Episódios de Como Você Fez Isso?

COMO CHEGAR AOS 100 ANOS COM SAÚDE? | Dr. Barakat #132

01 de abril de 20261h8min
0:00 / 1:08:55

Você quer apenas viver mais ou viver MELHOR? Neste episódio do "Como Você Fez Isso?", Caio Carneiro recebe o Dr. Barakat para uma aula transformadora sobre longevidade. Descubra os 4 pilares científicos para curar seu intestino, vencer a ansiedade e construir um corpo que chegue aos 100 anos com autonomia!☕ *Caffeine Army e Como Você Fez Isso?*- Cupom de desconto: COMOVOCEFEZISSO🟪 Quer participar da plateia? Preencha esse formulário e boa sorte!

Participantes neste episódio2
C

Caio Carneiro

HostJornalista
D

Dr. Barakat

ConvidadoMédico
Assuntos5
  • Envelhecimento e LongevidadePilares da vida saudável · Qualidade de vida · Alimentação e intestino · Exercício físico · Saúde mental e ansiedade
  • Efeitos à Saúde de AlimentosAlimentos ultraprocessados · Dieta do Mediterrâneo · Intestino como segundo cérebro
  • Ansiedade e saúde mentalMindfulness e presença · Ritual de sono
  • Exercício Físico e SaúdeMusculação e saúde · VO2 e expectativa de vida
  • Aumento de longevidadePeptídeos e saúde · NAD+ e envelhecimento
Transcrição181 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Galera, sejam todos muito bem-vindos a mais um super episódio do Como Você Fez Isso. E hoje eu recebo ele, que é médico, palestrante, escritor, um dos maiores expoentes da medicina integrativa no Brasil. Verdade, cara. Ele tá já uma longa e linda história, dedicando décadas a difundir a importância dos pilares de uma vida saudável. Hoje tem uma importância...

importante tá fica ligado reconhecido por suas reflexões sobre o que líbio entre corpo mente espírito ele transforma conceitos científicos em um chamado para ação que provoca autonomia e reconecta as pessoas com a sua própria vitalidade o convidado de hoje é doutor para cá palmas para o baracá senhores e senhores amigo obrigado tô feliz aqui de mais um episódio segundo a segunda vez aqui com você sensacional

E primeiro a gente começa com um tema muito importante. E foi muito legal que quando a gente trouxe esse tema, eu sei que a conversa vai desmembrar, porque eu acho que não é um jeito só o outro de chegar neste lugar.

Marca, como viver até os 100 anos? Como viver mais? As pessoas querem viver mais. Esse é o desejo da humanidade. Sempre foi. Se você olhar a história da humanidade, todo mundo está atrás da fonte da juventude, da eternidade. Isso é um desejo, porque a morte o assusta. E nem todos estão preparados. Basta você viver pensando na morte.

que você se altera. Então, quem sofre menos é aquele que pensa menos. Então, esse foi um desejo de toda a sociedade, de toda a humanidade. Aliás, o sucesso do catolicismo ou de outras religiões vem na promessa da continuidade da sua vida após a morte. Então, a ideia da interrupção da vida nos assusta. Então, querer viver mais é um desejo natural.

A gente fala nisso, estamos falando de lifespan, que é um termo em inglês, para tal desejo. Mas o que vem acontecendo na sociedade? A sociedade vem vivendo até os 80 anos, mudou a expectativa de vida. Há décadas atrás, era até 40, 50 anos atrás.

Agora é até 80. Mas com que qualidade de vida essas pessoas estão aos 80? Quantas das pessoas que estão aqui conosco não têm um parente aos 80 sequelado de diabetes, de infartos cardíacos, com uma má qualidade de vida, ou uma ferida que demora para cicatrizar, ou uma doença degenerativa mental, demência, Alzheimer. Então, eu estou com 80 anos, mas há 10 anos doente.

há 15 anos sofrendo e gerando dor para todo mundo ao lado. Então, viver mais não é tão mais importante do que viver bem e mais. E aí é o termo healthspan, que é viver com qualidade. Com que qualidade você quer viver mais? E aí, então, viver mais não vai mais depender da medicina.

Porque hoje quem faz as pessoas viverem mal quando elas vivem uma vida ruim são medicações, intervenções cirúrgicas, especialidades de infraestrutura hospitalar que ajudam as pessoas a vencerem suas dores e doenças. Câncer e tantas outras doenças. E prolonga a vida delas. Mas quando falamos de Health Span... Então...

Isso não está mais delegado a ninguém. Agora, isso é compromisso seu. Porque quem vai poder gerar qualidade de vida para o seu envelhecimento e uma possível longevidade centenária, vai ser a maneira com que você cuida da sua vida e não mais alguém fazendo por você. E aí, vai separar menino de gente grande agora. Porque todo mundo quer, mas poucos são capazes de fazer o que é preciso ser feito.

E tem duas coisas. Não sei se você está... Obviamente que você está, mas... Você está vendo um movimento dessa nova geração bebendo menos. Ou seja, se importando mais com a hora de dormir. Como você está vendo esse movimento? Eles ainda não me convenceram. Eu acho que é mais medo de passar mico bêbado do que vontade de ser saudável. Começou, valeu. Eu acho que é mais preocupação com a imagem e com isso do que realmente. Porque é um abuso nas gerações anteriores do álcool. E o mico é...

Um zoológico humano, velho. Uma balada é um zoológico, cara. É verdade. Eu que não bebo, eu assisto, né? 11 horas, meia-noite, 3 da manhã. Começou.

A gente vai embora. Na minha época de 18 anos, não tinha rede social. Com toda certeza, o comportamento do público seria diferente. Totalmente diferente. Então, eu não sei, mas eu tenho achado maravilhoso. Porque isso traz saúde. Mas você não está vendo a indústria wellness bem estar apontando mais o interesse das pessoas? Como você vê? Isso é uma verdade. Mas para o jovem, para a nova geração, ou para todos?

Esse desejo de viver mais não acho que é de uma geração específica. Eu acho que faz parte de grupos de todas as gerações. E isso é um desejo mundial, como eu já disse, milenar. Então não vai mudar. Com relação às novas gerações, eu, como eu sou quase Bayburner, geração X do começo, eu tenho dificuldades, cara, de lidar inclusive com a minha filha.

porque eu tenho que reaprender o tempo todo a falar com eles eu sou duro, austero, dá pra perceber quem me acompanha nas mídias sabe que eu me comunico dando bronca foi assim que eu fui educado e agradeço muito por ser essa pessoa então eu tenho muita dificuldade de me comunicar e tomo muito cuidado porque eu sei que no final das contas eu sou eu que sou mal interpretado por eles

E julgado. Então, eu desconfio, mas eu não tenho certeza. Mas que existe uma vertente enorme. É lógico que o mercado está de olho em todo mundo. Então, o que eu vejo na garotada? Ninguém mais quer copinho de porcaria, quer um copo de chá verde. Ninguém quer energético. Porque está todo mundo muito ansioso. Agora eles querem alguma coisa com chá verde porque tem a litianina, que acalma. Então, tudo que diminui a ansiedade. Então, está rolando mesmo nessa geração um movimento. Até as baladinhas no café da manhã.

Você já viu umas baladinhas nas padoquinhas, então já não tem álcool, é uma coisa mais curta. Sabe o que é autoastral? Sport, horror, livre, bombando. Bacana, as maratonas, os grupos de todo. Eu fazendo surf aos 60, isso não para. Aliás, essa é uma das maneiras de você viver mais.

provocar o seu corpo e o seu cérebro algo novo. Você desenvolve neuroplasticidade. Ah, então isso é uma estratégia? Sempre é. Toda hora a gente tem que se provocar. Como você quer viver 100 anos em zona de conforto? Não vive.

Quando a gente começa a falar de 100 anos Muitas pessoas, né Essa busca de viver mais, mas também viver melhor Quando a gente pensa em ficar velho Acamado, todo mundo fala assim Cara, aí prefiro ir pro céu, né Então acho que essa combinação Quais são os pilares? Por onde se começa esse papo? Cara

Qual que é uma boa estratégia pra alguém falar assim, cara, eu tô no caminho. Eu tô perseguindo esse caminho. Porque eu acredito que uma vida dessa deixa rastro. Quando você conhece alguém, uma vez eu vi um documentário, não lembro de foi, acho que foi Netflix, acho que é da Blue Zone, sobre as pessoas que vivem mais tempo. Existe uma lógica no caos. E algo em comum. E algo em comum, né? Então, como a pessoa sabe se ela tá perseguindo esse caminho ou perseguindo outro caminho de fazer, cara, você tá indo contra o muro.

faz essa avaliação? Bom, nessas regiões das blusones, é a cultura local. Então, ninguém tá em colisão, porque é a cultura local de todos. E isso envolve relação com o dia, com a noite, sono. São lugares onde as pessoas dormem cedo e acordam cedo.

São lugares onde a alimentação tem algo em volta da dieta do Mediterrâneo, alguma coisa específica que é de qualidade, baseada em comida de verdade. As pessoas se movimentam como antigamente, não como nas grandes metrópoles. Então há uma atividade física quase que forçada no dia a dia. Mas, acima de tudo, o que faz a longevidade acontecer nessas blusones é como o idoso é tratado e considerado, com respeito e notoriedade em todos eles. Se você for avaliar. Então há um desejo.

Há um conforto em ser velho nessas regiões. Você é respeitado e é tratado como autoridade. Não é como no Ocidente, onde não se vê a hora de jogar, despejar um velho em algum lugar. Então, isso muda completamente o desejo de alguém envelhecer e de como ele vai viver velho, como ele é tratado. Então, os ambientes sociais para o idoso nas regiões de Blue Zones são onde eles são as pessoas mais importantes. Então, é mais fácil viver mais em lugares onde o idoso é mais tratado, mais bem tratado.

Mas os pilares eu acho que é a pergunta que você fez primeiro. O que você acha? É até engraçado porque parece algo combinado, porque algo que eu já escrevi em 2017, Quatro Pilares?

Os Quatro Pilares da Vida Saudável, que foi um grande best-seller, que é o meu livro, que trata dos pilares da vida. Então, vamos falar sobre isso, que é exatamente aquilo que eu coloquei no comecinho, dizendo que se você quer ser longevo e saudável, isso não dá mais para delegar, você vai ter que assumir. E a primeira coisa, sem dúvida nenhuma, é o que você come.

Se alguém, todos aqui são jovens, mas qualquer pessoa acima de 50, 60 anos vai confirmar aqui comigo. Quando tínhamos 20 anos, não existia nada disso. Não existia Alzheimer, não se via demência, doença autoimune, eu só estudei na medicina e nunca vi no hospital, só em livros. Obesidade eram pouquíssimas, diabéticos eram pouquíssimas.

40 anos depois, todo mundo tem isso. O que mais tem, o que mais mudou no planeta nos últimos 30, 40 anos, não foi o DNA da população, mas sim a alimentação. Uau! Ultraprocessados, o excesso de açúcares, óleos vegetais, a indústria Big Food entrou assolando a nossa saúde e nosso mundo de adoecimento explodiu junto com o alto consumo de ultraprocessados em todo o planeta, especialmente nas Américas.

Então o primeiro ponto é, basicamente, comer comida de verdade. Você não precisa fazer... Ninguém tá falando aqui em dieta, apertar você. Só de parar de comer qualquer outro processado e priorizar bicho e planta, descascar mais, desembrulhar menos. Muito bom! Você vai viver uma vida melhor, cara. A gente não precisa nem apertar o que ele tá comendo. Deixa o cara comer, é comida. Ah, mas eu quero performar mais, então a gente pode aplicar um jejum.

que aumenta a sua atividade mitocondrial, que aumenta o seu foco, sua atenção, sua concentração, que é natural na história do homem, porque o homem, por centenas de milhões de anos, viveu em jejum. O homem é super adaptado ao jejum. O homem que não é adaptado ao jejum tem 50, 60, 70 anos, porque, afinal de contas, a geladeira foi inventada em 1930, 40, no Brasil chegou em 50, em 1960, basicamente, a metade do Brasil tinha a geladeira. Como é que as pessoas comiam antes disso?

Quantas vezes por dia? Como? Onde guardava comida? Então todo mundo jejuava, cara. Era um momento de comida. Alguém tinha que preparar a comida. Alguém se dedicava a preparar algo e sabia que aquela comida ia estragar. Então a comida à mesa era algo nobre, importante, sério, valorizado e todos respeitavam esse momento. Hoje você come a hora que quer um noodle, pede um app, bota num aplicativo e ninguém mais come junto e come qualquer porcaria a hora que quiser porque isso é descolado, né? Miojo é descolado, não é?

né faço fotinho com miojo né sim ao lado sim então é isso aí que tá mudando mudou a sociedade a doença sem dúvida nenhuma primeiro ponto alimentação check quando a gente fala de alimentação a gente tá falando de intestino

O intestino, que incrível, né? Há pouco tempo só que se descobriu todas as conexões do intestino. O intestino que produz 90% da serotonina, 50% de dopamina, tantos outros neurotransmissores. A conexão que o intestino tem com o cérebro. Nenhum órgão faz conexões sinápticas mais com o cérebro do que o intestino. Tem mais neurônio no intestino que toda a coluna dorsal.

É um órgão inteligente, um segundo cérebro. Tem autonomia, ele pode trabalhar independente do cérebro. E adoecer o intestino com aditivos químicos de ultraprocessados que o ser humano nunca viu?

vai adoecer um órgão vital na produção de energia, de saúde, de captura de nutrientes. Hoje atendo pacientes carnívoros que não têm B12, ferro e zinco, porque o intestino é doente, não capta, não nutre. Eu vejo veganos, às vezes, melhores do que carnívoros, porque o intestino desse cara é doente. Então, ter um intestino doente compromete sua saúde física e mental. Cuidar da alimentação é cuidar do intestino. Esse pilar é um dos mais importantes.

O intestino hoje está muito falado, né? Cada vez mais, graças a Deus. Parece que foi descoberto agora, mas está tudo bem. O importante é estar rolando, né? Antes a gente falava de intestino, as pessoas... O que a medicina faz para o intestino? Lachantes.

e medicação para obstruir. Uma colonoscopia procurando encontrar alguma coisa macroscópica, um tumor ou um pólipo. Fora isso, ninguém entende mais do intestino, nunca entendeu. É agora que a nutrição moderna e a medicina e os avanços no desejo de viver mais. Porque é um órgão que carrega um trilhão de bactérias em equilíbrio, que em equilíbrio nos gera saúde, e em desequilíbrio nos rouba saúde. Quem desequilibra?

Estresse, tabagismo, etilismo, sedentarismo, ultraprocessados, álcool, antibióticos. Está todo mundo vivendo algo dentro disso. Você está destruindo uma fonte de energia que desregulada rouba a sua saúde. Alimentação, primeiro ponto. Intestino, segundo ponto. Os dois juntos. Os dois juntos. Vamos colocar os dois juntos. Os dois juntos. Alimentação e barra intestino. Barra intestino. O segundo qual é? De importância.

De importância... Não precisa ser na ordem. É difícil mesmo. Mas exercício. Exercício, né? Exercício. Exercício por todas as razões, né? Mas especialmente porque quem pratica musculação reduz em 40% o risco de câncer. Caraca! Tá bom pra você? Porra! Só de fazer musculação. Então a musculação, ela vai fazer uma reprogramação neurológica, faz...

Acima de tudo, além de aumentar a sua... Quando a gente pensa em viver mais, a gente quer viver mais, mas com dignidade. Exatamente. A única coisa que pode te dar dignidade no envelhecimento é a autonomia. Porque quando você perde autonomia, você não tem mais dignidade no seu envelhecimento. Você precisa de alguém para fazer isso ou aquilo. Nossa, muito bom isso, hein? Então, para se viver com qualidade, você tem que ter força muscular e força óssea.

É assim que você vai viver com dignidade. Com 70, 80 anos topando uma viagem pra qualquer lugar. Ao invés de querer passar um pezinho na água sulforosa de uma piscina, de uma pousada. Porque não tem energia, não tem coragem, não tem vitalidade pra enfrentar. Já perdeu qualidade de vida. Deixa eu fazer um parênteses aqui. A correlação do nosso corpo e da nossa cabeça. Eu falo isso porque eu vi isso na minha família. Quando meu avô morreu, cara, minha avó tava super bem antes do meu avô morrer.

Essa é uma verdade comum. Quando meu avô morreu, minha avó fez assim, ó. É. Depois, né? Depois. Mas essa influência da cabeça, sabe? Minha avó... Eu não lembro da minha avó ter ido no hospital até, né? Antes do meu avô falecer. Essa correlação da nossa mente com o nosso corpo... É. Porque ela perdeu o propósito.

O maior propósito da vida dela é companheirismo com o marido. E vice-versa. É mais comum o homem sofrer mais e ir mais rápido depois que perde a esposa. Porque a mulher se cuida por amor. O homem só busca ajuda na dor.

É raro. Hoje o homem tem mudado. Eu não posso negar que eles me procuram por amor a alguns. Mas a grande verdade é que vem quando a água já está batendo ali. Quem vem, antecipa, cuida e previne é o espírito da mulher. A mulher tem essa. Por isso que mulher é mais longeva, em geral. Então chega lá nos 70, 80 anos, um homem que não se cuidou, porque a mulher se cuida. Ela tem menopausa, ela repõe. O homem tem andropausa e não repõe porque há uma cultura aí que proíbe. Parece ter medo de testosterona.

Eu não estou fazendo apologia à testosterona, de alta performance, estética. Estou falando de reposição no homem de 60, 70 anos. Aí esse homem perde energia, perde vigor, adoece, perde massa muscular, sarcopenia. Mas a vovó está bem. Ela está se mexendo. Ela renova propósito. Vêm os netinhos. E o homem, quando para de trabalhar, para de produzir. Se ele não tivesse se organizado para algo além... Porque o que nos faz querer viver é propósito, Caio.

Em geral, o homem, quando para de trabalhar, começa a morrer, porque ele não se preparou para isso. A mulher desenvolve novos propósitos. É o que eu penso. Mas eu queria voltar para a musculação. Porque lá na musculação, nós liberamos, diferente de qualquer atividade, todos os exercícios são importantes, aeróbicos.

São importantes os exercícios que provocam mindfulness. Tudo aquilo que exige coordenação e atenção, pedalar, correr, lutar, surfar, jogar tênis, te provoca uma exigência de atenção e coordenação para que aquilo aconteça que te obriga a estar 100% no presente. É verdade. Isso é magia.

passar uma, duas horas no tatame ou numa água surfando ou fazendo num campo de golfe ou jogando bola com os amigos é maravilhoso porque o bem-estar mental que vem a seguir é de alguém que passou uma, duas horas 100% no presente e essa é uma dificuldade da era moderna que está matando a sociedade futuro, passado, futuro, passado e ninguém está vivendo no agora, no presente que é o único lugar que podemos ser felizes é verdade

Mas a musculação em especial libera miocinas anti-inflamatórias, que só acontecem na contração muscular, não acontecem em outro momento. Miocinas, que são poderosas substâncias anti-inflamatórias. Uma delas é a irisina, que é a maior prevenção do Alzheimer.

Tanto que a indústria farmacêutica está tentando desenvolver isso em laboratório, a nossa irisina, para ser vendida como medicamento. Então, a musculação, isso já, quem falava Santarém, o professor de educação, já fala disso, de medicina do esporte, já fala disso há mais de 20 anos, mas cada vez mais as pesquisas vêm confirmando tudo isso. Então, ter músculo para viver com dignidade, autonomia, para liberar...

biocinas anti-inflamatórias, para proteger você dessas inflamações que estamos cercados, ter um condicionamento aeróbico. Outro ponto importante para a longevidade é VO2. VO2. Quanto maior o seu VO2, maior a sua expectativa de vida. Com relação direta. Direta. Como explica VO2? É o consumo de carga máxima de oxigênio? Isso que você consegue emanar numa exigência máxima de exercício.

Tem uma expressão que fala que o músculo é a poupança da velhice. É um jeito chulo ou é bom de explicar assim? É chulo, mas atende a uma grande massa, não é? Porque, vamos lá, numa UTI, uma pessoa musculosa e uma pessoa sarcopênica, sem músculo, com a mesma doença internado, não há dúvida nenhuma de quem tem expectativa de sobrevivência maior é aquele com músculo. Todo mundo naquela UTI sabe disso.

Porque é estatístico, acontece sempre. Eu saí da internação, perdi 10 quilos, 15 quilos, mas sobrevive. Você teve 15 quilos de músculo para perder. Porque o outro que não teve, morreu. E quando a gente pensa no ganho de musculatura, tem um momento ideal? Por exemplo, o que está ouvindo a gente falar assim? Puxa, cara, eu não treinei até agora, já estou com 45. Eu não posso falar um momento ideal. Mas não existe hora para parar.

Tem estudos mostrando mulheres na menopausa iniciando musculação e ganhando massa muscular.

Então assim, parem com essa fragilidade, esse mimimi que não é pra mim, agora não dá ou proibir seu filho que tem 14 anos de fazer musculação, isso também é história do passado todo mundo tem que treinar força eu não tô falando de fazer bodybuilder

Não é isso. Não que eu não tenha nada contra. É um estilo. Mas todo mundo tem que treinar força. Ter forte. Não precisa ser necessariamente musculoso. Ou esteticamente bonito. Isso é um outro detalhe. É treinar força. E você faz isso em treino funcional. Você faz isso em treino de musculação. Você consegue isso no crossfit. Você consegue isso em vários treinos diferentes. E resistência de peso. Peso resistido. Hoje se fala muito de ansiedade. Aham. A ansiedade está totalmente na mente. Ou ela está um pouco no teu prato?

Vamos lá. Ansiedade é um tema... É um dos pilares, que é o equilíbrio corpo-mente e espírito. Exato. Então vamos falar desse pilar. Então já falamos de intestino e alimentação, falamos de atividade física, musculação e aeróbicos, e equilíbrio corpo-mente e espírito. Ansiedade. As pessoas querem entender, né? Primeiro que a ansiedade não é um sentimento. Porque os sentimentos do homem são só quatro. Medo, raiva, tristeza e alegria. Muito bom. Então o que é a ansiedade?

exacerbação do medo. É que ninguém quer aceitar. Mas é. Porque a ansiedade nada mais é do que o medo horroroso de que algo ruim ou errado possa acontecer com você ou com alguém que você ama. E aí, por precaução, você não para de pensar nas infinitas possibilidades de que isso pode acontecer. Seja num contrato de negócio, seja numa viagem, seja numa tomada de decisão, seja largar um emprego e começar outro. Dispara-se um turbilhão de pensamentos, ideias e possibilidades. Em neurociência, o cérebro não sabe de ser nenhum que é imaginação e realidade.

a medida do tempo à medida que você é um cara que a noite é um pensador acelerado né apaga a luz a mente no silêncio da noite a mente ficar barulhento começa

Vai tomar um banho, não consegue nem saber se passou shampoo ou não, porque está perdido num banho numa reunião pessoal interna com o chuveiro caindo na metade, 15 minutos. Dirige um carro, está num bairro, quando vê está na zona norte. Essas pessoas estão o tempo todo longe do agora. Então, acima de tudo, ser ansioso é estar ausente do agora. E como se não bastasse estar ausente do agora, hospedando na mente um monte de pensamento de risco e perigo de tudo que você não quer que aconteça.

Só que como você não quer que aconteça, você fica detalhando essas possibilidades. E o cérebro, confuso com isso, acreditando que é verdade, é como se, metaforicamente, todos os dias você saísse da sua casa e tivesse duas onças correndo atrás de você. O que você precisa para eu fugir da onça? Lavando a adrenalina.

Então quando vier a descarga de adrenalina Não reclama, porque isso é nada mais é do que um comando mental Que você está andando na cama, no banho, no carro Em todo momento de ócio Hospedando pensamento de risco e perigo Daqui a pouco a cortisol adrenal fala assim Toma aí uma descarga de adrenalina e cortisol pra você Pode correr das onças Porque se você estivesse na mata, ele está feliz Já teria corrido, estaria no último lugar esperando o resgate Exato, exato Mas você está em casa, está no carro, está no restaurante Está no avião, tendo crises de ansiedade Sim

Aí, o cérebro precisa parar com esse monte de pensamento. Porque incomoda. Se você for um fumante, o que você acha que o seu cérebro diz pra você fazer? Vai pegar um cigarro. Vai pegar um cigarro. Se você for um cara que manda uma cachaça fácil, escureceu às seis horas da tarde, o que o cérebro fala pra você? Toma uma asinha. Abre uma garrafinha aí. Agora, se você não fuma e não bebe, o que a cabeça manda fazer? Comer? Comer.

Mas também tem pornografia, também tem jogos, compras. Mas o que essas pessoas estão fazendo? Como é que melhora a ansiedade? O que melhora de verdade? O tabaco, álcool, açúcar. Lógico que não da vez que vai beber, fumar ou comer o açúcar, é uma recompensa dopaminérgica barata. Então essas são as dopaminas baratas que está todo mundo procurando na pornografia, no telefone, na esperança, rolando no telefone, achando que vai ficar feliz. Tá.

E de vez em quando vem alguma coisa que deixa feliz, isso estimula ele a ficar mais uma hora rodando até vir mais um pouquinho de dopamina. Como é pornografia, como é o açúcar instantâneo. Mas, na verdade, o que o cérebro quer é interromper aquilo. Então, criar um ambiente para fumar, ou para beber, ou para comer, esse ritual me colocou de volta no agora.

Então a pessoa come para se acalmar, recebe um pouco de dopamina. Mas ele voltou para o agora, que é o único lugar que ele fica calmo. Porque quando ele está comendo, ele fica calmo. Mas não é a comida, é o ritual de estar presente. E é aí que entra uma pessoa para tratar a ansiedade. Desculpa, colegas médicos, mas a medicina e a indústria farmacêutica não tem absolutamente nada que possa ajudar na ansiedade. Todas as drogas são, na sua grande maioria, um fracasso, gerando grandes efeitos colaterais. A única coisa que trata a ansiedade é o estado de presença.

então é você trabalhar e entender isso então, vou dormir pega um livro, cara por que as pessoas que são ansiosas só dormem e vêm na televisão? por que? porque elas precisam transferir atenção para outro local se elas derem atenção para os pensamentos, não dormem vem a onça as pessoas começam a vir atrás dela à noite ficar com alerta agora assistindo um jogo, vendo um filminho mudando de cara chegou o sono, aproveita e dorme

Então ela se relaxa. Mas a leitura é o melhor caminho seria, entende? Tem suplementos pra isso. L-tianina, gaba, glicina, magnésio, tudo te ajuda a relaxar. Só que pra você dormir assim, tem que construir um ambiente, um ritual de sono, relaxar, parar de estimular a tela, desligar as luzes, criar esse ambiente. Se as pessoas querem dormir, então elas fazem uso de drogas e remédios da indústria farmacêutica, que não tratam o sono, só tratam a insônia.

Porque se tratasse o sono, acordava descansado. Mas como só trata a insônia, só precisa não ficar acordado. Eu estou tomando, eu durmo. Mas bem eu acordo quebrado. Não adiantou nada. Mas o remédio te aliviou da insônia. Foi só isso.

Então, se as pessoas começarem a cuidar disso, no banho cantar uma música, para evitar um ambiente de ansiedade, no carro colocar um podcast, colocar um podcast do Caio, que se aprende, tira uma onda, põe um audiolivro, um aplicativo de língua, de conversação, você está se prendendo no agora.

E aí você tem que preencher sua vida com hobbies. Tem que jogar um tênis. Você é ansioso, Caio? Ah, não. Porque os esportes que você gosta são grandes maravilhas para a ansiedade. A corrida, o triátulo que você fez ou foi maratona? Eu fiz o triátulo, eu não mei.

é o melhor tratamento pra ansiedade. Quem corre, quem pedala, quem nada, tá no presente o tempo todo. Quem luta num tatame, tá no presente o tempo todo. Quem joga tênis, tá no presente o tempo todo. Mas com toda certeza é o mecanismo que eu tenho pra estar ali sempre sempre. Porque arruma a mente. E os melhores insights vêm depois disso, porque a mente tá limpa. Os pensamentos fluem, estudar depois disso, preparar aula, trabalhar depois disso, é maravilhoso, entende?

Mas também não precisa ser só físico. Por exemplo, cozinhar é mindfulness, instrumento musical, arte, cavalgar, tudo isso é mindfulness. A MindSidem estuda hoje muito mindfulness? Mindfulness é a necessidade máxima diante de uma sociedade tão ansiosa. E aí vem os grounding, voltar a fazer aterramento, estar presente, treinar... Mas você quer uma maneira boa e simples de estar presente? Exercer gratidão.

Você fala muito disso, né? Porra, mas não tem nada que te coloque no presente. Porque você começa a sofrer porque não tem isso. Aí você vive vizinho com aquilo e sofre. Aí você lembra do passado que perdeu. Mas quando você agradece, pra onde é que você volta? Pra agora. Pra agora.

Então, orar, agradecer, te coloca no agora, cara. Não tem nada mais. Então, começar o dia ajustando a frequência com o que você quer vibrar é fundamental, porque, em geral, rege o dia todo. Acordar, não reclamar, orar, agradecer, provocar a sua dopamina de alguma maneira natural, tomar um banho legal, um banho gelado, praticar exercícios, ajustar a sua frequência, uma boa leitura. Eu não sou católico, mas já li a Bíblia umas 200 vezes.

Eu adoro os salmos, eu adoro isso. Mas a minha leitura maior pela manhã normalmente é filosofia estoica. E isso me ajuda a me fortalecer, ser estoico, porque se a gente não for estoico hoje, a gente fica carregando muita dor de todo mundo, dos outros. Aquele lance, o que está sob o meu controle? Eu só dou atenção àquilo que está no meu controle.

Porque ficar chorando por causa de uma água, de um rio que flui, é chorar pro resto da vida. O rio vai continuar. Teve algum momento na sua vida que você deu essa chave? Foram as pancadas, né? Você acha que eu vi pro tio? Foram os momentos de derrota, de afundamento, de quase depressão, de querer matar a pessoa que me fez mal.

Você chegou a quase ir ali pro... Pô, tinha um período da minha vida que eu passei seis meses numa poltrona, na casa dos meus pais, com o camisetão do Mickey. Sério? Fui traído por um chefe, por um sócio, que era o chefe da escola do setor de glaucoma, quando eu era oftalmo. Fui traído, fui muito traído por ele. Me enganou, me roubou, eu acreditava nele, confiava muito nele, foi uma coisa horrorosa.

Enganou meu pai, mentiu para o meu pai, meu pai confiava muito nele. Até meu pai descobri tudo, que nós fomos enganados. E meu pai também não foi legal comigo, não teve a humildade de falar, pô, fomos enganados, me deixou sozinho naquela roubada. Foi uma dor, foi a minha maior, primeira gigante dor depois do bullying da infância.

Do bullying da infância eu não levava em consideração porque eu não entendi o que estava acontecendo. Hoje eu imagino como devia ser, mas o meu cérebro deu uma apagadinha aí, tá tudo bem. Tá em algum lugar separado aí. Mas essa do pai não ter recebido ali doeu. E aí eu ficava assistindo de madrugada um monte de coisa e querendo a morte da pessoa.

É aquele desejo de achar que você vai fazer mal para alguém, quando você sente ódio. É como se você estivesse tomando veneno todos os dias do seu ódio, achando que o outro vai morrer. Nossa. E quem está tomando veneno é você. É como se você quisesse pegar um carvão quente para jogar em alguém e é você que está se queimando.

Olha que loucura isso. E aí nessas mudanças de canal, porque em depressão você fica de madrugada, vendo televisão, assistindo nada, vendo, não assistindo nada. Aí tinha lá um pastor com roupa de jaqueta americana de universidade, japonês de óculos, falando de perdão. Eu fui mudando o canal. Era um pastor que estava contando o quanto não perdoar.

Matava muito mais você do que aquele que você hospedava a dor. E aquilo foi fundamental na minha vida. Foi um momento muito importante na minha vida. Aí, no dia seguinte, eu acordei. Falei, vou procurar ajuda. Fui no psiquiatra e ele me deu um frontal. Eu não consegui subir para o sofá. Frontal é um remédio? É, eu fiquei no chão, olhando para o sofá, falando, eu tinha que subir para o sofá.

Eu tenho que subir para o sofá. Mas aquela droga não deixava nem eu sair do chão. No dia seguinte, eu olhava para o bebê e falava, eu não vou tomar essa merda, eu sei muito bem o que eu vou fazer depois de seis meses. Vou voltar a treinar. Pronto. Em 30 dias minha vida começou a mudar completamente. Voltei a treinar, saí de casa, e eu não sabia o que fazer, nem o que trabalhar, nem nada. Foi aí que eu larguei a oftalmologia e comecei a minha vida nova.

E aí, olha só que interessante. Aquele por quem eu mais senti ódio foi quem me colocou na vida que eu mais brilho e vivo hoje. Tá bom pra você? Como assim? Conta. Ué, se não fosse tudo que ele me fez, como é que eu estaria aqui hoje? Olha que ressignificada forte, hein? Poder ressignificar uma história, né? As coisas, né? A gente não pode voltar atrás e fazer um novo começo. As coisas tão horrorosas pra você e a gente olha aquela porta fechada, Deus escancar uma porta que, se você não estiver atento, ela tá lá aberta esperando você.

Tem uma frase do Mike Tyson que é todo mundo tem um plano até tomar um soco na cara. É boa, né? Cara, é muito boa. Todo mundo tem um plano até tomar um soco na cara. O que você acha dessa frase? Ah, eu acho ótimo, porque é só quando você apanha que você percebe que isso pode acontecer.

E quer saber, foram os maiores tombos que me trouxeram aqui. O bullying, eu era uma criança que nasci muito pobre, mas a vida melhorou aos 12 anos, aos 14 eu estava obeso de tanto comer. Entende? E a família, todos nós. E eu era nerd, sempre fui um nerd, essa capinha aqui de músculo é para esconder o nerd. Eu não consigo imaginar você... É nerd. Sobrepeso. Essa era uma bola. Até hoje eu tenho minhas sobras de pele aqui. Pô, me pôs para lutar.

Me defendi, aprendi, me pôs no esporte. Quando eu percebi que aqueles meninos se afastavam de mim por causa daquilo, eu falei, pai, eu quero fazer todos os esportes no clube.

Aí eu passava os finais de semana o dia inteiro fazendo esporte. Quando eu cheguei na faculdade, eu não tinha entendido, mas eu já era atleta universitário. Quero você no handball, quero você no judô, quero você todo... Ninguém me chamava pra jogar futebol, Caio. Ou o último, sabe aquele último? Sim. Ah, o gordinho é teu. Não, o gordinho é seu. Não, o gordinho fica pra você. Eu odiava aquilo, cara. O gordinho, eu queria fazer gol de todo jeito, mas eu não conseguia, né? Era gordinho.

Aliás, tem algo que eu gosto muito de dizer, porque as pessoas vivem muito fragilizadas, cheias de mimimi. Aquilo que falam de você, que tanto te machuca e você tem raiva, como te chamar de gordo, te incomoda por quê? É mentira? Não, é verdade. Então, o que te incomoda não é o xingo, né? É o fato de você ser gordo e não estar feliz. Então, pra todo mundo parar de me xingar, não tem que calar a boca deles, eu tenho que emagrecer.

Você percebeu que nos últimos anos as pessoas deram uma romantizada com o sobrepeso?

Ah, obrigado. Eu vou fazer assim, ó. Um brinde à vida. Ah, cara, romantizar nada mais é do que passar a mão, né? Mas é por isso que a sociedade tentou romantizar um pouco sobre o peso. É porque tá todo mundo gordo.

Lógico, quem vai defender o outro? O outro gordo, porra. Especialmente o jornalista gordo, o diretor de arte gordo. Vamos defender os gordos, lógico. Você tá gordo, você não quer mais que falem de você. Mas, cara, tá gordo não é legal. Todo mundo que é gordo sabe. Então tem que parar com romantizar. Vai resolver essa merda, porra. Vai lá emagrecer, vai fazer teu exercício, fecha a boca. Não consegue, pede ajuda. Tá aí um monte de medicamento revolucionando a questão. E aí prova que todo mundo era mentiroso.

Porque ninguém, todo mundo romantizava a obesidade porque não conseguia emagrecer. Agora com a canetinha tá todo mundo emagrecendo. E o que você acha da canetinha? Ó, é outro tema. O que você acha? Bom, eu sou conhecido como o cara do emagrecimento natural, né? Mas!

Olha só que tem isso aqui. Cara, tá mudando o mundo, né? Tá mudando. Vamos lá, né? Lógico que eu queria que todo mundo tivesse essa consciência pra poder ter uma disciplina, mudar seu emagrecimento e mudar seu estilo de vida por toda a vida. Mas não é pra todo mundo. E se a gente ficar só falando nisso, eu tô falando com um grupo nichado o resto da vida. Verdade. Então eu tô lá com o meu público. É, somos jejueiros, somos. Nós resolvemos juntos, resolvemos.

É de merda, velho. E o resto da humanidade que não faz isso, que não consegue fazer parte? Então que médico que eu sou se eu não puder olhar pra eles também? É verdade.

Eu sou um blogueiro, eu sou um nichero. Não, cara. Eu tenho um propósito, é gerar saúde para as pessoas. Eu e meus pais fomos enganados com essa medicina da doença. Eu fiquei gordo, minha mãe morreu por complicações de obesidade, meu pai morreu por complicações de diabetes sem nunca ter deixado de ir ao médico ou tomar o remédio. É porque essa medicina não funciona. Tratar a doença não funciona. O que funciona é tratar a saúde.

Muito bom, cara. Só que a medicina moderna, ela é da doença. Ela não é da saúde. Já já visto que a grande parte dos médicos são doentes. É verdade. Então, quem cuida da saúde é um estilo de vida. Que ainda tem pilares pra falar, eu acho. Estamos no terceiro. Alimentação, intestino, corpo e espírito. Cortisol e sono, próximo termo. Tá bom. Tá aqui, anotado. Mas fala da canetinha.

É, ó, vamos lá, então, vou me abrir, né? Isso. Porque eu podia só chegar aqui... No primeiro momento eu fiquei puta da vida com esse negócio, né? Falei, que porra é essa, velho? Agora todo mundo se espetando aí e tão achando que vai acontecer o quê? Na hora que parar. Mas depois veio essa reflexão. Cara, olha quantas pessoas que eu já emagreci, depois elas voltavam a engordar, elas têm dificuldade. Obesidade é uma doença crônica.

emagrecer, quem já foi esportista, engordou e quer voltar a emagrecer, é fácil e quem nunca conseguiu? ah, mas você era gordo, mudou, mas cara eu, por isso que eu sou eu você sabe o tamanho da montanha, né? eu sei, eu sei como é que é, todos os dias eu luto contra eu faço jejum até hoje se eu comer um pouquinho mais, como todo mundo, eu já aumento uns 5 quilos

Então a minha luta é me manter saudável e desativar um monte de código genético de doença que eu tenho. Porque essa carga de doenças que eu tenho só vira doença se eu viver esse estilo de vida. Eu não quero viver as doenças dos meus antepassados. Carga genética não é sentença. Então eu vivo um estilo de vida que se chama epigenética e que tenta coibir todas as minhas cargas genéticas. E se minha mãe estivesse viva, mesmo com a bariátrica que depois ela engordou, hoje eu estaria colocando uma canetinha nela.

Não tenho a menor dúvida. Então eu vou falar dela. O que é uma caneta? Primeiro, não é medicação.

Então não é uma droga no seu corpo. Não é uma anfetamina no seu corpo. Não é uma droga. É um peptídeo. É um grupo de aminoácidos. Pode ser bi, tri, tetradimensional. E eles têm a função de ir em respectivos órgãos.

e fazer com que esses órgãos, estimular esses órgãos a produzir aquilo que eles normalmente fazem. Por exemplo, nos Estados Unidos, há mais de 20 anos, existe um CJC, para Morelim, que é para criança com déficit de crescimento. Ao invés de dar GH, você dá um peptídeo que vai na hipófise da criança e estimula o GH. Tá bom.

Então, o peptídeo da... Existem vários outros peptídeos que estimulam melanina, bronzeamento, a queima de gordura. Na época da 90, depois do início da AIDS, os Estados Unidos começaram a ter... Nos anos 90 começamos a ter os sobreviventes disso e eles começavam a comar uma lipodistrofia abdominal, que é uma gordura muito característica do HIV positivo.

E aí foi desenvolvido um texto amorelinho, um peptídeo para queimar essa gordura local. Então, os peptídeos estão aí há muitos anos. Foi a indústria farmacêutica que olhou um deles e falou, pegou algo que já existia e que não podia ser...

patenteado, porque é algo que é natural da natureza, não dá pra ser patenteado, mas a indústria com seus lobbies conseguiu, porque ela boia uma puta grana pra poder fazer os estudos para que agora sim todo médico se sinta seguro e confiante em prescrever. Então eu vejo um montão de médicos, gente falando, pô, esses médicos não prescrevem peptídeos. A gente não pode prescrever peptídeos por aí. Porque eles não têm um estudo que traz a segurança pra um médico como o médico Então

lhe prescrever, mas a tizepatida teve, a semaglutida já teve e esse investimento milionário é da indústria farmacêutica então a gente mistura as coisas porque vem a indústria farmacêutica, eu com aquela bronca da minha indústria farmacêutica, mas no final das contas a substância é boa

ajuda as pessoas e remove elas de centenas de doenças a causar morte no futuro, que envolvem obesidade, como câncer, doenças autoimunes, síndromes metabólicas, doenças cardíacas. Uma pessoa que perde 10, 20 quilos, ela sai da lista de morte garantida, daquele risco, pelo menos, né? A morte é demais, mas daquele risco iminente que ela tinha já. Então não é menos honroso perder peso que a canetinha? Não, de maneira alguma. Agora eu quero falar algo...

que é pras pessoas entenderem, porque é essa maneira que o meu cérebro encontrou de aceitar bem a canetinha. Você vê como é complicado, né, cara? Pro cara... É assim, você tá usando uma canetinha, você é um comedor de pizza, vai usar caneta? Ah, não come mais uma pizza, come só uma fatia. Vai emagrecendo, vai? Vai. Mas o que você aprendeu? Nada. E quando você parar de tomar a canetinha, é como voltar a comer a pizza.

Então, esse uso eu não acho legal. E aí, infelizmente, esse uso que está sendo feito na sua grande maioria, sem orientação médica, sem orientação nutricional, sem suporte. E as pessoas usando doses altas, vivendo um monte de efeitos colaterais, porque o desejo maior é emagrecer logo. Afinal de contas, 2,5, 5, 10 eu tiro a fome. Nunca ficou sem fome, então é uma novidade enorme. Então, a pessoa quer tomar 10, quer tomar 15, quer perder 10 quilos em um mês.

Desculpa, você vai perder saúde. Ninguém perde 10 quilos de gordura em um mês. Você perdeu músculo e não vai recuperar.

Você não concorda com a utilização da canetinha sem você mudar o seu estilo de vida? Isso. Agora, se você tiver uma caneta para te dar a oportunidade de fazer aquilo que você sempre quis e nunca conseguiu, como jejuar, emagrecer, e construir, enquanto usa a caneta, um estilo de vida e um ambiente para, em breve, largar a caneta, então essa é a maneira que eu apoio a canetinha.

que tem gente já meio que, eu não sei, tá? Não sei se é o termo certo, ficando dependente. Eu achei de gente falando que vai usar pro resto da vida. Tudo bem, aproveita pra comprar umas ações ali, eles, não é?

Cashback, né, carjac? Você vai usar pro resto da vida. Então, compra umas açõezinhas. Porque, assim, esse termo tá errado. É porque a pessoa não aprendeu a mudar. Eu entendo também que tem gente que fala, quando eu falo, vou usar a vida toda, eu sempre vou usar um, dois mesinhos. Olha, se estiver fazendo dentro de um ambiente que te ajuda a melhorar a vida e viver num estilo de vida saudável, tá validado, cara. Tá validado e é uma super ferramenta.

Agora, se for só pra ficar enxugando gelo, apagando incêndio dos seus excessos, vai viver riscando efeitos colaterais, porque eles estão ligados às doses e ao tempo de uso. E pegando um cavalinho de pau da canetinha pra entrar no quarto ponto, que é cortisol e sono, cara, é impressionante a quantidade de gente que dorme mal. Toda vez que tem um estudo de sono, cara, não é possível que tanto... É muita gente, cara, que não dorme bem.

infelizmente, e de todas as idades. De todas as idades, cara. Sono parece que é uma coisa meio... Cara, um desafio pra todas as idades, de todos os países. E uma coisa tão natural, né, cara? Que é dormir. Aliás, eu tenho 60 anos e já dormi 20. Tá bom pra você? Um terço da vida. Um terço da vida, são 8 horas, às 24. É uma coisa tão natural pra ser humano dormir, cara. E as pessoas têm que entender que, pra começar, já que eu passo em 20 anos numa cama, que cama era essa?

Que colchão. Lógico que eu não quero ser aqui muito seletista, né?

Mas o melhor lençol que você puder, o melhor travesseiro que você puder, o melhor blackout que você puder, o melhor ambiente que você puder, porque você passar um terço da sua vida lá, o resto dos outros dois terços, nenhum lugar é tão igual como a cama e o quarto. É verdade. Então, o seu quarto é um bom quarto adequado para o seu sono? Tem blackout? Tem muito estímulo luminoso? É arejado? Você tem um bom lençol, um bom travesseiro?

Você troca o seu colchão? Isso é importantíssimo para começar. Mas o que... Vamos falar do sono em...

Em três pontos. A indução...

a sustentação. E como é que acorda, afinal de contas? Começa, continua e conclua, né? Então, tem uma galera aí que fala sono eu não vou nem ouvir porque o meu sono é ótimo. E por que você acha que o teu sono é ótimo? Porque eu durmo na hora. Esse é realmente um ponto muito bom. Dorme rápido, né? Dorme fácil. E sustenta por acaso, sustento. E se fizer um pipi, eu volto a dormir na hora. Realmente parece muito bom. Então você deve acordar super disposto.

Não, não. Parece que eu tenho que dormir mais meia hora todo dia que eu acordo. O teu sono não tem qualidade.

E é aí que um monte de gente começa a despertar e falar, opa, realmente então meu sono não é bom. Porque o que faz as pessoas entenderem que tem um sono ruim? Não dormir. Exato. Mas tá cheio de gente que dorme... E não recarrega. Mas não restaura, não regenera, não recupera, porque não tem um sono anabólico, restaura a dor. E acorda cansado. E aí vai comprometer memória, atenção, concentração, disposição, tolerância, controle de humor, controle de fome, ganho de massa, queima de gordura e crescimento.

Uma criança que não dorme não tem GH, que acontece na fase N3 do sono, antes do sono REM. Não dorme, não cresce. O concurseiro estuda, não memoriza, porque o sono é ruim. O cara está na maromba, mas não ganha músculo. Sim, porque na academia ninguém ganha músculo. Na academia o que a gente faz sobre peso resistido com repetições é gerar microlesão. Para um bom intestino nutrir, para um bom sono restaurar e crescer.

A gente gera lesão para recuperar. Então é no sono que tudo isso acontece. E as pessoas estão tratando o sono do jeito que tratam. Sem se importar com o que dorme, como dorme, o quanto dorme. E o ideal era que mantivéssemos um padrão que cada vez mais é difícil, que é respeitar o ciclo circadiano dormindo cedo. É algo que eu já desisti de tentar. Eu penso porque nem eu consigo. Você dorme em que horas? 11 horas. Meia-noite. E acorda?

Seis horas, sete horas. Durmo seis horas. Pulo da cama, disposto. Bom sono? Eu estou suplementado. Eu tenho melatonina, tenho magnésio, eu tenho tudo. Com melatonina, com meus 60 anos, eu não sei se eu dormiria tão bem, não.

Porque a melatonina não é uma droga, como as pessoas pensam. Antes de mais nada, é um hormônio que não gera supressão na pineal. Então, você vai usar, você vai estragar a sua produção. Não, não, não. Eu sei que muitos hormônios são assim. Até a testosterona é assim. Usar sem necessidade pode estragar a sua produção. Mas a pineal, a hipófise, não tem nada a ver com a melatonina. Pode usar que você não atrapalha. Então, muitas pessoas descobrem que com um pouco de melatonina, eu tenho mais qualidade de sono.

O que eu descobri que em mim mais melhorou meu sono foi o afastamento da refeição até... Ah, distanciar. Distanciar. Cara, o ideal seria a distância disso, de estímulos visuais. Tudo isso vai melhorar a qualidade de sono. É tentar viver como o homem da caverna. O Bracate está exagerando. Eu não estou. Vai no interior de São Paulo, vai contra a vovó de 90 anos, centenária lá na roça. Ela vive igual.

acabou a luz, não tem muito o que fazer mais, não, cara. É esperar outro dia. E as quatro, quatro e meia, cinco horas. Então, por que isso? Isso se chama ciclo circadiano.

A regência dos nossos ritmos biológicos foram construídos sob a regência de um ciclo circadiano. A hora que eu acordo, 5, 6 horas da manhã, eu tenho um pico de cortisol. Todo mundo tem que ter um pico de cortisol sem ninguém. Ninguém consegue sair da cama, ficar letárgico. Aliás, é por isso que uma grande população de homens morre por volta das 9, 10 da manhã de infarto. Por causa desse pico de cortisol cheio de adrenalina. Ele não tem nem saúde para aguentar o pico fisiológico de cortisol dele.

Caramba, não sabia. A maior incidência de morte espontânea miocárdica do coração, infarto do coração, é pela manhã.

Porque vem aquele cortisol que todo mundo tem que ter. Então, quando a pessoa está letárgica, às vezes não consegue sair da caminhada, tem uma fadiga adrenal, aquele cortisol está baixo, é uma possibilidade. Então, o cortisol vem como regente, começou o dia. É como se fala, levanta da cama e vai fazer. Sai da cama e vai fazer alguma coisa. Depois de meio-dia tem outro pico. E o resto do dia tem que ficar flat.

Flete para você adormecer. É aqui que o ansioso não deixa aquele cortisol flete. Vai disparando o dia inteiro. Vai ativando o reflexo de luta e fuga desnecessariamente todos os dias, todas as vezes. À noite, um monte. Essa desorganização do cortisol desorganiza todo o ciclo circadiano.

que impacta nos ritmos biológicos. Então tem um pico do cortisol de manhã, tem um pico de testosterona de manhã, tem um pico de tireoide e tem um pico de serotonina pela manhã. Começa a desorganizar, essa pessoa começa a ter queda de testosterona por causa do cortisol alto, começa a ter queda de produção de serotonina por causa do cortisol alto. Aí começa a desregular tudo isso. Desregula o cortisol, desregula o ciclo circadiano, desregula os seus ritmos biológicos.

E aí as pessoas estão adoecendo por isso também. Não é uma coisa ou outra que adoece o ser humano. É um pouquinho de tudo misturado junto.

Muito hoje se fala de inflamação, né? Estou inflamado. Como a gente percebe que está inflamado? Por exemplo, obesidade é uma coisa clara de inflamação, mas é visível, né? Uma pessoa cansada, fadigada, com dermatite, com rinite, com sinusite, com dores articulares. Está todo mundo vivendo parecido com isso aí, cara. Isso é inflamação.

a pessoa está inflamada, ela come, a barriga fica estufada, fica com o intestino, dorme mal, aí tem umas erupções, tem umas dermatites, tem umas coisas na pele, tem rinite o tempo todo, depois tem sinusite, tem dor de cabeça, tem dor articular, está inflamado. Adoece com facilidade. Com facilidade, não recupera rápido, dorme mal, é um conjunto de coisas. Mas qual é a principal fonte de geração de inflamação? Cortisol e intestino.

Eu vou ser egoísta e eu vou fazer uma pergunta pra mim. Tá? O podcast é meu, turma. Pergunta o que eu quiser, tá? Bora cá. Quando que eu sei que eu não tô bem e quando eu sei que eu tô envelhecendo? Eu vou fazer 40 esse ano. Eu vou fazer 40. Mas eu, dentro, eu tenho um espírito muito jovem.

Às vezes eu tava falando com a minha, porque eu tô muito animado com jiu-jitsu. Então na minha cabeça, eu tenho, cara, a animação, a vontade de um garoto de 20 anos. Mas meu joelho já tem 40. Como que eu sei? Porque eu acho que é uma das grandes...

Pra mim, uma das grandes qualidades do envelhecimento é você se dar bem com ele. Isso, lida bem com isso. É você lidar bem, que o meu joelho, talvez ele vai me deixar na mão em alguns momentos, como ele não me deixaria há alguns anos atrás. Mas é não parar. É. Mas não pode parar. Mas não pode parar. Como que eu sei que, cara, isso é sinal de envelhecimento, sabe? E como se dá bem com o envelhecimento? Bom, vamos lá.

Eu acho estranho até você me perguntar isso, porque só de eu assistir você, eu sei que você está super jovem. Sim. Porque essa sua nova conquista, suas passagens de faixa, essa motivação de participar de campeonatos... Não, eu estou super bem, eu estou super bem. Claramente você está super bem, porra. Claramente, né? Agora, limitação é foda, porque todos nós temos, eu tenho várias. Sim. Por exemplo, eu adoro jogar tênis, que é um dos meus melhores tratamentos de mindfulness. Jogo toda segunda, quarta e sexta, e jogava campeonatinho sábados e domingos.

Meu corpo não aguenta mais. Eu comecei a ficar muito triste. Porque se eu jogasse sábado e domingo, os treinos de segunda e quarta e sexta já estavam falidos. E o que você fez? Parei de jogar sábado e domingo e troquei o esporte. Mas eu não paro. E fui para o surf. E aí o surf não me machuca como a quadra de tênis machuca. E eu estou lá fazendo outras coisas, mas não para. Fui para o golfe, arrumei uma picôndilite aqui já.

bruto querendo bater uma bola de golfe. Pensa que é machadada. Não entende. Até entender, machuquei. Então, eu estou procurando o tempo todo alguma coisa. Substituir se não dá. É duro aceitar. Mas, às vezes, nós temos limitações. Mas isso não pode atrapalhar. Acho que essa adaptabilidade é muito importante. É isso. É saber conviver com isso. Eu tenho dor crônica.

vivo com bolso de água quente, faço 15 minutos de mobilidade todas as manhãs pra estar vivo, pra estar em pé. Ninguém quer saber dos meus tombos. Todo mundo quer me ver bem. É, porque olha pra você, pô. Mas tenho, eu tenho 60 anos, cara. Mas eu não tenho como não ter problemas na coluna, nas articulações, elas estão aí. Mas eu não fico me medicando. Eu tenho maçoterapeuta, eu tenho osteopata. Ninguém quer saber desses tombos, né? Mas eu tô lá tomando aquela pressão, tem gente fazendo luxação.

Liberação. Liberação. Caramba, aquele dedão pesado no seu músculo, na panturrilha. Eu senti muita resistência de tomar remédio. Eu não gosto de tomar remédio. Entenda, cara. Eu vou na musculação e inflamo o meu músculo. Eu tomo um anti-inflamatório por causa da dor, mas essa dor é que vai me fazer crescer. Olha como a musculação é legal. Não parece um exemplo de vida? Sim. Eu vou, ah, resisto àquele peso, aquele retardado tá me mandando fazer, eu tô fazendo, até eu não aguentar mais mexer o braço. Por causa disso ele vai crescer.

Ele só vai crescer por causa disso. Se eu não tivesse feito isso, ele não cresceria. É assim que funciona a musculação. Então eu preciso machucar, nutrir, pra depois descansar. Se você olhar a vida do baribidor gringo, eles vivem treinando, comendo e dormindo já do lado, na casa deles. Suplementando, bota óculos, já vai dormir, anabolizar. Como que você vê, hoje se fala muito do futuro, as coisas que vão aparecer por causa de sabe o que...

curas, para doenças, para tal, como é que você que tá presente no dia a dia da classe médica, como que você tá enxergando esse... Eu não paro de usar.

Não paro de usar. Essa resistência a isso é ignorância máxima. Então, por exemplo, eu tenho mulheres em casa. Você sabe o que eu espero mulher e filha pra ficarem prontas? Isso me deixava maluco. Tô ansioso e fica louco. E aí você vê o scrolling de telefone é um perigo. Chat de EPT, filhão. Melhor amigo meu hoje é um chat de EPT. Fico conversando, tirando dúvida, peço um artigo, aí bato isso. Então me traz esse assunto. Rola aula. 20 minutos e quase também sai uma aula. Antigamente eu levava a aula.

20 dias para fazer uma aula. Tinha que ir numa biblioteca, tinha que procurar os artigos, tinha que dar para bibliotecário os artigos que eu queria. Ia no dia seguinte buscá-los, xerocar, para depois levar para casa um montão de papel para estudar. Cara, vou ficar resistente à inteligência artificial? Não dá, né? O que eu levava 15 dias, eu faço em 40 minutos.

Não tem como negar essa realidade. Agora você não pode usar de bengala. Você tem que usar a seu favor. Buscar os seus conteúdos e é isso. Então não dá para negar. Mas acho que um tema para a gente falar na longevidade é sobre o biohack. Ah, isso é muito bom mesmo. É muito bom. Porque são as ferramentas tecnológicas.

ancestrais ou modernas, para também promover a longevidade. Suplementos. Às vezes está difícil entender o que é biohacking, né? É, hackear a sua saúde. Hackear a sua saúde, né? Então, você tem um conhecimento de hackear a sua saúde. Colocar um óculos à noite de filtro de luz azul, você está hackeando a sua saúde, você está impedindo que aquela luz azul te atrapalhe. Fazer um blackout, fazer sauna, fazer infravermelho, terapia de luz vermelha.

câmeras hiperbáricas aí depois de mais daquele bilionário lá que tá investindo não sei quantos milhões para ficar para ficar jovem esqueci Stephanie esqueci o nome do cara esqueci o nome dele cara impressionante olha para o cara mesmo ele e ele tá conseguindo não tá retardar o

Mas também já mostraram uma outra mulher que consegue uma vida, uma idade biológica. O telômero, né? Porque o encurtamento do telômero. E aí chegamos, então, já que você falou telômero, vamos falar de David Sinclair, que hoje é o cientista de Harvard, o maior pesquisador de longevidade do planeta hoje, trabalhando com resveratrol há um tempo. E agora ele está trabalhando com NAD+, que é um suplemento que promete muita expectativa de vida para todos nós.

NAD+, nada mais é do que um combustível que existe em todas as células do corpo.

que com o envelhecimento ela vai diminuindo, evidentemente. E aí, na investigação dele, a ideia é de que através de um precursor de NAD+, que é o NMN, você possa produzir mais NAD+, que vai atuar como combustível e vai reparar o seu DNA e o telômero, prevenindo assim o envelhecimento precoce. Então, hoje, o que há de pesquisa mais moderna em Harvard é David Sinclair trabalhando com NAD+, para o aumento de expectativa de vida.

Se você olhar esse cara, ele parece um menino de 30 anos. Lá tem os seus 60. Eu também, talvez, se eu não tivesse esse cabelo branco, essa barba branca, eu pareceria com os meus 30 anos. E o impressionante é que em longevidade, deve ser tanta coisa aparecendo todos os dias, né, cara? É que as pessoas também vão em busca de estética, que é um valor importante que eu não nego. Mas, de verdade, eu não me importo muito com isso. Dá pra ver.

Eu não me incomodo com envelhecer. Eu só não quero me sentir velho nenhum dia. Explique mais.

contanto que eu não expresse velhice, acordando descansado, sentindo energia, tendo vigor, tendo libido, tendo força muscular, tendo sono de qualidade, onde que eu tô velho? É verdade. Onde que eu tô velho? Não importa a minha idade. Eu atendo meninos de 30 anos que estão mortos. Mortos, sem testosterona. Tendo que estimular com clomifeno pra ver se aumenta a testosterona de um menino de 30 anos, de 300, 400 testosterona.

Sem energia, sem libido. Mas onde vem? Sedentarismo, insônia, ultraprocessados, obesidade. Então, não importa envelhecer. O que importa é não se sentir velho. Porque não existe nada que evite o envelhecimento. Não existe o anti-envelhecimento. Existe envelhecer com qualidade. É verdade. Não existe o anti-envelhecimento. Existe o chegar lá da melhor forma possível. Quero chegar o mais jovem possível, o mais tarde possível. É isso.

e na sua e aí preciso desses pilares e na sua visão porque além de você ser um baita médico empreendedor também

Tá no espírito, né? Árabe, né? E aí o lance da pressão, né? Cara, aquele entre-asso de você buscar o estresse do crescimento. Tem aquele estresse da atividade sem sentido. E como conciliar? Cara, eu realizar os meus objetivos, mas eu também não depreciar, não perder minha saúde no caminho. Sabe? Você que tem essa visão porque você é bilingue. Você é um cara bilingue. Você fala as duas línguas. Você fala a língua da saúde e fala a língua do... Do trabalho de empreendedorismo. Isso.

Quando eu conheci o Joel, quando eu conheci umas frases dele, eu falei assim, roubou de mim essa frase. Não, não roubei não, roubou, porque eu não falava como você, mas sempre pensei assim. Tá boa. Então é saúde, família, trabalho. Não invertava. Mas a gente coloca o trabalho na frente com um deadline. É verdade. Porque a gente precisa pra poder viver a saúde e a família. E foi o que eu fiz, de forma muito inteligente, cara. Por isso que eu, cada vez mais...

Eu vou diminuir minha carga de trabalho. Já estou me preparando para isso. Qual é a riqueza de uma vida se você não tem tempo para vivê-la? Não entendo isso. Então eu quero surfar, quero aprender a jogar golfe, quero estar mais tempo com a minha mulher e minha filha. É preciso de tempo. Não é trabalhando e buscando sucessos infinitos que eu vou conseguir.

Aliás, eu já perdi muito, eu nunca consegui ir num evento de escola de semana da minha filha durante toda a escola dela. Eu já perdi bastante. Não quero perder mais nada. É importante você falar isso, né? Perdi porque eu tinha que perder, porque eu tinha que enriquecer pra poder viver essa vida que agora eu tenho pra estar com ela, com o filho dela no futuro, com a minha mulher, do jeito que eu quero viver. Então...

Eu acredito que a saúde, a família e o trabalho, essa é a sequência. Mas para viver do jeito que eu quero, eu precisei colocar o trabalho por um bom tempo e foram quase 10 anos assim. Chegando em casa 3, 4 horas da manhã. Eu tinha tanto público, tinha tanta fila de espera que eu falava para a minha família de que adianta eu ter 9 meses de espera. Não, mas você está ótimo, você tem 9 meses de espera. Não, não tenho nada, são 9 meses de espera. Esse povo pensando...

comercialmente, esse dinheiro não está no meu bolso. Sim. Eu preciso colocar. Essas pessoas podem desistir. Ah, mas o que você vai fazer? Vou abrir um terceiro período, ué. Moro em São Paulo, todos nós somos malucos aqui, vou trabalhar até as três da manhã. Não, não é possível que vai ter gente. Ah, foi uma loucura. Foram sete anos todos os dias até as três da manhã. Eu vou perder uma oportunidade? Se eu estou no hype, velho?

Eu quero trabalhar, as pessoas estão querendo passar comigo. Você acha que o mais difícil foi você saber, falar assim, agora chega? Não, foi a mulher que fez isso, né? Isso aí, senão eu estaria até hoje. Foi ela, foi ela com jeitinho, foi ela com bronca, foi ela com ameaça, foi ela de todos os jeitos até eu despertar. E falar, realmente, havíamos combinado isso. Mas agora sou eu que entendi que esse é um processo natural que tem que evoluir e estou me organizando para isso.

Estou me organizando. Porque, mas você pode mais. Mas eu preciso. Não é melhor viver com o que eu já tenho? Então, essa é uma decisão que também envolve muitas coisas. O famoso pensar na vida. É. Mas acho que está bom. E pronto, vamos ver bem. Está tudo bem. Estou feliz. Acho que consegui fazer.

Nada do que eu vivo ou tenho é por acaso. Caio tudo, eu sempre quis. Estar com esse corpo cheio de músculo, desde que era criança gorda apanhando todo dia, sempre sonhei em ser forte. Na minha época, eu não tinha filme de ação como todo mundo. Eu esperava o Natal para assistir Golias ou Sansão. Ou Hércules. Era ali que eu tinha alguma referência de um homem fortão, porque o resto era filme de guerra. Eu sou uma geração pós-segunda guerra.

Era só filme de guerra da Segunda Guerra Mundial. E eu sonhava, dizia meu pai, eu tenho horror à guerra, não quero ir para a guerra nunca. Aí meu pai dizia, se você for médico, você não vai para a guerra.

Olha! Eu tive um desejo enorme de ser médico. Eu não queria ir para a guerra. Eu não quero morrer, eu não quero matar. Eu quero ajudar pessoas. Não entendi a guerra. Porque eu cresci num ambiente que só assistia filme de guerra. Os melhores filmes eram o de Natal, que vinha lá.

Grinch. É, tem uns filmes lá. Não, nem isso. Não, não. Eu cria a infância. Não, mas é antigo pra caramba Grinch, cara. É? É? Tipo? É tipo Snoopy, assim, é. Ah, era desenho? Era desenho. Ah, era desenho. Não, eu falo filmes mesmo. Porque pra mim, filmes de ação... É, eu ia falar esqueceram de mim, mas é da minha época. Isso é sua, pô.

60 anos, cara. Cara, palmas para o Maracá. Que papo legal, gostoso, inteligente, produtivo e aula, cara. É legal, toda vez que eu tenho um papo com você, além de ser gostoso, interativo, dinâmico e animador, ele carrega um lado educacional e professoral muito grande. Tá na essência. Eu acho que tá na sua essência. Enquanto a gente tá conversando... Eu tô ensinando. Tô ensinando. É um estilo de vida.

Isso mesmo. E uso muito metáforas também. Porque meu pai usava comigo. Meu pai, ele não sabia falar muito bem português, né? Mas ele queria falar comigo. Ai, foi tão legal. Essa eu vou contar. Manda. Eu fui muito carente, né? Quem sofre bullying é carente pra cacete, né? Quer amigos, né? Aí quando eu comecei a conquistar amigos, eu parecia o bobo que criou um monte de amigos. Eu não percebia, né? E você começa a ser errar, né?

E meu pai percebeu isso. Eu não sabia como falar. Falei, para, pai. Eu sempre quis viver essa vida. Pô, me deixa, né?

ele senta aqui tá bom pai senta papai tá comendo uma salada tá vendo tô vendo pai aí tinha um galeteiro né vinagre mas isso aqui são as amizades tô vendo dá para comer uma salada sem tempero e dá dá mas não é tão gostoso realmente não se eu fizer um pouquinho de sal e tempero não fica melhor essa salada agora ficou gostoso mas não é assim igual você tá fazendo na sua vida filho agora você come essa salada

Então não estraga a sua salada. Tempera a sua salada. Como chamava seu pai? Ali. Ali Baracate. Qual foi a maior lição que ele te treu?

Essa foi uma das maiores lições, porque eu estava realmente vacilando. Estava subserviente a amizades, fragilizado, carente demais. Tinha acabado de sair daquele bullying, estava querendo ser aceito socialmente. Então aquilo lá foi muito emergente para mim. Mas a maior lição que meu pai me deu foi...

Foi depois que eu fui pai. Uau. Meu pai, ele... Meu pai tinha muita dificuldade de ser carinhoso. Muito austero. Se não fosse minha mãe, eu seria um monstro. Provavelmente duro, né? Minha mãe conseguiu compensar absolutamente tudo isso. Com toda aquela...

aquele amor aconchegante que ela tem. E quando eu estava com a minha filha, minha mãe comigo, eu falava, minha mãe admirando o pai que eu parecia estar me tornando carinhoso, atento, me elogiando, eu falava, pai, minha mãe, eu vou ser muito melhor que meu pai com a minha filha, eu vou fazer isso, vou fazer aquilo. Eu não aguento mais ouvir você reclamar do seu pai disso. O que você espera do seu pai?

Um homem que ficou longe da mãe dele, do pai dele, 30 anos. Um homem que ficou longe da mãe 20 anos. Um homem que migrou com 16 anos com outro irmão para poder prosperar e cuidar dos outros. Quando foi que teu pai recebeu um beijo e um carinho de alguém? Como é que teu pai pode te dar algo que ele nunca recebeu? Como é que teu pai pode te oferecer algo? Só que você não entende isso quando é criança. Então ouvir aquilo de novo, adulto, me ajudou muito.

a perdoá-lo e ter um reencontro com ele antes de lá e me aproximar dele de novo meu pé era muito duro e ele me provocava o tempo todo desse jeito porque eu não acordava cinco horas da manhã como ele não era disciplinado como ele mas quem me fez tornar disciplinado foram as brocas dele e você não vai ser nada na sua vida assim puta que pariu que é horrível ouvir isso não sei na cara

Mas, aos meus 50 anos, há 10 anos atrás, foi a primeira vez que ele foi no meu instituto. E ele pediu para ninguém avisar que ele estava lá. E ele queria ficar vendo o que estava acontecendo, a movimentação, os funcionários, a clínica grande, muitas pessoas. Então me contaram que ele estava lá. E desci, pô, pai, você está aqui? Ele estava na cadeira de roda, né? Me levanta, filho. Aí ele me abraçou.

Parabéns, filho, você conquistou o seu sucesso. Aí, os 40 anos, Sérgio das Costas. Uau, hein? Uau. Então, a maior lição foi essa, cara. Ele me deu a lição o tempo todo, eu que não tava... E eu simplesmente sou uma cópia dele.

Então, eu sou tudo aquilo de duro que o meu pai sempre foi. Eu sou exatamente na vida, com todo mundo ao meu redor. Faço a coisa acontecer com a mesma energia dele. Então, aquilo tudo que eu sempre parecia hostilizar, foi minha referência a vida toda. Eu sou a cópia do meu pai. Melhorada, né? Melhorada.

Por causa da minha mãe. Porque eu tive a presença materna que ele não teve. Eu vi o quanto você é carinhoso com a tua filha. O quanto você falou, eu te amo, né? Então, isso é muito lindo. E eu acho que todo mundo chegou nesse final querendo...

longevidade, é porque todo mundo, no final das contas, a gente quer ter tempo com as pessoas que a gente ama, né? Construir memórias e experiências. É, quando a gente imagina assim, o cara tá vindo um meteoro, vai chegar em três horas, o que você faz? Ninguém vai querer fazer mais uma venda. Não. Ninguém vai querer mais um cliente. Um pitch. Ninguém vai fazer mais um pitch. Nem quer mais um like. E nem mandar os dados pra receber um pix.

As pessoas provavelmente procurariam as pessoas que mais amam e passariam o tempo e abraçaria.

E qual seria a sua recomendação para as pessoas viverem uma vida boa, para chegarem no final da sua vida e, obviamente, caminharem para uma vida onde você fala assim, cara, valeu, cheguei aqui, cheguei bem, mensagem final é sua. Cara, além dos pilares, sim. Tentar ter um propósito de vida que conecta com o seu trabalho. Uau. Isso seria...

o máximo mas eu não posso deixar essas pessoas como eu durante anos não consegui bom então se você não consegue conectar isso que realmente um grande privilégio para poucas pessoas é tentar no seu tempo livre fazer aquilo que te deixa muito feliz se não fosse o trabalho não ter hobbies importantes na sua vida para te colocar no presente e para construir momentos incríveis

sorte e privilégio dos homens que consegue ter isso no dia a dia eu sou um cara desses todos os dias que eu transformo uma vida isso aquilo me faz muito feliz então ele trabalhar para mim é um desejo enorme eu adoro todo dia quem é o próximo paciente vai sentar aqui qual é o desafio que ele vai me gerar e como é que eu vou poder ajudar esse cara então isso é maravilhoso para mim porque é meu sou eu né da minha história aplicando na vida dos outros e eu estou no meu propósito

Mas quando as pessoas não conseguem isso, e por muito tempo não conseguem, eu tenho que aproveitar o meu tempo livre, especialmente nos finais de semana, que não são pouco na vida, são quatro meses no ano, para viver exatamente um hobby que me promove, me conecta com aquele propósito.

Muito bom, muito bom, muito bom. Tô até. Palmas para o Baracá, senhoras e senhores. Estou colocando todas as redes sociais aqui na descrição. O Baracá é um cara que está super presente nas redes sociais, gera muito conteúdo bacana, dá aula, sempre gerando valor, sempre dividindo bons insights com esse jeitão dele, tá? Então tem hora que é no amor, tem hora que é na chinelada, mas ele sempre faz questão de gerar valor, porque é um cara que se importa verdadeiramente, com todo mundo que está conectado com ele.

Eu consigo sentir isso, porque eu te acompanho lá, né? Eu sinto que você se importa com a galera, né? Por isso que as pessoas aceitam as brocas.

é, aquela coisa eu vou tomar chinelada, mas sei que eu vou sair melhor adoro tomar chinelada de quem não me conhece pessoalmente esse baracadinho parece que me conhece e você que está ouvindo ou vendo esse podcast em qualquer uma das nossas plataformas não deixa de seguir como você fez isso, a gente é muito feliz com essa audiência avassaladora obrigado pela tua companhia, pela tua confiança e te vejo na semana que vem mais um papo maravilhoso, baracadinho, obrigado

Obrigado por você, Caio. A plateia é maravilhosa. Obrigado. E a todos uma ótima semana. Tchau!

COMO CHEGAR AOS 100 ANOS COM SAÚDE? | Dr. Barakat #132 | Castnews Index — Castnews Index