Plantão Psicológico UFSB
Gabriela Andrade da Silva (Professora da UFSB)
Aldineia
Gabriela Andrade da Silva
João Pedro
NQL
- Plantão Psicológico UFSBAtendimento em crise · Diferença entre plantão e psicoterapia · Definição de crise · Público-alvo e inscrição · Processo de atendimento · Sigilo no atendimento psicológico · Contribuição para a saúde mental · Pronto-socorro psicológico
- Abril Azul e TEAConscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista · Combate ao preconceito e promoção da inclusão · Autismo como condição, não doença · Diversidade humana e individualidade no espectro · Informação como chave para inclusão · Papel de escolas, famílias e comunidades · Azul como símbolo de esperança e empatia
Agora no Grande Jornal. Universidade e você. A educação mais perto de você. Boa tarde Cícero Dantas e JB. Boa tarde para o NQL e João Pedro que fazem a participação especial de hoje. E boa tarde para vocês, nossos queridos ouvintes, que sempre nos acompanham aqui na Rádio Sucesso FM cento e quatro ponto nove.
E boa tarde para a nossa convidada de hoje, a professora e psicóloga da Universidade Federal do Sul da Bahia, daqui de Teixeira de Freitas, a Gabriela Andrade da Silva, que estará falando um pouco sobre o plantão psicológico da UFSB. Professora Gabriela, boa tarde. Qual é o objetivo do plantão psicológico da UFSB?
Olá, boa tarde, ouvintes da Rádio Sucesso, boa tarde, Aldineia, muito grata pelo convite, para a gente falar desse assunto que é tão importante, tanto para a comunidade quanto para o UFSB. Então, o objetivo do plantão psicológico é atender as pessoas no momento da crise, no momento em que as coisas saem de uma maneira que a pessoa sente uma urgência de conversar.
ela precisa de uma atenção mais imediata, porque ela está com algum problema que aconteceu normalmente mais recentemente, ela está muito angustiada, então ela está precisando de um atendimento para lidar com a situação de crise. Então, nesse sentido, ele é diferente da psicoterapia, que é uma coisa mais de longo prazo, que às vezes a pessoa procura, ela nem está com aquela urgência de falar naquele dia.
ela está buscando uma ajuda, por exemplo, para lidar com alguma demanda de prazo mais longo e tudo, né? E aí o que é crise? Olha, crise pode ser muita coisa, né? Então pode ser, por exemplo, a perda de um emprego, o fim de um relacionamento.
pode ser alguma questão que angustie no sentido, por exemplo, de um risco de suicídio, pode ser, enfim, uma série de questões que a pessoa está ali com uma situação de urgência, que ela precisa falar naquele momento.
E quem define o que é urgência é o próprio cliente, né? Mas é importante saber que não é um atendimento de longo prazo, que a gente vai conversar naquele momento, né? E a gente deve encerrar o atendimento ou no mesmo dia, ou no máximo na semana seguinte. Professora Gabriela, conte para os nossos ouvintes quem pode se beneficiar do plantão da UFSB e como é realizada a inscrição.
O plantão psicológico está aberto para qualquer pessoa aqui de Teixeira de Freitas ou região maior de 18 anos, somente para adultos. A gente não faz uma inscrição prévia, não é necessário nenhum contato prévio com a instituição. É só aparecer aqui na quinta-feira entre 17h30 até umas 19h30.
E a gente atende por ordem de chegada. Então não é necessário nenhum tipo de encaminhamento, de agendamento, nada disso. Só mesmo comparecer. A UFSB fica aqui na Avenida Getúlio Vargas. E é o campus que fica na frente do posto Escala, que a gente chama de Complexo 2. Chegando no campus, vocês têm que procurar o Serviço Escola de Psicologia. Então já vai ter alguma sinalização, qualquer coisa. Vocês podem perguntar também aqui para o pessoal da Guarita.
Mas é na UFSB Complexo 2, somente mesmo aparecer nesse horário, né? Que eu vou repetir, então, é nas quintas-feiras, das 17h30 até as 19h30, o horário de chegada, tá? E precisa vir, então, presencialmente aqui no campus. Professora Gabriela, como funciona o processo de atendimento no plantão psicológico?
O atendimento no plantão psicológico é um atendimento pontual, que a gente chama. Ele não tem uma perspectiva de continuar ao longo do tempo, de fazer várias sessões como tem na psicoterapia, que é semanal. Então ele também tem uma questão diferente, que é ele não ter um limite de duração.
A gente não tem obrigação de encerrar o atendimento em 50 minutos ou uma hora. A gente fica conversando até que a gente consiga encontrar um caminho para a pessoa lidar com a demanda que ela trouxe, com a crise que ela está passando nesse momento. Então, o atendimento se baseia numa conversa em que os estagiários do curso de psicologia, na verdade, as estagiárias, porque nesse momento são todas meninas, elas estarão lá disponíveis para escutar.
muito atentamente e para ajudar a pessoa que procurou o plantão a buscar recursos que ela tenha para poder lidar com aquele problema. Então esses recursos podem ser coisas pessoais, habilidades que ela tenha, como pode ser também apoio de outras pessoas, como podem ser outros serviços que a nossa cidade proporcione. Então o importante é que as nossas estagiárias estarão lá disponíveis.
para conversar, escutar o que está acontecendo, e isso já é muito importante, a gente sabe o quanto falar e ser escutado é importante, e buscar soluções conjuntamente.
Professora Gabriela, em que momento devemos procurar ajuda psicológica? O momento de buscar ajuda psicológica, eu acho que é sempre que a pessoa sente que ela não está dando conta sozinha de algumas coisas, né? Que tem situações que estão trazendo um sofrimento, que estão trazendo um desconforto.
e que a pessoa não está sabendo lidar, que ela precisa de ajuda. Ou o momento em que ela está se sentindo sozinha e precisando de um acolhimento, precisando falar, precisando falar sobre o que está acontecendo. E é muito importante, nesse sentido, lembrar que o atendimento psicológico é sempre sigiloso. Aquilo que se fala numa sessão de psicologia, seja no plantão ou em outros serviços, e que ela precisa de ajuda.
não pode ser compartilhado, é uma questão ética, né, que nós respondemos, inclusive, para o nosso Conselho Regional de Psicologia, caso a gente viole esse princípio ético. Então, é um momento, realmente, para você pensar em você, né, a pessoa que vai procurar, você que está procurando esse serviço, vai pensar em você mesmo, vai parar um pouquinho.
as atribulações do dia a dia, da agenda, e vai começar a pensar em si mesmo, em formas de enfrentar esse sofrimento, que ele não precisa ficar permanente, existem formas de lidar com isso. Então, o momento em que você vai buscar ajuda, já é uma questão sua, o momento em que a pessoa sente, não, agora eu realmente vou precisar dessa ajuda. E é importante essa abertura, essa disposição para fazer transformações, para fazer mudanças.
na forma como vem lidando com os próprios problemas e com a vida, no sentido de procurar uma maior qualidade de vida, de procurar um maior conforto, né, diante das circunstâncias que aparecem. Eu sempre falo que, assim, dificuldades na vida a gente sempre vai ter, não existe nenhuma vida fácil, né, mas a gente tem que saber lidar com isso, a gente tem que conseguir parar, pensar e encontrar um caminho para lidar com isso. Então, no momento em que a gente não está conseguindo lidar...
É o momento em que a gente precisa procurar ajuda e a psicologia vai estar à disposição para isso. Professora Gabriela, como o plantão psicológico da UFSB contribui para a saúde mental da comunidade local, regional e a universitária?
Olha, uma coisa que eu venho falando é que sempre que a gente busca um atendimento em saúde, existe uma demanda grande para os serviços de saúde. E muitas vezes existe uma fila de espera, existe aquele problema de você ter que ficar esperando, às vezes semanas, meses até, por um atendimento.
Isso na psicologia se agrava, por quê? A psicologia é uma especialidade, uma profissão, que ela demanda muitos atendimentos, ela demanda muitas horas do profissional de saúde, normalmente. Se a gente for pensar naquele esquema da psicoterapia, que a pessoa volta todas as semanas para falar com o psicólogo ou a psicóloga,
Aí a gente tem esse problema muito mais agravado, né? Porque não vai dar para atender muita gente ao mesmo tempo, simultaneamente, né? Então a gente tem que buscar sempre recursos dentro da psicologia que permitam atender também aquela pessoa que está com uma urgência, aquela pessoa que está no momento da crise.
E que talvez, se eu esperar para atendê-la daqui uma semana, ou um mês, ou um ano, aquela crise já até passou. E a pessoa ficou, às vezes, com aquele nó na garganta, aquele trauma, vamos dizer assim. Então, o plantão psicológico vem nesse sentido, da gente evitar essas longas filas de espera quando existe um problema mais grave, mais urgente, seja lá o que a pessoa está entendendo como urgência, mas naquele momento em que a pessoa está realmente em sofrimento.
Seria, portanto, quase que um pronto-socorro dentro da psicologia. Sabe o pronto-atendimento, como a UPA, por exemplo, o pronto-atendimento do hospital, em que a pessoa está com um problema de saúde urgente e ela precisa de atendimento naquele momento?
O plantão psicológico funciona dessa maneira, é para quando as pessoas estão com uma urgência. Então ele entra como um novo serviço dentro da UFSB e dentro de Teixeira de Freitas. Esse novo serviço não substitui os já existentes, mas ele funciona então como um ponto de apoio.
para todos os outros, para toda a população e para os outros serviços também, para que as pessoas possam nos procurar no momento da crise e ter esse acolhimento. Aldineia, eu agradeço muito pelo convite da Rádio Sucesso FM para...
participar desse quadro. É sempre um prazer estar aqui com vocês. Agradeço também pelos ouvintes que estão aqui com a gente, pela atenção de vocês e espero que a gente possa, então, ajudar vocês se vocês precisarem do plantão psicológico na UFSB. Eu fico à disposição também, se vocês quiserem depois entrar em contato aqui com o Serviço Escola de Psicologia, saber mais sobre o nosso serviço.
E vamos receber o João Pedro trazendo mais uma campanha do mês de abril. Boa tarde, João. Boa tarde, Neinha. E boa tarde a todos os ouvintes da Rádio Sucesso. O mês de abril é marcado pela cor azul para lembrar uma causa muito importante. Conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista, ou TEA.
Celebrado mundialmente no dia 2 de abril, o Abril Azul busca ampliar o conhecimento sobre o autismo, combater preconceitos e promover a inclusão das pessoas autistas em todos os espaços da sociedade. O autismo não é uma doença, mas é uma condição que influencia a forma como cada pessoa percebe o mundo, se comunica e interage.
Cada indivíduo, dentro do espectro, é único, com suas próprias habilidades, desafios e formas de expressão. Por isso, o Abre o Azul nos convida a enxergar além dos rótulos e a valorizar a diversidade humana.
campanha reforça que informação é a chave para a inclusão. Quanto mais aprendemos sobre o autismo, mais preparados estamos para acolher, respeitar e apoiar. Escolas, famílias e comunidades têm papel fundamental nesse processo, criando ambientes acessíveis e estimulando o desenvolvimento de potencialidades.
Mais do que uma cor, o azul simboliza esperança e empatia. O próprio azul nos lembra que todos têm o direito a viver com dignidade, respeito e oportunidades. Celebrar essa campanha é assumir o compromisso de construir uma sociedade mais justa, onde as diferenças não se tornam barreiras, mas pontes para o entendimento e para o amor.
E assim finalizamos mais um quadro Universidade e Você. Agradeço a participação da professora da UFSB e psicóloga Gabriela Andrade da Silva, que é responsável pelo plantão psicológico da UFSB. Professora Gabriela, muito obrigada por ter aceitado o nosso convite.
e ter participado do nosso quadro Universidade e Você, abordando um pouco sobre o plantão, que é de grande importância para a comunidade local e regional também. E desejo parabéns de sua carreira acadêmica e sucesso no plantão também.
Agradeço também a atenção dos nossos queridos ouvintes. Desejo a todos um bom final de semana. E na semana que vem estaremos aqui, se assim Deus nos permitir. Um beijo no coração de todos e até a próxima semana. Esta é uma atividade vinculada ao grupo de estudos e pesquisas em ecossistemas comunicacionais e as tecnologias da inteligência.
E comem. Você acabou de ouvir. O Grande Jornal. Um jornal completo, imparcial e interativo. O seu encontro diário com a informação. O Grande Jornal. Apresentação Cícero Dantas. Direção Geral. Leco Gomes.