Episódios de Como Você Fez Isso?

COMO FAZER DINHEIRO SEM ABRIR MÃO DA SUA VOCAÇÃO? | MedGest #149

08 de julho de 20261h16min
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Como parar de trabalhar muito e ganhar pouco?

Neste episódio ao vivo com 300 pessoas na plateia, Caio Carneiro recebe Domingos Mantelli, Érica Mantelli e Rogério Magalhães, sócios do MedGest Club, para revelar por que aprender gestão é o que blinda a sua vocação, não o que a destrói.

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Sobre o episódio:
Direto de um evento ao vivo com 300 profissionais na plateia, Caio Carneiro conduz uma conversa poderosa com três referências em gestão para profissionais liberais. Domingos e Érica Mantelli transformaram uma clínica em uma das maiores referências da medicina privada do Brasil. Rogério Magalhães, com quase 30 anos de mercado, é estrategista de negócios. Juntos, eles destrincham por que profissional liberal quase sempre quebra quando abre CNPJ, por que aprender gestão não é abandonar a vocação (é o que blinda ela), e por que o ecossistema em que você está sentado determina mais o seu resultado do que seu talento.

O que você vai descobrir neste episódio:

  • Por que você não precisa perder a vocação para aprender gestão
  • A frase do filósofo Mike Tyson que explica por que seu plano nunca sobrevive à realidade
  • Por que não é a condição que cria a decisão, é a decisão que cria a condição
  • Como o ecossistema vence sempre (pro bem ou pro mal)
  • Por que toda mudança extraordinária precede uma decisão desconfortável

🎯 CONHEÇA O TRABALHO DOS CONVIDADOS:
👉 MedGest Club: @medgest_club
👉 Domingos Mantelli: @domingosmantelli
👉 Érica Mantelli: @ericamantelli
👉 Rogério Magalhães: @rogeriomagalhaesjr

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#MedGestClub #Gestão #Vocação #Empreendedorismo #Caiocarneiro #Podcast

Participantes neste episódio4
C

Caio Carneiro

HostJornalista
D

Domingos Mantelli

ConvidadoMédico
É

Érica Mantelli

ConvidadoMédica
R

Rogério Magalhães

ConvidadoEstrategista de negócios médicos
Assuntos7
  • Gestão de Pessoas e Desenvolvimento ProfissionalA importância da gestão para blindar a vocação · A necessidade de aprender sobre vendas e marketing · O médico como empresário e gestor · O ecossistema e a ambiência como fatores de crescimento
  • Tomada de DecisãoA decisão como motor da mudança, não a condição · A importância de tomar decisões desconfortáveis · O papel da fé e do alinhamento espiritual na vida
  • Vendas e Captação de PacientesVenda como algo antiético ou feio · A venda ética focada na necessidade do paciente · O médico como comunicador de valor · A crença de que vendas é dom, não técnica
  • Empreendedorismo médico e gestão de consultórioA força do ecossistema e da ambiência · A importância de estar cercado por pessoas que crescem · O MedGest Club como comunidade de apoio e troca · Superação da mentalidade de escassez e concorrência
  • Gestão e Mercado na MedicinaMedicina como sacerdócio · Conflito entre vocação e gestão empresarial · Falta de ensino de gestão e empreendedorismo na faculdade
  • Repensar objetivos e visão de futuroO médico como empresário, gestor e líder · A necessidade de ser bilíngue em gestão e vocação · O mercado de saúde, beleza e bem-estar em crescimento
  • Desafios e perigos da profissãoAumento da concorrência médica · Baixa recomendação da profissão para os filhos · Crise existencial e a busca por novas identidades · A importância da saúde mental e espiritual
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CCCaio Carneiro

Como fazer dinheiro sem abrir mão da sua vocação?

RMRogério Magalhães

O médico, ele acha que ele precisa perder a vocação pra aprender gestão. Pelo contrário, ele precisa aprender gestão pra blindar a vocação.

DMDomingos Mantelli

Muita gente acredita que precisa escolher entre viver o propósito ou ganhar dinheiro.

CCCaio Carneiro

Os convidados de hoje mostram que é possível conquistar os dois. Domingos e Érica Mantelli transformaram uma clínica em uma das maiores referências da medicina privada no Brasil. Ao lado de Rogério Magalhães Júnior, estrategista de negócios médicos, eles mostram como estratégia, gestão e propósito podem caminhar juntos para gerar impacto, crescimento e prosperidade. Qual que é, qual que é a força de uma pessoa quando entra no ambiente como esse?

DMDomingos Mantelli

O ecossistema sempre vai vencer, para o bem ou para o mal.

ÉMÉrica Mantelli

Então tenha ao seu lado pessoas que te protejam e seja gentil com você, assim como você também é com as suas pacientes.

CCCaio Carneiro

Fala, pessoal! Sejam todos muito bem-vindos a mais um super especial do modo como você fez isso, diretamente de um evento maravilhoso. Você vai conhecer um pouco mais. Só que como você viu nossa introdução, eu quero que você em casa que está ouvindo ou vendo por algum lugar desse mundo, e obviamente a plateia que está aqui, receber do jeito que eles merecem, meus amigos, meus sócios, pessoas que vão ser cúmplice na criação desse podcast de hoje.

Então eu queria que vocês ajudassem a receber Rogério Domingos e Érica. Palmas para os três maravilhosos! Muito bom, que plateia! Primeiro vou começar com você, Érica. Primeiro, já é diferente começar no ambiente assim, não é? Com certeza, começar com essa energia, ser bem recebido. Acho que isso já faz de um papo ser um papo mais produtivo, né?

ÉMÉrica Mantelli

E essa energia assim da galera prosperando junto, querendo o melhor para o outro, isso já muda todo o clima.

CCCaio Carneiro

Maravilhoso! Você que tá em casa, hoje o nosso papo Só para vocês três saberem que o nosso papo ele começa a partir de um como. O como é a palavra mais buscada na internet. A curiosidade também da plateia saber que como é a palavra mais buscada na internet. Geralmente é como fazer alguma coisa. O como você fez isso, ele nasceu dessa provocação. E hoje temos um como muito interessante para a gente bater um papo: como fazer dinheiro sem abrir mão da sua vocação?

Porque parece que vocação e receita são inimigos, são amigos. É possível fazer o que você ama, e profissionalmente você se realizar, e financeiramente você se realizar. Como juntar esses dois mundos? São números, mundos diversos, não são? Então a gente vai falar um pouco sobre isso. E principalmente, a gente tá hoje no evento da classe médica, tá? Então temos exatamente, temos quantas pessoas na plateia?

DMDomingos Mantelli

300.

CCCaio Carneiro

Então 300 palmas para nossa plateia, 300 profissionais da área médica. E faz esse como ser um como ainda mais interessante, porque dentro da classe médica equilibrar essas duas às vezes não é um desafio para muita gente. Então eu vou começar, eu vou, eu sou aquele camisa 10, eu vou distribuir a bola entre vocês três. Então, Domingos, vou começar com você. Por que existe na classe médica, e obviamente galera que tá em casa que não for da classe médica também vai entender, mas Por que que existe esse desafio de equilibrar vocação e dinheiro? Por que que você acha que existe um desafio como esse?

DMDomingos Mantelli

Bom, falando especificamente da classe médica, quando você se forma, a medicina é colocada muito como um sacerdócio na vida do médico. O ato de salvar vidas é algo imensurável. Então você não faz pelo dinheiro, você faz pela vocação, você faz porque você aprende que você tem que fazer aquilo. Tanto que a gente disse que o médico, ele é médico 24 horas por dia. Não importa se você tá trabalhando ou não. Você tá no avião voando, alguém passa mal, o médico vai dar atendimento.

Você tá passando na rua e alguém é atropelado, você para para dar atendimento. Então o médico já tem isso intrínseco. Nunca foi pelo dinheiro e sim pela vocação. E na hora que você entende que você passa a ter uma clínica, e essa clínica é uma empresa, e essa empresa é um negócio, e esse negócio tem que prosperar, tem que faturar, tem que ter lucro, muitas vezes você entra em conflito, em conflito com coisas que você aprendeu desde a faculdade, em conflito com a questão da vocação e como mensurar o quanto vale esse trabalho que você faz.

Então, para o médico, nesse início de carreira principalmente, ele vem muito como um sacerdócio. Você passa a faculdade inteira no internato, 5º, 6º ano, trabalhando de graça, pelo contrário, pagando para trabalhar. Quando você entra na residência, você recebe um salário muito baixo condizente com o trabalho que você faz. Então você não aprende isso, você não aprende sobre gestão, você não aprende sobre como ter um paciente, você não aprende como ganhar dinheiro, como gerir uma empresa.

Só que o médico, ele abre um CNPJ e ele se vê empresário e não sabe o que fazer com aquilo. Então esse conflito, principalmente, acho que é o que gera a maior dificuldade do médico conseguir prosperar junto com que ele já tem de vocação, que é a medicina.

CCCaio Carneiro

Agora eu vou apimentar mais o papo, vou aprofundar em você antes de passar para Érica. Porque eu juro para você que é uma curiosidade, tá? Por que que não é ensinado na faculdade como que nasce um paciente? Pois é, por que que será que a premissa, a faculdade talvez considera assim: não, todo médico é filho de um outro médico, ele vai herdar uma carteira de cliente. Qual que é o fundamento? Por que que não Você aprende como que cuidar, cuida de um paciente, mas em nenhum momento alguém te explica como que nasce um. Por quê?

DMDomingos Mantelli

Eu também não sei o porquê. E inclusive estamos abertos para poder mudar essa realidade. Acho que hoje algumas coisas já estão mudando. Algumas faculdades de medicina já têm ligas de empreendedorismo, de gestão. Nós mesmos já fomos chamados em algumas faculdades de medicina para falar sobre gestão, sobre empreendedorismo. E que já é uma abertura muito grande um aluno de medicina sair pelo menos com a mentalidade de que ele precisa dedicar algum tempo para aprender sobre isso.

Mas até então é só medicina. A gente fala que o médico, ele é o profissional mais inteligente só na medicina. Ele não entende praticamente nada de outras áreas. E é por isso que é tão difícil ele prosperar, porque ele pega uma empresa na mão e ele nunca foi empresário, ele nunca geriu pessoas, ele nunca foi líder, ele nunca contratou, ele nunca demitiu, ele não sabe nem o que é uma DRE. Mas de repente ele se vê um dia tendo que fazer tudo isso.

E acho que esse é o maior desafio. Sem sombra de dúvidas, como a educação é o que salva em todas as áreas, e o que nós fazemos com o Medgest é uma educação médica, se essa educação puder chegar nas faculdades de medicina, sem sombra de dúvidas alguma nós seremos muito melhores médicos, não só na formação acadêmica, na parte técnica, mas também melhores profissionais gerindo as suas clínicas e sabendo como ter um paciente, né?

CCCaio Carneiro

Érica, em que momento na vida de vocês— vocês são casados, então além de ser um casal, é um casal médico partindo da mesma vocação— em que momento caiu essa ficha que, cara, nós temos um negócio? Calma lá, calma lá, calma lá, que é um despertar, é meio que a chave. Cada um vira a chave em um determinado momento. Para mim, eu acredito que a gente só vira a chave em duas circunstâncias: ou por dor Ou por ambição?

DMDomingos Mantelli

O meu foi quando chegou o primeiro boleto, aí eu vi que eu tinha uma empresa.

CCCaio Carneiro

Em que momento virou essa chave? Você falou assim, cara, eu preciso aprender gestão, eu preciso aprender de marketing, preciso aprender de vendas.

ÉMÉrica Mantelli

Bom, logo que a gente abriu o consultório, a gente se deparou justamente com isso, de ter que entender de tudo sem ter treinado nada. Então a gente precisou ir para outros cursos, porque na época não existia E a criação do Medgest veio dessa dor, porque a gente precisou fazer muitos cursos de outras áreas para tentar adaptar para o lado médico. Então quando a gente ia para um curso de vendas, mas era vendas falando de outras coisas, vendas de carro, vendas de imóveis e tal, que a gente sabe que na medicina existe a venda, mas existe uma linha muito tênue também que tem que ter o lado da humanização. Então a gente precisou criar algo que não existia.

CCCaio Carneiro

Então calma aí, calma aí, calma aí. Vocês começaram a fazer cursos de vendas de marketing que não era focado para área médica. Assim, cara, vamos lá aprender, a gente adapta para o nosso mundo.

ÉMÉrica Mantelli

Há 24 anos atrás, exatamente assim. Então tinha coisa que a gente escutava que funcionava para muitas outras áreas, só que a gente olhava e falava, não, a gente na medicina não dá para fazer uma venda desse jeito. Então, embora seja venda, só que existe técnica específica para quem vende para paciente. Porque envolve toda uma questão emocional, a doença do paciente, a relação médico-paciente que não pode se perder. Então tudo isso a gente teve que ir construindo.

Então a gente até fala para os nossos mentorados, para os nossos amigos: se tivesse um Medigest na nossa época, com certeza a gente estaria muito maior hoje, com certeza.

DMDomingos Mantelli

E a questão de vendas, o médico tem uma crença muito limitante com vendas. Parece que é antiético o médico falar em vender para o paciente.

CCCaio Carneiro

Por quê?

DMDomingos Mantelli

Porque acham que você tá fazendo algo errado e é antiético. Eu falo: antiético é você vender o que ele não precisa. Eu sempre falo que— a frase que eu sempre falo lá na minha clínica para os nossos funcionários é: eu não admito que se venda nada que um paciente não precisa, mas eu também não admito que não se venda o que ele precisa, porque eu tô deixando de mudar a vida dele e a saúde dele.

CCCaio Carneiro

Muito bom.

DMDomingos Mantelli

Então o médico precisa saber que venda tem que ser feita com ética Mas é uma venda. Nós nos vendemos o dia inteiro. Você tá na rede social, você tá se vendendo, você tá vendendo a sua imagem, você tá vendendo o seu serviço, o que você faz, o tratamento que você vai apresentar. Você tá indicando uma cirurgia, você tá fazendo uma venda de uma cirurgia. Então, na hora que o médico muda a chavinha de que ele é um vendedor de serviços, por mais que seja uma venda diferente, uma venda com ética, a coisa muda de figura.

Ele passa a exercer esse papel de vendedor que tem dentro dele. E que ele nem sabe que existe.

CCCaio Carneiro

E aí, Rogerinho, você, você é do meu time porque você não é médico.

RMRogério Magalhães

Exato.

CCCaio Carneiro

Por mais que a sua vida sempre te colocou em muito contato com a classe médica, você é um cara que tem know-how em gestão, em marketing, vendas. Em que momento que você viu, cara, dentro da classe médica isso é uma dor absurda? Em que momento foi? Identificação de mercado? Foi por observação, foi tendo conhecidos que naturalmente vinham te pedindo dicas e orientação? Em que momento você viu esse, esse gap?

RMRogério Magalhães

Caio, foi o seguinte, eu comecei a trabalhar com o médico em 1997, visitando o médico. Então automaticamente ali, será do setor farma, né? É setor farma, 20 anos setor farmacêutico. Então automaticamente ali eu já vi a dor do médico. Eu já vi a falta operacional de gestão do médico, porque o médico ele acha que ele precisa perder a vocação para aprender gestão. Pelo contrário, ele precisa aprender gestão para blindar a vocação.

DMDomingos Mantelli

Uau!

RMRogério Magalhães

E o que é que acontece? Eu comecei a entender o quanto ele deixava dinheiro na mesa. A gente ia no consultório, atendente mal-humorada, cabeça baixa, a famosa Dona Ruth, e aquela mulher que não fazia nada, que fazia, que pegava todo o cheque do médico, era menino, era criança que ele deixava no colégio. Ela era tudo, automaticamente não era nada ao mesmo tempo, não era equipe comercial. E eu vi os pacientes com a cara emburrada, eu vi o médico atrasando, eu vi o médico querendo ser uma pessoa onde ele tinha que, o paciente que tinha que esperar por ele, ele não viu o paciente como cliente.

Então eu comecei a ver essas dores e um certo momento, em 2007, a empresa, das empresas da indústria que eu trabalhava, ela começou a me colocar para treinar os médicos. E aí eu tô falando 2007, então falando quase 20 anos que eu estou vendo a gestão. Só que naquela época, você tem ideia, olha que curiosidade, talvez muitos aqui que são filhos de médicos entendam o que eu vou falar. O médico, ele tinha crença de não pegar nem crença repulsante, não pegar nenhum dinheiro.

O médico, ele não cobrava nada pelo serviço dele, muito menos ele oferecia. Se você pagasse, eu já vi isso acontecer comigo, você pagasse em dinheiro para ele, sabe o que ele fazia?

CCCaio Carneiro

O que ele fazia?

RMRogério Magalhães

Tá aqui o dinheiro, tô pagando a consulta, tá aqui o dinheiro, a consulta, R$1.000. Ele, catedrático, cheio de livros atrás, geralmente Ele abria a gaveta, ele pegava o livro, ele arrastava aquele dinheiro assim, ó, ele vinha arrastando dinheiro, ele colocava o dinheiro na gaveta, o dinheiro caía, ele colocava o livro de volta, como se o dinheiro ali fosse sujo, que ele não pudesse pegar. Então essa crença que o dinheiro para ele não podia, virava como se ele fosse comercial demais, ele fosse mercantilista demais, ele não poderia receber o dinheiro.

Ele dizia assim: Doutor, mas quanto é que é a sua consulta? Quanto é que é o seu tratamento? Sabe o que que ele dizia? Fala com a secretária, fala com a secretária. Doutora, mas quem vai vender, a secretária ou o senhor? Quem vem me atender? Então essa crença que ele não poderia vender, que ele não poderia cobrar, eu comecei a ver que em 2007, quando eu passei a entrar na gestão dos médicos das clínicas e consultórios que a gente dava aquele suporte, que eram os médicos que a gente pontuava, naquela época não tinha 635 mil médicos, naquela época tinha 200% a menos que médico tinha hoje.

Em 20 anos, o médico cresceu 2.301%, enquanto a população brasileira cresceu 201%. A classe médica cresceu 10 vezes mais do que cresceu a população brasileira. Hoje, para você ter ideia, tem 18 médicos em cidades para 1 habitante. E o que é que isso quer dizer? Aonde há concorrência, não há tempo a perder. E eu imaginei naquele momento, eu disse, cara, esse mercado endereçado de médicos que não sabem gestão, que não sabe vender nem se vender, é um mercado absurdo que só cresce.

É um mercado, cara, para você ter ideia, que coloca hoje no mercado 47 mil médicos por ano. É um mercado endereçado que não tem como você retrair esse mercado, ele só tende a crescer, é uma progressão. E aí eu disse, não, pera aí, né, se eu estou aqui treinando o médico a gerir o negócio através de um CNPJ, por que que agora eu não posso treinar através do meu CNPJ. Não só a oportunidade, mas a dor era muito latente. Então o mercado endereçado ali do médico era muito grande.

E hoje você vê que nem 1% dos médicos do Brasil, nem 6 mil médicos, 635 mil médicos, nem 10%, impossível você ter 63 mil médicos hoje no Brasil que já sabe sobre gestão, já treinaram gestão, que entende que ele não é só médico que ele tem que estar sentado na cadeira de empresário fazer isso. Então naquele momento, 2007, virou a chave da oportunidade e da gestão para médico.

CCCaio Carneiro

Da onde nasce? Porque eu acredito que existe alguns mitos dentro do mundo empreendedor. Um é, por exemplo, quando as pessoas acreditam que venda é dom. Mas eu vejo que na classe médica é mais para baixo ainda, não é acreditar que vendas é dom. Então tem gente que, cara, eu não sei vender, vendas é dom e eu não nasci com esse dom, então nem não adianta eu tentar nem aprender. A gente sabe que isso é uma falácia, venda é técnica.

Mas eu vejo que na classe médica tem um para baixo, não acredita que é dom, acredita que é o que ele falou, é feio, é pecado, é verdade, né? Até chamar o paciente de cliente é feio. Mas por que? O cliente, o objetivo do cliente é você fazer o seu cliente feliz. Então eu vejo que não, acho que toda empresa não tem um cliente como alguém que é para eu extrair dinheiro. Então, onde você acredita que nasce isso?

DMDomingos Mantelli

Eu penso que são duas profissões, são muito díspares, e talvez por isso muitas pessoas, por preconceito, não assumem esse papel. Exemplo: a pessoa estudou 6 anos, residência, e virou médico. E o vendedor antigamente era assim: se o cara não der certo, não for nada na vida, ele vira vendedor. Existe essa crença em relação à profissão de vendedor. Se a pessoa não der certo em nada, ele vai ser vendedor na vida. Então, para um médico se assumir vendedor é como se ele tivesse tendo que descer alguns degraus.

Ser rebaixado todos os degraus. Então talvez por essas crenças que muitos não assumem. E é o que eu falo, a primeira crença que a gente tira aqui no Medjet quando a gente chega é: todos nós somos vendedores o tempo todo. Aliás, nós vendemos para que vocês estivessem aqui. Se a gente não tivesse vendido, vocês não estariam aqui. Então nós vendemos o tempo todo, seja serviço, seja produtos, mas a gente vende. Mas eu acho que essa condição que colocaram o vendedor do médico, essa distância faz com que, para que o médico assuma que é um vendedor, seja ele ser rebaixado de patamar.

CCCaio Carneiro

O que que você acha, Érica?

ÉMÉrica Mantelli

Eu acho que também vem da história do papo de vendedor, sabe? Igual tipo papo de pescador. Tem gente que acha que o vendedor também não é um body love, né?

CCCaio Carneiro

Que é o cara, o cara fala estranho.

ÉMÉrica Mantelli

Quando você vai numa loja e a mulher põe uma roupa e tá horroroso, e aí tem uma vendedora que falava, você tá linda. Tem gente que acha que todo vendedor é assim e não. E a gente sabe que tem muito vendedor que quer entregar o melhor para que justamente crie uma recorrência, indicação. E é sobre esse tipo de venda que a gente trata na medicina. Então quando a gente traz esse conceito de venda dentro da medicina, é exatamente essa venda.

A gente não vender para o nosso paciente, a gente está deixando de ajudá-lo, de dar oportunidade dele conhecer um tratamento melhor, uma tecnologia, uma cirurgia com a melhor equipe. Então quando o paciente pega, você passa um valor para ele de um orçamento, ele só fala não e vai embora, e você não tem uma equipe para realmente explicar o porquê, né, quebrar as objeções, ajudar a fazer. A questão é o quê? É o valor, você não entendeu o motivo e tal.

Você tá explicando para o seu paciente, porque ele não tratar ou achar que ele pode escolher não tratar, ele pode estar piorando a saúde dele na maioria das vezes. Então por isso que é importante a gente quebrar isso, esses mitos mesmo que foram criados. E como em qualquer profissão, teremos ótimos profissionais e teremos aqueles que não nos representam.

DMDomingos Mantelli

O que que você pensa? Porque você é vendedor, chão de fábrica, você veio da profissão de vendas.

RMRogério Magalhães

Eu acho até que, além dele não ser só um vendedor, Caio, acho que o médico, ele, quando ele tem que entender que ele é um comunicador de valor. Então quando ele está comunicando valor, ele está vendendo. Mas se ele não comunica valor, pensa assim, até falei isso para vários médicos, olha, já pensou, tu tá na internet comunicando valor. A pessoa pensa assim: amigo, se esse médico ele conseguiu me dar tanta dica para eu ficar bom nas minhas costas, da minha dor, da minha pele, imagine quando eu tiver acesso a ele.

CCCaio Carneiro

Sim, eu vejo que é muito— eu vou descer um pouco mais profundo aqui, né? Que a gente tá falando dessa, dessa, dentro da classe médica, eu vejo que é muito de atualização de identidade. E é muito entender que função que você tá fazendo naquele momento, né? Eu vejo até quando as pessoas me apresentam, se apresentam: oi, Caio, tudo bem? Eu sou médico. Isso é tudo que lhe representa, ou é só isso? Então eu vejo quando o médico ele começa a transcender, ele começa a se enxergar como empresário.

Ele começa a enxergar, e você se enxergar como empresário não é você parar de se ver como médico, é você entender o que você precisa ser bilíngue. Você precisa falar uma segunda língua, uma terceira língua. E quando ele começa a atualizar, por exemplo, isso eu sei porque eu convivo com vocês, na cabeça com vocês não tem nem como mais desver o que vocês viram. Então você vai assim, cara, eu sou médico, mas sou empresário, sou gestor, sou líder de equipe de vendas.

Então, quando você começa a atualizar sua identidade, fica muito mais fácil você deixar o teu solo fértil para começar a aprender sobre venda. Enquanto essa identidade não é atualizada, ao contrário, você vai repelir e tentar manter distância daquilo, ou recusar até um ponto de ser insustentável você falar. Por exemplo, você deu um dado, eu li recentemente uma pesquisa, se não me engano, E que era até 2030 cruzarão mais de 1 milhão de médicos, 1,3 milhões de médicos.

RMRogério Magalhães

Acredita? Vai mais que dobrar o mercado. 635 mil vai para 1,3, mais do que dobrar.

CCCaio Carneiro

Isso significa o quê? É dor e delícia. Que que são dores e delícias? O mercado cada vez mais forte, mais pulsante, mas por um lado o mercado mais competitivo. E aí você vê qualquer profissional sem 3 grandes turbinas. Qual a turbina? A turbina da gestão, a turbina do marketing, turbina de vendas. Eu falo assim, como é que fica no negócio altamente competitivo com tendência de crescimento? E eu acredito, tem uma visão, tá? Eu acredito que esse número tem uma tendência de superaquecimento, porque não sei se todo mundo tá percebendo, principalmente pós-pandemia, o mercado wellness tá explodindo.

O que, por exemplo, marcador, ó, eu tô usando aqui o Whoop e o Oura. Alguém usa algum marcador tipo Whoop, Oura, os gateways que a gente chama, né? Isso daqui tá explodindo. E o mercado wellness, mercado de saúde explodindo, naturalmente profissões muito ligadas à saúde também vão acelerar. Faz sentido?

ÉMÉrica Mantelli

Total.

CCCaio Carneiro

Como a gente tá vendo mercados, tem algumas profissões, alguns mercados, mercado de bebida alcoólica derretendo.

RMRogério Magalhães

Sim, exato.

CCCaio Carneiro

Mercado de bebida destilada perdeu bilhões no mundo inteiro.

ÉMÉrica Mantelli

Essa geração bebe bem menos.

CCCaio Carneiro

Então, quantas profissões atreladas a uma indústria que prejudica a saúde também tá declínio? Ou seja, eu acredito que tá crescendo nos últimos próximos anos, é uma tendência de alta depois da pandemia, Caio.

RMRogério Magalhães

Saúde, beleza, bem-estar, o maior mercado de crescimento de alavancagem do Brasil, porque as pessoas começaram a ter muito cuidado para se cuidar, muita, é muito cuidado para se prevenir. É tanto que muitas, muitas especialidades de medicina integrativa, regenerativa, que é você evitar a doença antes que ela chegue, porque antes chamava o mercado da doença, não era o mercado da saúde, você cuidava já da doença. Então isso é, né, ele bate justamente com isso, você ter a prevenção da sua saúde.

É o mercado onde mais a indústria está apostando todas as suas fichas, que é saúde, beleza e bem-estar. Quem tá nesse mercado, quem se atualiza como você falou, ele realmente tem outra visão empresarial. Porque quando você não se atualiza, existe justamente essa crise existencial. Ele não sabe se sai do mercado ou ele não sabe se segue no mercado com outra identidade. E aí muitas vezes 74% dos médicos hoje não indicam a medicina para os seus filhos. Crise existencial.

CCCaio Carneiro

Como é que fala de novo? Como é que é? O médico não fala?

RMRogério Magalhães

O médico não. 74% dos médicos hoje no Brasil, eles não recomendam medicina para os seus filhos. Você vê que é totalmente naquela curva descendente, onde ele chega a um ponto, ele tem uma crise existencial, ele não sabe se sai do mercado ou se ele muda de identidade. Ele muda, ele começa a se atualizar na parte de gestão de posicionamento.

CCCaio Carneiro

Mas calma aí, calma aí, calma aí, calma aí. Tempo.

DMDomingos Mantelli

Bora lá, tempo.

CCCaio Carneiro

Isso é recente, porque a gente pega principalmente filmes mais antigos, tinha aquele cara que era médico, aí o filho era médico, o neto era médico, o pai era médico. Você viu que foi mudando isso? Foi mudando ao longo do tempo. Tipo, o avô era médico, aí o pai quis ser médico, o filho é médico, agora o outro fala assim, cara, não vem não.

ÉMÉrica Mantelli

Vários motivos.

RMRogério Magalhães

Por quê?

ÉMÉrica Mantelli

Primeiro, investimento altíssimo para se formar médico e o tempo que você demora para ter esse retorno. Segundo, que se você tem um pai médico e esse pai médico vai trabalhar, fica muito tempo fora de casa, nunca tá nas festas de família, volta para trabalhar cansado tá sempre reclamando porque a vida dele tá um caos, não tem tempo para ele, não tem tempo para cuidar da saúde dele. Como é que esse filho vai se inspirar? Diferente das nossas filhas, por exemplo.

Elas desde sempre, elas falam que querem ser médicas, e médicas da Clínica Mantelli. Mas é porque a gente nunca chega em casa reclamando, a gente ama medicina, a gente fala, a gente conversa sobre casos de pacientes em casa com amor, com, sabe, querendo estudar. Achando interessante, achando legal. Então a gente vem trabalhar hoje, a gente tá fora, mas elas sabem que a gente ama o que a gente faz. Então independente se elas fizerem ou não, mas elas sabem que a gente foi feliz na nossa profissão.

Então acho que isso inspira muito. Jamais acho que um filho vai seguir uma profissão do pai se o pai só reclamar o tempo todo.

CCCaio Carneiro

Ou seja, Domingos, aquela velha medicina, pega aquela velha medicina de plantão. Então você acredita que Quais foram essas ferramentas que a gente tá falando de vendas, marketing, gestão, é para tirar dessa velha medicina, que é aquela medicina que você vende saúde para os outros destruindo a sua?

DMDomingos Mantelli

Exatamente. Eu acho que tudo isso que a Érica e o Rogério falaram faz sentido, mas tem uma coisa a mais também que mudou com o mundo. Hoje, para você se formar médico, são 6 anos de faculdade, pelo menos mais 4, 5 anos de especializações, de cursos, muito dinheiro investido. Para você começar num mercado mal remunerado, sendo que hoje um moleque de 18 anos ele sai no meio digital muitas vezes ganhando 10 vezes o que um médico com 10 anos de profissão ganha.

Então essa, esse adolescente ele olha para o mercado e fala assim, cara, eu vou me matar 15 anos estudando para ganhar 10 vezes menos do que eu já posso ganhar hoje com 18 anos sem nem faculdade fazer? E essa é uma realidade da geração Z. Tem muita gente nova ganhando muito dinheiro sem ter se especializado, sem ter feito uma faculdade, coisas do tipo.

CCCaio Carneiro

O médico, ele é acostumado desde sempre a estudar muito, muito, sempre. Vou fazer outra pergunta de leigo, tá? Vai, não me julguem. Eu tenho um dado: o médico, ele tá sempre numa, ele tá sempre fazendo uma Atualização. Quando eu viajo no exterior chama congresso, os clássicos congressos. Eu falo que meu cunhado é médico também, tá no congresso, tá sempre no congresso. Cara, quantos congressos são?

ÉMÉrica Mantelli

Bom, tem toda semana, todo lugar do mundo.

CCCaio Carneiro

Então ele é acostumado, ele tem que estudar muito. Ele tem um budget para estudar tanto assim? Ah não, eu, por exemplo, X% do que eu ganho eu tenho que alocar em educação, ou ele só vai Olha só, se o médico souber quanto ele ganha, já tá muito bom. Não, para, vai.

ÉMÉrica Mantelli

A gente tá falando sério.

CCCaio Carneiro

Não acredito.

ÉMÉrica Mantelli

Se a gente perguntar para muitos médicos quanto que custa a sua hora de trabalho, muitos não vão saber falar.

CCCaio Carneiro

E ele precifica como?

ÉMÉrica Mantelli

Eles falam o valor da consulta. Como precifica? A maioria assim, depende do bairro. Aí ele vai ligar no vizinho perguntar quanto custa, perguntar para o outro vizinho quanto custa, e às vezes ele faz a média.

DMDomingos Mantelli

O médico é o profissional mais crente que existe. Tudo posso naquilo que parcela. Pronto, parcelou, fez picadinho, vamos embora. Vai fazendo um congresso atrás do outro, uma especialização atrás da outra, e vamos que vamos.

CCCaio Carneiro

Às vezes pergunta assim, às vezes digo para o médico, é tipo, a primeira parcela eu aguento, o resto é do Senhor, o resto eu vou dar um jeito.

RMRogério Magalhães

Às vezes eu digo assim, doutor, nada contra atualização, a gente tem que estar sempre atualizado, mas para quê tanto, tantos diplomas se você não tem o paciente?

CCCaio Carneiro

100% desses é sempre atrelado ao objeto-fim. Por exemplo, se é o cara ortopedista, é congresso de joelho, de tornozelo, tudo nas suas áreas de evolução.

ÉMÉrica Mantelli

Nos últimos anos a gente tem observado essa mudança, né? Depois que começou a surgir cursos de gestão, os médicos estão começando a entender que eles precisam, que não vai ser mais um curso na área deles. Não que eles não tenham que fazer, a gente tem que continuar se atualizando, Mas muitas vezes a gente vai para o congresso ano após ano e às vezes tem poucas mudanças ali realmente na prática do que você faz. Você aprende às vezes o uso de um medicamento novo, alguma coisa, mas o dia a dia mesmo você continua fazendo.

Agora você tem que ver que você tem que ter outros cursos, entender de gestão, para realmente você mudar ali a realidade.

DMDomingos Mantelli

É necessário, a gente fala diploma gera autoridade, mas gestão gera liberdade. Que vai te dar liberdade não é apenas o diploma. Ele é necessário, mas se você não tiver gestão, isso não vai te dar liberdade.

CCCaio Carneiro

Curiosidade: existe dentro da própria classe os guerreiros do apocalipse, no sentido de ficar estudando gestão, marketing, venda?

ÉMÉrica Mantelli

Será que tem? É marketeiro?

CCCaio Carneiro

Não, mas no dia de hoje eu tô falando, antigamente, hoje muito, muito, muito.

DMDomingos Mantelli

Tem ainda muita gente ainda que critica, fala assim: ai, você vai nesse curso?

ÉMÉrica Mantelli

Isso aí é papo de coach. Eles adoram falar isso.

CCCaio Carneiro

Vendas, marketing, gestão é papo de coach?

ÉMÉrica Mantelli

É lavagem lavagem cerebral, é seita, é pirâmide.

RMRogério Magalhães

O médico, o médico, Caio, por incrível que pareça, ele é o profissional mais preocupado com outro médico do que com a carreira dele.

ÉMÉrica Mantelli

Isso é verdade.

CCCaio Carneiro

Como assim? Ele sentiu um clima pesado agora.

RMRogério Magalhães

Eu vou falar, olha só, se o outro está aumentando a venda Se o outro está lotado, consultório, trabalhando menos, ganhando mais, ticket médio alto, rentabilidade, andando com carro melhor, viagens internacionais com a esposa, com a família, o outro médico assim tá fazendo coisa errada, mercenário, é blogueirinho, é charlatão. Ele, ao invés de bater na porta do outro colega e dizer assim, amigo, me ensina, me fala o que que você tá fazendo diferente, que eu quero bater palmas para você.

Ele está preocupado em falar mal daquele outro médico para os colegas. Olha, isso aí não é para estar andando com a gente. Só que o colega, ele não tem pacientes, nenhum por cento que é médico, ele não está preocupado com isso. Meu amigo, pera aí, tu atende 100 pessoas que paga tua conta, tu tem 100 pacientes que são médicos, eles, Deus o livre. O Domingos já me falou isso, o pior paciente que eu tenho é um médico. Por que ele tá preocupado com outro médico ao invés de estar preocupado com a carreira dele, com a gestão dele, com aquilo que vai fazer ele ter prosperidade, que é a empresa dele?

Porque ele é médico, mas ele tem um CNPJ. Se ele tem um CNPJ, ele é empresário, concorda? Faz sentido. Ele tá preocupado muito mais com a vida do outro. Assim, isso é demais na classe médica, isso é demais.

DMDomingos Mantelli

É muita situação. O único profissional que posta algo na internet pensando no que o colega vai pensar.

RMRogério Magalhães

Pronto, tá aí.

DMDomingos Mantelli

E não essa mentalidade do ego, né?

ÉMÉrica Mantelli

Muito grande assim, que essa é a mentalidade. Eu acho que assim, a nossa imagem, óbvio que ela é importante, mas eu acho que o médico ele foca tanto no crescimento profissional e poucos se preocuparam com o crescimento da sua saúde mental, espiritual. Hoje a gente tem visto os médicos preocupados com isso, mas durante muito tempo foi muito na questão técnica. Então quando eles criticam, ah, isso é papo de coach, isso é curso do quê, isso é besteira, gente, a gente precisa precisa melhorar as nossas habilidades, saber se relacionar com as pessoas.

E quando a gente tá focado no crescimento do outro, que o outro pensa da gente, o problema tá na gente, porque é falta da gente acreditar na gente. Quando a gente sabe o nosso valor, o que a gente faz, a maneira que a gente faz o nosso propósito, eu não vou me preocupar nem com os elogios demais e nem com as críticas demais. Eu tenho que estar com o meu foco, aquilo que eu nasci para fazer. E agora o médico, ele se preocupa. Então tem médico que às vezes posta, se tem um comentário de alguém falando algo errado, a pessoa já vai lá e apaga, ou não posta porque tá preocupado com o que o pessoal da turma da cidade tá falando.

Existem grupos de médicos falando mal de médicos. Então vira uma coisa assim que é muito triste essa desunião.

DMDomingos Mantelli

Você sabia que a classe médica, viu, gente, a classe médica é a classe que mais se denuncia uns aos outros nos conselhos de classe? O médico vê alguém postando, vê um outro médico fazendo uma postagem, ele se dá ao trabalho de perder tempo para denunciar esse colega médico no CRM, para dizer que tá fazendo marketing, que tá fazendo qualquer outra coisa. Enfim, em vez de se preocupar com o próprio trabalho, com o próprio umbigo, ele se preocupa com o do outro.

Isso é uma coisa muito comum. Eu vou falar que talvez a gente foi um dos pioneiros nisso. A gente começou a fazer marketing lá 24 anos atrás, quando a gente se formou. Coisa que nenhum médico fazia. A gente começou, eu tenho assessora de imprensa há 24 anos, coisa que ninguém tinha. Eu era recém-formado e tinha assessora de imprensa.

CCCaio Carneiro

Qual que era a sua cabeça?

DMDomingos Mantelli

A minha cabeça era: eu não vou, quando eu ficar famoso eu vou ter uma assessora de imprensa. Eu pensava: se eu quero ficar famoso, eu preciso ter uma assessora de imprensa, que é justamente ela que vai gerar matérias em televisão, rádio, revistas, jornais, blogs. Para eu começar a ser conhecido e com isso começar a ter paciente. Então, recém-formado já tinha assessora de imprensa. E quando eu comecei nos primeiros programas de televisão, todos os amigos, amigos, né, entre aspas, todos tiravam sabor amigo, né, sabor amigo, tiravam sarro.

Ó, o blogueirinho, ó, o exibido, quer aparecer. Todo mundo, 100%. Quando a gente começou nas redes sociais Talvez nós tenhamos sido os primeiros médicos a entrar no Instagram. Nossa, era uma coisa, nossa, tudo exibido, olha lá, postando conteúdo médico, postando coisa. Na época que nenhum médico postava nada sobre medicina em rede social, e a gente fazia isso com intuito de ajudar as pessoas, que tá, você tá dando também, tá fornecendo, né, um serviço de graça, uma informação gratuita, mas ao mesmo tempo também você tá ficando conhecido, né, você tá sendo reconhecido.

Para você conseguir realmente entender como ter, né, o famoso paciente na sua frente. Mas a gente foi muito criticado. Hoje muitos nos procuram para entender o que a gente fez para tentar replicar. Mas quando nós começamos, a gente apanhou muito, muito, e por médicos.

RMRogério Magalhães

Érica Domingos, sabe o que que eu falo às vezes, Caio? Médico vai falar isso para mim: Rogério, mas o que é que o outro vai pensar se eu falar isso? Se eu postar isso? Aí eu disse assim: doutor, fala sério, você acha que o outro médico segunda-feira, amanhã, ele vai se reunir com 10 médicos da tua cidade, vão fazer um brainstorm para falar de ti, para saber como vai te tirar do mercado, para saber como vai te destruir? Pera ainda, tu acha mesmo que o outro médico vai fazer isso?

Ele vai perder tempo com isso? Será se você está se preocupando talvez muito mais do que o outro colega? Porque se ninguém vai, já pensou, a pessoa vai se juntar com mais 5 médicos da cidade, vai dizer assim: olha, o Dr. Caio, ele tá agora sendo blogueiro, vamos destruir a carreira dele, vamos fazer de um contra para tirar ele do mercado, vamos fazer um boicote dos pacientes para não mais nele. Doutor, a sua preocupação tem que ser com o seu cliente, o seu resultado, a sua entrega e a sua técnica.

Se o senhor fosse preocupar com os outros colegas, eu tenho certeza que eles não têm tempo nem para almoçar em casa, muito menos para fazer reunião para falar mal do senhor.

CCCaio Carneiro

Qual que vocês acreditam que é a primeira coisa que um médico aprende dentro desse universo Vendas, Marketing e Gestão? Que ele começa a ver um céu azul. A primeira coisa que ele aprende, fala assim, cara, na hora que ele aprende assim, essa primeira coisa aqui, ele já fala esse caminho que o mosquitinho pica?

ÉMÉrica Mantelli

Eu acho que eles começam a perceber o quanto eles estão deixando dinheiro na mesa, porque tem vários pontos na jornada do paciente, por exemplo, que existe ali um vazamento. Então, por exemplo, de um paciente, e você passar um orçamento de um tratamento, e o paciente no primeiro momento falar que, ah, vou pensar, e vai embora. Muitas clínicas, a grande maioria, não teve esse treinamento para entender qual que foi a objeção. Foi o valor, a maneira de pagar?

CCCaio Carneiro

Nem liga para o cara mais?

ÉMÉrica Mantelli

Nunca mais. Eles não, a maioria não tem um relacionamento CRM com paciente de saber quando voltou, quando faz, quanto tempo faz. O resgate ativo dos seus pacientes do último ano gera uma receita imensa. Muitas vezes eles ficam focados só em querer pacientes novos, mas se eles trabalhassem melhor os pacientes que eles já têm Eles já estariam com a receita bem maior.

DMDomingos Mantelli

E o ego não deixa.

CCCaio Carneiro

Fale mais.

DMDomingos Mantelli

O ego não deixa. Eu vou me rebaixar e correr atrás de paciente, implorar para ele voltar? Não quis, tchau.

CCCaio Carneiro

Acho que isso é—

DMDomingos Mantelli

acham que é feio, acham que é feio, acham que você vai se rebaixar. Estou implorando para ter um paciente, estou implorando para ir atrás. Você pedir uma indicação Como assim eu vou pedir uma indicação? Isso não existe. Vou pedir uma indicação, tô me rebaixando a isso, eu tô mendigando o paciente, vão achar que eu estou com agenda vazia, por isso que eu estou pedindo. Essa é a mentalidade, é o famoso ego. Calma aí, respira.

CCCaio Carneiro

Pedir uma indicação, muita gente acha que é uma É uma demonstração de fraqueza, é uma mendicância.

DMDomingos Mantelli

Estou com agenda vazia, estou pedindo para você me indicar alguém para encher minha agenda. É feio.

CCCaio Carneiro

Alguém disse isso em algum momento?

DMDomingos Mantelli

Objeções que a gente escuta quando a gente apresenta a técnica de você tomar os referidos, de você pedir uma indicação, de você fazer uma busca ativa. De mandar um áudio para um seguidor teu na rede social que se interessou pelo—

ÉMÉrica Mantelli

exato, comentou às vezes em algum post, que legal, nossa, esse tratamento é assim.

RMRogério Magalhães

Eles têm vergonha, eles têm vergonha, cara, eles têm vergonha, eles têm vergonha de vender o que eles passaram 12 anos estudando, aprendendo. Eles têm vergonha de vender o conhecimento deles.

DMDomingos Mantelli

É porque na verdade a crença é—

RMRogério Magalhães

eles têm, fica assim, doutor, o senhor tem vergonha de vender o que o senhor ensinou, que você aprendeu? Então você vai passar 12 anos, 15 anos estudando só para você, vai ensinar só em casa?

DMDomingos Mantelli

É porque o médico não tá acostumado a vender, ele tá acostumado a sofrer compras.

RMRogério Magalhães

Eu não entendo isso.

DMDomingos Mantelli

O paciente sempre vem até ele, por que que ele vai atrás do paciente?

ÉMÉrica Mantelli

E eu acho que tem outra coisa também.

CCCaio Carneiro

Mas você não acha que essa realidade vai mudar com 1 milhão e pouco de médico?

RMRogério Magalhães

Ele vinha, né? O paciente vinha, ele vinha. Agora, onde há concorrência, não há tempo a perder. Ele vinha. Então, 2030, o Caio falou, 1,3 milhões. Se o cara vê o market share dele, ele que tá ganhando 50 mil agora, só com a inflação Daqui a 5, 6 anos, se ele não cresceu, pelo menos não triplicar o faturamento dele por mês ou por ano, o que acontece? Daqui a 5 anos ele tá ganhando, ele tá ganhando menos do que R$6.000, tá com a conta negativa porque ele não muda o padrão de vida, tá?

Isso que o Domingos fala é verdade. Ele anda com o carro financiado, ele tem uma casa financiada, ele viaja com financiamento, ele faz empréstimo, ele não muda o padrão de vida. Só que tem horas que a conta chega, tem horas que se ele não der essa reviravolta e não entender que gestão é para blindar a vocação, não para perder a vocação, ele não mais consegue manter o padrão de vida que ele tem. Aí ele vai dar plantões, vai atender plano de saúde, vai atender 800 pacientes por mês, que tem médico que me falou.

E o que é que acontece? Ele vai não mais trabalhar para viver, ele vai continuar vivendo para trabalhar. Para manter o padrão de vida.

CCCaio Carneiro

Curiosidade de leigo também: tem gente que desiste da profissão?

DMDomingos Mantelli

Bastante.

RMRogério Magalhães

Tem a saída.

ÉMÉrica Mantelli

Aliás, nas imersões que a gente faz, muita gente fala para a gente: o cara ajudou, tipo, essa é a minha última cartada, se daqui não sair nada eu acho que eu vou parar. Tem médico que vai abrir pousada, enfim, vai investir em imóveis, em outras coisas. Porque é uma profissão que exige muito da gente em vários aspectos.

CCCaio Carneiro

Sem saber vender, gestão e marketing.

ÉMÉrica Mantelli

Sim, é uma ótima estratégia, né?

RMRogério Magalhães

E outra coisa, ele faz nessa conta, ele paga R$150 mil para entrar numa cooperativa para ganhar menos de R$50 líquido atendendo 6 convênios. Não vou falar aqui nomes, mas atendendo 6 pacientes por dia. E quando eu fiz a conta, ele precisa ter 12 anos e meio para dar o break-even daquele dinheiro que ele investiu para entrar na cooperativa. Fora o custo fixo da clínica dele. Eu disse, doutor, pegue R$650 mil que o senhor pagou para não fazer a conta, porque você tem que fazer 3 mil e tantas consultas, não sei quantos anos trabalhando.

Pega esse dinheiro, investe em gestão, investe em marketing, investe a equipe comercial, que com certeza se você atender um paciente por semana representa 30 pacientes por mês de uma cooperativa.

CCCaio Carneiro

Pegar o gancho do Rogério, E que cases vocês acompanham, veem, quando o cara entende essa tríplice coroa, essa trinca, vem das margens de gestão? Que tipo de mudança acontece na vida de um cara desse? Absurda! Mas já que é uma mudança, são estágios, obviamente muito do apetite da pessoa de querer crescer determina também o tamanho do voo, Rafinha.

DMDomingos Mantelli

Mas a mudança é rápida, porque como o médico não tem nada de gestão os pequenos poucos ajustes que são feitos já muda muita coisa, muita coisa. Então você é médico, você vê médicos muitas vezes triplicando, quadruplicando faturamentos em questão de 2, 3 meses de ajuste, um salto assim absurdamente considerável com pequenos ajustes. Agora imagine com grandes ajustes. Então se ele pega essa tríade, ele começa a executar Só de buscar um dinheiro que tá na mesa de orçamentos não fechados, ele já praticamente dobra o faturamento dele do mês.

Ele fazendo uma busca ativa de pacientes que estão inativas há mais de um ano na clínica, ele já triplica esse faturamento. Ele tomando um referido, ele já quadruplica a quantidade de pacientes. Então é tudo muito rápido.

RMRogério Magalhães

Como ele não faz nada, o mato tá alto, é tipo, o mato é muito alto. Quando ele teve sobre o QHNA de vendas, aí ele disse, poxa, Rogério, o QHNA de vendas explodiu. Instagram é um canal, referir indicação é outro canal, mini evento é outro canal, collab é outro canal, parcerias estratégicas são outros canais. Tem médico que há 2 anos atrás no nosso clube, ela era, que eu estou vendo ela ali, ela era secretária fake, ela era médica.

Ela atendia, oi, tudo bem? Aqui é a secretária da doutora tal. Ela era a própria secretária.

CCCaio Carneiro

Ah, foi um jeito que ela conseguiu pra começar.

RMRogério Magalhães

É, aí sabe o que acontece? Um ano, tá montando uma empresa, tá montando uma clínica, com mais de 400 metros quadrados, e ela saiu praticamente de R$20 mil para faturar hoje R$300 mil em menos de um ano. Porque ela entendeu que pequenas mudanças no ponteiro deu grandes resultados no resultado. Só que o médico, ele quer—

CCCaio Carneiro

ela continua como secretária dela mesmo? Ela já superou?

RMRogério Magalhães

Agora tá bem, agora tá bem, agora tá bem. Agora ela tá ali, ela tá ali já com cara de mais rica ainda, de mais empresária ainda. Agora ela tá bem. Então assim, você vê que são essas pequenas mudanças. Porque, porque como você falou, mato alto. Como médico, ele não entendeu ainda, Caio, que o DR, ele não entendeu ainda que o DR, doutor, ele é doutor de tudo. Ele é doutor de tudo. Ele é doutor de vendas, ele é doutor da saúde, ele é doutor da sua, da sua imagem.

Eu como paciente, você como paciente, é tão, é tão, essa crença é tão forte. O médico realmente, ele é uma pessoa especial, o ser humano, uma profissão divina. Ele é tão forte que se ele mandar eu mudar de roupa, eu vou mudar. Você disse, Rogério, não tô gostando da tua imagem. Sério, doutor? O doutor é muito forte, mas ele não entende a potência desse DR. Ele não entende que o DR, ele tem uma autoridade para nós seres humanos normais aqui muito forte.

E ele não se valoriza quanto a isso. E cada vez mais que ele não se valoriza, ele sofre. Ele sofre porque ele vê cada vez mais o mercado apertando, o mercado crescendo, ele perdendo participação de mercado, e colegas mais novos que às vezes não tem 10% da técnica dele, mas tem 100% da gestão, atropelando esse médico no mercado. Aí ele fica falando assim: mas, Rogério, não engana por muito tempo. Doutor, deixa eu te falar uma coisa.

Daqui a 2 anos tu tá torcendo pela queda daquele médico, não é isso? É porque ele não é bom, ele foi meu R1, ele foi— tá bom. Daqui a 2 anos você não tem mais nem clínica, ele vai estar com império. Então vê o que ele está fazendo e para de olhar para grama do vizinho. Olha como a tua grama tá queimada e tá acabando.

CCCaio Carneiro

Como ele falou em grama, é comum dentro da classe médica Às vezes um médico encontrar com outro, eles dividirem boas práticas. Ou, o que você tá fazendo lá que tá dando certo? Eu conto o que tá. Nunca, meio que ninguém conta.

DMDomingos Mantelli

Até mesmo em congresso médico, capaz de contar o errado para ver se você se estrumbica aí.

ÉMÉrica Mantelli

Mas é triste, vamos se encontrar para trocar.

DMDomingos Mantelli

O que que você tá fazendo lá que tá dando certo?

ÉMÉrica Mantelli

É muito triste. Eu acho que o médico, ele é muito solitário, né, na vida, na carreira. E a gente vê muito isso até em congresso. Então, por exemplo, eu já fui em tantas aulas incríveis que ensinam a origem da doença e tal. Na hora que vai falar o tratamento, eles falam o nome do medicamento, eles não falam o como fazer, a receita mesmo, que é o que todo mundo fica esperando para tirar foto, sabe? Quero fazer. Eles: olha, é assim, você tem que usar o nome do remédio.

E aí às vezes muito sai de lá, tá legal, mas como faz? Sai ainda sem saber fazer. Um colega que já sabe não explica para o outro. Diferente agora quando a gente vai criando uma comunidade. E é isso que tem inspirado muito a gente, a gente tem visto a mudança. Porque é uma coisa que você sempre fala sobre isso, a constância, né, da gente continuar. Porque você fazer um curso uma vez por ano, duas vezes por ano, abre a mente, mas é a constância, você tá com gente do seu lado que tá com a mesma mentalidade, que vai fazer você ir para um outro nível.

E aí, quando o médico quer mudar a vida dele, mas ele também entende que mudar a vida do outro é sensacional, aí é exponencial. Aí a gente tem visto parceria entre colegas unindo, se abrindo, falando, cara, eu fiz isso nessa última semana na minha clínica, isso deu resultado, tal. Aí é incrível. Aí essa comunidade que a gente faz parte hoje, que realmente a gente vê que tá tendo muita diferença.

DMDomingos Mantelli

O médico tem muito medo da concorrência, infelizmente. Uma coisa que a gente fala é que não existe concorrência se você sabe quem você é, o que você faz e a excelência com que você faz. Se eu tivesse medo de concorrência, não teria 6 ginecologistas na minha clínica. Eu tenho, eu tava conversando com algumas pessoas aqui no intervalo, falei assim, ah, por que que você não coloca, né, um ginecologista na tua clínica para acompanhar os pré-natais?

Ah não, se eu colocar, a pessoa trabalha com infertilidade, vão deixar de me indicar paciente para fertilização in vitro porque eu vou roubar o paciente. Falei, como roubar o paciente? Você comprou o paciente, é seu, enfiou no bolso, paciente é seu. Não existe isso. Se o paciente não está mais com você e mudou de médico, é porque em algum momento você desconectou desse paciente e ele deixou de ter confiança em você. Não existe o paciente ser meu ou ser do outro.

O paciente, ele busca com quem ele se sente mais confortável. Só que o médico tem muito medo da concorrência. Eu, muito pelo contrário, indico pacientes para médicos da minha própria clínica que estão lá dentro, que são ginecologistas. Passa com um, passa com outro, não tenho o menor problema. Mas por quê? Porque eu tenho essa consciência, mas a maioria não tem. E justamente como não tem, é o seguinte: eu não posso te ensinar o que eu tô fazendo para crescer, senão é capaz que você cresça mais do que eu e roube os meus pacientes. Tem, existe essa crença, infelizmente.

CCCaio Carneiro

E o que você falou de comunidade, eu quero que você fale um pouco sobre isso. Vocês fundaram uma comunidade chamada Magic Club. Eu recebi o convite para ser sócio e super topei por algumas coisas que eu vi, como o despertar da classe médica, a necessidade disso para o mercado, né? Essa necessidade vai de encontro. Ou seja, quando você tem um mercado endereçável, quando você tem uma necessidade real, quando você tem um impacto positivo, você vai somando essas coisas, transformam uma oportunidade em uma Ótima oportunidade.

E qual é o benefício de fazer parte de uma mentoria, fazer parte de um grupo que tem uma agenda para se encontrar, um grupo que é orientado à troca das boas práticas, que traz habilidade? Porque eu perguntando aqui, você concorda que a gente descobrindo nesse cenário desse método, veio um cara aqui Não aprendeu nada de marketing de vendas e gestão. Esse cara é solitário, ele não troca com ninguém. Foi quando vocês falaram aqui, não sou nem eu que tô falando.

Esse cara não troca com ninguém. Se ele tem uma roda de médico, ele geralmente, você conhece muita gente da tua bolha. Geralmente um médico deve ter muitos outros amigos médicos, mas às vezes um cara é seu amigo, mas você não puxa esse tipo de conversa. Então, entre aspas, você não tem nem aquela mentoria informal que eu brinco, acontece no churrasco, num casamento. Às vezes um cara fala uma dica, você pega um insight, fala: é isso, isso não existe.

Qual que é a força de fazer, de fazer um ambiente como esse? E ainda mais uma pessoa que já tá aculturada em sentar na cadeira para aprender, é alguém que você não precisa explicar: ó, é importante você se colocar em ambientes para aprender. Então o cara que, meu, ele já tá aí, eu falo: esse cara tem budget? Não, mas ele nasceu assim, ele nasceu aprender, ele nasceu estudando. Qual que é, qual que é a força de uma pessoa quando entra no ambiente como esse?

DMDomingos Mantelli

Eu vou falar uma frase só e vou passar para Érica dar continuidade com Rogério. O ecossistema vence sempre. Nada vence o ecossistema, não tem como. Se você tá habituado a sair com pessoas que bebem, a chance de você virar um alcoólatra é muito grande, por mais que você possa ter tido uma educação para não beber. O ecossistema sempre vai vencer, para o bem ou para o mal, sempre vai corromper para cima ou para baixo. Então, médicos que querem crescer, eles precisam estar cercados de médicos que já cresceram ou que estão em crescimento, que aí você cresce mesmo que você não queira, porque o ecossistema te puxa, não tem como.

O ecossistema, ele é poderosíssimo. Então, esse é o primeiro ponto que eu acho que é o primordial: o ecossistema. Aquele médico que tá no plantão que tá insatisfeito com a profissão, trabalhando com outros médicos insatisfeitos que só reclamam da vida, que reclamam de dívidas, de dinheiro, de não ver o filho crescer. Esse cara vai indo para um lado depressivo porque o ecossistema que ele vive, ele não molda, ele não muda a realidade dele.

Então quando você tá num grupo coeso como é o Medgest Club, aonde tem médicos que já deram certo, outros que entraram e cresceram, E os novos que vão chegando vão se ambientalizando. Eu falo que o grupo, ele é muito mais forte do que os próprios mentores. Aqui nós somos 4 mentores, mas o grupo, a força é muito maior do que de nós 4, porque a gente tem 100 membros no clube, são 100 mentes brilhantes de médicos que pensam como empresários.

CCCaio Carneiro

Qual que é a agenda? Fala um pouco da agenda do clube pra galera entender o que que a gente faz.

DMDomingos Mantelli

A gente faz encontros semanais, toda semana nós temos aula, temos encontros online. Às vezes até 2 vezes na semana nós entregamos. Grupo de WhatsApp com acesso full, né, aos mentores. Você inclusive tá no grupo junto com todos eles. Então dúvidas que tem, o que que eu acho muito legal, às vezes a pessoa coloca uma dúvida no grupo, você tem 20 mentorados que respondem porque já passaram pelo processo.

CCCaio Carneiro

Legal.

DMDomingos Mantelli

Então é muito bom porque eles validam a tese, eles validam aquilo que foi feito. Nós dois, como temos uma clínica grande, a gente valida todos os processos na clínica antes de passar para os mentorados. Então, pô, criamos uma técnica nova de fazer uma captação inbound, outbound. A gente testa, valida e fala: gente, eu fiz na Mantelli, fiz dessa forma, deu isso, isso, isso, isso de resultado. Aplica. E semana que vem quero o feedback de vocês.

E aí eles vêm: agendamos 4, agendamos 5, vendeu tanto. Então o grupo vai se elevando. Então a gente tem os encontros online, as aulas online, onde a gente fala de gestão, fala de marketing. Nós temos sessões abertas para perguntas, a gente tem os encontros presenciais, 4 encontros presenciais no ano. Nós temos os encontros da MLS, tem a possibilidade deles circularem também em outras mentorias da liga da MLS. Temos uma viagem que a gente faz de confraternização, porque família é um dos nossos pilares fundamentais, né?

Deus, família e gestão. Então a gente coloca os nossos filhos com os filhos deles Então esse acesso, essas aulas, esse aprendizado. E outra, e todo mundo com uma mentalidade de prosperidade. Ninguém tá escondendo o jogo de ninguém. Eu abro a Clínica Mantelli para todos eles entrarem. Alguns até trabalham já lá na clínica. Faço visita guiada, ensino todos os processos. Quer ver uma coisa que eu fiz que talvez a maioria dos médicos jamais fizesse?

Isso, tudo que eu investi em documentações da Clínica Mantelli, os POPs, né, os procedimentos operacionais padrão, todos os contratos, contratos que você faz com paciente, com fornecedores, Anvisa, tudo que você possa imaginar. Foram quase 100 documentos de anos de construção e faz, o jurídico faz, refaz. Eu entreguei para todos os mentorados de presente. Falei, tem a minha autorização para tirar o meu logotipo, colocar o de vocês e usar.

Quanto vale, quanto tempo você economiza com isso. Então a gente tá aberto para um ajudar o outro. E o bom é que os mentorados, conforme eles foram entrando, os primeiros, eles já adquiriram essa mentalidade. E os novos que estão entrando agora, os antigos é que estão recepcionando, ajudando, estendendo a mão.

CCCaio Carneiro

Então isso é incrível, né?

DMDomingos Mantelli

Virou a chave, virou a chave, virou a chave. Porque não é mais sobre ele, é sobre ajudar o próximo, é sobre mudar a realidade da medicina no Brasil.

CCCaio Carneiro

Érica, você acredita que existe um momento de uma pessoa tomar uma decisão de fazer parte de um programa como esse? Ou saber que é momento ou não é da visão de futuro que essa pessoa tem?

ÉMÉrica Mantelli

Eu acho que tem que ser uma decisão. A gente fala muito sobre isso, porque quando a gente olha para condição, você tá numa condição em que você tá insatisfeito, que os seus amigos do lado tá todo mundo reclamando, você tem vergonha de falar que foi no curso de gestão porque falam, ah, isso é besteira, isso é marketing, isso aí é bobeira. E aí às vezes a pessoa realmente ela tá com dívida, ela não tem condição, mas eu, mas às vezes a condição não vai chegar se ela não tomar uma decisão.

Então a gente fala muito, se posicione, qual que é a sua decisão? Quando eu comecei a minha carreira na faculdade, eu não tinha dinheiro para pagar faculdade, eu não tinha condição, mas eu tinha decisão. Eu vou ser médica, custe o que custar, literalmente. Nem que eu tenha que fazer empréstimo, passar vergonha. Eu fiquei na de empréstimo, mas eu fiz muito, muito. Mas eu tinha tanta certeza, Caio, onde eu ia chegar, o que eu queria, transformação que ia trazer para vida dos pacientes, para minha família.

Que a condição era de chorar. Eu olhava para o lado, tava lá devendo 3, 4 boletos da faculdade, falava, meu Deus, só tá aumentando. Mas eu tinha a decisão, eu vou. Então eu falava com um, falava com outro, pegava empréstimo aqui, e é uma dívida atrás da outra. Mas eu falava, eu vou que vai dar certo. Eu não tinha dúvida. Então quando a gente fala para eles assim, porque muitos perguntam, mas será que é hora de entrar no clube?

Será que não é tal? Acho que não é hora. E muitos às vezes não entram, ficam às vezes 2, duas edições fora ali do ecossistema, volta depois, fala: nossa, piorei. Então a gente fala muito sobre isso. Tome a decisão, a condição ela vem depois.

CCCaio Carneiro

É verdade, se a gente fica aquela coisa, a gente espera o momento ideal para fazer alguma coisa, né? Vamos esperar o momento ideal, esperar o cenário perfeito, a condição de temperatura e pressão. É a decisão que cria a condição, né? Não a condição que cria a decisão. Rogério, e aí eu vou abrir para uma pergunta, mas pergunta final aqui para todos nós.

RMRogério Magalhães

É, deixa eu falar sobre essa parte de o momento certo de entrar na mentoria.

CCCaio Carneiro

Importante, importante. Eu digo, se você tivesse assim, ó, cara a cara, eu fosse médico, eu, Caio. E você deve encontrar pessoas no seu dia a dia, pô, conheço você, te acompanho, te sigo lá, tal, tal. E às vezes quando alguém te pede uma dica, um toque, geralmente o que que você fala quando você vê que o cara tá naquela condição? E você, é muito claro que você já viu aquela história se repetir, você vai, ó, a história se repetindo.

Ó, para o cara tá em direção para o muro. Geralmente, como é que você faz para mudar a visão da pessoa? O que que você fala?

RMRogério Magalhães

Eu falo logo assim: primeiro, amigo, ambiência vai mudar a frequência. Se você não está crescendo, com certeza você está sentado nas mesas erradas, com as pessoas erradas, com conhecimento errado. Primeiro ponto: as pessoas que você está sentando hoje são pessoas melhores do que você? Não, Rogério, não são. As pessoas têm uma visão melhor do que a sua? Não. Você tem hoje, você sinceramente falando, você acha que você deveria ganhar 50% mais do que você ganha?

ÉMÉrica Mantelli

Acho.

RMRogério Magalhães

O que é que você quer, que está faltando você fazer para você chegar onde você quer? Ele disse assim: não sei. E se ele disser assim: mas eu não tenho dinheiro? Eu digo assim: você acha que tudo que você investiu hoje, que estava dentro do seu orçamento, resolveu o teu problema? Ele disse: não. Então, amigo, preste atenção, não tem a ver com condição, tem a ver com decisão. Então, o seu, aquilo que não cabe no seu orçamento, muitas vezes, ou quase sempre, é aquilo que vai resolver o teu problema, que é o famoso barato que sai caro.

Você já tentou de tudo, mas você não tentou ainda estar ao lado das pessoas que já encurtaram esse caminho, que tem muito mais know-how do que você e que tem provas para mostrar para você quem já chegou lá.

DMDomingos Mantelli

Toda mudança excepcional precede uma decisão desconfortável.

CCCaio Carneiro

Ó, essa é a sua câmera, tá? Ó, toda mudança. Calma, calma, respira fundo. Uma mensagem final de cada um de vocês. Eu vou mudar o contexto de quem tá ouvindo. Vamos ver, alguém chegou nesse episódio e aquela pessoa, cara, eles estão falando comigo. Sabe aquele cara que sentiu o golpe do outro lado? Que eu falo para todo mundo, todo mundo tem um plano até tomar um soco na cara. Essa frase é de um filósofo chamado Mike Tyson. O Mike falava assim: todo mundo tem um plano, até tomar um soco na cara.

Qual que é a sua estratégia de luta? Não, eu vou chegar, eu já vou mandar um jab, aí ele vai vir, aí eu vou dar dois. Aí começava a luta, ele tomava o primeiro na cara, mudava todo plano. Para o cara que se identificou nesse podcast, falou assim: cara, eles estão falando comigo. Olhando ali, ó, que que você tem? Que mensagem você deixaria para aquela pessoa que tá vivendo esse momento.

DMDomingos Mantelli

Todo mundo na vida tem aquele momento que a gente fala que é o all-in que você deu para mudar de vida. Então toda mudança extraordinária ela vem precedida de uma decisão normalmente desconfortável, porque decisões confortáveis é muito fácil de você tomar, mas uma decisão desconfortável é realmente o que muda o jogo, é o que vai te levar para um novo patamar, para um novo nível. Então se você não tem a condição Mas você toma a decisão, nada para alguém determinado que tem foco, põe pressão, porque a intensidade distorce o tempo e o crescimento é inevitável.

CCCaio Carneiro

Gente, palmas! Gostei. Érica, você, eu quero que você fale para a mulherada. Você se comunica com muitas mulheres, é acompanhada por mais de 1 milhão de pessoas nas redes sociais. Um chute, mais mulher ou homem que acompanha?

ÉMÉrica Mantelli

95% mulher.

CCCaio Carneiro

95? Achava que era alto, mas não. Então, para as mulheres da classe médica, qual que é a sua? Porque você sabe também quais são os desafios também. Qual que é a tua mensagem? Independente do momento profissional que a mulher médica tá vivendo, na tua frase, qual que seria o seu conselho para ela?

ÉMÉrica Mantelli

Bom, minha mensagem para as médicas que nos acompanham aqui é que sim, antes de você vender saúde para o seu paciente, que você tenha essa consciência para você, que a gente se lembre que nós somos corpo, mente, espírito, que a gente precisa não só falar para o paciente o que ele deve fazer, mas a gente trazer essa realidade para gente, para a gente não ter uma vida onde a gente só sobreviva, mas a gente viva com valor, com gratidão, com alegria, para aí sim você conseguir se equilibrar naquelas coisas que são importantes para você, na sua carreira, na sua família, com você mesma.

Isso é possível, mas para isso a gente precisa de gestão, não só da carreira, mas da gestão de vida. Então tenha ao seu lado pessoas que te protejam e seja gentil com você, assim como você também é com as suas pacientes.

CCCaio Carneiro

Rogerinho, eu quero que na sua câmera ali que você não fale com o médico ou a médica. Eu quero que você fale com o empresário que mora dentro dele, por mais se ele acordou ainda ou não. Ele tá lá dormindo na toca ou já tá acordado?

RMRogério Magalhães

Deixa eu te falar uma coisa: as coisas e as pessoas te fizeram chegar até aqui Não serão as mesmas coisas, as mesmas pessoas que farão chegar no local e no lugar onde você merece. E o lucro e a liberdade que você não tem está no investimento que você ainda não fez.

DMDomingos Mantelli

Filósofo Rogério Magalhães!

ÉMÉrica Mantelli

Posso fazer uma pergunta para você?

DMDomingos Mantelli

Pode.

ÉMÉrica Mantelli

Bom, dentro do MLS, que a gente viu que é esse fenômeno de ligas de tantos clubes, tantas áreas, por que você escolheu o Mad Dash Club?

CCCaio Carneiro

Pergunta gostosa. Alguns fatores.

DMDomingos Mantelli

Um, fala mais.

CCCaio Carneiro

Eu escolhi pelos— sabe quando você— por que você apostou naquele cavalo? Eu olhei primeiro para o jockey. Então, primeira coisa, vocês, pessoas que eu admiro, pessoas que eu gosto, pessoas têm inspiração assemelhada, pessoas que querem ir, mas não querem de qualquer jeito, né, qualquer custo, e tem uma visão clara, que tem aquele apetite por vencer, mas deixar sempre levando gente junto com vocês. Então eu gosto, eu me identifico com isso.

E tem gente que fala, ah, os opostos se atraem. Eu acho que os semelhantes que são magnéticos. Então esse foi o primeiro plano. O segundo, eu realmente eu vejo que tem um desafio real mesmo, cara, entendeu? É uma dor legítima. E dentro de mim, sabe quando você fica realmente, aqui há um problema? E dentro de mim foi assim, cara, eu consigo, eu vou conseguir resolver? Não, mas eu consigo. Sabe aquela coisa, você tem aquele sentimento, eu posso ajudar?

Quando vocês me contaram sobre, até porque eu não sou médico, mas, cara, o maior dor do médico é fazer nascer dentro dele aquele vendedor que existe. O cara, aí o meu rabinho já começou a abanar, que dentro da minha história eu fui ser recrutado para ser vendedor, tinha 19 anos de idade. Eu nasci como um médico, ele nasce dentro de onde eu Nasci numa faculdade chamada Street University. Eu vim da rua, eu sou um caramelo, eu sou um cachorro caramelo.

Que raça que você é? Não dá nem para mapear minha raça. Então você, cara, eu consigo contribuir com esse DNA. Vou conseguir que a pessoa seja jogada? Não, nem precisa. Mas é o cruzamento, que aí você coloca um código genético, código genético de vendas, código genético de marketing, esse código genético de você despertar o seu eu empreendedor para potencializar sua vocação, a sua missão, né? Porque a coisa mais legal para mim, o realizamento, realização profissional, é quando você é altamente pago para fazer algo que você pagaria para fazer.

Mas eu assim, cara, eu pagaria para fazer o que eu faço. E quanto que tu paga? Não recebo muito. Puts, como esse cara é realizado profissionalmente! Então quando eu olhei a tese, eu falei assim, eu consigo contribuir. Então olhando vocês três, e aí eu vi que tinha uma soma muito interessante, né? Vocês representando a classe, sendo a causa. Ele foi o cara que durante muito tempo ele acompanhava do Senado da forma assim, cara, eu olhei, porque às vezes quando você tem aquele olhar de fora, aquele olhar fora dos vieses, aquele olhar de terceiro, Porque durante muito tempo eu falei assim, cara, esse cara tem um know-how muito valioso.

Então você tem um know-how de fora, você tem um know-how de dentro, você tem o porta para dentro ou porta para fora. E eu trazendo aquele elemento onde eu sei que é o maior desafio, que vendas é algo legal, é algo leve, vender processos comerciais. Então eu acho que a somatória dessas pequenas coisas Eu acho que é o famoso ikigai. Eu não sei quem já conheceu essa teoria do ikigai. Quando você vê algo que o mundo precisa, que é uma oportunidade, você vai fazer diferença, o impacto é significativo na vida dos outros, você vai ter um prazer enorme, o com quem é muito legal, e tem uma recompensa também é muito significante.

Aí vai ali sempre. Então por isso que eu escolhi ser sócio de vocês três maravilhosos aqui, maravilha, no evento tão maravilhoso. Só pergunta, tem algum mentorado no Magic Ash Club? Tem algum mentorado do clube? Queria que vocês ficassem de pé, eu queria que vocês ficassem de pé, de pé, de pé, de pé. Todos do clube, todos do clube. Primeiro, palma a todos vocês, palma a todos vocês! Parabéns por essa decisão, parabéns! Significa isso aqui tá dando certo, hein?

ÉMÉrica Mantelli

Tá dando certo. Tivemos hoje novos sócios que estão Chegando.

CCCaio Carneiro

Então parabéns para vocês, tá? Tem muito profissional que vai se identificar com a tua história, que ele vai comprar tua história. Às vezes por causa do seu time, do momento, tem hora que aquela coisa, né, de santo de casa não faz milagre. Às vezes alguém já falava isso para ele, mas às vezes uma conversa informal, você deu o seu relato, você falou a diferença, vai fazer: ah, entendi. Então parabéns que vocês estão apontando para os profissionais médicos do futuro.

Um cara mais completo, um cara mais bilíngue, com a língua da excelência de entrega, com a excelência. Eu falo isso como paciente. Eu sou aquele cara que, né, esses caras são pessoas queridas que eu entreguei o meu bem mais valioso, né, o nascimento dos meus filhos para os dois. Então eu sei que do outro lado você tá muito bem amparado. Então vocês estão responsáveis pela inspiração, Como que às vezes você herda uma profissão do jeito que você encontrou, você também pode deixar para os outros, e que as pessoas possam olhar para você e falar assim: nossa, quando eu for mais velho, eu quero ser um médico igual a ele, né?

Então acho que isso é muito legal. De novo, palmas a todos vocês, obrigado pela participação. E você que está em casa, tem mais alguma pergunta para mim?

ÉMÉrica Mantelli

E aqui a expectativa para esse quarto filho, como que vai estar essa animação nessa família? Que alegria!

CCCaio Carneiro

Eu sou um apaixonado, assim, eu acho que Deus é muito bom comigo, Deus é muito bom comigo. Eu só agradeço todos os dias pela minha família. Gente, eu e minha esposa estamos esperando o nosso quarto filho.

ÉMÉrica Mantelli

Salva de palmas, gente!

CCCaio Carneiro

O pessoal nem me chama mais de Caio Carneiro, é Caio Coelho.

ÉMÉrica Mantelli

Eu tenho uma pergunta, a gente tem observado a sua evolução espiritual espiritual nos últimos anos, que é lindo, Caio. E eu vejo até muito parecido com Domingos, porque antigamente eu falava: amor, faz o moração. Ele: não, faz você. Que aí ele orava, né? E ele no final ele falava amém. Aí eu falava amém, ele falava doim no final, sempre essa piada. Sabe, eles eram conectados. E hoje eu vejo o quanto ele mudou, assim como eu vejo você, Caio, assumindo um papel na tua casa, na tua família, um sacerdote.

Né, você e a Fabi entraram nisso mesmo. Que que tem de diferente nesse momento seu, nessa conexão ainda maior com Deus, em relação até mesmo a gestação, gerar esse início da vida? Você acha que trouxe uma visão diferente para vocês?

CCCaio Carneiro

Caramba, mudou tudo lá em casa, né? Eu sempre fui uma pessoa apaixonada por Jesus, mas sempre consigo fazer, sempre.

RMRogério Magalhães

Sempre.

CCCaio Carneiro

E só que eu vi o que que é uma casa alinhada espiritualmente, né? Apóstolo Paulo fala muito do jugo desigual. E para quem não conhece jugo desigual, jugo era um instrumento que arava o boi, alinhava o boi no arado. Se você coloca na internet, Google, foto de um jugo, você vai ver que é um instrumento que alinha os bois no arado. Então um jugo alinhado ara bem uma terra. E quando eu e a Fabi, a gente buscou esse alinhamento espiritual com profundidade, foi aqui, ó, segura o microfone aqui para mim, ó.

A gente entendeu uma coisa, como se fosse assim, ó: aqui tá Deus, aqui tá eu e aqui tá minha mulher na base desse triângulo. Eu percebi que quanto mais eu me aproximo de Deus, mais perto eu tô da minha mulher. E quanto mais longe eu tô de Deus, mais longe eu tava dela. Então a nossa aproximação espiritual dentro de casa, principalmente quando você começa a ter filho, porque quando você começa a ter filho, teu filho começa a perguntar: papai, o que que quando a gente morreu, o que acontece?

E como que vai você e sua mulher? Então a gente começou a buscar incessantemente e a nossa casa transformou.

ÉMÉrica Mantelli

Mas vocês passaram por algo? Foi um processo assim meio que natural? Começaram a estudar? Ou teve algo, vivenciaram algo assim de tipo um desafio, ou não? Foi o Espírito Santo chegou lá e falou: é hoje que eu pego eles de jeito.

CCCaio Carneiro

Eu fui no amor, a minha mulher foi na dor. E muita gente que tem o seu relato, eu não. Eu parece que ele sempre tava me chamando, eu tava indo um pouquinho mais fundo, aí na canela, ele me chamando até o joelho, e me chamando, e me chamando, eu ia. Então eu fui um cara que naturalmente eu fui me entregando, fui indo mais fundo. E eu sempre gostei, eu sou o cara, eu sou esse cara mais enérgico, esse cara intenso, eu gosto de relações.

Então a minha mulher já não. A Fabi, ela já começou por um campo onde tinha um buraco dentro do peito dela, que ela falou assim, cara, eu tô caçando um monte de coisa e não preenche. Existia um vazio que ela não conseguia nem explicar. Às vezes eu conversava com ela, Como é que eu posso ajudar? O que que eu faço? E eu me senti impotente do outro lado, porque você vê a sua mulher dividindo. Amor, tem um espaço dentro de mim que eu não consigo te explicar o que eu preciso, mas existe um vácuo que eu tento jogar coisas que me trazem felicidade naquele buraco, e ali some.

Eu tô preocupado com esse buraco. E ela começou isso, aquilo, e eu já tinha um lance. Falei, cara, eu acho que eu sei qual que é esse buraco. Só que aí Deus é maravilhoso, né? Deus é maravilhoso, ele é criativo. E aí quando a Fabi, ela abriu as portas dela, da vida dela para Jesus, deixou Deus ser o Senhor da nossa casa, assim, cara, tudo mudou. Não, o buraco Agora eu que tô ali, espera aí.

ÉMÉrica Mantelli

Ela é profunda, né?

CCCaio Carneiro

Lindo.

ÉMÉrica Mantelli

E a gente, o nosso curso, né, a mentoria, o próprio Medjust Pro é muito técnico, é muita ferramenta. Mas a gente fala muito para isso, para os médicos, da importância de todos os pilares. Então o pilar da família, o pilar espiritual, a saúde física. Então a gente tem desafios com eles, né, para fazer atividade física. Então a gente vê gente emagrecendo 20 kg, 15 kg, treinando todo dia. E um dos pilares que a gente trouxe para eles, não é obrigatório, claro, mas é uma entrega extra que a gente faz agora.

A gente colocou o Ministério Aliança, são as reuniões que eu quero te convidar aqui ao vivo para você participar, para contar sua história para o nosso grupo.

CCCaio Carneiro

Se for para ir mais fundo, conta comigo sempre, amiga. Comigo sempre. Esse foi o relato da minha casa. Minha casa foi assim. E eu acho muito importante, eu acho que principalmente, obviamente, vou falar principalmente não, mas E aí você pensa na classe médica, que eu fico até pensando assim, cara, né, que trabalha para mim como uma das coisas mais sagradas que tem, que é a vida, né? A vida. Eu não consigo imaginar. Eu tenho alguns amigos que contam mais história, fala assim, uau, como é que tá a cabecinha desse cara?

Como é que tá o coração desse cara com tudo que esse cara já viu, com tudo que já isso aconteceu? Então eu acredito que uma pessoa espiritualmente alinhada, e obviamente eu sou um cara que eu tenho, eu tenho sempre, chama essa empatia espiritual. Eu nunca gostei, gostei de colocar minha fé de uma maneira impositiva, né? Ao contrário, eu gosto de falar assim, quando alguém pergunta como é que é para você, eu quando eu olho o evangelho, Jesus era assim, pô, com certeza ele era mansidão.

Ele vinha, rabiscava uma história na areia e todo mundo faz assim, que bom que você chegou. Né? Aí obviamente eu tenho uma crença, eu acredito que quando Jesus é apresentado da maneira correta, ele é irresistível. É isso. Então assim como a medicina, quando você faz a medicina do jeito correto, ela é irresistível. Mas tô muito feliz, obrigado por levantar essa bola para eu cortar. Com certeza, é uma dupla maravilhosa, tem potencial para ter um podcast, hein?

E você que tá em casa, que bom que você chegou até o final desse episódio. Eu espero que contribua Eu espero que tenha gerado provocações, insights, e que você tenha uma semana maravilhosa. Compartilha esse episódio no grupo de família, de trabalho, com os amigos. Obviamente a gente focou mais na classe médica, mas eu tenho certeza que tem gente aqui, cara, eu não sou médico e a porrada também entrou. Então você identificando que você precisa desses motores, você precisa sempre atualizar sua identidade.

Obrigado pela participação dos três, parabéns por esse lindo evento. E plateia, obrigado por conduzirem um podcast tão legal comigo. Palmas para todos vocês! E vocês, eu vejo na semana que vem. Fica Deus, valeu, tchau, valeu, tchau, tchau!

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