COMO UTILIZAR EVENTOS PARA ALAVANCAR O SEU NEGÓCIO? | Tiago Granito
Descubra como utilizar eventos corporativos e feiras de negócios como uma alavanca de crescimento altamente lucrativa para o seu negócio. Caio Carneiro recebe Tiago Granito, CEO do Grupo S1 e fundador da Easyvent, para revelar os segredos do mercado de eventos.🎥 *Sobre o episódio:*O mercado de eventos movimenta bilhões e pode se transformar na maior alavanca de crescimento e de vendas da sua empresa, se você souber exatamente como aplicar as estratégias certas.Neste episódio imperdível, Caio Carneiro conversa com Tiago Granito, referência em produção de eventos. Tiago compartilha sua trajetória empreendedora e revela bastidores inéditos de grandes produções, estande de feiras e feiras de negócios que geram milhões no mercado.💡 *O que você vai aprender:*✔️ Eventos como alavanca de crescimento comercial✔️ Bastidores da produção e organização de eventos✔️ Oportunidades no mercado de feiras de negócios✔️ Erros que fazem empresas perderem dinheiro em eventos✔️ Como planejar a montagem de um estande de feiras✔️ Treinamento de equipe focado em conversão e vendas✔️ Uso de gamificação em eventos e inteligência artificial✔️ O surgimento do marketplace de eventos✔️ Estratégias de ativação de marca e experiência do cliente✔️ Como calcular e otimizar o ROI em eventos🔔 Se inscreva no canal e ative as notificações para não perder nenhum episódio!📌 Onde encontrar Tiago Granito:🟣Instagram: https://www.instagram.com/tiagogranito/🌐Linkedin: https://www.linkedin.com/in/tiago-granito-581a02367/🟣Instagram: https://www.instagram.com/easyventoficial/🟣Instagram: https://www.instagram.com/grupos1_/👉 Ouça e compartilhe o episódio nas redes sociais.🟣 Siga o Caio no Instagram: https://www.instagram.com/caiocarneiro/🟢 Siga o CVFI no Instagram: https://www.instagram.com/comovcfezissopodcast/📢Anuncie sua marca no Como Você Fez Isso Podcast: contato@comovocefezisso.com
- Eventos como alavanca de crescimento para negóciosimportância de ser visto e lembrado·equipe bem treinada para negócios·experiência do cliente para recompra
- Ecossistema do Grupo S1 e o surgimento da Easyventagência de eventos corporativos·empresa própria de cenografia·S1 Locações e o marketplace Easyvent
- Estratégias para um evento de feira bem-sucedidoescolha da feira e público-alvo·importância da localização do estande·treinamento da equipe para vendas
- Trajetória empreendedora de Tiago Granito no mercado de eventosinício aos 14 anos em hotelaria·oportunidade na Johnson & Johnson·abertura da própria empresa por necessidade
- A Easyvent como solução para agilizar a contratação de eventosmarketplace de salas e serviços·redução do tempo de orçamento·facilidade para pequenos eventos
- Pontos de atenção para evitar erros em eventoscusto e retorno sobre investimento·equipe treinada para vendas·escolha de fornecedores confiáveis
Como utilizar eventos como alavanca de crescimento do seu negócio?
Cara, quem não é visto não é lembrado. Principal é você ter uma equipe muito bem treinada para que ela faça o que tem que ser feito. Cara, você não tá ali só para massificar a marca, é importante, mas tá ali para fazer negócio. Traz uma experiência para o cara, o cara vai comprar de você, e melhor, ele vai recomprar. Ele não vai só lembrar de você, ele vai recomprar.
Qual é o desafio de tirar uma ideia disruptiva do papel?
Ele é fundador e CEO do Grupo S1, empresa especializada em eventos corporativos, cenografia e locações. Também é fundador da Easyvent, plataforma criada para simplificar o mercado de eventos. O convidado de hoje é Thiago Granito. A Easyvent, ela nasce para resolver um problema da minha empresa e era para ser um projeto pequeno, cara, que hoje virou um mega projeto assim surreal, que ela resolve o problema. Eu falo que a gente resolve o problema do tempo das pessoas.
Porque hoje você tem uma agilidade muito grande pra você fazer um evento dentro da Easy.
Galera, sejam todos muito bem-vindos a um episódio muito estratégico aqui do Como Você Fez Isso. Vocês vão conhecer um cara que eu gosto muito. Toda vez que eu tô com ele, a gente tem várias ideias e eu fiz questão de convidar ele aqui porque ele vai falar de algo que eu sou muito fã. Então, obviamente, como vocês viram na nossa introdução, recebo meu amigo querido, Chayel Graneto. Ti, que bom ter você aqui, viu?
Obrigado pelo convite. Para mim é um prazer estar aqui sentado com você e fazer esse bate-papo.
Ó, o nosso como, você sabe que obviamente como você fez isso é sempre através de um como, que a palavra mais buscada— sabia que a palavra mais buscada na internet é como, cara?
Eu vi isso no seu podcast.
Geralmente é como alguma coisa, né? E esse cara é especialista em evento, ele empreende há muitos anos dentro da área, é uma referência absurda, e eu como que eu trouxe para hoje é um como que talvez vai ajudar muitas pessoas a enxergarem uma nova alavanca de crescimento, que é como utilizar eventos como alavanca de crescimento do seu negócio, como utilizar um evento como uma máquina altamente lucrativa. Então é um tema muito importante que geralmente não é falado, não sei por quê, né?
Exato.
E aí geralmente tem empreendedores que vê tantas empresas fazendo feiras, congressos, eventos pequenos, grandes, e aí fala assim, cara, qual que é o jogo por trás do jogo? E esse cara faz parte da produção de eventos gigantescos que provavelmente você conhece, eventos que são famosos para caramba. E esse cara tá todo no behind the scenes aqui por trás da cena. Então primeiro, Thiago, conta um pouquinho para a gente a tua história de como você foi parar nesse lance de produção de evento, desde ser um cara que monta stand, monta, cara, estrutura completa.
A gente vai falar de todas as frentes dele. Antes de contar as suas frentes, conta como você foi parar no mundo de eventos.
Uau, vamos lá!
Um cara que se diz tímido, né, cara?
Bastante, né? Produz eventos gigantescos, gente. Dá até um frio na barriga tá aqui. Mas, cara, comecei a trabalhar com eventos, uma história bem engraçada, porque eu comecei a trabalhar com 14 anos de idade na área de eventos no Grande Hotel em Campos do Jordão. Comecei na área de recreação e com 16 anos já tava trabalhando com eventos, lógico, em montagens, né, de mesas e cadeiras. Isso foi bem legal, foi minha escola, um hotel.
E quando você trabalha em hotel, cara, você aprende uma coisa muito importante, que é servir. A hotelaria, ela traz isso para você, a hospitalidade, ela traz isso. E quando você aprende a servir, cara, você vira uma referência no que você faz. Então foi uma bela de uma escola e foi o que me encantou. Imagina, um menino do interior, São Bento do Sapucaí, 10 mil habitantes, trabalhava em Campos do Jordão, você ter contato com pessoas diferentes, marcas diferentes, cara, isso todo dia.
Acho que você vive isso aqui, você sabe que é muito incrível. Isso me encheu os olhos. E aí, com 20 anos de idade, fiquei no grande hotel daí por diante, desde os 14 até os 20. Eu fui fazer um evento, teve um evento da Johnson Johnson lá no hotel, e a pessoa teve que se ausentar. E aí pediu para o meu gerente alguém para coordenar o evento. E eu, na época, eu tava de folga. Falei, cara, coloca o Thiago. Meu apelido na época era Cabelo.
Deixa que o Cabelo toca seu evento. Cara, foi 2 dias de evento. O pessoal da Johnson's adorou o meu trabalho e a pessoa da agência me ligou na semana seguinte: Thiago, queria que você viesse fazer uma entrevista porque a gente teve muito elogio do seu trabalho.
Uau!
E era meu sonho vir pra São Paulo, né? Eu falei: Agora! E aí vim pra São Paulo pra trabalhar em eventos. E aí, enfim, uma história longa. Tô há 20 anos aqui já.
Cara, o lance de como tem sempre alguém olhando, né, cara?
Sempre.
Você acabou caindo de paraquedas ali, puxando a responsabilidade, matando no peito. Alguém olhou fez o convite. Então, animal. E tá, desde o momento que você entrou na área de eventos, entendi como chegou. E como você decidiu começar a empreender dentro da área, sair da função corporativa e falar assim, cara, agora eu vou abrir o meu próprio negócio? Qual foi a oportunidade que você enxergou em relação a isso?
Cara, essa agência, quando eu vim trabalhar em São Paulo, era de um casal, era uma agência pequena, e eles se separaram. Cara, quando eles se separam Pouco tempo depois a empresa fecha. E aí eu acabei abrindo a minha própria empresa por necessidade, por necessidade, porque ou ia para o mercado trabalhar numa outra agência ou abrir meu próprio negócio. E como eu tinha um trabalho muito bem feito dentro da Johnson, eu abri a minha empresa e fui prestar serviço para Johnson.
Já tinha um cliente, já tinha um cliente muito legal, um mega de um cliente, né, que era uma multinacional, trazia um laboratório, fazia um volume gigante de eventos. E aí eu começo a trabalhar para Johnson Cara, foi um período interessantíssimo porque, enfim, a gente sai de um hotel, de um hotel trabalhando numa agência pequena para você ter o seu próprio negócio. E meu próprio negócio era um computador, um celular e uma mesa.
Trabalhava dentro de casa. E aí é uma história bem doida que eu colocava, eu coloquei uma fita no meio da sala de casa, uma fita amarela mesmo. Então eu acordava, tomava banho, colocava minha camisa, pulava a fita, eu tava no meu escritório. E aí começa a atender a Johnson nesse formato, fiquei quase 2 anos e aí houve uma reestruturação dentro da empresa. O que acontece? Eles abriram um BID para colocar agências homologadas lá dentro.
E aí precisava ser agências grandes, né? Aí o Thiago já não conseguia mais atender. E aí foi bem legal porque essa pessoa que eu atendia lá dentro, ela me fez tipo 2 convites. Ela falou, Thiago, ou você pode vim para cá, eu tenho uma vaga na área de eventos. O cara falou, cara, tipo, vai quebrar o cara, né? Só atendia um cliente, né? Então, ou você pode vir trabalhar aqui, tem uma vaga na área de eventos, ou eu posso indicar para agência que ganhou o bid.
E aí eu fiquei pensando, né, cara, para mim ia ser interessantíssimo trabalhar numa multinacional. Mas aí tinha um pequeno porém: para entrar na época, hoje eu não sei como tá, você tinha que ter faculdade ou tá cursando uma faculdade, e eu não tenho colegial. Então eu não poderia dar esse passo e também não contei para ela esse porém, né, morria de vergonha. E aí aceitei trabalhar na agência e aí fiquei por lá uns 6 meses até eu me reestruturar e voltar com a minha agência de volta. E aí mesmo formato, computador, celular e uma mesa.
Hoje, como seus negócios estão organizados para todo mundo entender o seu ecossistema hoje? Quais são suas frentes?
Vamos lá, hoje o Grupo S1 Como eu falei, a gente nasce como uma agência de eventos, cara, eventos corporativos, reuniões e treinamentos, principalmente nesse primeiro momento. Há mais ou menos, mais ou menos não, há 9 anos, vai fazer 9 anos, eu abro a minha empresa de cenografia. Então eu tenho uma empresa própria de cenografia onde a gente constrói cenários para diversos tipos de eventos, desde cenários para convenção, treinamento, feiras e TV.
E aí, há 2 anos atrás, eu abri a S1 Locações. Então a gente virou um grupo, então com esses 3 braços onde a gente tem esse ecossistema que a gente presta serviço para as nossas próprias empresas e para terceiros. Então uma agência contrata a gente como cenografia, agência contrata a locações, tem agências que não tem a parte de produção, contrata a gente como agência de produção, montadoras que contratam a gente com com a parte de locações de imobiliário.
Então esse é o nosso ecossistema que tá funcionando muito bem. E agora esse ano a gente abre aí, eu falo que é o meu xodó, que é a Easy Vente.
Explica um pouco da Easy, cara.
2025 para mim foi um ano assim espetacular, de muitos desafios, e o ano que nasce minha filha. Que legal, coisa mais linda do mundo. E cara, em setembro a gente, segundo semestre é um volume de trabalho muito grande pra gente.
Eventos bomba segundo semestre, é surreal, legal.
E aí em setembro, cara, eu tive que falar não pra 5 grandes concorrências. E assim, não é que eu recebi uma solicitação e falei não pro orçamento, é criar um projeto. Então assim, a gente já tinha uma demanda de trabalho muito grande e eu não conseguia executar o que eu ganhei. Cara, quando a gente ganha uma concorrência na agência, cara, é surreal. No escritório a gente Celebra, é a buzina, é o sino, tá? Porque, cara, não é só uma planilha de orçamento, pelo contrário.
A gente precisa criar o projeto para o cara, entender o briefing dele, entender o que ele quer. Se, cara, se é um lançamento de produto, se é uma feira, se é um parto praticamente, é um filho, né? Exato. Então, cara, quando a gente ganha isso, para a gente é surreal. E em setembro eu tenho que falar não para 5 grandes concorrências, cara. E a gente fala de um valor, além de perder isso, não conseguir atender Cara, é um valor que você deixa na mesa surreal.
E aí foi quando eu dei um passo para trás, eu falei, cara, se fosse em outros tempos teria alugado mais um galpão, contratado pessoas e faria como tava fazendo. E aí eu resolvi dar esse passo para trás e falar não, para conseguir atender os meus clientes que já tinham fechados com excelência e organizar a casa, trazer um pouco mais de tecnologia para o mercado de eventos, enfim, deixar esse trem mais organizado. E nisso aí que nasce a Easy.
A Easy vem, ela nasce para resolver um problema da minha empresa, e era para ser um projeto pequeno, cara, que hoje virou um mega projeto assim surreal, que ela resolve o problema. Eu falo que a gente resolve o problema do tempo das pessoas, porque hoje você tem uma agilidade muito grande para você fazer um evento dentro da Easy.
A Easy, basicamente, primeiro eu vi esse projeto também nascer. Ele é um marketplace de eventos, né? Acho que pra quem tá acostumado com marketplaces já mais consolidados e conhecidos, por exemplo, Booking, você chega lá, pra quem tá acostumado, entrar e você sabe que você vai no lugar e vai ver as opções de hotel e reservar a sua. Aí você faz isso pro mercado de eventos, onde você diz qual que é o seu evento, qual que é a quantidade de pessoas que precisa ter o seu evento, e bum, ela vai te dar todas as opções da melhor localização, da sala mais próxima a você, a nota que os usuários deram.
E aí vira um marketplace de sala de evento. Eu achei genial, porque realmente, obviamente eu faço evento, né? E eu sei às vezes que a dor, sei quando você tá, né, o meu time de eventos, tô vendo que você tá aqui, né, Dona Roberta? Que às vezes a gente vai achar umas salas, às vezes hotel, já demora 10 dias para responder. Cara, me manda as fotos, qual tipo de sala que tem, quais são as opções. Então você tem um lugar onde pode, eu acho que o empreendedor ele nasce aí.
Onde primeiro ele consegue perceber, cara, aqui tem uma dor. Às vezes é de um terceiro que ele percebe, às vezes uma dor que ele sofreu, né? Quantas pessoas criaram companhias gigantes por causa que o problema apareceu primeiro na vida dele. Aí o cara fala assim, cara, eu acho que tem mais gente sofrendo com isso aqui também. Então achei genial essa ideia sua, porque eu acho que quem tá aqui nos ouvindo nesse podcast, se faz evento, sabe que às vezes você achar o lugar, você saber quais as opções, tem muitas, muitas vezes que chega opções e fala, nossa, eu nem sabia que essa opção existia.
Exato.
Às vezes só para você pegar preço das coisas já demora, e você tem um marketplace ali para te ajudar a escolher a melhor sala mais próxima que cabe o seu negócio, de um jeito rápido, instantâneo, a um clique de distância. Então achei essa sacada muito incrível, tá? E aí, falando como transformar um negócio como uma alavanca de crescimento, você, cara, você produz o estande de muitos clientes, você faz eventos de muitos clientes.
Que que você vê quando o cliente usa o evento da maneira certa? O que que é fazer um evento bem-sucedido para você, sabe? Quais são as premissas de um evento aquele, cara, isso foi um ótimo evento para minha empresa, para minha marca? No final, obviamente, tudo é receita, né? Tudo é venda no final das contas. Mas o que que você vê que é um bom playbook de eventos?
A área de eventos, ela tem diversas formas, né? Então, para a gente colocar um formato Vamos pensar em feira primeiro.
Primeiro lugar, aquela mais comum, todo mundo, se não, se no mínimo já sabe ou já foi.
Exato.
E alguns já até exporam as suas empresas lá. Então lá, vamos começar com feira.
Vamos falar com feira, cara. Feira hoje, primeiro, cara, quem não é visto não é lembrado. Se você não tiver no mercado, você tá deixando dinheiro na mesa. Seu concorrente vai estar lá, seu cliente tá lá. Então assim, o cara que não participa de evento, ele tá deixando dinheiro na mesa porque ele não tá falando com a base dele. O cara, ele não tá trazendo novos clientes, cara, fornecedor dele. Então assim, o trabalho que é feito dentro de uma feira em 3 dias, cara, você não faz 6 meses na rua.
Então, cara, você tem isso aqui. Então, para você fazer um bom evento, cara, você tem que escolher a sua feira, Primeira coisa, entender, como eu falei, seu cliente tá lá. Segundo, seu concorrente tá lá, cara, você tem que estar lá.
Então você fica sabendo de todas as feiras que acontecem no Brasil, é loucura, né? Porque tem feira que a galera nem fica sabendo que existe, né, cara?
A gente tem um número que acontece em feiras no Brasil, uma média de 2.000 feiras, feiras grandes, tá? Sem contar as pequenas por ano.
Surreal, 2.000.
De 2021, cara, é surreal.
Tem algum site que dá para ver onde acontece as feiras?
Tem alguma coisa? Tem, chama— não vou falar bobagem que eu não vou lembrar a sigla, mas é um site de eventos, é um site que reúne todas essas informações brasileiras de eventos, e é maravilhoso. Exato, não vou saber falar correto, mas existe, cara. Até números interessantes, mercado de eventos as pessoas não dão o olhar merecido para o evento. Só uma observação importante: nessas 2.000 feiras, existe um número que em 2024 teve em negócios dentro das feiras um TRI em negócios feitos dentro de feira.
E aí o cara fala: cara, por que que eu vou participar de uma feira? Cara, você tem que estar na feira. Um TRI, uma movimentação de negócios feitos dentro de feira.
Cara, lógico, tem negócio que começa ali, depois Prolonga, mas assim, o início do relacionamento começou numa feira.
Exato. Então assim, é um volume. A gente tem feiras de diversos ramos, né? Tudo que você imaginar tem feira. Então, tipo, mercado de implante capilar vai ter uma feira, tudo, tudo, tudo, tudo que você imaginar, cara.
E existe aí uma dúvida minha, tá? Existe meio que a consciência coletiva de achar que só faz feira quem é grande? Ah, eu acho que eu sou muito pequenininho para fazer uma feira. Existe um tamanho ideal do empreendedor para fazer uma feira? Você já viu? Caiu. Eu tenho clientes que são multinacionais, eu tenho cara que às vezes tem um ano de operação, tem. Mas como que você vê isso, cara?
Primeiro eu falo que você não pode ver o gasto da feira como uma operação de marketing, tá? Não é um dinheiro que você tá reservado do marketing. Fala, cara, tem essa grana para gastar no ano, Não deu para entrar porque eu torrei com outra coisa. Então, primeiro, o cara tem que ter pelo menos o custo para comprar o piso e construir o seu estande. Você não precisa começar com estande de 100 metros, cara. A feira tem opção de estande de 4 metros.
Qual que é o menor estande que existe? Menor assim, geralmente?
Tem feira que faz tipo 2 por 2, 4 metros quadrados. É uma cadeira, você vai ter lá o espaço de uma cadeira, uma TV e você vende o produto.
Mas quanto custa montar um estande assim?
Na média, assim, um chute. Esses estandes pequenos normalmente ele não é construído. Então quando você compra esse espaço, a própria feira te cede. Então tipo 2 por 2, cara, 4 metros, sei lá, você vai gastar 7 pau, 10 pau, 15 pau, depende da feira, não tem um número exato. Cada feira tem o seu custo do piso e esse tipo de estande ele já tá incluso. Aí se você fala de ir para um estande maior que você quer construir, 20 metros quadrados, exato, aí o trem começa a ter um custo maior, mas você tem uma visibilidade maior.
Cara, uma das coisas da feira é você se posicionar, você mostrar sua marca, vai fazer um lançamento de um produto, enfim. Então quando você traz a cenografia, você, além de você trazer a sua marca de uma forma diferente, você consegue trazer experiência para o cara. Cara, quando você traz uma experiência, não é que o cara ele compra com você, cara, ele vai ser a sua escolha da compra de novo. Quando você consegue marcar o cliente, cara, automaticamente você não vai ser só lembrado, você vai ser a recompra, o cara vai comprar de você de novo, sabe?
Você percebe que é uma característica em comum de pessoas que montam stand em feiras e aquele stand ele é bem-sucedido? Existe características, por exemplo, o cara faz um stand no capricho, ele coloca ativações dentro do stand, ele coloca— eu falei isso porque nós aqui no Vendify, a gente joga o jogo de eventos, né? A gente participa do CONARA, a gente participa do CBTD, que é o Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento.
Ou seja, dessas 2000 feiras, a gente escolhe as que têm o nosso persona, né? Nós que temos o nosso cliente final ali, né? Então o que que você vê que é a característica em comum? E assim, modéstia à parte, eu acho que a gente tá jogando muito bem, né? Os nossos estandes estão sempre cheios, o fluxo de pessoas com potenciais clientes, sai com muito agendamento de reunião. Então não é só o oba-oba. Não, não, né?
Tem a galera que vai para feira para oba-oba, sempre tem, cara, que quer o brinde.
A galera que quer brinde, eu já fui esse cara no passado, tá, gente? O cara para ver a novidade, realmente tava lá, eu tava aprendendo, tava lá E, mas como que você vê que a característica das empresas que jogam bem o jogo de eventos em relação ao estande, localização é importante? Como que você vê isso?
Acho que assim, a gente precisa ter um leque de informações importantes para que o cliente seja mais assertivo, tá? A primeira coisa que você falou, cara, localização, isso é muito importante, cara. Você tá na cara da entrada, a pessoa vai passar lá.
Como se fosse um imóvel.
Cara, você já ganhou, você já ganhou a primeira etapa, porque se você tá lá atrás, cara, o cara vai passar, mas cara, não é 100% das pessoas.
É tipo dos 4 P do marketing, o ponto.
Exato.
Entendi.
Então assim, a localização ela é muito importante, você trazer uma cenografia que chama atenção, ela é importante, você ter uma ativação ou você ter uma experiência, isso vai chamar, tipo, aqui é a hora onde você começa a fazer a diferença. Cara, e o principal é você ter uma equipe muito bem treinada para que ela faça o que tem que ser feito. Cara, você não tá ali só para massificar a marca, é importante, mas tá ali para fazer negócio.
Então se você treina a sua equipe e você leva uma equipe que realmente tem a meta e vai fazer isso, cara, você tem 100% de assertividade.
Como se comportar naquele dia, qual o objetivo de todo mundo, o que que a gente tem que fazer. Não as pessoas só ali para dar um oi, entregar panfleto.
Exato, exatamente. Aí você vai ser mais um. Aí você gastou dinheiro, aí o evento começa a ficar caro, entendeu, cara? Para você participar de uma feira, você vai ter que fazer um evento antes da feira acontecer com seu time, cara.
Você tem que— isso é muito bom, cara, que você falou. Você tem que desenhar isso, tem que fazer um evento antes do evento, lógico, para o seu time.
Exato.
E como aproveitar o evento que a gente vai.
Exatamente. Porque, cara, não é só soltar sua equipe lá e, cara, a gente tem a a meta do começo do ano, cara, ali é específico, a gente sabe com o cliente que a gente tá falando. Que nem você falou que você participa da CONARH, cara, você sabe quem é o público que tá ali, você sabe qual é o produto que você vai vender, cara, vamos treinar essa galera e vamos vender esse trem, cara. Como que eu vou chamar esse cara, cara? Eu vou colocar uma ativação, desculpa a palavra, mas colocar uma ativação pica aqui na frente que eu quero primeiro que o cara olhe para mim. O cara olhou, cara, minha equipe tem que resolver esse problema.
Sabe qual ativação a gente colocou esse ano na CONARH? A gente colocou um mini-golfe Foi muito legal essa, a gente colocou um mini-golfe e mini-golfe chama atenção, né? Todo mundo parece que dá vontade de dar uma porrada na bolinha ali. E aí a pessoa, ela de um buraco ao outro no mini-golfe, ela passava pelo nosso processo em company, que é o primeiro, a gente faz o diagnóstico da empresa para ver qual que é o problema. Esse era o buraco 1, o 2 era a gente considerar as soluções, 3, aí, ou seja, o cara ia dando as tacadas e já entendendo como que a gente vai fazer a vida da empresa dele melhor e mais fácil, capacitando a equipe comercial dele.
Era uma dinâmica E aí quando o cara termina o jogo, porque todo mundo quer terminar o jogo, o cara já entendia como que o Ventes ia resolver o problema dele. Ao longo que ele ia passando pelo buraco 1, buraco 2, buraco 3, buraco 4, o cara ia— ou seja, eu ia aumentando o nível de consciência dele enquanto, entre aspas, ele ia brincando enquanto ele jogava golfe. Então, jeito de chamar o cara para o estande, mas uma brincadeira que conecta com o que eu quero que ele saiba.
Exato.
Que é o meu diferencial.
Que essa é a jogada.
Que essa é a jogada, né?
E ali no final você vai estar com a sua equipe ali já agendando a reunião para o cara fechar esse contrato.
Se você não fechar o contrato com ele ali, Tá, entendi como utilizar alavanca de eventos, mapear dos 2000 eventos aqueles que comunicam com meu cliente, saber o jeito que eu consigo entrar.
Às vezes eu vou começar pequenininho, que nem você falou, cara, você não ia na feira como participante? Sim, cara, já é um formato, já faz negócio ali.
As primeiras feiras que eu fui, eu fui como participante. Depois você vai para um estande de 4 metros quadrados, depois até você pegar, você vai dominando o jogo, entrando, você vai ficando mais corajoso porque você sabe dar ROI.
Exatamente.
Você sabe jogar o jogo, você sabe, pô, se eu tivesse 5 vezes mais oportunidade de ser visto, eu faria tanto. Então começa a virar um jogo matemático também, né?
Exato. Então é, o cara só não pode colocar na cabeça dele que ele vai pagar o investimento dele ali na hora. Não, cara, isso não vai acontecer.
A gente tem contrato fechando esse mês de pessoas que foram no nosso estande ano passado. Aí, ó, depois de um ano.
Exato.
Então, cara, só que a gente conta para aquele canal de feira, porque foi lá que tudo aconteceu, a originação foi lá.
E aí, cara, você fecha um cara desse, você não fechou um trabalho, cara, você vai fechar vários trabalhos com ele por anos. Olha isso, ó, quanto esse cara vai te trazer de dinheiro em uma feira que você participou. E esse cara vai te trazer de volume, tipo, por anos.
Você acha que o online fez muita, muitas pessoas subestimar a força do evento?
O período de pandemia, você fala?
Não, eu acho que assim, hoje, ah, tudo online, tem gente que fala assim, ah, não é meio arcaico ainda fazer eventos?
Cara, não. É muito doido.
Eu falo assim, eu sou do time que gosta de fazer evento, tá? Mas talvez uma percepção que—
vou te falar pela pandemia, a gente teve aí, cara, mercado de eventos foi o primeiro a parar e o último a voltar. É verdade, era fazer evento híbrido, a gente fazia evento online.
É como faz uma feira online, cara.
A gente chegou a fazer, cara, tipo, da gente tava fazendo live para o cliente, e aí enfim, como se fosse uma convenção de vendas, cara, que a gente contratou tipo restaurantes em todo o Brasil e o cara recebia alimentação na hora do almoço, sabe? Criou uma praça de alimentação virtual, cara, surreal assim. Então a gente ia quebrar a cabeça para fazer isso. E depois que vem, que acaba a pandemia, cara, a gente volta no mercado.
O mercado de eventos em 2019, ele tava numa alta muito grande, a gente tava numa crescente muito grande, e aí veio a pandemia, para. Depois que volta o mercado, cara, as pessoas têm essa necessidade do tête-à-tête, sabe, cara? É pessoas, pessoas têm que estar com pessoas, então você tem que ter essa troca. Fala, puta, é uma coisa antiga, não sei o quê, cara, mas existe essa necessidade. E o que você faz dentro de uma feira ou de uma convenção de vendas ou de um treinamento, enfim, um roadshow, cara, muda.
Muda porque você traz experiência pro cara, você traz a conversa, pessoa precisa de pessoas, isso é um fato.
E você vê que é legal, vi pela ótica do cara que vai no evento. Mas quando você teve a sacada da Easy e fazer um marketplace para eventos, você falou assim, cara, e se eu juntasse todas as salas disponíveis nos hotéis, centros de convenções que existe no Brasil? Que sei lá, eu acho que não tem o número, mas deve ter sala para caramba de eventos.
Tem muita coisa.
Quantos lugares para fazer eventos tem no Brasil, né? Porque geralmente a gente pensa só em pavilhão, isso são os grandes eventos, mas tem uma noção de quantas salas de eventos, espaços Ó, vamos lá.
Dentro da Easy hoje a gente tá chegando a 8 mil hotéis cadastrados.
Você já tem 8 mil hotéis cadastrados?
Pra parte de hospedagem, sim.
E cada hotel sobe lá, temos 3 salas, essa cabe 100 pessoas, essa cabe 200 pessoas.
Nesse primeiro momento a gente fez o cadastro só da parte de hospedagem. Então o cara quer fazer hospedagem, Caio vai viajar, Caio quer ir, sei lá, vai com uma equipe pra Fortaleza, precisa de 5 apartamentos. Então você vai entrar lá na Easy, você vai conseguir fazer a sua reserva através da Easy colocando data, E quantos quartos você quer? Se é apartamento 5, duplo, triplo, pum, e fecha. Para esse serviço a gente tem já quase 8 mil hotéis cadastrados.
Agora a gente começou a segunda etapa, que foi agora na CONARH. Inclusive a gente tava na CONARH também, que foi o lançamento da Easy. A gente começou os cadastros dessa hotelaria disponibilizando a sala e alimentos e bebidas, que esse é o grande lance, que isso não existe no mundo, você comprar o evento completo dentro de uma única plataforma. Então a gente começou esse trabalho. Até dezembro agora, a nossa meta é estar com 300 hotéis cadastrados nível Brasil, mas a gente vai chegar em menos de 2 anos com 1.500 hotéis cadastrados para evento.
Existe muito mais, mas o que acontece é eventos com salas grandes, pequenas, médias, que tem volume, ele é um número reduzido. Mas, cara, desses 8 mil, imagina que 50% tem sala de eventos. A gente tá falando de 4.000 hotéis, então sem contar salas.
Então eu vou poder entrar lá e selecionar, por exemplo, eu quero essa sala, eu tô indo com mais 6 pessoas do meu time, então eu preciso de 3 quartos, eu vou receber 300 pessoas, eu preciso de 400. Aí eu vou selecionando, só tique, tique, tique, no final ele vai dar um valor, eu pago, meu evento tá contratado ali.
Exatamente, cara.
Isso vai ser muito bom na roda.
A gente como agência, eu recebo do cliente tipo um briefing do que, o que é o evento dele, como vai ser. Então vamos lá, é um evento em São Paulo para 100 pessoas, tá? Dessas 100 pessoas, 50 pessoas se hospeda. Eu vou ter coffee break, vou ter almoço, vou ter jantar, o resto é de São Paulo. Cara, é isso que eu preciso dessas informações dentro da plataforma. E ela é passo a passo. Primeira coisa, você vai colocar lá período do evento, sei lá, de 1 a 2 de setembro.
A parte de hospedagem, quantas dessas pessoas vão se hospedar? 50 pessoas. Então 50 apartamentos singles, sei lá, diretoria, ou 25 duplos. Colocou alimentos e bebidas, que vai ter coffee break, almoço e coffee tarde, jantar se tiver, coquetel. Você vai colocar essas informações. Quando você põe essas informações, você vai pesquisar com um botão, pesquisar. A gente vai trazer tudo que tem disponível para você no mercado nessa região que você colocou.
Então, sei lá, a gente tá falando São Paulo capital, Zona Sul, tudo que tiver disponível de hotelaria, espaço de eventos, que esse hotel tiver cadastrado com a gente, tiver plugado com a gente, você vai conseguir visualizar já com os melhores custos, porque a gente vira uma nova ferramenta de vendas para o hotel. Então a gente traz uma facilidade para o hotel de trazer o cliente e para o nosso cliente Cara, a gente traz agilidade.
Hoje, para eu fazer um orçamento para um cliente de um evento desse que eu te falei, eu preciso de pelo menos 3 dias para entregar esse orçamento. Cara, eu tenho que ligar para 15 hotéis para pelo menos eu mandar 10 opções para o meu cliente. Eu não posso— você me pediu, cara, quero fazer um evento em São Paulo, eu vou te trazer uma opção? Não, eu preciso trazer opções para você. Você me contratou como agência, então eu preciso trazer mais informações.
Para eu conseguir isso, eu preciso de no mínimo 3 dias. Um evento maior, muito mais.
Você acha que vai colocar muita gente no jogo de fazer o seu próprio evento? Que quando você, né, porque você acha que vai trazer essa comodidade? Porque eu fico pensando com as duas cabeças. Primeira cabeça, eu como dono de hotel, ter alguém para distribuir facilmente assim. E eu também, na cabeça, é o contrário, eu querendo fazer um evento. E para mim, negócio bom é quando todo mundo sai feliz. Sim, parte do hotel ele acaba vendendo mais fácil serviço dele na cabeça do cliente, ele acaba achando uma coisa muito mais rápida, muito mais certeiro e muito mais de acordo com aquilo que ele precisava.
Você vê que muitas pessoas, e é justamente isso que faz elas não jogarem o jogo de eventos, pela complexidade às vezes só de fazer um orçamento. Você vê que muito também dessa oportunidade é isso, cara. Tem gente que tem desafio até para fazer, porque tudo é difícil, parece. Então você acha que os eventos têm um pouco dessa resistência por conta disso?
Cara, principalmente os pequenos eventos, tá? Uma convenção de vendas não vai deixar de existir por causa da dificuldade de chegar o orçamento e tudo mais, porque ali já está agendado, acho que começa a ver no mínimo um ano antes de antecedência. Mas o que acontece, você tem muitos pequenos eventos Isso acaba dificultando. Imagina que, sei lá, você vai receber alguém, algum cliente que você precisa fazer um treinamento rápido, que você quer, cara, eu preciso de uma sala para 10 pessoas, pensando no evento.
Para quando? Puta, para daqui 3 dias, cara. Imagina se você precisar ligar para 10 hotéis para ver se tem. Para isso sim, para isso vai facilitar muito. O cara que tem esse evento de bate-pronto que acontece, isso acontece muito, principalmente aquelas secretárias de grandes empresas. De multinacionais, cara, toda hora pinga evento no colo delas, toda hora. E aí essa dificuldade, enfim, RH tem que fazer muito treinamento, cara.
Eles precisam de sala, eles precisam de espaço. Então para isso com certeza vai agilizar muito.
Toda vez que eu vejo uma ideia disruptiva, eu fico curioso para saber o momento eureka do empreendedor. Eu vejo, uma curiosidade particular minha, toda vez que eu tenho, nossa, que ideia legal, Mas eu fico, cara, qual foi a eureka? Você lembra exatamente o momento? Eu gosto de saber exatamente, cara, eu tava na sala sentado no meu sofá quando a minha mulher foi pegar um copo de água. Eu gosto de saber o tchan, quando que veio assim essa cara, falei assim, cara, eu vou fazer a Easy.
Vamos lá, foi quando eu te falei, em setembro, né?
Tá.
E aí eu comecei a estudar um pouco sobre o sistema. Eu fui até fazer um curso no Vale do Silício de IA, enfim, está falando muito sobre isso, o mercado tá muito, muito voltado para IA, inteligência artificial. E aí eu falei, cara, eu preciso ajustar a minha empresa, eu preciso criar um sistema. Como eu sou uma empresa multi-CNPJs, então nenhuma fala com nenhum porque não existe um sistema exato na área de eventos que tem cenografia, que tem— eu queria ajustar isso.
E aí quando eu comecei a pensar em como organizar para eu ganhar velocidade, cara, eu queria ganhar velocidade e ser mais assertivo com os meus clientes. Isso era o meu problema, a minha dor ali. E aí quando eu comecei a estudar e começar a pensar como fazer, cara, eu falei, um ponto importante, eu tenho um hotel em Campos do Jordão, é um hotel pequeno, mas eu tenho um hotel. Então eu conheço os dois lados. Eu falei, cara, por que não a gente montar um sistema onde o cara consegue fazer o evento dentro de uma plataforma?
Onde você tava quando você falou isso? Deitado na cama, no chuveiro, onde você tá?
De madrugada, na frente do computador. Eu tenho um vídeo, depois eu te mostro, que eu acordo minha esposa. Eu não vou saber o horário, tá? Mas sei lá, 3 horas da manhã, que eu vou mostrar para ela, falar: se liga nisso aqui que eu descobri. Eu sou meio doido, né, Caio?
Você acordou ela?
Acordei logo.
E ela falou o quê?
Ela falou: vai dormir. Eu falei: como vai dormir? Presta atenção nisso, olha isso, que incrível! Aí ela levantou, porque eu mostrei no celular, ela foi lá no computador. Em casa eu tenho um escritório, né? E aí ela foi para o escritório, cara, ela ficou lá comigo, ela falou, caramba, que incrível, não acredito!
Você tinha meio que já feito uma versão beta do sistema.
Exato.
Já de fazer a reserva do, eu quero fazer um evento para 100 pessoas, 40 vão dormir, eu quero dar café da manhã, eu quero dar janta, eu quero que esteja a 10 km do aeroporto de Congonhas, me dê as melhores opções.
Não tava bem assim ainda. Pode parecer que já tava assim. Demorou 180 versões para ela chegar assim, mas ela já tava assim, já tava funcionando. Para mim isso era um trem muito fácil de fazer, cara. Você tem uma ideia, estou com 7 desenvolvedores desde então trabalhando nessa plataforma full time, full time. E aí para chegar hoje como tá easy, né? Mas tipo, teoricamente ela fazia tudo isso. Na verdade ela tem mais itens para ser feito, né?
Ela já foi programada para isso, a gente soltou essa função agora Mas a gente vai soltar mais funções. Por exemplo, muito rápido agora a gente vai ter passagem aérea lá. Então o cara já consegue comprar passagem aérea. Tô te falando coisa de menos de 30 dias.
Mais um problema. Ah, quero fazer em São Paulo para 100 pessoas, 50 vem de fora, vão precisar de passagem, que eles estão saindo de Manaus, vindo para São Paulo. Aí já dá a sala, o local, o coffee tal, as passagens e clique.
Exatamente. E aí foi nesse momento. Eu vou procurar esse vídeo, eu vou te mandar, cara.
Eu sei que eu vou fugir um pouco do nosso como, mas o programa é meu, eu faço o que eu quiser.
Boa, justo, acho justo, acho muito justo, né?
Como é o desafio de tirar uma ideia disruptiva do papel, entendeu? Porque há uma diferença quando tem alguém fazendo Né? E o cara vem e vai, faz um pouquinho melhor aquilo que já tá sendo feito. Outra coisa é você fazer uma parada que você, cara, que ninguém fez. Você pode às vezes pegar inspirações de outros mercados, isso é normal, né? Eu vejo muitos empresários do setor A pegando inspirações do setor B e trazendo e adaptando para o mercado dele, mas é um negócio que é disruptivo. Qual que é o desafio de lançar um negócio disruptivo assim?
Pô, deu um trem bem doido, porque na minha cabeça o trem funciona tão bem, tão fácil, cara, que tipo muito óbvio para você. Muito óbvio. Demorou, cara. Fala assim, cara, como que ninguém pensou nisso antes? Isso tava muito claro na minha cabeça, cara. Como nunca ninguém pensou? Eu comecei a pesquisar, cara, aonde tem isso? Ela, existe uma plataforma que vende só sala na Europa, mas é só sala, só espaço, não tem o trem completo.
E aí comecei E aí, cara, eu sou do interior, então sou um cara que eu sou mais reservado com algumas coisas. E aí eu não falei isso pra ninguém, eu guardei isso, comecei a desenvolver até eu contratar o primeiro desenvolvedor. Cara, foram 180 versões pra chegar nisso. E aí eu não— pra eu começar a compartilhar isso com as pessoas, eu tinha que ter uma coisa mais palpável. Em casa, por exemplo, enfim, cara, você é doido, você vai fazer um negócio desse, você é doido.
Não tô falando nem com a minha esposa, falando com minha irmã. Cara, mas você vai precisar de muito dinheiro para fazer um trem desse. Eu falei, vai, mas vai sair. Então eu não gosto de compartilhar isso nesse primeiro momento porque eu quero fazer. E eu, cara, na minha cabeça lá atrás eu tinha certeza que ia funcionar e que ia dar certo. E eu tinha uma meta, o lançamento era, tinha que ser em agosto. Eu fiz uma promessa, enfim, que tinha que fazer em agosto.
E tudo rodou da forma que eu coloquei na minha cabeça, cara. Eu acho que quando você tem essa vontade Você tem esse foco, cara, você faz o trem. É desafiador? Muito. Porque quando eu comecei a abrir isso para o mercado, você tinha dois pontos. Eu fui falar com os meus clientes, foi meio que validar a sua ideia.
O que você acha se tivesse algo assim?
Exatamente. E aí, tipo, recebi positivos. E aí depois você vinha, cara, mas será que vai funcionar? Será que as pessoas vão aceitar? Cara, não é muito dinheiro para fazer um trem desse? E aí Começam a colocar problemas. E eu falei, cara, nesse momento eu não quero esse tipo de problema, eu quero fazer ela funcionar, depois eu vou para segunda fase. Já sabia qual era as minhas limitações, eu tinha problema, mas primeiro eu queria validar isso aí.
E aí fui para o hotel, donos de hotéis que eu conheço, mostrei. Puta, legal, bom. Falei, fechado. Eu participei de uma feira em maio que ela já estava pronta, aí, que essa feira chama EBAC, é uma feira do setor de evento, uma feira pequena. E aí eu levei como um pré-lançamento, mas na verdade ela era uma pesquisa de mercado por detrás.
Você tava precisando de uma ideia, mas quero ver a resposta da galera aqui.
Exatamente. E ali eu tinha muitos hotéis como expositor e muitos clientes finais andando na feira, e a gente tinha o comprador e vendedor. Então eu tava ali, cara, a gente teve 50 mil solicitações, 50 mil buscas entre feira e uma semana pós-feira, que era o tempo que ela ia ficar no ar para as pessoas testarem. Cara, 50 mil buscas de hotéis dentro da plataforma. A gente deu— a minha plataforma caiu, a API que me traz os hotéis caiu, que é uma API internacional, caiu pelo volume de pessoas querendo entender o negócio, porque, cara, é uma parada que deu certo.
E aí a gente deu— aí eu dei um passo para trás Reestruturei, porque você precisa ter uma estrutura, é uma ferramenta muito parruda, né? Então você precisa ter uma segurança muito grande, enfim, você tem que armazenar isso de uma forma muito segura, isso custa muito caro, né? Então eu dei um passo para trás, reestruturamos, e aí eu falei, agora tá pronto. Mas é doido falar para você que a pessoa te chama de doido de cara, né? É isso, essa é a primeira.
Você acha que a Easy vai resolver um problema Eu acho que faz muito em linha com alavanca que a gente tá falando, né? Como transformar eventos numa alavanca de crescimento. Tem muita gente que tem medo porque fala assim, é muito dinheiro fazer um evento. É porque talvez a pessoa não tem nem opção, né? Então, ou tem muita gente na cabeça que acha que evento é só grandes eventos. Você acredita que dando acesso a opções vai colocar ferramenta de eventos disponível para todo mundo?
Não que não esteja hoje, mas é o que você falou, tem empreendedor que não tem nem tempo de ficar parar 3 dias a operação para ficar fazendo orçamento. Porque, cara, o cara tá lá com a barriga no balcão, que eu digo, cara, vendendo, entregando, atendendo. Ele fala assim, cara, como é que eu vou parar 3 dias Demora 3 dias só para fazer um orçamento, para saber onde que eu vou fazer. Você acha que essa agilidade vai colocar mais gente no jogo assim de evento?
Você acha que uma das coisas que impede muitas pessoas de fazer evento é porque, é o que você falou, hoje o mercado era, era muito arcaico nesse sentido?
Cara, com certeza. Pensando nesses pequenos eventos, isso te traz uma agilidade muito grande. O cara, ele não precisa mais pensar em fazer, cara. Ele teve a ideia, ele vai lá, ele faz na hora, ele fecha instantâneo. Cara, você traz essa velocidade para o negócio. Eu brinco, eu falo que a gente tá trazendo tempo para as pessoas, que o cara ficava 3 dias pensando onde ele ia fechar o evento, depois a gente tinha que pensar como ele ia fazer o evento, o que ia ter.
Então, cara, você cortou esse passo. O cara vai fazer um treinamento, vai fazer uma reunião, ele consegue fazer ali em segundos, em segundos, cara. Você coloca a opção onde você quer, você clica, você fecha na hora.
Que que você acha são características que todo evento ele precisa ter assim? Independentemente do tamanho, um evento ele tem que ter o quê para ser um bom evento?
Cara, se a gente fala de pequenos empresários, médios empresários, você tem uma pequena distância nisso aí, tá? Cara, se a gente falar de um pequeno empresário, vamos pensar em um cara pequeno, ele não consegue ir para uma feira, que ele não consegue fazer um evento em um hotel, cara, ele consegue fazer um evento dentro da casa dele, ele consegue fazer um roadshow, ou melhor, ele pode fazer um café da manhã com os clientes dele, que ele vai ter zero custo, que ele leva o cara para dentro da empresa dele, vai mostrar o serviço que ele tem ou produto, e ele vai vender isso instantâneo.
Ele tá trazendo o cara. Então assim, o mais importante é você ter o seu produto, você ter o seu cliente, e você juntar essas duas pessoas para eles fazerem esse negócio. É isso que a gente precisa. O evento, ele tem essa intenção. Fazer esse network pra gerar negócio. Então, cara, principalmente a gente falar do pequeno, cara, ele pode fazer isso dentro de casa, sabe? Ele consegue fazer. A ideia do evento é que você coloque essas duas pessoas juntas, o produto, o produto e o cliente, e o cliente, e trazer uma experiência pro cara.
Cara, você traz uma experiência pro cara, o cara vai comprar de você, e melhor, ele vai recomprar. Ele não vai só lembrar de você, ele vai recomprar.
Geralmente, o que que as pessoas fazem de experiência no evento assim? Você que acompanha a montagem e tal, Geralmente ele é um bom evento, ele tem que ter uma boa apresentação do serviço, ou tem gente que é criativo, coloca outras coisas. O que que você vê que a galera mais faz hoje no mundo de eventos?
Cara, hoje, principalmente agora, esse ano de 2026, a parte de gamificação tá muito em alta. Você utilizar IA para fazer algumas ativações, para você colher esse lead, isso é uma coisa que tá muito em alta. Você utilizar painel de LED com cenografia, com IA, então isso é uma coisa que tá trazendo um movimento muito legal pro segmento. Mas assim, isso não funciona pra todo mundo. A gente tem que pegar a essência da empresa, a gente precisa saber o produto pra aí sim criar esse movimento, essa ativação pro cara, pra que a gente seja assertivo, pro cara lembrar da marca, né? Então falar, puta, quero fazer pra todas as empresas, não vai funcionar.
Você participa às vezes na cocriação dessas dessas ativações para os seus clientes?
Cara, participo, não da forma que eu gostaria. Hoje eu não consigo mais, mas assim, hoje é seu time.
Mas você já participou de muita ideia? Que nem eu falei do mini-golfe, às vezes esse processo de brainstorming assim, né? Então você já participou muito?
Já fazia, eu que fazia isso antes, né? Imagina que era uma agência de uma pessoa.
E como que era para você tirar uma ideia de mim? Você perguntava aqui, Caio, me conta um pouco mais, qual que é o seu objetivo? Como é que é? Se eu fosse assim, ó, eu ligo para você e falo assim, cara, eu quero fazer meu evento na feira tal, Geralmente, qual que era o teu processo assim de você tirar ideias minhas?
Eu vou falar um processo de um cliente, de um processo que foi muito legal, cara. Eu atendo a Royal Canin, tá, de ração de cachorro, atendo eles até hoje, faz 10 anos isso. Eu tava num hotel em Atibaia e aí a dona do hotel me indicou essa cliente, falou, olha, eles vão fazer um evento aqui, seria legal você atender eles. Eu falei, puta, legal. Entrei em contato, ela falou, olha, já abri a concorrência, acho legal, não sei se vale a pena você participar porque já tem que entregar semana que vem.
Eu falei, cara, me fala o que você precisa que eu vou desenhar esse seu projeto. E aí peguei essa informação. A parte mais importante da agência é você entender o briefing do cliente. Essa é a chave, tá? Para qualquer agência é você conseguir entender o briefing do cliente. Quando você acerta nisso, quando você aprende isso, cara, você fica muito mais assertivo.
Para quem não sabe o que que é briefing, como é que você explica?
Cara, o briefing é a informação que o cliente precisa e como ele vai participar da feira, então do evento. Esse briefing, expectativa que ele deseja, tamanho do evento, se tem hospedagem, se não tem, onde vai ser, o que ele quer expor, se é lançamento de um produto, se não é, enfim, trazer a informação do que o cliente ele precisa naquele momento. Nada melhor do que o cliente trazer essa informação pra gente, principalmente quando é um cliente que a gente não tem esse contato, a gente tem que fazer um estudo do cara.
E aí eu peguei esse briefing, é uma multinacional, é uma empresa francesa, cheio de— quando você pega o guide de uma marca dessa, você tem várias limitações, você não pode usar, enfim, uma série de coisas. E aí que eu falei, cara, vou fazer um crime totalmente diferente, caralho. Um evento externo, área aberta, cara, a gente desenhou uma casa, cenografamos uma casa, pensando numa casa de cachorro, mas uma casa toda cenografada.
Eu não vou lembrar a metragem, mas sei lá, tinha uns 80 metros quadrados de espaço em uma área externa. Eu não vou lembrar qual era o produto, qual era o lançamento, mas era para área PRO da Royal Canin, que então é a área que atende os criadores de cachorros. Então é essa área que ia falar. Então a gente tinha que falar com esses caras, tinha que mostrar algum produto específico. E aí eu falei, cara, a gente vai estar em um hotel, a gente vai fazer o quê com esses caras?
E era um campeonato que chama CBKC, eu não vou lembrar como funciona, mas é uma exposição de cachorros. E aí que lá tem vários formatos para ter a premiação dos animais. O cachorro que pula, que corre mais rápido, que tem um pelo mais bonito, que tem o porte melhor, não sei o quê. Eu falei, cara, a gente vai fazer uma ativação com esses caras. Eu tô te falando isso há 10 anos atrás. A gente criou uma clínica de tênis para os caras no período de folga.
Para quê? Para que a galera conseguisse jogar com eles. Era uma clínica de tênis. A gente colocou uma harmonização de cerveja com não sei o quê, eu não vou lembrar exatos, mas a gente conseguiu amarrar aonde o evento eram 3 dias, acho que era sexta, sábado e domingo, cara, que aquele cara ele passasse em todos os nossos processos, em todas as nossas ativações e no final ele teria esse contato com o cliente e o cara, com a empresa, e a empresa conseguiria fortalecer essa marca.
Cara, na época eu lembro, tem a Royal Canin como cliente até hoje, mas ali foi o grande boom da Royal Canin com esse evento, com essa forma que a gente fez o evento. Eu não vou lembrar com todos os detalhes exatos.
Você fez com que o evento tivesse experiência 360 para todo mundo, para todo mundo, e uma visibilidade absurda.
Porque a gente saiu do formato de stand tipo padrão, cara. A gente construiu uma casa, a gente construiu uma casa.
Então a gente quer receber o cachorro gigante.
Ela não tinha a porta do cachorro, ela era aberta para que a gente convidasse as pessoas para entrar, mas ela era uma casa. Imagina, cara, se a gente construiu uma casa numa área aberta para receber os clientes, que a gente queria que a porta da Royal Canin tivesse aberta para os caras. Então assim, tem alguns pequenos que a gente, algumas informações que a gente deixa subliminares, mas é que é para atrair o cara, cara. O cara vê, puta, tô em casa, vou me sentir em casa.
No final das contas, né, Thiagão, o evento é para encantar, é para ter uma conexão emocional, é para falar assim, poxa, cara, essa empresa me representa, aqui eu vi valor, aqui vínculo, confiança. Porque no final das contas, venda é vínculo, é conexão, é confiança, né? Obviamente o seu produto ele conta muito, mas entre o produto A e B, aquele eu não confio, esse eu confio, esse eu sei quem são as pessoas por detrás, esse quem eu não sei as pessoas por detrás, isso conta muito.
O evento tem esse poder que você falou, no final das contas tudo é gente, né, cara? Cliente é gente, fornecedor é gente, colaborador é gente, representante externo é gente. Quem não entende de gente não entende de negócio. Então evento ele acaba sendo o Santo Graal para conexão de pessoas, né? Porque o evento ele tem objetivo, vamos conectar. E aí o detalhe é como. Essa é a mágica, cada vez os eventos serem mais criativos para fazer com que as pessoas se conectem.
Exato, que evento bom que teve conexão. Aí você tem as suas armas, né, as ativações, os materiais a ser usados, elementos visuais, cinestésicos, auditivos, interação, pensar na dinâmica. Porque fala assim, cara, que foi um evento bom? Eu já fui evento, cara, que não tinha nada, mas era uma, era tudo as cadeiras em círculo, cara, baita conexão. E eu já fui eventos super produzidos que foi frio demais.
Esse é o problema, né?
Hiper produzido, você fala assim, caramba, tá parecendo um velório isso aqui. Né, todo mundo no cantinho ali, ninguém aproveita. Eu falo que desperdício, porque foi gastado um dinheiro desse e não foi pensado no suprassumo, que é a conexão.
Exatamente.
E conexão não dá para você comprar.
Não.
Ah, quanto custa aí para os meus clientes se conectarem no evento que eu vou fazer?
Cara, não tem.
Tem café da manhã na sua empresa que você gasta R$500 de pão de queijo, Guaraná, e as pessoas se conectam para caramba, e você sai de lá com um pedido fechado.
E pós-evento você gasta R$5 milhões e você fala assim, cara, Não foi bom, não conseguiu converter.
Você não trouxe, principalmente colocar a pessoa no centro, né? Como que essa pessoa pode ter a melhor experiência possível? Cara, existe uma fórmula, você acha, para transformar uma experiência nessa que eu disse, uma experiência memorável assim? Existe, você acha, uma fórmula? Por exemplo, você falou muito, né? Hoje se fala muito, a gente vê isso na TV, nos eventos hoje, muito LED, né? Então o evento tem muito disso, né? Muita iluminação.
Mas enfim, não sei a tua visão. Você acredita em— existe fórmula? Talvez seja uma palavra meio ingrata, mas existe meio que um jeito para transformar numa experiência, uma experiência memorável? Ou você acha que não tem uma fórmula exata?
Não, não tem uma fórmula exata. São a gente tá falando sempre com áreas diferentes, né? Então o que eu falo com a galera do RH, eu não vou conseguir falar com marketing, são cabeças diferentes, tá? Cara, tem uma feira gigantesca em São Paulo que chama APAS, que é a feira de, a maior feira de supermercadistas da América Latina.
APAS, né?
É, cara, é um outro perfil, sabe? Então se a gente replicar o que replica no RH com o marketing, já não vai funcionar.
Ah, ele falou assim, cara, fiz esse evento aqui, foi memorável, cara, não vai funcionar. Só que se você tira do público de maçãs e coloca em peras, a lógica já muda, já muda, já muda.
Isso é sempre importante você estudar como você vai fazer isso, como você vai levar isso. Lógico, você tem um stand bonito, chama atenção, chama, mas cara, chama atenção de quem?
Você roda até hoje feira? Tipo, você só vai dar uma olhada?
Roda.
Tipo, deixa eu ver o que que você produz muito, dos maiores você produz. Então às vezes você vai ver as suas produções, né? Você vai ver os teus filhos.
Exato. Mas por exemplo, você vai numa feira grande, vou ver o que o mercado tá fazendo, cara. Minha equipe vai ver o que a equipe, o que o mercado tá acontecendo.
Você gosta de olhar? Me conta, você olha o quê? Chega lá nesse, ele fala assim, olha que MDF legal. Que que você olha, né? O pessoal tá usando mármore no chão, pô, mármore é diferente, hein? O que que você olha? Que você faz desde a produção de construir a parada mesmo. Não sei quem já foi numa feira, cara, os cara constrói é tipo um decorado de apartamento para vender, aquelas construções parece casa de verdade. Às vezes tem cozinha, constrói.
Vocês já viram isso, gente? Você fala, cara, isso aqui levantou em 3 dias. Então você é o cara que faz o pré, o durante, o depois. Então você vai olhar o quê no evento?
Quando eu vou numa feira Primeiro eu quero ver as estruturas, como elas estão, como é o design dos estandes das marcas. Cada marca tem um formato e tudo depende de logotipo, de cor, de Pantone. Então eu quero ver como que, como que as outras empresas estão utilizando, que isso para mim é importante, saber a forma de acabamento que esses caras estão fazendo. Porque hoje, para você ter uma ideia, só voltar para que que eu faço isso, minha empresa A gente já falou sobre isso, eu não tinha área de vendas até agora, eu nunca tive uma área de vendas, eu fazia venda e depois que a empresa foi crescendo ela foi vendendo no orgânico, por indicação.
Como entrevistador, dono de uma escola de vendas, vamos ver isso aí.
E agora eu implantei exatamente por causa do nosso bate-papo.
Parece que não vende não, o bicho vende muito.
E aí, por que que eu, e aí A gente tem hoje, a gente é no mercado, principalmente na parte de cenografia, a gente é referência. Porque além de prestar serviço, de construir stands, a gente presta serviço para TV. A TV é um outro tipo de cenografia. Por exemplo, Top Chef, MasterChef, De Férias com o Ex, Shark Tank. Shark Tank eu construo até hoje. Então todos esses cenários, ele tem um formato diferente. Então quando eu vou numa feira, eu quero ver acabamento, eu quero ver design, eu quero ver ativação.
Quanto tá usando de LED, quanto não tá usando, se as ativações elas são mais lúdicas, se elas são mais digitais. Que nem a sua, legal para burro que você falou, entendeu? Você fazer uma parada que é um formato mais lúdico e que você traz, você traz todo o caminho da sua empresa. Putz, olha que legal que o trem pensado, cara. No final você leva para o cara lá, ele vai lembrar de você. Você não fechar ali, ele vai lembrar. Putz, cara, a estrutura do Caio é legal, cara, consigo colocar isso Entendeu?
Então eu vou dentro de uma feira para ver isso. Costumo participar de feiras já funcionando também, porque aí você vê o que tá chamando mais atenção. Então, e eu peço para minha equipe, elas estão sempre no mercado vendo para ver quais as ativações tá chamando atenção, porque às vezes a gente tem uma ideia que ela não vai funcionar, que para a gente lá é super legal, não sei o quê, mas o trem não roda.
Mas talvez a ideia do evento do mini-golfe, você lembre, fala assim, cara, uma vez o Caio fez uma ativação do mini-golfe, eu acho que faz sentido para você também.
Com certeza, eu vou adaptar ela para o cara, entendeu? Eu vou adaptar ela para o mercado dele. Isso dá para fazer assim, tranquilo.
Tá, falei de toda a parte boa até agora, mas eu quero um pouco de sangue, sangue, tá? Quais pontos de atenção esse cara tem que ter para não se machucar fazendo eventos? Tá, presta muita atenção. Eu brinco, tem gente que vai fazer evento, o cara vai e ele tá muito ali, vai fazer compra de mercado com fome, não faz conta. Ele planejou gastar R$50, gastou R$200. Então quais são os pontos de atenção? Ó, cara, só cuidado com esses pontos de atenção aqui para você não derrapar. Quais seriam para você os pontos de atenção na hora de fazer um evento?
Cara, primeiro ponto é o custo. Você fazer um evento, principalmente feira, falando de feira, é custo. Você colocar numa planilha o valor de uma feira, metro quadrado ele é caro. E assim, de verdade, quando você faz ela de forma correta, caiu, ele vai ter retorno, tá? Isso é um fato.
Eu falo e eu faço, eu tenho, tá? Toda feira dá ROI para mim.
Então assim, mas se você tá indo, cara, você não tem essa estrutura, você não vai levar, você não vai conseguir ter um time de vendas. Por exemplo, um cara pequeno que não tem uma estrutura, que não vai ter uma equipe para ir lá para vender, para fazer, o cara tá dando um tiro no pé. Sabe, vou contratar promotoras para ir lá vender meu produto, ela não vai vender esse trem, sabe? Então é um ponto de atenção, você precisa ter a sua equipe treinada para estar lá, senão você vai dar um tiro no pé, você vai participar de uma feira que você não vai trazer o seu ROI de volta.
Cara, ver quem são os fornecedores que estão te entregando. Mercado de eventos, ele é, eu falo que ele é complexo porque, cara, imagina você construir um stand de 100 metros quadrados em 3 dias. Cara, você tem que ter um cara bom para te entregar. A gente entrega hoje stand de 400, 600 metros quadrados e o período de montagem é igual. Então você precisa ter uma equipe que realmente você saiba que tá, que vai te entregar.
Você não tem problema, por exemplo, você pagou o espaço na feira, você contratou alguém e feira tem um dia para acontecer. Por exemplo, a feira vai ser de 24 a 30 de agosto, Bicho, se o cara no estande não ficar pronto dia 23, vai acontecer, ferrou.
E você vai estar lá com o seu estande pela metade.
Acontece isso?
Acontece, acontece. Olha aí, e aí, cara, tem alguns aventureiros.
Quem é o seu parceiro?
Exato, cara. Existem alguns aventureiros que dão esse trabalho para o cliente Já socorri alguns quando a gente tá trabalhando. Eu falo que hoje a gente mais acerta do que erra, porque eu, como eu te falei, a gente sempre ganhou os nossos clientes por indicação. Então, porque eu também erro, sabe, cara? Cenografia é uma construção de casa. Já construiu uma casa, cara? É surreal. Então o período é muito curto, são muitos detalhes, enfim, tem alterações.
Puta, chega o gerente de marketing lá, fala assim, cara, que lindo, mas troca para mim isso aqui. Não dá para trocar agora. Então assim, Você tem que ter algumas limitações, saber falar não para o cliente.
Tem que ter bom senso.
Exato, cara. Aqui dá para fazer, aqui não dá para fazer. Então acho que assim, o ponto principal é saber com quem você tá trabalhando, sabe? Saber se esse cara que você contratou, ele tem um histórico, ele tem uma credibilidade e ter certeza que vai entregar.
É o que você falou, é incrível, né? Você acaba também sendo a construtora, né? Praticamente você é a construtora.
Já tem tudo no galpão. Meu galpão tem 5.000 metros quadrados lá, eu tenho cenoura, 5.000 metros quadrados. Então dá para construir tudo que você imaginar.
Dá para construir uma casa?
Dá, pô, dá.
Construiu condomínio, pô.
O Caio, ano retrasado a gente construiu uma estrutura para Barretos, para Brama, que era uma ativação que tinha— a gente construiu uma rádio como se fosse uma rádio mesmo, um rádio, tá? Essa estrutura só da rádio, ela tinha 400 metros quadrados, só o rádio, tá? 400 metros quadrados com 13 metros de prédio direito.
13?
13 estrutura ao ar livre. Então assim, é um outro tipo de construção, é diferente do que acontece em feira indoor. O outdoor é uma outra estrutura, é ferro, é coisa pesada, é porque tem vento, tem chuva. Exatamente. E ativação no total, ela dava quase 1000 metros quadrados, porque aí tinha construção de bar, tinha não sei o quê, enfim. Então assim, você monta o que você quiser. Tem um legal, um trem que é muito legal, que falar isso eu preciso até divulgar mais isso, cara.
Eu ganhei uma vez, eu falei, eu presto serviço para TV. Um dia caiu um projeto. O que vem da TV eu não desenho o projeto, eu tenho meus arquitetos, mas normalmente TV me traz já o projeto pronto e o detalhamento. Eles não contratam mais para construir. E aí a gente ia ter um merchan dentro da fazenda que era para construir um avião. A gente construiu um avião com, eu não vou lembrar a metragem exata, mas 10 ou 11 metros de comprimento.
Imagina que eu tive que construir um avião, ele cortado no meio para poder transportar. A gente transportou ele na madrugada porque tem que ser caminhão aberto para montar isso dentro da fazenda na madrugada, para quando fosse ter o merchan. Eu não vou lembrar a marca, mas acho que era AliExpress, alguma coisa assim. Tem isso na internet. E aí a gente construiu um avião para o cara, e cara, uma semana. Estrutura metade.
E você na tua casa com desafio de retocar as paredes da cozinha que tá marcada ali, que você entrou com carrinho de compra e lascou. Isso era para o teu marido já 2 meses que você não retoca essa parede. O cara, Roberto, construindo um avião em semanas para fazenda.
É surreal assim, cara.
Produção, tem aqui comigo, eu posso, Tiagão? Porque a história dele é animal. Caiu. É, você reforçou ainda mais uma alavanca que eu acredito que é eventos. Eu acho que esse podcast foi de utilidade enorme das pessoas olharem. Tem gente que eu falo que é cegueira por desatenção, tem gente que nem olha para esse canal ou vê uma coisa muito distante. Ah não, quando eu for muito grande. Não, cara, você pode fazer um jogo em relação ao seu tamanho e também como uma referência de um empreendedor disruptivo.
Essa cara da Easy, de você ver esse desafio, sabe, de você tá, já tem mais de 8 mil hotéis catalogados, então tá colocando ali todas as salas de eventos disponíveis, porque você sabe a dor ali do cliente final, que você fica no meio, cara, eu sou juiz de paz, você fala, né, entre os hotéis que tem essa dificuldade, parece que tá num modelo mais arcaico, e do meu cliente que tem que pedir pelo amor de Deus para saber onde que ele faz o evento.
Você colocou uma solução ali no meio, criando o maior marketplace do setor de evento. Então, vida longa, tá? Obrigado. Tenho certeza que você vai voar cada vez mais alto. E ó, para todo mundo, os contatos do Thiago tá aqui embaixo na descrição do vídeo. Se você quer fazer evento, manda mensagem para ele. Se você quer entender, cara, eu tenho um hotel, queria entender a Easy, manda mensagem para ele. Se você quer buscar o teu evento lá, manda mensagem para ele e lá para toda a equipe, porque eventos é uma alavanca fortíssima de crescimento. E foi uma aula. Hoje foi aula, tá?
Legal, Kaique, obrigado.
Deu uma aula de eventos e eu aprendi muito com você hoje, tá, irmão?
Obrigado, irmão.
Obrigado. Vou pedir na próxima aqui, a gente vai, enquanto a gente tá gravando, o time dele vai estar construindo um cenário de podcast. Boa, né? Então, turma, eu vou acabar aqui e vai começar consultoria de construção aqui quando esse podcast terminar. Compartilha com a galera do trabalho, família, equipe, empreendedores que você conhece para fortalecer essa cultura de fazer eventos campeões como alavanca de crescimento para o seu negócio. Até semana que vem, fica com Deus e tchau!