99Vidas 715 - Nintendo x SEGA
Nesse episódio, Jurandir Filho, Felipe Mesquita, Edu Aurrai, Evandro de Freitas e Bruno Carvalho voltam para a era de ouro dos anos 90 para conversar sobre a primeira "guerra dos consoles": Nintendo x Sega. De um lado, a gigante japonesa que até então era sinônimo de videogames; do outro, uma desafiante cheia de atitude e ousadia, disposta a disputar a liderança do mercado. Super Nintendo ou Mega Drive? Mario ou Sonic? Relembramos os melhores jogos, as campanhas de marketing agressivas e tudo o que fez desse um dos momentos mais marcantes da história dos videogames!
Essa é mais uma edição da série Versus!
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Rapaz, comprei um novo R36S, hein? O meu antigo. Joguei bastante, né? Até de forma exagerada. Em várias situações possíveis. E simplesmente eu acho que foi por um vacilo meu. Ou ele tem essa vida útil mesmo diminuta. Eu fui carregar e eu selecionei... Tem dois buracos ali, né? Pra carregar. Um é pra carregar e o outro é pra... Que jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou jou
espelhar em alguma coisa, né? E eu deixei carregando em outro lugar por muitas horas e simplesmente queimou a bateria. Explodiu. Ele, tipo, esquentou, tipo, eu pegava no R36S e tava explodindo de quente, assim, sabe? Muito quente. É até perigoso esse negócio, né? Muito perigoso.
E aí não ligava mais, aí eu levei pra consertar, aí o cara falou assim, pô, eu posso trocar a bateria aqui. Aí disse que era cento e poucos reais, aí eu falei, porra, mais da metade de um preço de um novo? Aí eu, pô, vou comprar um novo então. Aí comprei o R36S Plus, que ele tem uma telinha um pouquinho maior.
do que o antigo, mas ainda assim o tamanho dele não muda absurdamente, não é mais a tela, que é um pouquinho maior assim, ela é um pouco mais esticada, sabe? Mais alta? Mais alta, mais alta, é. Ela tem uma largurinha também, mas ele é um pouquinho mais alta.
E aí, cara, eu tô me amarrando de novo Fazer tempo que eu não jogava O nome é bom demais, porque lembra da época do iPhone? Os caras lançavam iPhone novo, aí era S Mas aí como o R36 já era R36S Aí eles também usaram o Advento Plus É, que é outro também É, também é um pouquinho maior Os caras botam Plus
Mas, cara, vou dizer o seguinte. Tô gostando demais, hein? Tô gostando demais dele. Como hardware não muda muita coisa, mas comparado com o tamanho de tela, assim, ele realmente tem uma diferença.
Para alguns jogos ele fica melhor, obviamente para jogos que são 4x3, né? Ele realmente se destaca. Se o jogo já for widescreen, tipo do Playstation, assim, alguma coisa do tipo, ele fica com as bordinhas pretas assim, né? Em cima e embaixo. Mas também, ok, né? Eu não acho nada de absurdo não você ficar com essas bordinhas não aí. Mas o Playstation não era wide ainda, né?
É, mas acho que tem alguns jogos que ele tem a resolução, a proporção diferente. A tela dele não é exatamente quadrada também, não sei. Só que, cara, eu tô me amarrando demais assim. A mesma sensação que eu tive quando eu comprei pela primeira vez o R36S, eu tô tendo agora. E é um videogame que, curiosamente, o preço que eu paguei hoje foi mais barato do que quando eu comprei o R36S normal na época.
Não sei o que. Tá achando tudo? Tá achando até o ar? O que é que tá acontecendo? Mas eu comprei o novo, melhor e mais barato. Especificações técnicas. O R36 tem a resolução da tela. É 640x480. Excelente. Já o Plus é 720x720. Tá dando que é um quadrado aqui.
E aí ela é um pouco mais nítida porque ela tem, vai ter mais não é DPI que fala, né? É PPI? Nesse caso? Pixel por polegada? É, eu acho que sim. Ele tem um Wi-Fi integrado, né? Ah, o outro não tinha, isso aí é bom. Eu precisava de um adaptadorzinho, né? Aí eu, por exemplo, eu consegui conectar a conta do RetroAchievements. Oh, isso é legal. E aí eu posso jogar tipo Super Nintendo e ir liberando achievements, assim, né, que a turma...
Isso é legal, né? Porque como não tinha... A própria comunidade fez, né? Não tinha... Os jogos antigos não tinham esse negócio de achievements, né? E aí, simplesmente, eles criaram pra todo tipo de jogo possível. Obviamente, os mais famosos, principalmente, né?
E aí você fica liberando ativamentos assim. A comunidade criou esse lance dos retro-attivaments que você pode colocar em emuladores ou nos consoles portáteis aí, né? Você cadastra, faz uma conta lá no site, no retro-attivaments. E aí se o jogo for... Eu sei que tem um emulador de Playstation que é muito bom, aquele Duck Station.
Que ele é compatível, você cadastra, coloca a sua conta lá no Duck Station, e se você tiver jogado um jogo, sei lá, Final Fantasy VII, vamos dizer, ele cria achievements, troféus, né, da comunidade que você pode ir ganhando no jogo. E no Duck Station ele, inclusive, bota o pop-up na tela, igual o console atual, assim. É isso. É bem legal.
E aí você pode... Quando você tá jogando, né? Você joga nas gerações mais novas, Playstation, Xbox e tudo. Nintendo Switch. É mais Playstation e Xbox. É esse negócio dos troféus, né? E aí quando você joga jogos antigos aqui, ele coloca também. Então é bem maneiro, sim. E ele, por ter Wi-Fi, né? Ele tem essa conexão, né? Da parada. Então fica a dica aí do R36S Plus.
Ô, Evandro, você que tem... Felipe também tem, né? O RDCS? Sim. Funciona? Ainda? Sim, filme corte. Eu tive que fazer a infame troca do cartão de memória, que é muito comum, a gente já falou isso, mas funciona. Ah, isso aí eu já fiz na época, né? O meu durou um bom tempo com o cartão que vem. Ele é um cartão bem, mais ou menos, né? Isso é a verdade, né? Sim. E aí, eventualmente, ele parou de funcionar e eu botei outro. Aí, de boa. Ele sempre manda, né?
Tava olhando aqui, ó... Edu, do Donkey Kong 2, ele tem 80 achievements. A galera também dá uma exagerada. É, tudo dá um achievement, né? Pegou uma banana, achievement, né?
Mas é legal, porque como tem bônus, né? Tem muitas fases bônus e tudo, acho que é bem interessante. Retroativements. Indicar pra galera atualizar, né? Tá cheio de tutorial no YouTube explicando como que atualiza e tal. E assim eu vou manter atualizadinho. É, inclusive, uma parada legal que o Evandro já comentou, não sei se foi aqui ou se foi num bônus, é que tem uma galera fazendo conversões de jogos aí.
pra PC, por exemplo, jogos indies que rodam direto no R36S, né? Aí, Balatro, falei. Balatro, Estádio Valley. Estádio Valley, acho que tem outros também, se não me engano.
Cara, o R36S é um excelente presente pra você dar pra alguém, né? Você sabe que alguém gosta de videogame. Pra criança, pô. Se a criança não for um animal que vai quebrar em 5 segundos, vale a pena. Eu comprei naquela época lá que a gente... Todo mundo comprou mais ou menos junto, né? Uhum. E... Eu não cheguei nem a levar, tipo, pra uns lugares, mas veio uma galera aqui em casa. Todo mundo que olha fica impressionado, né? Eu mostrei.
Véi, umas 10 pessoas compraram, véi. Tem uns dias lá no Detona que tá meio fraco lá. Aí tem 3 amigos meus que vão lá sempre, inclusive meu primo também. E às vezes eles estão lá numa quinta-feira, às vezes é mais vazio, um negócio assim. Os caras ficam jogando. Outro dia os caras estavam jogando até Switch lá.
Caralho. Eu balei o Switch, botar em cima da mesa, ficar jogando o Mario Kart, assim como a propaganda da Nintendo, em 2017. Eu vi acontecer pela primeira vez no meu bar. Puxou do nada um Switch do bolso, né? E botou em cima da mesa. E ficou jogando o Mario Kart. Primeira vez que eu vi isso acontecer de verdade. Foi lá no Detona. Caraca, muito bom.
Eu tô pensando em adquirir um Nintendo Switch 2. Tô namorando. Aproveita, hein? Aproveita que... É, o momento é agora pra fazer isso? Olha, cara, do jeito que as coisas estão, há rumores que a Nintendo é a próxima a aumentar os preços. O PlayStation, a Sony já vai aumentar, né? Hoje, amanhã. Hoje, né? O último videogame que eu comprei na vida foi o Play 5. Mentira, foi o Xbox Series S que eu comprei, de fato.
Eu também. Nesse express aí não vai ter como não. Pelo andar da carruagem, talvez seja o último da vida mesmo, porque tá difícil, cara. Só tem uma coisa que pode salvar a gente, mas ninguém vai ter coragem de falar. Não tem mais, Chuck Norris morreu, Felipe. Já. Já. Acabou, infelizmente.
Não, porque se for gastar 5 mil no videogame, tem que gastar zero no jogo. Só assim que vai ser possível. Jack Sparrow? Você está incentivando? É isso que eu estou entendendo? Ué, a gente começou falando de R36S.
É, exatamente. Já abriu o negócio com a E36S? Não, mas aí eu tenho todos os cartuchos, você que tá falando aí. Tal qual o Bruno, todos os jogos que eu jogo no meu E36, eu tenho cartucho físico aqui. É, imaginário. Guardado no meu apartamento. E foi, inclusive, você deletou o cartão e fez o dump de todas as rondas. Exatamente, eu mesmo. E puxou, inclusive, a bios de todos os videogames que você também tem, que estão lá dentro. Alô, PR, alô, Nintendo. Não sei do que esses caras estão falando.
Rom? O que é rom? Acabei de pesquisar no Gemini aqui, o que é rom? É foda que é muito triste, assim. Existem uns movimentos até interessantes, recentes, de preço de jogos digitais. É. Porque existem alguns developers que estão olhando mais pra países periféricos que nem o nosso aqui. É um caso que é muito comum que a gente fala, que é muito comum de ser falado.
Sei lá, no Twitter, Instagram, discussões tipo as nossas aqui. São muitas vezes os preços dos jogos, por exemplo, na PSN, né? Que muitas vezes são mais caros que em outras lojas. E isso é por conta de conversão automática da Sony, que é mal feita, que não é localizada pro país. Porém, existe uma forma de você localizar o seu preço, inclusive na loja do Playstation. Isso tem acontecido mais.
É, ultimamente, e muito por conta de pressão da comunidade, cara. A gente teve um jogo recente aí que é o Romeo is a Dead Man, que é um jogo do Suda, Suda 51. Glorioso Suda, Grasshopper Entertainment. Exato, glorioso Goichi Suda, No More Heroes.
O Lollipop Chainsaw é um que é muito famoso, Killer7, né, na época da Capcom ainda. E o jogo mais recente da empresa dele tinha um preço aqui no Playstation de 224 reais, se não me engano, 225, era algo assim. E é um jogo de 40 dólares, e a galera começou a falar no Twitter, mandar mensagem nos servidores de Discord, da empresa e tal, falando sobre o preço no Brasil, que estava bem desregulado para a realidade do Brasil, assim mesmo. E aí eles... E aí
Viram essas mensagens, foram olhar e os caras fizeram uma redução de preço. O jogo saiu desses R$ 230 para R$ 139, eu acho, se não me engano. E junto com a Sony fizeram um refund para a galera que tinha pago o valor cheio já.
Então tem tido, acho que cada... E é um jogo, assim, de uma empresa do Japão, que é publicado pela NetEase, né? Que é uma empresa da Coreia gigante de videogames, assim, também. E mesmo assim, os caras viram, como no mercado do Brasil, o preço era bem fora da realidade do país. Eu não digo nem da realidade dos jogos, porque a maioria dos jogos aqui são muito caros.
Mas eles fizeram questão de ir lá e alterar o preço para dar uma localizada no preço mesmo, para ficar algo mais condizente com a nossa realidade. Isso tem acontecido cada vez mais nos consoles também. Na Steam é algo que já rola há muito mais tempo, que é inclusive um lugar que eu tenho jogado mais jogos, porque principalmente os indies, os preços ainda são muito diferentes e tudo mais. Mas existe alguma preocupação, talvez não das plataformas, acho que isso é meio óbvio.
se depender da Sony mesmo, da Playstation foda-se o Brasil com essa subida de preço aí talvez foda-se todo mundo mas existe um movimento pra tentar só que ele, ainda infelizmente hoje ele é muito impulsionado pela comunidade, pelos jogadores do Brasil, a gente tem que chegar lá e falar esse preço aqui tá foda e tem que ficar enchendo o saco dos caras até eles perceberem que esse preço realmente tá foda pro Brasil mas existe algum movimento disso rolando a gente teve um jogo que eu falei muito aqui que é o Promise Masculate Agency Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que
Foi outro jogo que também os developers fizeram a localização pro Brasil em todas as plataformas no preço, um jogo que custava R$70 na loja do Brasil, sendo que ele custa R$20, né? Se fosse pela conversão da PSN a R$60, sei lá. A gente teve o Dispatch ano passado, que foi um jogo que teve um preço localizado em todas as plataformas pra R$80, né? Bem bom. O próprio Arc Raiders chegou a R$140, até o Marathon, que é um jogo da Sony agora, chegou com uma localização interessante pro Brasil, R$160, assim, que é um jogo de R$40, né?
Que nessa conversão da Sony hoje seria R$ 299. Tem um negócio que a Nintendo baixou os preços no Brasil de várias coisas, vários jogos. Baixou os preços do serviço online. Das assinaturas, né? Existe essa expectativa que talvez ela baixe nos jogos também, mas isso ainda não aconteceu. Mas acho que isso é mais tipo um salto lógico, assim, pô, se eles baixaram o preço do serviço, pode ser que o preço dos jogos acompanhe, mas ainda não tem nada de Solano. Mas no serviço eles já baixaram. Então tem algumas poucas boas notícias?
para o Brasil misturado nesse mar de notícias ruins que são globais, né? Esses aumentos não são só para o Brasil, muitas vezes, são globais, né? É, eles usam as mais diversas justificativas desde que a inteligência artificial, o consumo de inteligência artificial está encarecendo tudo até a variação fiscal.
É, as tarifas, né? É tipo assim, não, as tarifas, estão subindo por causa das tarifas aí. Mas assim, a tarifa, acho que não é... Eu não vi, por exemplo, nesse... A Sony também não fez questão nenhuma de explicar a razão real. Falou que é o cenário global, econômico, blá blá blá, mas assim...
As tarifas dos Estados Unidos não interferem em nada o preço ter subido no Brasil ou no Reino Unido ou sei lá, na Alemanha, essa cor que tá sumindo. É a mesma desculpa, Felipe, que os streamings usam duas ou três vezes por ano pra aumentar os valores das assinaturas. Exato.
Porque é bizarro, né? Eles estão aumentando duas ou três vezes por ano os valores. É, desculpa, porque a Sony vê lá o tanto de dinheiro que eles estão ganhando e eu acredito sim que os custos tenham subido. Mas aí o aumento de preço é só para eles continuarem ganhando o mesmo dinheiro, sacou? Talvez vendendo menos unidades, que é um risco. Aí alguém na reunião fala assim, ó.
E se a gente aumentar um dólar? Será que vai fazer muita diferença? Quando a gente somar aqui, vai ser um dinheirão que vai entrar, né? Mas será que aí fica nessa, vai aumentando, aumenta dois, três dólares, cinco dólares, dez dólares.
É, é um bala... Se fosse uma... Se fosse uma conta sem contar com, por exemplo, comportamento de compra... Simplesmente assim, se a gente sobe um dólar e vende o mesmo tanto, e se a gente sobe cem dólares e vende o mesmo tanto, é muita diferença. Porque se você sobe um dólar, é 20 milhões a mais no ano, por exemplo, na Sony da vida. Isso não vai fazer a diferença para eles, inclusive não vai cobrir talvez um custo.
Se você sobe 100 dólares, a gente tá falando de 2 bilhões de dólares. Dois zeros a mais aí. Então, sei lá, eu acho que infelizmente é ganância bizarra mesmo, sabe? A gente já falou aqui em alguns momentos, a Sony nunca lucrou tanto.
uma divisão Playstation quanto no Playstation 5, que é nesse cenário que os videogames são os mais caros na história, os jogos são os mais caros na história, serviços que nem existiam por muito tempo, só subiram de preço desde que foram introduzidos também, e o reflexo pra eles é ganhar muito dinheiro, e pra gente é, sabe, se sacrificar cada vez mais pra...
Jogar um joguinho, sacou? Sabe o que é foda, Felipe? A gente tá tendo, até o Júlio comentou, uma crise maldita de memória RAM, porque estão enfiando tudo pra fazer data center pra IA, né? Sim. E a Sony, ela tinha comentado que ela tinha até um estoque legal aí de... Sim, ela chegou a falar isso. De semicondutor pra produzir console, né?
Sim, ela falou isso na época que a Microsoft subiu o preço dela, né? Exato. Só que isso durou o quê? Sei lá, menos de um ano? Menos de um ano, eu imagino. Porque foi esse comentário, seis meses, talvez, talvez um pouco mais. Mas é que nem os caras de supermercado, mano. Que ele disse assim, vai aumentar o preço do azeite. E o cara já tem no estoque uma porrada de azeite que foi comprado com preço barato. E aí ele não espera acabar o estoque pra colocar o novo preço. Ele já coloca o novo preço no estoque que ele comprou barato.
Ele tá nem aí, mano, pra isso. Tá nem aí pra isso. Mas uma coisa só pra fechar o assunto do R3D6S, é que eu tava jogando Chrono Trigger, né? Esses dias. Bom jogo, mano. Eu botei pra ver esses dias, joguei quase uma hora, pô. E aí um amigo falou assim, Evandro, tipo assim, tem todos os jogos, né, né? Eu falei, é, todos os jogos clássicos, assim, os consoles mais clássicos, até mais ou menos ali a geração do Playstation e tudo. Tem os jogos disponíveis e tudo. E aí ele...
Caraca, mas tem tudo. Eu falei, não, no Playstation tem alguns, né? Porque são jogos pesados. Não vai ter GTA 6, né, amigão? Calma aí. Mas Super Nintendo, assim, Super Nintendo, Mega Drive, Master System, tem praticamente tudo lá. E eu falei, tem até uma área para os jogos em português, traduzidos em português. Aí ele, ué, mas não é vendido na China esse negócio? Eu falei, cara... Seu amigo também, vamos combinar, né?
Não é dos mais espertos que tem por aí. Pô, mas ele também, ele... Eu acho que é uma pergunta genuína, sabe? De dizer assim, o cara comprando na AliExpress, a parada, não é uma loja brasileira. E tem uma área no videogame com jogos traduzidos em português.
Acho a pergunta ok. E eu também não soube responder também. Eu falei assim, é isso aí, mano. É Brasil, rapaz. É porque foi a turma que fez o pack de ROM que tá lá, mano. Tem pra você baixar no Mega Upload aí. E Brasil compra muito também, né? Esse negócio, né? Brasileiro adora esses videogames chineses aí.
Então, acho que é uma... É uma opção, né? É uma opção. É, quem tiver um dinheiro, quem gostar de retro game e não tem um desses consoles ainda, tá... Porra, não é tão caro e, cara, vai muito da hora, pô. Se lembrar de um jogo do nada e falar, pô, será que tem? Provavelmente vai ter. Provavelmente vai ter. Você vai perder meia horinha, uma horinha ali, relembrando da sua infância, da sua adolescência.
Dica boa aí, o R36S Plus. Eu comprei e ele tem melhorias em relação ao R36S. E como eu falei, em termos de preço, eu paguei quase a mesma coisa do que eu paguei quando eu comprei o original, o R36S normal. E foi mais de um ano depois. Então realmente vale muito a pena. Eu sou o Júlio de Filho. Eu sou o Felipe Mesquita. Eu sou o Edu Alraia. Eu sou o Evandro de Freitas. E eu sou o Bruno Carvalho.
E esse era o vídeo de novidas.
Tira, tira, tira, tira! Tira, tira, tira! Tira, tira, tira! Põe na... Ih! Tô com fome! Siga-se! Ah, já siga aí, siga aí! Tá metido um pouco, só foi! Tô com o gol, animal! Tô com o gol, vai morrer! Ah, morreu! Relaxa, a gente tem 99 vidas!
Meninos, estamos aqui juntos mais uma vez para mais uma edição do 99 vidas. E dessa vez estamos de volta com a nossa série Versus. Fizemos bons podcasts nas últimas edições dessa série. Edição 692.
RPG japoneses versus RPGs ocidentais. Quais as diferenças e qual o melhor, né? Porque a ideia do verso é isso. A gente comparar separadamente e depois escolher o nosso preferido aí.
E fizemos na edição 705 Street Fighter vs Mortal Kombat. Curiosamente nessa edição tiveram alguns comentários das pessoas dizendo assim. Nossa, tem nada a ver comparar os dois. São dois estilos diferentes de jogo. Ué, ué. É o que? Um é futebol e o outro é plataforma? É isso? Que isso, gente? Caraca.
Jogo de luta, competidores, né, de arcade, de videogame e tudo mais. São os dois maiores expoentes do gênero, né? Não, era a briga do jogo de luta da época. Street Fighter vs Mortal Kombat.
Exato. A ideia é a gente sempre colocar coisas que são semelhantes ou muito próximas, mas as pessoas acabam escolhendo um ou outro. Dessa vez, decidimos subir um pouco o nível de sair de jogo especificamente ou de um gênero específico para ir para duas empresas.
para falar sobre a maior guerra da história dos consoles, Nintendo vs Sega. Já fizemos trocentos podcasts sobre essa temática individual, né? Todos os consoles da Nintendo, todos os consoles da Sega, na história dos videogames temos aí a cobertura completa.
Disso, dos maiores expoentes Das empresas, né? Jogos do Mario, jogos do Sonic Tudo que você pode, Zelda Tudo que você pode imaginar, tem Podcast aqui Alguns dos assuntos que a gente vai comentar aqui A gente já comentou nesses episódios Porque afinal, era impossível falar de Mega Drive Ou falar de Super Nintendo Sem falar da briga que existia na época, né?
Mas falando em termos de empresa, Nintendo versus Sega. O que é que a gente fala? A gente fala primeiro do conflito ou fala individual de cada um, assim, pra gente poder se situar. É, acho que a história da Nintendo é bem conhecida, da galera que curte videogame, aquele famoso, a Nintendo salvou videogame, assim.
Crash de 83, coisa e tal. É, que é... Pós lá, a gente teve a época da Atari, que... Que dominava tudo, né? A empresa americana de console e arcade e tal, fez sucesso pra caramba com o 2600, que o mercado foi inundado por jogos que não tinham tanta qualidade assim, até que chegou lá no famigerado ano de 83, que o mercado americano deu uma quebrada, né?
Mas a gente ainda tinha os japoneses e os europeus. Os europeus muito computador principalmente. Os japoneses começaram também com a questão dos consoles. E no Japão também tem uma história com os PC Engine da vida, né? MSX. MSX, né? Eles deram uma flertada legal nessa... É, exato, é verdade. Mas eles têm essa história também um pouco com esses PCs, assim, que na verdade eram usados pra jogar videogame, né? Sim.
Ah, o Kojima começou a fazer jogo no MSX. Exato. Os adventos, né? Tinha muito advento ali nos anos 80, né? É. Os dois primeiros Metal Gear são os jogos de MSX. De MSX, né? É. E quando a Nintendo trouxe o Nintendinho, o NS, para os Estados Unidos, foi quando começou de fato essa famigerada guerra, né? Mas, Edu, por um período ali nos anos 80, existiu um grande monopólio da Nintendo, né? Ela não só salvou o mundo dos videogames, como ela falou assim, o videogame é meu.
Exatamente. O meu nome Nintendo é sinônimo de videogame, né? Eu quero comprar um Nintendo. E aí você via pra qualquer coisa, né? E assim, isso eu acho que mais nos Estados Unidos, né? É, a Nintendo basicamente criou o mercado de videogame moderno ali. Porque a gente vinha de um início, e é importante lembrar, o mercado de consoles nasceu nos anos 70 ali, né? A gente teve lá o primeiro console com...
com cartuchos intercambiáveis não foi o Atari, a gente até já falou aqui no caso do Odyssey original, o primeiro Odyssey. O Telejogo? Não, o Odyssey 1. O primeiro Odyssey. O telejogo ele não tinha cartucho intercambiável o telejogo não tinha jogo intercambiável através de cartucho, ele era o jogo que tava na plataforma, né? O Odyssey, o primeiro Odyssey, era o primeiro que você podia pegar cartuchos diferentes e colocar no console pra ter jogos diferentes, né? O telejogo ele era o que a galera lá fora chamava de clone de Pong.
Exato. E aí o Atari 2600 pegou esse conceito e elevou ali nos anos 70 e caminhou com isso até o início dos anos 80. E aí a Nintendo chegou com um approach bem diferente e um ponto importante nisso foi o que o Edu falou. A culpa não é da Atari o quão ele era acessível, mas como não tinha nenhum tipo de controle de qualidade, você literalmente podia fazer um jogo de Atari no quintal da tua casa.
Não tinha concorrência também, então era qualquer coisa mesmo, você dominava tudo. Então assim, até existia concorrência, teve o Odyssey 2, teve o Intellivision, tiveram outros consoles também. Na época do Atari, você disse, teve, Coleco, teve vários consoles que competiram, mas todos quebraram junto, né? Exato. Quebrou e foi todo mundo junto assim. Quem diria que você ter praticamente zero preocupação com qualidade daria nisso, né?
Não é nem só isso, é muito o que o Bruno falou no começo aí, o mercado de jogo não existia, né? Exato. Não tem padrão, não tem parâmetro e não tem, sei lá, um roadmap ou práticas bem estabelecidas de como funciona esse mercado, cara. Era um produto completamente novo, num mercado que não existia e meio que não tinha essa direção, não tinha nem como saber até onde esse mercado iria, assim.
É, eram as empresas de televisão, né, Felipe? O Odyssey, por exemplo, era feito pela Philips, né? Da Magnavox Philips. É empresa de eletrônico no geral, assim, mas pensa ao longo da história, e principalmente nesses períodos aí, quantas tecnologias e coisas que eram, por exemplo, comparadas a brinquedos, que é o caso do videogame, né? Principalmente no seu começo de vida.
Quantos desses não existem mais? Quantos desses são produtos que foram apenas produtos daquela época e que tiveram um boom muito grande em uma época e depois não existe mais? O bagulho sumiu e acabou. E até nessa ideia de evolução de um mercado de eletrônicos, era algo recente, assim. E eram coisas que não eram paralelas a videogames. A gente estava falando de rádios, televisões.
São produtos que não são nem direcionados, principalmente naquela época, a um nicho específico, um grupo específico de pessoas. No caso do videogame era totalmente voltado para um público mais jovem.
E eram mercados que eram abastecidos por mídias muito mais tradicionais, né? Sim. Emissoras de televisão, emissoras de rádio, que inclusive várias delas eram estatais, né? Eu descobri uma coisa aqui, eu descobri uma coisa aqui, Felipe, que o telejogo é brasileiro, né? Isso. É feito pela Filco e pela Ford. Era Filco e Ford? Sim, tanto que ele vinha com o logo da Ford. Você tem o telejogo, quem tem até hoje, você vê que tem um logo da Ford mesmo ali.
O Bruno, quem tem até hoje? Eu! Tem algum ouvinte aí que tem um telejogo? Manda um salve aí nos comentários, por favor. Tem, com certeza tem. Tem, loucura. Então assim, era um mercado que... Ele era muito incerto. Sim. E de muitas formas improváveis, assim também. E como eu falei, assim como vários outros mercados... E...
Vários outros produtos que eram comparáveis com o videogame no sentido de que é um produto, é um brinquedo tecnológico basicamente. Vários produtos similares simplesmente sumiam do mercado, porque é muito comum nessa fatia de mercado que é voltada para crianças, as coisas funcionam tipo em ondas. Aparece um produto, o marketing dele é muito forte, ele parece ser algo diferente, interessante, conquista um público forte.
Mas em alguns anos a famosa moda passa, né? Quando você está nos anos 70 e você tem esses produtos de um mercado que nunca existiu antes, e diferentemente, como eu falei, de outros produtos de eletrônicos, não tinha nenhum histórico de produção atrelada, no caso, produção de jogos, no momento que você cria o mercado de videogames ou hardware, você cria o mercado de produção também. Sim.
principalmente nessa escala, né? Uma escala comercial. Então é tudo incerto e é tudo, cara, livre, né? Tipo assim, você pode meio que fazer e tentar fazer as coisas de qualquer jeito, porque não existe nenhum norte, assim, nenhum padrão. É, nenhum parâmetro, né?
É, mas nessa liberdade você vem grandes clássicos, né? E vem também o Crash, por exemplo. Vem o fim do mercado também. Que pra muitos naquela época é algo completamente comum. É um produto que veio e passou e vamos ver qual vai ser o próximo. Exato. Não tinha essa noção que quando o videogame chegou, agora é a décima mídia, sei lá como é que é, décima arte. Nem sei qual que é o que os caras falam que é o videogame, mas porque tem tantas.
Não tinha essa percepção que a gente tem hoje do que são videogames, né? Era um produto novo, como qualquer outro, e ele podia deixar de existir no mercado daqui a alguns meses, daqui a alguns anos, porque o público passou. Essa ideia de que o mercado de videogames é algo forte e estabelecido, isso começa nos anos 90 mesmo, assim, até com a volta do mercado, com a introdução do Nintendinho.
É aí que você tem meio que vários players de novo atacando nesse mercado e aí sim estabelecendo padrões e uma indústria mais forte, uma indústria mais longeva mesmo, né? Por conta, inclusive, do sucesso que esses produtos tiveram.
Sim, imagina, pensa aí, Nintendinho ali, mudando a forma, inclusive, de produzir jogos de videogame, tendo história, né, criando gêneros, né, porque antigamente, você pega ali no telejogo, no próprio Atari, tinham jogos que, até a gente já comentou, que o nome do jogo era futebol, era basquete, era tênis, era tira ao alvo, era tipo...
Mas era o que você precisava na época, porque... Não tinha outro, né? Não tinha como estabelecer franquia, porque assim, o que você quer jogar? Eu quero jogar futebol, então tá aqui o seu jogo de futebol. Justamente por causa dessa origem que tem, lembra? O Odyssey, o Atari, eles estavam chegando ali, então esse jogo é do quê? Eu não precisava chamar Super Master Blaster Football, não, é jogo de futebol.
Com o tempo, o que aconteceu? Dentro do próprio Atari, por exemplo, você tem lá diferentes versões de jogo de futebol, aí você vai ter o Pelé Soccer, por exemplo, dentro do Atari. Eu acho que quem deu a M Novada lá foi a Activision, né, Bruno? Sim, com gêneros, né? E começou a fazer umas paradas mais diferenciadas. Tinha uns títulos bem mais interessantes, por exemplo, Pitfall não é carinha correndo na selva, entendeu? É o Pitfall.
Não só, às vezes, no nome do jogo, mas no estilo do jogo. Também. Eu acho que a gente esteja falando também, porque no começo era muito essa ideia de replicar coisas mundanas. Isso. De forma digital, só que de uma forma completamente fora da realidade, inclusive. Pô, você vai me dizer que boxe não é daquele jeito, de verdade? Sobe num ringue que você vai descobrir.
É que é foda, né, mano? Tipo assim, anos 80, fazia sentido ter um jogo chamado FIFA, tá ligado? Não faz sentido nenhum. O cara quer saber do futebol, pô. Qual o jogo aqui que é o futebol? Aí ele vai lá e compra o futebol, beleza. Não, é que nem nos anos 80 o cara colocar o nome CBF. Aliás, peraí, peraí, eu preciso falar uma coisa. Eu tive oportunidade...
A gente tá falando de jogos de esporte da Atari e da Activision. Eu tive a oportunidade de comprar o Ski da Activision, que eu não tinha do Atari original. Só tinha naquele cartucho de multijogos, né? Da chavinha. E eu comprei o Ski do Atari. Adivinha quanto eu paguei nele? 10 dólares. Não. 2 dólares.
Olha aí, rapaz. Dois dólares, mano. Isso não foi agora, foi? Foi agora. Agora, tipo, duas semanas atrás, por exemplo. Foi na GameStop? Porque hoje em dia... Não, na GameStop sem chance. Sabe uma rede ilegal que tem? Pra quem tá nos Estados Unidos... Ilegal? Não, legal. Ah.
Game Exchange. Os preços são honestíssimos. Honestíssimos. Game Exchange. Procurem. Vale muito a pena, cara. Procurem. Não, mas enfim. Quanto a Nintendo, quando eles trouxeram o NS pros Estados Unidos, o grande diferencial deles foi um sujeito chamado Shigeru Miyamoto, que acho que dispensa apresentações. É. Junto com o seu Super Mario Bros, que... Era um salto assustador, né? Puta que pariu.
né, estourou de... O cara, pô, o cara começou a trazer pro console de videogame conceito de game design, assim, que, novamente, como o Felipe comentou, se o mercado não existia, esses conceitos também meio que não existiam, esses cargos meio que não existiam. E foram começar a surgir a partir daí, né, e pegar ideias que pessoas que jogavam jogos pra MSX ou derivados já tinham jogos. A própria questão do RPG, né, que surgiu nos computadores dos Estados Unidos e partiu pro Japão.
na questão do Nintendinho, Final Fantasy, Dragon Quest, e como o Jurandir comentou, até o final dos anos 80, até 89, a Nintendo reinou, basicamente. Chegou a ter questão de 90% do que se chamava de mercado de jogos era da Nintendo, muito por conta deles terem um grande controle na questão da produção de jogos, o lance do cero de qualidade lá, que eles exigiam, as exclusividades que eles exigiam dos desenvolvedores para fazer jogos para a Nintendo.
Eram dois anos, né, que eles pediam pra galera de Tiro de Paris quando faziam jogos pro Nintendinho? É, eu não sei se tinha um seu tempo determinado, mas eles faziam esses tipos de contratos, inclusive durou até... É, desculpa, o que eles faziam é contratos de exclusividade, mas se você quer fazer jogo pro Nintendinho, você não pode fazer jogo pra outra plataforma. É, exatamente. E além disso, porque são duas coisas diferentes que o Edu mencionou, mas talvez o pessoal não saiba. Uma coisa é o controle de qualidade que ela fazia, e outra era o termo de exclusividade. O controle de qualidade era o seguinte...
Pra evitar o que aconteceu na época do Atari 2600, de que saia um bando de jogos sem controle, as empresas tinham um limite de número de jogos que elas poderiam lançar por ano no Nintendinho. Cinco jogos. Exato. Aí algumas empresas tentavam dar ao Pelé, como a própria Konami, que criou o selo lá da Ultra, pra poder lançar mais jogos. O que as empresas começaram a fazer? Criar outro selo pra poder lançar mais jogos. Mas a Nintendo era assim. Você tem um contrato comigo? Primeiro ponto. Você tem um contrato? Comigo. Segundo ponto?
Você não vai lançar o tanto jogo que você quer. Você tem esse limite de jogos para lançar durante o ano. Pense bem. E os jogos estão sujeitos à aprovação da Nintendo. Que é aquele Nintendo Sea of Quality. Que era aquele selinho dourado dos jogos. Então se você quer uma certificação da Nintendo. Você vai submeter. A gente vai reservar o direito de aprovar ou não.
Tem lados bons e lados ruins, né? Sim. Nessa parceria. A questão da exclusividade ali funcionou bem e perdeu força na geração. Porque não tinha concorrência. Na geração seguinte começou a ter e aí isso perdeu força. E a Nintendo teve que ser um pouquinho mais flexível. Mas nesse período, a Nintendo dominava a Suprema. Agora, isso quer dizer que todos os jogos do Nintendinho eram bons? Não. Existem jogos ruins. Mesmo tendo selo. Por exemplo.
A LJN é famosíssima por vários títulos duvidosos aí. Apesar que eu acho que é injusto falar que ela só faz título ruim. Ela tem coisa que salva ali. Uma ou outra. E outra, a própria Clay, né? Também, verdade. Agora deixa eu...
E sabe uma coisa, peraí, Tiura, só um minutinho pra gente entrar num ponto importante, que é, outra coisa que se popularizou nesse reinado da Nintendo, foram as adaptações de produtos de outra mídia pro videogame. Porque assim, antigamente você até tinha, por exemplo, tem o Halloween do Atari.
Sim, o ET. Exato, o próprio ET, só que não é um bom exemplo. A gente começou a ver isso chegando com mais força na geração seguinte. Porque se provou que ali, a gente veio dessa mudança do Atari 2600, a gente já falou aqui, o console que foi o primeiro grande sucesso de console em massa, 30 milhões de unidades, foi um baita de um sucesso. Só que ele caiu, a ruína do mercado de joguinho veio por causa dos jogos e a falta de controle de qualidade.
O Nintendinho, com essa política mais forte, meio que tornou o videogame um meio, entre aspas, mais confiável. Valia a pena você ter a sua IP associada com aquilo. Mesmo que os jogos não fossem necessariamente bons, mas a gente começou a ver um aumento muito, muito, muito grande de IPs vindo de outras mídias para entrar nos videogames por causa dessa presença da Nintendo. A Nintendo tem um papel muito importante nisso, para a credibilidade que construiu.
Muitos filmes, né? Cara, basicamente, se existia um filme nos anos 80, esse filme que tava no Nintendinho, Karate Kid, Exterminador do Futuro. É, De Volta pro Futuro, Caça Fantasma, Dudo de Matar. Tinha até filme que nem... Tinha até jogo de filme que não existia de continuação. Por exemplo, os Goonies 2 tem no Nintendinho, mas não existe esse filme. Exato, tinha coisa que só tinha no videogame. Exato.
Bruno, achei o contrato e a cláusula onde fala dos negócios dos dois anos aí. Caraca. Ah, é? Ah, nada como saber usar o IA, né? Olha aí. Mas cuidado se ela não inventou essa história aí. Exato, ela não inventou o contrato não, né? Pô, eu tô com o PDF aqui e ele é citado em um livro. Se ela tá inventando livros por aí, acabou o mundo.
O licenciado concorda que o jogo desenvolvido para NES não poderá ser adaptado, portado ou lançado em qualquer outro sistema de videogame doméstico por um período de dois anos após o lançamento do Nintendinho. Caraca, hein? Aí é poderoso, hein? Era pesada essa lei de exclusividade aí. E como não tinha concorrência, era até mais fácil você fazer isso. Ah, eu vou lançar pra onde? O cara deve pensar da empresa, né? Eu vou lançar pra onde, mano? Não tem nem outro...
Era fácil aceitar nesse povo. No que todo mundo tem. Qual o dinheiro que todo mundo tem? O Nintendinho. É isso aí. Até tinha, né? Mas os caras não conseguiam sempre. A SEGA mesmo, no Japão, ela já tava começando com os consoles dela, né? O Mark e tal, aí depois o Master System. O Master System nos Estados Unidos não fez nem cócega, né? É.
Na verdade, o Master System não fez quase lugar nenhum, só no Brasil, mano. Brasil e Europa. Brasil e Europa só, cara. Mas tinha o PC Engine da NEC, que era a única coisa que se podia chamar de concorrência no Japão pro Nintendinho, mas ainda assim era ridículo. E era só no Japão. Só no Japão. Que eles tentaram lançar nos Estados Unidos como TurboGrafx e nada também. A coisa só veio...
começar a disputa de fato com o lançamento do Mega Drive. Nos Estados Unidos se chama Sega Genesis, no mundo inteiro o Mega Drive, que nos Estados Unidos com a chegada do Mega Drive, que começou a competir com o Nintendinho, aí sim a gente começou a ter uma batalha de fato dos consoles.
Edu, vamos fazer aqui... Sei que você adora, que você edita também os nossos podcasts. Toda vez que eu coloco uma referência, você coloca a moedinha pra pessoa se ligar, né? Que é uma referência. Se o Jurandir pedir pro Edu fazer sound effects real-time aqui, eu vou cair da cadeira. Se ele faz isso, faz o meu agora, Edu. Caralho, faz o meu moedinha com a boca. Não é isso, não. Dá strike agora, Spotify.
É porque eu acho que é uma coisa que o 99 Vidas faz muito bem, diferente de outros podcasts, é que a gente se autorreferencia muito, porque nós já temos um acervo absurdo de podcasts, né? Então é uma coisa que a gente pode... É como se fosse uma leitura complementar, além desse podcast, porque falamos de Nintendo, falamos da história da empresa e falamos de forma mais resumida, porque fizemos um podcast sobre Satoru e Wata.
um dos maiores presidentes da história, talvez o maior presidente da história da Nintendo, quando ele faleceu lá em 2015, a gente fez um podcast, edição 177. Falamos sobre Shigeru Miyamoto, o criador de Mario, de Zelda, na edição 262.
E falamos sobre a história da própria Nintendo, na edição 464. Então são três podcasts aí que eu acho que pegam bastante sobre a história da própria Nintendo, além, obviamente, dos diversos podcasts sobre a franquia Mario, Donkey Kong, Zelda, que também competem aí a história inicial da própria Nintendo, né? Então são dicas aí de podcast para você ouvir.
A própria Nintendo ali, nos anos 80, ela tava meio soberba, né? Tava dominando o mercado, era sinônimo de videogame, ela salvou a indústria e se colocou como a maior do mercado. Todo mundo queria ter o Nintendo, vender o absurdo, né? Exatamente, pra esse momento que a gente tá falando, que o mercado era meio que zero estabelecido, principalmente dessa forma, você vender mais de 60 milhões de unidades desse... ...
Nem existia essa quantidade de pessoas no mundo, né? Mas isso também... E a gente comprou dois, né? Exato. Isso também foi meio que a certeza de que era um mercado com potencial grande. E aí a gente começa a ter essa estrutura que a gente tá falando que não existia antes. Porque você tem um produto que é um sucesso absurdo. Isso no ponto de vista só do console, né? Se a gente falar dos jogos aqui, então... É.
e das propriedades que apareceram naquela época e que várias são consolidadíssimas até hoje, né, dentro dos videogames, é ali como o Bruno falou anteriormente aqui no programa, é aí que o mercado de videogames se forma meio que dessa forma, se forma dessa forma é fácil.
pro que a gente tem hoje. O que a gente tem hoje vai sendo evoluções graduais acompanhando a própria tecnologia, né? E os padrões de compra e de comportamento do público. Mas você tem basicamente uma estrutura de plataformas de videogame que é seguida até hoje, de certa forma. Sim. Cara, o Bruno falou de jogos ruins. Pô, pega os jogos bons. Mario, Zelda, Metroid. Só os da Nintendo já...
É, aí você pega a Cassiovenia, Mega Man, Final Fantasy, pô. Sim, é um absurdo, é um absurdo de entendimento, tá maluco. E muito dessa força, que é importante mencionar, a gente, claro, isso é óbvio, eu não entendo por ter a plataforma, mas a gente precisa lembrar também que foi um momento em que o mercado japonês de desenvolvimento de jogos se destacou também, porque muitos desses jogos de sucesso vieram de empresas japonesas que não tinham falorangas que falam em QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua QueSua
pelo menos essa exposição no resto do mundo porque as plataformas eram mais americanizadas a gente tá falando do Atari se ele consegue lembrar de alguém que, algum desenvolvedor japonês que fazia jogo pro Atari, talvez você vai lembrar que jogo japonês teve, ah, tem o porting do Pac-Man pro Atari 2600, sabe? nem foi feito pro japonês nem foi a própria Atari e que só aconteceu por causa do sucesso do Pac-Man da versão do Nintendinho e dos arcades Que nói em nói em nói em nói em Que nói em nói em nói em Que nói em nói em Que nói em nói em Que nói em nói em Que nói em nói em Que nói em nói em Que nói em nói em Que nói em nói em Que nói em nói em Que nói em nói em Que nói em nói em Que nói em
Dos arcades nos Estados Unidos, né? Exato. Foi muito forte também, né? O Pac-Man e o Miss Pac-Man nos Estados Unidos. E aí você vem de um momento em que, olha que curioso, a gente tem um sucesso, um primeiro sucesso com o Atari 2600 comercial de 30 milhões de unidades, vem o momento da quebra do mercado, da instabilidade, só que na sequência que foi o Nintendo já surge o cara que vende o dobro, 60 milhões de unidades, o pessoal volta a ter essa confiança, e essa confiança...
Vem, de novo, não só por causa da plataforma em si, mas justamente dos jogos. E aí esses jogos a gente tem a ver, e isso foi muito importante também pra indústria dos videogames, que foi a Nintendo meio que trouxe essa coisa da exposição do mercado japonês de videogames pro mundo. Nanko, Capcom, Konami...
Square todas essas marcas viraram grandes assim, sinônimos de qualidades no videogame em função dessa plataforma que tinha chegado então muito do mérito da plataforma em si é disso também olha, eu sou meio que o teu palco e agora o mundo vai saber o que é videogame japonês
Muitas delas eram fabricantes de arcade, inclusive, que era um mercado fortíssimo da época no mundo inteiro. Ele começou um declínio depois e muitas dessas galera que fazia os jogos de arcade começaram a trazer versões de arcade para os consoles, o próprio entendinho, e foi uma das paradas que o Mega Drive se vendeu no início. A SEGA é uma empresa que foi fundada nos Estados Unidos, mas ela se tornou japonesa depois.
E começou com muitos arcades e tal, fazer esse sucesso e portar essas paradas com o Mega Drive. Tanto que o primeiro, entre aspas, sucesso, vamos colocar, do Mega Drive, entre muitas aspas, era trazer o Altered Beast na capa, que era um arcade famoso da SEGA, né? Foi nisso que eles se seguraram no primeiro ano deles. Nisso e no apoio de trazer celebridades pra fazer jogos pra eles, né? Joe Montana, Michael Jackson e tal, que tinha o famoso Genesis 2 lá, propaganda clássica.
E o Edu, curiosamente, nesse período da Sega dos arcades, ela inclusive trazia jogos da própria Nintendo pro mercado ocidental. Então você vê que curioso, elas compartilharam esse momento inicial. E sim, isso que o Edu falou é muito importante, porque parte da grande força da propaganda do Mega Drive era trazer as experiências do arcade pra tua casa. Só que se você parar pra pensar, a própria concepção do videogame foi isso. Porque o que a gente conhecia de videogame de um modo geral?
Era o Pong, então eram essas coisas que você encontrava nos gabinetes de arcade mesmo. Então pode pegar pra analisar. No próprio Nintendinho, quais foram os primeiros jogos lá do Famicom? Foi trazer o Donkey Kong dos arcades. Foi trazer o Mario Bros, não o Super Mario Bros, o primeiro Mario Bros lá dos arcades.
pro console, então durante muito tempo a mentalidade dos consoles era, eu vou trazer essa experiência que você tem ali naquele gabinete pra dentro da tua casa, e aí a SEGA foi lá com o Mega Drive e falou assim olha, tá vendo essa experiência que você tem aí nos 8 bits que lembra a experiência do arcade, mas não é igual
aqui com os 16 bits, você vai ter a experiência do arcade na sua casa. Esse sim. Que se a gente parar pra pensar, foi o que o próprio Neo Geo fez depois, né? Só que o Neo Geo entregava de verdade isso aí. É, o Neo Geo cartucho era igualzinho, né? Mas isso aí era foda, Bruno, porque eu lembro exatamente quando eu vi o Pac-Man do arcade e eu tinha jogado meses e meses do Pac-Man do Atari, eu ficava, caralho, como é que pode o meu jogo em casa ser tão ruim desse jeito?
Era um downgrade muito absurdo, mano Dos jogos que eram portados pro Atari Aí você compara, por exemplo, o próprio Altered Beast, que ele não é Idêntico um por um Mas é muito próximo O próprio Golden Axe Seria dado no Mega Drive
Mas é porque vocês estão ignorando muito parte da história do próprio Master System, né? Eu sei que o Master System é um console que não vendeu comparativamente com o Nintendinho, nem perto, né? Nem perto do que o Nintendinho vendeu. Mas eu acho que ele abriu os olhos da própria Nintendo e das pessoas de assim, olha, existe uma outra opção.
com jogos interessantes, com jogos legais. Hum, eu não acho que a Nintendo tenha se preocupado com Master System de verdade. O Master System nem coçou, cara. O Master System foi fazer sucesso no Brasil e malemar na Europa, assim. Mas eu acho que é importante a gente falar... Até que o Toy se esforçou muito, né, cara?
Eu acho que é importante a gente falar a nossa realidade, né? Porque a gente é brasileiro, né? A nossa percepção do mercado de videogames, ela é distorcida justamente porque sim, como o Evandro falou, a Tectal fez um trabalho muito forte aqui no Brasil. Fez um trabalho muito forte. É, Nintendo era só...
clones aqui no Brasil. E aí casou com esse momento que a gente estava vivendo na indústria como geral aqui dentro do Brasil. Tinha a lei de reserva do mercado. Então você não podia trazer produtos pra cá importados. Você tinha que produzir aqui dentro.
E aí foi a sacada da Tectoy. A Sega não pode entrar aqui com Master System? Eu sou a Sega no Brasil. Então, Sega, teus produtos aqui, manda na minha mão, a gente produz lá na Zona Franca de Manaus e tá liberado. E a Nintendo, nesse momento, não tinha interesse. Tanto que, se você for ver depois a história da Tectoy, a Tectoy chegou a procurar a Nintendo. A ideia era trazer o NES pra cá.
Sim, pra eles era interessante, inclusive se pudesse produzir os dois, seria maravilhoso pra eles. Exato, chegou a existir essa conversa. Depois, na época do Super Nintendo, era a Playtronic, né Bruno, que representava a Nintendo aqui no Brasil. Que teve um período de negociação da Gradiente também, mas isso foi mais pra frente, porque a Nintendo... Mas a Playtronic é da Gradiente. Isso, então. Mas o que acontece é a Nintendo, nesse momento, ali nos anos 80, não tava enxergando, a gente tá falando do final dos anos 80, ela não tava enxergando a necessidade. Por que que eu preciso do Brasil?
E aí, a nossa percepção de videogame ficou, entre aspas, distorcida, porque aqui no território nacional, havia uma presença muito forte do Master System em função da Tectoy. E ao passo que a percepção da galera da Nintendo, dificilmente alguém tinha um Nintendinho de verdade. O que o pessoal tinha era um dos clones. E aí, nos clones, você espalhava, porque era, vamos lá, o Turbo Game, era o Beat Game. O Dynavision. O Dynavision.
É um programa de TV que dava de presente Dynavision, cara. O Sérgio Malandro fazia a porta dos desesperados e dava o Dynavision pra tudo. Exatamente. Então, assim, espalhava essa percepção e aí, qual que era a marca que você via aí de prateleira que era sempre forte? Era o Master System da Tectoy. Foi o meu videogame, Bruno. Depois do Atari, o meu segundo videogame foi o Master System.
Eu não joguei, na época, nenhum jogo do Nintendinho. Eu só vim jogar jogos da Nintendo no Super Nintendo. Então, pra mim, o Master System era o exemplo da evolução do Atari. A evolução do Atari nos videoguinhos era o Master. Foi uma distorção completa das cenas dos videoguinhos, porque lá fora o cenário era completamente diferente. Não, era bizarro. Você ia em loja, Bruno? Nas mesmas da vida, nas lojas que tinha de departamento.
Tipo assim, bagulho de personagem de marketing Pesado, mano Totem, totem do Sonic Os negócios assustadores em loja aqui no Brasil O Brasil foi uma história à parte É que assim, é curioso, é porque no Brasil As paradas meio que chegaram atrasadas Assim, né? É
Eu sempre costumo falar isso quando a gente comentava sobre videogame, mas de antigamente a galera fala Crash 83. É que hoje em dia você tem uma noção melhor, mas por muitos anos a galera que é fã de videogame acreditou que um dia tinha videogame e de repente acabou o videogame no mundo inteiro. Um dia mais não foi.
E não foi, foi no mercado americano. Edu, te dou um exemplo. Tu fala do Crash de 83, que aí veio o Nintendinho e a Nintendo salvou tudo. Eu vim ter um Atari em 89, 90. Exato. A gente não ganhou o Crash.
O Crash não chegou aqui, as coisas chegaram aqui depois. A gente começou a viver videogame de fato no Brasil depois do Crash. Inclusive com os consoles anteriores ali. O Atari chegou, e também o Atari tinha clone, né? Tinha o Dacta, tinha vários clones do Atari também, né? Isso, o Dacta é um clássico, né? Mas a gente viveu a geração do Atari depois do próprio Crash, cara. Entendeu? E aí o Master System foi chegar no final dos anos 80, ou seja, quando já tava chegando o Mega Drive lá fora, foi quando o Brasil recebeu o Master System oficialmente.
Eu acho que foi assim, ó, quando o Atari tava indo pro buraco, eles tinham tanto videogame e tantos jogos encalhados, que ele falou assim, vamos procurar outros mercados que não tem videogame e vamos colocar esses videogames aí. E foi isso que aconteceu, né, no mundo inteiro. É que esse período não era exclusividade do mercado de videogame. Tudo no Brasil chegava atrasado. Filme... Sim, tudo, é. Produtos mesmo, assim, de eletrônios chegavam sempre depois no Brasil.
música, né? Os discos, né? Os vinis pra vender e tudo, era tudo muito atrasado, né? Ah, quem mudou essa situação foi a própria Tectoy, né? O que a Tectoy fez no Brasil é reconhecido mundialmente até hoje. A galera de fora, os gringos pagam o pau pra Tectoy, a galera do retro. E eles colecionam, né? O videogame da Tectoy, né? O Master System da Tectoy, o Mega Drive da Tectoy, né?
Então, mas é porque até o começo dos anos 90 ali tinha a lei da reserva de mercado, né? Tinha, tinha. Então, além de dar provável pouco interesse dessa galera, legalmente eles não podiam só chegar no Brasil. Vamos dar uma dica aí de podcast? É edição 454 sobre a Tectoy.
Temos um podcast aí, é glorioso sobre ela aí. Escutem. Exatamente, por isso que eles começaram a fabricar aqui no Brasil, né? É, é. Sim. O que os caras fizeram foi impressionante, cara. A história deles... A Zona Franca de Manaus, filho. É, eu acho que pra visão global, né, acho que a gente não pode deixar de analisar o cenário brasileiro, né, que é o que a gente teve acesso e é...
A personificação da história dos videogames sob o olhar do próprio 99 vidas, né? Da gente tentar enxergar como era o mercado de videogames aqui, não só o lá de fora, né? Que é muito importante aí, né?
O Master System foi um sucesso no... Tinha propaganda e novela, tudo. A Tech Boy fazia no Brasil o que a Sega ou a Nintendo fazia nos Estados Unidos. Fazia lá fora, né? É, pois é. Chegou a ter coisa de Atari, comercial da Atari lá aqui. Inclusive, a distribuidora... Tinha uma distribuidora oficial da Atari aqui. Não lembro quem que era. Você lembra, Bruno? Era Polivox ou...
Mas tinha uma empresa que era oficial do Brasil, que eles chamavam o Atari da Atari, até que tinha comerciado na TV. Polyvox mesmo. Mas até que o Toy começou a extrapolar com isso, né? Com os comerciais, com a questão de novela, com a questão do Master Dicas, Master Club. Então a gente começou a ter aqui esse lance que a galera tinha lá fora, e na época do Mega Drive, a gente praticamente vivia o mesmo mundo, a mesma guerra dos videogames lá fora.
com um período curtíssimo. As coisas chegavam aqui super rápido por conta da Tectoy, né? É, outra parada, né? Tô vendo os comerciais do Master System aqui, meu irmão. Tinha um investimento grande em propaganda aqui no Brasil, né? Como deu certo, né? O Master System aqui.
Mas curiosamente, quando o Master System se fortaleceu aqui, já estava chegando um novo videogame da Nintendo, né? E aí, eu acho que, se você pega Nintendinho solando o mercado, né? Basicamente, o monopólio e tudo mais. Chega o Master System e começa...
Começa a aparecer. Eu não diria que ele começa nem a bocanhar nada não. Mas ele começa a aparecer e mostrar. Olha, existe uma competição aqui. Mas foi na geração 16-bits. Como vocês falaram ali anteriormente. Super Nintendo vs Mega Drive. Que realmente criou-se a grande rivalidade da história dos videogames. E o tema desse podcast, né?
A rivalidade entre o Nintendo e a Sega, né? E a Sega que começou, inclusive, com essa parada de Beats. Que se a gente for parar pra analisar hoje, olhando e partindo, é uma bobagem tão gigantesca, esse linguagem. Ah, Beats, Beats. Pô, tanto que chegaram a meter aquele lance de 128 Beats, que não faz o menor sentido.
assim, né, com a questão de processador. Mas a SEGA começou com isso, o lance de bits, o lance de blast processing, o lance de ser uma empresa pra adolescente, não pra criança. Começou a ter essas práticas diferentes de mercado. É tipo Porsche versus Ferrari, assim, tá ligado? O mercado, ele sempre utilizou essas nomenclaturas que...
Mostrava quem era maior. Se você pegar... Lembra da época das câmeras digitais, que era quantos megapixels tem essa câmera? Pois é. Tipo, o que isso quer dizer, né? Não importa. Não importa, é um número maior, então, obviamente, é melhor. É um número maior, obviamente, é melhor.
Não era a febre lá dos... Como era o nome daqueles aparelhos que eram 7 em 1? Como era o nome que se chamava? Os MP3. Os MP4. Ah, é. MP10. MP10. O que isso quer dizer, MP10? Não importa, né? É qualquer coisa. Mas com a chegada do Super Nintendo e do Mega Drive, o Super Nintendo chega antes, né? Chega antes?
Não, o do Mega Drive não, o Mega Drive veio antes. O Mega Drive chegou antes, o Mega Drive final de 88, ele chega. E aí o Super Nintendo chega um ano depois, né? O Mega Drive competiu, ele chegou a competir com o Nintendinho mesmo, o Mega Drive chega e é justamente em cima disso que vem essa propaganda dos 16 bits, que olha, você tem o seu Nintendinho, ele é 8 bits, o Mega Drive é 16 bits.
e olha o jogo que você tem aqui e compara o jogo, olha isso aqui como é próximo do arcade, tá, tá, tá e é em cima disso que a SEGA começa a fazer a sua propaganda, em cima dessa coisa, o Mega Drive é melhor, se você parar pra pensar eu tô comparando um negócio de 8 bits com 16 bits que é um console mais novo, que realmente tem capacidade gráfica melhor, é óbvio que fica fácil você mostrar lado a lado e olha, realmente e olha, tá, tá, tá
Eu gostava disso, principalmente nos anos 80 e 90, porque era a época que as empresas brigavam nos comerciais. Não tinha esse negócio de vamos fazer piada não, nem ironia. Política da boa vizinhança. Que que? Era só alfinetada. Esse lance dos números aí, porque o Play 5 é Play 5, a gente vai até o Play 50 se a Sony deixar. Em marketing tem um negócio que chama efeito de ancoragem.
O que que rola? A gente sabia o que que era um console de 8 bits, na nossa cabeça. Quando a empresa chega e fala assim esse aqui tem 16, subconscientemente a gente já pensa porra, é, ele é o dobro. É melhor. Vai ser o negócio. É a mesma coisa quando você vai comprar um celular, os caras botam lá um montão de modelo um do lado do outro.
Aí tem um de mil reais e um de mil e quinhentos. Aí o de mil e quinhentos tem 10 teraflops, não sei quantos megapíxels, 8K de resolução. Às vezes o cara nem sabe o que é. O que é 120 FPS? A pessoa comum nem sabe, tá ligado? A própria numeração, né, Vandos? Se você pegar, por exemplo, que tem esses iPhones, né? iPhone 17. Aí o cara tem um iPhone 11. Aí o cara, nossa, meu, tá muito atrás, né? O cara, inconscientemente, o cara já coloca na cabeça. Meu Deus, como eu tô tantas gerações...
atrás. É, tipo assim, o cara pode não entender o que é FPS, mas ele sabe que 120 é maior que 30. É, exato. Aí se é o iPhone 17, pega o Galaxy 25. Aí você, caraca, 25 é muito melhor do que 17, né? Então, tem que essa comparação, né? É muito psicologia de marketing essa estratégia aí.
Fogadu falou, nem faz sentido. Se você parar pra estudar tecnicamente, não faz sentido. Mas era puro marketing, mano. Ninguém... Como assim? Tem o Nintendo 64, cara. Como é que você tá num negócio de 32 se eu tenho 64 aqui, ó? Sim. O Blast Processing da Sega, cara, o que a gente tem de maior que o Super Nintendo aqui? Ah, o processador é mais rápido. Então, Blast Processing. Herbert Scherber. É o velho Herbert Scherber, Júlio.
O Blast Proximo. O que quer dizer o Blast Proximo? Todos, é. Não sei. A gente tem e eles não têm, então tá. É exatamente isso. Tem um vídeo clássico do Angry Video Game Nerds, que ele fala esse negócio, né, de que quando foi pedir o console pro pai quando era criança, ele fala, ah, tem um Super Nintendo. Aí o pai fala, mas você já tem um Nintendo. Mas não, mas esse aqui tem 16 bits. Aí o pai, mas o que é bits? Eu não sei.
Eu não sei, mas é melhor. É melhor. Mas é isso, você competir desse jeito, não à toa. A Nintendo também não é boba, né? Porque se ela tinha o Nintendinho, o Nintendo, você tem o melhor, você é o Super Nintendo, pra você ser super. E os jogos também, tudo super tinha que ter no nome, tinha que ter super no nome.
Isso, pra mostrar que é tudo melhor. Se você gostou daquele Mario, existe o Super Mario. Não, mas aí já era Super Mario antes, Júlio. Você pegou o pior exemplo. Você pegou o pior exemplo.
Mas eu tô falando que esse nome Super... É Super Castlevania, né? Teve os... Exato. Sim, Super Contra, né? Todos eles. Super Bomberman. Street Fighter 2 é o clássico, cara. Ultra Street Fighter. Os caras... E foi embora. É o último. Saiu recente aí. Se fosse porcos anos, né? Saiu Ultra Street. Mano, o Street... O Street era uma loucura. Que era assim. Era Super. Era Ultra. Era Turbo. Os caras iam botando adjetivo e foda-se.
Mas, ô, Evandro, você tinha os dois principais videogames do mercado, uma era o Super Nintendo e o outro era o Mega Drive. Então era... É a disputa de palavras em tudo, né? Mas, voltando à questão da guerra em si, no início dos anos 90, com essa agressividade da SEGA, principalmente na figura, acho que do presidente mais famoso que a SEGA do Estados Unidos já teve, que é o Tom Kalinsk, né? Que é um cara que veio do mercado de brinquedos também. Exato. Inclusive a...
A própria Nintendo veio do mercado de brinquedos no Japão, o clássico Gunpei Okoy, gênio da Nintendo, que fez a garrinha lá, fez várias coisas, criou o Game Boy. Mas no início dos anos 90, na figura do Kalis, que a Sega começou com essa questão da propaganda agressiva, e em 91 veio o Sonic.
Que aí foi uma parada que foi um grande diferencial pra SEGA, assim, né? E que foi uma briga do Kalinsk para poder colocar o jogo como bundle do console. Exato. A SEGA do Japão não queria de jeito nenhum porque eles iam desvalorizar a figura do Sonic. E o Kalinsk brigou para falar assim, não, cara, esse jogo tem que vir com o console, cara. É o nosso melhor jogo. E assim, ali a gente já começou a ver...
A ruptura que ia causar a ruína da própria Sega, porque assim Eu fico repetindo isso porque realmente Quem não leu, leia É porque é muito bom o Console Wars, o livro da Guerra dos Consoles Que conta a história da perspectiva do Kalinsk É um livro de um jornalista Abordando, só que ele sempre aborda Isso da perspectiva do Kalinsk É muito legal esse livro, leiam, é muito bom Porque ele vai contar exatamente a briga que era Fazer as coisas na Sega Da América E aí
tendo que responder pra SEGA do Japão, e o Mega Drive não era nada pra SEGA do Japão. Porque o sucesso que o Mega Drive fez, e só existia uma guerra de fato, foi por causa desse trabalho que foi feito nos Estados Unidos. Porque no Japão, o Mega Drive vendia menos que o PC Engine. O Mega Drive era terceiro colocado, ele tava muito longe das outras plataformas.
Tem uma dose desse orgulho e tradicionalismo japonês assim, que deu uma freada na série nesse momento. Exato. Porque com o Tom Kalinsk no comando, um cara que já veio antes ali, tendo inclusive papéis...
Fortíssimos em outras empresas. E levantando outras empresas. Inclusive. IPs. Como. Você tem o próprio. He-Man aí. É um negócio que. Virou um produto muito maior. Dentro da. Do período que ele era.
o chefe, né, ali na... Era Hasbro ou Mattel? Eu sempre confundo. Que era Mattel que é, inclusive, quando ele dá um up também de novo nas próprias franquias da Barbie, né? Sim. A Barbie que é uma boneca aí muito antiga nos Estados Unidos, né, desde os anos 50, mas ela tem um revival muito forte nos anos 80, né? Exato.
E foi debaixo da direção dele. E no caso da SEGA, ele pegou uma divisão que não tinha presença, direito do mercado, e transformou a SEGA Avamérica na empresa que faturava mais de um bilhão de dólares por ano. Mas isso não era o bastante para a SEGA do Japão aceitar ou inclusive ceder, às vezes até um controle maior do que seria a própria empresa, para a divisão dos Estados Unidos, que era quem...
estava de fato levantando a empresa naquele momento, né? Por mais que os produtos não fossem feitos nos Estados Unidos, né? Eles tinham essa ligação muito forte ainda com o Japão, que era a origem do produto, mas o mercado que botou a SEGA num outro patamar foi o mercado dos Estados Unidos, né?
Tem uma série da Netflix muito boa falando da história desses brinquedos, que é aquela Brinquedos que Marcaram a Época, né? Sim, é ser. É maneira. Tem a história da própria Barbie, do He-Man, os bonecos lá de Star Wars e tudo, né? Acho que é uma dica boa aí. Brinquedos que Marcaram a Época na Netflix.
Eu mandei uma propaganda aí, mano. É uma daquelas mais lendárias. A gente já falou dela em 1999 passado. Do Blast Procens? É. É muito... Pô, eu tava vendo de novo aqui. Antigamente, ninguém tava nem aí pra nada. Mas é bem editadinho, pô. Tem um corte ali do Echo de Dolphin misturando com o Sonic que é irado. Ele dá uma cambalhotinha e mostra o Sonic fazendo o giroscrim também.
Caraca, a comparação do 2, um carro de Fórmula 1 com um carro caindo nos pedaços, bem devagar. Inclusive, a gente mencionou isso no programa do Playstation, mas foi durante a gestão do Kalinsk que aconteceu aquela conversa depois que a Nintendo dropou a Sony, foi a Sega da América que foi conversar com a Sony, então a gente tá naquela realidade alternativa em que poderia ter existido um Sega Playstation. E aí, adivinha quem que rejeitou? A Sega do Japão.
Cara, a SEGA do Japão parecia que ela tinha raiva do sucesso que os Estados Unidos faziam. Era impressionante. Tinha, mas tinha. Era isso mesmo, cara. Mas é porque ela não conseguia ter tanta abertura no próprio Japão, porque a Nintendo dominava no Japão, né? E aí quando você começa a ter abertura em outros lugares...
Eles não conseguem entender. É por isso que faz diferença, juras. A liderança que faz a diferença. O Kalinsk chegou e falou dane-se, vamos pra cima. E vamos pra cima. O Kalinsk mudou a imagem da SEGA. A SEGA era inexistente fora do Brasil e da Europa.
A SEGA mudou com o Mega Drive por causa da gestão do Kalinskis, essa coisa mais agressiva, essa coisa de mudar a imagem do videogame. Não, o videogame vai ser um bagulho descolado. O Sonic não é um personagem diferente, é mais Edge. Vamos botar o ápice do cúmulo dessa disruptura que tinha entre SEGA, do Japão e SEGA da América, foi que o Sonic 2 é um produto americano, cara.
contra a teimosia da SEGA que fez o Sonic CD. É só você ver a diferença dos dois. Tinha galera do Japão junto, mas a equipe em si surgiu nos Estados Unidos. Não, porque o Mark Cerny conseguiu convencer o Yuji Naka a ficar com eles na equipe da América pra fazer o Sonic 2.
O Mark Cerny, que tá na Sony, engenheiro da Sony até hoje, ele começou na SEGA lá com o SEGA Technical Institute, né? Que eles faziam jogos americanos que eram bem edgy também, né? Tinha Kid Camillion, tinha o Dick Tracy, tinha o pá de jogo, né? Inclusive, até a...
A gente falou daquele vídeo que surgiu, Bruno, lembro, uns anos atrás, que era da Brenda Ross, se eu não me engano, que era uma das artistas do Sega Technical Institute, que tem aquele mock-up do Sonic 2 famoso, que é ele pulando na areia, que por muitos anos se discutiu se era um mock-up de fato, e aí naquele vídeo dela apareceu, né, e ela fez arte pra vários jogos desses do Sega Technical Institute, inclusive o próprio Dick Trace, que era um jogo bem legal, inclusive, do Mega Drive.
Muito bom essa briga nas revistas, hein, Evandro? Estou imerso aqui procurando propaganda das alfinetadas e maravilhoso. E são sensacionais. Aí você coloca o Mega Drive em cima com várias caixas de jogos e o Super Nintendo com dois, três jogos assim lá e embaixo. É, porque como eles competiam com o Intendinho, quando o Super Nintendo chegou, o Mega Drive já estava meio consolidado nos Estados Unidos. Já tinha muita coisa, né?
Aí o Super Nintendo chegou com o Super Mario World, que foi sim um sucesso, mas ao meu ver, o ponto de que ele começou a competir mesmo com o Mega Drive foi quando a Capcom lançou o port de Street Fighter 2 pro Super Nintendo, assim. Que é aí que deu uma virada, porque eles tiveram um período de exclusividade de, acho que um ano, acredito, foi né, Bruno, do Street Fighter?
Ah, não, o negócio que foi legal do Street Fighter, eu li recentemente que eles fizeram Street Fighter World Water, que foi a primeira versão do Street de arcade pro Super Nintendo. Foi um sucesso absurdo, começou a vender Super Nintendo pra caramba por causa do Street Fighter. Aí, um ano depois, eles foram fazer o port pra Mega Drive e eles fizeram o do Champion Edition porque entraram com o argumento de que o Champion Edition não era...
O mesmo jogo que o World War, então não entraria nesse lance de exclusividade, sabe? É, mas acho que tem um negócio aí, acho que essa parte da propaganda, ela fala mais sobre a guerra do que os próprios jogos em si, sabe? Achei uma das mais lindades aqui impressa também, ó. Bruno, você que é o nosso proficiente em inglês, se explica o trocadilho para a audiência.
Ah, do Genesis 2? A capa dupla, né? Eles brincam com aquela coisa, justamente naquela comparação de que, olha os jogos do Sega Genesis, do Mega Drive, como eles são. E aí o Genesis 2 é aquela... O Genesis faz, e aí ele brinca com a Nintendo. Ele fala, what, Nintendon? Quer dizer, o que a Nintendo não faz. O que a Nintendo não. Seria mais ou menos assim. Eles brincam com essa coisa de Nintendo, Nintendo, ou seja, não faz.
Eles brincam, o Genesis faz? O que a Nintendo não faz? Em português, daria pra fazer o maravilhoso, hein, cara? Ah. O Mega Drive tendo que o concorrente não tendo. Boa, boa, né? Boa, boa. Caralho, Mega Drive tendo, né? Mas esse, culturalmente, esse Dozen Dons é forte também, né? É, não, pergou na época.
Deixa eu fazer a pergunta. Essa competição, através das propagandas, isso é coisa de americano, né? Os japoneses não costumam fazer esse tipo de coisa. O próprio Hiroshi Amaushi, que era o presidente da Nintendo Japão até comecindo os anos 2000, né? Eu acho que ele era muito honrado, né? O galera da Sega, principalmente a Sega americana,
Não tava nem aí, rapaz, né? É, pra você ver que a Nintendo do Japão, nesse período, eles não rebatiam. Não rebatiam. Eles não faziam essa mesma parada agressiva que a Sega fazia no comércio. Depois eles começaram... E aí você sabe que comercial vende, né? Não tem jeito, cara. Você coloca lá que se você é adolescente, se você é jovem, você colocar que o Bless Processing é velocidade e o seu garoto propaganda é o Sonic?
que é um personagem extremamente veloz, e o competidor é o Mario, você fala assim, caraca, se você quer algo descolado, cara, o Sonic usava o tênis vermelho, né? Ele é um personagem completamente descolado. Ele tinha o cabelo arrepiado, né? Que era a cara dos anos 80, 90, naquele cabelo pra cima, assim, né? É, um pouco espinho e tudo.
Isso até, por exemplo, você pega os comerciais da própria Sony no Play 1, nos Estados Unidos eles usam muito essa parada desse marketing mais agressivo, né? Tem as propagandas do próprio Crash, do Ano Mario, inclusive outros personagens de jogos de plataforma, assim. Mas isso é muita coisa dos Estados Unidos, assim. Se você pega o Play 1 no próprio Europa, o marketing era muito diferente.
Era o marketing voltado para o adolescente quase jovem adulto. Na Europa, por exemplo, a Sony fazia parceria com boates e pessoas do mundo da música eletrônica, na Inglaterra, por exemplo, assim, sabe? Era um negócio que era voltado para um público um pouco mais adulto, enquanto nos Estados Unidos tinha muito ainda essa vibe da propaganda da provocação, assim, né? É uma coisa muito do marketing americano mesmo, esse negócio desse nível de provocação.
O posicionamento da Nintendo era mais assim. A gente é bom e beleza. Sem muita indireta, tá ligado? Mandei uma aí, cara, da Nintendo, de revista na época.
Sabe, no Brasil começaram a fazer bastante quando a Playtronic trouxe, que se eu não me engano, foi o primeiro licenciamento oficial que a Nintendo permitiu fora do Japão. Tipo, tirando... Porque a Nintendo tinha a Nintendo dos Estados Unidos, né? Era a Nintendo mesmo, não era uma parada licenciada. Mas se eu não me engano, o primeiro licenciamento foi aqui no Brasil. Foi a questão da Playtronic, que eles permitiram outra empresa fabricar o console em outro lugar, assim. Ô, Edu, tem um comercial muito bom do primeiro Donkey Kong. Banana?
Que ele tá mostrando a modelagem 3D do jogo e tudo mais. E aí mostrando as fases e tudo. Aí ele pergunta, onde é que você pode encontrar? E aí ele mostra lá de novo, não sei o quê. Aí ele diz assim, não na cega.
Isso aí já foi por prosíduos de 94. E aí não na SEGA, não nos adaptadores 32X. É somente para a Super Nintendo. Mas fala a palavra SEGA, bom pra caralho. É, fala-se somente nos Panthers. E o comercial nem é bem feitão e tudo mais, é só pra estampar mesmo assim, é do KKON que você só encontra nos Super Nintendo. Você é do KKON Country 1? Isso. É. Quando eles começaram a fazer a parada mais agressiva, né? Não, e eles falam, não em CD-ROM, é muito bom, mano.
Sim, o Nintendo, que aqui no Brasil virou a Nintendo ou nada, que eles usavam essa parada também, né? Ele meio que tá dando uma cutucada no Sega CD, no 32X, exatamente. Que é basicamente assim, nem o 32X, que é adaptador, que deveria ser melhor que o Nintendo rodaria.
o que nós temos aqui é só no Super Nintendo. Basicamente, eles estão colocando algo como de qualidade, mas eles não rodam os concorrentes porque só pode rodar no Super Nintendo, porque é exclusivo. Não é nem por capacidade técnica, mas é porque também Donkey Kong 1, ele é uma evolução técnica absurda nas histórias videogames. Até hoje a gente joga e é impressionante.
Mas esse período foi entre 91 e 95, 96, que foi o auge da questão da guerra dos consoles, que a SEGA começou a ganhar. Em 92 eles dominavam a questão do mercado, mas daí pra frente a Nintendo voltou a dar baile.
É, mas ali no comecinho dos anos 90, se você pensar, você tinha jogos, os mesmos jogos em ambos os consoles, mas com feituras diferentes. A gente já comentou aqui sobre a guerra que foi do Aladdin, né? Quando saiu o Aladdin para o Super Nintendo e saiu o Aladdin para o Mega Drive, existia uma real diferença, né? A gente fez até um podcast, né? A edição 597, comparando os dois Aladins. É.
Você tinha os dois casos, né? Você tinha o mesmo jogo, entre aspas, saindo pros dois, né? E jogos da mesma propriedade intelectual, mas com versões diferentes pra cada console também. Aí é questão de licenciamento mesmo. Exato. Loucura que inclusive a mesma empresa que tinha o licenciamento pra ambos os consoles fazia jogos diferentes pros dois. É. Hoje em dia a gente não tem mais isso, né?
É, eu acho até que como uma opção... É muito trabalho pra fazer isso hoje em dia. Como opção é bem interessante, né? Porque o cara pensa assim, pô, eu posso ter os dois, eu vou comprar os dois. Ao invés de só comprar um, o negócio lá do Mortal Kombat que a gente falou, do Mortal Kombat do Mega Drive era muito mais violento, né? Tinha parado do sangue, né? Exagerado e tudo. E mais ágil também, o gameplay dele era um pouquinho mais ágil.
Não, o gameplay era muito melhor do Super Nintendo, é horrível. É travadíssimo. É horrível, horrível. Não, o Super Nintendo é horrível, Júlio. O gameplay é muito travado, Júlio. Comparando, né? Comparando, né? É porque eu acho... Mas sim, ué, mas a gente não tá fazendo isso só comparando agora, né? Não, sim, sim. Sim, sim, comparando um com o outro. O nome do programa é Sega vs Nintendo. É isso aí, velho. Tá uma hora comparando, porra.
Essa parada do Mortal Kombat Foi uma guerra à parte Porque foi muito interessante Street Fighter, sucesso nos arcades Começo dos anos 90 e 92 Surge Mortal Kombat pra bater de frente com Street Fighter E começa essa disputa entre os dois A Klan correu pra pegar o licenciamento Com a Midway Pra lançar os jogos pros consoles Só que foi feito um negócio bem rápido Assim Que nói להיות Que nói להיות Que nói להיות Que nói להיות Que nói
Ambos os ports são problemáticos. A SEGA, do Super Nintendo, foi feita por um estúdio que era bem talentoso para fazer as paradas para o Super Nintendo, que era Sculptured Software. Eles fizeram jogos de Star Wars lá. É um estúdio bem talentoso. Mas acredito que pelo pouco tempo que eles tiveram para fazer o port, o gameplay não ficou... A música é bem legal, o gráfico é bem legal do Super Nintendo. Mas o gameplay, cara, o input lag é lerdo, pulo gigante. Aí o Mega Drive... Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que Que
A Probe, que não era um estúdio muito talentoso, assim, eles faziam umas tranqueiras aí. Mas você pega, por exemplo, tinha a questão do sangue e o gameplay era bem legal. Mas aí o Mega Drive não tinha as vozes, sabe? O cenário era... O áudio era horrível. É, não era bonito, assim. Porra, o recorte, se você pegar a versão do Mega Drive até hoje, se você percebe os recortes verdinhos do Sprite, se você prestar bem atenção. Então foi...
Uma mega correira. Você vê que no Mortal Kombat 2, por exemplo, quando eles tiveram mais um tempo aí pra trabalhar, foi outra conversa. Aí a figura muda completamente. Inclusive, as mesmas empresas, tanto a Scupert Software quanto a Probe, que fizeram o do Mortal Kombat 2. O do Mortal Kombat 2 do Mega Drive é legal? É. Mas o do Super Nintendam é igualável, incomparável. É infinitamente superior.
Agora tem uma coisa, tem uma coisa importante, né? Porque como a Nintendo, ela tentou fazer uma gambiarra pra tirar o sangue ali, né? Então o sangue virava tipo uma babinha branca, né? Suor. Você batia no cara, o cara suava, tipo...
E os fatalities eram todos diferentes, né? Family friend. Capadíssimos, mano, capadíssimos. Mas, e aí no Mega Drive, ele tinha tudo isso. Ele tinha a violência, ele tinha toda essa parada. E esse negócio foi tão descarado, e foi muito impactante na com Mortal Kombat, no Mega Drive e Super Nintendo.
que ventilou-se a discussão lá no Congresso americano. Sim, é. E assim, pô, a Nintendo, ela vende um... É um negócio familiar, né? O videogame da... O Super Nintendo é um videogame pra família. O Mega Drive, ele tá se posicionando num negócio que é um negócio descolado pro jovem e tudo mais e tal.
Mas ambos, naquela época, eram brinquedos, né? Sim. Foi daí que, quando essa discussão foi pro congresso americano, que criaram a questão do rating, do ISRB, né? Da classificação indicativa. Nasceu exatamente aí. Por causa do Mortal Kombat e dessa briga entre Super Nintendo e Mega Drive. Do Night Trap também. É.
Eu lembro que eu ia pra comprar, às vezes nem comprar, mas só olhar quais jogos tinham na mesbla. E a mesbla tava... Ah, onde é que tá os videogames? Tá ali na parte de brinquedo. E era do lado dos fofão, era do lado dos Pongobol, sabe ali? Aí tinha a área dos videogames, né? E aí isso foi mudando com o tempo, né? A gente até comentou na edição recente do 99, da edição 713, sobre o Playstation.
O quanto o Playstation trouxe essa evolução dessa discussão pra quem é o videogame, né? E o público foi crescendo também junto, né? Após a questão aí do ano do Mortal Kombat 93, que foi bem bacana, em 94, a Nintendo começou a trazer uns títulos bem mais interessantes. O próprio Donkey Kong Country, o Super Metroid...
É o auge da Nintendo, se você pensar ali, né? Aquela 93, 94, 95 ali, são três anos inacreditáveis. Na verdade, eu acho que o grande diferencial foi até isso. E a Sega faliu, né? Então, justamente por causa dessa guerra interna da Sega...
Que tava essa maluquice De que, não, vamos correr Porque a Sony anuncia o Playstation Aí a Sega quer correr agora Com o projeto do Sega Saturn Porque tem que lançar logo Porque o tempo é importante E a Nintendo tomou outra abordagem Falou, não, tô tranquilo A gente eventualmente vai ter um próximo console Enquanto isso, vamos reforçar a marca
Vamos trazer jogos, vamos continuar trazendo jogos de qualidade para o Super Nintendo. E aí a SEGA mesmo, a SEGA em si, meio que abandona o Mega Drive. Tipo, principalmente a SEGA do Japão, fala, dane-se, quem quiser fazer jogo faz aí, o nosso foco vai estar no SEGA 7, decisão erradíssima, erradíssima. Bruno, e o espanco nos portáteis, não te pega não?
Isso aí nem existe, mano. Não existe. Mas pra cega, eu tava caçando essa propaganda aqui, tinha umas alfinetadinhas no Game Boy. Cara, mano. Tem menos cores e tal. É colorido. O Game Gear, cara. Como é que ia competir com o Game Boy e o Game Gear? O Game Gear com 70 pilhas pra funcionar.
Assim, como o produto Game Gear é um produto legal, principalmente pra época, pô, se você parar pra pensar que você podia levar os jogos contigo... TV, adaptador de TV. Tinha adaptador de TV. Mas você podia levar um produto daquele e jogar... Era legal. Mas acontece que não era uma proposta prática. O legal do Game Boy é que apesar de ele ser lá monocromático...
A questão é, ele funcionava como portátil perfeito. Era isso, era a experiência portátil. O Game Gear ele chegou com a mentalidade de, eu vou trazer o seu jogo do console pra um portátil. Então, as versões dos jogos, realmente, pra quem tinha, por exemplo, Master System na época que você jogava, cara, o Sonic do Game Gear é perfeito. Coloridasso. Só que não é uma experiência portátil.
E aí você tem o consumo de pilhas, o console realmente é bem grande, apesar que eu acho que isso ajuda o fato dele ser grande, mas o consumo de pilhas, os jogos que não eram voltados para o público portátil, então é legal você levar o Sonic, mas não é para uma sessão de gameplay curta, não tem save.
Toda vez que você jogar o Sonic, se você quiser, você tinha que finalizar o jogo, então ia começar tudo de novo. Sabe? Era diferente. A mentalidade do Game Boy foi o que fez a Nintendo seguir em frente. Ao passo que o que aconteceu no Game Gear era vamos trazer a experiência do console pra tua mão. Que, em essência, parece legal, mas na prática não é assim que funciona. Você jogando portátil não é a experiência de mesa que vai saciar. Principalmente naquele período. Hoje em dia a gente tá vendo que o pessoal toma essa expectativa diferente de experiências portáteis. Principalmente com os PCs portáteis hoje em dia, né?
Mas na época, ser portátil Era uma mentalidade por si só Então, nisso a Nintendo Foi excelente e Diga-se de passagem, portáteis É um cenário em que A Nintendo sempre dominou Sempre dominou A única vez que a gente viu alguma concorrência De fato, foi com a chegada do PSP E mesmo assim, foi pra Digamos assim, alguém que realmente fez Algum tipo de competição
O PSP é um sucesso pra Sony, mas ele não é um concorrente do DS. É um absurdo. Comparativamente falando, o Game Boy com o Game Gear foi 5 pra 1. O PSP com o DS foi 2 pra 1. Então você pensa, a gente saiu de 5 pra 1 pra 2 pra 1, beleza. Faz um pouco mais de sentido.
É até difícil comparar porque os dois compartilhavam tão poucos softwares, né? Exato. Eles eram meio que produtos... Meio que produtos spin-offs dentro da empresa de cada um. Com a Nintendo sempre dando um foco maior do que a Sony sempre deu no seu portátil, né? Exato. Então é tipo assim, é...
É um produto de sucesso pra Sony, mas é difícil até botar como concorrentes. Parecem duas coisas diferentes e o DS dominou esse mercado de portátil. Eu mandei mais uma propaganda aí. Antigamente era uma loucura, cara. Eles mostram um garoto jogando Game Boy. Extremamente entendiado na praça.
Aí ele pega do nada um gambá empalhado na frente dele e bate na cabeça. Aí ele começa a brisar e fala assim, hum, color. E aí troca pro malandro jogando Game Gear. Esse maluco aí é o irmão do Earl no My Name Is Earl. My Name Is Earl, exatamente. É um básico.
Caramba, que série boa. Anos 90 era uma loucura, cara. Eu tive familiares que moraram na China na época. E aí, meu tio trouxe pra mim, na época, o DVD pirata da China, completo da série do My Name is Earl. Só que ele, tipo assim, a embalagem dele vinha na qualidade melhor do que os DVDs originais que vendiam no Brasil. Era bizarro. Era tipo um steelbook. Só que ele era pirata. Chineses sempre à frente.
Ele era muito foda. Eu tava vendo o comercial do Moonwalker, né? Porque o jogo do Michael Jackson era exclusivo pro Mega Drive, né? E aí era novamente Genesis 2 e o que a Nintendo não pode fazer, né? É maravilhoso. Essa competição pra mim era a melhor coisa que tinha.
E era legal que a gente já falou aqui, principalmente no Brasil, onde as pessoas só tinham um... Quem tinha, tinha um console? O vagabundo parecia futebol com essa parada aí de Sega versus Nintendo, cara. Não, é muito melhor. Super Nintendo é muito... Quem tinha Super Nintendo defendia com unhas e dentes e quem tinha Mega também defendia com unhas e dentes. Tem gente que defende até hoje, Lutro. Não, mas aí é loucura, né? Adultos, adultos do Twitter brigando porque não saiu o joguinho no videogame dele. Mas naquela época era loucura. Um monte de criança e adolescente realmente, tipo assim...
Não andam comigo não, porque você tem o Mega Drive. Sai daqui. Minha galera é do Super Nintendo. E essa competição era tão absurda nos comerciais que teve o comercial que o cara colocou as duas TVs um do lado da outra, um com o Super Nintendo, um outro com o Mega Drive. O preço do Mega Drive é 50 dólares mais barato do que o do Super Nintendo.
E aí o Mario andando bem devagarzinho e o Sonic pulando e não sei o que. E ele ia se jogar aqui. Ele disse, não, não, isso aqui é outra coisa. Ele não queria vender o Sonic, mas o cara só estava vidrado no Sonic. Esses comerciais, mano. E isso vendia videogame e dava a impressão também de que a Sega estava nadando de braçada contra a Nintendo, né?
Era muito mais descolado você zoar seu concorrente aí nas propagandas e sabendo que ele não vai revidar, né? Mas no começo, até 93, eles estavam bem. Depois, como o próprio Bruno falou, a própria SEGA do Japão ajudou a afundar a questão lá de começar a fazer. Eles tentaram a questão do SEGA CD.
O Sega CD, vá lá. Ainda dou... Foi até honesta a tentativa, assim, né? De fazer um add-on com CD, mas... E que, inclusive, é um hardware até interessante, assim. Eu gosto muito da questão do... Tem alguns jogos bacanas. Da questão do hardware do Mega Drive em si. Eu acho que o...
O chip de som lá, a combinação que eles fazem lá com o chip que era do Master System junto com a Amarra do Mega Drive. Acho muito bacana. Até hoje a galera faz músicas legais. O Sega CD tinha até umas coisinhas a mais, assim, que nunca foram devidamente usadas. Mas depois, quando eles começaram com o 32X, aí desandou. Né.
Depois que eles quiseram correr com a questão do Sega Saturn, aí... Inclusive, só pra falar uma coisa, o 32X, o Kalinske também comenta isso, que a ideia deles lá, a ideia do Neptune, era uma ideia muito mais interessante do que o próprio Sega Saturn, porque qualquer ideia do Neptune original.
A gente vai continuar com um console que dá suporte ao jogo de Mega Drive, então poderia estender a vida dos jogos do Mega Drive. E para quem quer experimentar algo diferente, você tem os jogos em 32 bits lá. Então mesmo essa ideia era muito mais interessante do que foi o Sega Session, que é dropa o console que está fazendo sucesso agora, dane-se, e vamos com um console novo empurrar, e deu no que deu.
A Nintendo até foi... Se você colocar só Nintendo versus Sega, ali na geração 32-bits ali, você pega o Nintendo 64 contra o Saturno. Eu não consigo nem dizer que competição é essa, né? É porque, na real, a Nintendo já tava meio que nesse lance de ser quase uma... Uma outra ideia. Não, porque o Playstation surgiu em 94, foi uma parada que...
meio que bagunçou essa briga entre os dois, porque o PlayStation começou a crescer bastante, surgiu esse novo player aí, vamos colocar, né. Aí a Nintendo foi na direção do processador de 64 bits, que eu bato na tecla até hoje, que foi uma das piores ideias que eles tiveram, não tinha necessidade nenhuma de você ter um... Além do... Aí, Evandro, você vê que o marketing...
Falha, porque não tinha necessidade deles terem um processador de 64 bits. A ideia de ter 64 bits foi justamente... Em cartucho. Exato, cartucho foi pior ainda, né? Por exemplo, o Playstation 1 é um processador de 32. A gente foi começar a usar processador de 64 bits que a gente meio que usa até hoje.
lá pra década de 2000, assim, com computador, com mais variedade, né? E a SEGA se focou sozinha nessa, a questão do SEGA 7, vocês falaram no podcast recente do classiquíssimo 299 lá, né? Sim.
299. Que foi a questão já da Sony, né? E a SEGA se enforcou sozinha com o Saturn, tentou com o Dreamcast que no papel e no hardware era uma tremenda ideia, mas aí já não tinha mais o que fazer, já tinham se afundado na própria ganância, na própria vacância. O Dreamcast, se tivesse sido melhor gerido, ele seria um concorrente absurdo pro PS2, assim, de frente mesmo.
E até superior em muitas coisas. Eu vou dizer o seguinte. Imagine um cenário diferente. Imagine que a discussão da Sega da América tivesse dado certo e a Sega tivesse pulado o Sega Saturn. Seguisse lá com o Mega Drive e depois o Mega Drive ou poderia ser até o Neptune, aquela coisa que era a fusão do Mega Drive com o 32X, mas continua com o suporte de jogo do Mega Drive e pulasse disso direto pro Dreamcast.
Já em 98, imagina. Pega esse tempo todo e imagina como seria uma transição louca sair do Mega Drive pro Dreamcast. Eu não acho que não ia mudar nada em termos de Mega Drive. Eu também acho que não. Eu acho que mudaria, sabe por quê? O momento era muito... A Sony tava bizarra, Bruno. Mas é porque, pensa o seguinte, não tô falando com relação... Mas o seu Dreamcast no meio dos anos 90 ali? Não, o Dreamcast ia ser em 98.
Não, não, eu sei. Ela ia ficar com o Mega Drive até o Sega CD, essas coisas? O Nintendo 64 jogou em 96 e ficou saindo jogo novo pro Super Nintendo até 99. Não, eu sei, eu sei. Mas a Sega sempre foi meio vanguarda, né? A parada dela já sempre... Ela tinha de tentar pegar um pouquinho do mercado antes. Mas deu errado. Olhando agora, a gente sabe que deu errado, né? Mas era essa estratégia.
Ah, mas calma aí, né? Esse negócio é de 99, mais ou menos, né, Bruno? Porque o Super Nintendo, o auge, foi até 96 ali. Dali pra frente era um jogo ou outro, né? Calma aí. Existe um número aqui, estatístico, importante, que em 92...
a Sega tinha 55% do mercado norte-americano. Sim, sim. Foi onde caiu a hegemonia da Nintendo. É o ano do Sonic 2, inclusive, que eles bateram forte, que foi a primeira vez que a gente teve um lançamento global de jogo e a Sega da América bateu. Não, o Sonic 2 tem que ter um dia de lançamento do Sonic e tem que ser isso e vai ser lançamento global. E ficou batendo nisso. Eles queriam o que queriam. Então, assim, 92 foi realmente o melhor ano para eles.
Vai ter o Sonic 2, né? Ô, Bruno, eu tô olhando aqui, teve 600 jogos de Dreamcast, aproximadamente. Você não tem vontade de colecionar, não, pra ter todos? Não. Não, porque tem muito lixo também. Não, mas dá, né? Tipo assim, não é impossível. Não, impossível. Nada é impossível, mas... Porra, do Play 2 tem 4 mil!
Tá fácil. Quantos jogos tem o Play 2? Mais de 4.300 jogos aí, é mais puxado. É, eu acho que nessa guerra Sega vs Nintendo, eles jamais esperavam que ia surgir um terceiro competidor que ia superar as duas, né? Pois é. É um negócio totalmente inesperado no mercado, né? E aí eles pararam de competir entre si pra tentar competir com o Playstation e ficou quase...
impossível de competir, porque o Playstation 1 arrebatou tudo, Playstation 2 arrebatou tudo, e Playstation 2, quando a Nintendo agora a gente vai entrar nesse mercado de chega de cartucho e aí vem que o Gamecube, putz aí... É, também não ajudou muito não ajudou nada, né de tentar Nintendo voltar pro topo, assim
Sinceramente, eu não sei se teria mudado algo, porque o boom forte mesmo do Play 1 acontece entre 97 e 99. Isso. Então, assim, nesse momento que ela estaria, talvez, pulando direto pro Dreamcast, o Play 1 era o... Teria que correr muito atrás, eu acho. O Play 1 era o grande console do momento, assim.
Sim, mas foi o que aconteceu. Ela lançou o Dreamcast quando o Play 1 era o grande console. Ela lançou em 98, tanto que a propaganda, mais uma vez, da SEGA era comparar os jogos do Dreamcast com os do Play 1. Mas o que eu digo, por exemplo, se ela lança em 96...
Não, não, eu tô falando pra lançar, minha posição é a SEGA continua com o Mega Drive ou com o Neto, no que seja, até 98. O Dreamcast lança exatamente no ponto que ele ia lançar, entendeu? Não sei se isso muda muito, porque é nesse período que a Sony ganha meio que toda a confiança dos third parties, é nesse período que a Sony escala produção interna de jogos. É, 97, Felipe, é um ano que... Mas o Mega Drive não tinha. Carnaval de 7, Gran Turismo... Então, deixa eu só lembrar uma coisa, gente.
A gente tá comparando um cenário, mas a gente precisa lembrar que a Sony não tirou o developer da Sega. A Sony tirou o developer da Nintendo. As parcerias que a Sony abocanhou foram as parcerias da Nintendo. As parcerias da Nintendo foi Square, Konami, Capcom. Entendeu? Então assim... Exatamente, então não adianta nada. Não, não, mas pensa o seguinte... O mesmo jeito.
Não, mas aí a gente tá falando da Sega tentar manter o momentum da força da marca, porque o que aconteceu foi o seguinte ela simplesmente tava com o momento bom e cortou, falou assim, dane-se, pau, acabou. Ela matou o Mega Drive de uma hora pra outra, entendeu? Mas o Mega Drive não ia ser atropelado exatamente por essa performance do Playstation entre...
De toda forma. 97, 99, de toda forma. Ele ia ser uma presença ainda mais ignorável no mercado. Mas o ponto não é esse. O que eu estou discutindo, Felipe, é para a saúde da SEGA, não ter tido o fracasso do SEGA Satcher no meio, poderia ter mudado o jogo, entendeu? Para a saúde financeira da SEGA. O Sato foi uma cagada monumental. Foi enorme, cara.
E aí o que acontece? O Dreamcast morreu não por causa dele por si só, mas por causa de uma série de erros acumulados que já vinham de antes. Então se você pensar que assim, o Dreamcast durou no mercado de 98 até 2001, 2002, vai. Se não tivesse tido esse deslize do Sega Saturn, talvez ele teria fôlego pra fazer coisas diferentes e durar um pouco mais. É, não sei. E também é tudo conjectura. Não dá pra saber, essa é a realidade. Exato, não tem como saber, a gente só sabe o que aconteceu de fato.
O Sator tinha o problema de desenvolvimento também, era horrível pra fazer jogo pro Sator. O Playstation, dois cliques e o cara tava fazendo o jogo. O Sator, a galera se matava e não conseguia fazer os negócios direito. Porque era uma coxa de retalhos, porque o console nasceu pra ser um console 2D. E aí quando a Sega viu que a Sony tava fazendo o jogo 3D, tentaram mudar a arquitetura do negócio de última hora, deu problema no chip, o Sega 7 era um pesadelo.
inclusive hoje em dia cara, a gente tá em 2025 falando de console que saiu em 1994 emular a Sega 7 hoje em dia é um pesadelo por causa da arquitetura exato, a gente não tem nenhum emulador funcional 100% funcional não tem, cara tem o Madna Fen que emula uma coisa ou outra, mas mesmo assim, cara a gente tá falando, gente mais de 30 anos depois a gente não consegue emular o bagulho porque ele é um pesadelo de arquitetura, é uma loucura e aí
Loucura, mas essa guerra entre Nintendo e Sega se encerrou ali, né? Não teve mais competição, né? É, um morreu, basicamente. Exato, é. A Sega, em termos de hardware... Um levantou a bandeirinha branca. Isso, desiste. E ela volta, ela volta nos depois como publicadora, né? Na própria Nintendo. É, então, mas eu acho que isso foi bom, entre aspas, porque a gente passou a ver jogos... Por exemplo, durante muito tempo, os melhores jogos Sony...
da Sonic estavam no Game Boy. No Game Boy Advance, por exemplo, o Sonic Advance são jogos excelentes de Sonic 2D e estão na plataforma Nintendo. O Wii teve vários jogos Sonic exclusivos, cara. O próprio Sonic Adventure 2 já sai pra GameCube, né? Exato. Aquele Battle Version, acho que é o Sonic 2 Battle, né?
Então assim, o Sonic Heroes já chega a lançamento simultâneo no Playstation e no Gamecube. E a Nintendo seguiu, mas diga-se de passagem, esses foram os piores anos da própria Nintendo até chegar depois o Wii no sucesso. Então, anos de 64 e de Gamecube foram anos muito ruins pra Nintendo, cara.
Apesar da qualidade dos jogos do 64, a gente já falou, Super Mario 64 ditou que seria plataformas 3D, Legend of Zelda Ocarina of Time, jogos excelentes, mas como plataforma foram os piores anos da Nintendo. Ao passo que a Sony dobrava de número de base instalada do Play 1 para o Play 2, a Nintendo com 64 caiu pela metade da base instalada.
E depois caiu de novo com o Gamecube, cara. Foi pra... A Nintendo veio de 60 com o Nintendinho, 50 com o Super Nintendo, 30 com o 64, 20 milhões de unidades com o Gamecube, cara. O Gamecube, naquela geração, ele só terminou acima do próprio Dreamcast, ele terminou abaixo do Xbox e do Play 2, né? Foi um console que não vingou e, curiosamente, já no Gamecube ali, em 2003...
É publicado pela primeira vez um jogo da Nintendo feito pela SEGA. Eu nem sei se tem muitos outros exemplos, inclusive nesse estilo. Jogo desenvolvido por um estúdio da SEGA publicado pela Nintendo. Que é o F-Zero GX. Bom jogo. E tinha como os dois produtores, além de Shigeru Miyamoto, Toshihiro Nagoshi. Criador do Yakuza. Olha aí. O cara que tá...
Tá com os problemas financeiros recentemente. Hoje em dia ele tá complicado, tá com dificuldades. Mas foi a primeira vez que você tinha um jogo desenvolvido pela SEGA, com produção da Nintendo e publicado pela Nintendo, num IP da Nintendo, que já vinha de antes ali desde os F-Zero, né? Desde o...
Se a gente pegar ali no seu auge dessa guerra, Super Nintendo e Mega Drive, na visão de vocês, assim, quem se deu melhor? Ah. Não, não. Nem como, né? Quem que tá aí até agora e... Não, não, não. Tô falando na época. Vamos pegar pontualmente ali, competindo de igual os dois. Mas o que você chama de se dar melhor? Tinha mais jogos, essas coisas? Jogos de mais qualidade? Do seu agrado, né?
Tá, qual que é o seu favorito nesse período? Beleza. Eu sempre fui mais Super Nintendo, não tem jeito. Eu também, né? Eu também. Mas de longe, assim, eu lembro da época de eu ficar... Eu tive ambos, assim. Eu já falei, e eu entendo o ouvinte que discorda, mas o som do Mega Drive me incomodava.
O jeito do som, o chip de som do Mega Drive me incomodava. O chip de som do Mega Drive não tem problema nenhum. O problema é que as pessoas não sabiam trabalhar direito. Então, mas é isso aí. Pra mim, eram uns barulhos estridentes pra caralho, tá ligado? Não, sim. Tinha umas paradas horrorosas. Mas pega as trilhas do Yuzuko Shiro, mano. Pega o Shinobi. Pega as trilhas of Rage. Sim, Bruno. Eu sei que tem trilha boa. Mas, no geral, eu achava sempre o som do Mega Drive ruim, tá ligado? Eu tinha esse preconceito.
É que o lance do chip do Mega Drive é que ele era um chip FM, um sintetizador FM, né? Que era clássico, tanto dos anos 80, por conta da música de sintetizador a gente não teve, os próprios arcades eram muito clássicos de ter a questão de sintetizador FM. O som do Mega, inclusive, era mais próximo dos arcades.
É, exato. Era mais porta do circuito. Só que o problema é que muitos dos desenvolvedores tinham dificuldade pra questão de trabalhar com o chip e com sintetizador, né? Às vezes o cara não sabia trampar com sintetizador em cima. E o Mega Drive, ele tinha o chip FM e o chip que era do Master System também. Ele é usado em conjunto pra fazer as músicas. Tanto que o Yuzu Koshiro mesmo foi um cara genial na questão, porque ele programava mesmo, ele criou Que é um...
Ele criou o próprio driver para Mega Drive, para fazer a empresa dele, inclusive, né? Ele era programador e fez isso diretamente. Mas muita gente utilizava, até clássico, um driver que foi criado nos Estados Unidos, que eles chamavam de Gems. G-E-M-E-S. E às vezes saía essa tranqueira aí, estridente, que o Evandro comentou. Não porque o chip era ruim, mas porque a galera não...
Porra, aquele Alex Kid é putaria, mano. Não tinha também o negócio de que o Mega Drive, os jogos eram meio escuros, né? Tinha essa parada de... A paleta de cores era diferente. Aí dava essa sensação também. A gente olhava assim, carinha de jogo de Mega Drive.
Mas viu, ô Júlio, vamos pegar, por exemplo, o chip do Super Nintendo, o clássico criado pelo Keiko Taragi aí, o Poi. Ah. O chip do Super Nintendo já era diferente, ele já funcionava com todos os canais PCM, né? Que é bem mais próximo do que como a gente trata a áudio digital hoje, do que como era...
Inclusive tem essa discussão se até se pode chamar de chiptune. Hoje a gente chama por convenção, mas se pode chamar mesmo de chiptune porque apesar dele fazer sequenciamento de som, ele era por amostras de instrumentos reais que o Super Nintendo fazia as suas músicas.
E tinha o lance da compressão, que deixava o som um pouco abafado. Se você for pegar no cenário de hoje, por exemplo, que muita gente tem ferramentas pra trabalhar com a questão do próprio chip do Mega Drive, você vê desenvolvimento de música de som pra Mega Drive, chip do Mega Drive, muito mais...
do que esse deveria de Super Nintendo, tá ligado? O brasileiro, né? O Edmo, né? Faz as trilhas fantásticas aí na questão do Mega Drive. Exato. Aliás, isso que o Edu tá falando é muito importante, basta a gente ver o que a galera hoje tá fazendo na cena do Mega Drive, cara.
A gente fala direto, até lá no Rolling a gente comenta bastante do trabalho do próprio Mauro Xavier, da galera do Hell Gamer, que os caras estão pegando jogos e falam assim, só que nunca, jamais rodaria no Mega Drive, e os caras estão mostrando que rodaria sim. O problema é que na época, claro, hoje o pessoal tem o SGDK, que ajuda. Tem o Scorpion lá também, que é bem boa. Só que eles mostram que o hardware do Mega Drive tinha capacidade de fazer muito mais, só que o pessoal não tinha.
a familiaridade com o hardware ou realmente não tinha as ferramentas. Cara, eu vou dar um exemplo pra vocês. O 99 vidas, o Mauro Xavier fez a adaptação do... Cara, a gente tá fazendo um jogo que saiu pra Play 4 e adaptou o bagulho pro Mega Drive, cara. O Real não fez o Pocket Bravery pro Mega Drive? Exatamente! O Real tá trabalhando no projeto com a galera da Estatera pra trazer o Pocket Bravery pro Mega Drive.
Quer um exemplo? O Juras e o Evan, não sei se vocês chegaram a ver, mas tem brasileiro também, do Master Link Kuei, o Mortal Kombat Arcade Edition pro Mega Drive. Cara, é fantástico. Que é um Mortal Kombat excelente com os efeitos, com as vozes, gráfico arrumado, como poderia ter sido feito na época se caso a galera tivesse o acesso às ferramentas que tem hoje. É um jogo de Mega Drive, que roda no hardware do Mega Drive. Sabe, cartuchinho de Mega Drive e tudo. Você vê...
Ela é outra coisa em comparação com o Mortal Kombat que saiu pro Mega no começo dos anos 90. Ou os próprios RealBalt, cara. O Hell fez a adaptação do RealBalt. Cara, é perfeito rodando Mega Drive. O bagulho se fala assim, mano, não é possível que o bagulho tá rodando. E aí você vê, tinha capacidade, só que faltava a familiaridade ou as ferramentas, claro, né?
tempo também, né? Os jogos eram feitos toque de caixa bizarro nessa época, assim. Ou você tem dez meses pra fazer esse jogo, senão não tem outro. Vai sair do jeito que vai sair muitas vezes, né? Aliás, outro projeto do Mauro Xavier, o Final Fight MD, que ele tá adaptando o Final Fight do Arcade pro... Cara, é perfeito! Ô, Bruno, essa do Mega Drive nunca saiu, né? Oficialmente não, né? Tem um trailerzinho.
Ele foi jogável na BGS A gente levou ele lá rodando no Mega Drive Na BGS Mas não foi lançado oficialmente
Caraca, eu achei aqui, ó. Maravilhoso. Bota no link aí, Júlio, por favor. A Super Game Party especial do lançamento do Dreamcast. E aí é muito bom você ver o negócio da época, os caras falando, tá ligado? É, eu adoro ler essas revistas. Sobre online, se liga, ó. Esperanças online. A experiência de desconectar um console à rede de internet não é nova. O Mega Drive e o Saturn já proporcionaram isso. Mas por enquanto os usuários brasileiros não vão ver a cara da rede. Aí ele fala que quando sair vai ser foda. Tipo assim, ainda não dá pra conectar, mas já tá preparado pra isso.
O futuro é online. A SEGA teve, né? Bem lembrado nos Estados Unidos essa questão. Aqui no Brasil também teve, só de internet, mas eles teve o SEGA Channel lá, né? Recentemente que eles conseguiram preservar uma porrada de coisa que tinha se perdido. A gente tava falando de Lost Media em Off aí, ô Juras, que tinha uma porrada de coisa do SEGA Channel que tinha se perdido e eles conseguiram recuperar agora. Era bem interessante, a galera assinava o serviço lá e podia baixar o jogo, streamar meio jogo assim, né?
Se não me engano, o Sega Channel, eu acho que era até TV a cabo, né? Nem era internet, internet. Pra você ver o quanto eu sou véi nessa internet, eu fui convidado pro evento de lançamento do Dreamcast, porque eu tinha um blogzinho de videogame lá em 99.
Eu postava minhas revistas de jogos. E aí eu fui convidado. Eu recebi uma cartinha na minha casa. Na minha antiga casa lá na Parque Lange. E aí é o teste de lançamento dia 20 de nove de 99. Aqui no Brasil não deu o 999, né? Não deu, né? Não deu pra colocar. Não rolou. Não deu tempo. Demolou um pouquinho, mas foi rápido. Comparado com o que era antes, né? Pô, comparado com o que era antes, né? É, tá de boa. Nossa, ótimo. Tá de boa. 20 dias aí, 10 dias, sei lá.
Só que eu recebi esse convite era em São Paulo, né? Eu não ia sair de... Eu tinha 17 anos, 99, né?
Imagina a família, os pais do Jandirão estão em um evento de videogame em São Paulo. Sozinho. Eles vão falar, vai sim. O palhaço da Van Branca está como, Bruno? Mandando o Brasil afora. A gangue do palhaço está como. Vem ver o Sonic aqui, criança. Então, Nintendo venceu? Nesse versus? Venceu, né? Só você falou, como assim? Defenda, Bruno. Defenda seu voto no Mega Drive.
É uma pergunta. É uma pergunta. Eu falei e o Evandro falou também. Eu preciso entender, porque, assim... É, a gente tá comparando o Mega Drive contra a Super Nintendo ou tá comparando o Sega versus Nintendo? E aí eu quero saber a opinião pessoal, porque, assim... O auge. Eu acho que o Júlio tá sabendo o auge. O auge. O auge da Usta, o auge. Maior de todos. Pra mim, se a gente for considerar o período em que elas disputaram, no âmbito pessoal...
a SEGA teve mais impacto pra mim. Eu acho o Dreamcast... Sim, mas é o que eu falei. Eu acho que o Dreamcast eu aproveitei mais do que o próprio Gamecube. O Mega Drive e o Super Nintendo eu tive ambos mais ou menos no mesmo período, mas eu sempre joguei mais o Mega Drive. Até falei isso aqui já. Porque pra mim o Super Nintendo era muito um videogame de jogar sozinho. As experiências dele eram muito pra um jogador. Tipo, Super Metroid, Final Fantasy, Chrono Trigger.
Mesmo o Donkey Kong pra jogar de 2 Era um jogo de 2 esquisito Não era jogar de 2 de fato ao mesmo tempo Você alternava apertando os macacos Tipo com o controle e alternando Mas o Mega Drive sempre teve muita experiência De jogar de 2 comigo e com os meus irmãos Então assim Se a gente for pegar esse período Em que os dois coexistiram e disputaram Pra mim, no âmbito bem pessoal A SEGA se destacou mais
E pelos jogos, pelo estilo de jogo que eu gosto. Por exemplo, eu gosto muito de Beat'em Up. E aí não dá pra disputar. Aliás, nenhuma plataforma da Nintendo consegue disputar. Beat'em Up com Mega Drive, por exemplo. Tem como. Tem Golden Axe, tem Streets of Rage. Não dá. Não dá. Entendeu? É, mas não é Bruno. Pelo amor de Deus. Eu acho que quem venceu a guerra foi a Nintendo, essa parada. Até porque a gente falou muito da estratégia da Sega aqui pra tentar combater e tentar ganhar espaço de mercado.
E a estratégia da Nintendo era meio mais passiva, assim, né? Era continuar fazendo o que a Nintendo faz. Será que é passiva? Felipe, eu questiono isso, porque na verdade era uma estratégia de força, né? Eu acho que era até agressiva. A Nintendo queria forçar os devs a ficarem com ela, tipo, era bem agressiva.
Tanto que ela caiu... Sim, é isso que eu tô falando. Ela começou assim e ela percebeu que o mundo não é o morango na época do Playstation que as envolveiras falaram, não, dane-se você. É por isso que eu diria que ela ganhou essa guerra aqui, porque...
seguindo o formato que ela tinha já de planejamento de mercado ela saiu por cima ainda assim por mais que ela tenha perdido espaço em alguns mercados pra cega eu acho que assim, na análise fria do mercado, a resposta é óbvia a Nintendo tá aqui hoje com consoles vendendo mais de 100 milhões de unidades
Mas vai ter um negócio também importante, que esse negócio da SEGA desafiar, inclusive a própria SEGA japonesa, e aí você ter a SEGA americana se fortalecendo muito, não pode ter sido uma grande inspiração para o mercado de videogame, para a própria Microsoft com seu Xbox. A gente sempre fala que a Microsoft, o primeiro Xbox, ele é o Dreamcast 2. O sucessor espiritual do Dreamcast. O sucessor do Dreamcast da SEGA e tudo.
E aí, quem competiu com o PlayStation... E pra onde tá indo o Xbox hoje? Não, é pro ralo! Mas eu acho que isso é mais por oportunidade, eu acho que porque é exatamente estratégia, porque exatamente no momento que a Microsoft tava botando um projeto de videogame no mercado, a série tinha acabado. Tinha acabado, né? Nesse mercado, né? Então, tem um vácuo e tem toda uma empresa de videogame que tava toda estruturada pra produzir jogos.
para a sua própria plataforma, agora meio que livre, inclusive sem saber muita direção, e muitos desses projetos que a Sega, que a Microsoft assina da Sega, são produtos que não teriam talvez até acontecido se não tivesse aparecido esse outro player no mercado, então é meio que uma coincidência de oportunidade, né? Coincidências? Eu acho que não, eu gostaria de lembrar que a Microsoft trabalhou no projeto do Dreamcast para a integração lá do Windows CE. Sim, é.
Que nunca foi usado pra quase nada também, né? Mas eles tinham o próprio controle do Dreamcast. Exato, aí gostaria de lembrar a bizarra semelhança entre o controle do Dreamcast e o do Xbox. A posição do analógico no controle do Xbox, essa coisa de analógico pra cima do D-Pad, foi no Dreamcast. É, mas eu não sei se é tipo uma parada... Sei lá, vamos simular os consoles que inclusive mataram...
empresa pra fazer o nosso primeiro videogame. O motivo inicial da Microsoft pra criar um console acho que vem de outras motivações mesmo. Eu tô com muito dinheiro e eu preciso fazer alguma coisa. É isso. E também, tipo, era meio que um que eles chamam lá de pet project de algumas pessoas lá dentro, né? Principalmente de muita gente relacionada ao próprio DirectX e experiências de jogos, no geral, dentro da Microsoft, né?
Muito bem, jovens. Muito bem. Fechamos aqui mais um versus. Esse aqui é o que a gente só sabia, né? A gente não... Eu e o Felipe... Ah, caraca, vai. Fui mal. Eu pensava que estava meio unânime o negócio, mas tu prefere a SEGA, Edu? É isso?
O que o Bruno comentou é questão de gosto, de época. Porque no papel não tem o que dizer, cara. Não tem defesa, assim. A Nintendo ganhou e está aí até hoje. Mas se for pegar em questão de viver o período, entre 89 e 93, vai, eu tinha de, sei lá, 6 para 10 anos.
Que foi o período assim que a gente tinha Tectoy aqui. E eu tinha Master System e depois tive Mega Drive. E era um negócio muito presente assim, sabe? Era um negócio que a gente sentia que era especial por conta de tudo que a Tectoy fez aqui no Brasil. Pô, programa de TV, comércio.
Se vocês chegaram a falar, mas vocês lembram, tinha o programa do Rodrigo Faro apresentava o Master Dicas, passava no intervalo do video show, assim. É. A gente comprava o videogame e mandava uma cartinha lá com o seu endereço, os caras todo mês mandavam jornalzinho. A Tectoy, né, mano? A Tectoy era campeã. Sim, a Tectoy...
Pra galera que cresceu aqui no Brasil, a gente sentiu uma parada muito especial. Localização pra português, Edu. A primeira vez que a gente tinha jogo de videogame localizado pra português no Brasil. Phantom Star, né, cara? Foi a primeira vez que eu joguei um RPG entendendo o que as pessoas estavam falando. Na época eu não sabia inglês.
Tipo, Final Fantasy mesmo, quando eu joguei eu não entendia nada, sabe? De questão de história em si, né? O Phantasy Star teve esse lance. Eles trazendo o lance dos personagens brasileiros. Teve o jogo da Mônica lá no Castelo do Dragão, que ok, é um home hack, vamos dizer. Mas era uma parada que... Pô, o jogo da Mônica, com o quadrinho que eu leio, assim, tá? Então, nesse começo dos anos 90 até 93 ali, o meu carinho pela SEGA era com certeza muito maior, né? Começou a mudar... Depois da questão do Super Nintendo...
O próprio... Antes teve Street Fighter, que eu custava bastante, mas Super Metroid mudou bastante a minha questão da visão com a Nintendo, com o videogame no geral. Até comentei lá com a gente, fez o top 10 e tal. Mas... Até que o Tom fez ter um carinho pela Sega, assim. Grande.
É foda, eu não sei dizer, ah, qual que eu prefiro, qual do... Então, com o console, entre o Mega Drive e o Super Nintendo, se colocar na ponta do laço, provavelmente o Super Nintendo, né? Entre as duas empresas, assim, porque teve o Master System, teve o Nintendinho. Sei lá, cara, eu fico indeciso, porque foi um período tão mágico ter vivido isso, que eu não consigo, sabe? Mas eu tenho um carinho muito, eu acho que eu pendo bastante pela cega por causa da Tectoy, assim. Foi uma boa disputa nessa época, né? Se você pensar, né? Sim!
Eu tive o Mega Drive primeiro, por exemplo. Antes do Super Nintendo. E aí quando eu vi o Super Mario World rodando no Super Nintendo, eu fiquei maluco. Curioso, né? Porque eu tive o Mega Drive antes. E aí depois é que eu fui pro Super Nintendo e aí eu parei de jogar Mega Drive 100% exceto na alocadora, né?
Quando eu ia para a locadora, eu jogava alguns jogos de Mega Drive que iam saindo jogos e eu ia querendo jogar lá. Mas quando eu passei a ter o Super Nintendo, e para mim foi esse massacre aí. Eu gosto muito dessa área do marketing, da publicidade e tudo mais. É um negócio que me cativa ver essa competição, sabe? Porque eu acho que é isso, tem que provocar, você tem que brincar, você tem que mostrar que um é melhor do que o outro. E isso é competição.
Que nem Pepsi e Coca-Cola, entendeu? Tem uns comerciais antológicos das duas se provocando. Até que pararam de fazer, porque ficou tudo muito... Parece que assim, que é os mesmos donos. Chapa branca, né? É, parece que é todo mundo... É o dono da mesma empresa, sabe? É. É Felipe também, Felipe? Felipe...
Eu botaria na conta da Nintendo essa disputa. É muito difícil enxergar essa batalha e não ver a Nintendo saindo por cima. Até que os números, tudo prova que ela se saiu por cima. Mas assim, é um dos períodos mais interessantes. Principalmente nesse quesito de uma empresa desafiar a outra e conseguir ganhar mercado mesmo tendo inclusive menos recursos.
do que a própria Nintendo naquele momento pra esse mercado específico de consoles. Agora, se a gente for colocar outra disputa, seria o quê? Seria tipo a Playstation versus Xbox? Principalmente ali na geração 360, né? 360 e Playstation 3? É, Playstation 3 e 360 acho que o que chegou mais perto, né? De ser alguma concorrência de fato. Concorrência mesmo, né? Mas eu digo de algo até parecido com o que a gente teve nos anos 90, assim, né?
Agora você pode ver até, por exemplo, a Nintendo conseguiu vender mais do que Playstation, ali com o Wii, com o próprio Nintendo Switch, mas não quer dizer que o número de vendas signifique que você está à frente do mercado.
É, aí tem métricas e métricas que você pode olhar. Por exemplo, a Nintendo pode não ser a empresa que mais gera receita ou que mais gera lucro, mas... Tem mais jogos? Muito se fala, por exemplo, a Nintendo é uma das empresas que mais tem dinheiro em caixa no segmento, assim, muito mais do que várias outras aí. É uma empresa muito conservadora em questão de gastos, né? É uma empresa que tem muito dinheiro em caixa.
pra tocar inclusive projetos que podem dar muito errado, como foi o caso do Wii U, por exemplo, e se recuperar de outras formas, né? Tem todas as suas métricas aí, e se for pensar em, por exemplo, retorno de investimento em relação a jogos for Spire, não tem ninguém que vai chegar perto na história. Não, o attest rate de jogo da Nintendo é algo que não existe em nenhum outro lugar, cara.
Não existe. É um negócio absurdo. Existem métricas e métricas aí pra você analisar. Até essa ideia de o Switch vender mais hardware do que um outro, mas o que é o Switch como proposta de console versus um Playstation ou um Xbox, né? Até isso é difícil de bater hoje em dia, principalmente hoje em dia, porque...
Não é tão direto assim como foi no passado. Você vende tantos consoles e vende tantos jogos e meio que isso é uma métrica irrefutável do seu sucesso maior do que de outra pessoa, de outra empresa. Hoje em dia, com licenciamento e os caramba, as empresas estão com braços em tanto de outras coisas. Eu acho que a gente deveria meter uma Scott Pilgrim e fazer Playstation vs The World.
todo mundo. É tipo isso. É tipo isso. Deixa eu só falar uma coisa aqui, Júras. Pra gente não datar tanto o nosso programa, um assunto que a gente comentou na abertura, a Nintendo oficializou a redução de preço de jogos no Brasil. A gente tá há tanto tempo gravando que deu tempo a gente pegar a notícia velha e a nova.
Exato. A Nintendo mantendo a esperança aí. Parabéns, Nintendo. Sempre acredito. Jogos tipo Mario Kart World aí, que era R$ 499,00, que também, pelo amor de Deus, né? Passou para R$ 439,00 e os jogos que são de R$ 70,00. Caso, por exemplo, Donkey Kong Bananza. Passou de R$ 439,90 para R$ 389,90. Mario Kart World saiu de R$ 500,00 para R$ 440,00. John Krasinski para Nintendo. Parabéns, Nintendo.
Muito obrigado, saiu de absolutamente caro pra muito caro. É, tipo, é assim, estava ridiculamente caro e agora está só caro pra caramba. Mano, cara, esse fuder se expressa, não faz nem sentido essa porra. Ai, gente, muito bem, fechamos mais um 99Vid. Deixa aí seu comentário, 99Vidas.com.br Se você está ouvindo no Spotify, no YouTube, dá pra deixar também aí seu comentário. Fica à vontade pra participar.
Se você está ouvindo no Spotify, ouvinte, saiba que eu luto pela dignidade do 90. É isso, muito bem. Às vezes a gente tem que tirar do ar, tem que reeditar, tem que cortar alguma coisa em algum momento. A gente luta contra os robôs, literalmente, né? Exato, é uma eterna batalha. Nós travamos como soldados. É, o John Connor. O John Connor contra o Terminator. O Judgment Day já começou, mano. Já começou o Judgment Day.
Pra tentar manter mais da identidade do nosso podcast, né? Que a edição é parte fundamental dessa máquina toda, que é o 99 Vidas, né? E a gente tenta manter da melhor forma possível. O Edu aí, bravamente faz isso. De vez em quando recebemos nossos flags. De vez em quando somem alguns podcasts, né? Acontece. É uma baluquice, cara. Como é que é uma batalha após a outra?
Eu tava ouvindo recentemente aquele podcast lá, o 99vidas 108, se eu não me engano, é Desgraça de Criança, lembra? Um podcast antigasso. Clássico. E aí, simplesmente, ele não tava no Spotify. Porque tinha um flag lá de uma música. E aí eu tirei a música e botei lá de volta. É foda isso. A gente tem que brigar de vez em quando com a plataforma.
E é assim, alguns podcasts eles vão ser picotados mesmo, né? Não tem jeito, né? Pra manter no ar, eles vão ter que ser picotados, né? Mas faz parte também, né? É isso. O mundo mudou. Quando a gente começou a fazer podcast, o mundo era diferente, né? Se você pensar que em 2010, quando a gente começou 99 anos, não existia Spotify, não existia Netflix, o YouTube tava engateando ali, tava começando a aparecer os primeiros influenciadores de YouTube ali, não tinha quase nada, né? A rede social que bombava era o Twitter. Era tudo mato.
Facebook, né? Cara, era outra época. Outra época, né? A gente podia realmente colocar tudo que a gente queria nos podcasts, né? Na edição artesanal que a gente faz. A gente podia fazer tudo que a gente queria e depois não teve mais como. Mas faz parte também. Isso!
Só aproveitando aqui, antes da gente fechar, assine aí o 99vidas.com.br barra bônus, nosso podcast extra, exclusivo para assinantes. Vocês repararam, né? Não temos mais a propaganda da alura ali no começo do 99vidas. Infelizmente encerramos a nossa parceria com a empresa depois de muitos anos.
Acho que foram seis ou sete anos aí de parceria com a Lura. Muito obrigado, Lura. E essa parceria foi fechada. Então, 99 vidas. Mais do que nunca precisa de você, do nosso ouvinte. E se o nosso ouvinte abraçar de verdade, a gente precisa de mais ninguém. Muito bem, gente. É isso. Nos encontramos na próxima semana. Tchau. Tchau.
Eu tenho ideias, hein? Eu tenho ideias que com a ajuda do nosso querido Kevin a gente poderia executar um projeto novo. Novo. Muito legal. Vai, vem pra trabalhar com Kevin. Algo totalmente diferente e que eu acho que a galera ia curtir. Super 99 Vida. Super 99 Vida!
Não, a gente conversa no off e depois a gente traz pra galera. Caraca, o cara plantou e meio que saiu. É isso aí. Inclusive pra gente. Muito bem, gente. Se vocês quiserem, eu jogo aqui e a gente pega a opinião da galera. Mas a gente pode reprovar durante a sua... Pode não jogar pra galera? Pode, mas aí você tá deixando a oportunidade da galera votar, inclusive com as suas carteiras, pra nos apoiar.
é plausível é plausível e é muito legal se for feita do nosso jeito tem um produto na internet que o pessoal conhece que é o Jovem Nerd RPG, certo? sim
Ele não é o primeiro a fazer isso. Tem muita gente que faz, inclusive com umas vertentes muito interessantes. Ele tem o Critical Role, que é super de sucesso. Eu tenho acompanhado bastante o Dungeons & Daddies, que é muito bom. Eu até já falei dele aqui. Dungeons & Daddies? Parabéns. Não, e sabe por quê? Porque ele é do Anthony Burt, que é o roteirista...
do Borderlands é excelente roteirista do Gorová Ragnarok e aí eu digo pra vocês o seguinte e se a gente fizesse uma assinatura que comportasse os episódios do 99 vidas RPG mas espere, porque tem que ser algo na veia do 99 vidas
Então esse RPG, e a gente vai precisar de um bom mestre de RPG, mas seria uma campanha nossa que nos levaria das nossas infâncias pelo mundo dos videogames. Ok, vamos deixar no ar. Eu acredito nesse projeto. Eu acho que seria muito legal. Só que por que ele tem que ser parte justamente da assinatura e um produto à parte? Porque ele vai ser gravado à parte.
E vai ser uma campanha pra durar, se vocês apoiarem e gostarem da ideia, anos. E vai misturar elementos das nossas próprias vidas com o mundo dos videogames. A minha opinião sobre isso vai estar nos comentários desse podcast, tá? Tudo bem. 99vidas.com.br Eu sugiro que o senhor vá olhar os... Como é que chama lá o servicinho de lá de fora?
Patreon, vai olhar o Patreon dessas campanhas pra você ver. Parabéns, aos demais amigos.