Episódios de Como Você Fez Isso?

ESCOLHA O SEU DIFÍCIL ANTES QUE A VIDA ESCOLHA POR VOCÊ

08 de junho de 20267min
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Você está reclamando do peso do trabalho, da família ou do casamento e não percebeu que isso está te custando a sua paz? Neste episódio do Entra Pra Rachar, Caio Carneiro mostra por que tudo dá trabalho e como escolher o difícil certo muda a sua vida.🟢 Siga o ENTRA PRA RACHAR no Instagram: https://www.instagram.com/entraprarachar/🎥 *Sobre o episódio:*Tudo dá trabalho. Família dá trabalho, casamento dá trabalho, cuidar da saúde dá trabalho. Se você reclama de tudo que exige dedicação, vai viver eternamente frustrado. Neste episódio do Entra Pra Rachar, Caio Carneiro usa o conceito do livro Escolha o Seu Difícil para abrir uma reflexão prática sobre por que tudo na vida é difícil de algum jeito, e o segredo está em escolher bem qual difícil você quer carregar. Caio fala sobre as três doenças do tempo (ansiedade, depressão e ausência), explica o que é frustração de verdade, e fecha com a frase que viralizou depois do 24 Horas do Grupo Primo: você nasce parecido com seus pais, mas morre parecido com suas decisões.

Participantes neste episódio1
C

Caio Carneiro

HostJornalista
Assuntos6
  • O processo de nascimento e eternidadePais · Decisões · 24 Horas do Grupo Primo
  • Decisoes ImportantesTudo dá trabalho · Família · Casamento · Saúde · Frustração · Rick Shasta · Escolha o seu difícil
  • Escassez e valor do tempoTempo é vida · Piloto automático
  • Depressão e seus disfarcesAnsiedade · Depressão · Ausência · Aceleração de áudios e vídeos
  • Rejeição, Frustração e DecepçãoDesalinhamento da expectativa com a realidade
  • Direção e Propósito PessoalPorquê forte · Como · Podcast Como Você Fez Isso
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-pro-async

Caio Carneiro:Tudo dá trabalho. Sua família dá trabalho, seu trabalho dá trabalho, cuidar da sua saúde, fazer atividade física dá trabalho. Mas se você for reclamar de tudo que envolve a sua dedicação, você vai ser um eterno frustrado. Eu acho que quando a gente entende que tudo que é valioso exige a nossa energia, o nosso compromisso, você não vai reclamar desse compromisso desprendido. Agora, quando você perde a noção do prêmio, da clareza do quão importante é uma área sua vida, aí eu acho que a coisa se perde. Então, primeiro, para de reclamar que algo que é significativo dá trabalho. Entenda que isso é o trabalho. Porque quando a gente começa a reclamar de coisas que são importantes, por às vezes exigir da gente um empenho, um esforço, eu acho que a gente começa a infantilizar a vida adulta. Gente, ter família dá trabalho, casar dá trabalho, O teu trabalho dá trabalho. Então eu acho que o grande ponto aqui, eu acho que principalmente no começo da semana, é você respirar fundo e você não perder de vista as coisas que você não consegue ficar um minuto sem pensar a respeito. Eu acho que o grande ponto é você tá se esforçando em algo que primeiro não faz nenhum sentido com o seu objetivo de vida. Aí esse tipo de trabalho que você tem que pensar na vida. Eu gosto de usar esse termo com a Fabiane, a gente constantemente está pensando na vida. Se a gente tá fazendo força pra um caminho que vai de encontro ao que a gente quer. E quando eu falo caminho, seja as coisas mais corriqueiras. Se eu tô gastando tempo— tempo é vida, gente. O custo de qualquer coisa significativa da sua vida é um pedaço da sua própria vida. Você já parou pra pensar nisso? Que nem você tá se dedicando num projeto. O custo pra você fazer esse projeto dar certo é um pedaço da sua própria vida. Então esse prêmio tem que valer a pena. E eu acho que quando as pessoas vivem no piloto automático, agora eu acho que é muito triste quando alguém começa a reclamar do compromisso que tem sobre uma área que é decisiva na tua vida. Eu uma vez, a Rick Shasta tem um livro muito legal que ele fala que escolha o seu difícil, né, que tudo, tudo é difícil. E eu gosto dessa filosofia que tudo é difícil. Eu não tô fazendo uma apologia, né, ah não, sofrimento não. Quando a gente entende que tudo é difícil Por exemplo, conquistar algo significativo na vida é difícil? Claro que é, pô. Tem que se dedicar, tem que se comprometer, leva tempo, esforço, energia, dinheiro. Mas também não conseguir o que a gente quer é difícil, cara, nos traz sofrimento. É cuidar da saúde, comer bem, ter uma rotina regrada em meio a desafios, compromissos, cara, um monte de coisa. É desafiador? Claro, claro que é. Mas também Saúde também é difícil. Você cuidar da sua família, cara, prover o melhor para os teus filhos, para tua mulher, para o teu marido, é desafiador? Claro que é, cara. Você criar alguém para o mundo é difícil. Todo pai é um ser preocupado. Mas você não ter ninguém para voltar para casa também é difícil demais. Então, já que é tudo é difícil, importante é escolher bem os nossos difíceis. Eu acho que esse vídeo é uma provocação para você não perder de vista qual que é o o difícil que você escolheu. Porque quando a gente escolhe um difícil, incrivelmente ele se torna mais fácil, porque ele tem motivo, ele tem justificativa. Eu sou aquele cara do constante porquê, né? Ó, uma coisa que eu sempre penso: se eu venço, quem vence junto comigo? Se eu perco, quem perde junto comigo? Isso me motiva constantemente. Sempre um cara muito do porquê, do porquê, do porquê, do porquê. Sempre muito Zequinha. Não é à toa que eu tenho um podcast chamado Como Você Fez Isso. É o como, do porquê, do me conta. Por que que eu gosto? Porque uma vez eu vi isso, tinha, o cara, novinho, tinha 20, 21 anos de idade. Alguém perguntou: Caio, qual que é o teu porquê você faz o que você faz? Eu achei meio que uma pergunta de para-choque de caminhão, meio de uma autoajuda barata. Como assim, o porquê que eu faço? Pô, eu faço porque eu quero, ou eu faço porque— mas eu não tinha uma clareza grande o porquê que naquele momento da minha vida eu estava fazendo algo. Quando eu decidi, quando eu percebi uma única coisa: quando o nosso porquê ele é muito forte, quando o nosso por quem ele é muito forte, os como, os de que jeito, eles se tornam mais sustentáveis. Agora, quando o inverso, né, quando a gente não tem clareza do que a gente quer, nem o porquê que a gente quer, ou nem para que que a gente quer, ou não, por quem que a gente quer, tudo se transforma mais difícil. E no começo da frase, ó: tudo dá trabalho, casada dá trabalho, família dá trabalho, cliente dá trabalho. Se você for reclamar de tudo que exige dedicação você vai se encontrar em uma constante vida de frustração. Porque o que é frustração? Já parou para pensar nisso? O que é alguém frustrado? Você já se frustrou? O que é frustração? Para mim, é o desalinhamento da expectativa com a realidade. Quando a gente está desalinhado, a nossa expectativa com a realidade, surge algo dessa relação em desarmonia chamado frustração. Quando eu acho que vai ser fácil e é muito difícil, eu me frustro. Esse desalinhamento. Então, para mim, acreditar que as coisas dão trabalho, ó, para mim tudo que é significativo vai levar no mínimo 10 anos. Tudo que eu faço na minha vida, cara, isso vai ser muito significativo, isso vai transformador, eu boto na minha cabeça 10 anos. 10 anos. Porque é melhor eu estar preparado para o pior e ser surpreendido positivamente. Ó, demorou 6, cara, Legal, consegui essa trajetória em 5, em 6, em 7. Do que ao contrário, do que eu achar que vai ser muito mais rápido. Eu acho que é uma das doenças do tempo que muita gente tá pegando, esse vírus, cara. Essa ansiedade, essa autoaceleração do amanhã. A gente é a geração que acelera os áudios, que pula introdução do vídeo, que coloca tudo no x2. Nós somos a geração que torce para as coisas acabarem, que tá esperando o final da semana, que tá esperando que o dia termine. A gente acelera esse podcast, acelera o vídeo. A gente é a geração dos primeiros 3 segundos para chamar a sua atenção. O vídeo não pode ter mais de tantos minutos. A gente é a geração que não tem tempo. Até onde isso vai parar? É muito importante a gente saber gerenciar o nosso tempo e não deixar com que o tempo se torne uma doença na nossa vida. Que existem algumas doenças do tempo. A do futuro, ansiedade. A do passado, depressão. E a do presente ausência. Tem gente que tá aqui, mas tá longe. Tem gente que tá lá, mas não existe. E tem gente que ficou e aquilo não é realidade mais. Então, cuidado, cuidado com a reclamação. Cuidado você que reclama do seu trabalho, você que reclama da sua família, você que reclama do seu casamento, você que reclama do— cuidado com a reclamação, cara. Eu acredito numa coisa e eu fiquei até feliz que recentemente essa frase deu uma expandida depois de uma participação que eu fiz no 24 Horas do Grupo Primo, que eu falei lá que a gente nasce parecido com os nossos pais, mas morre parecido com as nossas decisões. Ou seja, o teu início não teve o seu controle nem a sua influência, aonde você nasceu, quem são seus pais, a sua cidade natal, isso não foi você que determinou. Então, você nasce parecido com os seus pais, você nasce parecido com as decisões que te originaram, mas você morre parecido com as decisões que você tomou. Então, decida hoje a ter um alinhamento com os seus objetivos, Expectativa muito bem estabelecida para aquilo que você quer. Eu tenho certeza que você vai ter uma vida mais prazerosa. Dá uma pensada nisso essa semana. Tchau!