DECISÃO SEM TEMPO É SÓ TENTATIVA | DECISÃO #4 - ENTRA PRA RACHAR
Você já tomou a decisão, mas o tempo está te testando?
Este é o quarto e último episódio da Série Decisão do Entra Pra Rachar. Caio Carneiro fecha a jornada explicando por que decisão sem tempo é apenas tentativa, e por que a maioria das pessoas não perde por incompetência, perde por falta de compromisso com o tempo.
O que você vai descobrir neste episódio:
- Por que decisão sem tempo é apenas tentativa (e nunca vira conquista)
- A estratégia do Fábio Gurgel para a faixa preta: "só não morra e continue vindo"
- A diferença entre o quanto custa e o quanto vale
- Por que a maioria não vence por falta de compromisso, não por falta de competência
- Como fazer do tempo seu aliado (e não seu maior inimigo)
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- Timing e OportunidadeDiferença entre custo e valor · Princípio da desistência · Clareza do quanto vale · Decidir, entrar de fato e persistir · Expectativa vs. Realidade
- Consistência e AtitudeFalta de compromisso vs. falta de competência · Tempo como aliado · Consistência como virtude
- Tempo como TransformadorDecisão desacompanhada do tempo é tentativa · Transformar tentativa em conquista · Tempo para fertilizar decisões
- Jiu-JitsuFábio Gurgel · Não morrer e continuar vindo · Tempo como fator decisivo
Tudo na vida tem um quanto custa e um quanto vale. Aprenda a não confundir os dois. Durante essa série, cheguei no último episódio, numa série sobre decisão. É muito importante você ter clareza do quanto isso vale para você. Porque se não, se nesse caminho o custo for alto, você desiste. Qual que é o princípio da desistência, senhoras e senhores? O princípio da desistência é assim: se o motivo de parar é maior do que o motivo de continuar lutando, tu desiste.
Então se o motivo de continuar lutando for alto, o motivo de parar não será o suficiente para que eu abra mão de um caminho no qual para mim vale a pena. Por isso que tudo na vida tem um quanto custa e um quanto vale. A cagada é a gente não ter clareza do quanto aquilo vale para gente, porque tudo tem um custo. Caiu, por que que você tá dizendo isso para nós? Eu tô dizendo isso para você porque tem gente que tá sendo testado num objetivo, tá sendo testado num sonho, num projeto, numa meta.
Pô, cara, Tá levando mais tempo que eu determinava. Tem gente que, por exemplo, esse ano tá sendo um ano difícil, e aquilo tudo te testa, né? Vai testando, vai testando essa decisão. E aí vamos ver se você larga, vamos ver se você desiste, vamos ver se você cai. Então a clareza do quanto vale te segura. No final das contas, o que vai sempre te sustentar é Deus e os teus motivos. Por exemplo, Deus é meu maior sustento. E ele é o cara que aduba os meus sonhos.
E essa dupla, Deus e os meus sonhos, são as coisas que mais me sustentam, os meus objetivos. Até quando você não tem clareza daquilo que você quer, tudo se torna mais difícil para a gente largar a mão, cara. Porque quando a gente fala decisão, eu não quero só— porque eu acredito que o que importa mais não é uma grande diferença de decidir Ó, tem uma, tem uma brincadeirinha meio besta. 5 crianças estavam fora d'água, 4 decidiram entrar.
Quantos ficaram fora d'água? Repeti: 5 crianças estavam fora d'água, 4 decidiram entrar. Quantos ficaram fora d'água? Aí tem gente fala: pô, Caio, matemática besta! Se tinha 5 e 4 decidiram entrar, ficou um do lado de fora, não há 5. Pô, Caio, mas entre decidir entrar, entrar de fato é uma longa distância. Essa história tá incompleta. Entre decidir entrar na água, entrar de fato e ficar dentro da piscina pelo tempo necessário é uma terceira história, que as pessoas podiam pular e tá frio, sai.
Por que que eu tô falando isso? Para mim, essa tríplice coroa, ela é decisiva. Decidir, decidir de fato e persistir pelo tempo suficiente até transformar a decisão em conquista. Porque toda decisão desacompanhada do tempo necessário, ela é só tentativa. Pergunta: qual que é a diferença de uma decisão e de uma tentativa? Tentativa é: fui lá, tentei, deu certo? Não. Então fui embora. A decisão é aquela que transforma tentativa em conquista.
Pelo fator tempo. Eu sempre fui uma pessoa que sempre pensei muito nisso. Talvez pelo meu jeitão, a Fabi até achava que no começo era um pouco negativo. Até eu fiquei questionando, será que eu sou negativo? Porque eu sempre acredito que tudo vai ser mais difícil do que eu acho que é. Eu sempre acredito que as coisas vão demorar muito mais tempo. Eu sempre acredito que algo significativo vai demorar no mínimo 10 anos na minha vida.
E hoje eu fui muitas vezes surpreendido do contrário. Achei que algo ia demorar 10 anos, demorou 4. Algo que ia dar muito mais trabalho deu um pouco menos do que imaginei. Só que ser surpreendido assim é ser surpreendido positivamente. Por isso que eu acredito que talvez eu tenha uma consistência mais fora do padrão. Como eu acredito que tudo vai ser mais difícil, vai demorar mais tempo, parece que meus pés estão mais presos no chão.
Porque eu acredito que as grandes decepções da nossa vida moram no desalinhamento da expectativa com a realidade. Quando eu tenho uma expectativa que vai ser muito rápido e a realidade me mostra que vai ser muito demorado, me frustro. Agora, quando eu tenho expectativa que vai ser muito demorado e acontece rápido, opa, sou surpreendido! E se eu acredito que vai ser muito demorado e realmente é muito demorado, tô no jogo, tô tranquilo.
É assim, tô com os pés firmes no chão. E qual que é a apologia que eu tô fazendo? Eu tô fazendo uma apologia que toda decisão ela precisa de um tempo para fertilizar. Toda decisão, e quantas pessoas que eu conheço querem mudar a vida que nem Miojo em 3 minutos, gente. A gente tá na era da turma que acelera os áudios, coloca tudo no vezes 2, acha que longo prazo é 2 meses e meio. Onde que a gente se perdeu em relação ao tempo de coisas que são significativas?
As pessoas que não tentam mais de uma semana, desistem, um mês, não tem saco pra um ano, acham que 3 anos é metade da vida. Eu acredito que o fator tempo é decisivo pra qualquer decisão da nossa vida. Se é algo que é significativo, na minha cabeça ele nem pode ser rápido. Faz mal pra gente. Tudo que é rápido vem sem estrutura. Tudo que é rápido não tem nem onde se apoiar. Percebe alguém que cresceu muito rápido? Se o teu corpo cresceu rápido na época da infância, deu estria.
Se tem um empreendedor que de um ano pro outro, pá, cresceu rápido demais, Esse cara vai, cara, ele vai tomar porradas de crescer rápido demais, se estruturar, processos, times, ah, desenvolvimento de liderança. Então, para mim, é o contrário. Tudo que significa ativo, eu espero que tenha tempo, porque nesse tempo que tem a transformação também. Então, muitas pessoas são pegas na armadilha da gestão emocional, na perseguição de algo, principalmente os jovens.
Não sei por quê, né? Quando a gente era adolescente, quando a gente tinha 12, 13, 15 anos de idade, a gente tinha um probleminha lá na época de escola, a gente falava: "Não, meu mundo vai acabar!" Hoje a gente lembra daqueles problemas e fala assim: "Gente, que vergonha eu achar que o mundo ia acabar por causa daquilo, ô! Eu não tinha visto os boletos que iam vir lá na frente." Existe uma supervalorização. Então, decisão desacompanhada, de tempo, pra mim é só tentativa.
E eu simplesmente não quero ser o cara que tenta, eu quero ser o cara que consegue. Eu não quero ser o cara que fala assim: "Eu tentei." Eu quero ser o cara que eu consegui. Pode ser que no meio desse caminho tenha tropeços, tenha falhas, tenha recomeços, e tá tudo bem, pô. Mas eu quero ser o cara que consegue. E como é que eu consigo ser o cara que consegue? Esses dias eu tava treinando jiu-jitsu e meu general, mestre, Fábio Gurgel, a gente tava falando, né, porque já já ele vai trocar de faixa, ele vai pra uma faixa muito especial, ele já tá numa faixa muito especial no jiu-jitsu, faz parte do Hall da Fama, mas ele tá indo pro próximo passo dele, a gente tava falando sobre a faixa preta, ele falou assim: "Caião, a estratégia pra tua preta é só não morre e continua vindo no treino." E virou, eu fui embora.
E eu falei assim: cara, estratégia é só não morre. Olha que estratégia maravilhosa! Decidiu, vem, aparece, treina e não morre. Porque se você treinar, treinar, e Deus quiser te levar, não vai chegar. Aí você continua treinando lá no céu, se tiver tatame ali nas nuvens de algodão. Mas se você treinar, continuar fazendo o que você está fazendo, e só o fator tempo se tornar o seu amigo, a faixa preta é impossível de não aparecer na tua cintura.
Aí eu falei: pô, verdade, né, cara. Então tem algumas estratégias que é: se mantenha focado e deixa o tempo fazer a parte dele. Tem estratégias que é: tem que deixar o tempo fazer a parte dele. Ao longo do caminho você vai fazendo os ajustes, vem melhorando, vem se aprimorando. Mas tem muita decisão que, se desacompanhada do tempo, Não te leva a lugar nenhum. Eu fiquei muito reflexivo. Caramba, faixa preta é só não morrer. Então tem decisões mesmo que é só o tempo para trazer ela para dentro de casa.
Então eu não quero que você só liga o piloto automático e vai que nem um vegetal dentro do caminho que você tá. Eu só quero que é o contrário, que o tempo seja um aliado seu, não seu maior inimigo, que você desistiu um dia do tempo Por que que ele falou do tempo? Depois eu comecei a refletir. Muitas pessoas perdem só para o tempo. O jiu-jitsu do cara é bom, ele treinava certinho, tava aprendendo, tava fazendo o beabá, quando fazia, fazia direito, só que por um momento o tempo roubou ele.
E por um momento, aquela gestão de tempo, o cara perdeu a passada. E simplesmente ele só não chegou porque o tempo não aconteceu. Não foi por falta de capacidade, Eu acredito que a maioria das pessoas não vencem na vida não é por falta de competência, é por falta de compromisso. Por exemplo, a maioria das pessoas que não chegam na faixa preta não é falta de competência. Talvez vai demorar, tem gente vai demorar um pouquinho mais, a gente vai demorar um pouquinho menos, tem gente que pega mais rápido, a gente vai ter que fazer talvez mais aulas.
Mas a maioria esmagadora das pessoas que não chegaram na faixa preta é por falta de compromisso. Pelo que eu vejo da estatística das pessoas, né, não é porque o cara era— nossa, esse cara não aprendia um armlock de jeito nenhum. Não, tem gente que é melhor, outro é pior, mas isso é tempo. E eu quero ser uma pessoa que eu não quero ser pego pelo tempo. Eu não quero que o tempo seja o meu maior inimigo, eu quero que ele seja o meu aliado, porque eu sou um cara que fico, tá?
Eu sou um cara que insisto no meu objetivo. Obviamente, às vezes tem que mudar as maneiras, mas não o destino final. Porque já que eu comecei no jiu-jitsu, já que eu entrei, eu tenho que entrar pra quê? Eu tenho que entrar pra rachar, fazer o melhor que eu posso com tudo que eu tenho. Esse é o clima dessa série, senhoras e senhores. Essa série é um convite pra Nossa Excelência. Essa série é um convite pra que a gente decida. Essa série é um estímulo pra que você persiga aquilo que você já quer.
E você não seja pego pelo fator tempo, em vez de ser um aliado, que você foi lá, você lutou, Passou o tempo e você conseguiu. Que não seja o seu inimigo que o tempo te tirou fora do baralho. O tempo foi um teste no qual você não passou, porque você não perseverou pelo tempo suficiente. Tudo que é significativo dói, dá trabalho e leva tempo. Eu sei que tem algumas porradas na vida que nos fazem chacoalhar. Eu sei que tem algumas porradas na vida que coloca a gente pra pensar.
Eu sei que tem algumas porradas na vida que dá vontade de jogar tudo pra cima. Nessa hora, respira, siga caminhando. Talvez vai ter que fazer algum ajuste, talvez não vai ser do jeito que você tava pensando, mas pra mim desistir, jamais. Se é um sonho, jamais. Às vezes a maneira é necessária, às vezes com quem necessário, às vezes do que jeito necessário. Isso pra mim não é desistir, isso pra mim é só um ajuste de rota. Isso vai ser necessário, mas pra entrar pra rachar, o fator tempo vai ter que te acompanhar.
Consistência, meus amigos, é uma das maiores virtudes dos decididos. Eu espero que essa série de 4 papos tenha te provocado pra você pensar um pouco na vida sobre decisão. Os 4 vídeos são vídeos mais filosóficos em relação à decisão, porque a vida às vezes nos coloca tanto no piloto automático, tanto no piloto automático, que quando a gente vê A gente já tá no meio do ano, quando a gente piscar já é Natal, e na hora que a gente acordar pode ser que seja 2030.
E eu não quero que você sinta lá na frente o sabor de: eu devia ter decidido sobre aquilo ali, cara, ou eu devia ter decidido isso aqui mais cedo. O tempo tá na tua mão, faça bom juízo dele. Foi um prazer acompanhar todos vocês durante esses 4 episódios sobre decisão. Você coloca nos comentários qual foi a sua avaliação. A gente sempre gosta de inovar e trazer um conteúdo sempre diferente, provocador, e que contribua com seus objetivos.
Obrigado pela tua confiança, obrigado pela tua companhia, e até o próximo vídeo. Tchau!