cell, que é muito infame também, por conta... As piadinhas do o céu é o limite. Exato, apesar de ser um baita chip, era um chip super complexo também, que meio que distanciava essa ideia da...

acessibilidade e desenvolvimento que você teve no próprio Play 1 e Play 2. Esquentava que só a porra derretia os móveis, caralho. Esses erros, assim, de tentar se botar à frente, a gente viu o Xbox 360 que tinha o DVD de duas camadas, que era uma tecnologia perfeitamente utilizável pra essa geração de videogames e foi o que a gente viu no 360. Não precisava ser o Blu-ray, né? Não interferiu em nada. Depende, o Metal Gear 4 precisava ser o Blu-ray, sim. Kojima até brinca dentro do jogo, hein?

Metal Gear 4 até hoje estava sumida e agora vamos relançar para a Playstation finalmente, cara.

É porque no Metal Gear 4 ele faz uma piadinha sobre trocar o disco. A frase é um posicionamento de marca que ainda que você fosse da Sony e estivesse planejando comprar um PS3, é um tapa na sua cara, mano. Sim. Queremos que os consumidores sintam que querem ter um Playstation, independente de qualquer coisa. Provavelmente querendo que as pessoas pensem, vou trabalhar mais horas para comprar um. Queremos que se sintam assim. Bicho, eu falei, você pode estar querendo comprar, você pode olhar e falar.

E esse cara pensa que é. Tá ligado? É, mano. Que porra é essa, cara? Como assim eu vou trabalhar mais pra comprar um videogame? Já não basta do que eu trabalho, não? E é curioso porque até nessa parte do formato, o PlayStation 3 teve que ter um processo e um projeto de...

180, assim, virada totalmente diferente. É muito disso da comunicação, como o Evandro falou. E até a gente vê até a própria maturação do Blu-ray como formato no mundo, ele vem numa época similar, assim, depois dos anos 2010. 2010 é que tem o grande, de fato, o primeiro ano que você tem uma venda absurda de Blu-rays, que você passa de 200 milhões de Blu-rays vendidos no mundo, né? Da mídia, né, no caso.

E que é meio que na mesma época que a Sony começa a tentar virar a identidade do Playstation 3, meio que se distanciar dessa ideia do começo da geração, e meio que tentar entrar no agrado da comunidade de novo, né? Tem um negócio importante, né? Porque o PS3 vem o surgimento da PSN, né? E a PS Store, ou seja, você podia comprar os jogos digitais no PS3.

O fortalecimento da jogatina online foi muito grande no PS3. E obviamente na concorrência. Porque diferente da... A Nintendo não concorria com a Sony mais. Mas tinha o Xbox. O Xbox 360, diferente do PS3, tinha pirataria.

Aqui no Brasil, sim. Então foi um videogame que bombou muito no 360 no Brasil, né? Aqui foi muito forte. Mais do que o Playstation 3? Mais, né? Acho que não tem como a gente saber também, porque também, apesar de já ter representação oficial, principalmente inicialmente no Play 3, a gente não tem números também desse mercado cinza que continua muito mais forte. Eu não comprei nem Xbox 360, nem Playstation 3 numa loja...

No shopping, sacou? Fui do mesmo jeito lá no centro, lá, comprar o importado de ambos, assim.

Era comum você ter dois 360, não é? Porque um queimava. Não, mas eu acho que oficialmente, né? A gente tem, pelo menos em termos de presença, nesse período, uma presença da Microsoft muito mais forte no Brasil. Inclusive com representação local de fato, né? Uma coisa é... A Sony tinha distribuição no Brasil, mas você não tinha um escritório da Sony no Brasil. A Microsoft, inclusive, tem até hoje escritórios no Brasil, né? Também porque tem outros negócios, mas...

Na época, você tinha uma representação local muito forte da Microsoft. O videogame que tem pirataria no Brasil, ele se torna muito forte aqui, né? Se torna muito procurado no Brasil, porque a gente sabe, é tudo muito caro aqui, né? Pra gente ter acesso a videogame. Mas até hoje é diferente isso também, né?

O mercado deu uma encolhida, podemos dizer? É, porque existem consoles com opção de pirataria e, tipo, eles não são exatamente conhecidos por ser os consoles. É o console que é, tipo, um reflexo como é o PlayStation 1, o PlayStation 2 e outros. O Nintendo Switch. Tem muita gente que joga o Nintendo Switch de pirata. Mas ele não é ligado à pirataria da forma com que esses outros videogames eram ligados. Até porque a forma de piratear mudou também.

Então, até que acho que até isso mudou também essa relação com a pirataria. Infelizmente, talvez, o mercado conseguiu convencer boa parte do público que isso não é o seu acesso primário, muitas vezes há jogos mais assim. E tem várias outras avenidas, o próprio Steam, todas as outras lojas.

A comunidade retro gamer, ela se fortalece muito, tem muita gente pegando consoles antigas por causa também do acesso à pirataria, né? Você consegue ter uma coleção... Depende. Tipo um R36S, que a gente fala tanto aí. É um console que tem todos os videogames ali antigos, né? E aí o cara, pô, eu quero jogar minha nostalgia aqui, compadre, né? Mas a força do retro gamer hoje em dia é muito no mercado de segunda mão, de coisa original, na verdade, né? Essa subida que deu, inclusive de preço absurdo aí.

Eu tô emulando tudo no Xbox, rapaz, Series X. É? No modo desenvolvedor, é. Tudo, Super Nintendo, Playstation 1, Playstation 2, Playstation 3, jogando Playstation e Xbox. Doideira, mano. Tá ligado, não? É bem simples.

Tem um modo desenvolvedor no Xbox que você consegue instalar... Você paga uma taxinha, né? Isso. Pra transformar meio que o seu videogame num dev kit básico. Tanto é que eles deram uma bloqueada nisso, né? Quando a galera começou a fazer muito, aí colocou esse valor. Não permitia que certos países fizessem também e tal. É caro? Não, eu não sei quanto é que tá hoje, mas eu paguei 40 reais.

E aí eu comprei o modo desenvolvedor na loja e eu entro nele e tá lá meus emuladores, tá ligado? É o que eu gravo, como eu gravo meus vídeos de Playstation 1 do canal, Playstation 2. E fica esticado igual o canal Viva? Não, ele fica esticado com IA e fica esticado certinho. Um abraço!

Já sabendo das críticas, mandou a brota pros haters antes da crítica aí. Exatamente. No começo ficava assim. No começo ficava assim. Ficou esticado, como você tá falando, mas aí eu ajeitei. Ele ficou certo, ficou certinho. Opa, que Parasitiv achatado, cara aí. Não, Parasitiv já tá normal. Abraço!

Agora, o PS3, ele sofreu muitas críticas. Primeiro, o valor alto do videogame, inicialmente. O fato dele esquentar para seu caralho, né? Nossa. Como esquentava o videogame, né? Ele era gigante também, né? Tinha que botar ele para respirar, botar um ventilador em cima. Fazia um barulho da porra também. É.

Ele tinha um barulho mesmo, né? O PS3, né? Era um... Era um... Desses carros, né? Parece um carro antigo, né? Agora tiveram muitos jogos absolutamente fantásticos, né? No PS3, né? No nascimento de The Last of Us, né? Foi no PS3, né?

Nesse momento, a Sony, nessa virada que a gente falou que eles tiveram que dar, você pegar os softwares do começo do PS3, são poucos que são lembrados, né? Sim. Talvez o Resistance, o próprio Uncharted 1 é de 2007, também do começo. O próprio primeiro Infamous é de 2008, então é perto ali também.

Só que nessa segunda metade você teve uma maturação tanto de algumas dessas franquias quanto de coisas novas e esse aspecto que você falou dos jogos digitais que ficaram muito fortes, na verdade, no concorrente, né? Com a Live Arcade e a Microsoft abrindo muito as portas para developers menores publicarem na plataforma.

a Sony fez meio que uma outra virada e ela passou a ela mesma financiar alguns jogos desse escopo. É o caso do Journey, que também é uma maturação da Dead Game Company que vem com o Flower, depois o Flow, depois o Flower. E aí o Journey, você tem o Infinity War. Os id games foi nessa geração, né? Que se fortaleceram muito no Xbox e no Playstation.

Não só isso, a distribuição digital como um todo. Apesar que no Play 3 também é infame que tem vários jogos da própria Sony que não tiveram distribuição digital na época, né? Você meio que não conseguia jogar eles, a não ser se comprando em formato de disco, né? Então a Sony tinha uma relação meio esquisita com esse mercado, meio que a vida do PS3 inteira, apesar de ter tido também algumas dessas iniciativas, como eu falei, de jogos menores, e muitos desses, por exemplo...

A Dead Game Company na época e também a Giant Sparrow, que fez o Unfinished It's One. Depois fez o Edith Finch, que é um jogo que inclusive a gente tem um episódio aqui no 99 também. A Sony, através da divisão dos estúdios, na época não era Playstation Studios ainda, mas era a mesma coisa. Ela incubava esses developers.

dentro de outros developers grandes, por exemplo, Dead Game Company e Giant Sparrow, eles ficavam dentro das dependências da Santa Mônica Studio. Então, enquanto a Santa Mônica Studio estava fazendo lá a God of War, tinha num canto lá na sala uma equipe da Santa Mônica que era de produtores pra trabalhar com esses jogos menores e você tinha esses developers, muitos deles saindo da faculdade, muitos deles vindo de outras áreas da tecnologia, começando seus passos no desenvolvimento, trabalhando ao lado de Eu já tinha imaginado, quando eu tinha imaginado, quando eu tinha

dos grandes estúdios já naquela época. Então ela tinha programas interessantes pra incubar e financiar também esses jogos digitais. Eu acho que isso faz uma diferença muito grande pro catálogo do PS3, porque ele tem, como o Jandir falou, The Last of Us, os Uncharted, Acho que são os dois bastiões ali, né? O God of War 3, né? O GTA V foi muito forte, né? Que o Sony 2 e 3 também foram muito fortes, na época no Playstation.

Só que você também tem no meio desses grandes jogos esses projetos que são extremamente especiais também e que davam essa variedade pro Playstation 3, principalmente no final da época da vida dele, na segunda metade, né? E a primeira metade a gente não via tanto, assim. Até que tinha outros jogos digitais que a Sony publicou desde o começo lá, mas eram coisas muito mais simples, eram shoot'em ups, joguinho de carrinho, tipo top-down, joguinho bem parecido com...

Sei lá, uma ideia de jogo de Play 1 feito com os gráficos, que é uma coisa muito comum hoje em dia, mas os jogos em si eram muito parecidos com aqueles jogos ainda antigos. Eles não tinham muito sensibilidades modernas aplicadas a jogos antigos. Ele era só recriações de conceitos de meio que minigames, muitos deles. Inclusive, a própria Sony tinha esse Playstation Minis, que era uma seção meio que só de minigames. Parecia muito com aqueles jogos de Flash que a gente jogava no computador, muitas vezes, assim.

E aquele... Você assinar a PSN Plus. Foi no PS3 que surgiu, né? A PlayStation Plus, né? Sim, surgiu no PlayStation 3.

E aí eles davam um jogo de graça, né? Todo mês, né? Lembra que a gente ficava ansioso pra ver qual o jogo do mês que a Sony ia dar pra você poder baixar lá e tudo, né? E o que na época não era associado com você jogar online, né? Isso. Isso rolava no Xbox, com a Live Gold, mas na PlayStation Plus ele começou como um serviço exatamente pra você jogar jogos, assim. É, inclusive era, né? Você tinha...

Você assinava a Playstation Plus. Você tinha um plano base que não pagava e você podia jogar online, era só ter a conta. E aí se você assinasse a Plus, que era a Gold também, né? Não lembro se era a Plus Gold. Teve um... eram os nomes assim também, eu acho. Era Silver. Isso, Silver era pra jogar e a Gold... Não, isso era do Xbox. E qual que era da Sony? Eu não tô lembrando. Qual que é o nome que eles deram? Não, eu acho que era PSN.

Só conta PSN e a PSN Plus. A Plus era que você ganhava o jogo e você pagava, não é isso? É.

Era isso, era com sua conta PSN pra jogar, aí jogar não paga, e aí a plus era que você pagava e tinha acesso aos jogos, né?

Ah, e também tinha o save na nuvem, né? Pegar outra parada que você tinha também. Essas duas coisas. E aí hoje é obrigatório pra você jogar. Mas assim como tudo no capitalismo era assim, né? Eles dão coisa de graça pra depois cobrar, né? Pra você. Eles... Toma aqui de graça, você vai amar. Use aí à vontade. Crie uma dependência desse serviço aí. Agora pague 10 reais. Pague 20, pague 30.

Partido ali pro PS4, que foi um videogame de correção, né? Eles tentaram corrigir muitas coisas que não deram muito certo no PS3, mas virou um videogame, pelo menos a metade de vida desse videogame, era de remasterizações ou remakes do PS3, né? Porque quase não tinha jogos inicialmente ali, né? No PS4.

eram mais jogos do PS3, né? Sim, muita coisa cross-gen e first party, assim, a Sony demorou pra engrenar, né? Foi em 2015 ali que é acreditado muito essa engrenação ali, que você tem próprio Bloodborne

E aí, dali depois você vai ter em 2016 o Uncharted 4, o próprio remake do Ratchet & Clank. Só que aí, dali pra frente também teve um boom absurdo, né? Inclusive nesse aspecto que o Bruno falou das novas IPs, né? O PlayStation 4, ele trouxe muitas IPs novas e até IPs antigas.

que meio que foram remodeladas a ponto de parecerem coisas completamente novas, né? O próprio God of War, até o jogo do Homem-Aranha é meio que uma coisa que se discute nesse aspecto, né? Que a gente tinha essa ideia dos jogos licenciados e a gente meio que tinha jogos dos filmes, né? Nos últimos anos.

No Play 1 você tinha o jogo do Homem-Aranha lá, que não era da Neversoft, né? Que não era ligado a filmes, era meio que uma aventura do Homem-Aranha. E você teve alguns desses jogos ainda no Play 2, os Shattered Dimensions da vida e tudo mais, mas começou a ficar convencionado que eram adaptações de filme, então eram coisas...

Eram quase jogos secundários, eles não estavam na mesma prateleira do que outros jogos. O Homem-Aranha foi fantástico, quando lançou o primeiro jogo do Homem-Aranha. É um dos grandes jogos de Playstation, assim como o Tom falou, do Uncharted 4, o Horizon Zero Dawn, que surgiu ali no PS4 também, o Death Stranding, que surgiu também no PS4. E o... Eram.

E o Playstation 4 também, o sucesso absurdo que ele teve também, tem que ser muito acreditado à comunicação, principalmente por conta da comunicação do outro lado também, no caso da Microsoft com o Xbox, né? A Sony soube utilizar os erros da Microsoft.

Praqueza da concorrência, o lendário vídeo de como emprestar o seu joguinho. Exato. É o que a comunidade quer, né? Zoeiras sarcásticas contra o concorrente. E principalmente que a gente chegou finalmente naquele ponto da maturação da internet que estava todo mundo online. Por exemplo, a ideia de você assistir uma E3 ao vivo, isso começa no finalzinho da geração Play 360 e fica muito forte nessa geração PlayStation 4 e Xbox One. Essa ideia dos...

dos showcases, VR3 e conferências, né? Isso tomou um patamar muito maior, meio que nessa transição ali de 2010 pra frente também. E a Sony soube jogar isso muito. E uma parada que é a ideia do... Não dos jogos hipotéticos, porque eles acabam saindo, mas meio que a promessa do futuro, né? Essa ideia de anunciar os jogos... Aqui você vai ter isso, né?

Por mais que esse jogo vai demorar 3, às vezes 4 anos para sair, muitas vezes um jogo tinha maior valor sendo anunciado para gerar esse impacto, gerar essa conversa, gerar essa hype na internet do que quando ele saía. Às vezes quando ele saía ele nem era transformado em sucesso de vendas, tipo um Last Guardian da vida, um Shenmue 3 da vida. Foram jogos que naquela E3 de 2015 foram celebrados absurdos e vícios de reações.

também estavam começando a ficar forte naquela época. Isso também, exatamente, tem vários históricos. Quando você vê esses jogos lançados, eles não têm o mesmo valor depois de lançados do que eles tinham quando eles estavam sendo anunciados. É, o hype às vezes é muito maior mesmo, né? Exato. E quando você tem um conjunto de vários desses jogos, é que você leva a plataforma para ser conversada dessa forma, né? Então a Sony soube utilizar muito bem disso nessa geração também.

E é muito doido que, cara, foi lançado por 399, que era mais barato que o Xbox, mas eu lembro do Brasil o Huawei, que era o PS4 4 mil. É. Que no submarino tava por 3.999 e atuou, mano. Não é possível isso. Um videogame custar 4 mil reais.

A gente já tinha o 99 vidas na época, né? Ali em 2013, 12, 13 ali. 13, na verdade, não é o PS3, né? O PS4, perdão. O PS4 é 2013. E a gente fez muitas aberturas falando disso, reclamando do valor e tudo mais. Chorando, né? O icônico vídeo do Bruno Carvalho comprando o seu PS4 no YouTube, ele fazendo um unboxing no canal do 99 vidas.

O Bruno gastou 10 salários mínimos pra comprar o Play 4 pra jogar resogando. Era o famoso mercado cinza, né? Penei jogo, porra. Eu paguei metade do valor porque eu tinha importado, eu peguei do lote inicial da Amazon, então eles entregaram aqui. Na época, como o pessoal falou, tava 4 mil no Brasil. Eu paguei 2.

Porque o dólar tava bom na época. Mas sabe o que é foda também? Aí, em maio de 2014, bem que seis meses depois do videogame sair, eu fui um dos enganados pela Ubisoft com o Watch Dogs. Comprei meu PlayStation 4 no mercado, o CISA, por R$ 1.500. Foda. Tá ligado? O preço aqui no Brasil, porque a gente teve, foi um momento que o dólar tava bem mais baixo.

Então o mercado cinza pra esses videogames explodiu muito rápido também. E o mais bizarro é que quando eu vendi o meu Play 4, 10 anos depois, eu vendi por quase o mesmo preço. Porque tinha subido tanto as preços das coisas que eu vendia por R$1.500, sabe? Eu perdi R$100, teoricamente, tirando todo o desconto da minha inflação aí que vai ser muito maior. Caraca. Simplesmente o vídeo do 99, 12 anos atrás. Tô assistindo aqui para... Unboxing do Bruno. Unboxing do Bruno.

Tem um comentário meu. Parece aquelas vídeo cacetada de 80 anos atrás. A imagem, porra, é essa? 12 anos só? Caralho, irmão. E o áudio, Pimenta? E o áudiozão? Vídeo cacetada total, áudio também. Bruno, tem um elogio, né, Bruno? Tem um elogio. O cara tá criticando o Bruno de 12 anos atrás.

Ah, imagem 4x3, caralho. Imagem 4x3. Não existiu o Ice Cream, não? O Jurandir tá com o cara aquele dia lá elogiando ele mesmo. Esqueceu de trocar o perfil do Rapadura ali, ó. Tem um comentário do Jurandir falando, comprou na Feira dos Pássaros. Aí embaixo tem um comentário do Rapadura. Vim pelo 99 vidas. Putz, esqueceu de botar o fake, Jurandir. Vou botar agora de novo, hein, ó. Vim pelo 99 vidas. Vou comentar aqui também.

Qual é essa edição? Essa edição vai ser a... Acho que é 72, mas confirma aí. 713. 13 aí, ó. Quem mais em 2026 eu vou comentar? Esse é o comentário clássico. Mano, bom demais esse vídeo do Bruno, pô. Foi um dos primeiros brasileiros a ter o PS4. Foi demais, mas esses primeiros vídeos desse tipo aí, pô. É, depois das críticas tomamos elogios aí pro Bruno. Feitos no Brasil. Por que esse vídeo tem críticas? Ele ficou tão desgostoso que o PS5 também só praticamente teve que ganhar pra ter um, né?

Obrigado. Mano, e simplesmente tem 25 mil visualizações cravadas. Bom demais. Agora não tem mais. Vamos aumentar isso aí. Mas eu acho um registro histórico. Pimenta nem existia nessa época.

Era o molhinho ainda, era o molhinho. 2011? Ô, quem fez essa vinheta? 2013 já estava há dois anos na internet já. Quem fez essa vinheta do 99 aí? Ah, vai saber. Essa daí foi o... O Movie Maker. O Leo Freitas? Acho que foi o Leo Freitas, não foi? Pior que está da hora, pô. Está mesmo. A gente era... Se a gente tivesse... Não, isso aí não é o Leo, não. Não? Acho que não.

Acho que alguém mandava pra gente, né? Ou foi eu, ou foi o Jurandir, eu acho. Eu não fui, não. Eu não sei fazer esse efeito, não, aí. Eu sei que vocês não têm saco, mas vocês tinham que estar no YouTube igual os caras do Jogabilidade. É bom demais. Fazendo um monte de coisa lá no canal. A gente não tem presença... Porque eles fazem juntos, né? Eles moram na mesma casa e tudo, né? Se quiser ver o meu rosto, vai ter que ir lá no bar.

Eu pensei que eles só se encontravam nessa casa, mas eles moram juntos. Não, eles moram juntos. É a República jogabilidade aí lá. Tem uma governanta, tem um monte de coisa assim lá. O boi é o pimento. Aí não.

Aí é demais. Morar junto é foda. Morar junto com os caras que trabalham é foda. Ué? Você já trabalha com os caras, pô, ainda morar? É, não tem como resistir à amizade e trabalho, né? Não tem, não, não. Amizade, trabalho e morar? São três coisas que não... Ou você trabalha e ter amigo, ou você trabalhar e morar e ser amigo é foda.

Alguma das coisas vai fazer mal aí. Alguma das coisas vai fazer mal aí. Ou o cara não vai ser amigo, ou o cara não vai trabalhar o suficiente, ou o cara vai ficar puto e vai embora. Às vezes dá problema. Tipo, tem 99 vídeos aqui que foi gravado só pelo lado profissional.

Mas aí você não mora com o cara, você desliga o computador e vai embora. Se as pessoas soubessem dos bastidores. Você não mora com o cara, pô. Então, mas morar com o cara é foda. Você tá com problema... Você discute com o cara ali, pô. Tá na sua frente no podcast. Aí não, você não pode nem ir embora que você mora com o cara. Aquela interação que acontece aí, tipo assim, a pessoa fala uma coisa, aí a outra pessoa vai falar. Então, o que foi falado aí é que o... Eu já ouviu...

É tipo, é a mínima interação possível, né? De troca. Pois é, não dá, não dá. Mas é só o que acontece. Se separem. Essas bandas. Vai morar cada um em sua casa. Aí não vai existir a gravação do negócio. Tá baratinho, vamos pra casa, confia. Tá mole. São Paulo. Não tá fácil não, Pimenta. Cada um morar na sua casa, não.

Essa geração mais nova aí, da mais morando em São Paulo, brabo. Brabo. Tem que se juntar mesmo. Bota 10 cabeças dentro do mesmo... Uma casa e é isso aí. Mas vamos continuar aqui pra gente ir pro... Finalmentos aqui. O PS4 foi um grande sucesso, né? Vendeu muito, né? Absurdo, né?

Foi um videogame que, por mais que a gente tenha escutado historicamente, que era o videogame dos remakes, do remaster, que não tinha jogo novo, era só jogo velho, refeito e não sei o que, parará, peraí. Foi um videogame que muita gente acabou comprando, né? The Witch é 3, amigo. Abraço. Foi o videogame que fez eu voltar a jogar videogame, que eu tava uns anos sem videogame. E aí peguei um PlayStation 4, que eu vi o The Witch assim, e eu falei, não é possível que o jogo esteja assim, não. O RPG tá assim?

Aí peguei ele, o Dragon Age Inquisition E aquele Shadow of Mordor Outro jogo Absurdo Só as maravilhas Voltei com tudo Teve bastante remake no Play 4 Mas teve muitos jogos bons também A gente fez um Programa sobre o Play 4 No final a gente pegou a lista

A maioria eram jogos, inclusive, da Sony, que a gente fez um top, não lembro se foi 5 ou 10, né? Não lembro mais se a gente fez nesse, como que foi. Mas a Sony, no final das contas, ela lançou muitos jogos bons nessa época. E os third parties também, né? A gente tem muita coisa que subiu. E foi um console pra Sony na época, que foi o maior console de sucesso pra ela do ponto de vista de grana também, né? Durante a geração, ela lucrou 9 bilhões de dólares.

Pra você ter ideia, na época do Play 1, que tinha sido o console que tinha mais gerado lucro pra ela até o momento, tinha sido 3 bilhões, né? Então, do ponto de vista de grana pra Sony, foi o console mais importante no final das contas, assim. Não mais importante, o que mais contribuiu com grana mesmo pra Sony, né? Apesar que agora o próprio PlayStation 5 já passou, não só o PlayStation 4, mas passou todos os outros, todos os quatro com...

Mas por causa de valores, né? Porque tudo ficou mais caro, né? Aí é difícil você precificar isso, né? Porque nem fala assim, um milhão de pessoas ainda assistiam um filme em 99 e em 2026. É diferente a arrecadação, né?

Tudo bem, mas quando você pega, no próprio ponto de vista de vendas, em termos de vendas, receita gerada no PlayStation 1, são 24 bilhões de dólares. Vendas totais, no grosso. No PlayStation 5 hoje são 136 bilhões. Então acho que não é só... É só a inflação do tempo, né? Acho que não é só a inflação, acho que tem também uma ideia de... Que aí é uma coisa horrível, talvez. Treinar o seu consumidor a gastar cada vez mais dinheiro na sua plataforma também.

Sim, porque você compra o videogame, compra o jogo, você paga a PSN Plus, né? Compra DLC, paga microtransação, compra roupinha. É isso, é isso. Compra mais jogos. Hoje em dia, os hábitos de consumo da comunidade de jogos é comprar mais jogos do que se comprava no passado. Tem tudo isso acumulado, assim, né?

Agora, o PlayStation 5 é uma evolução natural, a gente não consegue nem imaginar se em algum momento a Sony vai mudar o nome, né? Vai colocar... É muito forte a marca, cara, não tem como não.

E a numeração, né? Porque como vai crescendo, o cara quando vê, assim, PS6, que é o futuro, né? Tipo assim, esse videogame nem existe, e já existe um peso sobre o que é um PS6, né? Com esse nome, exato. É muito difícil ela sair disso. Ela não sai, né? Porque virou branding total, né?

E é brinde histórico, né? Porque você assiste jogos da Champions League de anos atrás, você vê propaganda do PS3, do PS4, do PS5, né? Então ele é realmente histórico mesmo. E aí chega o PS5, que é o videogame que ainda é o corrente dessa geração, da Sony, que não saiu nada.

É outro videogame que tem essa crítica. Essa é a realidade. Não tem motivação pra esse videogame existir, mano. Tem toda essa crítica, né? Essa geração não se justificou ainda. Não se justifica. É esse termo, Bruno. Exatamente. Eu não sei, eu acho que de jogos... Eu não falo nem jogos da Sony, no caso. Eu digo jogos todos, né? No geral.

Eu acho que a gente está num momento que você tem, hoje em dia, já um catálogo forte de jogos que só estariam nesses novos consoles aí, né? Mas durante muito tempo a impressão não era essa, né? Até porque durante a própria janela de lançamento, a Sony, de novo, nessa época do anúncio do PlayStation 5, ela tentou repetir essa ideia do PlayStation 4, do anúncio dos grandes jogos, e anunciar o console com um line-up muito grande de jogos, tanto de first and third parties.

Mas, eventualmente, com os meses passando e chegando perto do lançamento do console, a gente foi descobrindo que vários desses jogos iam ser lançados no PlayStation 4 também, né? Então, eu acho que ele não tem essa, talvez essa cara de essencial, talvez muito por conta do começo também. Mas, hoje em dia, eu acho que tem até muitos jogos, isso vale, aí no caso, também para o próprio Xbox, assim. Eu acho que tem muitos casos de jogos do third parties que estão só nesses sistemas mais modernos, que eu acho que já meio que...

estão justificando, talvez não a existência, sei lá, talvez esses jogos poderiam ter sido feitos em outros consoles, no console antigo ainda, talvez poderiam, mas eles não estão disponíveis, né? Então acho que talvez esse sentimento está perdendo um pouco, mas acho que do lado da Sony, não é uma geração tão forte quanto foi algumas ainda também, assim.

Apesar de que no próprio Play 4 a gente falou, é um console que no começo também faltou muita coisa. Mas a gente não tá no começo, já são seis anos, né? A gente, na verdade, tá meio que caminhando pros próximos consoles já, né? Nos próximos dois anos aí, provavelmente. É realmente um videogame com um sentimento esquisito, assim, de... Muita gente fala que, ah, parece que a geração nem começou e já vai vir outro.

É esse ponto que eu queria trazer, Felipe. Você acha que faz sentido a gente mover pra próxima geração já? Cara, pra mim não faz, porque... É o que você falou. Ela começou... Eu acho que vai ser a mesma sensação, Bruno. Tipo assim, ah, nem precisava ter isso aí. Mas é, porque ela começou... Como o próprio... Cara, parece pouco, mas a gente tá falando de uma geração...

Que já tá aqui faz o quê? Cinco anos? Vai fazer seis anos em novembro. Então assim, e se a gente tem essa percepção hoje, pra que que vai chegar uma outra, sabe? É muito bizarro, cara. A pergunta no final vai ser, vão lançar mais versões de Street Fighter 2 ou de Last of Us 2?

Vai sair o Left F2 Ultra Make aí. O Left of Us 1 é o que tem mais. Tanta coisa que preste aí que não tem um remake nem um remaster ainda, rapaz. E os caras nessa aí, pelo amor de Deus. Não aguento mais! E aí eu preciso também fazer um comentário. Da mesma maneira que eu elogiei tanto o Sony quanto o Nintendo em termos de fazer IPs e tal, e aí fazer experiências novas com IPs existentes ou trazer novas IPs,

Ambas também são campeãs de remasterização, tá? Ambas dicas de passagem aí. E ambas são campeãs também de requentar jogo aí, né? E o próprio Play 5 meio que... Não vou falar que ele sofre isso, porque pra eles não é um sofrimento. Mas talvez pra gente ele... Muitos dos jogos que a gente pode jogar da Sony, por exemplo, nessa geração, eles são sequências dos jogos do Play 4, né?

Sim. E eles não são tão... Você olha pra eles e não parecem tão diferentes. O Ghost of Ragnarok, o Ghost of Eutei, né? O próprio Astro Bot, né? Que é uma versãozinha ali do... É, o Horizon mesmo foi... Ele foi cross-gen. Foi para os dois. O Spider-Man 2, né? É, desses todos aí, o Spider-Man não é cross-gen. Death Stranding. Death Stranding agora. Expedition 33.

Desculpa, o Expedition rodaria fácil Num Play 4, pode ficar bem tranquilo Rodava nada Rodava nada Rodava no Dreamcast, Bruno Rodava nada Será que no Dreamcast rodava? Rodava, mas o pai rodava Tá tirando o Dreamcast, roda GTA aí, rapaz

Mas essa geração do PS5 é a maior reclamação que tem do PS5, é a falta da diversidade de jogos. Não sei se é porque antigamente a gente via um videogame com 4 mil jogos e hoje em dia a gente não vê mais com...

tanta frequência isso, né? Tem todo o caso também de fazer jogos mudou muito também, né? Então, a gente tá falando isso, ah, pô, no Play 3 você teve três Uncharted e um The Last of Us. Aí no Play 4 a Noir Dog lançou dois Uncharted e um The Last of Us e agora talvez ela vai lançar talvez um jogo. Sim, o Ita Galáctico, né?

Talvez no Playstation. Apesar de ter lançado diversas versões do The Last of Us pro PS5, né? Sim, teve os remakes, teve o remake do The Last of Us 1, teve o remaster. Remake DLSS 5 em breve? Cara, mas assim, eu sempre vou disputar essa noção de que fazer jogo hoje é mais difícil, não sei o que, porque assim... É mais caro, né, Bruno, manter.

Então, mas é mais caro porque... A parada é que isso é um problema que eles mesmos criaram também. Isso, eles criaram esse problema, entendeu? Fazer videogame hoje em dia não é, não é mais difícil do que fazer videogame nos anos 80 nem nos anos 90. Porque você não tinha engine, era tudo, a maioria das coisas, ou você criava engine proprietária, ou você fazia o código do zero. Então hoje a gente tem uma série de ferramentas que facilitam isso.

Então videogame hoje não é mais difícil de fazer, é mais caro. Só que o mais caro...

É porque eles mesmos criaram esse problema. Os jogos não precisam ser desse tamanho. Os jogos não precisam ter esse investimento todo, cara. Não precisa. Eles criaram esse problema. Eles criaram esse monstro. Eles quem? Eles. Eles que você conhece bem. Eles. Eles. Os de sempre. Eles estão te observando. Eles que mandam em tudo. Agora eu faço a pergunta. Depois de todo esse histórico da Sony Playstation...

Sony Playstation é a maior empresa da história dos videogames? Sim. É a que mais faturou, é a que mais impactou. Difícil, é difícil. Eu acho assim... É porque a gente sempre retorna lá pro Mario, ah, é Nintendo, acho que tá todo mundo aqui pensando entre Nintendo e Playstation. Playstation! Se você pensar em legado e influência, Nintendo pode bater de frente, sim.

É que eu pego o histórico antigo e o novo, né? Como é que estão as empresas? Então, mas pro povo, se eu falar videogame, o povo vai pensar de Mario, mano. Entendi. Não vai pensar em nada da Sony. E o bom da guerra? Não, mas quem é o povo? Será? Eles, eles, Bruno. O povo não é bobo. O povão na rua é Mario, pô. O povo não é bobo, abaixa a Rede Globo. Será? Não acho.

Eu acho que depende de quem você perguntar, porque assim... Acho que, por exemplo, no Brasil é muito mais fácil o povão ter jogado um Playstation do que ter jogado um jogo de Nintendo. Sim, mas tô falando assim, você parar 100 pessoas na rua em qualquer capital do estado brasileiro, a minha pesquisa sempre é essa. E você falar...

O que vem na sua cabeça se eu falar a palavra videogame? O que vai vir? Pra muita gente, acho que vai ser Playstation. Depende da idade. Acho que depende da idade, mano. Depende da idade. Não, ser aleatórios. Eu não tô fazendo recorte aqui. Se você pegar a molecada, vai ser Free Fire, né? Fortnite.

Vai ser nenhum deles, né? Realmente não sei, assim. Mas eu acho que pra gente aqui, pra gente, vamos ver aqui. Olha o histórico que a gente falou da empresa. Vendas, vendas, o Playstation ganha? Surgiu do ódio, basicamente, que o Bill, que o Bill dos videogames, veio lá do ódio, da vingança, vou matar a Nintendo. E ela deu uma... E a Nintendo sobreviveu, porque a Nintendo... É, tem um histórico, né? Porque foi difícil ali pra Nintendo, né?

de vendas, do tamanho da empresa, da expectativa que tem de lucro. E ela engrenou uma sequência bem ruim, com dois videogames ali que não deram muito bom. Que foram o 64 e o Gamecube. Foram videogames que deram mais prejuízo do que lucro, se você pensar. Ou pelo menos em termos de expectativa. Assim como a Sony teve o Playstation 3 que só deu prejuízo, não deu lucro.

Mas é porque é foda, se você pegar, por exemplo... Aí veio o Wii e massacrou tudo, né? Porque a Nintendo tem uma presença muito forte dos portáteis também. Sim, sim. E a Sony teve dois, né? Enquanto a Nintendo teve quatro muito grandes, assim. Existem especulações de um novo aí, né?

Da Nintendo ou da Sony? Da Sony. É. PSP 3000. 3000 já existia, né? PSP 3000. Mas e aí? Eu sei que é difícil responder essa pergunta. Pra mim é Playstation. Mas é porque é isso, né? É o que a gente tava falando aqui. Lá do começo do nosso programa. Você falou quando a gente ganhou um Playstation. Pô, eu tinha seis anos.

tu cresceu com o Playstation, né? e eu só tive Nintendo de forma, o tempo horário emprestado, trocava quando meu primo comprou um outro videogame e ficou um Super Nintendo largado lá, essas coisas pra mim na minha história, assim o Playstation era o sinônimo, é a plataforma que eu jogo mais até hoje, assim, tem momentos que muda teve anos que eu joguei mais por exemplo, na época do 360 eu joguei no geral, durante muito tempo eu joguei muito mais 360 do que eu joguei Play 3, até porque não tinha Play 3 e tinha 360 Eu já tinha assistido

E tem anos, por exemplo, até hoje, que tem um ano que às vezes eu vou jogar mais Xbox, um ano que eu vou jogar bem mais Switch, mas o Playstation acaba sendo o principal, assim. Então, pra mim, seria. É engraçado porque quando eu lembro de Nintendo, eu vou ali, Super Nintendo, e aí dou um salto temporal pro Nintendo Switch, sabe? A minha relação com o Nintendo...

mesmo, de verdade, porque eu pego o Nintendo 64, cara, grandes jogos, Mario 64, Zelda Ocarina. Não tenho a ligação igual tive com o Play 1. Não tenho, não tenho. Eu tenho dois jogos que são absurdos, né? O Mario 64 e o Ocarina, pelo menos pra mim. E aí eu dou um salto temporal. Não pego a geração do Wii. Eu nunca joguei um Wii. Então não tenho essa ligação.

Até nessa geração aí que o Wii vende mais que o Play 3, eu joguei muito mais Play 3 do que o Wii também. Da mesma forma, assim. Então, pra mim, é... É, eu fico pensando o que é que... Qual o impacto que tem pra mim. E aí, não é análise do mercado e essa análise fria dos números e tudo mais.

Eu vou pelo sentimento, e pra mim o Playstation se tornou sinônimo de videogame. Assim como o Nintendo também é. Mas pro meu agrado e pro meu crescimento como jogador de videogame, tem mais coisas do meu agrado nos videogames da Sony. Então eu consigo dizer sim que a Sony Playstation é na minha visão a maior empresa dos videogames.

Tem os maiores personagens dos videogames, aí já é uma outra discussão, né? Porque você pega uns Marios da vida, Zelda e Donkey Kong, são personagens muito icônicos, né? A cara de videogame. Mas pra uma empresa que surge com o objetivo de bater a Nintendo, na minha cabeça ela bateu a Nintendo. E não quer dizer que a Nintendo seja horrível e uma merda de empresa e acabou pra Nintendo e tudo mais, sabe? E aí, hoje em dia as duas são muito grandes, então... Sim.

E são as adversárias, né? Exato, em métricas diferentes. Então, são líderes do mercado, dependendo das métricas que você for olhar. E meio que estão fazendo coisas um pouco diferentes também, o que é interessante também. Exato. Apesar que a Sony está tentando virar um pouquinho mais Nintendo aí.

Cada vez mais, eu acho. É, se for fazer um paralelo com o futebol, a Sony ter o console mais vendido de todos os tempos é muito duro, tá ligado? Tipo assim, é o Real Madrid da parada, tá ligado? Você pode questionar o que for, mas assim, quem tem mais? Quem fez a parada que mais vendeu? Por mais que o Switch tenha vendido pra caralho... Então, e tem um outro ponto importante.

A Sony teve menos erros, se você parar pra pensar. Sim, sim, totalmente. Ela acertou com o Play 1, o Play 2, o PSP foi um acerto, o Play 4 foi um acerto, o Play 5... É, o deslize foi o Play 3, se for olhar, mas ainda assim... Foi o Play 3 e o Vita. E o Vita, né? E o Vita, como a gente falou, é uma vítima do sucesso do próprio irmão dele, que é o Play 4. E a Nintendo, pra chegar perto do Play 2, ela usa o Switch, que é um híbrido, né?

Ela é um console de mesa e um portátil ao mesmo tempo. Mas é inteligente. Eu acho que o Switch talvez tenha sido o movimento mais inteligente da Nintendo, que foi unificar a divisão mais prolífera dela, que é a parte de ir fazer esforço unificado, sabe? E foi a coisa mais interessante que apareceu no mundo dos videogames e muito tempo aí também. Sim, verdade. A coisa que mais mudou, assim, também, às vezes, a forma da gente se relacionar um pouco com os jogos, assim.

Porque, querendo ou não, o que a gente tá falando do Playstation são sequências, né? Coisas vão mudar, a tecnologia vai mudar, o acesso vai mudar. E o Yudi gritava Playstation, né? Ele não gritava Nintendo. E isso também é uma coisa que a Nintendo... Isso é fato. A Nintendo não tem medo de experimentar as coisas da cabeça dela, né? O Wii provou ser um sucesso por causa disso. O DS, cara... A Nintendo lançou um bagulho de papelão, Bruno.

Quem iria ter ideia do DS e implementar? Um bagulho de papelão foi foda. É, o Labo, cara. Aquilo ali foi foda, irmão. Aquilo ali eu me recuso.

Até hoje ela se recusa a tirar a mídia física lá e coloca o cartuchinho de Nintendo Switch, né? Pelo amor de Deus. Aquele cartuchinho minúsculo, né? Então realmente é... A Nintendo tem umas apostas malucas que dão, tipo, aquele Ring Fit Adventure, jogo de fazer exercício lá, que era meio que um RPG. O bagulho vendeu milhões e milhões de cópias, tá ligado? Mas você só acerta quando tenta, né? Se você não fizer... São quase 16 milhões de cópias num jogo que ela deve ter gastado quase nada pra fazer.

acho que nesse ponto assim ela tem esses riscos que parecem improváveis e são sucessos absurdos também, mas é a coisa que a Sony não faz tanto eu acho assim, Juliano, eu vou responder a sua pergunta, pode parecer minha resposta a chapa branca, mas é que como realmente eu vejo, eu acho que a Nintendo foi importante pra criação colocou a Nintendo no mesmo lugar da Sega abre aspas, calma a Nintendo foi importante

Eu acho que a Nintendo foi importante pro renascimento do mercado de videogame, mas a Sony foi importante pra modernização do mercado de videogame. É isso aí. Hoje a gente vive o resultado da ação das duas. A gente sabe que quase o mercado de videogame foi pra casa do chapéu, e a Nintendo tem, sim, uma grande responsabilidade de ter resgatado o mercado de jogos.

E a Sony chegou justamente para mostrar o diferente, porque senão a gente seria refém daquelas mesmas práticas da Nintendo de antigamente. E aí a Nintendo tem essa força que é o seguinte, é meio que assim, eu salvei o mercado de jogos, então eu vou meio que para garantir a qualidade, para que a gente não caia no que caiu, a gente vai ser assim. Isso era coisa da Nintendo.

Tipo, nós somos os guardiões do videogame pra gente não deixar acontecer o que aconteceu ali no início dos anos 80. E aí a Sony falou assim, não, a gente vai chegar a fazer diferente. Então, o mundo dos videogames que a gente vive hoje é exatamente o resultado dessas duas coisas. Da importância da Nintendo resgatar o mercado e da importância da Sony chegar pra mostrar o diferente.

E a gente só vive isso por causa desses dois. E aí uma coisa que é muito importante, cada geração tem uma identificação forte com uma delas. A nossa geração talvez mais com a Nintendo, porque viveu mais tempo de Nintendo. A geração do Felipe talvez uma identificação mais forte com o Playstation, porque foi o Nintendo deles. Tanto que isso é como aqui nos Estados Unidos. No Brasil não é tanto.

que a gente fala videogame, mas muita gente aqui fala Nintendo e fala Playstation, tipo, eles falam a marca, sabe? Tipo, ah, I play Nintendo, I play Playstation. Então isso acontece muito aqui nos Estados Unidos. E o que a gente vive hoje, apesar da gente estar discutindo consoles de videogame, pra geração atual é totalmente alheio. Pra eles a identificação é o Fortnite, é o, sei lá, o Roblox.

Tu acha que o público adulto O público adulto referencia mais Videogame pro Playstation do que pra Nintendo? Um adulto de idade também 30 mais 30 mais Eu acho que 30 já tá no Playstation Se você falar 40 mais é Nintendo O pessoal 30 tá Playstation Eu acho assim Muito bem gente

Muito bem, fizemos aí uma grande análise da história da Sony e Playstation. Dá pra gente fazer uma amostra, quer ver? Pimenta, pra você qual dos dois é? Já respondi. Uma amostra totalmente enviesada, onde todo mundo tem a mesma faixa etária, mas show. Playstation. Vou fazer essa amostra.

Uma amostra que já foi respondida. O Evandro, que é o detetive das pesquisas, deve ficar maluco agora. Qual a validade dessa amostra, tá ligado? Calma, mano. O cara fala que eu tava passando fome no interior da Bahia, aí chegou o Playstation e me deu um pão. Óbvio que ele vai vir.

Mas o que eu tô mostrando é que, por exemplo, pro Pimenta e pro Felipe também, que são mais jovens, é uma identificação mais forte com o Playstation. Sim. Entendeu? E pra gente que é mais velho? Não, mas o que eu falei, Bruno, eu tava lá apanhando em cara com o Iba, sem ter o que comer. Chegou o Play 2 e me deu um suco.

Vou votar na Nintendo. A gente viveu a pirataria, cara. É diferente. É difícil, cara. A gente teve acesso a muitos jogos que a gente não teria se fosse só videogame da Nintendo. Era um bagulho sem limite, assim. Quase o acesso que a gente tinha, de certa forma. Mas esse é o ponto. A identificação é isso que eu estou falando, gente. A identificação que tem. E aí, você fala assim, quem representa o videogame para você vem dessa identificação, do que a gente viveu. Nós três aqui que somos 40 mais. Eu, você e Evandro. Eu sou o Playstation.

Pra mim, a maior empresa de videogames é a Sony Playstation. Evandro. Wing 11. Pô, o jogo que eu mais jogo na vida é Overwatch. Tem pros três. E eu tenho os três consoles. Aonde que você acha que eu jogo Overwatch? Tá pra jogar no Switch. Não vai jogar no Switch. Tá pra jogar no PC, cara. Provavelmente rodaria... Sim, vai rodar pior no Switch. Mas tipo assim, ele é um jogo de graça que tem no PC e rodaria no meu PC. E o meu PC é melhor do que o Playstation.

Ainda assim, eu jogo no Playstation. O GTA, se olha pra tudo, a gente vai jogar onde? No Playstation.

Então é uma relação... O amor ao controle já é um bagulho diferente, saco. É, GTA 6, o cara não vai jogar no Switch, né? O Resident... Nem tem como jogar no Switch, pô. É, o Resident não. O Resident tem no Switch 2, né? E tu, Bruno? Então, mesmo pra mim... Tentou ser em cima do muro pra caralho, mas falou.

Ele quer falar mal da Sony, mas não consegue. Não, eu não vou falar não, não, não. Pelo contrário. Você não está deixando falar, mano. Vamos dizer a Juliette. Apesar de eu ter vivido os melhores anos da Nintendo, a identificação, para mim, videogame moderno é Playstation. É, é Playstation. Persona 5, Bruno, jogaste aonde?

Tem inclusive no Switch Você jogou onde? Fala aqui pra nós Primeira vez Eu joguei em todos, eu de fato joguei no Playstation Inicialmente Na primeira versão que eu joguei Eu joguei no Playstation porque nem tinha no Switch Só tinha no Playstation Ué, então É exatamente o que você tá falando Hoje em dia ele tem até pra microondas É outra coisa, mas enfim

Não, mas o que eu tô dizendo é justamente isso. Pra mim, identificação do mercado moderno, pra mim é Playstation. Se você perguntar pra mim assim, quem representa mais o mercado moderno pra mim hoje é Playstation. Playstation, não tem como. Não é hoje, né? Acho que desde... Mas não tem como falar desde sempre, Júlio. Não existia desde sempre. A Sony não tava lá nos anos 80, mano. Playstation não tava lá.

É que desde lá de 94, 95, quando saiu o PS1, o videogame mudou, cara. Sim. A Sony mudou. Eu concordo. Para os próprios jogos, os próprios jogos, né? Ficou mais madura a discussão, os RPGs, as temáticas. Ficou tipo assim...

O público foi crescendo, né? A Nintendo demorou pra entrar nessa engrenagem. Sabe o que aconteceu, Júlio? Uma coisa que é muito importante também. Nós crescemos. E a Sony é meio que uma representação do crescer do mercado de videogame. Porque a gente precisa lembrar que dos anos 80 até o começo dos anos 90, videogame era visto como coisa de criança. Joguinho de criança, brinquedo de criança.

A geração do Super Nintendo ali era tipo assim, tem muitos jogos que tem temáticas adultas em RPGs principalmente assim, a gente tem aquele Blackthorn que tem uma temática mais pra pessoas mais velhas e tudo, mas eu penso que o Super Nintendo era um videogame pra criança, o Mega Drive era pro adolescente se liga? E o Playstation chegou pro adulto Usaria um argumento julandístico pra acabar com essa discussão

Mandei um link no grupo aí, na Amazon, num livro chamado The History of Video Games. Diga pra mim do que se trata a capa. Abraço. Exatamente o controle do PS5, né? Não, Play 4, pirata ainda. É um controle pirata do Play 4. É porque eles não quiseram pagar pra Sony, eu acho. É o pirata. Mas claramente é um controle do Playstation. É.

É um Playstation, é um controle de Playstation. Não é um controle Nintendo. Já tem outro livro aqui com uma capa de um Nintendinho, mas aí a gente finge que não existe. Esse a gente não vai ler. Esse a gente não vai ler. A gente vai ler só o que ajuda a nossa opinião. A nossa retórica, né? Na nossa pesquisa aqui. O outro chama A História dos Videogames, volume 1. E é o Nintendinho. É melhor o Nintendinho ou o Playstation 5. Abraço!

O que você joga todo dia? Eu não entendi. Gente, fechamos aqui mais um 99ismo. Muito obrigado. A Pimenta voltou aqui desde outubro, que não voltava, de outubro de 2025. Tamo aí, tamo aí, velho. Você viu o prazer, tá maluco? Tá de volta aí o Pimenta. Vê se volta mais vezes, né? Vamos deixar esse discrêmio aí, Júlio. A galera fica, ah, deviam chamar mais o Pimenta.

A gente chama, mas o homem trabalha, gente. Não é assim, não basta a gente chamar, ele tem que ter disponibilidade de horário. Difícil ser bem sucedido. Vou ficar aqui umas semanas ainda. Não sufoca o artista. Não sufoca o artista. É, não sufoca o artista. Só viajo daqui a duas semanas de novo, mas só passo uma semana fora. Aí volto. Chamar o Pimenta pra fazer uma sequência de podcasts aí.

Pronto, chame, pô, chame. Pode chamar. Muito bem, gente. Muito bem. João Pimenta em todas as redes sociais, né? Pimenta aí. Coloca o Pimenta Sensei no YouTube, o gameplay de jogos esticado. Instagram. Como é que vai o Instagram? O gameplay de jogos esticado. Pimenta. João Seu Pimenta. João Seu Pimenta. João Seu Pimenta, exatamente.

Falando lá de muita política. Também. Não se aguenta, não se aguenta. Um ano para seguir o pimento. Muito bem, gente. Valeu. A gente se encontra na próxima semana. Tchau.

Legenda por Sônia Ruberti

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