FAÇA O QUE PRECISA SER FEITO | DECISÃO #3
Você está adiando o que precisa ser feito só porque não tem vontade?
Este é o terceiro episódio da Série Decisão do Entra Pra Rachar. Caio Carneiro confessa que não gosta de ler, mas lê todo dia há anos. Por quê? Porque entendeu que decidir não é sobre prazer, é sobre prêmio.
O que você vai descobrir neste episódio:
- Por que você não precisa ter prazer no caminho, só estar conectado com o prêmio
- A diferença entre criança (faz o que tem vontade) e adulto (faz o que precisa ser feito)
- Por que seu cérebro veio com software de sobrevivência, não de prosperidade
- O que significa ser ensinável (e por que isso muda o seu jogo)
- A lista das atividades que te aproximam e te afastam do seu objetivo
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- Prêmio Didi MocóPrazer vs. Prêmio · Adulto vs. Criança · Software de Sobrevivência · Ser Ensinável
- Importância da LeituraHábito de Leitura · Desenvolvimento Pessoal · Leitura Técnica
- Mentalidade ForteLista de Atividades · Determinação · Vontade vs. Necessidade
- Entrada nos BeatniksObjetivo e Propósito · Coração Treinado
Eu não gosto de ler, mas eu leio todo dia. Mas por que você lê, Caio? Porque tem que ler. E por que tem que ler? Porque um dia uma pessoa que era referência na minha vida falou que esse hábito ia contribuir para que eu fosse uma pessoa melhor. Por que você tá dividindo isso? Porque essa série é sobre decisão. E muitas das decisões que você vai ter que tomar são de coisas que você até às vezes não gosta de fazer, mas você tem que fazer.
Por quê? Porque é o prêmio, cara. Eu dei esse exemplo de livro porque deve ter um monte de gente aí que tá me assistindo que também não gosta de ler. Gente, mas tem que ler. Eu recebi um feedback quando eu era muito jovem. Tem uma palavra que não existe. Eu acho que não existe. É ensinável. Uma vez alguém falou pra mim, falou assim: "Menino, gostei de você, viu? Você é um cara muito ensinável." Geralmente quando alguém me diz alguma coisa, eu falo assim...
O exemplo do livro é um clássico, porque aconteceu na minha vida. Eu perguntei: "O que tem que fazer?" "Tem que ler." "Tem que ler?" "É." "Então vamos ler." Porque pra mim o prêmio era claro. Você não pode perder de vista o prêmio das coisas. Sabe? Pra onde isso te leva? Isso tá alinhado com a sua visão de futuro? E eu acredito que a vida adulta é assim. A grande diferença do adulto pras crianças, eu vejo pros meus filhos, né?
Eu vejo a minha, minha bebezinha, né? A minha faz o que ela tem vontade, pô. É criança. Adulto faz o que precisa ser feito. Faz as coisas que tem vontade e as coisas mesmo que não tem vontade. Por exemplo, as pessoas romantizam muito que fazer o que se ama parece que é fazer coisa legal todo dia. Fazer o que se é bom é fazer coisa legal todo dia. Não, há uma diferença entre fazer o que se ama e fazer coisa legal todo dia. Tem coisas dentro da minha atividade, dentro da minha zona de potência, tem coisas dentro do meu negócio que eu tenho mais prazer de fazer, outras que eu não tenho tanto saco de fazer, mas tem que fazer.
E leitura tá nesse pacote como um bom exemplo, porque eu sei que pega no calcanhar de Aquiles, não porque eu sei que um monte de vocês não gosta de ler, Só que eu sei que uma fração de vocês que não gosta de ler, lê mesmo assim. E, gente, você não precisa ficar lendo pra caramba lá, vou ler 5 horas por dia. Eu acredito que toda essa geração é burra. Mas será que você não consegue ler 10 minutinhos por dia? É uma atividade que você acredita que vai contribuir com o teu objetivo?
Pô, cara, eu não gosto de ler, mas honestamente sim, cara. Um pouquinho, sabe, uma absorção de um conteúdo, me colocar na cadeira de aluno sempre. Então faça isso. Isso para mim é uma decisão. Para mim, uma das decisões mais importantes é fazer aquilo que precisa ser feito, tá? Vai contribuir com a minha visão de futuro e eu não tenho tanto prazer assim, porque a gente foge das coisas que não dão trabalho. Porque nós, a gente, a gente vem com um software de fábrica, uma desgraça, tá?
A gente veio com um software de fábrica chamado da sobrevivência. Teu cérebro não é programado de fábrica pra fazer você prosperar, ele foi feito pra fazer você sobreviver. E é a sua função fazer essas atualizações. Teu cérebro tem uma única função: te manter vivo. Teu cérebro não tem como função fazer você ter uma barriga de tanquinho ou fazer você ficar... pô, não, ele quer te manter vivo. Ele vai te manter vivo. Então tudo que pra você é, entre aspas, é um desgaste, seja físico, seja emocional, seja, né, abraçar, o teu cérebro vai falar: pô, pra quê?
Pra quê? A gente não tem prazer, a gente não gosta muito, será que a gente não pode fazer uma coisa mais prazerosa? Então cabe a você questionar se as coisas que são fundamentais para o seu objetivo— naquele momento da minha vida era, cara. Eu era recém-recrutado para ser vendedor, eu não tinha nenhuma técnica comercial. 19 anos de idade, quando fui recrutado para ser vendedor dentro do setor de venda direta, o famoso porta-a-porta, aquilo que anda com produto, um catálogo embaixo do braço para vender produto, para montar time de vendas.
Eu só tinha duas coisas: uma vontade, um sonho. Eu era um menino com muita disposição e um objetivo, mas tecnicamente eu não sabia nada. Sabe aquele faixa branca? Eu tinha o kimono e o sonho, e disposição. Eram as três coisas que eu tinha. Eu falo para todo mundo: quem tem a vontade já tem a metade, mas não tem tudo. Né, que é preciso de técnica. Então eu perguntei para uma pessoa, cara, como que eu vou me tornar, sabe, como que eu vou desenvolver competências na área comercial?
Ele deu algumas coisas, me deu, cara, volume de trabalho, né, quanto mais você fizer, mais rápido você melhora, participar de todos os treinamentos, tá sempre atento com que os campeões estão fazendo. E ele falou uma coisa, cara, Se coloca na cadeira de aluno. Tem que ler sobre vendas, sim. Tem que ler sobre desenvolvimento pessoal, sim. Vendas tem muito gestão da emoção, então você tem que trabalhar muito a sua mentalidade. Vai ler biografia de pessoas de sucesso, vai ler história de vendedores que se transformaram em case no mundo, seja de qualquer setor.
Vai entender como que esses caras pensam, como esses caras encaram desafio. Vai ler coisas mais técnicas sobre prospecção, contorno de objeção, fechamento, follow-up, apresentação. Eu lembro que essa pessoa me deu um pen drive com um monte de PDF. Na época não era nem pen drive, né? Na época era disquete. Nossa, tão velho! Me deu um disquete. Alguém aqui da época do disquete? E me deu um CD. E lá, lendo PDFs. Era uma coisa prazerosa que eu tinha de ler?
Não. Mas eu acabava extraindo prazer pelo prêmio que aquela leitura ia fazer em mim. E aquela leitura ia refinar minha capacidade, a minha capacidade colocada em prática, que é ação, né? Capacidade colocada em prática tem um apelido, chama ação. Ia me trazer resultado, esse resultado ia me levar para um objetivo, esse objetivo me geraria prazer. Logo, a leitura eu consegui associar com algum tipo de prazer. Meu irmão, não tem.
Até hoje eu falo, não é muito comercial, né, que eu sou um cara que escrevo livros, Sou autor com livros muito conhecidos. Então eu não tô despromovendo a leitura, eu tô ao contrário, eu tô fortificando e eu tô parabenizando as pessoas que conseguem fazer coisas que são importantes mesmo não tendo prazer. E quando eu falo não tendo prazer, não é que a sua vida tem que ser regrada de tarefas que são pra você um saco. Não, você tem que saber que vão ter algumas tarefas que você vai ter uma inclinação melhor pra fazer.
Tem algumas tarefas que você não vai ter inclinação melhor pra fazer. Por exemplo, quando eu tô aqui, né, eu adoro sentar e gravar aqui pra vocês. Mas eu não adoro quando o time de produção pergunta: "Ah, qual vai ser o tema?" Aí eu tenho que começar a destrinchar, escrever roteiro. Ah, isso aqui eu não tenho muita paciência. Às vezes eu tenho vontade só: "Liga a câmera e vambora!" Mas não, tem que fazer. Então, gente, não impeça que uma decisão sobre algo que vai ser importante, seu objetivo, não aconteça simplesmente porque você não gosta, não curte, não tem tanto prazer, a tal.
Por exemplo, quantas pessoas estão sendo impedidas do próximo nível porque não tem algum tipo de hábito que seria decisivo para te levar para o próximo passo? Qual tipo de hábito? Esse vídeo não é um vídeo sobre hábito, esse vídeo é um vídeo sobre decisão. E uma das coisas que impedem decisão é as pessoas perceberem que não vai ser um caminho muito prazeroso. Então ela faz o quê? Opa, prefiro nem decidir, porque é um caminho que eu não quero.
É um caminho que eu não quero. Ó, muitas pessoas não tomam a decisão de ler porque na cabeça: eu não gosto de ler, então melhor não decidir. Não é sobre leitura, é sobre prêmio. Não é sobre livro esse vídeo. É sobre fazer o que precisa ser feito e o necessário para você alcançar um objetivo. Eu sou aquele cara que eu gosto de dividir uma lista: quais são as atividades que me aproximam daquilo que eu quero e quais são as atividades que me afastam daquilo que eu quero.
Tenha clareza dessa lista e tome decisão para que aquilo seja parte da sua vida, porque no final, o que separa o joio do trigo O mundo é dos fazedores. A verdade é essa. Eu tenho uma frase que as pessoas gostam muito, que é: ninguém segura uma pessoa altamente determinada. E o ninguém segura uma pessoa altamente determinada, ninguém segura alguém que faz o que precisa ser feito para chegar a algum lugar. Por mais que ela pode demorar, a pessoa não é talentosa, então ela vai dar 10 voltas a mais no quarteirão.
E a vida não é competição, não é quem realiza o seu objetivo mais cedo, não é sobre isso. A vida não é sobre você e os outros, a vida é sobre você e aquele eu interno aí que nos mata a todo momento. Nós temos voz na nossa cabeça, se você não conversa sozinho você é maluco. Não é o contrário, tá? Eu tenho aqui, ó, o Caim meio que o diabinho, fala assim: não, não grava hoje não, cara, não vai não, não faz isso aqui não, pô, não, não, não, você não precisa.
Quem você alimenta? Qual eu você alimenta mais? O seu eu decidido, o seu eu ali do fazer o que precisa fazer. Gente, não é à toa. Eu acredito, já que você tem objetivo e tem que fazer, e você tem que entrar em alguma coisa, entrar para vencer, você precisa entrar para rachar. O Entra para Rachar, ele nasceu disso. O Entra para Rachar Ele nasceu do faz o melhor que você pode com tudo que você tem. Não importa quais suas preferências, importa é se você tem um objetivo e esse objetivo faz sentido, esse objetivo tá alinhado com o seu, com seu objetivo de vida, vai fazer bem para você, para os seus, para as pessoas que estão conectadas com isso.
Faz a tua potência máxima. E entrar para rachar não é faz só o que você curte, o que você tem muito prazer, deixa para debaixo mão no tapete. É, faz tudo o que for preciso para você chegar no seu objetivo. Entrar para rachar é sobre isso. Entrar para rachar é ter um coração treinado, é ser ensinável e fazer o melhor que você pode nas ações que decidem destinos. Pensa sobre isso. Qual que é um livro, entre aspas, que você não tá lendo?
Qual que é? Quais são coisas que você precisava estar fazendo hoje que por conta de preferências, gostos, hábitos, ou putz, isso aqui me dá trabalho, não tenho tanta intenção, você tá deixando ali pra escanteio. O resultado que você não tem se esconde atrás das coisas que você ainda não faz ou de algo que você ainda não sabe. Se você começar a se colocar em movimento das atividades que você não faz e buscar saber as coisas que você não sabe, Com toda certeza, o teu sonho tá ali atrás.
Teu próximo passo está escondido ali, atrás das coisas que você não faz e das coisas que você não sabe. Persiga esse caminho, eu tenho certeza que o destino vai sorrir para você. Te vejo no próximo vídeo.