PARA ONDE VOCÊS ESTÃO INDO? | Entra Pra Ficar #2
Para onde vocês estão indo como casal?
Neste segundo episódio da Série Entra Pra Ficar, Caio e Fabi Carneiro revelam o princípio mais transformador da relação deles: alinhamento de visão. Não é sobre concordar em tudo, é sobre saber pra onde vocês estão indo juntos.
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O que você vai descobrir neste episódio:
- Por que a maioria dos casais tropeça em pedrinhas, não em montanhas
- A pergunta que todo casal precisa se fazer hoje: para onde estamos indo?
- Por que quem começa relacionamento com plano de fuga já fracassou
- Como o alinhamento de agenda é tão importante quanto o de valores
- Por que amar é colocar a necessidade do outro na frente da sua
🔗 Clube do Livro: início em 1 de agosto (5 sábados juntos)
Siga o casal:Caio Carneiro: @caiocarneiro
Fabi Carneiro: @fabisawaya
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- Expectativas de casamento e diferenças de visãoImportância da visão compartilhada · Diferenças de visão inicial · Encontrando um propósito comum
- Dinâmica financeira do casalColocar necessidades do outro em primeiro lugar · Considerar necessidades dos filhos · Revisão e adaptação do plano
- Objetivos e AlinhamentoTempo nutre a relação · Evitar afastamento e distância · Alinhamento de horários
Eu acreditava quando era jovem que eu precisava ter dinheiro para casar, e a Fabi acreditava que era, precisava casar para a gente juntos construirmos algo de valor. Então você viu que no final das coisas a gente queria a mesma coisa, a gente queria uma vida próspera. Só que por esse desalinhamento de visão eu não envolvia a Fabi, porque eu falei assim, cara, eu preciso primeiro ganhar o mundo para eu poder oferecer isso à minha mulher.
Ela falou assim, não, não, pequeno gafanhoto. Olá, seja bem-vindo a mais um episódio dessa série especial sobre relacionamentos aqui no Entra Pra Ficar. Primeiro, inspirado no nosso novo livro, e obviamente sendo um convite, lembrando todo mundo que no dia 1º de agosto inicia-se um clube do livro, que eu e a Fabi, que está aqui ao meu lado, tá? Ó, essa mulher merece palmas agora, fogos de artifício, essa mulher é um espetáculo. Obrigado, produção, por me ajudar.
Entendeu que eu gosto de ficar grávida? É isso.
E no dia 1º de agosto, quanto que vai 1º de agosto.
1º de agosto, gente, teremos o nosso Clube do Livro. Nos encontraremos 7 horas da manhã por 5 sábados e eu tenho certeza que vai ser transformador. Leremos, né, cada um vai ler o livro na tua casa e a gente vai se reunir para a gente poder trazer os pontos principais, alguns insights, ou até compartilhar, né, meu amor, mais detalhes que a gente não colocou no livro. Tenho certeza que vai ser maravilhoso. Tô muito animada, muito animada mesmo.
O link do livro já tá disponível. Vai ser um privilégio estar com você junto desse Clube do Livro. Clube do Livro é uma coisa muito legal que se forma uma comunidade em torno de um assunto de interesse em comum. E vamos para o tema. Então, uma série de alguns episódios, então estamos em mais um, e a série episódios rápidos, curtos, produtivos. Então assista com a pessoa no qual você divide a sua vida. O episódio de hoje é: para onde vocês estão indo? A importância do alinhamento da visão. Fabi, comece.
Olha, isso foi algo que transformou o nosso relacionamento. Eu falo que não estaríamos aqui hoje se a gente não tivesse alinhado nossa visão. Por praticamente 5 anos do nosso relacionamento, a gente tinha visões completamente diferentes de mundo, do que que a gente queria, da forma como a gente enxergava, a nossa mentalidade. É muito interessante porque princípios e valores a gente sempre teve o mesmo, assim, essa base, esse fundamento.
Mas a visão para o que que a gente queria construir, como que a gente queria construir, quais são os caminhos que a gente queria levar eu não via o Caio nos meus caminhos e ele não me via nos caminhos dele. A gente não se incluía, não tinha um meio termo. E quando a gente entrou na venda direta, o Caio começou na venda direta primeiro, eu lembro que eu falei assim para ele: amor, eu quero fazer isso. Ele falou: não, porque isso não tem seu perfil, não tem seu perfil.
Lembra? Eu falei assim: não, mas eu quero fazer isso. Primeiro porque era uma forma de fazer renda extra, eu precisava de uma forma de fazer renda extra. E segundo que foi muito bom ficar mais perto dele. Já é um alerta que eu deixo para você, se você tem né, meu Deus, eu não consigo ficar muito tempo com meu marido ou com a minha esposa durante o dia, já começa, já coloca aí como um ponto de reflexão, porque é o que eu mais quero, ficar ao lado dele o tempo inteiro.
E a gente cresceu muito quando a gente entendeu que a gente tinha um caminho similar, a gente começou a compartilhar da nossa visão, a gente começou a encontrar a mesma rota, o mesmo caminho. Então a gente se uniu, a gente encontrou o mesmo propósito. E eu falo que é o maior perigo porque Duas pessoas que decidem viver não só uma vida juntos, mas é a vida juntos, não é uma vida, é a vida, passar a vida com aquela pessoa. E você pensando em coisas completamente diferentes, mentalidades completamente diferentes, visões completamente diferentes, nada do que você faz, você vê a outra pessoa ao seu lado com você, isso é duríssimo.
Então nós nos encontramos dentro do empreendedorismo Tem pessoas que vai se encontrar dentro do esporte, dentro de um hobby, dentro de alguma atividade, mas alguma coisa em comum, alguma coisa em comum você precisa encontrar com seu parceiro, você precisa encontrar com a sua parceira. Precisa existir um alinhamento, precisa existir esse tempo juntos, precisa olhar aquela visão e os dois se encontrarem naquela visão, os dois caminharem indo para aquela visão.
Então é a mesma coisa, você teria que A gente teria que fazer uma brincadeira e eu te dar um papel e você me dá um papel. E para onde estamos indo? E precisa bater. A gente precisa conseguir escrever a mesma coisa. Então, se você não— se o seu parceiro, a sua parceira não consegue escrever a mesma coisa, é porque tem muita coisa desalinhada. Não é uma coisa, não é só uma visão, é uma vida desalinhada. Então vai ter que sentar e organizar algumas coisas.
Tem o que a Fabi falou, tem ouro, tá? Tem dois insights muito fortes aqui. Primeiro, é muito importante que vocês enxerguem o mesmo plano de vida. Esse desalinhamento, e pode parecer, nossa, Caio, mas isso é tão básico. Mas geralmente é isso, relacionamentos eles caem no óbvio, não são. Tem uma frase do Thiago Brunet que é maravilhosa: a maioria das pessoas não tropeçam nas montanhas, tropeçam nas pedrinhas, né? Você não vai tropeçar numa montanha, que não é um erro geralmente gigantesco.
Tem muito casal que é um erro gigantesco, a maioria tropeça na pedrinha. Que esse desalinhamento, ó, vou de maneira rápida porque eu já falei isso para vocês, mas olha que desalinhamento de visão. Eu acreditava quando era jovem que eu precisava ter dinheiro para casar, e a Fabi acreditava que era, precisava casar para a gente juntos construirmos algo de valor. Então você viu que no final das coisas a gente queria a mesma coisa, a gente queria uma vida próspera.
Só que por esse desalinhamento de visão eu não envolvia a Fabi, porque eu falei assim, cara, eu preciso primeiro ganhar o mundo para eu poder oferecer isso à minha mulher. Ela falou assim, não, não, pequeno gafanhoto.
No final tava certa, né, gente?
Não, pequeno gafanhoto, nós temos que estar juntos para aí sim. Eu não tinha essa visão, porque quando era mais jovem eu vi muita minha família brigando por dinheiro. E aí eu gravei aquilo, falei assim, cara, eu não quero brigar com quem eu amo, logo eu preciso de dinheiro. Então a Fabi nunca foi prioridade no começo da minha relação. Entre jantar com ela e fazer mais uma reunião comercial, eu escolhi a reunião, porque escolher a reunião para mim era escolher não brigar com ela no futuro.
Olha que loucura, foi anos de autoterapia para descobrir isso, tá? Então é só um exemplo de visão compartilhada, uma visão de vida, visão de destino, visão do que que vocês querem para o futuro de vocês, para família de vocês, onde você quer morar, onde vocês se enxergam. São coisas no papel mesmo. Segunda coisa que a Fabi falou, e tem ouro, é no alinhamento na agenda, porque a gente acredita que tempo nutre qualquer relação e ausência de tempo destrói qualquer relação.
Quer, você quer destruir uma relação, é só você causar o afastamento. O afastamento. Por isso que distância é algo muito desafio, é algo que desafia relações. Distância, porque não tem a nutrição da companhia. E eu e a Fabíola, a gente sempre veio trabalhando, né, amor, para esse alinhamento de agenda. Pode ser que você consiga alinhar agenda você se envolvendo no, dentro, você alinha um projeto, às vezes os dois empreendem juntos.
E aí você vê qual que é a zona de competência do teu marido, a zona de competência da tua mulher. Às vezes não, às vezes vai ser uma zona de competência mais passiva, outro mais ativa. É, cara, vai lá que eu seguro as pontas em casa. Mas vocês estão sendo cúmplices no mesmo projeto, vocês falam sobre aquele projeto. Não pode ter aquela coisa paralela. Eu tenho o seu, você tem a sua carreira, eu tenho a minha, você tem o seu hobby, eu tenho o meu.
Aí são duas pessoas completamente separadas que moram na mesma casa. Então esse elemento é importante. É importante a individualidade? Claro, eu tenho minhas preferências, eu tenho os meus jeitinhos, eu tenho personalidade diferente da Fabi. Então individualidade sempre existe. Por exemplo, eu gosto de algumas coisas que a Fabi não gosta, mas se interessa. A Fabi gosta de algumas coisas que não é minha paixão, mas me interessa, aprendi a gostar.
Que eu sou o cara que adorei, aprendi a assistir tênis, já fui em várias finais, um esporte que ela adora. Cara, isso é legal para minha mulher, deixa eu entender isso aí. E eu vi como é legal, sempre gostei de esporte, um esporte bacana, um esporte interessante. Então a gente sempre tenta alinhar os nossos interesses. Aquilo que é importante para Fabi, eu tento me interessar. Aquilo que é importante para ela, ela tenta se interessar.
Isso é tão importante para a gente que a gente decidiu até, por exemplo, alinhar nossa agenda, horário que a gente vai dormir. Nossa, Caio, mas vocês estão descendo para esse ponto assim? Será que o horário que você vai dormir faz diferença? Gente, vocês não sabem o que que esses 15 minutinhos deitado na cama antes de dormir, às vezes é o tempo de mais qualidade que você tem numa conversa. A cama é algo tão sagrado para o casal.
Então, duas coisas que foi fenomenais: alinhamento, você sempre garantir que a visão tá compartilhada, porque aonde não tem apoio não tem visão. A gente só apoia aquilo que a gente acredita. E a segunda coisa é agenda.
E tem algo muito profundo que eu quero trazer para vocês, que existe uma crença: não junte tudo.
Não, o quê?
Não junte tudo.
Como assim?
Porque se der errado, é mais fácil continuar depois. E pode parecer besteira, mas muitos casais vivem assim. Então não tem uma visão compartilhada, porque se não der certo, para eu conseguir seguir minha vida depois é muito mais fácil. Então você já está fadado ao insucesso só pela forma como você vive. Então aquela pessoa que gosta de contas financeiras completamente separadas, um não sabe da vida financeira do outro, divide contas, proporção, assim, é uma coisa muito doida isso.
É difícil entrar nesse detalhe porque eu sei da especificidade dentro de cada relacionamento, mas existe exatamente isso que o Caio falou, o fato da individualidade Que é o fato dele gostar de jiu-jitsu, eu gostar de tênis, eu gostar de pizza, ele não gostar de pizza. Cada um tem algumas preferências.
Cancelado aqui, hein? Como é que esse cara não gosta de pizza?
A gente tem que desconfiar um pouquinho de quem não gosta de pizza. Brincadeira. Mas ele vai comigo. Eu tava morrendo de vontade de comer lasanha, né, eu e o nosso baby, e ele foi junto. E ele falou assim, não é minha comida favorita, mas se te agrada, eu vou fazer isso, né? Então às vezes a gente abre mão, a gente cede um pouco. Mas é exatamente isso, existe uma diferença muito grande nessa questão de individualidade, de gosto, e de respeitar, e de eu querer viver uma vida completamente individualista, mas uma vida a dois.
E infelizmente tem muitas pessoas com esse pensamento, e aí depois não entende, porque aí ela, aí o casamento não dá certo, a relação não dá certo, ela fala: tá vendo, eu tinha razão. Mas é porque ela já começa um relacionamento com plano de fuga.
Uma vez eu queria poder dar o crédito, eu adoro dar crédito para as pessoas, mas eu não lembro de onde que eu vi isso. Foi algum livro ou não sei se alguma palestra, mas quando uma frase que foi o seguinte: amar alguém é quando você aprende a colocar necessidade de uma outra pessoa na frente da sua. E quando você, né, quando você casa, você entende o que que é amar, é você colocar necessidade de alguém na frente da sua. Se você tem filho, Você não escolhe a casa pensando, ah, essa é a melhor vista.
Você pensa, cara, esse bairro vai ser seguro para os meus filhos, as escolas perto são legais, né? Você pensa primeiro nas pessoas que você ama e obviamente você tenta convergir também. E eu ainda gostei. Então é quando você aprende a colocar as necessidades das pessoas dentro do plano. Então a Fabi, as necessidades dela tem que estar no plano, as minhas necessidades tem que estar no plano, a necessidade dos nossos filhos, que eles nem pedem por essa necessidade, mas a gente tem que considerar.
Tem que estar no plano. Então, para onde vocês estão indo? Esse é o plano. O plano é claro. Vocês conversam sobre o plano, vocês repensam o plano, porque às vezes vocês definiram um plano que hoje já não faz mais sentido, precisa ser revisto. As coisas mudam, as pessoas mudam. O Caio de 40 é diferente do Caio de 30, que é completamente diferente do Caio de 20. Então, para onde vocês estão indo? É uma pergunta que vale muito.
A recomendação que a gente dá é desliga esse episódio, mas não vai viver sua vida normal. Para agora, faz essa reflexão, senta com a pessoa que está ao seu lado, que você decidiu passar o resto da sua vida, e se pergunta, enxergue uma resposta: para onde estamos indo? E a gente te espera no próximo episódio para mais um Entra Para Ficar.
Tchau!
21 Princípios para Casais
LivroCaio Carneiro
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