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Conscientização e combate à violência contra a mulher

08 de maio de 202614min
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Pollyana Souza (Psicóloga), Juliana Krull (Estudante de Medicina), Cleidiane Anunciação (Estudante de Medicina), Michele Souza (Administradora)

Participantes neste episódio7
A

Aldineia

Host
C

Cleidiane Anunciação

ConvidadoEstudante de Medicina
J

João Pedro

Convidado
J

Juliana Krull

ConvidadoEstudante de Medicina
M

Michele Souza

ConvidadoAdministradora
P

Poliana Souza

ConvidadoPsicóloga
U

Uenha Kelly

Convidado
Assuntos4
  • Violência contra a mulherConscientização e combate · Direitos humanos · Saúde física e psicológica · Saúde infantil · Desigualdade de gênero · Mulheres negras · Interseccionalidade · Violência estrutural
  • Redes de apoio para vítimasImportância das casas de apoio · Amparo psicológico · Falta de serviços na região
  • Desafios das mulheres vítimas de violênciaSilenciamento e deslegitimação da fala · Necessidade de provar a violência · Importância da delegacia da mulher · Machismo e negligência em delegacias comuns
  • Mestrado em Artes na UFSBEdital e inscrições · Linhas de pesquisa · Campus Osígenes Costa · Universidade Federal do Sul da Bahia
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Agora no Grande Jornal. Universidade e você. A educação mais perto de você. Boa tarde, Cícero Dantas e JB.

Boa tarde para a Uenha Kelly e João Pedro que fazem a participação especial de hoje. E boa tarde para vocês, nossos queridos ouvintes, que sempre nos acompanham aqui na Rádio Sucesso FM 104.9. E boa tarde para as nossas convidadas de hoje. A psicóloga Poliana Souza, a estudante de medicina e representando a comunidade quilombola de Euvesse, a Juliana Cru.

a estudante de medicina também daqui da UFSB, Cleidiane Anunciação, e a administradora Michele Souza, que estarão falando um pouco sobre a conscientização e o combate à violência contra a mulher. Meninas, boa tarde, sejam todas bem-vindas ao nosso quadro Universidade Você. Vamos começar aí com a nossa primeira pergunta.

Para a Cleidiane, Cleidiane, conte para os nossos ouvintes qual é a importância de conscientizar e combater a violência contra a mulher.

Saudações, agradeço a oportunidade de falar sobre um tema tão importante. Estamos no mês de conscientização e combate à violência contra a mulher. E por que é tão importante falar sobre esse tema? Porque a violência contra a mulher é uma violação grave, primeiramente dos direitos humanos.

Ela vai afetar a integridade física, psicológica e emocional das vítimas. Essa violência leva a danos físicos e psicológicos que são profundos e que podem desencadear problemas de saúde, como a depressão, a ansiedade, e pode levar até o suicídio. Além disso, ela vai afetar também a saúde das crianças que vão estar ali testemunhando o que vivem nesse ambiente violento também.

Essa violência contra a mulher, ela perpetua aquela cultura de desigualdade de gênero, reforça aquele estereótipo e limita as oportunidades para a mulher na sociedade. E essas consequências socioeconômicas, principalmente da mulher que sofre a violência, ela pode ter ali uma dificuldade de manter o emprego.

e afetar a sua dependência financeira e econômica como um todo. Por isso que é tão importante espaços como esse para conversar, para dialogar, para divulgar, conscientizar, sensibilizar também sobre a violência contra a mulher e ajuda a construir uma sociedade mais justa e igualitária, de modo assim a promover o respeito e a igualdade de gênero.

negras apresentam maior índice nas pesquisas de violência praticada contra a mulher. A maior incidência de violência contra mulheres negras pode ser compreendida através de uma combinação de fatores históricos e sociais.

O racismo e a desigualdade que essas mulheres enfrentam tem raízes profundas que remontam à época da escravidão e da colonização. Esses fatores históricos contribuem para uma marginalização que as torna mais vulneráveis à violência. Além disso, as desigualdades econômicas e sociais enfrentadas por muitas mulheres negras são um fator crucial. Muitas vezes elas têm menos acesso a recursos e serviços.

o que pode dificultar o acesso à proteção e apoio quando precisam. A interseccionalidade também é um conceito importante. A combinação de racismo e sexismo cria uma realidade única de opressão que pode ser mais severa para essas mulheres. Outro aspecto é a estigmatização e a invisibilidade.

A violência contra mulheres negras muitas vezes não recebe a atenção devida, em partes porque essas experiências são menos discutidas publicamente e menos visíveis nas políticas de apoio. Isso pode resultar em uma resposta inadequada das autoridades e dos serviços destinados a ajudar. Além disso, as muitas mulheres negras...

enfrentam barreiras adicionais ao buscar ajuda, como a falta de serviços adequados e a dificuldade em acessar apoio devido a questões econômicas e sociais. Muitas vezes, os serviços de apoio não são sensíveis às realidades culturais e raciais dessas mulheres, o que pode desencorajá-las de buscar ajuda.

A violência estrutural também desempenha um papel importante, condições de vida precária e a falta de acesso a serviços básicos podem agravar a violência interpessoal. Para muitas mulheres negras, essas condições são uma realidade constante. Para enfrentar essa situação, é essencial adotar abordagens que reconheçam e respondam a essas múltiplas dimensões da opressão. A luta contra a violência precisa ser sensível à realidade específica das mulheres negras e trabalhar para promover a igualdade racial e...

e de higiene de maneira íntegra. Michele, qual é a importância das redes de apoio para as mulheres que sofrem ou que já sofreram violência? Essas redes de apoio para mulheres que sofrem violência, eu entendo que são muito importantes, pois normalmente essas casas de apoio têm profissionais, pessoas ali que estão preparadas para receber.

Essas mulheres que foram tão maltratadas, tão diminuídas, tão humilhadas. E elas têm dificuldade muitas vezes de sozinhas buscar ajuda por muitos motivos. E dentre eles a vergonha, a vergonha de ter sofrido isso dentro da própria casa, por uma pessoa tão próxima dentro da sua família.

Então muitas vezes essas mulheres têm essa dificuldade e essas casas de apoio estão ali para auxiliar, para receber essas mulheres com toda a empatia, sem julgamentos, sem querer entender muitas vezes ou julgar pelo motivo que isso aconteceu.

E é isso que elas precisam, elas precisam de amparo psicológico, né? Porque muitas vezes elas são levadas a acreditar que a culpa é delas, daquilo que aconteceu, delas sofrerem essa violência. E por isso muitas vezes elas se acomodam e acham, não, é culpa minha mesmo. E isso pode levar a uma situação extrema no futuro. O agressor pode continuar e agravar essas agressões contra essas mulheres.

Então, assim, é de suma importância que ela tenha esse amparo, que ela saiba que as pessoas que estão ali nessas casas de apoio estão para ampará-las, para poder ajudá-las sem julgar, né? Sem dizer que a culpa é delas. E, infelizmente, pelo que vejo, pelo que pesquisei, temos poucas dessas casas de apoio na nossa região.

O que seria interessante pensarmos de uma forma, de uma maneira mais abrangente com relação a isso, porque são muitas as mulheres que são agredidas no seu lar.

Poliana, quais são os tipos de violência contra a mulher? Bom, a Lei Maria da Penha discrimina cinco formas de violência. A primeira é a violência física, que é a violência entendida como agressão, que resulte em lesão corporal, que ofenda a integridade ou a saúde corporal. Nós temos também a violência psicológica.

que é entendida como qualquer conduta que cause algum dano emocional, a diminuição da autoestima dessa mulher, podendo ocorrer de variadas formas, como, por exemplo, a manipulação, a perseguição, o insulto, a chantagem, a humilhação, aquela vigilância constante em cima da mulher, o isolamento.

A terceira exposta pela Lei Maria da Penha é a violência sexual, entendida como qualquer conduta que constrange a presenciar, manter ou participar de alguma relação sexual não desejada. Não apenas participar, certo? Que se for obrigada a presenciar também, assistir pornografia, por obrigação, tudo isso é visto como violência sexual.

também um impedimento de usar métodos contraceptivos ou forçar o aborto, ou seja, qualquer atro que limite ou anule o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos dessa mulher. Tem-se também a violência patrimonial, que é quando é retido, destruído ou retirado dessa pessoa algum bem. É muito comum a gente ver em documentos pessoais ou objetos de valor.

E por último, mas não menos importante, a violência moral, que ocorre em casos de calúnia, difamação e injúria contra essa mulher. Então, todas essas formas são vistas como forma de violência contra a mulher. Juliana, quais são os maiores desafios das mulheres que sofrem violência?

Ao meu ver, um dos maiores desafios das mulheres que sofrem violência é justamente o silenciamento, a deslegitimação da sua fala, da sua voz. Porque a todo momento, essa mulher que sofreu um tipo de violência, seja ela verbal, física, psicológica, ela tem que estar provando.

que ela sofreu essa violência. Então, assim, muitas vezes só a fala não basta e deveria bastar. Então, nesse sentido também, a gente olha e percebe a importância da delegacia da mulher, que é onde essa mulher pode ir, denunciar, se sentir acolhida.

E essa especificidade da delegacia da mulher começou a ser valorizada a partir do momento que a gente percebeu que nas delegacias comuns haviam muitos profissionais que não levavam essa denúncia a sério, que negligenciavam essa denúncia. Justamente profissionais homens, machistas, que não levavam em consideração esse sofrimento.

dessa mulher. Então, muitas vezes a mulher que sofria violência, não só em casa, mas na rua também, ela tinha justificativas para os atos que aconteciam com elas. A gente já cansou de ver questões de violências sexuais mesmo, de homens dizendo, ah, mas estava com aquela roupa, mas estava tal horário na rua. Então, isso meio que além de negligenciar,

silenciar a mulher, também era um fato que não levava em consideração ao que tinha realmente ocorrido. Então, muitas mulheres deixavam de denunciar por conta disso, por conta desse fator. Então, nesse sentido, a gente percebe que um dos desafios é esse.

Essa questão do silenciamento da mulher e do apoio, da rede de apoio que ela precisa para tomar coragem, para denunciar e para se resguardar e ficar longe do possível agressor. E agora vamos receber a Uenha Querer trazendo mais uma notícia de março. Boa tarde, Uenha.

Olá, boa tarde Aldineia, boa tarde a todos os ouvintes aqui da Rádio Sucesso FM. E temos seleção para mestrado abrindo inscrições em breve. O programa de pós-graduação em Artes da Universidade Federal do Sul da Bahia, UFSB.

acaba de publicar o edital para a terceira turma do mestrado acadêmico em Artes. O início das aulas, para quem for selecionado, será já no segundo semestre de 2026. As inscrições abrirão, então, no dia 2 do mês que vem e se encerram no dia 30, com 20 vagas regulares somente pelo formulário online do SIGA-A.

O curso será ofertado no campus Osígenes Costa, em Porto Seguro, Bahia, tendo como área de concentração os estudos contemporâneos em artes, com três linhas de pesquisas, dramaturgia do corpo e cena, pedagogia das artes, processos artísticos e comunidades. O mestrado em arte da UFSB concentra seus interesses nos processos de produções artísticas radicados na diversidade estética.

e também na construção de experiências artísticas na nossa atualidade.

Se você tem interesse, então, em se aprofundar nas áreas de artes e fazer parte desse mestrado, acesse já o site ufsb.edu.br. E assim finalizamos mais um quadro, Universidade e Você. Agradeço a participação da Poliana, Juliana, Cleidiane e a Michele, que estiveram falando um pouco sobre o tema Conscientização e Combate à Violência contra a Mulher.

Nós do grupo de pesquisa ECOIN desejamos muito sucesso na vida de vocês. Agradecemos por terem participado do nosso quadro. E finalizamos o mês de março trazendo temas que fossem voltados para as mulheres. E agradeço também a atenção dos nossos queridos ouvintes. Desejo a todos um bom final de semana.

E na semana que vem estaremos aqui, se assim Deus nos permitir. Um beijo no coração de todos e até a próxima semana. Esta é uma atividade vinculada ao grupo de estudos e pesquisas em ecossistemas comunicacionais e as tecnologias da inteligência.

E com. Você acabou de ouvir. O Grande Jornal. Um jornal completo, imparcial e interativo. O seu encontro diário com a informação. O Grande Jornal. Apresentação Cícero Dantas. Direção Geral, Leco Gomes.

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