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Musicoterapia: Desenvolvimento cognitivo, sensorial e social

08 de maio de 202616min
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Convidade: Erílio Almeida Galvão Júnior (Musicoterapeuta e licenciado em música e produtor musical)

Participantes neste episódio6
C

Cícero Dantas

Host
L

Leco Gomes

Host
A

Aldineia

Convidado
E

Erílio Almeida Galvão Júnior

ConvidadoMusicoterapeuta
J

João Pedro

Convidado
N

Nainha

Convidado
Assuntos2
  • Música como terapiaComunicação não verbal · Utilização da voz como ferramenta de comunicação · Linguagem além da voz verbalizada
  • Maio AmareloConscientização sobre acidentes de trânsito · Responsabilidade individual · Fatores de risco (velocidade, celular) · Empatia com vulneráveis
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Agora no Grande Jornal. Universidade e você. A educação mais perto de você. Boa tarde Cícero Dantas e JB. Boa tarde para o João Pedro que faz a participação especial de hoje.

E boa tarde para vocês, nossos queridos ouvintes, que sempre nos acompanham aqui na Rádio Sucesso FM 104.9. E boa tarde para o nosso convidado de hoje, o Erílio Almeida Galvão Júnior, que é musicoterapeuta licenciado em música e produtor musical, que estará falando um pouco sobre o tema musicoterapia, desenvolvimento cognitivo sensorial.

E social. Erilho, boa tarde. Agradeço a você por ter aceitado o nosso convite e estar participando do nosso quadro. Erilho, conte para o nosso ouvinte quais são as principais contribuições da musicoterapia no desenvolvimento da comunicação de crianças autistas.

Olá, gente. Olá, ouvintes da Rádio Sucesso. Olá a todos da Rádio Sucesso. E a querida Aldineia, que alegria estar aqui com vocês. Muito feliz mesmo. Veja bem, a musicoterapia tem um papel bastante consistente no desenvolvimento da comunicação de crianças com o transtorno do espectro autista.

Especialmente porque trabalha com os elementos não verbais, o som, a melodia, o ritmo, a harmonia, que muitas vezes são mais acessíveis do que a linguagem propriamente falada. A música permite que a criança se expresse por meio de gestos, de sons, movimentos.

E uso também de instrumentos, ainda que seja do jeitinho dela. Isso é essencial para crianças com dificuldades na fala. Pois isso desenvolve, cria uma ponte inicial para a interação e o compartilhamento. Com o uso dessas canções, de canções repetitivas.

e também improvisadas, rimas e padrões rítmicos. A musicoterapia favorece a imitação de sons e também de palavras, ajudando na ampliação do vocabulário, na estruturação da fala. E tem algo muito importante que eu gostaria de destacar aqui, são as atividades musicais em dupla, em grupo, porque incentiva a criança a olhar, a trocar olhares, a ouvir, e também a responder.

responde o outro, fortalece habilidades que são fundamentais para a comunicação social. A criança passa a se relacionar melhor com o propósito de pedir, de responder, de interagir, de compartilhar, mesmo que inicialmente por meios musicais.

como trocar um instrumento com outro, com coleguinha, para responder ao terapeuta. Muito importante isso aí. Então, enfim, basicamente isso aí, porque a música cria um ambiente previsível e motivador que facilita trocas sociais, tudo de fala, e a participação também em atividades coletivas.

Erilho, como a musicoterapia contribui para a regulação emocional e sensorial no dia a dia? Bom, a musicoterapia contribui de forma prática e contínua para essa regulação emocional e sensorial no dia a dia das pessoas com autismo.

Porque atua diretamente nos sistemas que organizam as emoções, a atenção e respostas corporais. Importante frisar isso aqui, tá? Enquanto a regulação emocional, a música funciona assim, como um organizador interno.

Os ritmos mais lentos e som suaves ajudam a reduzir a agitação, a ansiedade, o estresse. Em contrapartida, enquanto as músicas mais ativas, os ritmos mais ativos, eles podem estimular energia e engajamento.

quando há apatia, tá? Além disso, a vivência com a música permite expressar emoções sem precisar verbalizar, né? E o que facilita muito a liberação de sentimentos como frustração, medo ou alegria, entenderam bem? Agora, com o tempo, a pessoa aprende a reconhecer e modular seus estados emocionais. É um desenvolvimento.

É um aprendizado quando há esse relacionamento com a música. Sobre a regulação sensorial, o que eu tenho a dizer é o seguinte, muitos indivíduos apresentam hipersensibilidade, ou podemos dizer hipossensibilidade a estímulos. A musicoterapia, então, ela trabalha com o som.

A intensidade, o ritmo, as vibrações de forma controlada, ajudando o cérebro a se organizar melhor. E naturalmente organizar as informações. Por exemplo, só para finalizar essa resposta, os padrões rítmicos previsíveis ajudam a estruturar o corpo. E a atenção reduzindo desorganização sensorial.

Erilho, de que forma a musicoterapia ajuda na inclusão social e no brincar com outras crianças? Bem, em relação a essa inclusão e esse compartilhamento através das brincadeiras, a musicoterapia é inquestionável, porque ela é uma ferramenta que já favorece essa inclusão, né? Ela já favorece esse compartilhamento.

Porque ela utiliza de meios interativos mais acessíveis, motivadores e estruturados. Então, de que maneira que isso acontece? Assim, facilitando a interação um com o outro. Porque a música cria, gente, um ambiente menos exigente do que a comunicação verbal, direta.

Através das brincadeiras, a criança consegue participar melhor, a criança consegue se ver dentro daquela roda, com outros amigos, outros colegas, mesmo sem dominar.

a fala, e isso acaba o que? Acaba reduzindo as barreiras sociais. Entendeu? Atividades como cantar em roda, tocar instrumentos ou fazer jogos rítmicos. Tudo isso promove o brincar coletivo. Porque a música organiza o tempo da brincadeira.

Olha só que interessante, a música desenvolve as habilidades sociais básicas durante as experiências musicais. São trabalhadas essas habilidades como esperar a vez, imitar o outro, responder aos estímulos e manter a atenção. Olha que coisa fantástica, estão entendendo? E outra coisa, aumenta o interesse e a motivação e ainda promove.

a expressão e a compreensão emocional. Cria um ambiente inclusivo e acolhedor, porque a musicoterapia valoriza as potencialidades de cada criança. Erilio, conte para os nossos ouvintes como é realizado o tratamento das pessoas com transtorno do espectro autista através da musicoterapia.

Bom, o tratamento por musicoterapia em pessoas com TEA, ele não segue um padrão único, fechado, trancado, não. Ele é construído de forma individualizada, tá? E ali você analisa o desenvolvimento, o nível de desenvolvimento.

respeitando as necessidades, os interesses da pessoa, tá? O musicoterapeuta realiza uma avaliação inicial, né? Com muito amor, muito carinho, muita empatia, abraça toda a família porque a gente entende que não é fácil, né? Ali você observa a comunicação.

o nível de interação social, as respostas sensoriais, a atenção e também as preferências musicais. Que no tempo de 30 a 40 minutos, você pode desenvolver várias atividades importantes. Então, isso precisa ser analisado antes do cronograma para funcionar as sessões. Ou seja, cada indivíduo vai apresentar a sua necessidade.

Com o tempo você vai anotando onde estão os avanços, como estão sendo os avanços, como está sendo o comportamento, como está sendo a resposta, como está a sua amizade, como está a sua interação com a criança, porque não se trata de um tratamento que você coloca um indivíduo lá e fica de cá apenas passivamente.

envolvendo a criança, você fazendo para ela, não, você também tem que desenvolver o fazer com ela, isso é atividade ativa, que é o que mais a família espera, a participação da criança em atividades na escola, na sociedade na família e assim por diante

Erilho, na sua experiência, qual contribuição da musicoterapia mais emociona os pais? E sobre o tratamento, Erilho, é possível encontrar no SUS? Olha, o que mais emociona os pais é quando a criança começa a falar. Eu não estou nem dizendo sobre...

a comunicação verbal já estruturada, aquele falar que já dá para entender tudo, não mais quando a criança começa a se comunicar e a tentar utilizar a voz como ferramenta de comunicação, porque as pessoas precisam saber que linguagem não é só voz verbalizada, não.

A linguagem, ela existe de diversas formas, pode ser apontar um dedo, pode ser quando a criança puxa, alguém mostra que quer alguma coisa, quando a criança leva, tá? Quando a criança mostra interessada, às vezes até um pitir que a criança demonstra ali, até o choro, pode ser uma comunicação. Agora, quando a voz começa a sair...

Mesmo sem entender muito, os pais vibram. Olha, Erilho, nossa, meu filho hoje, rapaz, falou quase que deu pra entender. É aquela festa, ninguém consegue dormir, tá? É uma das emoções que mais marcam aqui nos atendimentos. Em relação ao SUS, eu não posso afirmar assim prontamente, porque isso depende muito da região.

depende muito então é importante cada pessoa que necessitar do atendimento pelo SUS procure saber antes dos órgãos responsáveis se na sua cidade, na sua região já pode ser atendido através do sistema único de saúde ok?

Bom, gente, eu quero aqui de coração, com todo o meu coração mesmo, agradecer a todos os ouvintes dessa rádio maravilhosa, Rádio Sucesso. Quero agradecer a todos que fazem parte dessa emissora também. Quero agradecer a Aldineia, tá? Por me convidar e também ao FSB por me proporcionar esse momento lindo. Muito obrigado, tá? De coração. Deus abençoe a cada um de vocês.

E agora vamos abrir o mês de maio com a primeira campanha. Boa tarde, João. Boa tarde, Nainha, e boa tarde a todos os ouvintes da Rádio Sucesso. Para iniciar o mês de maio, vamos falar do Maio Amarelo, que é um movimento internacional que busca conscientizar a sociedade sobre o alto índice de mortos e feridos no trânsito.

A escolha do mês remete à decisão da ONU de tornar os anos de 2011 a 2020 a década para a segurança do trânsito, enquanto a cor amarela simboliza a advertência e a atenção, como no semáforo. Para participar, não se trata apenas de uma campanha institucional, mas de um chamado à responsabilidade individual.

Pequenas atitudes salvam vidas. Respeitar os limites, porque a velocidade é o principal fator de risco. É necessário ter foco. O uso do celular ao dirigir é uma das maiores causas de acidentes distraídos.

Empatia, pois lembrar que pedestres, ciclistas e motociclistas são os mais vulneráveis. E o impacto coletivo, afinal o trânsito é feito não de máquinas, mas de pessoas. Quando você escolhe não beber antes de dirigir, ou decide usar o cinto de segurança no banco de trás, você não está apenas seguindo a lei, você está protegendo o próximo.

Nesse mês o convite é para que cada motorista, passageiro e pedestre reflita sobre seu comportamento no trânsito. A escolha faz a diferença. Paz no Trânsito começa por você.

E assim finalizamos o nosso quadro, Universidade e você. Agradeço a participação do musicoterapeuta licenciado em música e produtor musical, o Erilho Almeida Galvão Júnior, que esteve falando um pouco sobre o tema musicoterapia, desenvolvimento cognitivo, sensorial e social. Erilho, nós do grupo de pesquisa ECOEM...

vinculados à Universidade Federal do Sul da Bahia, daqui de Teixeira, de Frentas. Desejamos muito sucesso em sua carreira profissional. E queremos também deixar uma reflexão aos nossos ouvintes. A musicoterapia é importante por usar a música para desenvolver a comunicação, a regulação sensorial e habilidades sociais de forma natural e sem pressão.

Ela respeita o tempo das pessoas e transforma o som em ferramenta terapêutica, onde há música, há possibilidade de encontro e inclusão. E agradeço também a atenção dos nossos ouvintes. Desejo a todos um bom final de semana. E na semana que vem estaremos aqui, se assim Deus nos permitir. Um beijo no coração de todos e até a próxima semana.

Esta é uma atividade vinculada ao grupo de estudos e pesquisas em ecossistemas comunicacionais e as tecnologias da inteligência. Ecoem. Você acabou de ouvir. O Grande Jornal. Um jornal completo, imparcial e interativo. O seu encontro diário com a informação. O Grande Jornal. Apresentação Cícero Dantas. Direção-Geral Leco Gomes.

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